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- Recursos Finitos: Produzir Mais com Menos
O crescimento industrial do século XX foi construído sobre a abundância aparente de recursos. No século XXI, essa premissa deixa de existir. A indústria do futuro precisa aprender a crescer dentro de limites físicos cada vez mais claros. Recursos Finitos: Produzir Mais com Menos Durante décadas, o modelo industrial foi linear: extrair, produzir, consumir e descartar. Esse sistema sustentou o crescimento global, mas mostrou sinais de esgotamento. Recursos naturais tornam-se mais caros, mais disputados e mais regulados. Ao mesmo tempo, a demanda por produtos industriais segue crescendo. A equação mudou. Produzir mais não pode mais significar consumir mais recursos. O fim da lógica da abundância Minérios, água, solo, energia e até capacidade ambiental deixaram de ser infinitos. Eventos climáticos extremos, conflitos geopolíticos e restrições regulatórias expõem limites antes ignorados. A indústria passa a lidar com: Volatilidade de preços Escassez localizada Interrupções de fornecimento Pressão por redução de impacto Eficiência deixou de ser opcional — virou condição de sobrevivência. Eficiência como estratégia industrial Produzir mais com menos não é apenas uma agenda ambiental. É uma estratégia econômica. Processos mais eficientes reduzem custos, riscos e dependência externa. Isso envolve: Redesenho de processos produtivos Redução de perdas Otimização energética Uso intensivo de dados A indústria do futuro será medida não apenas pelo volume que produz, mas pelo quanto desperdiça. Economia circular sai do conceito e entra na operação A economia circular deixa de ser um discurso aspiracional e passa a integrar decisões industriais reais. Resíduos tornam-se insumos. Produtos passam a ser desenhados para durar mais, serem reparados ou reciclados. Setores industriais já incorporam: Reuso de materiais Remanufatura Reciclagem avançada Logística reversa Circularidade reduz pressão sobre recursos virgens e aumenta segurança de suprimento. Minas urbanas e novos fluxos de matéria-prima Equipamentos eletrônicos, baterias e produtos industriais descartados passam a ser vistos como fontes estratégicas de matéria-prima. As chamadas “minas urbanas” reduzem dependência de extração primária e diminuem impactos ambientais. Reciclar deixa de ser custo — vira ativo. Design industrial sob nova lógica A indústria do futuro começa no projeto. Produtos são pensados desde a origem para consumir menos recursos, facilitar desmontagem e permitir reaproveitamento. Design eficiente reduz custo ao longo de todo o ciclo de vida. Produzir bem começa antes da fábrica. Pressão regulatória e vantagem competitiva Regulações ambientais mais rigorosas pressionam a indústria a se adaptar. Mas empresas que se antecipam transformam conformidade em vantagem competitiva. Quem aprende a operar com menos recursos reduz riscos regulatórios e amplia acesso a mercados mais exigentes. O novo limite do crescimento O desafio industrial não é crescer indefinidamente, mas crescer de forma inteligente. A indústria do futuro não será definida apenas por escala, mas por eficiência estrutural. Produzir mais com menos não é restrição é inovação. Eficiência como linguagem do futuro Recursos finitos obrigam a indústria a evoluir. Quem entender essa limitação como oportunidade sairá na frente. O futuro industrial será menos intensivo em recursos e mais intensivo em inteligência. A indústria que ignora os limites físicos ignora o próprio futuro. Na próxima edição EP10 – O Consumidor Mudou: E a Indústria Precisa Acompanhar Como novas escolhas de consumo, transparência e consciência redefinem produtos, marcas e cadeias industriais. Recursos Finitos: Produzir Mais com Menos
- Construir o futuro: sustentabilidade ganha espaço no canteiro de obras e no debate do setor
A construção civil vive um momento decisivo. Em um planeta pressionado pelas mudanças climáticas e pelo crescimento das cidades, a forma como se constrói passou a ser parte essencial da equação ambiental. Construir o futuro: sustentabilidade ganha espaço no canteiro de obras e no debate do setor A marcha rumo a uma sociedade mais limpa e equilibrada depende de ações em todas as frentes da indústria e dos governos até o consumidor final e a construção civil tem um papel central nesse processo. Responsável por grande parte do consumo de recursos naturais e da geração de resíduos, o setor enfrenta o desafio de reinventar seus métodos. O que antes era visto como custo adicional hoje começa a ser entendido como investimento estratégico. Construir de forma sustentável significa reduzir impactos ambientais, melhorar a eficiência energética das edificações e, ao mesmo tempo, criar ambientes mais saudáveis para quem vive e trabalha neles. Nesse cenário, as edificações do futuro tendem a ser não apenas mais sustentáveis, mas também mais inteligentes. Sistemas de automação predial, iluminação natural planejada, uso de energias renováveis e tecnologias de monitoramento de consumo já começam a transformar prédios e residências em estruturas capazes de otimizar recursos em tempo real. A eficiência energética, por exemplo, tornou-se um dos pilares dessa transformação, com projetos que combinam design arquitetônico, materiais adequados e tecnologias limpas. Essa mudança de paradigma vem sendo impulsionada por eventos e iniciativas que aproximam profissionais, empresas e especialistas. Um exemplo é a Construsul BC 2026, que ocorrerá de 26 a 29 de maio de 2026 no Expocentro BC, em Balneário Camboriú. A feira reúne empresas, profissionais e fornecedores da cadeia produtiva da construção civil, funcionando como uma vitrine para tecnologias, produtos e tendências do setor. Durante quatro dias, centenas de estandes apresentam soluções que vão desde novos sistemas construtivos até equipamentos, acabamentos e tecnologias voltadas à eficiência e produtividade no setor. Mais do que um espaço de negócios, a feira consolidou-se como um ponto de encontro para discutir o futuro da construção civil no Brasil e na região Sul. E é justamente nesse contexto que surge uma das principais novidades da edição de 2026: o Congresso de Sustentabilidade na Construção . O encontro ocorrerá de forma simultânea à feira, no auditório do evento, ampliando o debate sobre práticas responsáveis e inovação ambiental no setor. A proposta do congresso é reunir especialistas, empresas e profissionais interessados em acompanhar as tendências do mercado e fortalecer o compromisso com uma construção mais sustentável. A programação busca mostrar como conceitos ambientais podem se transformar em oportunidades concretas de inovação, eficiência e valorização imobiliária. Entre as prioridades discutidas estarão temas cada vez mais presentes nos projetos contemporâneos. O uso de matérias-primas renováveis, por exemplo, ganha destaque com a adoção de estruturas de madeira engenheirada, painéis estruturais e coberturas produzidas a partir de florestas plantadas. Essa alternativa reduz a pressão sobre recursos naturais e pode diminuir a pegada de carbono das edificações. A gestão da água também aparece como um eixo estratégico. Sistemas de captação de águas pluviais, reuso de águas cinzas e dispositivos economizadores vêm sendo incorporados em novos projetos, contribuindo para reduzir o consumo hídrico em edifícios residenciais e comerciais. Outro ponto importante é a escolha de materiais sustentáveis. A preferência por produtos recicláveis, de baixo impacto ambiental ou provenientes de fontes locais ajuda a reduzir emissões associadas ao transporte e à produção industrial. Paralelamente, cresce a preocupação com a redução de resíduos nos canteiros de obra, com práticas de reciclagem e reaproveitamento de materiais. A eficiência energética completa esse conjunto de estratégias. A adoção de energia solar fotovoltaica, aquecimento solar, iluminação natural e equipamentos mais eficientes pode reduzir significativamente o consumo energético de um edifício ao longo de sua vida útil. Além dos benefícios ambientais, essas medidas também geram ganhos econômicos. Estudos do setor indicam que imóveis com certificações de sustentabilidade podem ter valorização entre 4% e 8% no valor de aluguel, além de apresentarem custos operacionais menores. Há ainda benefícios sociais importantes, como melhoria da qualidade do ar interno, maior conforto térmico e acústico e impactos positivos na saúde dos ocupantes. O Congresso de Sustentabilidade na Construção terá acesso mediante credencial específica, mas será aberto a profissionais do setor, estudantes e ao público em geral interessado no tema. A expectativa dos organizadores é reunir cerca de 800 participantes durante os dias da feira, criando um ambiente de troca de conhecimento com especialistas e empresas que já estão implementando soluções inovadoras no mercado. Não é coincidência que esse debate ganhe força justamente em uma região onde a construção civil vive um ciclo intenso de crescimento. O litoral norte catarinense tornou-se referência nacional em desenvolvimento imobiliário, com projetos cada vez mais ousados e verticalização acelerada. Trazer um congresso dedicado à sustentabilidade para esse contexto significa inserir a responsabilidade ambiental no centro das decisões urbanas. Mais do que uma tendência, a construção sustentável começa a se consolidar como um novo padrão. Afinal, erguer edifícios não significa apenas ocupar espaços significa também definir como as cidades irão conviver com o meio ambiente nas próximas décadas. Se a construção civil ajudou a moldar o mundo moderno, agora ela também pode ajudar a redesenhar o futuro. E esse futuro, cada vez mais, será construído com inteligência, eficiência e respeito ao planeta. Construir o futuro: sustentabilidade ganha espaço no canteiro de obras e no debate do setor
- PowerShift 2026: IBS aposta em baterias e integração de mercado para acelerar a nova economia da energia
São Paulo — O setor elétrico brasileiro vive um momento de profundas transformações impulsionadas pela expansão das energias renováveis, pela digitalização do mercado e pela crescente abertura do ambiente competitivo de comercialização de energia. Foi nesse cenário que ocorreu, em 11 de março de 2026, em São Paulo, o PowerShift – O Futuro da Energia em Debate 2026 , um dos fóruns mais relevantes do país para discutir o futuro do setor elétrico. A equipe do EnergyChannel esteve presente realizando a cobertura completa do evento, entrevistando executivos, especialistas e líderes empresariais que estão na linha de frente da transformação energética brasileira. Organizado pela Bright Strategies , com apoio do Grupo Lamparina , o encontro reuniu representantes de instituições públicas, reguladores, distribuidoras, comercializadores e empresas de tecnologia energética para discutir temas estratégicos como abertura do mercado de energia, armazenamento em baterias, digitalização e o papel do consumidor na nova economia energética . O evento contou com o patrocínio powered by da Thopen Energy , empresa que vem se consolidando como uma das protagonistas na expansão de novos modelos de acesso à energia no Brasil. Entre os entrevistados pelo EnergyChannel esteve Felipe Castiglioni , diretor executivo do IBS – Instituto Brasileiro de Energia Solar , que destacou o papel das baterias e da integração de mercado para a próxima fase da energia solar no país. PowerShift 2026: IBS aposta em baterias e integração de mercado para acelerar a nova economia da energia IBS se posiciona como hub de negócios da energia solar Durante entrevista ao EnergyChannel, Felipe Castiglioni explicou que o IBS – Instituto Brasileiro de Energia Solar vem se consolidando como um ecossistema de negócios voltado à expansão da geração solar e da comercialização de energia . Segundo ele, a organização funciona como um hub que conecta integradores, investidores e consumidores dentro de um mesmo ambiente de negócios. “Atualmente temos cerca de 400 integradores cadastrados no nosso ecossistema. Esses parceiros são nossa força comercial no mercado, levando projetos de usinas solares e soluções energéticas para consumidores em diferentes regiões do país.” Além disso, o instituto também desenvolveu uma estrutura própria de comercialização energética, incluindo uma cooperativa e soluções inovadoras de faturamento. Entre os diferenciais citados por Castiglioni está o modelo de fatura única , ainda pouco difundido no mercado brasileiro. “Hoje poucas empresas oferecem esse modelo. Ele simplifica a experiência do consumidor e facilita a comercialização da energia produzida.” Resolver um dos maiores desafios da geração distribuída O crescimento acelerado da geração distribuída no Brasil trouxe novos desafios para o setor energético, especialmente no que diz respeito à comercialização da energia gerada. Segundo Castiglioni, muitos produtores enfrentam dificuldades para escoar essa energia no mercado. “Hoje muita gente gera energia, produz energia, mas tem dificuldade em comercializar isso na ponta. A IBS vem justamente para resolver esse problema.” Nesse contexto, o ecossistema de integradores criado pelo instituto funciona como um canal de conexão entre geração e consumo. Baterias devem liderar a próxima revolução da energia solar Durante o evento, um dos temas mais discutidos foi o avanço das tecnologias de armazenamento de energia e, para Castiglioni, esse movimento deve marcar a próxima grande transformação do setor. Segundo ele, a geração distribuída foi o principal motor de crescimento da energia solar nas últimas duas décadas, mas o armazenamento tende a ganhar protagonismo rapidamente. “As baterias já não são mais uma tecnologia do futuro. Elas já fazem parte do presente e precisam ser consideradas nas estratégias do setor.” Entre as aplicações mais promissoras estão soluções como peak shaving , que permitem reduzir picos de consumo energético e otimizar custos operacionais. Além disso, o armazenamento energético também ganha relevância em um cenário de abertura do mercado de energia, no qual consumidores terão mais liberdade para escolher fornecedores e estratégias de consumo. O agronegócio como motor da inovação energética Castiglioni destacou ainda o papel do agronegócio brasileiro como um dos principais motores da adoção de novas soluções energéticas. Segundo ele, grande parte dos clientes atendidos pelos integradores da IBS está no setor agroindustrial, onde o consumo energético costuma ser elevado e exige alto nível de confiabilidade. Entre os exemplos citados estão: silos de armazenamento de grãos aviários e produção agroindustrial sistemas de irrigação unidades de processamento agrícola Nesses casos, a energia não pode falhar — e é justamente nesse ponto que o armazenamento em baterias ganha relevância estratégica. “A bateria ajuda não apenas a reduzir custos, mas também a garantir segurança energética para operações que não podem sofrer interrupções.” Segurança energética como novo produto do mercado Além da economia na conta de energia, o executivo destacou um novo conceito que começa a ganhar força no setor: a venda da segurança energética como serviço. Em regiões onde ocorrem oscilações ou falhas no fornecimento de eletricidade, soluções combinando geração solar e baterias podem garantir estabilidade para operações críticas. “Quando você olha o cenário geral da energia, a bateria deixa de ser apenas uma economia potencial e passa a representar uma economia real.” PowerShift reforça o papel do debate estratégico no setor Para Felipe Castiglioni, participar do PowerShift – O Futuro da Energia em Debate 2026 foi uma oportunidade importante para acompanhar tendências e identificar novas parcerias estratégicas. Segundo ele, eventos desse tipo ajudam a alinhar conhecimento e acelerar a evolução do setor. “Além das discussões, conseguimos sair daqui com novas ideias, novos alinhamentos e possíveis parcerias para levar soluções cada vez mais completas aos consumidores.” Série Especial EnergyChannel — PowerShift 2026 A cobertura do PowerShift – O Futuro da Energia em Debate 2026 pelo EnergyChannel reúne entrevistas exclusivas com alguns dos principais nomes do setor energético brasileiro. Nos próximos conteúdos da série, executivos, reguladores e especialistas discutem temas centrais como: abertura do mercado de energia armazenamento em baterias digitalização do setor elétrico novos modelos de consumo energético inovação tecnológica no mercado de energia A iniciativa reforça o compromisso editorial do EnergyChannel em acompanhar as transformações que estão moldando o futuro da energia no Brasil e no mundo. PowerShift 2026: IBS aposta em baterias e integração de mercado para acelerar a nova economia da energia
- Acordo de livre comércio entre UE e Mercosul pode atrair investimentos de até R$ 500 bilhões em biogás, biometano e WtE no Brasil, aponta ABREN
Acordo de livre comércio entre UE e Mercosul pode atrair investimentos de até R$ 500 bilhões em biogás, biometano e WtE no Brasil, aponta ABREN De acordo a associação, a iniciativa abre novas oportunidades para acelerar a transição energética e a economia circular no Brasil, reduzindo barreiras comerciais e facilitando a importação de equipamentos e tecnologias europeias de alta eficiência Brasília, 05 de março de 2026 – O avanço do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul abre novas oportunidades para acelerar a transição energética e a economia circular no Brasil, especialmente nos setores de biogás, biometano e recuperação energética de resíduos (ou Waste-to-Energy, em inglês). A redução de barreiras comerciais poderá facilitar a importação de equipamentos e tecnologias europeias de alta eficiência, ampliando investimentos e impulsionando um mercado estimado em até R$ 500 bilhões nas próximas décadas . Yuri Schmitke, presidente executivo da Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN), participou nesta quarta-feira (4) do lançamento da Frente Parlamentar Mista em apoio à Integração União Europeia–Mercosul, realizado no Salão Nobre do Congresso Nacional, em Brasília. O evento marcou um novo passo na implementação do acordo, firmado em 17 de janeiro de 2025 , que estabelece uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, abrangendo 718 milhões de pessoas e um PIB conjunto estimado em US$ 22 trilhões . De acordo com Schmitke, “a presença da ABREN no evento teve como objetivo contribuir para o diálogo estratégico entre Brasil e Europa no campo da transição energética, economia circular e descarbonização”. A associação tem intensificado sua cooperação institucional com entidades europeias, incluindo ITALCAM (Câmara de Comércio Italiana de São Paulo), AHK Brasil (Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha), SWISS CAM Brasil (Câmara de Comércio Suíça) e ADVANTAGE AUSTRIA, além do trabalho conjunto com a União Europeia no projeto European Union Climate Dialogues – EUCD 2024–2025 . O desenvolvimento desse mercado no Brasil traz benefícios estratégicos para a agenda climática e econômica do país. A valorização energética de resíduos e a produção de biogás e biometano permitem reduzir significativamente as emissões de metano provenientes de lixões e aterros , um gás de efeito estufa que pode ser até 86 vezes mais nocivo que o CO₂ ao longo de 20 anos. Além disso, o aproveitamento energético de resíduos contribui para desviar grandes volumes de lixo de aterros sanitários , reduzir impactos ambientais e produzir energia elétrica e combustíveis renováveis. A recuperação energética também reduz drasticamente o volume de resíduos enviados a aterros e integra a lógica da economia circular, transformando resíduos em energia e novos produtos industriais. Outro benefício relevante está na descarbonização do transporte pesado e da frota de veículos atualmente dependentes de combustíveis fósseis , por meio do uso do biometano como combustível renovável. O biometano pode substituir diesel e gás natural fóssil em caminhões, ônibus e indústrias, contribuindo para reduzir emissões e aumentar a segurança energética. A expansão desse setor também tem potencial significativo de geração de empregos qualificados, desenvolvimento industrial e atração de capital estrangeiro , fortalecendo cadeias produtivas ligadas à engenharia, equipamentos industriais, operação de plantas e serviços ambientais. Schmitke destaca que o momento é estratégico. “O Brasil possui um dos maiores potenciais do mundo para produção de biogás, biometano e energia a partir de resíduos. Com o avanço do acordo entre União Europeia e Mercosul, podemos destravar investimentos, acelerar a modernização da gestão de resíduos e posicionar o país como protagonista na transição energética e na economia circular”, conclui. Sobre a ABREN: A Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN) é uma entidade nacional, sem fins lucrativos, que tem como missão promover a interlocução entre a iniciativa privada e as instituições públicas, nas esferas nacional e internacional, e em todos os níveis governamentais. A ABREN representa empresas, consultores e fabricantes de equipamentos de recuperação energética, reciclagem e logística reversa de resíduos sólidos, com o objetivo de promover estudos, pesquisas, eventos e buscar por soluções legais e regulatórias para o desenvolvimento de uma indústria sustentável e integrada de tratamento de resíduos sólidos no Brasil. A ABREN integra o Global Waste to Energy Research and Technology Council (Global WtERT), instituição de tecnologia e pesquisa proeminente que atua em diversos países, com sede na cidade de Nova York, Estados Unidos, tendo por objetivo promover as melhores práticas de gestão de resíduos por meio da recuperação energética e da reciclagem. O Presidente Executivo da ABREN, Yuri Schmitke, é o atual Vice-Presidente LATAM do Global WtERT e Presidente do WtERT – Brasil. Conheça mais detalhes sobre a ABREN acessando o site , Linkedin , Facebook , Instagram e YouTube da associação. Assessoria de Imprensa: Carlos Moura: carlos.moura@headlinecomunicacao.com.br / Tel.: (11) 98243-9332 Acordo de livre comércio entre UE e Mercosul pode atrair investimentos de até R$ 500 bilhões em biogás, biometano e WtE no Brasil, aponta ABREN
- PowerShift 2026 reúne líderes do setor para discutir o futuro do mercado de energia no Brasil
São Paulo — Em um momento decisivo para a transformação do setor elétrico brasileiro, especialistas, executivos, reguladores e empreendedores se reuniram no dia 11 de março de 2026 para o PowerShift – O Futuro da Energia em Debate 2026 , um dos fóruns mais relevantes do país voltados à modernização do mercado de energia. A equipe do EnergyChannel realizou a cobertura completa do evento, entrevistando algumas das principais lideranças que estão moldando o futuro da energia no Brasil. Organizado pela Bright Strategies , com apoio do Grupo Lamparina , o PowerShift reuniu representantes do Ministério de Minas e Energia , da Agência Nacional de Energia Elétrica , do Operador Nacional do Sistema Elétrico , além de executivos de distribuidoras, comercializadoras e empresas de tecnologia energética. O encontro teve como foco discutir a abertura do mercado de energia, a digitalização do setor elétrico, o avanço do armazenamento de energia e o papel crescente do consumidor na nova economia energética . O evento contou com o patrocínio powered by da Thopen Energy , empresa que vem se consolidando como um dos novos protagonistas do mercado de energia no Brasil, impulsionando modelos inovadores de acesso à eletricidade e soluções tecnológicas para consumidores. Entre os entrevistados pelo EnergyChannel esteve João Pedro Neves , CRO da Thopen Energy, que compartilhou sua visão sobre a evolução do mercado energético e os desafios da abertura do setor. PowerShift 2026 reúne líderes do setor para discutir o futuro do mercado de energia no Brasil João Pedro Neves: “O mercado de energia caminha para uma disputa real pelo consumidor” Durante conversa com o EnergyChannel , João Pedro Neves , Chief Revenue Officer da Thopen Energy , destacou que o principal objetivo do PowerShift é criar um espaço de diálogo aberto sobre o futuro da energia no Brasil. Segundo ele, o evento foi concebido justamente para reunir diferentes visões do setor e estimular um debate mais amplo sobre as transformações que estão em curso. “Nosso objetivo é reunir pessoas para discutir o futuro do mercado de energia no Brasil, trocar experiências e mostrar exemplos do que já está acontecendo no mundo e também do que a Thopen vem construindo nessa direção.” Para o executivo, a diversidade de participantes e a qualidade das discussões demonstram o crescimento do interesse pelo tema. “É muito interessante ver a pluralidade de pessoas que participam do evento. Isso mostra que o debate sobre o futuro da energia está apenas começando.” O paralelo com o mercado de telecomunicações Um dos pontos mais relevantes abordados por João Pedro Neves foi a comparação entre a evolução do setor elétrico e a transformação vivida pelo mercado de telecomunicações no Brasil nas últimas décadas. Segundo ele, a abertura do mercado de energia deverá gerar uma dinâmica semelhante à que ocorreu com os serviços de telefonia celular, marcada por intensa competição, inovação tecnológica e novos modelos de negócio. De acordo com o executivo, o Brasil possui hoje cerca de 90 milhões de unidades consumidoras , mas uma parcela significativa ainda depende de subsídios tarifários. Ainda assim, ele acredita que o país poderá ver surgir um grande mercado competitivo voltado ao consumidor. “Nos próximos anos vamos ter um cenário em que empresas vão disputar clientes de forma direta. Isso vai trazer mais sofisticação ao mercado, com novos serviços, inteligência artificial, armazenamento de energia, baterias e integração com veículos elétricos.” O desafio da abertura do mercado de energia Apesar das oportunidades, João Pedro Neves ressalta que a abertura do mercado traz desafios importantes para as empresas do setor. Tradicionalmente, o mercado de energia no Brasil sempre funcionou em um modelo mais próximo do atacado , no qual consumidores tinham poucas opções de escolha. Com a liberalização gradual do setor, as empresas precisarão desenvolver capacidades típicas do varejo , algo relativamente novo para muitas companhias. “O grande desafio agora é conseguir atender bem o cliente. Precisamos entregar serviços de qualidade e ao mesmo tempo manter a rentabilidade das empresas.” Outro ponto fundamental será a evolução tecnológica necessária para suportar essa nova dinâmica de mercado, além da definição clara do papel das distribuidoras dentro do novo modelo energético. A expansão da Thopen Energy no mercado brasileiro Durante a entrevista, João Pedro Neves também destacou o crescimento acelerado da Thopen Energy no último ano. Segundo ele, a empresa conseguiu alcançar resultados expressivos em um período relativamente curto, mantendo ao mesmo tempo a sustentabilidade financeira do negócio. “Foi um ano sensacional. Quando olhamos para o que conseguimos construir em apenas 12 meses, os resultados são muito fortes. E o mais importante é que conseguimos fazer isso mantendo um negócio saudável e rentável.” O executivo acredita que o setor energético brasileiro ainda está no início de um ciclo de transformação que deve acelerar nos próximos anos. “Ainda temos muito espaço para crescer. Esse movimento de consolidação do mercado está avançando e acreditamos que teremos oportunidades ainda maiores pela frente.” Tecnologia e experiência do consumidor como diferencial Outro ponto destacado por João Pedro Neves foi o papel da tecnologia na evolução do mercado energético. Segundo ele, a Thopen Energy vem investindo fortemente na melhoria da jornada do consumidor, desenvolvendo soluções tecnológicas para cada etapa da experiência do cliente. “A gente conseguiu estruturar muito bem cada etapa da jornada do consumidor. Isso permitiu direcionar nossos investimentos tecnológicos para melhorar cada parte dessa experiência.” Para o executivo, essa abordagem pode se tornar um diferencial competitivo importante no mercado. “Se alguém quiser chegar hoje ao estágio em que estamos em termos de estrutura tecnológica e experiência do cliente, provavelmente levará um tempo considerável.” Um novo setor energético centrado no consumidor Ao final da entrevista, João Pedro Neves destacou que a transformação do setor energético precisa estar alinhada com um objetivo maior: melhorar a vida dos consumidores e impulsionar o desenvolvimento do país. Segundo ele, eventos como o PowerShift ajudam a fomentar esse tipo de discussão estratégica. “O que mais me chamou atenção foi a qualidade das pessoas presentes no evento. São profissionais com mente aberta, preparados para as mudanças e interessados em construir um mercado de energia melhor.” Para o executivo, o caminho correto para o setor energético brasileiro passa por uma mudança de mentalidade. “Quando a gente começa a pensar em um mercado de energia que quer melhorar o Brasil e não o Brasil tentando melhorar o mercado de energia aí estamos realmente caminhando na direção certa.” Série Especial EnergyChannel — PowerShift 2026 A cobertura especial do PowerShift – O Futuro da Energia em Debate 2026 pelo EnergyChannel reúne entrevistas exclusivas com executivos, especialistas e autoridades que estão liderando a transformação do setor energético no Brasil. Nos próximos conteúdos da série, o portal apresentará novas conversas com líderes do setor sobre temas como: abertura do mercado de energia inovação tecnológica no setor elétrico armazenamento de energia inteligência artificial aplicada à energia novos modelos de consumo energético A iniciativa reforça o compromisso do EnergyChannel em acompanhar de perto as transformações que estão moldando o futuro da energia no Brasil e no mundo. PowerShift 2026 reúne líderes do setor para discutir o futuro do mercado de energia no Brasil
- Governo brasileiro anuncia medidas para conter impacto da alta global do petróleo
Pacote inclui redução de tributos sobre o diesel e novas ações de fiscalização no mercado de combustíveis Governo brasileiro anuncia medidas para conter impacto da alta global do petróleo Brasília — Em meio à forte volatilidade nos preços internacionais do petróleo, o governo brasileiro anunciou um conjunto de medidas emergenciais para reduzir o impacto da alta do combustível sobre a economia e os preços nas bombas. Pressão global do petróleo chega ao Brasil A disparada recente das cotações internacionais do petróleo, impulsionada por tensões geopolíticas e incertezas no mercado energético global, voltou a pressionar os custos de combustíveis em diversos países. No Brasil, a preocupação central é evitar que o aumento se reflita rapidamente no preço do diesel combustível estratégico para o transporte de cargas e para a inflação. Diante desse cenário, o governo anunciou a redução a zero das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel , medida que pode gerar uma queda estimada de cerca de R$ 0,32 por litro no preço final do combustível. Medidas para estabilizar o mercado de combustíveis Além da redução de tributos, o pacote inclui outras iniciativas voltadas ao funcionamento do mercado energético nacional, como: ampliação da fiscalização sobre distribuidoras e postos de combustíveis estímulo à importação de diesel para aumentar a oferta no país acompanhamento de possíveis distorções de preços no mercado interno O objetivo é evitar práticas especulativas e reduzir o impacto da volatilidade internacional sobre consumidores e empresas. Diesel no centro da política energética A escolha do diesel como foco principal das medidas não é casual. No Brasil, esse combustível tem peso significativo na economia, pois abastece grande parte da logística nacional, incluindo caminhões, transporte agrícola e operações industriais. Quando o preço do diesel sobe rapidamente, o impacto tende a se espalhar por diferentes cadeias produtivas, pressionando custos de transporte, alimentos e produtos industriais. Por essa razão, governos frequentemente adotam mecanismos emergenciais para amortecer choques externos ligados ao petróleo. Relação entre petróleo, inflação e atividade econômica A volatilidade do petróleo também tem reflexos diretos no ambiente macroeconômico. Movimentos bruscos de preços podem afetar inflação, política monetária e expectativas de crescimento. Nos últimos dias, mercados financeiros reagiram à escalada dos preços do petróleo e às tensões geopolíticas, com impactos sobre bolsas e câmbio em diversos países, incluindo o Brasil. Esse cenário reforça o papel estratégico da política energética e de combustíveis no equilíbrio econômico. Transição energética e dependência do petróleo Mesmo com o avanço das energias renováveis no Brasil especialmente solar, eólica e biocombustíveis o petróleo continua exercendo papel central na matriz energética global. Especialistas apontam que episódios recorrentes de volatilidade no mercado petrolífero tendem a acelerar discussões sobre: diversificação da matriz energética eletrificação do transporte expansão de combustíveis de baixo carbono No caso brasileiro, o desafio estratégico consiste em equilibrar a exploração de petróleo importante fonte de receitas com a expansão da transição energética . Um mercado energético cada vez mais sensível a crises A nova rodada de instabilidade no petróleo evidencia como eventos geopolíticos e decisões de produção continuam influenciando diretamente os preços da energia no mundo. Para países emergentes como o Brasil, o desafio é administrar esses impactos sem comprometer estabilidade econômica, abastecimento energético e competitividade industrial. Governo brasileiro anuncia medidas para conter impacto da alta global do petróleo
- TotalEnergies e Saft colocam em operação solução de Armazenamento de Energia em Baterias. na Terra do Fogo
Projeto híbrido combina energia eólica e armazenamento para garantir segurança energética em região isolada da Argentina. TotalEnergies e Saft colocam em operação sistema de armazenamento de energia em bateria na Terra do Fogo Novo sistema BESS de 3,5 MW / 9,2 MWh reforça geração renovável em instalações industriais remotas e destaca o papel do armazenamento na estabilidade de microrredes. Sistema híbrido reforça segurança energética no extremo sul da Argentina Um novo projeto de armazenamento de energia entrou em operação no extremo sul da América do Sul, reforçando a integração entre geração renovável e sistemas industriais isolados. A empresa francesa Saft, especializada em tecnologias de baterias, anunciou a entrada em operação de um sistema de armazenamento de energia em baterias (BESS) com capacidade de 3,5 MW e 9,2 MWh em uma microrrede híbrida operada pela TotalEnergies na região da Terra do Fogo , no sul da Argentina. O sistema foi instalado em dois locais estratégicos da operação energética da companhia: Río Cullen e Cañadón Alfa , áreas remotas onde a geração elétrica ocorre fora do sistema interligado nacional. Integração com parque eólico de 9 MW A nova infraestrutura de armazenamento passa a apoiar um sistema híbrido de geração que incorpora 9 MW de capacidade eólica recém-instalada , integrada a ativos energéticos já existentes na operação. Em regiões isoladas como a Terra do Fogo, a estabilidade do fornecimento energético depende de soluções que possam equilibrar variações naturais da geração renovável. Nesse contexto, o BESS atua como elemento central para garantir confiabilidade e eficiência no sistema. O armazenamento permite absorver excedentes de energia produzida pelo vento e liberá-los quando necessário, evitando interrupções ou oscilações no fornecimento elétrico. Função estratégica: reserva rodante e estabilidade do sistema Uma das funções mais importantes do sistema é fornecer reserva rodante , um mecanismo essencial para manter a estabilidade da rede elétrica. Na prática, isso significa que as baterias ficam prontas para responder rapidamente a variações na geração ou na demanda energética, garantindo energia de respaldo em caso de flutuações na produção eólica ou em situações operacionais críticas. Esse tipo de solução é especialmente relevante em ambientes industriais e operações energéticas remotas, onde a confiabilidade do fornecimento elétrico é fundamental para manter a continuidade das atividades. Armazenamento ganha papel central na transição energética O projeto também ilustra uma tendência crescente no setor energético global: a expansão de sistemas de armazenamento como elemento-chave para a integração de fontes renováveis. À medida que tecnologias como energia solar e eólica ganham participação na matriz energética mundial, a capacidade de armazenar energia e estabilizar redes elétricas torna-se cada vez mais estratégica. Especialistas apontam que sistemas BESS são fundamentais para: aumentar a flexibilidade das redes elétricas reduzir o uso de geração térmica de respaldo permitir maior participação de energias renováveis melhorar a confiabilidade energética em regiões remotas Projetos como o desenvolvido na Terra do Fogo demonstram como o armazenamento pode viabilizar modelos energéticos híbridos mais resilientes e eficientes. Aplicações em microrredes e operações industriais A implantação em uma microrrede industrial isolada também evidencia um mercado em expansão: o uso de armazenamento energético para infraestruturas críticas fora das redes tradicionais . Essas aplicações incluem: operações de petróleo e gás mineração comunidades remotas bases industriais isoladas ilhas e regiões extremas Nesses contextos, sistemas híbridos que combinam renováveis e baterias podem reduzir custos operacionais, diminuir emissões e aumentar a segurança energética. Tendência global de microrredes híbridas A iniciativa na Terra do Fogo reforça o avanço das microrredes híbridas , que combinam múltiplas fontes de geração com tecnologias de armazenamento. Esse modelo vem sendo adotado em diversas partes do mundo como forma de acelerar a transição energética, especialmente em regiões onde a expansão de redes elétricas convencionais é limitada ou economicamente inviável. Com o avanço das tecnologias de baterias e a redução gradual de custos, projetos desse tipo tendem a se tornar cada vez mais comuns em sistemas energéticos distribuídos. TotalEnergies e Saft colocam em operação sistema de armazenamento de energia em bateria na Terra do Fogo
- Série Especial EnergyChannel - Segurança elétrica na nova economia da energia - A sociedade eletrificada e o risco invisível
A eletrificação da sociedade avança rapidamente, mas será que estamos preparados para lidar com os riscos invisíveis dessa transformação? A sociedade eletrificada e o risco invisível Entrevista especial com José Márcio Rosa, CEO e cofundador da Embrastec Episódio 1 A sociedade eletrificada e o risco invisível Série Especial EnergyChannel - Segurança elétrica na nova economia da energia - A sociedade eletrificada e o risco invisível Nas últimas décadas, a relação da sociedade com a energia elétrica mudou profundamente. Se no passado a eletricidade era utilizada principalmente para iluminação e alguns eletrodomésticos básicos, hoje ela se tornou o elemento central de praticamente todas as atividades econômicas e sociais. Computadores, servidores, sensores, sistemas de automação, telecomunicações, mobilidade elétrica e geração distribuída formam uma infraestrutura energética muito mais complexa do que aquela existente há apenas algumas décadas. Essa transformação, impulsionada pela digitalização e pela transição energética, criou uma nova realidade: uma sociedade altamente dependente de sistemas elétricos e eletrônicos sensíveis. Segundo o engenheiro José Márcio Rosa, especialista em segurança elétrica com mais de três décadas de atuação no setor, essa nova dependência também trouxe um aumento significativo da exposição a riscos que muitas vezes passam despercebidos pelo usuário. Um dos principais desafios está nas perturbações da rede elétrica. Oscilações de tensão, variações de frequência, picos momentâneos de energia e surtos elétricos ocorrem constantemente nas redes de distribuição. Em muitos casos, esses fenômenos são imperceptíveis para o consumidor final, mas provocam danos acumulativos em equipamentos eletrônicos. Ao longo do tempo, essas microinterferências podem reduzir a vida útil de aparelhos, afetar o funcionamento de sistemas e gerar falhas inesperadas. Outro fator relevante é o impacto das descargas atmosféricas. O Brasil está entre os países com maior incidência de raios do mundo. Todos os anos, milhões de descargas elétricas atingem o território nacional. O que poucos consumidores sabem é que um raio não precisa atingir diretamente uma residência ou uma instalação industrial para causar danos. Uma descarga que ocorre a quilômetros de distância pode gerar surtos elétricos que se propagam pela rede elétrica e atingem equipamentos conectados. Nesse contexto, a proteção elétrica deixa de ser apenas uma preocupação técnica e passa a ser um componente essencial da segurança energética. Série Especial EnergyChannel - Segurança elétrica na nova economia da energia - A sociedade eletrificada e o risco invisível
- Série Especial EnergyChannel - Tudo de Energia: o ecossistema que quer preparar o Brasil para a nova economia da energia
Episódio 1 Empreendedorismo: o primeiro pilar da nova economia energética O setor de energia vive uma das maiores transformações da sua história. Nos últimos anos, a expansão das energias renováveis, o avanço da eletrificação e o surgimento de novas tecnologias estão redesenhando o mercado energético em todo o mundo e o Brasil ocupa uma posição estratégica nesse cenário. A energia solar cresceu rapidamente, novos modelos de geração começaram a ganhar escala e o debate sobre descarbonização e inovação energética passou a ocupar espaço central nas agendas de empresas, governos e investidores. Mas existe um ponto que ainda é pouco discutido dentro dessa transformação: a mentalidade de quem empreende no setor de energia. Durante muitos anos, boa parte do mercado brasileiro passou a enxergar o setor energético quase exclusivamente através de um único produto a energia solar fotovoltaica. Embora o solar tenha desempenhado um papel fundamental na expansão das renováveis no país, ele representa apenas uma parte de um mercado muito mais amplo. O setor energético envolve um conjunto de soluções, tecnologias e serviços que vão desde geração e armazenamento até mobilidade elétrica, gestão inteligente de energia e novos modelos de negócios ligados à transição energética. É justamente essa visão mais ampla que começa a ganhar força entre especialistas e empreendedores que observam a transformação estrutural do mercado de energia. Nesse contexto surge o Tudo de Energia , iniciativa idealizada por Merivaldo Britto com a proposta de construir um ecossistema voltado ao desenvolvimento de empreendedores preparados para atuar na nova economia energética. O projeto nasce estruturado sobre três pilares centrais, sendo o primeiro deles o empreendedorismo. A proposta é estimular uma nova mentalidade dentro do setor: formar empreendedores capazes de enxergar o mercado energético de forma estratégica, identificando oportunidades que vão além de um único produto ou tecnologia. Isso significa compreender que o setor energético está se tornando cada vez mais integrado, conectando geração, consumo, mobilidade, eficiência energética e inovação tecnológica. Para quem empreende, essa mudança abre um campo de oportunidades ainda pouco explorado no Brasil. Consumidores residenciais, empresas, indústrias e o agronegócio começam a demandar soluções energéticas cada vez mais completas e isso exige profissionais e empresas capazes de pensar o setor de forma mais ampla. Dentro dessa lógica, o Tudo de Energia busca oferecer um ambiente de desenvolvimento que combina consultoria estratégica, conhecimento técnico e visão de mercado para apoiar empreendedores que desejam atuar nesse novo cenário energético. Mais do que formar instaladores ou especialistas técnicos, a proposta é estimular uma mentalidade inovadora capaz de compreender o setor energético como um ecossistema de oportunidades. Em um momento em que a transição energética ganha escala global, preparar empreendedores para navegar nesse novo mercado pode ser um dos fatores decisivos para acelerar o desenvolvimento do setor no Brasil. E é justamente a partir dessa visão que começa a ser estruturado o ecossistema Tudo de Energia. Nos próximos episódios desta série especial do EnergyChannel, vamos explorar os pilares que sustentam essa iniciativa e entender como o projeto pretende conectar conhecimento, inovação e desenvolvimento de negócios dentro da nova economia da energia. Série Especial EnergyChannel - Tudo de Energia: o ecossistema que quer preparar o Brasil para a nova economia da energia https://tudodeenergia.com.br/
- SMA entra no Top 3 global de fabricantes de inversores solares em ranking da Wood Mackenzie
Empresa alemã aparece entre os líderes mundiais do setor e se destaca como a fabricante melhor posicionada fora da China. SMA entra no Top 3 global de fabricantes de inversores solares em ranking da Wood Mackenzie Relatório internacional avalia desempenho tecnológico, cadeia de suprimentos e capacidade financeira de fabricantes que representam a maior parte do mercado global de inversores fotovoltaicos. A indústria global de energia solar continua consolidando grandes fabricantes de tecnologia fotovoltaica, e um novo levantamento da consultoria internacional Wood Mackenzie reforça essa dinâmica. A alemã SMA Solar Technology AG foi posicionada entre os três maiores fabricantes de inversores solares do mundo no ranking global de fornecedores divulgado pela consultoria para o primeiro semestre de 2025. O relatório analisou mais de vinte fabricantes internacionais de inversores fotovoltaicos, avaliando critérios estratégicos como inovação tecnológica, capacidade de pesquisa e desenvolvimento, estrutura de fabricação, robustez da cadeia de suprimentos, desempenho financeiro e padrões ESG. No total, as empresas analisadas representam cerca de 90% do volume global de embarques de inversores solares. Segundo o levantamento, os líderes globais do setor continuam sendo fabricantes asiáticos, com Huawei e Sungrow Power Supply ocupando as duas primeiras posições. A SMA Solar Technology AG aparece em terceiro lugar no ranking global, tornando-se a empresa mais bem posicionada do setor com sede fora da China. Mercado de inversores solares cada vez mais competitivo Os inversores solares são componentes essenciais em sistemas fotovoltaicos, responsáveis por converter a eletricidade gerada pelos painéis solares em corrente contínua para corrente alternada utilizada na rede elétrica ou em instalações industriais e residenciais. Com a rápida expansão da geração solar no mundo, o mercado de inversores tornou-se um dos segmentos mais competitivos da cadeia da energia renovável. Fabricantes disputam não apenas participação de mercado, mas também liderança tecnológica, eficiência energética e integração com sistemas de armazenamento e redes inteligentes. Nesse contexto, o ranking da Wood Mackenzie é considerado uma das principais referências globais do setor, pois avalia não apenas volumes de venda, mas também critérios estratégicos que refletem a capacidade de longo prazo das empresas. Estratégia global e presença nos Estados Unidos A presença da SMA Solar Technology AG entre os três principais fabricantes globais reflete sua estratégia de diversificação geográfica e investimentos contínuos em tecnologia e infraestrutura industrial. Nos Estados Unidos, por exemplo, a subsidiária SMA America vem ampliando iniciativas voltadas à integração local da cadeia de suprimentos e ao fortalecimento de parcerias com empresas do setor energético. Essa estratégia busca aumentar a resiliência da cadeia de fornecimento e alinhar os produtos às políticas industriais e regulatórias do mercado norte-americano. A abordagem inclui colaboração com fornecedores locais, suporte técnico regional e soluções adaptadas a projetos solares em grande escala, bem como a instalações comerciais e industriais. Tecnologia e soluções para a nova infraestrutura energética Fundada na Alemanha, a SMA Solar Technology AG tornou-se uma das empresas pioneiras na indústria de inversores fotovoltaicos e atualmente oferece um portfólio que inclui: inversores solares para sistemas residenciais e industriais soluções integradas de armazenamento de energia plataformas de gestão energética infraestrutura para mobilidade elétrica tecnologias power-to-gas Ao longo das últimas duas décadas, os equipamentos da empresa foram instalados em projetos solares ao redor do mundo que somam aproximadamente 144 gigawatts de capacidade instalada , contribuindo para evitar dezenas de milhões de toneladas de emissões de CO₂ associadas à geração de eletricidade. Tendência global: integração entre solar, armazenamento e redes inteligentes A posição da empresa no ranking também reflete uma transformação mais ampla no setor energético. À medida que a geração renovável cresce, sistemas fotovoltaicos estão sendo cada vez mais combinados com baterias, softwares de gestão energética e soluções digitais para estabilização de redes elétricas. Nesse cenário, fabricantes de inversores assumem um papel estratégico na arquitetura das chamadas redes elétricas descentralizadas , permitindo maior integração entre geração distribuída, armazenamento e consumo inteligente de energia. O avanço tecnológico nesse segmento indica que os inversores deixaram de ser apenas componentes eletrônicos de conversão de energia e passaram a atuar como plataformas digitais que conectam sistemas solares, baterias e redes inteligentes em uma infraestrutura energética cada vez mais digitalizada. SMA entra no Top 3 global de fabricantes de inversores solares em ranking da Wood Mackenzie
- PowerShift 2026: líderes do setor discutem o futuro da energia e a centralidade do consumidor
São Paulo 11 de março de 2026 — A transformação do setor elétrico brasileiro passa por um momento decisivo. Novas tecnologias, mudanças regulatórias e a iminente abertura completa do mercado de energia estão redesenhando a forma como eletricidade é produzida, comercializada e consumida no país. PowerShift 2026: líderes do setor discutem o futuro da energia e a centralidade do consumidor Foi nesse contexto que aconteceu, em 11 de março de 2026, em São Paulo, o PowerShift –O Futuro da Energia em Debate 2026 , um dos fóruns mais relevantes do Brasil para discutir a modernização do setor elétrico. O encontro reuniu autoridades governamentais, reguladores, distribuidoras, comercializadores, empreendedores e especialistas para debater temas centrais como abertura do mercado de energia, digitalização do setor, armazenamento de energia e o protagonismo do consumidor . A cobertura especial do evento foi realizada pelo EnergyChannel , que acompanhou os principais debates e entrevistas com lideranças do setor. Organizado pela Bright Strategies , o PowerShift contou com o apoio do Grupo Lamparina e teve como patrocinador principal a Thopen Energy , empresa que vem se destacando como um dos novos protagonistas da expansão do mercado livre e da geração distribuída no Brasil. Entre os momentos marcantes do evento esteve um bate-papo entre Bárbara Rubim , CEO da Bright Strategies, e Silla Motta , CEO do Grupo Lamparina, duas das principais articuladoras da iniciativa. Um evento que reuniu todo o ecossistema da energia Durante a conversa, Bárbara Rubim destacou que um dos principais objetivos do PowerShift foi reunir diferentes perspectivas da cadeia energética , algo ainda raro em muitos fóruns do setor. Segundo ela, o evento conseguiu trazer para a mesma mesa representantes do Operador Nacional do Sistema Elétrico , do Ministério de Minas e Energia , da Agência Nacional de Energia Elétrica , além de distribuidoras, associações setoriais e empreendedores que atuam diretamente na transição energética. “Conseguimos reunir agentes de todos os lados da cadeia para discutir essa grande mudança que o setor elétrico está vivendo”, destacou Rubim. PowerShift 2026: líderes do setor discutem o futuro da energia e a centralidade do consumidor Para Silla Motta , essa diversidade de visões foi essencial para enriquecer o debate. “A ideia era justamente provocar uma reflexão sobre o momento de transformação que o setor vive e convidar os agentes a saírem das suas zonas de conforto para olhar para o futuro da energia com o consumidor no centro dessa discussão.” A abertura do mercado de energia ganha protagonismo Um dos temas centrais do PowerShift foi a reforma estrutural do setor elétrico brasileiro , impulsionada por mudanças regulatórias recentes. Durante o evento, as executivas destacaram a importância da nova legislação que estabelece um cronograma para a abertura do mercado de energia no país. A reforma prevê: abertura do mercado para consumidores industriais e comerciais de baixa tensão a partir de 2027 ampliação para todos os consumidores residenciais em 2028 Além disso, a legislação também introduz novas figuras regulatórias, como o agente armazenador de energia , fortalecendo o ambiente de investimentos em tecnologias como baterias e soluções de flexibilidade energética. Essas mudanças representam, segundo especialistas presentes no evento, uma das maiores transformações estruturais do setor elétrico brasileiro nas últimas décadas . O consumidor no centro da transformação energética Outro conceito amplamente discutido no PowerShift foi o de Open Energy , uma proposta inspirada em iniciativas semelhantes que já transformaram outros setores da economia. Rubim comparou essa evolução com o que aconteceu no sistema financeiro com o Open Finance , que permite ao consumidor compartilhar seus dados bancários entre instituições para obter melhores serviços e condições. A lógica no setor elétrico seria semelhante: permitir que os consumidores tenham controle total sobre seus dados energéticos , facilitando a contratação de novos serviços, tecnologias e fornecedores. “Hoje o setor elétrico fala de tecnologias avançadas como hidrogênio, baterias e data centers, mas quando olhamos para a experiência do consumidor, ainda estamos muito atrasados. O Open Energy pode mudar completamente essa realidade”, afirmou Rubim. Segundo Silla Motta, essa mudança permitirá que consumidores tenham mais autonomia e agilidade na adoção de novas soluções energéticas. “Com o controle dos dados nas mãos do consumidor, ele poderá escolher com muito mais facilidade novas tecnologias e serviços energéticos.” O papel da Thopen Energy na nova economia da energia O evento também celebrou o primeiro ano de atuação da Thopen Energy , patrocinadora do PowerShift e uma das empresas que mais crescem no mercado de geração distribuída e energia por assinatura no Brasil. De acordo com os números apresentados durante o evento, em apenas um ano de operação a empresa já alcançou resultados expressivos: mais de 700 MW em usinas mais de 380 usinas operacionais cerca de 300 mil consumidores atendidos Para Bárbara Rubim, esses números mostram a velocidade com que novos modelos de negócio estão transformando o setor energético brasileiro. “São resultados que muitas empresas levam cinco ou dez anos para alcançar. Isso mostra o potencial de transformação que estamos vivendo.” Testemunhar a transição energética Um dos momentos mais simbólicos da conversa foi quando Bárbara Rubim relembrou a inauguração de uma usina da Thopen Energy em sua cidade natal, Cambé, no Paraná. Segundo ela, esses momentos representam algo maior do que simplesmente inaugurar um empreendimento energético. Rubim trouxe um conceito do ativismo ambiental conhecido como “bear witness” a ideia de testemunhar com a própria presença as mudanças que estão acontecendo. “A transição energética muitas vezes acontece em relatórios, apresentações e debates técnicos. Mas quando as pessoas visitam uma usina ou participam de uma inauguração, elas passam a testemunhar essa transformação acontecendo diante dos próprios olhos.” Um espaço para construir o futuro da energia Ao final da conversa, tanto Bárbara Rubim quanto Silla Motta reforçaram que o PowerShift representa apenas o início de uma série de iniciativas voltadas a acelerar o debate sobre o futuro do setor elétrico brasileiro. Mais do que um evento, o PowerShift busca consolidar-se como uma plataforma permanente de diálogo entre reguladores, empresas, empreendedores e consumidores . Em um momento em que o Brasil se prepara para abrir completamente seu mercado de energia e ampliar a participação de tecnologias limpas, fóruns como este tornam-se essenciais para alinhar visões, compartilhar conhecimento e construir soluções para os desafios da transição energética. PowerShift 2026: líderes do setor discutem o futuro da energia e a centralidade do consumidor
- 🌞 Energia Solar: Tudo o Que o Consumidor Precisa Saber
Episódio 12 – Energia solar ou investimentos financeiros: o que faz mais sentido? 🌞 Energia Solar: Tudo o Que o Consumidor Precisa Saber Ao avaliar a instalação de um sistema de energia solar, muitos consumidores se deparam com uma comparação inevitável: vale mais a pena investir em energia solar ou aplicar o dinheiro em produtos financeiros? Neste episódio, o EnergyChannel analisa essa decisão sem simplificações, mostrando que energia solar e investimentos financeiros cumprem papéis diferentes dentro do planejamento pessoal e patrimonial. 💰 A comparação mais comum e mais equivocada É comum ouvir que o valor de um sistema solar poderia render mais se estivesse aplicado em um investimento financeiro. Essa comparação, no entanto, costuma ignorar um ponto essencial: energia solar não é apenas um investimento financeiro, é a redução de um custo fixo . Enquanto aplicações buscam rendimento, a energia solar atua diretamente na despesa mensal. 📉 Energia solar reduz despesas, não busca lucro Ao instalar energia solar, o consumidor passa a pagar menos pela conta de luz. Isso equivale, na prática, a um “retorno” mensal, previsível e ligado ao próprio consumo. Esse retorno não depende de oscilações de mercado, juros, inflação ou risco de crédito. 📈 Investimentos financeiros: lógica diferente Aplicações financeiras têm outro objetivo: Preservar ou aumentar capital Buscar rendimento acima da inflação Assumir diferentes níveis de risco Os resultados variam conforme o cenário econômico, o prazo e o perfil do investidor. 🔍 Onde a comparação faz sentido? A comparação faz sentido quando o consumidor entende: Energia solar = redução de gasto recorrente Investimentos financeiros = crescimento de patrimônio Em muitos casos, a energia economizada na conta de luz pode, inclusive, ser direcionada para investimentos. 🏡 Energia solar como ativo do imóvel Outro ponto frequentemente ignorado é que o sistema fotovoltaico: Integra o patrimônio do imóvel Pode aumentar seu valor de mercado Continua gerando economia por décadas Isso diferencia a energia solar de aplicações puramente financeiras. ⏳ Previsibilidade versus volatilidade Enquanto investimentos financeiros estão sujeitos a variações de mercado, a economia gerada pela energia solar tende a ser estável, especialmente em um cenário de tarifas crescentes. Para muitos consumidores, essa previsibilidade é um valor em si. ⚠️ Quando a comparação não é adequada A energia solar pode não ser a melhor escolha quando: O consumidor não tem estabilidade no imóvel O consumo de energia é muito baixo O orçamento está comprometido Cada decisão precisa considerar o contexto individual. 🧭 Não é “ou”, é “e” A pergunta mais produtiva não é se energia solar substitui investimentos financeiros, mas como ela pode conviver com eles . Reduzir despesas, ganhar previsibilidade e liberar recursos para investir pode ser uma combinação poderosa. 🔎 Decisão consciente vale mais que promessa de retorno Energia solar não deve ser vendida como um produto financeiro milagroso, nem descartada por comparações simplistas. Quando bem entendida, ela cumpre um papel claro e consistente no planejamento de longo prazo. No próximo episódio, o EnergyChannel inicia um novo bloco da série: 👉 Bloco 3 – Equipamentos e Tecnologia: o que realmente importa em um sistema solar 📌 Série Especial EnergyChannel Energia Solar: Tudo o Que o Consumidor Precisa Saber Um guia completo, independente e didático criado pelo EnergyChannel para ajudar o consumidor brasileiro a entender, comparar e decidir com segurança sobre a energia solar. 🌞 Energia Solar: Tudo o Que o Consumidor Precisa Saber











