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O Brasil aprendeu a gerar energia. Agora precisa aprender a gerenciá-la: Digital Grid leva IA ao coração da geração distribuída 

há 2 horas
11 min de leitura

O Brasil aprendeu a gerar energia. Agora precisa aprender a gerenciá-la: Digital Grid leva IA ao coração da geração distribuída

Em entrevista exclusiva ao EnergyChannel na The Smarter E South America 2026 (Intersolar), Renan Nominato, fundador da Digital Grid, explica como inteligência artificial, automação, CRM e análise de dados podem atacar inadimplência, créditos acumulados, vacância e ineficiências que ameaçam a rentabilidade das usinas e preparar o setor para a abertura do Mercado Livre

 

Por Ricardo Honório | EnergyChannel Cobertura Especial — The Smarter E South America 2026 (Intersolar) | São Paulo 


SÃO PAULO — Uma usina solar não termina quando começa a produzir eletricidade. 

Na realidade, é exatamente nesse momento que uma segunda operação muito menos visível que os painéis instalados no campo ou sobre os telhados começa. 


É preciso saber quem receberá aquela energia

Quanto será destinado a cada consumidor. 

Quanto foi efetivamente compensado. 

Quanto precisa ser faturado. 

Quem pagou. 

Quem não pagou. 

Quais créditos ficaram acumulados. 

Onde existe energia disponível sem consumo correspondente. 

Quanto custa conquistar um novo cliente. 


E como administrar milhares de consumidores sem transformar crescimento em caos operacional. 


Depois de uma década marcada pela expansão acelerada da geração distribuída brasileira, uma nova fronteira começa a aparecer. 


A gestão da energia. 

Foi justamente essa transformação que levou o EnergyChannel ao estande da Digital Grid, durante a The Smarter E South America 2026 (Intersolar), para conversar com seu fundador e CEO, Renan Nominato


Engenheiro eletricista e profissional com cerca de 13 anos de atuação no mercado solar, Nominato construiu uma empresa baseada em uma constatação aparentemente simples: 

gerar energia é apenas uma parte do negócio. 


“A Digital Grid é uma plataforma para gestão de créditos. Ela conecta usinas com consumidores finais por meio da tecnologia.” 

Hoje a plataforma atua em 24 estados, reúne mais de 60 mil unidades consumidoras e possui mais de 400 MW sob gestão.

 

Mas talvez o número mais importante não esteja em megawatts. 

Está na quantidade de decisões necessárias para administrar toda essa energia. 


A nova batalha da geração distribuída acontece atrás da tela 

Durante a primeira grande onda do mercado fotovoltaico brasileiro, grande parte da atenção esteve concentrada na implantação dos ativos. 

Terreno. 

Módulos. 

Inversores. 

Estruturas. 

Conexão. 

Capex. 

Produção. 

Mas uma usina de geração compartilhada precisa fazer muito mais do que gerar. 


Depois que os elétrons começam a circular, inicia-se uma complexa operação envolvendo rateio de créditos, relacionamento com distribuidoras, faturamento, cobrança, conciliação financeira e gestão de consumidores


Quanto maior a carteira, maior o problema. 

Nominato aprendeu isso na prática. 


“Quando a gente começou a operação da Digital Grid, eu gerava 20 faturas. Naquelas 20 eu já sofri bastante.” 

O problema não era necessariamente a quantidade. 

Eram os processos. 


“Eu tinha processos quebrados. Depois disso falei: a gente tem que automatizar isso o mais rápido possível, porque quando você escala, os problemas só vão escalando.” 

Essa experiência acabou se transformando em uma das filosofias centrais da empresa. 


Primeiro desenhe o processo. Depois aplique tecnologia. Então escale. 

400 MW ensinaram uma lição: crescer rápido demais também pode ser perigoso 


Quando o EnergyChannel perguntou o que administrar uma operação presente em 24 estados ensinou à companhia, a resposta de Nominato foi surpreendentemente simples: 


Comece menor. 


“Para um cliente nosso, eu recomendo sempre estabilizar a operação.” 

Imagine uma empresa entrando agora em geração compartilhada. 

A recomendação do fundador da Digital Grid é começar operando com uma distribuidora, entender seus processos, organizar a operação e somente depois avançar para outras áreas. 


Isso acontece porque cada distribuidora possui procedimentos próprios para etapas como envio de rateios e faturamento. 


“Quando você entra com duas distribuidoras, você precisa de um time preparado para tratar duas.” 

A conclusão surgiu naturalmente durante a conversa: 

Menos é mais. 


Não como estratégia de permanecer pequeno. 

Mas como estratégia para crescer sem perder o controle. 


O problema invisível da energia que existe, mas não encontra consumo 

Entre os desafios enfrentados pela geração compartilhada está aquilo que o setor chama de vacância


Uma usina pode produzir energia. 


Mas isso não significa automaticamente que toda aquela produção esteja perfeitamente alocada a consumidores capazes de absorvê-la economicamente. 

Quando existe muita geração para pouca demanda associada, surgem ineficiências. 


“Muita energia, pouco consumo”, resumiu Nominato. 

O desafio, portanto, não é simplesmente produzir. 

É sincronizar geração, carteira e consumo


Uma boa plataforma precisa enxergar a usina não apenas como um ativo elétrico, mas como uma carteira dinâmica de consumidores. 


Entradas. 

Saídas. 

Mudanças de consumo. 

Inadimplência. 

Créditos. 

Faturamento. 


Tudo isso altera continuamente a equação. 

É nesse ponto que os dados começam a se transformar em dinheiro. 


Inadimplência: quando uma usina gera energia mas o caixa não acompanha 

Talvez um dos pontos mais contundentes da entrevista tenha surgido quando a conversa chegou à inadimplência. 

Segundo Nominato, existem operações enfrentando índices extremamente elevados. 


“Tem muita empresa quebrando porque a inadimplência está em 30%, 40%.” 

O impacto é brutal. 

Uma usina pode estar tecnicamente disponível. 

Os módulos podem estar produzindo. 

Os inversores podem estar funcionando. 

A energia pode estar sendo compensada. 

Mas se o consumidor não paga, a operação financeira entra em deterioração. 

Nominato cita uma referência observada dentro da base administrada pela companhia: 


“A média do mercado ali para a gente hoje, em 30 dias, é 8%, mas tem cliente com 30%.” 

A pergunta passa então a ser: 


Como transformar 30% em 8%? 

Para a Digital Grid, parte da resposta começa antes mesmo de o consumidor entrar na carteira. 


A qualidade da carteira começa na aquisição 

Durante anos, empresas de energia por assinatura concentraram esforços em conquistar clientes. 

Mais leads. 

Mais campanhas. 

Mais tráfego. 

Mais conversões. 

Mas crescimento comercial sem inteligência pode esconder um risco. 


O CAC — Custo de Aquisição de Clientes — pode aumentar enquanto a qualidade da carteira diminui. 

“Muita gente investindo em tráfego, mas o tráfego você sabe como é. Quanto mais você investe, maior é o custo.” 

Ao mesmo tempo, uma aquisição mal estruturada pode incorporar clientes com maior risco de inadimplência ou fraude. 

Nominato aponta deficiências em análise de crédito e análise de carteira como parte do problema. 


“Tem muita fraude, então tem que ter muito cuidado.” 

É por isso que uma das novidades levadas pela Digital Grid à Intersolar 2026 foi justamente um CRM integrado à operação energética

CRM para energia: vender melhor para receber melhor 


À primeira vista, CRM pode parecer uma ferramenta distante da operação de uma usina solar. 


Na prática, é exatamente o contrário. 

Se o negócio envolve milhares de consumidores, aquisição e gestão comercial tornam-se parte da infraestrutura financeira do ativo. 


A nova ferramenta apresentada pela Digital Grid busca automatizar diferentes etapas desse processo. 


Segundo Nominato, a plataforma pode gerar propostas e termos de adesão, automatizar assinaturas e incorporar recursos de validação, biometria e prevenção a fraudes. 

Também automatiza processos relacionados à leitura de faturas e conecta essas informações à plataforma de gestão. 


O objetivo é claro: 

reduzir CAC e aumentar a qualidade de quem entra na carteira. 


“Como que a gente leva de 30 para 8? Melhorando a aquisição. Então o CRM é importantíssimo para você ter o controle.” 

A lógica é poderosa. 

A saúde financeira da usina começa antes da geração. 

Começa na escolha de quem receberá aquela energia. 


Do CRM à Análise Conversacional 

A segunda novidade apresentada na feira leva essa lógica ainda mais longe. 

Analytics conversacional apoiado por inteligência artificial. 


Em vez de um gestor navegar por diferentes relatórios, planilhas e dashboards para tentar encontrar uma informação, a proposta é permitir que ele faça perguntas diretamente aos dados. 


Nominato deu um exemplo durante a entrevista. 

Ele perguntou ao sistema qual era o desconto médio aplicado por determinada faixa de consumo. 


A resposta veio rapidamente. 


“Você tem informação rápida na palma da mão.” 

Parece simples. 

Mas representa uma transformação importante na maneira como gestores interagem com operações energéticas. 


Em vez de produzir relatórios para depois interpretá-los, sistemas de IA podem começar a funcionar como uma camada de diálogo sobre a própria operação. 


“Você precisa de velocidade para tomar decisão.” 

A Digital Grid trabalha nessa frente com tecnologia de inteligência artificial em parceria com o Google. 


A energia também está entrando na era da linguagem natural 

Existe algo maior acontecendo por trás dessa funcionalidade. 

Durante décadas, softwares empresariais obrigaram pessoas a aprender a linguagem das máquinas. 

Menus. 

Filtros. 

Campos. 

Consultas. 

Planilhas. 

Dashboards. 


A inteligência artificial generativa começa a inverter essa relação. 


Agora, progressivamente, as máquinas começam a aprender a linguagem das pessoas. 

Um gestor pode perguntar: 

Qual é a minha inadimplência? 

Onde tenho créditos acumulados? 

Qual faixa de consumidores apresenta maior desconto? 

Onde minha carteira está performando mal? 

Quais usinas precisam de atenção? 


Se essas perguntas puderem ser respondidas em segundos, a velocidade da gestão muda. 

E, em uma operação com milhares de unidades consumidoras, segundos multiplicados por milhares de decisões representam eficiência. 


O coração da operação: rateio inteligente 

Mas talvez o projeto tecnologicamente mais ambicioso apresentado por Nominato esteja em outra camada. 


O rateio dos créditos de energia. 

Em geração compartilhada, definir corretamente como a energia será distribuída entre as unidades consumidoras é uma das tarefas centrais da operação. 

O fundador da Digital Grid resume: 


“O rateio é o coração do processo.” 

E é justamente nesse coração que a companhia pretende aplicar inteligência artificial preditiva. 


O objetivo é usar dados para melhorar a alocação dos créditos, reduzindo problemas como sazonalidade, acúmulo de créditos e inadimplência. 


“Se você tem um rateio bem feito, você consegue melhorar toda a sua operação.” 

A proposta é evoluir para modelos capazes de analisar portfólios de usinas e consumidores e recomendar distribuições cada vez mais eficientes. 

Não é difícil entender por quê. 

O consumo muda. 

A geração muda. 

Clientes entram. 

Clientes saem. 

O clima interfere na produção. 

A inadimplência altera a carteira. 

Créditos podem se acumular. 

Um rateio estático precisa administrar um mundo dinâmico. 

A inteligência preditiva vem para tornar esse processo mais eficiente: 

Adaptar a alocação ao comportamento real da operação. 


Pesquisa e desenvolvimento para transformar o rateio 

O projeto Motor de Rateio Inteligente já tem reconhecimento técnico e financeiro. 

A Digital Grid foi aprovada na chamada técnica “Deep Tech: Inserção no Mercado e Tração Comercial”, da FAPEMIG Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais para desenvolvimento de tecnologia voltada à alocação e gestão inteligente de créditos de energia em geração compartilhada. A startup captou R$2,1 milhões de investimento para esse projeto. 


O objetivo é avançar na aplicação de inteligência e automação a uma das partes mais sensíveis da cadeia operacional. 


Durante a entrevista, Nominato destacou que a empresa pretende aprofundar os modelos de rateio e incorporar novas capacidades de inteligência artificial. 

O EnergyChannel fez um pedido: 


Queremos ver isso funcionando. 

A resposta veio com um compromisso. 


“Ano que vem nós vamos trazer isso para você, Ricardo.” 

A abertura do Mercado Livre pode multiplicar o desafio 

A Digital Grid também está olhando para uma transformação ainda maior do setor elétrico brasileiro. 


A expansão do Mercado Livre de Energia

Nominato acredita que uma abertura mais ampla tornará o mercado significativamente mais dinâmico. 


“O volume vai aumentar muito.” 

E existe uma diferença importante entre o modelo atual de geração compartilhada e a comercialização no ambiente livre. 


A geração compartilhada depende da existência e operação dos ativos que geram aquela energia. 


O Mercado Livre adiciona uma dinâmica comercial ainda mais ampla. 

Com isso, cresce também a necessidade de infraestrutura digital capaz de organizar informação, faturamento, consumidores e operações. 


“O setor elétrico não tem a informação fácil.” 

É justamente nesse espaço que a Digital Grid pretende atuar. 

Disponibilizar dados. 

Organizar operações. 

Apoiar associações. 

Consórcios. 

Cooperativas. 

Empresas de energia por assinatura. 

E, progressivamente, o varejo energético que deverá emergir com a evolução regulatória. 

Segundo Nominato, a plataforma Digital Grid já atende clientes com operações no Mercado Livre. 


O setor elétrico pode estar prestes a viver seu momento fintech 

Existe um paralelo interessante. 

O sistema financeiro passou décadas operando sobre estruturas altamente reguladas, complexas e concentradas. 

Então chegaram as fintechs. 

Elas não acabaram com os bancos. 

Mas mudaram profundamente a interface entre consumidores e serviços financeiros. 

Aplicativos simplificaram operações. 

Dados aceleraram decisões. 

Automação reduziu custos. 

Novos modelos surgiram. 

O setor elétrico possui algumas características semelhantes. 

É altamente regulado. 

Tecnicamente complexo. 

Possui enorme quantidade de dados. 

E historicamente foi construído sobre sistemas pouco amigáveis para o consumidor final. 

Para Nominato, as startups terão papel importante nessa transformação. 

“Existe um gap muito grande de tecnologia para o setor.” 

A Digital Grid quer ocupar exatamente esse espaço. 


Reconhecimento internacional coloca a startup brasileira no mapa 

Essa estratégia já recebeu reconhecimento fora do Brasil. 

Em 2025 a Digital Grid foi uma das vencedoras do SolarX Startup Challenge Edição Caribe e América Latina, realizado pela International Solar Alliance (ISA), organização intergovernamental com 125 países membros criada para impulsionar o uso de energia solar em todo o planeta. 


O título coloca a DG como uma das 10 startups mais inovadoras da área solar no continente. 


O desafio recebeu 113 candidaturas de 29 países e avaliou soluções voltadas para amploar o acesso à energia limpa, fortalecer a resiliência das redes elétricas e impulsionar aplicações solares emergentes. Os critérios para defir os vencedores foram relevância tecnológica e capacidade de gerar impacto real. 


Para Renan Nominato, o prêmio é um marco histórico para a Digital Grid. 


“Representou muito, porque a gente está tratando de inovação.” 

Além do reconhecimento, a premiação garantiu aporte financeiro e a participação em um programa estruturado de aceleração, em colaboração direta com a ISA. A participação trouxe investimento e acesso a workshops. 


Para uma startup brasileira de tecnologia energética, a conquista tem um significado maior. 


Mostra que inovação no setor solar não precisa necessariamente nascer em um laboratório de células fotovoltaicas ou em uma fábrica de inversores. 

Pode nascer em software


Hub DG: tecnologia sozinha não resolve um mercado complexo 

A Digital Grid também percebeu outro problema. 

Não basta entregar software se as pessoas responsáveis pela operação não estiverem preparadas para utilizá-lo. 


Por isso, a empresa está estruturando iniciativas de capacitação de operadores. 


“O mercado hoje acaba perdendo muito por não ter operadores qualificados.” 

Tecnologia e pessoas precisam evoluir juntas. 

Esse pensamento também deu origem ao Hub DG, treinamento exclusivo que reúne profissionais e especialistas para discutir temas técnicos, jurídicos, regulatórios e operacionais da geração distribuída e da energia de forma geral. 


O Hub DG teve edição especial durante a Intersolar 2026, com palestras, debates e apresentação de novas funcionalidades da plataforma no estande da empresa. 

Para Nominato, a ideia está ligada a um valor da empresa: 

colaboração. 


“A gente acredita que ninguém chega longe sozinho.” 

Clientes. 

Parceiros. 

Especialistas. 

Empresas. 

Operadores. 

A lógica é fortalecer e engajar uma comunidade capaz de compartilhar conhecimento e, ao mesmo tempo, retroalimentar a evolução tecnológica da própria plataforma. 


Do instalador solar ao operador de energia 

Existe uma transformação profissional acontecendo paralelamente. 

A primeira fase da energia solar brasileira exigiu milhares de instaladores. 

Projetistas. 

Engenheiros. 

Integradores. 

A nova fase exigirá cada vez mais operadores de energia

Profissionais capazes de compreender simultaneamente: 

geração; 

consumo; 

créditos; 

faturamento; 

inadimplência; 

carteiras; 

dados; 

regulação; 

e comportamento do consumidor. 

É uma mudança profunda. 


O setor deixa progressivamente de pensar apenas em ativos físicos e começa a administrar ativos físicos + consumidores + dados + dinheiro


Análise EnergyChannel | A próxima revolução solar pode acontecer sem instalar um único painel 

Durante anos, inovação solar significou algo que podíamos tocar. 

Um módulo mais potente. 

Uma célula mais eficiente. 

Um inversor menor. 

Uma bateria maior. 

Mas talvez uma das principais transformações da próxima década seja invisível. 


Software. 

O Brasil construiu uma enorme infraestrutura de geração distribuída. 

Agora precisa aprender a operá-la com o mesmo nível de sofisticação com que aprendeu a instalá-la. 

Porque uma usina pode produzir perfeitamente e ainda assim ser um negócio ruim. 

Pode existir energia e faltar consumidor. 

Pode existir consumidor e faltar pagamento. 

Pode existir crédito e faltar inteligência de alocação. 

Pode existir faturamento e faltar conciliação. 

Pode existir crescimento e faltar processo. 

Essa é uma das lições mais importantes da conversa com Renan Nominato na Intersolar 2026. 


Megawatts não garantem rentabilidade. 

Gestão importa. 

Dados importam. 

Processos importam. 

Qualidade da carteira importa. 

E, à medida que milhares de consumidores passarem a participar de modelos cada vez mais sofisticados de compra, geração compartilhada e comercialização de energia, administrar essa complexidade manualmente deixará simplesmente de ser uma opção. 

A própria descrição oficial da Digital Grid no catálogo da Intersolar 2026 resume essa mudança: automação de faturamento para GD e Mercado Livre, IoT, inteligência artificial, CRM e BI em tempo real — da fatura à conciliação. 

É uma fotografia de para onde o mercado está caminhando. 

No final da entrevista, Nominato resumiu a ambição da companhia: 

“Queremos fazer o varejo funcionar para comercializadoras e geradoras.” 

Talvez essa frase tenha uma importância muito maior do que parece. 

Porque o futuro do setor elétrico não será construído apenas por quem produz energia. 

Será construído também por quem conseguir transformar milhões de informações, consumidores, faturas e créditos em um mercado que realmente funcione. 

A primeira revolução solar brasileira aconteceu nos telhados e nas usinas. 


A próxima pode acontecer nos dados. 


EnergyChannel Special Coverage | The Smarter E South America 2026 (Intersolar) 

A The Smarter E South America 2026 (Intersolar) reuniu em São Paulo fabricantes, desenvolvedores, integradores, empresas de tecnologia e especialistas de toda a cadeia de energia. A Digital Grid participou como expositora, apresentando uma plataforma SaaS para gestão de ativos com automação de faturamento em geração distribuída e Mercado Livre, IoT, inteligência artificial, CRM e BI em tempo real. 

Entrevistado: Renan Nominato — Founder, Digital Grid

Entrevista: Ricardo Honório — EnergyChannel

Evento: The Smarter E South America 2026 (Intersolar)

Local: Expo Center Norte — São Paulo, Brasil 

EnergyChannel - We Tell the Stories Driving the Energy Transition. 


O Brasil aprendeu a gerar energia. Agora precisa aprender a gerenciá-la: Digital Grid leva IA ao coração da geração distribuída 

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