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  • A transição energética precisa de mulheres. E hoje!

    Por Rosane Fukuoka A transição energética precisa de mulheres. E hoje! Todas sabemos que a transição energética é o único caminho possível para que avancemos rumo a uma economia de baixo carbono, com menos combustíveis fósseis e mais alternativas limpas e sustentáveis. Mas, no fio condutor dessa transformação, há outro percurso igualmente urgente de ser trilhado: o de ampliar a presença feminina no setor de energia, um espaço onde seguimos sendo minoria. No Brasil, as mulheres representam apenas 20% do setor elétrico, segundo a pesquisa Mulheres no Setor Elétrico , realizada pela ANEEL em 2023. Em posições de liderança, esse número cai para 5,5%. Esses dados evidenciam não apenas um desafio enorme, mas também um desperdício do potencial transformador que as mulheres têm para contribuir com um setor mais diverso, inovador e sustentável. Foi a partir dessa compreensão que passei a me dedicar não só à eficiência energética na minha carreira, mas também à eficiência das relações humanas dentro desse ecossistema. Nascimento da Rede WEE Em 2023, a partir da rede de mulheres da Mitisdi e com o apoio do Programa PotencializEE iniciativa que promove eficiência energética em pequenas e médias indústrias de São Paulo, liderada pelo Ministério de Minas e Energia e coordenada pela GIZ em parceria com o SENAI-SP criamos a rede Mulheres pela Energia e Eficiência ( Women for Energy and Efficiency – WEE ). A WEE nasceu com o propósito de conectar, fortalecer e empoderar mulheres que atuam (ou desejam atuar) nas áreas de energia e eficiência energética. É um espaço de troca, aprendizado e apoio mútuo. Hoje, a rede reúne cerca de 170 mulheres de diferentes regiões do Brasil: engenheiras, arquitetas, economistas, advogadas, gestoras ambientais, pesquisadoras e estudantes, todas unidas pelo compromisso de construir um setor mais inclusivo e equitativo. Durante a pandemia, a rede se consolidou de maneira orgânica, com encontros virtuais semanais para compartilhar trajetórias e desafios. Agora, estamos avançando para novos programas de mentoria, encontros presenciais e formações voltadas ao autoconhecimento, à liderança e ao desenvolvimento de habilidades essenciais para que mais mulheres ocupem espaços estratégicos no setor energético. O empreendedorismo feminino também tem ganhado força nessa transição. Um exemplo inspirador é o curso ‘Eletricistas do Sol’, realizado pelo Projeto Saúde e Alegria (PSA) com apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS). A iniciativa capacita exclusivamente mulheres para a manutenção de sistemas solares fotovoltaicos em comunidades, aldeias e quilombos da Amazônia, ampliando autonomia, gerando renda e levando energia limpa a territórios antes vulneráveis. Rede na América Latina Recentemente, fui uma das brasileiras a participar do curso de Liderança de Mulheres para a Transição Energética Justa, Inclusiva e Resiliente, realizado em Bogotá, na Colômbia. Foram três dias intensos ao lado de mais de 50 mulheres líderes da América Latina e do Caribe representantes de ministérios, universidades, organizações civis e comunidades tradicionais. Foi profundamente inspirador ouvir mulheres indígenas, negras e de comunidades pesqueiras compartilhando saberes, soluções locais e perspectivas para uma transição energética de fato inclusiva. Entender que energia limpa também passa pelo respeito à ancestralidade, pela economia do cuidado e pelo fortalecimento das comunidades foi um dos aprendizados mais marcantes dessa vivência. O sentimento de pertencimento é o que fica. Sabemos que não estamos sozinhas nessa luta e que podemos contar com o apoio de uma rede internacional de mulheres e entidades do setor. Voltamos para casa fortalecidas como agentes de transformação e responsáveis por difundir o conhecimento em diferentes países e estágios de transição energética. A força das redes femininas Os diálogos com todas essas mulheres deixam claro que, embora as realidades variem, os desafios são semelhantes e que as soluções passam pela colaboração. Redes femininas, como a WEE, mostram como a união entre mulheres potencializa lideranças, amplia repertórios, cria oportunidades e acelera mudanças estruturais. Nosso próximo passo é consolidar juridicamente a rede, fortalecer parcerias e multiplicar iniciativas de formação e liderança feminina no setor energético. Queremos que cada vez mais mulheres se sintam preparadas e confiantes para ocupar posições de decisão, contribuindo com soluções sustentáveis que considerem o fator humano. Da soma dessas experiências, levo uma convicção: a transição energética precisa ser também uma transição de valores. Incluir mais mulheres significa democratizar conhecimento, reduzir desigualdades e ampliar o impacto positivo das políticas de descarbonização. A eficiência energética só é completa quando inclui também a eficiência da diversidade. Por isso, o convite está aberto: que mais mulheres possam se conectar, aprender e transformar juntas. Porque é fortalecendo redes que fortalecemos o futuro. Rosane Fukuoka é diretora técnica da Mitsidi e fundadora da rede Mulheres pela Eficiência e Energia ( Women for Energy and Efficiency – WEE ). A transição energética precisa de mulheres. E hoje!

  • ISA ENERGIA BRASIL é listada no Índice Carbono Eficiente (ICO2 B3) pelo quarto ano consecutivo

    Índice reconhece as empresas com as melhores práticas de eficiência e gestão de suas emissões de gases de efeito estufa (GEE); Empresa ainda está entre as 14 que atendem integralmente as 10 práticas previstas na metodologia. ISA ENERGIA BRASIL é listada no Índice Carbono Eficiente (ICO2 B3) pelo quarto ano consecutivo São Paulo, 07 de janeiro de 2026  – A ISA ENERGIA BRASIL, líder em transmissão de energia no País, manteve sua presença na carteira do Índice Carbono Eficiente (ICO2 B3), pelo quarto ano consecutivo. A nova composição do índice, divulgada pela B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), reúne 65 companhias comprometidas com as melhores práticas de eficiência e gestão de emissões de gases de efeito estufa (GEE). A empresa ainda figura entre as 14 que já atendem integralmente as 10 práticas previstas na metodologia do indicador, reforçando a consistência de sua estratégia climática. O ICO2 B3 é considerado um dos principais indicadores de desempenho climático corporativo no Brasil e tem como objetivo incentivar as melhores práticas na gestão de emissões em diferentes setores da economia, medindo a eficiência dessas emissões em relação à receita e outros critérios de governança e transparência.  “A permanência da ISA ENERGIA BRASIL na carteira do ICO2 B3 é reflexo do nosso compromisso contínuo com a transparência na divulgação de dados ambientais e na adoção de práticas climáticas eficazes que visam reduzir continuamente as emissões de gases de efeito estufa em nossas operações. Esse reconhecimento reforça a consistência das nossas ações e nosso objetivo em alcançar a meta Net Zero até 2050”, afirma Mayara Ribeiro, Coordenadora de Sustentabilidade da ISA ENERGIA BRASIL. Compromisso Net Zero Em 2025, a ISA ENERGIA BRASIL anunciou sua trajetória para alcançar emissões líquidas zero (Net Zero) até o ano de 2050, reafirmando seu compromisso com a mitigação das mudanças climáticas. A estratégia combina ações de mitigação e adaptação climática, com metas claras: reduzir 60% de suas emissões até 2040 e alcançar uma redução absoluta de 90% até 2050 em suas emissões de escopo 1, 2 e 3, com base no ano de 2022. As emissões remanescentes serão compensadas, alinhando a Companhia ao Acordo de Paris e ao objetivo global de limitar o aquecimento a 1,5°C até 2100. A Companhia tem avançado de forma consistente em sua agenda de gestão climática. Entre os principais resultados, destaca-se a redução de 20% nas emissões de gases de efeito estufa entre os anos de 2022 e 2024, fruto de iniciativas como controle rigoroso de vazamentos de gás SF6, implantação de autogeração de energia renovável por meio de usinas solares próprias, entre outras. A empresa também investe continuamente em soluções que minimizam o impacto ambiental, como a adoção de drones na implantação e operação de seus projetos. A ISA ENERGIA BRASIL também integra os índices ISE (Sustentabilidade Empresarial), IDIVERSA (Diversidade), IBRA, IBXX, IDIV, IEEX, IGCT, IGCX, MLCX e UTIL, da B3. Sobre a ISA ENERGIA BRASIL A ISA ENERGIA BRASIL (B3: ISAE3; ISAE4) é líder em transmissão de energia no País, por meio da gestão de 34 concessões distribuídas em 18 Estados. Com mais de 1.600 colaboradores, a Companhia é responsável por cerca de 30% da energia elétrica transmitida no País e aproximadamente 95% no Estado de São Paulo, além de ser pioneira no desenvolvimento de tecnologias, como as primeiras subestações digital e 4.0, o primeiro sistema de armazenamento de energia em baterias em larga escala e o primeiro sistema com tecnologia FACTS do tipo SSSC no sistema de transmissão brasileiro. Seu sistema elétrico é composto por mais de 31 mil km de circuitos, incluindo ativos próprios e controlados em conjunto, e 136 subestações próprias com tensão de até 550 kV. Tem como acionista controlador a empresa colombiana ISA, que detém 35,82% do capital total. “Energia, Vida e Transição” são três palavras que definem a essência de sua estratégia que busca impulsionar a transformação para um futuro sustentável, com o compromisso de priorizar a vida em todas as suas formas e garantir uma transição energética resiliente, segura, limpa e justa. ISA ENERGIA BRASIL é listada no Índice Carbono Eficiente (ICO2 B3) pelo quarto ano consecutivo

  • A expansão da demanda elétrica global e o impacto no setor elétrico

    Por Marcelo Mendes   O mundo atravessa uma aceleração inédita da demanda por eletricidade. O avanço dos data centers impulsionados por IA, a digitalização crescente, a eletrificação de transportes e indústrias e o agravamento das ondas de calor estão redesenhando o mapa energético global. A questão central para empresas, governos e operadores é direta: o setor elétrico está preparado para esse salto estrutural? A expansão da demanda elétrica global e o impacto no setor elétrico Segundo a  International Energy Agency  (IEA) , o consumo global de eletricidade deve crescer até 2026 em um dos ritmos mais intensos das últimas décadas, inaugurando a chamada “Era da Eletricidade”. Já em 2026, a demanda mundial deve ultrapassar 29 mil TWh, impulsionada por veículos elétricos, bombas de calor, expansão de data centers e pelo crescimento econômico e tecnológico de países como China e Índia. Apenas os data centers, por exemplo, avançam a taxas próximas de 12% ao ano.   Ainda de acordo com o IEA, projeta-se que mais de 90% da demanda prevista para 2026 deve ser atendida por fontes de baixa emissão, com as renováveis ultrapassando o carvão como principal fonte global de eletricidade.   Esse movimento abre oportunidades significativas para o mercado de transmissão e distribuição: condutores, acessórios e conectores vivem forte expansão, com estimativas que apontam para a duplicação desse segmento global até 2034. Mas também expõe fragilidades estruturais, como:  desafios técnicos, regulatórios e industriais que exigem planejamento e investimento acelerados.   Diante disso, a indústria de conectores elétricos, frequentemente percebida como um elo discreto, torna-se estratégica para garantir continuidade, segurança e eficiência às redes. Seu papel é objetivo e crítico.   Conectores são fundamentais em diversos pontos que vão desde confiabilidade que contribuem na redução de perdas e minimizam o aquecimento e evitam falhas que possam interromper o fornecimento, à eficiência; segurança; estabilidade sistêmica, ao fortalecer a resiliência das redes, especialmente diante da integração de fontes renováveis e condições ambientais extremas; e, por fim, proteção, garantindo conexões adequadas de aterramento e prevenindo danos a equipamentos e pessoas.   Em resumo, se por um lado o cenário é positivo porque há avanço, há mercado e há oportunidade, por outro, sabemos que a preparação da indústria de conectores não é homogênea. O ritmo global da transição energética ainda supera a estrutura disponível para sustentá-la.   Sim, a Era da Eletricidade já começou. A eletrificação deixou de ser tendência para se tornar base da economia moderna, pressionando redes, distribuidoras e toda a cadeia de componentes. Para acompanhar esse novo ciclo, o setor elétrico precisará combinar três pilares: planejamento, industrialização e inovação.   E, dentro dessa engrenagem, a indústria de conectores assume um papel determinante ao garantir que a energia chegue onde precisa chegar, com segurança, eficiência e confiabilidade. Não se trata de supervalorizar o setor, mas de reconhecer que, sem conexões robustas e padronizadas, nenhuma expansão renovável, digital ou industrial se sustenta.   A demanda cresce. O mercado se transforma. A oportunidade está diante de nós. A pergunta é inevitável: estamos prontos para conectar o futuro?   Marcelo Mendes é gerente geral da KRJ Conexões. É economista e executivo de marketing e vendas do setor eletroeletrônico há mais de 15 anos, e com atuação em vários mercados internacionais. A expansão da demanda elétrica global e o impacto no setor elétrico

  • Instituto do Petróleo e dos Recursos Naturais da PUCRS lança Atlas de Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono

    Documento feito em parceria com a Petrobras oferece base de dados para os desafios da descarbonização no país. Instituto do Petróleo e dos Recursos Naturais da PUCRS lança Atlas de Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono O Instituto do Petróleo e dos Recursos Naturais (IPR) da PUCRS lançou o Atlas de Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono: Explorando o Potencial do Brasil. O documento, resultado de um projeto estratégico desenvolvido em parceria com a Petrobras, foi lançado em uma live institucional. O principal objetivo do Atlas é oferecer uma base sólida e atualizada para os desafios da descarbonização no país, disponibilizando dados e informações relevantes, tanto ao público especializado quanto para a sociedade em geral. Baseado na Plataforma GIS CCUS Brasil, que reúne todas as informações públicas sobre Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono (CCUS) no país, o Atlas apresenta uma leitura estruturada e ilustrada das regiões com maior potencial para utilização e armazenamento geológico de CO₂, consolidando-se como uma referência para pesquisadores, tomadores de decisão e agentes do setor energético. Além do Atlas Digital, o projeto entregou uma ferramenta virtual hospedada no site do IPR, que integra dados e análises sobre o potencial brasileiro em tecnologias de CCUS. Essas soluções envolvem a captura do CO₂ de fontes industriais ou do ar, sua utilização em outros processos produtivos ou seu armazenamento permanente no subsolo, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas.  O projeto foi duas vezes finalista do Prêmio ANP e reforça o papel do IPR e da PUCRS na geração de conhecimento aplicado, inovação e apoio à transição energética no Brasil.  Acesse o Atlas:  https://www.pucrs.br/ipr/plataforma-gis-ccus-brasil/atlas/ . Instituto do Petróleo e dos Recursos Naturais da PUCRS lança Atlas de Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono

  • O Sol Sob Nuvens Ácidas: Ex-Tarifários em Colapso e o Fantasma do Imposto de 35%

    O setor de energia solar brasileiro enfrenta um momento crítico que vai muito além de simples ajustes regulatórios. A recente extinção do regime de ex-tarifário para inversores solares marca o fim de uma era de competitividade e acessibilidade, enquanto rumores de um possível aumento do imposto de importação de módulos fotovoltaicos para até 35% pairam como uma nuvem ácida sobre o futuro do mercado. O resultado? Mais de 115 mil empregos em risco e uma desaceleração que pode ser irreversível para um setor que se tornou um dos maiores geradores de postos de trabalho do país. O Sol Sob Nuvens Ácidas: Ex-Tarifários em Colapso e o Fantasma do Imposto de 35% A morte do ex-tarifário para inversores não foi um evento isolado, mas parte de uma estratégia deliberada de encerrar o ciclo de incentivos que sustentou o boom solar dos últimos anos. Os inversores, componentes absolutamente críticos na cadeia de valor da energia solar, são responsáveis pela conversão da corrente contínua gerada pelos painéis em corrente alternada utilizável. Sem eles, não há sistema solar funcional. Até recentemente, esses equipamentos podiam ser importados com alíquota reduzida, já que não havia produção nacional em escala comparável. Essa flexibilidade permitiu que integradores, instaladores e empresas de engenharia mantivessem margens competitivas e oferecessem soluções acessíveis ao mercado. Agora, com o fim do ex-tarifário para inversores, a realidade é outra. O imposto de importação sobre esses componentes saltou para a faixa de 10,8% a 12% em 2024 e segue em trajetória ascendente, com ameaça de atingir 25% para importações acima das cotas estabelecidas. Mas há mais. Enquanto o governo tenta justificar a medida com argumentos de proteção à indústria nacional, circulam rumores cada vez mais concretos sobre a possibilidade de elevar o imposto de importação de módulos fotovoltaicos para 35% até julho de 2026, alinhando-se com a política tributária aplicada aos veículos elétricos. Se isso se concretizar, será um golpe devastador. A perspectiva de um imposto de 35% não é mera especulação. Dados recentes mostram que o governo já implementou essa alíquota para veículos elétricos, seguindo um cronograma que começou em 10% em 2024 e deve chegar a 35% em julho de 2026. A possibilidade de aplicar a mesma lógica aos módulos solares é real e preocupante. Isso significaria que um equipamento que custava R$ 100 importado com zero de imposto em 2022 poderia custar R$ 135 em 2026. Para um setor que opera com margens apertadas e onde o custo dos equipamentos representa 60% a 70% do investimento total, essa diferença é absolutamente letal. O impacto combinado é devastador. Com o fim do ex-tarifário para inversores já implementado e a ameaça de 35% de imposto sobre módulos, a viabilidade econômica de projetos inteiros desmorona. A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) alertou para o risco de cancelamento de mais de 25 GW em projetos, representando R$ 97 bilhões em investimentos suspensos. Esses números não são abstratos: significam demissões em massa nas empresas integradoras, redução de horas de trabalho para instaladores, cancelamento de contratações de engenheiros e projetistas, e o fechamento de pequenas e médias empresas que formam a base do setor. A cadeia de empregos afetada é extensa e profunda. Não se trata apenas dos técnicos que instalam os painéis. O setor solar gerou mais de 115 mil postos de trabalho, distribuídos entre fabricantes de estruturas, fornecedores de cabos e conectores, empresas de logística, consultores de projetos, eletricistas especializados, engenheiros de sistemas, equipes de manutenção e centenas de outras profissões. Cada ponto percentual de aumento no imposto representa uma redução proporcional na demanda e, portanto, na quantidade de mão de obra necessária. A insegurança jurídica piora ainda mais o cenário. Enquanto o governo não define claramente sua política tributária para o setor, investidores paralisam decisões, bancos hesitam em financiar projetos e empresas congelam contratações. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) ainda não regulamentou como será a remuneração da energia injetada na rede após 2029, adicionando outra camada de incerteza. Soma-se a isso a cobrança de 60% do Fio B a partir de 2026 para novos sistemas de geração distribuída, reduzindo ainda mais a atratividade dos investimentos. O Brasil enfrenta uma escolha clara: seguir o caminho de protecionismo que sacrifica empregos e competitividade, ou encontrar um equilíbrio que permita o desenvolvimento da indústria nacional sem destruir o dinamismo de um setor que se tornou vital para a transição energética. A nuvem ácida de um possível imposto de 35% sobre módulos, somada ao colapso dos ex-tarifários para inversores, ameaça transformar o setor solar de um motor de crescimento em uma história de declínio. O tempo para agir é agora. Sem uma mudança de rumo nas políticas tributárias e regulatórias, o Brasil não apenas perderá oportunidades de investimento e empregos, mas também sua liderança em uma das fontes de energia mais promissoras do século XXI. O sol, que deveria iluminar o futuro energético do país, corre o risco de ser ofuscado por nuvens cada vez mais escuras. Daniel Pansarela Public Affairs e BD Director Latam da Trina Solar e Presidente do Conselho Fiscal da Absolar. O Sol Sob Nuvens Ácidas: Ex-Tarifários em Colapso e o Fantasma do Imposto de 35%

  • O Paradoxo Energético de 2026: Excesso de Petróleo e a Crise Elétrica Impulsionada pela Inteligência Artificial

    O ano de 2026 começa sob um dos cenários mais contraditórios da história recente do setor energético global. Enquanto o mercado internacional enfrenta um excesso estrutural de petróleo , pressionando preços e reduzindo tensões geopolíticas imediatas, o sistema elétrico global caminha para um ponto crítico. O Paradoxo Energético de 2026: Excesso de Petróleo e a Crise Elétrica Impulsionada pela Inteligência Artificial O motivo não está nos combustíveis fósseis, mas na explosão da demanda por eletricidade , impulsionada pela expansão acelerada da Inteligência Artificial (IA) e da infraestrutura digital que a sustenta. Para o EnergyChannel , essa contradição revela um ponto central da transição energética contemporânea: o problema deixou de ser apenas a fonte de energia agora é, sobretudo, a capacidade de entrega, estabilidade e resiliência das redes elétricas . Petróleo em Excesso: Abundância, Preços Pressionados e Efeitos Colaterais A pressão de baixa sobre os preços do petróleo em 2026 é resultado de uma combinação de fatores estruturais e conjunturais. A retomada gradual da produção em regiões antes limitadas por sanções, como a Venezuela, soma-se ao avanço da eficiência energética nas economias desenvolvidas e à desaceleração do crescimento industrial em alguns mercados-chave. O resultado é um cenário de oferta abundante , no qual o setor de óleo e gás entra em uma fase de relativa estabilidade operacional. No entanto, esse ambiente cria um efeito colateral relevante: a postergação ou reavaliação de investimentos de longo prazo em energias renováveis , especialmente em países que ainda dependem fortemente da arrecadação fóssil. Embora o petróleo continue estratégico para transporte, petroquímica e segurança energética, sua abundância em 2026 contrasta com um sistema elétrico que opera no limite. A Nova Crise: A Fome Elétrica da Inteligência Artificial O verdadeiro ponto de ruptura do sistema energético global em 2026 não está nos barris de petróleo, mas nos megawatts exigidos pela economia digital . A Inteligência Artificial, especialmente os modelos generativos e de aprendizado profundo, tornou-se uma das atividades mais intensivas em consumo elétrico da história recente. Cada treinamento de modelo, cada consulta em larga escala e cada operação em nuvem depende de data centers altamente energointensivos , que se multiplicam em ritmo acelerado. Essas instalações exigem fornecimento contínuo, redundante e extremamente estável um desafio para redes elétricas projetadas para padrões de consumo do século passado. Segundo estimativas da S&P Global , a demanda global de eletricidade dos data centers pode crescer até 17% já em 2026 , mantendo um ritmo médio de 14% ao ano até 2030 . Trata-se de um crescimento não linear , que pressiona sistemas de transmissão, subestações e redes de distribuição em todo o mundo. Indicador Energético Situação em 2025 Projeção para 2026 Data Centers (Global) Elevado, porém controlável Crítico, com picos recorrentes Setor de Petróleo Alta produção e refino Estável, com ganhos de eficiência Infraestrutura Elétrica Operando sob pressão Risco real de falhas e apagões A Mudança de Foco: Da Geração à Infraestrutura Diante desse novo cenário, governos, operadores de rede e investidores estão reposicionando suas estratégias. O consenso emergente é claro: não basta ampliar a geração de energia limpa se a infraestrutura não consegue absorver, distribuir e estabilizar essa eletricidade . O gargalo de 2026 está concentrado em três frentes estratégicas: 1. Modernização das Redes Elétricas A adoção de smart grids , com automação, sensores avançados e inteligência embarcada, tornou-se essencial para gerenciar picos de demanda, integrar fontes intermitentes e evitar colapsos sistêmicos. 2. Armazenamento em Escala Soluções de armazenamento especialmente baterias de grande porte passam a ser peças-chave para garantir confiabilidade, principalmente para data centers e infraestruturas críticas que não toleram interrupções. 3. Energia Dedicada e Microrredes Empresas de tecnologia estão acelerando acordos diretos com geradores de energia renovável e investindo em microrredes próprias , reduzindo dependência das redes públicas e aumentando previsibilidade energética. Conclusão: A Nova Fronteira da Transição Energética O paradoxo energético de 2026 deixa uma mensagem clara: a Inteligência Artificial, ao mesmo tempo em que promete otimizar o uso da energia, tornou-se um dos maiores vetores de estresse do sistema elétrico global . A abundância de petróleo não resolve e nem mitiga a urgência de construir uma infraestrutura elétrica robusta, digitalizada e resiliente. O verdadeiro campo de batalha da transição energética passa, agora, pela transmissão, distribuição e armazenamento de eletricidade . Para o EnergyChannel , a conclusão é inequívoca: o investimento em infraestrutura elétrica deixou de ser coadjuvante e tornou-se o eixo central do futuro energético global . Quem compreender essa mudança primeiro estará melhor posicionado para liderar a próxima década da economia digital e da transição energética. O Paradoxo Energético de 2026: Excesso de Petróleo e a Crise Elétrica Impulsionada pela Inteligência Artificial

  • Janeiro começa com precipitações, mas seca continua

    O mês de  janeiro  começou com a ocorrência de  chuvas  em diversas áreas do país, especialmente na faixa entre o Sudeste, Centro-Oeste e Norte, devido a um episódio da  Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).  Alguns estados chegaram a registrar volumes bem elevados, como  o Espírito Santo,  que acumulou mais de  150 mm  em várias estações nos primeiros dias do ano ou mesmo a Região Metropolitana de Belo Horizonte, com aproximadamente  100 mm  entre os dias  03 e 05 de janeiro.  Janeiro começa com precipitações, mas seca continua Apesar disso, o meteorlogista da  Tempo OK , Paulo Lombardi, aponta que as projeções para o restante do mês não são animadoras em se tratando de recuperação dos reservatórios e mananciais, já que os volumes de chuva previstos não compensarão o  déficit hídrico  no Sudeste e Nordeste que se intensificou na segunda metade de 2025.  “A ZCAS que atua no começo do mês  perde força antes da virada do primeiro para o segundo decêndio , reduzindo a persistência das precipitações. Além disso, o  padrão atmosférico  volta a favorecer uma  distribuição irregular de chuvas , que serão insuficientes para a recuperação consistente dos níveis de solo e  reservatórios ,” afirma o meteorologista. Similar ao que ocorreu no final de dezembro, espera-se um novo episódio de adentramento do   Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN)   para o interior do país, acompanhando o fortalecimento de um  sistema de alta pressão anômala  na costa do  Sudeste.  Em vários municípios do centro-norte do Brasil, é provável que  chova pouco ou quase nada  entre os dias  8 e 24 de janeiro. No  Sul  do país e em Mato Grosso do Sul, a chuva volta a ocorrer, porém de forma  mal distribuída . “Haverá registro de precipitação mais significativa em algumas áreas e com potencial para  tempestades , enquanto outras permanecerão com  acumulados mais baixos , o que limita os efeitos positivos do  retorno das instabilidades, ” comenta Paulo. Além disso, a partir da segunda semana de janeiro, o  calor ganha força , com  temperaturas de acima a muito acima da média  em quase todas as regiões. Esse aumento do calor intensifica a evaporação e contribui para agravar o quadro de déficit hídrico, o que deixa em  alerta  regiões onde as chuvas seguem  escassas ou irregulares. As precipitações previstas para grande parte de janeiro tendem a ocorrer na forma de  pancadas isoladas, concentradas principalmente nos fins de tarde , que são comuns no verão. Essas pancadas inclusive poderão ser muito fortes onde ocorrerem, acompanhadas de raios, ventania e granizo. No entanto, esse tipo de chuva  não beneficia o solo e  regiões de reservatórios, pois muitas vezes as pancadas  não atingem diretamente as áreas de captação  ou, quando ocorrem, escoam rapidamente pela superfície ressecada do solo, reduzindo a infiltração e o aporte efetivo aos mananciais. Pontualmente, uma ou outra região pode registrar  acumulados significativos em curto espaço de tempo . Ainda assim, eventos como esses devem ser isolados e mesmo quando o volume acumulado se aproxima da média mensal, o impacto prático é limitado e grande parte da água acaba sendo perdida. Para uma reversão mais efetiva do cenário de estiagem, seria necessário um  período prolongado de chuvas recorrentes , mesmo que com volumes diários modestos. A persistência da precipitação ao longo de vários dias é muito mais eficiente para a recuperação dos reservatórios do que eventos extremos concentrados, como uma chuva de  150 milímetros  em um único dia, por exemplo. Mesmo que haja possibilidade das chuvas se comportarem de forma mais regular entre fevereiro e março no centro-norte, o cenário mais provável ainda é de  acumulados  predominantemente de  média a abaixo  também nestes meses, o que deve dificultar essa reversão do cenário de estiagem. Em contrapartida, apesar da condição desfavorável para geração hídrica, o  primeiro trimestre de 2026  sinaliza um cenário favorável para a geração de  energia eólica e  solar . Além da menor concentração de nebulosidade persistente em áreas que são grandes produtoras de energia solar, como o norte de Minas Gerais e a Bahia, por exemplo, é esperado que praticamente todo o  Nordeste  brasileiro tenha um janeiro atípico em se tratando de  geração eólica,  com  ventos muito mais intensos e regulares  do que o comum para a época, pontualmente podendo inclusive lembrar o que normalmente ocorre no auge da safra de ventos, entre  julho e setembro. Janeiro começa com precipitações, mas seca continua

  • EnergyChannel lança Ranking próprio para mapear liderança, inovação e percepção de marca no setor de energia

    Nova iniciativa editorial combina dados, análise jornalística e inteligência de mercado para avaliar empresas, tecnologias e tendências globais EnergyChannel lança Ranking próprio para mapear liderança, inovação e percepção de marca no setor de energia O EnergyChannel  anuncia o lançamento oficial do EnergyChannel Ranking , uma iniciativa editorial inédita que passa a integrar o núcleo de inteligência do portal. O projeto nasce com o objetivo de mapear liderança de mercado, inovação, sustentabilidade e percepção de marca  em setores estratégicos da economia energética e tecnológica. Diferente de listas puramente comerciais ou votações informais, o EnergyChannel Ranking adota uma metodologia híbrida , combinando pesquisa estruturada, análise de consumidores e profissionais do setor, indicadores de mercado e curadoria jornalística independente . “O ranking não é apenas sobre quem vende mais ou aparece mais. Ele avalia quem realmente constrói valor, reputação e impacto no mercado”, explica a equipe editorial do EnergyChannel. Uma nova frente editorial: EnergyChannel Intelligence O Ranking marca o lançamento do EnergyChannel Intelligence , braço dedicado a estudos, análises comparativas e relatórios estratégicos. A iniciativa acompanha a evolução do portal, que deixou de ser apenas um canal de energia para se consolidar como um portal global de negócios, tecnologia, políticas públicas e sustentabilidade . Os rankings serão publicados ao longo do ano, organizados por categorias como: Energy Companies Ranking Electric Mobility Ranking Energy Storage Ranking Innovation Index Sustainability & ESG Index Brand Perception Consumer Choice Market Leaders Cada edição trará não apenas a classificação das empresas, mas também insights de mercado, tendências emergentes e leitura estratégica do setor . Metodologia transparente e independente Segundo o EnergyChannel, a credibilidade do projeto está ancorada em três pilares: Pesquisa e dados Avaliação baseada em respondentes qualificados, indicadores setoriais, percepção de consumidores e análise de mercado. Análise editorial Curadoria jornalística que contextualiza os dados, evita distorções e interpreta os resultados à luz da realidade econômica e regulatória. Independência editorial Patrocinadores e empresas ranqueadas não interferem no conteúdo, metodologia ou resultados . Essa abordagem posiciona o EnergyChannel Ranking como uma ferramenta de referência para executivos, investidores, formuladores de políticas públicas e profissionais de marketing e estratégia . Ranking como ativo estratégico para empresas Além da publicação editorial aberta ao público, o projeto prevê a produção de relatórios analíticos premium , com dados aprofundados, gráficos comparativos e sumários executivos voltados à tomada de decisão. Empresas ranqueadas também poderão, de forma opcional, licenciar o Selo Oficial EnergyChannel Ranking , utilizado como ativo institucional para comunicação corporativa, reforçando credibilidade e posicionamento de marca. Um reflexo da maturidade do setor Para o EnergyChannel, o lançamento do Ranking acompanha a maturidade do mercado de energia, mobilidade elétrica, armazenamento e transição energética, que passa a demandar critérios mais sofisticados de avaliação , além de métricas tradicionais como capacidade instalada ou faturamento. “O setor está cada vez mais competitivo, global e orientado à reputação. O ranking surge como um termômetro de confiança, inovação e liderança”, destaca o editorial. Publicação e próximos passos Os primeiros rankings do EnergyChannel Ranking 2026  serão publicados ao longo dos próximos meses, com edições focadas em energia, mobilidade elétrica, armazenamento, sustentabilidade e inovação tecnológica. Com essa iniciativa, o EnergyChannel reforça seu posicionamento como plataforma global de conteúdo, inteligência e análise , ampliando sua atuação para além da cobertura jornalística tradicional. EnergyChannel lança Ranking próprio para mapear liderança, inovação e percepção de marca no setor de energia

  • Comportamento Estratégico: Como Mulheres Criam Espaço em Setores Masculinizados 

    O setor de energias renováveis tem sido frequentemente descrito como um território dominado por homens, especialmente em posições técnicas, operacionais e de liderança. No entanto, a presença e o protagonismo de mulheres não apenas transformam essa realidade, mas também trazem novas perspectivas de liderança, inovação e impacto social que fortalecem o desenvolvimento energético sustentável. Comportamento Estratégico: Como Mulheres Criam Espaço em Setores Masculinizados Apesar de alguns progressos registrados nos últimos anos, a presença feminina no setor de energias renováveis ainda é limitada, principalmente nas funções técnicas e nos postos de comando. Em escala global, as mulheres representam aproximadamente 32% das posições de trabalho em tempo integral nesse segmento, conforme dados recentes da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA). Contudo, apenas cerca de 19% dessas posições correspondem a cargos de alta liderança.  Esses números revelam que, apesar de mais presentes em funções operacionais ou administrativas, as mulheres ainda enfrentam obstáculos para acessar posições estratégicas de tomada de decisão, um reflexo de barreiras culturais, falta de acesso a redes de poder e dificuldades de conciliar vida pessoal e profissional. A mulher empoderada tem a força . O comportamento estratégico dessas mulheres se manifesta em diferentes frentes: desde capacitação técnica, até a criação de redes de apoio, liderança executiva e visibilidade de carreiras inspiradoras. É essa força que transforma o setor, criando espaços onde antes havia portas fechadas. Mulheres que prosperam em ambientes tradicionalmente masculinos frequentemente desenvolvem competências estratégicas como: Resiliência e adaptabilidade  diante de desafios de gênero Habilidades de comunicação e negociação  que ampliam sua influência Criação de redes de apoio e mentoria  entre mulheres Visão integrada do negócio , ligando sustentabilidade, impacto social e resultados econômicos Essas competências refletem um estilo de liderança que é colaborativo, inovador e voltado para a construção de soluções transformadoras, um diferencial crucial para a transição energética. Os números ajudam a compreender melhor a realidade e os desafios enfrentados: Mulheres representam 32% da força de trabalho no setor de energias renováveis, contra 22% na indústria de combustíveis fósseis, o que indica um avanço, mas também um caminho ainda longe da equidade.  Em muitos casos, as mulheres ocupam papéis administrativos ou de apoio, com participação menor em funções técnicas ou de engenharia.  Pesquisas mostram que 64% das profissionais brasileiras no setor de energia já enfrentaram comentários sexistas (são aquelas falas, piadas ou insinuações )que desvalorizam alguém no ambiente de trabalho, e cerca de 49% relatam discriminação de gênero em suas carreiras. Esses dados apontam que a presença feminina não é apenas uma questão de números, mas também de qualidade da participação: mulheres muitas vezes enfrentam barreiras invisíveis, como vieses nos processos de promoção, falta de modelos de liderança feminina e dificuldades de conciliar responsabilidades pessoais e profissionais. Embora ainda sub-representadas em cargos máximos, as mulheres já vêm alcançando posições importantes e inspiradoras no cenário brasileiro de energias renováveis: 1. Lideranças em Energia Solar e Eólica Iniciativas regionais de expansão de energias renováveis no Brasil destacam mulheres em papéis técnicos e operacionais. Por exemplo, em usinas eólicas do Nordeste operadas por equipes majoritariamente femininas, mulheres desempenham papéis vitais na manutenção e operação de equipamentos do parque, rompendo com estereótipos e abrindo caminhos para outras.  2. Programas de Capacitação Técnica Empresas como a Atlas Renewable Energy  implementam programas voltados à inclusão feminina, como o “We Are Part of the Same Energy”, que já treinou mais de 350 mulheres em Janaúba (MG) em competências técnicas para atuação no setor fotovoltaico.  Esses exemplos mostram estratégias concretas de inclusão, desde a formação técnica até a participação ativa em funções tradicionalmente associadas a homens, mostrando que quando as oportunidades são criadas, as mulheres respondem com excelência competitiva e impacto real no setor. As mulheres no setor têm adotado diversas estratégias de comportamento para consolidar sua presença e fomentar mudanças: 1. Construção de Redes de Apoio Organizações como a Rede Brasileira de Mulheres na Energia , Congresso Brasileiro Mulheres da energia e iniciativas internacionais criam comunidades de mentoria, formação e apoio mútuo, essenciais para trocar experiências, gerar referências e romper a sensação de isolamento. 2. Educação e Capacitação Técnica Investir em habilidades técnicas, como engenharia, gestão de projetos, finanças ou operação de sistemas de energia renovável, é uma forma eficaz de construir autoridade e confiança profissional. 3. Participação em Eventos e Fóruns de Liderança Congressos, fóruns e painéis sobre energia oferecem plataformas para que mulheres compartilhem suas trajetórias, visões e contribuam diretamente para políticas públicas e práticas organizacionais mais inclusivas.  4. Criação de Políticas Internas de Inclusão Empresas que adotam políticas claras de diversidade, igualdade salarial, horários flexíveis e suporte à maternidade atraem e retêm talentos femininos, demonstrando que ambientes equitativos geram melhores resultados para todos. A presença crescente de mulheres no setor de energias renováveis traz benefícios que vão além da equidade de gênero: Diversidade de ideias impulsiona soluções inovadoras , fundamentais num setor que exige criatividade para a transição energética Liderança colaborativa melhora a tomada de decisões , integrando perspectivas sociais, ambientais e econômicas Modelos de carreira para jovens mulheres ampliam o pipeline de talentos , garantindo sustentabilidade futura ao setor Além disso, um ambiente mais inclusivo reflete um mercado mais competitivo, resiliente e adaptado às demandas sociais por sustentabilidade e responsabilidade. Embora os dados mostrem que ainda há um rompante a ser feito, o aumento da participação de mulheres nas energias renováveis representa um avanço claro e contínuo. A expectativa é que, com a criação de políticas públicas de equidade, programas de educação técnica e iniciativas internas de empresas, as mulheres ocupem cada vez mais espaços de destaque e liderança nos próximos anos. Exemplos de mulheres em cargos de alto padrão  Angélica Garcia Cobas Laureano  -   Petrobras e Transição Energética Em julho de 2025, Angélica Laureano foi nomeada Diretora Executiva de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, um marco histórico para a companhia ao alcançar, pela primeira vez, um time executivo com maioria feminina. Sua trajetória de mais de 45 anos de experiência e contribuição estratégica para a descarbonização e energias renováveis demonstra como a liderança feminina pode influenciar grandes decisões corporativas no setor.  Esse tipo de conquista é ainda mais estratégico por ocorrer em um dos maiores conglomerados energéticos do Brasil , setor que combina petróleo, gás e energias renováveis , tradicionalmente dominado por profissionais homens. Marina Silva , como Ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, foi eleita uma das mulheres mais influentes globalmente pelo Financial Times , destacando seu papel nas políticas climáticas que impactam diretamente o setor de energia e a transição para renováveis.  Figuras como Silva mostram que o impacto estratégico feminino vai além da gestão empresarial e alcança a formulação de políticas públicas que moldam a matriz energética do país. Tarciana Medeiros  - CEO do Banco do Brasil, demonstra liderança em um setor financeiro tradicionalmente dominado por homens, contribuindo indiretamente para investimentos e financiamento de energias sustentáveis e infraestrutura.  Anna Luísa Beserra  - jovem empreendedora que usa tecnologia e inovação sustentável, incluindo soluções que envolvem energia solar e ESG, mostrando que impacto e liderança podem ocorrer desde o empreendedorismo até escala global.  O setor de renováveis é um terreno fértil para talentos que buscam impacto social e ambiental, e as mulheres, com sua força criativa, inteligente e competente, estão sendo protagonistas dessa transição. Mais do que ocupar espaço, elas transformam o setor, inspirando futuras gerações e abrindo portas onde antes havia barreiras. Mulheres que alcançam posições de liderança não só transformam suas trajetórias profissionais, mas influenciam a cultura organizacional e impulsionam soluções inovadoras, reforçando sustentabilidade, diversidade e resultados econômicos. O caminho rumo à equidade ainda é longo, mas exemplos inspiradores de mulheres brasileiras em cargos de alto nível , sejam executivas, líderes públicas ou empreendedoras , demonstram que comportamento estratégico, competência e persistência são pilares da mudança real. E à medida que mais mulheres ocupam esses espaços, toda a sociedade e os setores econômicos, especialmente os ligados à transição energética, serão beneficiados. FONTES: ( Stima Energia ), ( ComCiência ), ( SGB ), ( INTE ), ( Reuters ), ( Reddit ) Kátia Rezende Moreira – Energy Channel – 06/01/2026   Kátia Rezende Moreira Head comercial PV MOB mobilidade elétrica, Analista de negócios O&M fotovoltaico, Gestora de parcerias estratégicas, Especialista B2B, Consultora comercial, Agente de soluções e oportunidades. Graduação em Comunicação social – Jornalismos e Gestão comercial (em andamento). Prêmio Excelência Técnica pelo Congresso Brasileiro mulheres da energia - ABGD 2025. Colunista do Portal Solar e Energy Channel. Comportamento Estratégico: Como Mulheres Criam Espaço em Setores Masculinizados

  • Auren Energia realiza parada geral de seis eclusas no interior de São Paulo para manutenção preventiva

    Operação tem duração de 30 dias e contará com cerca de 300 profissionais do setor para garantir segurança e eficiência das eclusas controladas pela companhia na Hidrovia Tietê-Paraná Auren Energia realiza parada geral de seis eclusas no interior de São Paulo para manutenção preventiva A Auren Energia realizará, entre os dias 7 de janeiro e 9 de fevereiro, a parada geral de manutenção preventiva de todas as seis eclusas sob sua operação na Hidrovia Tietê-Paraná, nas estruturas da UHE Nova Avanhandava, da UHE Barra Bonita e respectivas regiões. A operação irá acontecer de forma simultânea, com duração média de 30 dias corridos em cada eclusa e contará com a atuação de aproximadamente 300 profissionais, entre colaboradores próprios e empresas especializadas. A parada geral integra o cronograma bienal de manutenções preventivas da companhia, com o objetivo de reforçar a segurança, a confiabilidade e a eficiência operacional das eclusas. “Além de atender à legislação vigente, a manutenção preventiva reflete nosso compromisso com a excelência operacional e o desenvolvimento socioeconômico das regiões. Essas estruturas são fundamentais para o escoamento da produção do agronegócio brasileiro, além de atenderem às embarcações de turismo local. ”, destaca Henrique Barbosa, gerente de Operação e Manutenção da companhia . Durante o período de manutenção, serão executadas diversas atividades técnicas essenciais. Entre elas, estão inspeções detalhadas de todos os equipamentos, ajustes preventivos e implantação de melhorias no sistema. Os trabalhos incluem ainda a troca preventiva de componentes que eventualmente estejam desgastados, limpeza completa das câmaras das eclusas e manutenção dos sistemas eletromecânicos, como motores e painéis elétricos. Para maior segurança durante as vistorias, a operação contará com o uso de tecnologias como o ROV (veículo operado remotamente), equipamento robótico capaz de realizar imagens subaquáticas, ampliando a segurança e a eficiência das inspeções. Em Nova Avanhandava, onde são duas eclusas em operação, a manutenção ocorrerá entre os dias de 7 de janeiro a 2 de fevereiro. Já em Promissão, será de 8 de janeiro a 6 de fevereiro. Em Barra Bonita, a manutenção ocorrerá entre os dias 7 de janeiro e 5 de fevereiro. Nas cidades de Bariri e em Ibitinga, as paradas serão de 10 de janeiro a 2 de fevereiro e de 9 de janeiro a 7 de fevereiro, respectivamente.  “Como as eclusas da Auren integram uma cadeia no rio Tietê e estão em um sistema de operação integrado, a realização das manutenções preventivas e testes de forma simultânea garantem maior assertividade nas nossas ações, agilidade ao processo e, consequentemente, menor tempo de suspensão das operações”, completa Barbosa.  Auren Energia realiza parada geral de seis eclusas no interior de São Paulo para manutenção preventiva Importância para a economia A hidrovia Tietê-Paraná é um dos principais canais de escoamento de produção do país, com mais de 2,4 mil quilômetros de extensão. No trecho do Rio Tietê são cerca de 303 quilômetros sob responsabilidade da Auren, o que inclui a operação de seis eclusas em cinco hidrelétricas, fundamentais para o turismo e para o escoamento de grãos e insumos agrícolas e industriais. Somente em 2025, foram mais de 8,6 mil operações de eclusagem de embarcações considerando as hidrelétricas da Auren no rio Tietê. O volume de carga transportada foi de cerca de 1,9 milhão de toneladas. No mesmo período, foram realizadas 1,4 mil operações voltadas para embarcações de turismo, o que corresponde a 85,8 mil turistas passando pelas eclusas da companhia.  Sobre a Auren Energia  A Auren Energia (AURE3) é a terceira maior geradora do país, com produção de energia 100% renovável, e líder em comercialização no mercado brasileiro. A empresa está presente em nove estados, com 39 ativos com uma capacidade instalada total de 8,8 GW distribuídos entre as fontes eólica, solar e hidrelétrica e uma. Com um portfólio completo de soluções em energia e sustentabilidade, a Auren oferece produtos que geram eficiência energética e redução de custos para apoiar clientes de diferentes portes nos segmentos do varejo e atacado. Uma das metas do negócio é contribuir com a agenda climática e auxiliar empresas na economia de baixo carbono. A Companhia é integrante do Novo Mercado e está presente na carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3, o que reforça seu compromisso pela adoção das melhores práticas de governança corporativa, princípios de transparência, equidade e integridade na condução dos negócios com o propósito de gerar resultados admiráveis e um legado positivo para a sociedade. Acesse  www.aurenenergia.com.br   Auren Energia realiza parada geral de seis eclusas no interior de São Paulo para manutenção preventiva

  • Armazenar para Resistir: A Nova Onda da Microgeração de Energia no Brasil

    Por Renato Zimmermann Nos últimos anos, a energia solar deixou de ser uma curiosidade tecnológica para se tornar parte da vida cotidiana dos brasileiros. Hoje, já são milhões de pequenas unidades de geração distribuída  espalhadas por telhados de residências, empresas, escolas, hospitais, propriedades rurais e prédios públicos. Essa revolução transformou o consumidor em prosumidor termo que une “produtor” e “consumidor”, ou seja, alguém que não apenas consome energia, mas também a produz. Armazenar para Resistir: A Nova Onda da Microgeração de Energia no Brasil O que muitos não percebem é que, ao instalar painéis solares em suas casas ou negócios, estão prestando um serviço estratégico ao país. Estão ajudando a diversificar a matriz elétrica, reduzir a dependência de grandes usinas e, principalmente, aumentar a resiliência  do sistema diante dos impactos cada vez mais frequentes dos eventos climáticos extremos. Quando o clima desafia a energia O Brasil sempre contou com a força dos seus rios para gerar eletricidade. Mas longas estiagens podem secar reservatórios e comprometer a geração hidrelétrica. Tempestades com ventos intensos derrubam linhas de transmissão e destroem subestações. Raios, calor extremo e granizo também danificam equipamentos e comprometem a estabilidade da rede. Gerar energia em grandes usinas, muitas vezes a centenas de quilômetros do local de consumo, significa depender de longas redes de transmissão. Quanto maior a distância, maior o risco de apagões generalizados. Em um cenário de mudanças climáticas, essa vulnerabilidade se torna evidente. É nesse ponto que entram os recursos energéticos distribuídos pequenas unidades de geração próximas ao consumo, como painéis solares em telhados, turbinas eólicas de pequeno porte ou sistemas de biomassa locais. Eles reduzem a dependência das grandes usinas e tornam o sistema mais flexível. O papel central do armazenamento Se a geração distribuída já é uma realidade, o próximo passo é o armazenamento de energia . Em termos simples, trata-se de guardar a eletricidade produzida para usar depois. Isso pode ser feito com baterias instaladas junto ao local de consumo. Imagine uma casa com painéis solares no telhado. Durante o dia, a energia gerada pode ser usada imediatamente para alimentar geladeiras, ar-condicionados e chuveiros elétricos. O excedente pode ser direcionado para baterias, que armazenam essa energia para ser utilizada à noite ou em momentos de pico de consumo. Para que isso funcione, é necessário instalar um inversor de frequência híbrido . Esse equipamento é o cérebro do sistema: ele decide se a energia vem da rede elétrica, das baterias ou diretamente dos painéis solares. Combinado a medidores inteligentes , o inversor pode usar inteligência artificial para otimizar o fluxo de energia definindo se vai para os equipamentos da casa, para o armazenamento ou para a rede elétrica como excedente. O desafio regulatório Hoje, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) estabelece que os prosumidores paguem um valor de “pedágio” pelo uso da rede. Em outras palavras, quando alguém injeta energia excedente na rede, não recebe remuneração por isso. E, ao consumir essa energia de volta, precisa pagar pelo serviço da distribuidora. O Marco Legal da Micro e Minigeração Distribuída (Lei 14.300)  prevê que, a partir de 2029, além do uso da rede, os prosumidores deverão arcar com encargos tarifários  — custos adicionais que financiam políticas públicas do setor elétrico, como subsídios a programas sociais ou manutenção da rede. À primeira vista, pode parecer injusto que quem gera sua própria energia tenha que pagar pela rede. Mas, paradoxalmente, essa regra pode acelerar o mercado de armazenamento. Afinal, se o prosumidor tiver baterias em casa, poderá consumir sua própria energia sem depender da rede, reduzindo custos e aumentando autonomia. A nova onda: gerar e armazenar Estamos diante da nova onda da microgeração de energia : não basta gerar, é preciso armazenar. Essa combinação trará mais resiliência ao sistema elétrico brasileiro, abrindo espaço para tecnologias já consolidadas em outros países. Mas para que isso aconteça, será necessário modernizar a rede pública de distribuição. Hoje, nossa infraestrutura elétrica ainda carrega características da década de 1950. É como tentar colocar um carro moderno em uma estrada de carroça: ele até anda, mas não aproveita todo o seu potencial. Os recursos energéticos distribuídos  são os carros modernos. Eles precisam de uma autopista tecnológica, com sensores inteligentes, dispositivos de automação, inteligência artificial e até tecnologias quânticas para garantir fluidez e segurança. Sem essa modernização, o sistema continuará limitado, incapaz de absorver plenamente os benefícios da geração e do armazenamento distribuídos. O papel dos profissionais e da capacitação Para que essa transformação aconteça, não basta esperar por políticas públicas ou avanços tecnológicos. É fundamental que os profissionais do setor entendam seu papel como difusores e multiplicadores  dessa nova realidade. Existem inúmeros cursos de capacitação voltados para instalação de sistemas solares, inversores híbridos e baterias. A formação técnica é essencial para garantir que os consumidores tenham acesso a soluções seguras, eficientes e economicamente viáveis. Mais do que encontrar culpados para os desafios do setor, é preciso encontrar caminhos. Caminhos que permitam a proliferação do mercado de armazenamento, com impactos positivos para todos: uma rede elétrica moderna, mais resiliente, com custos menores e maior segurança. Momento decisivo O Brasil vive um momento decisivo. A energia solar já conquistou milhões de telhados e transformou consumidores em protagonistas da transição energética. Agora, o armazenamento surge como a peça que faltava para consolidar e ampliar essa revolução. Gerar e armazenar é mais do que uma tendência: é uma necessidade diante das mudanças climáticas e da vulnerabilidade do sistema elétrico tradicional. Cabe aos profissionais, às instituições e à sociedade abraçar essa nova onda, garantindo que o país avance rumo a uma matriz energética mais moderna, resiliente e sustentável. O futuro da energia não está apenas nas grandes usinas, mas nos pequenos sistemas espalhados por todo o território. E, com o armazenamento, cada casa, escola ou empresa poderá se tornar não apenas consumidora, mas guardiã da energia que move o Brasil. Renato Zimmermann é desenvolvedor de negócios sustentáveis e ativista da transição energética Armazenar para Resistir: A Nova Onda da Microgeração de Energia no Brasil

  • Sinal de preços: o próximo (urgente) passo para o setor de energia

    Por Vanessa Huback, head de inteligência de mercado da Tyr Energia A recente publicação da Lei 15.269, que define a abertura total do mercado livre até 2028, traz mudanças estruturais importantes como o fim do desconto da energia incentivada e a criação de novos encargos. Nesse novo cenário, torna-se indispensável avançar para um modelo tarifário baseado em sinais de preço, capaz de entregar ao consumidor uma redução real na fatura de energia. Sinal de preços: o próximo (urgente) passo para o setor de energia A experiência internacional é clara: no Reino Unido, Austrália e Texas, tarifas horárias têm proporcionado reduções de 8% a 12% para consumidores engajados, com taxas de adoção entre 10% e 20%. No Brasil, iniciando pelo mercado livre, é razoável projetar uma economia média na tarifa próxima de 10% para quem aderir ao modelo - resultado da menor necessidade de despacho térmico em horários críticos e do menor investimento em reforços de rede.Além disso, o deslocamento do consumo de energia resultante da adoção de preços horários no ACL brasileiro poderia levar à redução de emissões de gases de efeito estufa,  contribuindo para os compromissos de descarbonização do país no âmbito do Acordo de Paris.  Não menos relevante, os cases globais mostram que a adoção de tarifas horárias costuma destravar ciclos de investimento entre R$ 40 e 80 bilhões em tecnologias como medidores inteligentes e sistemas de armazenamento em bateria ao longo de 10 anos. Atualmente, o Brasil ainda opera majoritariamente sob um modelo tarifário baseado em custo médio. Esse cenário, no entanto, começa a evoluir. A recém-aberta Consulta Pública nº 46/2025, com prazo de submissão até março de 2026,   propõe a adoção automática da Tarifa Horária (Branca) até o final de 2026 para consumidores de baixa tensão com consumo mensal igual ou superior a 1 MWh - patamar que equivale a uma fatura residencial em torno de R$ 1.000 na área da Enel (SP) e cerca de R$ 1.200 na Light (RJ). Esse grupo reúne aproximadamente 2,5 milhões de unidades consumidoras, responsáveis por cerca de 25% de toda a energia consumida na baixa tensão. A Tarifa Branca, criada em 2018, teve baixa adesão. O principal motivo foram as incontáveis reclamações dos consumidores, devido à longas filas para troca de medidores, falhas na instalação, duplo faturamento, dificuldades no atendimento e inúmeros problemas operacionais das distribuidoras. Por isso, é importante separar as componentes tarifárias entre responsabilidade do fornecedor de energia (tarifa da energia) e do transportador da energia (tarifa de uso do sistema de distribuição, TUSD). Assim, uma eventual implementação automática de tarifas horárias na BT, as distribuidoras devem limitar sua atuação à TUSD, que é  a tarifa que remunera o uso da infraestrutura de distribuição. Já as modalidades tarifárias sobre a TE (energia) - equivalentes às ofertas do mercado livre - devem ser responsabilidade das comercializadoras varejistas, que têm capacidade e incentivo para oferecer produtos inovadores, preços dinâmicos e uma experiência digital de qualidade.  Digitalização e a competição saudável entre as comercializadoras varejistas são os motores que vão permitir ao Brasil replicar os resultados internacionais: maior economia para o consumidor, menos emissões e um setor mais moderno e eficiente. Sinal de preços: o próximo (urgente) passo para o setor de energia Vanessa Huback é Head de Inteligência de Mercado na TYR Energia. Formada em Ciências Econômicas (IE/UFRJ), com mestrado em Planejamento Energético (COPPE/UFRJ) e doutorado em Políticas Públicas (PPED/UFRJ). Sinal de preços: o próximo (urgente) passo para o setor de energia

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