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- Rockcore aposta em microinversores avançados e prepara o mercado brasileiro para a nova era da geração distribuída
Empresa chinesa com atuação global chega ao Brasil com tecnologia focada em segurança, modularidade e integração futura com armazenamento de energia O mercado brasileiro de geração distribuída vive um momento de inflexão. Após mais de uma década de expansão acelerada, impulsionada principalmente por inversores string, o setor começa a enfrentar novos desafios técnicos, regulatórios e operacionais como a inversão de fluxo, maior rigor das normas de segurança e a crescente demanda por sistemas mais inteligentes e flexíveis. Rockcore aposta em microinversores avançados e prepara o mercado brasileiro para a nova era da geração distribuída É nesse contexto que a Rockcore , empresa global especializada exclusivamente em microinversores , anuncia sua entrada estratégica no Brasil. Fundada em 2009 , a companhia construiu sua trajetória focada em pesquisa, desenvolvimento e fabricação de microinversores de alta performance , com presença consolidada em mercados exigentes como China, Alemanha e Tailândia . Uma empresa que nasceu no microinversor Diferente de muitos fabricantes que migraram para o microinversor após anos atuando com inversores string, a Rockcore nasceu dedicada a essa tecnologia. Essa especialização permitiu à empresa acompanhar desde cedo a evolução dos microinversores no mundo inclusive participando de projetos emblemáticos. Um dos marcos dessa trajetória foi a implantação de uma usina fotovoltaica de grande porte na primeira fábrica da Tesla na China , ainda em 2014, utilizando tecnologia de microinversores. Um projeto que reforçou a credibilidade da empresa em um dos mercados mais competitivos do planeta. Hoje, a Rockcore opera com linhas de produção altamente automatizadas, com capacidade atual superior a 500 mil unidades por ano , e já constrói sua segunda planta industrial , que elevará a capacidade para 1 milhão de unidades anuais . Por que o microinversor ganha espaço no Brasil O avanço dos microinversores no Brasil não é apenas uma tendência tecnológica é uma resposta direta a problemas reais do sistema elétrico atual. Entre os principais diferenciais estão: Geração e monitoramento módulo a módulo , garantindo maior controle e eficiência Maior segurança elétrica , com operação em baixa tensão Facilidade de expansão modular , sem grandes retrofits Redução do risco de incêndios , especialmente em telhados e áreas sensíveis Segundo dados do setor, uma parcela significativa dos incêndios associados a sistemas fotovoltaicos está ligada à ocorrência de arcos elétricos em sistemas de alta tensão , comuns em inversores string. Os microinversores, por operarem em tensões muito mais baixas, reduzem drasticamente esse risco. Essa característica torna a tecnologia especialmente relevante para aplicações como postos de combustíveis, edifícios comerciais, condomínios e áreas urbanas densas , onde as exigências de segurança são mais rigorosas inclusive para obtenção de AVCB junto ao Corpo de Bombeiros. O microinversor de 2,5 kW: foco no mercado brasileiro Para sua estreia no Brasil, a Rockcore aposta no microinversor de 2,5 kW , desenvolvido especificamente para atender às particularidades do sistema elétrico nacional. O equipamento permite configurações que se enquadram nos critérios de fast track , evitando análises complexas de inversão de fluxo e facilitando a aprovação junto às concessionárias. Em aplicações residenciais típicas, é possível atender boa parte do consumo mensal com cerca de 12 módulos fotovoltaicos , respeitando os limites regulatórios atuais. Outro diferencial é a robustez do produto, projetado para operar em climas quentes e úmidos , como o brasileiro. A Rockcore utiliza topologia LLC , mais moderna e resistente que a antiga topologia flyback ainda presente em muitos microinversores do mercado. Além disso, os equipamentos contam com: Grau de proteção IP67 Conectores IP68 Proteções térmicas reforçadas Aplicativo próprio com configuração em lote via Bluetooth PowerPad: painel e microinversor em um único produto Outra aposta estratégica da Rockcore é o PowerPad , um sistema que integra módulo fotovoltaico e microinversor desde a fábrica . O conceito elimina cabeamento CC, conectores MC4 e simplifica significativamente a instalação. O PowerPad já é amplamente utilizado na Europa especialmente em sistemas de varandas e sacadas , onde o próprio consumidor pode instalar e conectar o sistema diretamente à tomada. No Brasil, o modelo que será comercializado terá 600 W , alinhado ao uso de módulos de maior potência. Esse formato abre caminho para: Geração distribuída em apartamentos Retrofit em edifícios existentes Novos conceitos arquitetônicos em empreendimentos residenciais Democratização do acesso à energia solar em áreas urbanas Preparação para o futuro: armazenamento e microrredes A entrada da Rockcore no Brasil não se limita ao cenário atual da geração on-grid. A empresa já desenvolve soluções voltadas à próxima fase do setor: armazenamento de energia . Com a recente Lei nº 15.269 , que sinaliza o interesse do país em investir em sistemas de armazenamento, a Rockcore avança no desenvolvimento de soluções baseadas em acoplamento CA , tecnologia amplamente utilizada em microrredes e sistemas de grande porte. O conceito permite adicionar baterias a sistemas já existentes com mínimo retrofit , mantendo os microinversores on-grid e integrando um PCS (Power Control System) entre o quadro elétrico e o medidor da concessionária. A solução prevê módulos escaláveis de bateria, com foco em: Continuidade de fornecimento em apagões Autoconsumo noturno Gestão inteligente de tarifas Maior independência energética Um mercado mais maduro exige novas soluções Após anos de crescimento acelerado, o mercado brasileiro entra em uma fase de profissionalização . O consumidor final está mais informado, as normas estão mais rígidas e a tecnologia precisa acompanhar essa evolução. A aposta da Rockcore é clara: segurança, eficiência, modularidade e visão de futuro . Não se trata apenas de trazer mais um produto ao mercado, mas de introduzir uma arquitetura tecnológica alinhada com o que já funciona em países mais maduros no uso da energia solar. Se o passado da geração distribuída no Brasil foi marcado pela expansão rápida, o futuro tende a ser definido pela qualidade das soluções , pela integração com armazenamento e pela segurança das instalações . E é exatamente nesse ponto que os microinversores voltam ao centro do debate. Rockcore aposta em microinversores avançados e prepara o mercado brasileiro para a nova era da geração distribuída
- Hopewind ultrapassa a marca de 235 GW em remessas globais e impulsiona a transição energética
Shenzhen, 3 de fevereiro A Hopewind, fornecedora de soluções completas em energia renovável, anunciou um marco histórico: suas remessas acumuladas de produtos destinados ao setor de energias renováveis ultrapassaram 235 Gigawatts (GW) até 2025. Esse volume expressivo suficiente para abastecer dezenas de milhões de residências com eletricidade limpa reforça o papel da empresa como um dos principais arquitetos e viabilizadores da transição energética global. O alcance desse marco evidencia o sucesso da estratégia da Hopewind baseada em diversificação tecnológica, expansão internacional e uma cultura corporativa profundamente orientada à inovação. Uma base construída sobre domínio multissetorial A trajetória da Hopewind até os 235 GW é sustentada por sua ampla expertise em todo o ecossistema de energias renováveis. A empresa evoluiu de fornecedora especializada para parceira de soluções integradas em múltiplos cenários, com atuação comprovada em energia eólica, solar, armazenamento de energia e hidrogênio verde . No setor eólico, seus conversores de alta confiabilidade tornaram-se componentes essenciais em projetos onshore e offshore ao redor do mundo, inclusive em ambientes extremos, como regiões de alta altitude. Na energia solar, o portfólio de inversores centrais e string maximiza a geração em diferentes condições climáticas. Atenta à necessidade de estabilidade do sistema elétrico, a Hopewind também fornece soluções integradas de armazenamento de energia, fundamentais para a expansão das fontes renováveis. Além disso, a empresa atua de forma ativa na cadeia do hidrogênio verde, fornecendo sistemas críticos de conversão de potência para eletrólise. Cross-Spectrum Solutions Essa atuação multissetorial permite o desenvolvimento de sistemas energéticos otimizados e sinérgicos, capazes de responder aos desafios mais complexos das redes elétricas modernas. Expansão internacional com impacto global O marco de 235 GW reflete uma presença verdadeiramente global. A estratégia de “glocalização” da Hopewind que combina liderança tecnológica global com forte atuação local impulsionou sua expansão em mercados estratégicos. Hungary Manufacturing Base A empresa mantém subsidiárias, centros de serviço e equipes de engenharia na Europa, América do Sul, Ásia-Pacífico, Oriente Médio e África , apoiando projetos emblemáticos que vão desde grandes usinas solares em regiões desérticas até parques eólicos offshore de alta complexidade. Em 2025, a inauguração de uma unidade de manufatura na Hungria representou um avanço relevante, fortalecendo a produção local e a eficiência logística na Europa. Ao estabelecer parcerias com desenvolvedores, concessionárias e comunidades locais, a Hopewind assegura que suas soluções atendam às exigências regionais de rede e, ao mesmo tempo, promovam o desenvolvimento econômico sustentável. Tecnologias pioneiras para a nova era da energia A base dessa expansão global está no forte compromisso com inovação. A Hopewind investe cerca de 10% de sua receita em pesquisa e desenvolvimento , com mais de 30% de sua equipe dedicada a P&D . Um dos destaques é o avanço em tecnologia grid-forming , essencial para redes elétricas cada vez mais dominadas por recursos baseados em inversores, como solar, eólica e armazenamento. Em 2022, a Hopewind obteve o primeiro certificado grid-forming do mundo , concedido pela DNV, e colocou em operação o primeiro parque eólico grid-forming da China, seguido por projetos solares e de armazenamento com a mesma tecnologia. Grid-Forming Applications in Wind, Solar and Energy Storage Em 2025, a empresa lançou o primeiro conversor eólico do mundo totalmente baseado em SiC (carbeto de silício) , reforçando sua posição de liderança tecnológica. Essas inovações permitem que usinas renováveis contribuam ativamente para a estabilidade do sistema elétrico, viabilizando uma transição energética mais segura e confiável. Para a Hopewind, ultrapassar os 235 GW é tanto um reconhecimento do caminho percorrido quanto um indicativo do futuro. O marco consolida a empresa não apenas como fornecedora, mas como parceira estratégica da transição energética global , comprometida em enfrentar os desafios da próxima geração de sistemas de energia. Sobre a Hopewind Fundada em 2007 e listada na Bolsa de Valores de Xangai ( 603063.SH ) desde 2017, a Hopewind é uma líder global em tecnologia para energias renováveis. A empresa desenvolve e fabrica conversores eólicos, inversores fotovoltaicos, sistemas de armazenamento de energia (ESS) e acionamentos industriais. A Hopewind participou do projeto científico europeu Wingrid (Horizon 2020) em parceria com o laboratório da DNV na Holanda. Em 2022, seu conversor eólico recebeu o primeiro certificado grid-forming do mundo concedido pela DNV, e a empresa foi reconhecida pela BloombergNEF como fabricante Tier 1 de inversores. Até 2025, a Hopewind já havia enviado mais de 235 GW em produtos de energia renovável globalmente. Hopewind ultrapassa a marca de 235 GW em remessas globais e impulsiona a transição energética
- 🌞 Energia Solar: Tudo o Que o Consumidor Precisa Saber
Episódio 4 – Diferença entre energia solar residencial, comercial e rural Ao pesquisar sobre energia solar, muitos consumidores se deparam com termos como sistema residencial , comercial ou rural e acabam acreditando que se tratam de tecnologias completamente diferentes. Essa confusão é comum e pode dificultar a compreensão do que realmente muda de um projeto para outro. Neste episódio, o EnergyChannel explica quais são as diferenças entre energia solar residencial, comercial e rural , o que muda na prática e por que entender essa distinção é importante antes de investir. ☀️ A tecnologia é a mesma, o uso é diferente O primeiro ponto a esclarecer é simples: a tecnologia fotovoltaica é basicamente a mesma em todos os casos . Painéis solares, inversores, estruturas de fixação e sistemas de proteção seguem o mesmo princípio de funcionamento. O que muda de um sistema residencial para um comercial ou rural não é a tecnologia em si, mas o perfil de consumo, a escala do projeto e as condições de instalação . 🏠 Energia solar residencial A energia solar residencial é voltada para casas e pequenos imóveis urbanos. Em geral, esses sistemas: Atendem consumos mais previsíveis São instalados principalmente em telhados Têm potência menor em comparação a projetos comerciais Buscam reduzir ou praticamente zerar a conta de luz O dimensionamento considera hábitos diários da família, como uso de eletrodomésticos, ar-condicionado, chuveiro elétrico e horários de maior consumo. 🏢 Energia solar comercial Nos sistemas comerciais, o foco é atender empresas, lojas, escritórios, supermercados, indústrias e prestadores de serviço. As principais características são: Consumo de energia mais elevado Uso intenso durante o horário comercial Projetos de maior porte Retorno financeiro geralmente mais rápido Como o consumo ocorre majoritariamente durante o dia, quando o sistema está gerando energia, a eficiência do aproveitamento costuma ser maior. 🚜 Energia solar rural A energia solar rural atende propriedades agrícolas, fazendas e áreas afastadas dos centros urbanos. Nesses casos, a tecnologia se destaca por: Reduzir custos elevados com energia no campo Atender bombas de irrigação, ordenha, refrigeração e maquinário Possibilidade de instalação no solo, com grandes áreas disponíveis Benefícios adicionais em locais com rede elétrica limitada ou instável Em muitas regiões, a energia solar rural representa não apenas economia, mas também segurança energética. ⚙️ O que muda no dimensionamento do sistema? Independentemente do tipo, todo sistema solar precisa ser corretamente dimensionado. O que varia entre residencial, comercial e rural inclui: Volume de consumo mensal Perfil de uso ao longo do dia Espaço disponível para instalação Tipo de conexão com a rede elétrica Demandas específicas do imóvel ou atividade Por isso, projetos padronizados raramente atendem bem a todas as situações. 📊 Diferença no investimento e no retorno De forma geral: Sistemas residenciais exigem investimento menor Sistemas comerciais e rurais demandam maior capital, mas tendem a apresentar retorno mais rápido A lógica do investimento é semelhante, mas os números variam conforme o porte O mais importante é avaliar cada caso individualmente, sem comparações simplistas. 🧭 Qual tipo de sistema é o ideal para você? A resposta não depende apenas do tipo de imóvel, mas do seu consumo de energia, dos seus objetivos financeiros e do horizonte de permanência no local . Entender essa diferença ajuda o consumidor a conversar com fornecedores de forma mais segura e evitar propostas inadequadas à sua realidade. No próximo episódio, o EnergyChannel vai tratar de uma das perguntas mais diretas e sensíveis do tema: 👉 Quanto custa a energia solar hoje no Brasil? 📌 Série Especial EnergyChannel Energia Solar: Tudo o Que o Consumidor Precisa Saber Um guia completo, independente e didático criado pelo EnergyChannel para ajudar o consumidor brasileiro a entender, comparar e decidir com segurança sobre a energia solar. 🌞 Energia Solar: Tudo o Que o Consumidor Precisa Saber
- A Nova Geografia da Economia Global
A Nova Geografia da Economia Global - 📺 TEMPORADA 1 — EPISÓDIO 4/10 Por que produzir perto voltou a importar e como o mapa econômico do mundo está sendo redesenhado A Nova Geografia da Economia Global Durante décadas, a lógica dominante da economia global foi simples: produzir onde fosse mais barato e vender onde houvesse mercado. Custos baixos, cadeias longas e logística eficiente sustentaram um sistema altamente integrado, que reduziu preços e acelerou o crescimento. Esse modelo está sendo desmontado. A economia global passa por uma reconfiguração silenciosa, mas profunda. Fábricas mudam de lugar, cadeias produtivas encurtam, decisões econômicas passam a ser políticas e o mapa da produção mundial começa a se redesenhar. Neste episódio de Economia em Movimento , analisamos por que a geografia da economia está mudando e o que isso significa para países, empresas e consumidores. Quando eficiência deixou de ser suficiente A globalização foi construída sobre a busca obsessiva por eficiência. Produzir no menor custo possível, com estoques mínimos e cadeias just-in-time, maximizava margens e reduzia preços. Esse sistema funcionava em um mundo relativamente estável. Mas eficiência extrema tem um custo oculto: fragilidade. Cadeias longas e concentradas são vulneráveis a choques logísticos, conflitos geopolíticos, sanções e crises sanitárias. Quando o custo da interrupção supera o ganho da eficiência, a lógica econômica muda. O retorno da produção estratégica Governos e empresas passaram a enxergar certos setores não apenas como atividades econômicas, mas como infraestruturas estratégicas . Semicondutores, energia, alimentos, equipamentos médicos e tecnologias críticas deixaram de ser tratados como commodities globais e passaram a ser vistos como ativos de soberania. Produzir perto do mercado consumidor ou em países aliados tornou-se uma questão de segurança econômica. Nearshoring, friendshoring e o encurtamento das cadeias A nova geografia econômica se expressa em três movimentos principais: Nearshoring : produção mais próxima do consumidor final Friendshoring : produção em países politicamente alinhados Diversificação : redução da dependência de um único fornecedor Essas estratégias aumentam resiliência, mas elevam custos. O mundo troca eficiência máxima por segurança e previsibilidade relativa. Essa transição não é temporária ela reflete uma mudança estrutural nas prioridades econômicas. Geopolítica entra no centro das decisões econômicas Decisões sobre onde investir, produzir ou comprar passaram a incorporar fatores antes secundários: Risco político Estabilidade institucional Alinhamento geopolítico Segurança jurídica A economia deixa de ser neutra. Cadeias produtivas se tornam instrumentos de poder. Sanções econômicas, restrições tecnológicas e políticas industriais moldam fluxos comerciais com intensidade crescente. O custo da resiliência A nova geografia da economia tem um preço. Produzir mais perto ou em múltiplos locais aumenta custos de capital, mão de obra e operação. Estoques maiores reduzem eficiência financeira. Subsídios industriais pressionam orçamentos públicos. Esses custos ajudam a explicar por que os preços globais operam em patamares mais altos e por que a inflação estrutural encontra suporte nesse novo arranjo. Quem ganha e quem perde A redistribuição geográfica da produção cria vencedores e perdedores. Países com: Energia competitiva Mercado interno relevante Estabilidade institucional Capacidade industrial tendem a se beneficiar. Já economias excessivamente dependentes de um único elo da cadeia ou com baixa competitividade enfrentam maiores desafios. A vantagem comparativa deixa de ser apenas custo passa a incluir confiabilidade . Oportunidades para países emergentes A reorganização das cadeias produtivas abre espaço para países emergentes se reposicionarem. Regiões com potencial energético, base industrial e acesso a mercados podem atrair investimentos antes concentrados em poucos polos globais. Mas a oportunidade não é automática. Ela exige: Infraestrutura Capital humano Segurança jurídica Estratégia industrial clara Sem isso, o redesenho do mapa econômico pode passar ao largo. O Brasil no novo mapa Países com diversidade energética, mercado interno robusto e posição geopolítica relativamente neutra possuem vantagens potenciais. Mas transformar potencial em realidade exige políticas consistentes, previsibilidade regulatória e integração entre indústria, energia e tecnologia. A nova geografia da economia não premia apenas recursos premia estratégia . Cadeias mais curtas, decisões mais complexas O mundo caminha para cadeias produtivas mais curtas, mais regionais e mais politizadas. Isso não significa o fim do comércio global, mas sua reorganização em blocos e corredores estratégicos. A economia global se torna menos eficiente, porém mais consciente de seus riscos. O que muda na vida real Para empresas, decisões de investimento mais complexas e cadeias menos óbvias.Para governos, pressão por políticas industriais e acordos estratégicos.Para consumidores, preços mais altos, mas maior estabilidade de oferta. O mapa mudou e continuar usando coordenadas antigas leva a erros. Um mundo menos integrado, mas mais estratégico A nova geografia da economia não é um retrocesso. É uma adaptação a um mundo mais incerto, mais político e mais interdependente de forma seletiva. Entender esse movimento é essencial para navegar a economia contemporânea. No próximo episódio de Economia em Movimento , vamos analisar por que a energia voltou a ser o fator econômico central e como ela redefine competitividade, inflação e poder global. A Nova Geografia da Economia Global
- O inimigo invisível da energia limpa: surtos elétricos e o risco oculto da transição energética
Por Redação EnergyChannel A transição energética avança no Brasil em ritmo acelerado. Sistemas solares se espalham por residências, indústrias e áreas rurais. A mobilidade elétrica começa a ganhar tração. A digitalização do setor elétrico cresce com automação, sensores, IoT e redes inteligentes. O inimigo invisível da energia limpa: surtos elétricos e o risco oculto da transição energética Mas, enquanto o debate público se concentra em geração limpa, eficiência e redução de emissões, um tema essencial segue quase invisível: a proteção elétrica contra surtos . Descargas atmosféricas, manobras da rede, falhas de comutação e eventos externos continuam sendo uma das principais causas de danos em sistemas elétricos modernos inclusive (e especialmente) nos sistemas de energia renovável. O resultado? Equipamentos danificados, inversores queimados, paradas inesperadas, perda de dados e prejuízos que raramente entram na conta da sustentabilidade. O que são surtos elétricos e por que eles são tão perigosos Surtos elétricos são elevações rápidas e transitórias de tensão , que duram microssegundos, mas carregam energia suficiente para destruir componentes eletrônicos sensíveis. Eles podem ser causados por: Descargas atmosféricas diretas ou indiretas Manobras na rede elétrica Acionamento de grandes cargas Falhas de aterramento Indução eletromagnética O ponto crítico é que o surto não precisa cair “em cima” da instalação . Ele pode entrar pela rede elétrica, pelo aterramento, por cabos de dados ou até por estruturas metálicas conectadas ao sistema. 📌 Na prática, quanto mais tecnológica e eletrônica é a instalação, mais vulnerável ela se torna. Comparação entre tensão nominal da rede e pico de sobretensão causado por surto, mostrando a curta duração e a alta energia envolvida. Energia limpa, eletrônica sensível e um paradoxo moderno Painéis solares, inversores, carregadores de veículos elétricos, sistemas de automação e iluminação LED têm algo em comum: são altamente dependentes de eletrônica de potência . Isso significa: Componentes menores Maior eficiência Maior sensibilidade a variações elétricas Ou seja, quanto mais moderno o sistema, menor a tolerância a surtos . Esse paradoxo é pouco discutido: A transição energética reduz emissões, mas aumenta a exposição elétrica se não houver proteção adequada. O caminho do surto: como o dano realmente acontece Muitos imaginam que o surto “explode” o equipamento de forma direta. Na realidade, o processo é mais silencioso e mais perigoso. O surto: Entra pela rede elétrica ou cabos externos Percorre condutores e barramentos Procura o caminho de menor impedância Encontra placas eletrônicas sensíveis Degrada componentes internamente Em muitos casos, o equipamento não queima na hora . Ele perde vida útil, falha semanas depois ou apresenta defeitos intermitentes difíceis de diagnosticar. Diagrama mostrando a entrada do surto pela rede, passagem pelo quadro elétrico e chegada aos equipamentos finais. Por que o Brasil é especialmente vulnerável O Brasil está entre os países com maior incidência de descargas atmosféricas do mundo . Somam-se a isso: Redes elétricas extensas Ambientes externos severos Crescimento rápido da geração distribuída Projetos mal dimensionados ou sem coordenação de proteção Mesmo assim, a proteção contra surtos ainda é vista, muitas vezes, como: “Custo extra” “Item opcional” “Detalhe técnico” Essa visão está mudando impulsionada por normas técnicas, seguradoras, fabricantes e pela própria realidade de campo. Proteção elétrica: de detalhe técnico a estratégia de confiabilidade A proteção contra surtos deixou de ser apenas uma exigência normativa. Hoje, ela é parte fundamental de: Continuidade operacional Segurança de pessoas Preservação de ativos Sustentabilidade real (menos descarte, menos manutenção) Empresas, integradores e projetistas mais experientes já tratam a proteção elétrica como camada estratégica do sistema , e não como acessório. Comparação visual de uma instalação protegida x não protegida, destacando pontos de falha. Sustentabilidade também é durabilidade Um sistema solar que falha prematuramente, um inversor substituído antes do tempo ou um equipamento descartado por dano elétrico também geram impacto ambiental . Sustentabilidade não é apenas gerar energia limpa é garantir que os sistemas durem, operem com segurança e cumpram sua vida útil projetada . E isso passa, inevitavelmente, pela proteção elétrica. O que vem a seguir Neste primeiro episódio, o EnergyChannel abre a discussão sobre um tema invisível, mas decisivo para o futuro da energia. Nos próximos capítulos da série “Energia Segura” , vamos aprofundar: O funcionamento dos DPS A importância do aterramento A proteção em sistemas solares Normas técnicas Mobilidade elétrica Indústria, telecom e cidades inteligentes Porque, no fim das contas, não existe energia limpa sem energia segura . 🔜 Próximo episódio EP2 — DPS: o que é, como funciona e por que a norma exige O inimigo invisível da energia limpa: surtos elétricos e o risco oculto da transição energética
- SpaceX e xAI se unem em mega-fusão bilionária que impulsiona ações do setor espacial
Nesta terça-feira (3 de fevereiro de 2026), as ações de empresas espaciais nos Estados Unidos apresentaram valorização após um anúncio que pode redefinir a corrida tecnológica entre Big Tech e o setor aeroespacial. SpaceX e xAI se unem em mega-fusão bilionária que impulsiona ações do setor espacial Elon Musk oficializou a fusão entre a SpaceX e sua startup de inteligência artificial xAI , formando uma nova gigante avaliada em cerca de US$ 1,25 trilhão . Ações de empresas espaciais sobem O mercado reagiu positivamente à notícia, com várias empresas relacionadas ao espaço registrando alta em suas cotações: Rocket Lab avançou cerca de 3 % Planet Labs subiu mais de 1 % AST SpaceMobile , Intuitive Machines e Redwire também registraram ganhos relevantes na manhã de terça-feira. Analistas destacam que a fusão embora ainda privada reforça a confiança dos investidores no espaço como um setor estratégico para o futuro da tecnologia e da computação de alto desempenho . A ambição por infraestrutura de IA no espaço O movimento integra as capacidades espaciais da SpaceX, incluindo foguetes, satélites e a rede de internet Starlink, com a tecnologia de inteligência artificial criada pela xAI como o chatbot Grok e outros ativos de machine learning. Segundo Musk, a próxima fronteira para processamento de IA será o espaço : ele projeta que, em dois a três anos, será mais barato gerar poder computacional fora da Terra do que em data centers terrestres, devido às vantagens de energia solar e menor necessidade de refrigeração. Esse tipo de infraestrutura orbital poderia ajudar a aliviar limitações de energia e custo que os centros de dados enfrentam atualmente na Terra, especialmente conforme modelos avançados de IA demandam cada vez mais energia. Rumo a um IPO recorde A fusão também é vista como um movimento estratégico antes de uma esperada oferta pública inicial (IPO) da SpaceX ainda em 2026. Fontes indicam que essa abertura de capital poderia superar US$ 1,5 trilhão em valuation , tornando-a uma das maiores ofertas da história. Essa combinação de tecnologia espacial + inteligência artificial + serviços de comunicação global coloca a nova entidade em uma posição única no mercado global abrindo portas para aplicações comerciais, governamentais e de infraestrutura de dados em escala planetária (e além). SpaceX e xAI se unem em mega-fusão bilionária que impulsiona ações do setor espacial
- Rússia atinge infraestrutura energética da Ucrânia no que pode ser o ataque mais forte do ano
Em 3 de fevereiro de 2026 , forças russas lançaram um ataque em grande escala contra instalações de energia da Ucrânia , marcando o que empresas de energia ucranianas e autoridades descreveram como o “golpe mais poderoso ao setor energético até agora neste ano” . Rússia atinge infraestrutura energética da Ucrânia no que pode ser o ataque mais forte do ano Segundo relatos, centenas de drones e dezenas de mísseis foram disparados contra usinas térmicas e centros de distribuição de energia em várias regiões, incluindo Kyiv, Kharkiv, Dnipro e outras áreas críticas . A empresa de energia ucraniana DTEK afirmou que o sistema elétrico estava operando com “restrições graves” após os ataques, forçando desligamentos emergenciais e deixando milhares de residências sem eletricidade e aquecimento em temperaturas extremamente baixas . Autoridades destacaram que um período de “ trégua energética ” anunciado anteriormente como parte de um acordo de pausa nos ataques terminou recentemente, o que pode ter precedido a retomada dos ataques russos. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky acusou Moscou de escolher “ terror e escalada em vez de diplomacia ” e apelou por pressão internacional máxima sobre a Rússia para deter a ofensiva e intensificar o apoio militar e de defesa à Ucrânia . Impacto no inverno rigoroso A ofensiva ocorreu em meio a um inverno especialmente rigoroso, com localidades ucranianas registrando temperaturas abaixo de -20 °C, o que agravou ainda mais o impacto da interrupção de energia e aquecimento. As autoridades ucranianas continuam os esforços de reparo e a gestão de cortes programados de energia para estabilizar o sistema, enquanto as tensões na guerra com a Rússia permanecem altas e as negociações diplomáticas ainda não resultaram em um cessar-fogo duradouro. Rússia atinge infraestrutura energética da Ucrânia no que pode ser o ataque mais forte do ano
- Governo assina contrato bilionário de energia a carvão com preço 62% acima do mercado e reacende debate sobre transparência e custo para o consumidor
Rio de Janeiro, 3 de fevereiro de 2026. Governo assina contrato bilionário de energia a carvão com preço 62% acima do mercado e reacende debate sobre transparência e custo para o consumidor O governo federal formalizou em 14 de janeiro um contrato de longo prazo para a compra de energia elétrica gerada pelo Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Santa Catarina, por um valor substancialmente superior ao observado em leilões recentes do setor. A decisão, publicada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), estabelece o preço de R$ 564,37 por megawatt-hora (MWh) cerca de 62% acima da média de mercado , que gira em torno de R$ 347/MWh nos leilões de usinas a carvão. O acordo, com duração de 15 anos até 2040 representa, a valor presente, cerca de R$ 28,3 bilhões em receita garantida à empresa beneficiada, a Diamante Energia , responsável pelo complexo térmico, que tem capacidade instalada de 740 MW. Preço acima do mercado e questionamentos Especialistas e entidades do setor energético apontam que o preço contratado está significativamente acima do praticado no mercado e em contratos similares, suscitando questionamentos sobre critérios de formação de preço e sobre a relação entre o setor público e a empresa contratada. A definição do valor, segundo reportagens, teria considerado principalmente dados fornecidos pela própria companhia. Representantes do Ministério de Minas e Energia defendem a legalidade do processo e destacam que a contratação seguiu a legislação vigente, em especial a Lei 14.299/2022, que determina a prorrogação da autorização e a contratação compulsória de energia de usinas a carvão com contratos vigentes até dezembro de 2022. Impactos na transição energética e na conta de luz A decisão ocorre em um momento em que o Brasil intensifica seus compromissos com a transição energética e redução de emissões, especialmente após sediar a COP30 em 2025. Organizações ambientais e de consumidores criticam o movimento como um retrocesso na agenda climática e apontam que o subsídio à energia a carvão, cujo custo é repassado integralmente aos consumidores pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) , pode implicar um impacto adicional nas tarifas de energia. Estimativas preliminares sugerem subsídios de R$ 1 bilhão a R$ 1,5 bilhão por ano , com possibilidade de reflexos no valor final da conta de luz. Especialistas ouvidos por veículos de imprensa também destacam que contratos acima da média de mercado podem dificultar investimentos em fontes renováveis mais competitivas, além de reforçar dependência em fontes fósseis em um momento de crescente pressão internacional por descarbonização. Transparência e governança Críticos da medida enfatizam que a relação política entre atores do governo e partes ligadas à empresa contratada merece maior transparência e debate público, a fim de assegurar que decisões de grande impacto financeiro e ambiental sejam pautadas pelo interesse coletivo e pela eficiência econômica. O governo, por sua vez, argumenta que a contratação visa garantir segurança energética e preservar empregos na cadeia produtiva do carvão no Sul do país. Governo assina contrato bilionário de energia a carvão com preço 62% acima do mercado e reacende debate sobre transparência e custo para o consumidor
- Ministério de Minas e Energia debate papel das baterias no setor elétrico e prepara LRCAP 2026
Por Ricardo Honório, para o EnergyChannel Ministério de Minas e Energia debate papel das baterias no setor elétrico e prepara LRCAP 2026 O Ministério de Minas e Energia (MME) intensifica discussões sobre a incorporação de sistemas de baterias de grande porte no sistema elétrico brasileiro, reconhecendo o papel estratégico do armazenamento em apoiar a confiabilidade, a flexibilidade e a integração de fontes renováveis. Paralelamente, a pasta trabalha nos últimos detalhes para o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) previsto para este ano um certame que, se bem desenhado, pode abrir espaço para projetos de armazenamento e fortalecer a segurança energética do país. Baterias no centro do debate elétrico O Brasil vive um momento de transformação no setor elétrico. Com a expansão acelerada de energia solar e eólica variáveis por natureza cresce também a necessidade de soluções que equilibrem oferta e demanda em períodos de baixa geração renovável. Nesse contexto, o MME tem considerado o uso de sistemas de armazenamento por baterias como ferramenta para: Mitigar a variabilidade de fontes renováveis; Reduzir o risco de déficit de energia em momentos críticos; Melhorar a operação de curto prazo do sistema elétrico; Aumentar a resiliência do grid diante de eventos climáticos extremos. Fontes do setor afirmam que o ministério estuda mecanismos regulatórios e de mercado para viabilizar a participação de projetos de baterias nos arranjos de expansão elétrica — incluindo a possibilidade de competição no próximo leilão de capacidade. Entendendo o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) O LRCAP , projeto concebido pelo governo federal, tem como objetivo contratar reserva de capacidade firme , ou seja, garantir que haja energia disponível mesmo em condições adversas de geração renovável. Diferentemente dos tradicionais leilões de energia, que faturam megawatts-hora (MWh), o LRCAP foca em capacidade firme, medida em megawatts (MW). Segundo gestores do setor, o modelo visa: Incentivar a construção de usinas térmicas e outras fontes com garantia física ; Criar um sinal de mercado para recursos de capacidade , não apenas para energia; Atrair investimentos privados para reforçar a confiabilidade do sistema. E é neste ponto que as baterias podem ganhar protagonismo . No Brasil e no exterior, sistemas de armazenamento vêm sendo reconhecidos não apenas por escalonar energia, mas também por fornecer serviços de capacidade e flexibilidade às redes elétricas. Lei nº 15.269/2025 e os incentivos para baterias Aprovada em 2025, a Lei nº 15.269 traz novidades que podem impulsionar investimentos em tecnologias de armazenamento, em especial sistemas de baterias conectados ao sistema elétrico: Clareza jurídica para o armazenamento no marco regulatório brasileiro, definindo baterias como recurso habilitado a prestar serviços ao sistema elétrico; Possibilidade de participação em mercados de serviços ancilares e de capacidade , abrindo múltiplas fontes de receita para projetos; Tratamento tributário favorecido para equipamentos de armazenamento adquiridos por investidores nacionais e estrangeiros (como reduções de alguns impostos sobre equipamentos estratégicos); Reconhecimento de baterias como recurso essencial para a transição energética , o que pode facilitar linhas de financiamento e instrumentos de apoio. Especialistas em energia ouvidos pela reportagem afirmam que a lei representa um marco regulatório importante , porque supera a ambiguidade do arcabouço anterior — que não contemplava explicitamente o papel das baterias em grandes escalas no sistema brasileiro. Reação do mercado e perspectivas de investimento Empresas do setor de energia renovável, fundos de investimento em infraestrutura e fabricantes de baterias veem a combinação da nova lei com o LRCAP como uma oportunidade para o Brasil ganhar atratividade global. Para grandes players, o mercado brasileiro pode: Aumentar o volume de projetos de armazenamento de grande porte já nos próximos 3–5 anos; Atrair tecnologia e capital estrangeiro , especialmente de países com experiência em batteries-as-a-service; Contribuir para preços mais competitivos de energia ao reduzir a dependência de termelétricas caras em períodos secos. Entretanto, ressalvas apontadas por analistas incluem a necessidade de: Definição clara de regras de remuneração por serviços oferecidos pelas baterias ; Aperfeiçoamento de sinais de preço no mercado de curto prazo ; Garantias normativas e segurança jurídica para contratos de longo prazo . Conclusão O Brasil caminha para fortalecer a presença de baterias como solução estratégica no setor elétrico não apenas como apoio pontual a parques renováveis, mas como recurso a ser considerado em mecanismos de capacidade e segurança. Com a Lei nº 15.269/2025 estabelecendo diretrizes para o armazenamento e o LRCAP em preparação , o país dá passos importantes rumo a um mercado mais flexível, resiliente e atraente para investimentos em tecnologias que promovem a transição energética. Ministério de Minas e Energia debate papel das baterias no setor elétrico e prepara LRCAP 2026
- Fazendas solares no Arkansas mostram que energia limpa e biodiversidade podem crescer juntas
Pesquisas conduzidas pela Universidade do Arkansas indicam que projetos solares bem planejados podem se tornar aliados da conservação ambiental e da agricultura local. Fazendas solares no Arkansas mostram que energia limpa e biodiversidade podem crescer juntas A energia solar vive uma fase de expansão acelerada nos Estados Unidos. Dados da Administração de Informação Energética dos EUA (EIA) indicam que quase 70 GW de nova capacidade solar devem entrar em operação em 2026 e 2027, um crescimento de 49% em relação ao final de 2025 . O avanço é essencial para a descarbonização da matriz energética, mas reacende um debate recorrente: como ampliar a geração renovável sem pressionar terras agrícolas e ecossistemas naturais? Pesquisas recentes realizadas no estado do Arkansas sugerem que a resposta passa por um conceito cada vez mais relevante no setor: a agrivoltaica , ou o uso duplo do solo para produção de energia e atividades ambientais ou agropecuárias. Uso duplo do solo: energia, agricultura e vida selvagem Parques solares de uso duplo são projetados para gerar eletricidade ao mesmo tempo em que apoiam outras funções, como pastoreio de animais, restauração de habitats e proteção de polinizadores . Quando bem planejados, esses projetos reduzem custos operacionais, melhoram a saúde do solo e criam áreas favoráveis à biodiversidade. Um dos exemplos mais emblemáticos é a Fazenda Solar Happy , localizada no Condado de White, no Arkansas. Com 95 MW de capacidade instalada , o projeto fornece energia suficiente para cerca de 21 mil residências . O diferencial está no manejo do solo: sob e ao redor dos painéis, foram plantadas flores silvestres nativas , essenciais para borboletas-monarca e outros polinizadores. Durante os meses mais quentes do ano, ovelhas de produtores locais pastam entre as fileiras de painéis, controlando a vegetação de forma natural. A prática reduz o uso de máquinas, diminui custos de manutenção e devolve nutrientes ao solo, criando um ciclo virtuoso entre energia, agricultura e meio ambiente. Projetos solares como ativos de conservação O potencial ambiental desses projetos motivou a Universidade do Arkansas a iniciar um dos estudos mais abrangentes já realizados sobre biodiversidade em usinas solares. A pesquisa envolve cerca de 90 projetos solares no Arkansas e em estados vizinhos, analisando a presença de mamíferos, aves, insetos, anfíbios e répteis . Entre as espécies registradas estão animais raros ou ameaçados, como o texugo-americano , o maçarico-do-campo , a tartaruga-de-caixa-ornamentada , o lagarto-de-vidro-esguio e a borboleta-monarca . A Fazenda Solar Happy é um dos principais objetos de estudo, justamente por combinar vegetação nativa com pastoreio controlado. Os pesquisadores comparam três cenários: usinas com vegetação nativa e manejo ecológico; usinas tradicionais, com gramíneas ou cascalho; áreas agrícolas convencionais semelhantes às condições anteriores à instalação dos projetos. O objetivo é gerar dados robustos que orientem políticas públicas, licenciamento ambiental e decisões de investidores , superando análises pontuais ou limitadas a poucas espécies. Por que o Arkansas virou laboratório natural O Arkansas reúne características estratégicas para esse tipo de estudo: alta disponibilidade solar , grandes extensões agrícolas e expectativa de forte crescimento de projetos solares nos próximos anos, especialmente na região do Delta do Mississippi . As decisões tomadas agora podem influenciar a paisagem rural e a biodiversidade local por décadas. Segundo os pesquisadores, os resultados obtidos no estado podem servir de referência para outras regiões agrícolas dos Estados Unidos com características semelhantes. Benefícios que ultrapassam os limites da usina Os ganhos ambientais não ficam restritos às cercas dos parques solares. A presença de polinizadores pode beneficiar culturas agrícolas vizinhas, melhorando a produtividade e auxiliando no controle natural de pragas. Em períodos do ano em que flores são escassas nas lavouras, os parques solares com vegetação nativa funcionam como refúgios ecológicos , fortalecendo populações de insetos e aves. Há também impactos positivos no nível comunitário. Projetos de uso duplo geram empregos sazonais , criam oportunidades educacionais para escolas e universidades e melhoram a aceitação social dos empreendimentos, substituindo áreas visualmente homogêneas por paisagens mais diversas e integradas ao território. Para proprietários rurais, receitas adicionais com pastoreio e a redução de custos de manutenção representam um aumento real no valor dos contratos de arrendamento . Um caminho para escalar a energia solar de forma responsável Especialistas defendem que o planejamento para uso duplo do solo seja incorporado desde a fase inicial de avaliação dos projetos . Isso inclui altura adequada dos painéis, cercamentos compatíveis com a fauna local, contratos de operação que prevejam monitoramento ambiental contínuo e parcerias com universidades e organizações de conservação. Mais do que gerar eletricidade, a nova geração de parques solares pode contribuir para paisagens rurais mais resilientes , conciliando transição energética, conservação ambiental e desenvolvimento econômico. A experiência do Arkansas reforça que a expansão da energia solar não precisa ocorrer às custas da natureza. Com planejamento técnico e decisões baseadas em evidências, a agrivoltaica deixa de ser exceção e passa a representar um novo padrão para o setor . Fazendas solares no Arkansas mostram que energia limpa e biodiversidade podem crescer juntas
- EnergyChannel é surpreendido com despedida de um grande nome da Fox ESS no Brasil
O mercado de energia solar foi surpreendido nesta semana com o anúncio da saída de um dos profissionais que ajudaram a construir a trajetória da Fox ESS no Brasil, Robson Meira . Para nós, do EnergyChannel , a notícia veio acompanhada de um sentimento misto de surpresa, gratidão e reconhecimento. Após seis anos de atuação , o profissional se despede da Fox ESS deixando uma marca profunda no processo de implantação, crescimento e consolidação da empresa no mercado brasileiro de energia solar. Desde os primeiros passos da marca no país até sua presença sólida junto a distribuidores, integradores e grandes projetos, sua atuação sempre foi marcada por dedicação, comprometimento e visão estratégica . Ao longo desses anos, o EnergyChannel teve a oportunidade de acompanhar de perto essa trajetória , não apenas como veículo de comunicação, mas como parceiro . Foram incontáveis entrevistas, coberturas, eventos, trocas de ideias e debates sobre o futuro da energia solar no Brasil sempre pautados pelo profissionalismo, pela clareza técnica e pelo respeito ao mercado. Mais do que um executivo, trata-se de um grande amigo querido do setor , alguém que sempre acreditou no diálogo, na construção coletiva e no fortalecimento do ecossistema solar brasileiro. Sua relação com clientes, distribuidores e integradores ajudou a criar pontes sólidas e duradouras, fundamentais para o posicionamento da Fox ESS no país. Em sua mensagem de despedida, o profissional destacou a gratidão à diretoria e à liderança da Fox ESS, bem como aos parceiros que confiaram em seu trabalho ao longo da jornada. Um ciclo que se encerra com orgulho, aprendizado e a certeza de dever cumprido. Para o EnergyChannel , fica o reconhecimento público por tudo o que foi construído ao longo desses anos e a convicção de que novos desafios e oportunidades virão , à altura da trajetória já consolidada. Desejamos sucesso nos próximos passos e reafirmamos nossa admiração por esse profissional que ajudou e continua ajudando a escrever a história da energia solar no Brasil. 🚀⚡ EnergyChannel – Jornalismo que acompanha pessoas, ideias e a transformação do setor energético. EnergyChannel é surpreendido com despedida de um grande nome da Fox ESS no Brasil
- Hopewind Avança com Tecnologia Grid-Forming que Pode Redefinir a Estabilidade das Redes Elétricas Mundiais
Por Ricardo Honório – EnergyChannel Hopewind Avança com Tecnologia Grid-Forming que Pode Redefinir a Estabilidade das Redes Elétricas Mundiais A Hopewind, líder global em soluções de energia verde, vem ganhando destaque internacional ao impulsionar uma tecnologia que promete transformar a forma como sistemas elétricos ao redor do mundo integram fontes renováveis como solar e eólica. A chamada tecnologia grid-forming ou formação de rede está no centro dessa revolução, e seus desenvolvimentos mais recentes podem ter implicações significativas para a segurança energética, estabilidade das redes e a aceleração da transição energética global. O que é Grid-Forming e por que isso importa agora? Tradicionalmente, muitos sistemas renováveis utilizam conversores “grid-following”, que dependem de sinais da rede elétrica para sincronizar e injetar energia. Essa abordagem é suficiente em sistemas onde a energia renovável ainda representa uma parcela moderada da matriz. Contudo, à medida que solar e eólica crescem e assumem uma fatia maior da geração global, esse modelo começa a mostrar limitações: ele não contribui para a estabilidade dinâmica da rede, especialmente em momentos de flutuação de frequência ou falhas. A tecnologia grid-forming da Hopewind, ao contrário, permite que sistemas renováveis atuem como “ancoras” da própria rede, regulando tensão e frequência de maneira autônoma funções que antes eram exclusivamente atribuídas a usinas térmicas com grandes máquinas girantes. Isso significa que parques solares e eólicos podem passar de simples geradores de energia para componentes ativos de estabilidade de rede . Especialistas indicam que, sem soluções como essa, redes elétricas com alta penetração de renováveis enfrentam maior risco de instabilidade, apagões e necessidade de investimentos extras em equipamentos de suporte de rede um ponto crítico em países com sistemas elétricos menos robustos. Impacto potencial para os países — do Brasil à Europa Embora a maioria dos sistemas elétricos ainda dependa de combustíveis fósseis e usinas convencionais, a tendência global é de crescimento acelerado da participação das renováveis. Segundo dados recentes, fontes limpas já respondem por cerca de metade da capacidade instalada mundial e seguem crescendo rapidamente. Nesse cenário, tecnologias como grid-forming não são apenas uma inovação técnica: elas se tornam um requisito estratégico para países que planejam alta penetração de energia limpa. Para países em desenvolvimento ou com redes elétricas frágeis, essa estabilidade autônoma pode significar: Redução do risco de falhas e apagões , mesmo com grandes volumes de energia solar e eólica; Menores custos com equipamentos de compensação e estabilidade de rede ; Maior segurança energética , ao reduzir dependência de combustíveis importados; Capacidade de integrar sistemas de armazenamento em larga escala com maior eficiência . No Brasil, por exemplo, onde o mercado de energia solar cresce de forma acelerada, soluções de alta eficiência e estabilidade como as apresentadas pela Hopewind podem facilitar a integração de novos projetos desde pequenos sistemas comerciais até grandes usinas com armazenamento integrado. E na Europa, mercado avançado em renováveis, tecnologias grid-forming já fazem parte de estratégias para manter estabilidade de redes altamente dependentes de energia limpa, evitando curtailment redução forçada de geração e garantindo serviços essenciais de apoio à rede. Inovações e Reconhecimentos Internacionais A Hopewind tem consolidado sua posição global com certificações importantes que validam a confiabilidade e inovação de suas soluções. A empresa recebeu, por exemplo, certificação pioneira de grid-forming por instituições técnicas reconhecidas internacionalmente, e foi nomeada entre fabricantes de inversores fotovoltaicos Tier 1 pela BloombergNEF um selo de excelência para players globais de energia solar. Além disso, parcerias estratégicas com fornecedores de tecnologia de semicondutores de alto desempenho, como módulos de carbeto de silício (SiC), ampliam a eficiência e a confiabilidade de equipamentos capazes de operar em condições exigentes, como altas temperaturas e grandes sistemas de geração. Conclusão: Uma Nova Era para Redes Renováveis A transição energética está deixando de ser uma promessa para se tornar um imperativo global não apenas por razões climáticas, mas por fatores econômicos e de segurança energética. A tecnologia grid-forming representa um passo crítico nessa jornada, conectando a energia renovável à confiabilidade que redes elétricas tradicionais exigem. No longo prazo, soluções como as da Hopewind podem não só acelerar a adoção de energia limpa em escala global, mas também redefinir o papel das redes elétricas, tornando-as mais resilientes, inteligentes e adaptáveis a um futuro 100% renovável . Em um mundo em que estabilidade energética é sinônimo de desenvolvimento econômico e bem-estar social, inovações dessa natureza não são apenas relevantes são essenciais. Hopewind Avança com Tecnologia Grid-Forming que Pode Redefinir a Estabilidade das Redes Elétricas Mundiais











