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  • Caminhões elétricos ganham espaço na logística brasileira e colocam a recarga no centro da operação

    Planos de investimento, distribuição urbana e testes com extrapesados mostram as possibilidades do mercado. A expansão depende de integrar veículos, energia e horários de entrega. Caminhões elétricos ganham espaço na logística brasileira e colocam a recarga no centro da operação Por Redação EnergyChannel A eletrificação do transporte de cargas está levando empresas brasileiras a reorganizar uma parte essencial da logística: o abastecimento. Para colocar caminhões a bateria em serviço, transportadoras e embarcadores precisam combinar distância, peso transportado, disponibilidade de energia e tempo de parada. O plano de aproximadamente R$ 300 milhões anunciado pelo All Green Group ilustra esse movimento. A expansão envolve veículos elétricos e infraestrutura, com a intenção de passar de uma frota divulgada de 500 para cerca de 1.000 unidades e alcançar aproximadamente 3.500 até 2029. Esses números abrangem a operação elétrica do grupo e não representam uma frota composta exclusivamente por caminhões pesados. A organização reúne três frentes: a To Do Green realiza os serviços logísticos; a Green Mobility atua na gestão e disponibilização dos veículos; e a Green On concentra soluções de recarga, energia e tecnologia. O arranjo evidencia como a eletrificação aproxima atividades que precisam funcionar de maneira coordenada. Um mercado pequeno, com espaço para crescer De janeiro a setembro de 2026, o Brasil registrou 216 caminhões totalmente elétricos novos, diante de 78.665 caminhões de todas as motorizações. A participação dos elétricos ficou em aproximadamente 0,27%. Houve queda de 19,4% em relação aos 268 elétricos emplacados no mesmo intervalo de 2025. O resultado revela uma adoção ainda pequena e irregular. Contratos expressivos e projetos de expansão convivem com um mercado de novos veículos que ainda opera em escala reduzida. A série de licenciamentos entre 2018 e 2024 reúne 1.844 caminhões elétricos. Esse acumulado histórico, assim como os registros mais recentes, mede entradas no mercado. Não informa quantos veículos continuam trabalhando diariamente. Os dados reunidos nesta apuração não permitem fechar um total nacional atualizado de caminhões elétricos efetivamente em operação. Também é necessário distinguir as categorias: furgões, comerciais leves, caminhões de distribuição e cavalos mecânicos para combinações pesadas atendem aplicações diferentes. As empresas e os estágios de implantação Os casos documentados mostram a variedade de usos e a importância de observar a data e o estágio de cada iniciativa: Empresa ou operação Dimensão documentada Aplicação e estágio Seara Frota ampliada para 221 caminhões elétricos, em novembro de 2024 Distribuição de alimentos, com novos veículos destinados a São Paulo e à Região Metropolitana. Coca-Cola FEMSA Brasil Implantação de 31 VW e-Delivery divulgada em 2022 Distribuição de bebidas a partir das unidades de Jurubatuba, Osasco e Ipiranga, na Grande São Paulo. Amazon, DHL Supply Chain e Scania Um caminhão Scania 30G em piloto iniciado em outubro de 2025 Teste programado por seis meses entre Cajamar e Taubaté, em São Paulo. Transportadora Navarini Contrato para adquirir 251 cavalos mecânicos elétricos XCMG, anunciado em setembro de 2026 Projeto voltado ao transporte rodoviário do agronegócio; a contratação não equivale à comprovação de toda a frota em serviço. Esses números são retratos de datas e situações distintas. Não devem ser somados como um inventário nacional atual, nem tratados como uma contagem exclusiva de caminhões médios e pesados. A rotina começa pelo planejamento da rota Uma operação elétrica precisa conhecer a energia necessária para concluir cada jornada. A distância é apenas uma variável: entram no cálculo a carga transportada, o relevo, a velocidade, o trânsito e o consumo de equipamentos auxiliares, como a refrigeração. O planejamento relaciona essas condições ao estado da bateria e ao horário em que o veículo precisa voltar à circulação. Sistemas de gestão podem acompanhar consumo por quilômetro, carga disponível, paradas previstas e funcionamento dos carregadores. Na distribuição urbana, percursos repetitivos e retorno ao mesmo centro logístico permitem organizar o abastecimento durante as horas em que o veículo permanece estacionado. Nas transferências entre centros de distribuição, a recarga pode ser combinada com a espera nas docas, desde que haja infraestrutura e tempo suficiente. A capacitação do motorista também faz parte da operação. Condução, uso da regeneração e acompanhamento da bateria influenciam a eficiência e ajudam a tornar o consumo mais previsível. Autonomia precisa ser validada no trabalho Os VW e-Delivery de 11 e 14 toneladas oferecem configurações com autonomia anunciada de até 250 quilômetros. A linha permite diferentes conjuntos de baterias e informa recarga de até 80% em aproximadamente uma hora, conforme as condições previstas para o sistema. No piloto entre Cajamar e Taubaté, o Scania 30G tinha autonomia informada de até 250 quilômetros. A aplicação foi desenhada para avaliar o desempenho de um extrapesado em uma rota definida. Esses exemplos mostram por que o alcance anunciado precisa ser confrontado com a operação real. Peso, relevo e condições de uso alteram o consumo. A programação também deve considerar uma reserva de energia e alternativas para desvios ou indisponibilidade de recarga. A quilometragem diária pode superar o alcance de uma única carga quando existem paradas intermediárias viáveis para abastecimento. Essa possibilidade depende do encaixe entre o carregamento e a jornada logística. A recarga acontece na empresa e também pode ocorrer na estrada Nos casos examinados, o abastecimento está integrado a bases, centros logísticos ou instalações dos clientes. A infraestrutura pública pode complementar esse modelo, desde que seja adequada ao veículo e à programação da viagem. Modalidade Como participa da operação Recarga na base Aproveita o período em que o caminhão está estacionado e permite programar o abastecimento da frota. Recarga no destino Utiliza uma instalação do cliente ou parceiro, durante uma parada compatível com o carregamento. Recarga no trajeto Atende viagens que exigem energia adicional, mediante verificação de acesso, compatibilidade, potência e disponibilidade. Há exemplos concretos dessa integração. Em 2023, uma estação instalada na cervejaria da Ambev na Zona Oeste do Rio de Janeiro foi destinada ao atendimento de 20 caminhões elétricos. No piloto da Amazon, DHL e Scania, a recarga foi prevista no centro logístico CGH7, em Cajamar. Um eletroposto destinado a automóveis precisa ser avaliado antes de entrar no roteiro de um pesado. Além da compatibilidade elétrica, importam o espaço de manobra, o acesso com semirreboque, a posição do carregador e o tempo disponível para concluir a parada. A escala da frota também muda o projeto elétrico. Em um exemplo ilustrativo, dez caminhões que precisem repor 150 kWh cada demandariam 1.500 kWh. Distribuir essa energia por oito horas exigiria potência média de 187,5 kW, antes das perdas. O dimensionamento real ainda depende dos horários, das potências de carregamento e da capacidade da instalação. A Dutra concentra uma frente de desenvolvimento A ligação entre São Paulo e Rio de Janeiro está entre os eixos com projetos estruturados para eletrificação das cargas. A iniciativa Laneshift e-Dutra tem como objetivo viabilizar 1.000 viagens diárias de caminhões elétricos até 2030, articulando veículos, infraestrutura e operação. Essa é uma meta de implantação. Os testes realizados em trechos do eixo, como Cajamar–Taubaté, representam etapas de desenvolvimento e validação. Não demonstram, por si só, que toda a rodovia já disponha de uma rede contínua de recarga adequada aos diferentes pesados. Para expandir o uso rodoviário, os corredores precisam oferecer abastecimento previsível, potência compatível e condições físicas para receber os veículos. A continuidade do serviço tem impacto direto sobre o cumprimento dos horários de entrega. O crescimento terá ritmos diferentes por aplicação Um cenário de referência do planejamento energético brasileiro projeta uma frota de aproximadamente 43 mil caminhões eletrificados em 2035, incluindo modelos a bateria e híbridos. A estimativa abrange diferentes portes e depende das condições consideradas no estudo. A distribuição urbana e as transferências regionais com percursos conhecidos apresentam condições para organizar recarga e utilização dos veículos. Nos semipesados e pesados de longa distância, a expansão exige enfrentar necessidades maiores de autonomia, infraestrutura distribuída e disponibilidade operacional. Para as empresas, a avaliação econômica precisa reunir aquisição ou locação, energia, infraestrutura, financiamento, manutenção e produtividade. Uma redução no gasto energético por quilômetro deve ser examinada junto com a capacidade de transportar carga e cumprir a jornada. Na infraestrutura, a análise dessas necessidades aponta oportunidades para atender grupos de transportadoras, centros de distribuição e rotas recorrentes. Projetos com demanda conhecida permitem estudar contratos de abastecimento, horários de utilização e expansão da capacidade elétrica. O avanço será construído em operações específicas. Cada rota que conseguir combinar carga, bateria, recarga e pontualidade poderá ampliar a experiência acumulada para a próxima etapa da eletrificação brasileira. Caminhões elétricos ganham espaço na logística brasileira e colocam a recarga no centro da operação

  • Elétricos recuam em setembro, mas vendas seguem muito acima de 2025

    Brasil registra 22.246 emplacamentos de modelos totalmente elétricos; queda frente a agosto convive com avanço de 172,3% em um ano e expansão da rede de recarga. Elétricos recuam em setembro, mas vendas seguem muito acima de 2025 Por Redação EnergyChannel Setembro trouxe duas medidas diferentes para o desempenho dos carros totalmente elétricos no Brasil. O país emplacou 22.246 unidades, uma redução de 18,1% diante de agosto. Na comparação com setembro de 2025, porém, o volume cresceu 172,3%, mostrando quanto o segmento ganhou escala em apenas doze meses. O contraste fica mais claro nos números absolutos. Agosto havia alcançado 27.166 registros, enquanto setembro do ano passado somou 8.169. Assim, mesmo com a desaceleração mensal, o resultado mais recente equivale a aproximadamente 2,7 vezes o observado um ano antes. Essa diferença entre as comparações recomenda uma leitura cuidadosa. Um mês de retração, isoladamente, oferece pouca base para projetar os próximos resultados. Estoques, entregas e desempenho dos principais modelos precisam entrar na análise da trajetória do mercado. Compactos concentram a disputa A liderança continua com a BYD, que registrou 14.317 elétricos em setembro, cerca de 64,4% do segmento. Geely e GAC aparecem na sequência, com 3.119 e 1.755 unidades, respectivamente. Entre os veículos, a concentração é ainda mais visível. Dolphin Mini, Dolphin, EX2 e Aion UT somaram 17.707 emplacamentos. Esse conjunto representa aproximadamente 79,6% dos elétricos registrados no mês, proporção calculada sobre o total de 22.246 unidades. Os cinco modelos com maior volume foram: Posição Modelo Emplacamentos em setembro 1º BYD Dolphin Mini 9.381 2º BYD Dolphin 4.132 3º Geely EX2 2.724 4º GAC Aion UT 1.470 5º Chevrolet Spark 751 O peso dos primeiros colocados ajuda a entender por que mudanças em poucos produtos podem alterar significativamente o resultado geral. A participação dos compactos também merece atenção de quem planeja serviços para essa frota: o perfil dos veículos atendidos deve orientar a infraestrutura oferecida. A expansão também passa pela tomada Enquanto os emplacamentos oscilam de um mês para outro, a rede de recarga apresenta outra dimensão da transformação. O levantamento referente a agosto de 2026 contabilizou 29.866 pontos públicos e semipúblicos no Brasil, dos quais 11.397 eram de corrente contínua, modalidade associada à recarga rápida. Esses equipamentos correspondiam a 38,2% da rede pesquisada. Em doze meses, a quantidade de pontos de corrente contínua cresceu 195,6%, indicando uma mudança importante na composição da infraestrutura disponível. Para o planejamento da rede, a distribuição desses pontos merece tanta atenção quanto o total instalado. Um carregador precisa estar em um local útil para o motorista, com acesso adequado, funcionamento confiável e condições claras de utilização. Há diferentes necessidades a atender. Em hotéis e estacionamentos de longa permanência, a recarga pode acompanhar as horas em que o veículo fica parado. Em deslocamentos rodoviários e operações que exigem retorno rápido à circulação, o tempo da parada assume outro peso. Essa diversidade exige combinar localização, capacidade elétrica e perfil de uso. Vendas e infraestrutura precisam ser analisadas juntas O cenário mais amplo da eletrificação também avançou. Incluindo elétricos a bateria e híbridos com e sem recarga externa, setembro chegou a 53.126 veículos leves emplacados, equivalentes a 19,8% do mercado. Os totalmente elétricos são uma parte desse universo, com necessidades próprias de abastecimento. Para empresas que avaliam entrar na recarga, o crescimento nacional fornece contexto, mas o dimensionamento de cada projeto depende da realidade local. Circulação de veículos, tempo de permanência e acesso à energia são fatores que precisam ser examinados em conjunto. Os próximos resultados de vendas mostrarão como o mercado evolui após setembro. Para quem já dirige um elétrico, a experiência será construída diariamente: encontrar um ponto no trajeto, conseguir utilizá-lo e seguir viagem com previsibilidade. Elétricos recuam em setembro, mas vendas seguem muito acima de 2025

  • FX Recharge apresenta soluções de recarga para hotéis e condomínios

    A Proposta também contempla pontos de parada e empreendimentos empresariais, com infraestrutura e gestão adaptadas à rotina de hóspedes, moradores e motoristas em viagem. A FX Recharge apresenta uma proposta de expansão da infraestrutura de recarga voltada a hotéis, pontos de parada e condomínios residenciais e empresariais. O modelo reúne instalação de carregadores e gestão da operação, com projetos adaptados ao tempo de permanência dos veículos, à demanda prevista e às condições de cada empreendimento. O mercado dá dimensão dessa oportunidade. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o Brasil emplacou 42.448 veículos elétricos e híbridos plug-in em setembro de 2026. Os modelos com recarga externa representaram 79,9% das vendas de eletrificados leves no mês. O dado ajuda a explicar a importância de ampliar as opções de carregamento nos locais frequentados por esses motoristas. [1] Para os empreendimentos, a escolha da infraestrutura começa pela rotina do usuário. Um carro estacionado durante a noite permite uma estratégia diferente daquela necessária a um motorista que precisa retomar a viagem. A proposta da FX é considerar essas diferenças no dimensionamento dos equipamentos e na organização do serviço. Na hotelaria, o programa FX Recharge Destination prevê carregamento durante a hospedagem. O projeto pode contemplar uma, duas, três ou quatro vagas, conforme a estrutura disponível e a avaliação técnica, com carregadores em corrente alternada de até 7,4 kW. As condições propostas incluem tarifa especial e ausência de taxa de ociosidade no período noturno acordado. O hóspede pode utilizar o período de descanso para recarregar o veículo. Para o hotel, a disponibilidade do serviço pode funcionar como um diferencial na escolha da hospedagem. A proposta também prevê a possibilidade de padrão de energia independente, em nome da FX, sujeito à viabilidade técnica e à aprovação da distribuidora, permitindo separar os custos da recarga do consumo do empreendimento. Nos pontos de parada, a proposta considera a recarga como parte dos serviços oferecidos ao viajante. Postos, restaurantes de estrada e centros de conveniência podem combinar o carregamento com alimentação e descanso. Equipamentos em corrente contínua podem integrar projetos que exigem atendimento mais rápido, conforme a capacidade elétrica do local e a compatibilidade dos veículos. Essa adequação ao tempo de permanência é uma referência no planejamento da infraestrutura. O Alternative Fuels Data Center, do Departamento de Energia dos Estados Unidos, identifica hotéis e outros locais com estacionamento prolongado entre os ambientes indicados para recarga em corrente alternada. Para corredores rodoviários, a estrutura deve acompanhar as necessidades das viagens. [2] Nos condomínios residenciais, a recarga se integra à rotina de quem deixa o veículo na garagem por várias horas. O planejamento precisa definir as vagas atendidas, os critérios de acesso e a forma de medir e cobrar o consumo. Também deve considerar a capacidade da instalação e a possibilidade de expansão, à medida que mais moradores adotem veículos com recarga externa. Em condomínios empresariais e edifícios comerciais, o público pode incluir funcionários, visitantes e frotas corporativas. A permanência durante o expediente permite avaliar soluções de recarga compatíveis com esse período. Projetos destinados a veículos com maior rotatividade exigem outro dimensionamento e regras de uso adequadas ao movimento do estacionamento. Conforme o modelo apresentado pela FX Recharge, o escopo pode compreender projeto, implantação, operação, atendimento e manutenção. Nas parcerias aprovadas, as responsabilidades pelo investimento e a participação do empreendimento no resultado são definidas em contrato, de acordo com as características de cada unidade. A gestão digital também faz parte da proposta. O aplicativo FX Recharge permite localizar estações da rede, consultar informações dos carregadores, iniciar e acompanhar sessões e acessar o histórico de recargas. As funcionalidades constam da descrição oficial do aplicativo na App Store. [3] Antes da implantação, cada local precisa passar por avaliação técnica e comercial. A análise deve considerar acesso, disponibilidade de energia, perfil dos usuários, custos de operação e demanda esperada. A potência nominal do carregador, isoladamente, não determina o tempo necessário para abastecer a bateria: o veículo e as condições da sessão também influenciam o desempenho. Com essa abordagem, a FX Recharge busca ampliar os locais em que o motorista pode recarregar enquanto realiza outras atividades. Hotéis, administradoras de condomínios e responsáveis por pontos de parada interessados no modelo podem solicitar à empresa uma avaliação do empreendimento e das condições de implantação. FX Recharge apresenta soluções de recarga para hotéis e condomínios Fontes de contexto [1] ABVE Data. Eletrificados leves ultrapassam a marca de 1 milhão de unidades vendidas no Brasil. Publicado em 8 de outubro de 2026. Dados de setembro de 2026. [2] Departamento de Energia dos Estados Unidos. Charging Electric Vehicles in Public. Orientação técnica sobre locais e perfis de recarga. [3] App Store. FX Recharge. Descrição oficial das funcionalidades do aplicativo. Informações sobre programas, especificações e modelos comerciais fornecidas pela FX Recharge. Fontes consultadas em 21 de outubro de 2026. FX Recharge apresenta soluções de recarga para hotéis e condomínios

  • Sinop abre 6,3 mil empresas e amplia demanda por espaços corporativos

    ESPAÇO PARA CRESCER Expansão dos negócios traz novas necessidades de estrutura; PZ Offices oferece salas para diferentes perfis de empresas Sinop abre 6,3 mil empresas e amplia demanda por espaços corporativos Sinop registrou a abertura de 6.346 empresas entre janeiro e julho de 2026, conforme o painel Mapa de Empresas, do Governo Federal. Por trás desse movimento, há uma necessidade que muda conforme o negócio: encontrar espaço para trabalhar, receber clientes e crescer. Embora nem toda empresa precise de uma sede comercial, a expansão empresarial traz novas demandas para a infraestrutura corporativa da cidade. Um escritório de advocacia, uma clínica e uma empresa de tecnologia, por exemplo, têm rotinas e necessidades distintas. Enquanto algumas atividades dependem de ambientes reservados para atendimento, outras precisam acomodar equipes ou receber um fluxo maior de pessoas. O tamanho da sala, a distribuição dos ambientes e a possibilidade de adaptação passam a fazer parte da decisão de onde instalar o negócio. É nesse mercado que se insere o PZ Offices, da PZ Empreendimentos. Localizado na Avenida Bruno Martini, em frente ao Parque Sinop, também da empresa, o projeto reúne 20 andares e 147 salas comerciais moduláveis, com metragens de 31 a 98 metros quadrados. A proposta permite organizar os ambientes conforme as necessidades de cada atividade, desde profissionais que trabalham individualmente até empresas que precisam acomodar equipes. O empreendimento prevê recepção com controle de acesso, estacionamento privativo e cinco elevadores, além de auditório, salas de reunião equipadas e coworking. São estruturas que dão suporte à rotina empresarial, com espaços para atendimento, reuniões, apresentações e troca de experiências entre profissionais. Para o CEO da PZ Empreendimentos, Filipe Pitz, o crescimento de Sinop exige que a oferta de espaços acompanhe as necessidades de quem empreende. A escolha de uma sede, segundo ele, precisa considerar o funcionamento atual da empresa e seus planos de expansão. “Quando uma empresa procura um endereço, ela está decidindo onde vai receber seus clientes, organizar sua equipe e construir os próximos passos do negócio. Sinop precisa de espaços que acompanhem essa diversidade. Há profissionais começando uma operação e empresas consolidadas buscando uma estrutura maior. O PZ Offices foi pensado para atender a diferentes necessidades, com opções de tamanho que permitam ao empresário escolher o que faz sentido para sua atividade e para o momento que está vivendo”. Nesse cenário, a infraestrutura corporativa integra uma etapa importante do desenvolvimento de Sinop: oferecer condições para que os negócios se estabeleçam e permaneçam na cidade. Para o setor imobiliário, o desafio é acompanhar esse crescimento com espaços que tenham utilidade na rotina das empresas e capacidade de atender diferentes formas de trabalhar. Outro diferencial do PZ Offices é a integração com o PZ Ecomall, que reúne comércio, gastronomia e serviços. A conexão entre os empreendimentos inclui uma rua acalmada, planejada para reduzir a velocidade dos veículos e favorecer a circulação de pedestres, com paisagismo e mobiliário urbano. A proposta aproxima o local de trabalho de serviços que fazem parte do dia a dia. Essa combinação atende a uma necessidade que varia conforme o perfil da empresa. Escritórios de serviços, consultorias e outras atividades de atendimento precisam de ambientes funcionais, mas também de facilidade de acesso e conveniência para quem frequenta o endereço. Ter estrutura compartilhada permite realizar atividades fora da sala privativa sem depender apenas do espaço interno de cada unidade. Sinop abre 6,3 mil empresas e amplia demanda por espaços corporativos

  • O grupo Trinergy coloca à venda portfólio solar operacional de 9,1 MWp no Mato Grosso do Sul 

    Com três usinas sob o regime GD I, a operação integra a estratégia de reciclagem de capital da companhia, que amplia sua atuação em soluções energéticas para empresas São Paulo, 19 de outubro de 2026 – A Trinergy, desenvolvedora de projetos de energia renovável com atuação no Brasil e no Chile, coloca à venda um portfólio de três usinas fotovoltaicas em operação no Mato Grosso do Sul, que somam 9,1 MWp (7,5 MWac), denominado SUN INVEST III. Os ativos estão enquadrados no regime de transição conhecido como GD I, previsto na Lei nº 14.300/2022, com regras de compensação aplicáveis até 2045, observadas as condições legais e regulatórias. Após o desenvolvimento pela Trinergy, a TRIVIS assumiu a gestão dos projetos, atuou como EPC-m durante a implantação e permanece responsável pela gestão dos ativos em operação. A transação dá continuidade ao modelo de negócios da Trinergy de desenvolver, estruturar, implantar e colocar ativos de energia renovável em operação para, em seguida, monetizá-los e direcionar recursos a novas oportunidades. Paralelamente, a companhia identifica novas oportunidades de aplicar sua experiência em geração de energia, desenvolvimento e operação de usinas para oferecer soluções energéticas integradas a consumidores empresariais de pequeno e médio porte, tanto no mercado regulado quanto no mercado livre. O objetivo é simplificar a gestão energética desses consumidores, que frequentemente enfrentam a complexidade da contratação e otimização do fornecimento de energia sem contar com equipes internas especializadas. A Trinergy busca atuar como parceira estratégica na gestão de energia de seus clientes, assumindo a análise, o planejamento e a administração das soluções mais adequadas a cada perfil de consumo. Com uma abordagem integrada, que considera energia, demanda de potência, estrutura tarifária e alternativas de geração própria e armazenamento, a companhia pretende oferecer soluções simples e eficientes, capazes de reduzir custos, aumentar a previsibilidade das despesas e permitir que seus clientes concentrem esforços em suas atividades principais. “Desenvolvemos esses três projetos desde as etapas iniciais até sua entrada em operação comercial. A venda representa a continuidade da nossa estratégia de criar valor ao longo do ciclo de desenvolvimento e implantação de ativos, ao mesmo tempo em que ampliamos nossa atuação junto a consumidores corporativos”, afirma Pedro Ewing, CEO da Trinergy. As usinas foram implementadas em coinvestimento com o Grupo ICAFAL, um dos principais grupos chilenos de engenharia, construção e infraestrutura, com mais de 45 anos de experiência no desenvolvimento, investimento e operação de concessões públicas e privadas, além de um portfólio de ativos de energia renovável no Chile e no Brasil. Os parques entraram em operação no primeiro semestre de 2026 e têm geração anual estimada em 19,7 GWh. A Watt Capital atua como assessora financeira exclusiva da operação de venda. “Na SUN INVEST III, a TRIVIS assumiu a gestão dos projetos após a fase de desenvolvimento, atuou como EPC-m na implantação e permanece responsável pela gestão dos ativos em operação. Esse trabalho traduz o posicionamento da TRIVIS: integrar engenharia do proprietário, gestão da implantação e gestão de ativos para assegurar desempenho e criação de valor ao longo de todo o ciclo dos empreendimentos”, afirma Pierre Boulestreau, CEO da TRIVIS. Para Eduardo Tobias, sócio da Watt Capital, o portfólio reúne atributos relevantes para investidores em infraestrutura: usinas em operação, enquadramento no regime GD I, proximidade geográfica dos ativos e estrutura de financiamento de longo prazo. “A construção foi financiada por uma emissão de debêntures incentivadas com prazo de 15 anos. A localização das usinas também favorece sinergias na operação e manutenção”, afirma Tobias. Paralelamente à comercialização do portfólio, a Trinergy vem ampliando sua atuação no desenvolvimento de soluções energéticas para empresas, com projetos fotovoltaicos, sistemas de armazenamento em baterias (BESS) e estruturas de autoprodução adaptadas ao perfil de consumo de cada cliente. “Nossa atuação começa pela análise técnica e econômica do consumo e dos contratos de energia do cliente. A partir daí, estruturamos alternativas que podem combinar geração solar (grid zero ou autoprodução), armazenamento e modelos contratuais adequados ao projeto”, explica Ewing. Conforme a viabilidade e a estrutura de cada operação, as soluções podem envolver investimento direto do cliente, participação de parceiros financiadores ou prestação de serviços. As alternativas são avaliadas caso a caso, considerando aspectos tarifários, regulatórios, financeiros e operacionais. A companhia também desenvolve projetos de autoprodução remota de energia (APE) sob medida para o perfil de consumo de cada cliente. Seu objetivo é atuar como parceira na gestão do suprimento energético, com monitoramento e gestão da operação dos ativos de geração e armazenamento, além da condução de negociações de fornecimento de energia e contratação de demanda de potência, conforme o escopo contratado. Essa atuação busca identificar oportunidades de economia e simplificar a gestão de energia do cliente. Sobre o Grupo Trinergy O Grupo Trinergy atua no Brasil por meio de duas empresas com funções complementares: a Trinergy, dedicada ao desenvolvimento de projetos de energia renovável e à estruturação e gestão de soluções de suprimento de energia elétrica para indústrias e comércios; e a TRIVIS, especializada em gestão de ativos renováveis, engenharia do proprietário e EPC-m de soluções solares em solo ou em telhados, incluindo projetos zero-grid nas instalações de clientes industriais. Com presença em Campinas (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Santiago (Chile), o grupo reúne competências em prospecção e desenvolvimento de projetos, engenharia, conexão à rede, estruturação e gestão do financiamento, implantação e operação de ativos. Sua experiência abrange energia solar, eólica e armazenamento em baterias. O grupo reúne a experiência em energias renováveis da Tritec e do Grupo DGE para desenvolver projetos e soluções adequados às necessidades de cada cliente. Para consumidores empresariais com demanda média entre 500 kW e 10 MW, busca atuar como parceiro na gestão do suprimento energético, integrando alternativas de geração, armazenamento e contratação de energia. O objetivo é simplificar a gestão técnica, contratual e operacional e contribuir para a redução dos custos de energia, conforme o perfil de consumo e a viabilidade de cada projeto. Sobre a Watt Capital Fundada em 2020, a Watt Capital é uma empresa de assessoria financeira para investimentos, estruturação de financiamento, participação em leilões de energia e compra e venda de projetos e ativos no Brasil. Entre suas principais áreas de atuação estão energia fotovoltaica, eólica e hídrica, sistemas de armazenamento, bioenergia, hidrogênio verde e derivados e transmissão. Contato: mna@wattcapital.com.br O grupo Trinergy coloca à venda portfólio solar operacional de 9,1 MWp no Mato Grosso do Sul

  • Energia do futuro: novas carreiras e oportunidades para a juventude

    A energia do futuro foi o tema que levei à Latinoware 2026, em Foz do Iguaçu. Falar desse assunto em um congresso de software livre e tecnologias abertas pode parecer, à primeira vista, uma escolha inesperada. Para mim, a conexão é direta: a transformação do setor elétrico depende cada vez mais de dados, software, comunicação entre equipamentos e participação de quem consome energia. O modo como o Brasil vai organizar essas mudanças definirá também que tipo de mercado e de autonomia os brasileiros terão nos próximos anos. A Latinoware tem um propósito que conversa com esse debate. O congresso promove o software livre e as tecnologias abertas, aproximando pessoas que querem compreender, criar e compartilhar soluções. Seu público reúne estudantes, pesquisadores, desenvolvedores, profissionais de tecnologia, comunidades, representantes de instituições públicas e organizações privadas. Não é um encontro restrito a especialistas de uma única área. É justamente essa mistura que permite que temas como energia, inteligência artificial, segurança digital, robótica, educação e empreendedorismo apareçam lado a lado. A apresentação oficial da Latinoware descreve esse público e a variedade de atividades. A programação também ultrapassa o formato tradicional de palestras. Há oficinas, sessões técnicas, exposições, atividades interativas e eventos paralelos, como a Latin.Science, o Hackathon Latinoware, competições de programação e segurança digital e atividades ligadas à cultura geek. Esses espaços colocam as pessoas em contato com ferramentas, problemas reais e outras comunidades. A energia do futuro exige exatamente essa aproximação entre quem trabalha com redes elétricas, software, dados, equipamentos e novos modelos de negócio. A programação e as atividades paralelas da edição de 2026 mostram como esses diferentes formatos convivem no evento. Na palestra, comecei com uma pergunta: energia é apenas um insumo para fazer dispositivos elétricos e eletrônicos funcionarem? A resposta é não. Energia sustenta a atividade econômica, condiciona a capacidade produtiva de um país e influencia sua autonomia. É também uma questão civilizatória. Recorri à escala de Kardashev, uma proposta que mede o desenvolvimento de uma civilização pela quantidade de energia que consegue aproveitar. A escala é hipotética, mas sua provocação é concreta: o modo como produzimos, distribuímos e usamos energia diz muito sobre a sociedade que estamos construindo. No Brasil, o mercado começa a se modelar em torno de uma realidade diferente daquela para a qual a rede foi concebida. A arquitetura tradicional foi planejada para levar eletricidade em um fluxo predominantemente unidirecional, das grandes usinas até os consumidores. Hoje, painéis solares, baterias, veículos elétricos e cargas flexíveis criam novos pontos de geração, armazenamento e controle. Uma casa pode produzir energia, armazenar parte dela e consumir ou injetar excedentes na rede. Uma empresa pode ajustar horários de consumo. Uma bateria pode responder a necessidades locais do sistema. Esses recursos energéticos distribuídos podem parecer pequenos quando vistos individualmente. Conectados e coordenados, ganham escala. Uma usina virtual, por exemplo, reúne sistemas solares, baterias, veículos e cargas flexíveis por meio de uma plataforma digital. A coordenação pode ajudar a equilibrar a rede e a usar melhor a energia disponível. Para que isso aconteça com segurança, a infraestrutura precisa observar as condições locais, comunicar informações e coordenar respostas. Medidores, sensores, sistemas de controle e algoritmos passam a complementar a rede física. Essa nova arquitetura também pode tornar o sistema mais resiliente. Ondas de calor, enchentes, tempestades e secas pressionam as redes e podem interromper serviços essenciais. Redes inteligentes e mais fluídas, com tecnologias embarcadas, geração local, armazenamento e microrredes, podem responder melhor às mudanças nas condições de operação. Elas ajudam a identificar falhas, reorganizar fluxos e manter cargas críticas funcionando quando parte da rede convencional fica indisponível. Não eliminam todos os riscos, mas podem reduzir a vulnerabilidade do sistema e os prejuízos que uma interrupção prolongada impõe à população e à economia. A transformação abre também um campo amplo de oportunidades profissionais para os jovens. Na palestra, destaquei que não é preciso esperar por uma profissão inteiramente nova: muitas carreiras existentes já estão se encontrando nesse setor. Engenharia elétrica e automação se conectam com software, análise de dados, inteligência artificial, telecomunicações e cibersegurança. Há espaço em instalação e manutenção, gestão de energia, armazenamento, plataformas digitais, planejamento, finanças, regulação e empreendedorismo. São milhões de possibilidades para construir uma carreira ao combinar conhecimentos, resolver problemas concretos e criar serviços para um mercado que está mudando. Por isso, a regulação é decisiva. A Consulta Pública 033/2026 da ANEEL discute requisitos para conectar geração distribuída, baterias, veículos elétricos e cargas flexíveis, incluindo aspectos de observabilidade, comunicação, controle, proteção e qualidade. A consulta está aberta a contribuições até 9 de novembro de 2026. É positivo que as regras reconheçam a complexidade crescente da rede. Ao mesmo tempo, precisamos acompanhar como as novas atribuições serão distribuídas e quais agentes terão poder para coordenar esses recursos. Nesse debate aparece o DSO, sigla para Distribution System Operator, ou operador do sistema de distribuição. Em termos simples, é a função de coordenar a rede local, integrar informações e administrar a participação de geração, armazenamento e consumo flexível. Minha preocupação é que a evolução regulatória concentre essa função nas próprias distribuidoras sem estabelecer salvaguardas suficientes para garantir neutralidade, transparência e espaço para outros participantes. A distribuidora tem um papel essencial na rede, mas o desenho do novo mercado precisa prevenir conflitos de interesse e manter o foco no benefício coletivo. Sandboxes regulatórios também podem ajudar a testar soluções antes de adotá-las em larga escala. Para isso, precisam oferecer critérios transparentes, avaliar resultados e permitir que consumidores e novos agentes participem do aprendizado. A inovação não deve se resumir à instalação de equipamentos digitais em uma estrutura que mantém o cidadão passivo. O desafio é criar condições para que ele participe das decisões e para que novas empresas e comunidades encontrem espaço no setor. Foi esse o sentido de levar a discussão à Latinoware. Em um evento que valoriza tecnologias abertas, faz sentido perguntar se a infraestrutura energética do futuro permitirá participação e criação distribuída. A experiência da telefonia e da internet mostra como uma infraestrutura pode abrir caminho para novos serviços, negócios e formas de interação. A eletricidade tem requisitos próprios de segurança e equilíbrio, mas também pede uma rede mais fluida para que novas tecnologias se difundam. O mercado brasileiro está se redesenhando. O resultado não depende apenas de quantos painéis, baterias ou veículos elétricos serão conectados. Depende das regras, da arquitetura digital e das oportunidades oferecidas aos cidadãos. A energia do futuro precisa ser inteligente, resiliente e acessível. Precisa também ser livre e universal, para que a transição amplie a autonomia das pessoas, abra caminhos profissionais para uma nova geração e fortaleça a soberania do país. Energia do futuro: novas carreiras e oportunidades para a juventude

  • Crescer a base de UCs sem crescer a equipe: escalabilidade real ou promessa de slide de vendas?

    Por Marcelo Figueiredo CEO da Iquira Energy Innovation Crescer a base de UCs sem crescer a equipe: escalabilidade real ou promessa de slide de vendas? "Escalável" é, possivelmente, a palavra mais usada e menos comprovada em qualquer apresentação comercial de software B2B, e o setor de gestão de créditos de geração distribuída não é exceção. Todo fornecedor de tecnologia vai afirmar que sua plataforma é escalável. Poucos vão convidar o cliente a fazer o teste que realmente comprova ou desmente essa afirmação. O teste é simples de descrever, embora raramente seja feito com rigor na hora da decisão de compra: dobre o volume de Unidades Consumidoras no portfólio e observe o que acontece com o headcount necessário para sustentar a operação nesse novo volume. Se a resposta honesta for "precisaríamos de mais gente, proporcionalmente ao crescimento do portfólio", então o que está sendo vendido como escalabilidade tecnológica é, na prática, terceirização de trabalho manual disfarçada de produto de tecnologia. A plataforma pode até organizar melhor esse trabalho manual, dar mais visibilidade a ele, gerar relatórios mais bonitos sobre ele, mas se o esforço humano necessário ainda cresce linearmente com o volume, a promessa central de escalabilidade não se sustentou. Escalabilidade real, no sentido técnico correto do termo, significa que o custo marginal de processar uma UC adicional no portfólio tende a zero, ou, na prática, a um valor muito próximo disso, porque o gargalo do processo nunca foi capacidade computacional de um sistema bem arquitetado. O gargalo sempre foi, e continua sendo em operações manuais, capacidade humana de processar informação repetitiva: levantar dado, conciliar base, simular alocação, gerar relatório, mover consumidor entre empreendimentos. Automatizar essas etapas, coleta de dados, validação, simulação de alocação, geração de relatórios, é o que efetivamente rompe a dependência entre volume de portfólio e volume de equipe necessária. Essa distinção importa porque tem implicação direta e mensurável no modelo de negócio de uma comercializadora. Se o custo operacional de gestão de créditos cresce proporcionalmente à receita gerada pelo crescimento do portfólio, a margem da operação não melhora com escala, ela permanece estruturalmente limitada, porque cada UC adicional carrega consigo, de forma embutida, um custo operacional adicional proporcional. Se, por outro lado, o custo operacional cresce a uma taxa muito menor que a receita, porque a tecnologia absorveu o trabalho repetitivo que antes exigia contratação proporcional,, a margem melhora estruturalmente conforme o portfólio cresce. Essa é a diferença financeira real entre "ferramenta que ajuda a operação manual" e "ferramenta que elimina a necessidade de operação manual". A pergunta objetiva que separa escalabilidade real de promessa de slide de vendas, na prática de avaliação de fornecedor, é: "qual o esforço humano incremental necessário para processar um novo lote de mil UCs adicionais na carteira, considerando a plataforma atual?". Se a resposta envolver qualquer variação de "vamos precisar avaliar reforço de equipe" ou "depende, mas provavelmente vai exigir mais um analista para cada X mil UCs", a plataforma não resolveu o problema estrutural, ela documentou de forma mais organizada a operação manual que continua existindo por trás da interface. Vale reconhecer que existe um limite realista para qualquer alegação de escalabilidade: nenhuma plataforma automatiza 100% de qualquer processo de negócio complexo, e sempre vai existir algum nível de supervisão humana necessária, especialmente para exceções, casos atípicos ou decisões que exigem julgamento contextual que a tecnologia ainda não substitui. A questão não é "zero intervenção humana", é se o crescimento do portfólio exige crescimento proporcional de intervenção humana, ou se a intervenção humana necessária permanece relativamente estável enquanto o volume processado cresce. Para uma comercializadora avaliando investimento em tecnologia de gestão de GD, o critério mais honesto de decisão não deveria ser a palavra "escalável" no material de vendas do fornecedor. Deveria ser a pergunta concreta sobre o comportamento do custo operacional projetado nos próximos anos, sob os cenários de crescimento de portfólio que a própria comercializadora projeta para si mesma. Esse exercício, feito com números reais em vez de promessas genéricas, é o que efetivamente revela se uma plataforma vai sustentar o crescimento do negócio ou apenas atrasar, por algum tempo, o momento em que ficará claro que mais gente precisa ser contratada. Crescer a base de UCs sem crescer a equipe: escalabilidade real ou promessa de slide de vendas?

  • Além dos painéis: armazenamento abre uma nova etapa para a energia solar no Brasil

    Em webinar do EnergyChannel, Trina Solar, TSUN, Power Safe e RENAC discutem como integrar geração, baterias e gestão inteligente para atender residências, empresas e novas demandas da eletromobilidade. Além dos painéis: armazenamento abre uma nova etapa para a energia solar no Brasil Por Redação EnergyChannel A energia solar entrega mais valor quando o projeto considera não apenas quanto consegue gerar, mas também quando essa energia será utilizada e quais necessidades precisa atender. Essa foi a discussão central do webinar “Conexão Fotovoltaica: geração, armazenamento e novas aplicações”, realizado pelo EnergyChannel, com representantes da Trina Solar, TSUN, Power Safe e RENAC. Conduzido por Ricardo Honório Sanches Perez, o encontro conectou temas que frequentemente são tratados de forma separada: desempenho dos módulos, conversão de energia, armazenamento residencial e sistemas de baterias para aplicações comerciais e industriais. Ao longo das apresentações, os participantes defenderam uma abordagem integrada, na qual o resultado depende tanto dos equipamentos quanto do projeto e da estratégia de operação. Para o consumidor, isso significa olhar além da potência instalada. Para os integradores, abre espaço para oferecer soluções de autoconsumo, continuidade operacional e gerenciamento de demanda, a partir das necessidades de cada cliente. Potência na etiqueta não conta toda a história A apresentação da Trina Solar começou com uma distinção essencial: quilowatt-pico (kWp) e quilowatt-hora (kWh) representam grandezas diferentes. O primeiro indica a potência nominal dos módulos em condições padronizadas de ensaio. O segundo mede a energia produzida ou consumida ao longo do tempo. Assim, dois sistemas com a mesma potência instalada podem entregar volumes diferentes de energia. Localização, temperatura, orientação, inclinação, sombreamento, ventilação, limpeza e dimensionamento elétrico ajudam a explicar essa diferença. Durante o webinar, a empresa apresentou simulações para demonstrar como escolhas de projeto podem reduzir perdas. Uma das situações discutidas foi o rearranjo das conexões dos módulos para diminuir o impacto de sombras, respeitando os limites elétricos do inversor. A mensagem para o mercado é que ampliar a quantidade de painéis não esgota as possibilidades de melhorar o desempenho. Antes disso, vale identificar onde o sistema perde energia e quais ajustes podem melhorar a produção. A Trina também destacou os testes de qualidade dos módulos e a importância do suporte do fabricante. Para projetos concebidos para operar por muitos anos, a avaliação do fornecedor precisa considerar desempenho, assistência e capacidade de acompanhar o cliente ao longo da vida do sistema. O armazenamento chega às aplicações de menor porte Na sequência, a TSUN apresentou o microinversor híbrido MH2000, descrito no encontro como uma solução de 2 kW com quatro entradas fotovoltaicas e rastreamento individual do ponto de máxima potência, conhecido pela sigla MPPT. Segundo a apresentação, a arquitetura permite integrar módulos solares e baterias, com carregamento a partir da geração fotovoltaica ou da rede. Foram discutidas aplicações em residências, pequenos comércios, escritórios e áreas rurais, nas quais o armazenamento pode ampliar o uso da energia própria e alimentar circuitos prioritários. Um exemplo é a residência que produz excedentes durante o dia, enquanto os moradores estão fora, e concentra parte do consumo no início da noite. Com um sistema adequadamente dimensionado, parte dessa geração pode ser armazenada para utilização posterior. O encontro também abordou a programação de carga e descarga por horário, uma possibilidade relevante para consumidores sujeitos a tarifas que variam ao longo do dia. A utilidade dessa estratégia depende do perfil de consumo, da estrutura tarifária e das características do sistema. A equipe técnica chamou atenção para um detalhe do modelo apresentado: a saída destinada às cargas prioritárias opera em 220 V. Esse ponto precisa ser considerado na escolha dos circuitos atendidos. Potência disponível, tensão dos equipamentos e necessidade de autonomia devem orientar o projeto de backup. Baterias: o diferencial também está no que não aparece André Ribeiro, da Power Safe, levou à discussão a perspectiva de uma empresa com atuação em baterias estacionárias e apresentou a Get Power como sua linha de produtos. Sua participação destacou que baterias visualmente semelhantes podem ter diferenças importantes de construção, monitoramento e proteção. Entre os aspectos apresentados estavam o acompanhamento de temperatura, a equalização das células e a comunicação do sistema de gerenciamento da bateria, o BMS, com os demais equipamentos. Ribeiro também ressaltou a importância da integração entre bateria e inversor. A escolha de componentes compatíveis, acompanhada de testes e suporte técnico, foi apresentada como parte fundamental da confiabilidade do conjunto. Na avaliação do executivo, residências e pequenos negócios oferecem oportunidades para o armazenamento. Além da economia potencial, a proposta de valor pode incluir a manutenção de serviços essenciais durante interrupções, como iluminação, internet e equipamentos de trabalho. A apresentação abordou ainda acessórios, estruturas de instalação e controle térmico. Esses elementos ajudam a adequar o sistema ao ambiente de operação e precisam entrar na análise do projeto desde o início. BESS: aplicações que vão além do backup A RENAC ampliou o debate para os sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos como BESS. Régis e Eduardo, representantes da empresa no encontro, apresentaram aplicações voltadas a indústrias, supermercados, atividades agropecuárias e outros consumidores com demandas mais elevadas. Entre as soluções discutidas estava um sistema modular com 125 kW de potência e 261 kWh de capacidade de armazenamento, conforme os dados apresentados pela empresa. A distinção entre essas unidades também importa: potência e capacidade de armazenamento precisam ser avaliadas em conjunto para dimensionar o atendimento às cargas. Uma das estratégias demonstradas foi o peak shaving, ou redução de picos de demanda. No exemplo apresentado, uma indústria com demanda contratada de 400 kW registrava momentos de consumo de 500 kW. O sistema de baterias poderia fornecer parte da potência necessária nesses períodos, reduzindo a demanda solicitada à rede. Outra aplicação foi o load shifting: utilizar energia armazenada em um período para atender o consumo em outro. No caso discutido, a estratégia consistia em carregar as baterias fora do horário de ponta e descarregá-las durante o período de tarifa mais elevada. A RENAC também apresentou possibilidades de integração com instalações solares existentes. O armazenamento pode fazer parte de uma ampliação do projeto, desde que a arquitetura de conexão, os controles e os equipamentos sejam compatíveis com a aplicação pretendida. O custo de parar entra na conta O retorno do investimento ganhou uma dimensão adicional quando a conversa passou da economia na conta de energia para a continuidade operacional. Em atividades como produção de alimentos, refrigeração e processos industriais contínuos, uma interrupção pode provocar perda de matéria-prima, paralisação de equipes e necessidade de reiniciar etapas de fabricação. Esses impactos ajudam a explicar por que clientes com consumos semelhantes podem atribuir valores diferentes a um sistema de backup. Os representantes da RENAC relataram estudos com prazos estimados de retorno inferiores a quatro anos em aplicações de gerenciamento de demanda e proteção de processos. As estimativas foram apresentadas para cenários específicos, com premissas próprias de consumo, tarifas e perdas operacionais; não constituem um prazo geral para projetos de armazenamento. O debate reforçou a importância de identificar quais cargas realmente precisam de proteção. Alimentar toda uma instalação pode exigir um investimento muito diferente daquele necessário para manter apenas os circuitos essenciais. Também houve espaço para discutir a integração com geradores a diesel. Na visão apresentada pela RENAC, eles podem participar de arquiteturas híbridas, inclusive como recurso complementar para ampliar a autonomia durante interrupções prolongadas. Eletropostos entram no horizonte do armazenamento A eletromobilidade apareceu como uma das novas demandas capazes de aproximar geração solar, baterias e gestão de energia. Ricardo chamou atenção para a dificuldade de instalar recarga em locais cuja infraestrutura elétrica não entrega a potência desejada. A RENAC também citou eletropostos entre as aplicações potenciais dos sistemas de armazenamento. Nesse contexto, o BESS foi discutido como uma forma de complementar a potência disponível em determinados períodos. A definição de cada projeto exige avaliar a demanda dos carregadores, a capacidade de reposição da energia armazenada e o perfil de utilização da estação. A discussão aponta para uma mudança no planejamento desses empreendimentos: além de escolher o carregador, é necessário estudar como a energia será fornecida, armazenada e gerenciada ao longo da operação. Um novo trabalho para o integrador Ao final do encontro, a capacitação técnica apareceu como um elemento comum às diferentes apresentações. Integrar armazenamento exige compreender a rotina do cliente e transformar seus dados em uma solução adequada. A RENAC recomendou reunir o histórico de faturas, registros de demanda, informações sobre interrupções, cargas críticas, infraestrutura elétrica e sistemas de geração já instalados. A análise do espaço disponível e das condições de instalação também faz parte desse levantamento. O conjunto das discussões mostrou um caminho para a evolução do setor: combinar geração eficiente, equipamentos compatíveis e estratégias de uso da energia. Para o cliente, o valor do projeto passa a incluir quanto ele consegue produzir, quanto pode aproveitar e quais atividades consegue manter funcionando quando mais precisa. Além dos painéis: armazenamento abre uma nova etapa para a energia solar no Brasil

  • Sinop mira capital europeu e PZ apresenta projetos para acompanhar expansão da cidade

    A expansão de Sinop e as oportunidades abertas pelo crescimento econômico do município foram apresentadas a representantes da FGV Europe, que atua na aproximação com investidores e na captação de recursos aportados da Europa. Sinop mira capital europeu e PZ apresenta projetos para acompanhar expansão da cidade O encontro, realizado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico de Sinop (Sedec), reuniu representantes do poder público e do setor privado para discutir possibilidades de futuras parcerias e investimentos na cidade. A PZ Empreendimentos participou da reunião com o diretor de expansão, Almir Salvadori, que apresentou a atuação da empresa em Sinop, os empreendimentos em andamento e as perspectivas para novos projetos. Por questões estratégicas, detalhes dos lançamentos futuros não foram divulgados. Durante a apresentação, Salvadori destacou o papel do mercado imobiliário na preparação da cidade para uma nova etapa de crescimento, com demanda por moradia, espaços comerciais e estruturas logísticas capazes de acompanhar a expansão populacional e econômica. “Sinop vive um processo de crescimento que gera novas demandas para a cidade. Nosso planejamento acompanha esse movimento, tanto nos empreendimentos que já estão em desenvolvimento quanto nos projetos que estudamos para os próximos anos. A chegada de novos negócios e investimentos exige soluções para moradia, escritórios, comércio e logística, e o setor imobiliário tem um papel importante na construção dessa estrutura”, afirma. O secretário da Sedec, José Pedro Serafini, apresentou aos participantes o “Sinop em Números”, publicação periódica que reúne dados sobre economia, mercado de trabalho, abertura de empresas e infraestrutura. Entre os indicadores recentes está o desempenho das exportações, que chegaram a US$ 1,710 bilhão entre janeiro e agosto de 2026, crescimento de 35,85% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado é o maior já registrado pelo município para os oito primeiros meses do ano na série apresentada pela Sedec. O agronegócio respondeu por US$ 1,701 bilhão desse montante, com destaque para soja, milho, farelos e outros resíduos de cereais ou leguminosas, além da carne bovina congelada. Outro indicador apresentado sobre o momento econômico da cidade é o ICES (Índice de Confiança Econômica de Sinop), produzido pelo Radar Imobiliário Sinop. O painel atribuiu nota 8,3, em uma escala de zero a dez, à confiança para investir no município. A percepção sobre o crescimento de Sinop recebeu nota 7,0. O levantamento é realizado com lideranças que participam de decisões de investimento e, portanto, não representa estatisticamente todo o empresariado local. “São números que demonstram a dimensão desse novo ciclo de desenvolvimento urbano e a capacidade de Sinop de continuar atraindo investimentos”, afirmou Serafini. Sinop mira capital europeu e PZ apresenta projetos para acompanhar expansão da cidade

  • Recarga elétrica em Atibaia: FX Recharge e Renew discutem integração entre redes e desafios da operação

    Em entrevista ao EnergyChannel, Ricardo Honório e Eduardo Nicol abordam infraestrutura, custos, segurança e fidelização como fatores para desenvolver o mercado de eletropostos A expansão da infraestrutura de recarga exige mais do que instalar carregadores. Disponibilidade de energia, manutenção, segurança e integração entre aplicativos estão entre os fatores que determinam a experiência do motorista e a sustentabilidade de uma estação. Esses temas foram discutidos por Ricardo Honório, apresentador do EnergyChannel e sócio da FX Recharge, e Eduardo Nicol, da Renew Recharge, em uma conversa gravada em Atibaia, no interior de São Paulo. Realizada em uma estação da FX Recharge, a entrevista apresentou a parceria entre as empresas e a visão dos participantes sobre os desafios de implantação e operação dos eletropostos. Na divisão de responsabilidades descrita durante a conversa, a Renew atua na engenharia e na operação da rede FX. Segundo Nicol, a entrada da empresa na eletromobilidade aconteceu após uma trajetória no setor de energias renováveis, com projetos de geração solar e armazenamento em baterias. A experiência em um projeto de pesquisa e desenvolvimento que combinava baterias e carregadores veiculares contribuiu para aproximar a empresa desse mercado. Posteriormente, a atuação em instalações para outras redes levou ao planejamento de uma operação própria de recarga e à parceria com a FX Recharge. Integração entre redes amplia as opções de recarga Um dos pontos centrais da entrevista foi o roaming, mecanismo que permite ao motorista utilizar o aplicativo de uma rede para acessar estações de outras empresas integradas ao mesmo ecossistema. Durante a gravação, os participantes relataram o uso de aplicativos diferentes para realizar recargas na estação da FX Recharge. A proposta é reduzir a necessidade de múltiplos cadastros e ampliar as opções disponíveis ao usuário. “Então é um ecossistema”, afirmou Nicol ao explicar a relação entre as redes. A abrangência desse acesso depende das integrações disponíveis em cada plataforma. Por isso, o motorista precisa consultar no aplicativo quais estações estão habilitadas, suas condições de uso e as tarifas aplicáveis. Para Ricardo, a cooperação pode contribuir para desenvolver a infraestrutura e facilitar a experiência de quem começa a utilizar um veículo elétrico. O custo da operação vai além da energia entregue ao veículo A sustentabilidade financeira dos eletropostos também ocupou parte importante da conversa. Os entrevistados destacaram que a receita das recargas precisa cobrir despesas que vão além da eletricidade transferida para a bateria. Manutenção, conectividade, seguros, impostos, monitoramento e reposição de componentes estão entre os itens mencionados. A indisponibilidade de um equipamento também pode comprometer o faturamento e afetar a confiança do consumidor. “Margem de lucro e faturamento são coisas diferentes”, observou Nicol. Na avaliação dos participantes, a formação de preços deve considerar os custos e as características de cada instalação. Promoções podem ajudar a apresentar uma nova estação ao público, mas precisam ser planejadas dentro da capacidade financeira da operação. A entrevista também abordou o período de amadurecimento de um ponto recém-inaugurado. Para os participantes, localização, divulgação e recorrência de uso influenciam esse processo. As expectativas apresentadas na conversa representam a avaliação das empresas e não constituem garantia de ocupação ou retorno financeiro. Localização, segurança e energia orientam a implantação Nicol apresentou cinco aspectos que considera relevantes para selecionar um ponto: horário de funcionamento, conveniência, segurança, disponibilidade de energia e comunicação. A proximidade de restaurantes, padarias e outros serviços pode tornar o tempo de recarga mais útil para o motorista. Já a infraestrutura elétrica disponível interfere na potência que poderá ser instalada e no planejamento da expansão. Os entrevistados também relataram dificuldades relacionadas aos prazos de atendimento das distribuidoras em projetos que exigem adequações da conexão elétrica. Outro tema foi a necessidade de incorporar proteção elétrica, sinalização, manutenção e seguros ao planejamento. A conversa ressaltou que esses elementos fazem parte da estrutura operacional do eletroposto, embora nem sempre sejam percebidos pelo usuário. Fidelização aproxima recarga e comércio local O Clube Recharge foi apresentado como uma iniciativa de fidelização baseada no volume de energia utilizado pelo cliente. Conforme explicado na entrevista, o consumo acumulado em um mês serve de referência para definir a categoria do usuário e os descontos disponíveis no período seguinte. Nicol afirmou que a iniciativa também se estende à FX Recharge dentro da parceria entre as empresas. A proposta inclui a possibilidade de benefícios em estabelecimentos próximos às estações, como cafeterias e serviços automotivos. A disponibilidade dessas vantagens depende das condições de cada unidade e das parcerias locais. Para os entrevistados, aproximar recarga e conveniência pode estimular tanto a utilização dos carregadores quanto a circulação de consumidores no entorno. Expansão depende de execução e qualidade do serviço Ao final da conversa, Ricardo e Nicol manifestaram a intenção de ampliar suas redes e citaram uma meta conjunta de chegar a mil postos até 2028. O número foi apresentado como uma ambição empresarial. Sua concretização dependerá de investimentos, seleção de locais, disponibilidade de energia e execução dos projetos. A entrevista também abordou a experiência dos participantes com veículos elétricos. Os relatos de economia refletem situações individuais; custos de uso, manutenção e recarga variam conforme o veículo, a tarifa e o perfil de utilização. A discussão em Atibaia evidencia os diferentes desafios envolvidos no desenvolvimento de uma rede: instalar equipamentos, manter o serviço disponível, facilitar o acesso e construir uma operação financeiramente sustentável. Nota de transparência: Ricardo Honório, apresentador do EnergyChannel e participante desta entrevista, também é sócio da FX Recharge. A Renew Recharge atua como parceira de engenharia e operação da rede FX, conforme informado na conversa. Recarga elétrica em Atibaia: FX Recharge e Renew discutem integração entre redes e desafios da operação

  • RIC Charge aposta em hubs inteligentes e ultrarrápidos que podem carregar carros elétricos até 80% em apenas 18 minutos

    Com carregadores de até 300 kW, empresa planeja investir R$ 8 milhões em 2027 para alcançar 13 hubs na Grande Porto Alegre, impulsionada pela disparada de 135% nas vendas de eletrificados no RS. Brasil, 13 de outubro de 2026 - O mercado de veículos eletrificados atravessa uma mudança de escala no Rio Grande do Sul. Entre janeiro e setembro de 2026, foram comercializados 24.010 automóveis e comerciais leves eletrificados no Estado, alta de 135,14% em relação ao mesmo período de 2025. Com esse avanço, elétricos e híbridos já representam cerca de 25% das vendas desses segmentos no mercado gaúcho, participação que, há poucos anos, era de aproximadamente 2%. A projeção do Sincodiv-RS é de cerca de 30 mil eletrificados vendidos no Estado até o final de 2026. A transformação é ainda mais expressiva entre os veículos 100% elétricos. Nos nove primeiros meses do ano, foram comercializadas 13.705 unidades, crescimento de 241,86% sobre 2025. Os híbridos somaram 10.305 veículos, alta de 66,16%. Somente em setembro, foram 3.337 eletrificados vendidos no Rio Grande do Sul, sendo 1.738 elétricos e 1.599 híbridos. Um dos principais vetores dessa transformação é o avanço da eletrificação entre motoristas de aplicativo, que utilizam o veículo de forma intensiva e encontram nos modelos elétricos uma alternativa para reduzir o custo operacional. O crescimento dos carros 100% elétricos tem forte relação com esse público, justamente pela possibilidade de economia em relação aos veículos a combustão. O fenômeno já é percebido diretamente pela empresa RIC Charge. Cerca de 98% dos clientes atuais da empresa são motoristas de aplicativos, segundo a companhia, que chegou a aproximadamente mil usuários cadastrados em oito meses de operação. O crescimento desse público cria uma demanda específica por infraestrutura: para quem utiliza o carro profissionalmente, tempo parado representa perda de produtividade, tornando velocidade, disponibilidade e previsibilidade da recarga fatores decisivos. É nesse cenário que a RIC Charge busca se posicionar como uma empresa de infraestrutura para a nova mobilidade elétrica. Com hubs de recarga rápida em Porto Alegre, a companhia combina alta potência, automação, gestão inteligente de energia, operação contínua e integração entre unidades. A estratégia acompanha a expansão da frota eletrificada e ataca um dos principais desafios do mercado: ampliar a oferta de recarga rápida, confiável e acessível. A RIC Charge prepara mais R$ 8 milhões de investimentos para o ano de 2027 com o objetivo de chegar a 13 Hubs de recarga na grande Porto Alegre. “A nossa visão é que um hub de recarga precisa ser muito mais do que uma estrutura de fornecimento de energia. Estamos construindo uma infraestrutura inteligente, com tecnologia, gestão de potência e dados para garantir uma experiência rápida, segura e confiável para quem depende do veículo elétrico todos os dias”, afirma Ionathan Cunha, fundador da RIC Charge. Gestão inteligente da energia Um dos diferenciais tecnológicos da RIC Charge está no gerenciamento inteligente da energia. Um veículo feita sob medida para suportar o pico máximo de energia das novas estações de recarga ultrarrápida como a da RIC Charge que opera com potência total de até 300 kW pode receber essa potência máxima, utilizando sistemas de Split Charge e balanceamento dinâmico de carga. A tecnologia permite distribuir a potência de acordo com a demanda de cada veículo e o veículo preparado poderá carregar até 300 kw, adicionalmente, administrar o consumo de outros equipamentos da unidade. Dessa forma, cargas como ar-condicionado, aspiradores e demais sistemas não comprometem a disponibilidade dos carregadores. Os carregadores disponíveis nos hubs da RIC Charge estão entre os mais rápidos do Rio Grande do Sul. Em condições típicas, motoristas recebem entre 60 kW e 70 kW durante a recarga, enquanto veículos menores podem realizar uma carga de 15% a 80% em aproximadamente 30 minutos. Segundo a RIC Charge, os carregadores inteligentes Split Charge podem alcançar até 98% de eficiência energética, reduzindo perdas entre a energia recebida e aquela efetivamente disponibilizada ao veículo. Ionathan destaca que “modelos como o Porsche Taycan, o Audi e-tron GT e o BMW iX3 50 xDrive, que suportam potência de recarga de até 320 kW em corrente contínua (DC), podem recuperar de 10% a 80% da carga da bateria em aproximadamente 18 minutos, em condições ideais. Nos hubs da RIC Charge, equipados com carregadores de alta potência de até 300 kW, o tempo de recarga dependerá da capacidade do veículo de receber energia, da temperatura da bateria e das condições de operação. A combinação entre infraestrutura de alta potência e veículos compatíveis permite reduzir o tempo de parada e tornar a recarga mais ágil, especialmente para motoristas que dependem do veículo elétrico em suas atividades diárias”, completa. Operação contínua e monitoramento remoto Outro componente estratégico é a operação remota. Os hubs funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana, sem necessidade de equipe permanente no local. A plataforma permite acompanhar em tempo real variáveis como tensão, corrente, temperatura, consumo e eventuais falhas, além de possibilitar procedimentos remotos, como o reinício de equipamentos. “O fato de operarmos 24 horas por dia, sete dias por semana, sem uma equipe permanente no local, exige um nível muito alto de automação e monitoramento. Hoje conseguimos acompanhar todos os principais parâmetros do carregador em tempo real e até reiniciar um equipamento remotamente. Isso reduz o tempo de indisponibilidade e aumenta muito a confiabilidade da operação”, explica Ionathan Cunha. A arquitetura tecnológica também utiliza redundância de conectividade, câmeras com inteligência artificial e sistemas automatizados para aumentar a segurança e a disponibilidade da operação. A empresa informa que atualmente o tempo fora de operação por problemas técnicos representa menos de 1% da operação, chegando a aproximadamente 0,5% em determinados períodos. A confiabilidade é reforçada por uma política de manutenção preventiva. Técnicos realizam inspeções periódicas nos hubs, incluindo reaperto de conexões e medições elétricas, com o objetivo de identificar potenciais problemas antes que provoquem indisponibilidade. Técnicos permanecem disponíveis para atendimentos emergenciais, reduzindo o tempo de resposta quando necessário. Tecnologia preparada para a evolução do mercado A empresa também investe na evolução dos equipamentos. Após visitas e avaliações de fabricantes internacionais, a RIC Charge passou a trabalhar com um fabricante exclusivo na China para desenvolver equipamentos sob medida e comercializados com a marca da empresa. Os novos carregadores estão sendo desenvolvidos com OCPP 2.0.1, protocolo que amplia as possibilidades de comunicação, gerenciamento e integração entre carregadores e plataformas de gestão. A RIC Charge também já considera a próxima etapa tecnológica da infraestrutura: sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS). A solução poderá ampliar a potência disponível nos momentos de maior demanda sem exigir, necessariamente, uma nova obra de infraestrutura elétrica ou substituição imediata de transformadores. Crescimento de dentro para fora Mais do que ampliar o número de pontos, a RIC Charge pretende construir uma rede integrada de recarga. A estratégia é crescer inicialmente em Porto Alegre, aumentando a capilaridade e permitindo que o usuário encontre o mesmo padrão de serviço em diferentes regiões da cidade. O objetivo é oferecer cadastro único, preços padronizados e uma experiência uniforme, permitindo que o motorista escolha onde e quando carregar sem precisar deslocar-se para um ponto específico. “Nós decidimos crescer de dentro para fora. Primeiro queremos construir uma rede forte e capilarizada em Porto Alegre, atendendo o usuário em diferentes regiões da cidade. Depois vamos levar esse mesmo conceito para outras cidades. A ideia é que o cliente tenha um único cadastro, preço padronizado e o mesmo nível de serviço, independentemente do hub que escolher”, destaca o fundador da RIC Charge. A estratégia inclui ainda a possibilidade de criação de um clube de assinatura, com benefícios adicionais para usuários recorrentes, fortalecendo o relacionamento com a base de clientes e criando novas alternativas comerciais para a utilização da infraestrutura. Com seis unidades previstas em Porto Alegre até o final de 2026 e expansão para outras cidades a partir de 2027, a RIC Charge busca consolidar um modelo de infraestrutura baseado em escala, eficiência energética, automação, conectividade e disponibilidade operacional. O objetivo é transformar o eletroposto em uma infraestrutura crítica para a mobilidade elétrica, acompanhando o avanço da frota eletrificada e criando uma rede capaz de atender, em especial, uma nova geração de motoristas que já incorporou o veículo elétrico à rotina profissional. RIC Charge aposta em hubs inteligentes e ultrarrápidos que podem carregar carros elétricos até 80% em apenas 18 minutos

  • Future Grid debate desafios e soluções para o setor elétrico brasileiro

    Acelerada pelas mudanças climáticas, a rede elétrica do futuro requer inteligência, resiliência e regulamentação Future Grid debate desafios e soluções para o setor elétrico brasileiro Em mesa-redonda no evento Roadshow Future Grid, realizado no Lactec em Curitiba (PR), em 1º de outubro, lideranças da indústria, concessionárias e representantes de Centros de Competência Embrapii mapearam desafios, avanços tecnológicos e rumos regulatórios da nova era da energia. Na visão do presidente do Lactec, Maximiliano Andres Orfali, o setor elétrico brasileiro atravessa a transformação mais radical e rápida de sua história recente. Segundo ele, se, durante décadas, o modelo de distribuição operou sob uma lógica previsível e unidirecional, em que a energia apenas fluía da geradora até o consumidor final, os últimos anos aceleraram mudanças profundas na malha energética. “A infraestrutura nacional enfrenta o desafio de se tornar resiliente e inteligente. Isso é impulsionado pela ascensão massiva da Geração Distribuída (GD) solar, pelo avanço da eletromobilidade, pela exigência dos consumidores e pelo aumento expressivo de eventos climáticos extremos”, assinala. A inversão do pico e a questão da Geração Distribuída A mudança no perfil do consumo e da produção transformou a rotina das distribuidoras. Há 30 anos, o grande desafio operacional do sistema acontecia no “pico das 18h”, quando o uso massivo do chuveiro elétrico demandava a capacidade máxima da rede. Hoje, a dinâmica mudou radicalmente: o pico da tarde passou a ser dominado pelo uso intensivo de ar-condicionado, enquanto a proliferação dos painéis solares fez surgir o fenômeno da “curva do pato”. Durante o dia, com a abundância de energia solar injetada pelos consumidores na rede (a chamada GD), o sistema pode registrar excedentes de geração e fluxos de potência distintos daqueles para os quais a rede foi originalmente planejada, contribuindo, em determinados períodos, para situações em que são necessários cortes de geração para preservar o equilíbrio e a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN). No entanto, à noite, quando os painéis solares deixam de produzir e os consumidores retornam para casa para ligar seus eletrodomésticos e carregar veículos elétricos, a demanda volta a aumentar. Essa oscilação expõe a urgência de a rede elétrica se tornar muito mais inteligente e flexível. Para as concessionárias, a grande preocupação é evitar a degradação da qualidade da energia e impedir que o consumidor seja penalizado por oscilações nos níveis de tensão. O crescimento expressivo das compensações financeiras pagas pelas distribuidoras devido a problemas na qualidade do fornecimento nos últimos anos reforça a necessidade de um rápido aperfeiçoamento regulatório, como as consultas públicas em andamento na Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Medição inteligente e combate às perdas Para responder em tempo real a essa nova dinâmica, a digitalização da rede é o primeiro passo. No entanto, a implementação dos smart meters (medidores inteligentes) no Brasil enfrenta barreiras operacionais e continentais muito distintas da realidade europeia. Exemplos como o projeto piloto de Brasília, com 5 mil medidores implantados, expõem as dificuldades frequentes de manter a conectividade contínua dos pontos de medição em malhas extensas. Como alternativa mais racional e escalável, a indústria tem adotado sensores avançados capazes de agrupar e monitorar blocos de consumidores em média e baixa tensão. Esses dispositivos não apenas identificam interrupções de energia no ato, mas também monitoram perdas e combatem novas modalidades de irregularidades, como a “fraude solar” (alterações clandestinas na medição de sistemas fotovoltaicos). Resiliência sob tempestades Se a transição energética impõe novos desafios operacionais, as mudanças climáticas impõem desafios de sobrevivência à infraestrutura. Grande parte das interrupções e faltas na rede elétrica está associada a temporais, ventanias e eventos extremos. A reação imediata da opinião pública costuma ser a cobrança pelo aterramento das fiações. Contudo, especialistas e representantes da indústria, como Alexandre Ohara, da S&C Electric Company, alertam para a inviabilidade financeira e logística dessa solução em larga escala. Atualmente, menos de 4% da malha elétrica brasileira é subterrânea. “Enterrar 100% dos cabos exigiria investimentos bilionários impagáveis pela tarifa”, destaca. A palavra de ordem do setor passou a ser resiliência: explorar ao máximo os ativos existentes e proteger a rede aérea. Equipamentos inteligentes autônomos, como religadores e chaves automatizadas de média tensão, permitem isolar defeitos de forma automática até a “última milha” e restaurar o fornecimento em frações de segundo para a maioria dos clientes afetados. O modelo espelha estratégias bem-sucedidas em locais de clima severo, como a Flórida (EUA), comprovando que é possível aumentar a resiliência do fornecimento mesmo diante de tempestades de grande porte por meio da automação da rede aérea. Inteligência Artificial e armazenamento O futuro do setor elétrico, defendido por pesquisadores como Rodrigo Riella, coordenador do Centro de Competência Embrapii Lactec para Smart Grids e Eletromobilidade, reside na convergência entre a indústria, a academia e a infraestrutura de dados. “Apenas capturar dados da rede não basta; é preciso processá-los com agilidade para obter respostas imediatas”, destaca Riella. Para evitar o colapso por tráfego massivo de informações nos centros de controle, a grande tendência é o uso de IA Distribuída (edge AI), instalando capacidade de processamento diretamente nos equipamentos de ponta da rede. Isso permite a detecção prévia de anomalias, a gestão eficiente da GD, o monitoramento preventivo de grandes consumidores e o gerenciamento de eventos catastróficos. Paralelamente, soluções como tarifas dinâmicas (estimulando o consumo em horários de menor carga) e sistemas de armazenamento de energia (baterias em grande escala) despontam como recursos importantes para aumentar a flexibilidade, a estabilidade e a resiliência do sistema elétrico. Para Luciano Carstens, gerente do Centro de Competência Future Grid, um dos principais desafios está em transformar as demandas do setor elétrico em soluções que possam efetivamente chegar ao mercado. “A transformação da rede elétrica não depende de uma única tecnologia. Precisamos integrar medição inteligente, automação, comunicação, inteligência artificial, armazenamento e eletromobilidade, aproximando indústria, concessionárias e ICTs. O papel do Future Grid é justamente criar esse ambiente de cooperação, onde desafios reais do setor possam ser transformados em pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e soluções que avancem em maturidade até sua aplicação no mercado”, destaca Carstens. Centro de Competência Future Grid O Future Grid é um dos doze Centros de Competência credenciados pela Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), cuja missão é transformar conhecimento científico e infraestrutura tecnológica avançada em soluções de alto impacto para o mercado. Liderado pelo Lactec, atua como catalisador de soluções tecnológicas e de pesquisa e desenvolvimento em hardware para Smart Grids e Eletromobilidade. Já a Embrapii atua como elo estratégico entre o setor industrial e o conhecimento científico, aportando recursos e compartilhando risco tecnológico para acelerar a inovação no Brasil. Sobre o Lactec – O Lactec é um dos maiores centros de pesquisa, tecnologia e inovação do Brasil. Atua fortemente nos mercados de Energia, Saneamento, Meio Ambiente, Indústria e Infraestrutura em todo o ciclo de inovação, desde P&D, ensaios e análises até a execução de processos complexos para o setor de infraestrutura. Há mais de 66 anos, suas soluções e serviços atendem às demandas atuais dos diversos setores produtivos da economia brasileira, como empresas, indústrias e concessionárias de energia. Ao longo da sua história, consolidou-se com a conclusão de mais de 500 projetos. Possui mais de 300 profissionais, entre mestres e doutores, com sólida experiência de mercado. Sua sede administrativa fica em Curitiba, onde estão instaladas outras quatro unidades tecnológicas com ampla infraestrutura de laboratórios para atendimento a diversos segmentos industriais, além da unidade localizada em Salvador-BA. O Lactec é Unidade Embrapii em Inteligência Embarcada e em 2023 também tornou-se Future Grid, o Centro de Competência Embrapii em Smart Grid e Eletromobilidade. Saiba mais em: lactec.com.br Future Grid debate desafios e soluções para o setor elétrico brasileiro

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