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Bateria no apartamento? LuxPower aposta em sistema compacto que une inversor e armazenamento

Em entrevista ao EnergyChannel na Intersolar South America 2026, Alisson, do suporte técnico da LuxPower, apresenta uma solução all-in-one que reúne inversor e bateria em um único equipamento, pode ser carregada pela rede elétrica e ainda permite conexão fotovoltaica



Por Ricardo Honório | EnergyChannel

Cobertura Especial — Intersolar South America 2026 | São Paulo


Quando se fala em armazenamento de energia, uma das primeiras imagens que surgem é a de grandes bancos de baterias instalados em residências, empresas ou projetos solares.

Mas e quando o cliente mora em um apartamento?


E quando não existe espaço para uma instalação convencional?


Ou quando a necessidade não é construir um grande sistema fotovoltaico, mas simplesmente ter energia armazenada disponível quando a rede elétrica falhar?


Foi justamente uma solução pensada para ocupar pouco espaço que chamou a atenção do EnergyChannel durante a Intersolar South America 2026.


Em entrevista a Ricardo Honório, Alisson, do suporte técnico da LuxPower, apresentou um equipamento all-in-one que reúne, dentro de uma mesma estrutura, dois dos principais componentes de um sistema de armazenamento: inversor e bateria.


A proposta é tornar o armazenamento mais compacto, móvel e acessível a aplicações nas quais instalar diversos equipamentos separados pode não ser a melhor alternativa.


Inversor e bateria dentro do mesmo equipamento

A primeira característica do produto é justamente aquela que define seu conceito.

É um sistema all-in-one.


“Esse aqui é um produto que a gente chama de all-in-one. Na mesma case, a gente tem inversor e bateria”, explicou Alisson.

Isso significa que o usuário não precisa pensar necessariamente em inversor e banco de baterias como estruturas fisicamente separadas.


A integração acontece dentro do próprio equipamento.


Segundo Alisson, a solução está sendo desenvolvida para atender diferentes características da rede elétrica brasileira, incluindo configurações em 127 V e 220 V.

Neste momento, trata-se de uma solução monofásica, enquanto a empresa continua trabalhando no desenvolvimento e evolução do produto.


A própria diversidade elétrica brasileira ajuda a explicar essa estratégia.

Existem regiões e instalações em 127 V.

Outras em 220 V.


E diferentes consumidores podem exigir diferentes configurações.

Para a LuxPower, portanto, desenvolver uma solução para armazenamento no Brasil significa também compreender essas particularidades.


De 4 a 15 kWh: a família deve crescer

O produto apresentado durante a Intersolar possui versões com 4 e 8 kWh de bateria.


Mas a estratégia não termina nessas capacidades.


Segundo Alisson, a LuxPower pretende ampliar a família com versões de 10 e 15 kWh.


A expansão cria diferentes possibilidades de aplicação.


Um consumidor que deseja essencialmente uma reserva de energia para cargas específicas possui uma necessidade.


Uma residência com maior demanda possui outra.


E a possibilidade de trabalhar com diferentes capacidades permite aproximar o armazenamento do perfil real de utilização do cliente.


Mais importante do que simplesmente aumentar a bateria é dimensionar quanto de armazenamento realmente faz sentido para cada aplicação.


Uma bateria que pode morar no apartamento


Talvez a característica mais interessante da solução apresentada pela LuxPower seja justamente sua proposta de instalação.


O equipamento é compacto.


E possui rodas.


Pode parecer um detalhe simples, mas mobilidade e ocupação de espaço tornam-se relevantes quando o armazenamento começa a sair exclusivamente das casas e instalações industriais e passa a disputar espaço também dentro de ambientes urbanos menores.


“É uma solução ideal, por exemplo, para um apartamento”, explicou Alisson.

A observação abre uma discussão importante sobre um possível novo mercado para baterias.


Em uma residência convencional, existe maior liberdade para instalar inversores, baterias, quadros e módulos fotovoltaicos.


Em um apartamento, a realidade é completamente diferente.

Espaço é limitado.


Intervenções na infraestrutura podem ser mais complexas.

E instalar geração solar individual nem sempre é uma possibilidade.

É justamente aí que uma solução compacta de armazenamento começa a ganhar outro significado.


Não é preciso ter painel solar para armazenar energia

Esse é outro ponto importante apresentado durante a entrevista.

O equipamento não depende exclusivamente da geração fotovoltaica para carregar sua bateria.


A própria rede elétrica pode carregar o sistema.

Na falta da rede, a bateria assume o fornecimento de energia.

Isso permite que o armazenamento seja utilizado mesmo por consumidores que não possuem painéis solares.


Na prática, amplia significativamente o universo potencial de aplicação.

O consumidor pode buscar uma solução de backup sem necessariamente construir um sistema fotovoltaico completo.

Para apartamentos, essa característica ganha ainda mais relevância.


O morador pode não ter qualquer possibilidade de instalar módulos solares individualmente, mas ainda assim pode desejar uma reserva de energia para situações de interrupção do fornecimento.

É uma mudança importante de perspectiva.

A bateria deixa de ser necessariamente um acessório da energia solar.

Ela passa a ser uma ferramenta de gestão e disponibilidade de energia.


Mas o fotovoltaico continua sendo uma possibilidade

Ao mesmo tempo, a LuxPower não eliminou a possibilidade de geração solar.

Segundo Alisson, o equipamento possui uma conexão fotovoltaica com um MPPT.

A proposta, entretanto, não é transformar o produto em uma solução para grandes sistemas solares.


A conexão fotovoltaica aparece como uma fonte alternativa de energia dentro da arquitetura do equipamento.

Isso permite imaginar dois perfis bastante diferentes de utilização.

No primeiro, o consumidor utiliza essencialmente a rede elétrica para carregar a bateria e mantém energia armazenada para backup.

No segundo, existe também alguma geração fotovoltaica disponível, que pode participar do carregamento do sistema.


Essa flexibilidade é particularmente interessante porque permite que o produto não dependa de um único cenário de instalação.


Uma alternativa ao nobreak tradicional

Durante a entrevista, Alisson também posicionou a solução como uma possível alternativa para consumidores que hoje recorrem a sistemas de nobreak.

A diferença está na utilização de uma bateria de lítio integrada ao sistema.

Para determinados consumidores, a necessidade pode ser bastante objetiva: manter equipamentos funcionando quando a rede elétrica cair.

Não necessariamente por muitas horas.

Não necessariamente uma residência inteira.

Mas cargas consideradas importantes.

É nesse espaço entre o pequeno nobreak convencional e os sistemas residenciais de armazenamento mais complexos que soluções compactas podem encontrar um mercado interessante.

A pergunta deixa de ser apenas:

“Quanto de energia essa bateria consegue armazenar?”

E passa a ser:

“Quais equipamentos eu preciso manter funcionando quando faltar energia?”

Essa segunda pergunta é muito mais próxima da realidade do consumidor.


O armazenamento começa a procurar novos espaços

O mercado de baterias está crescendo em várias direções ao mesmo tempo.

Existem sistemas de armazenamento gigantescos destinados ao setor elétrico.

Existem soluções comerciais e industriais.

Existem baterias residenciais integradas à geração fotovoltaica.

E agora começa a aparecer também uma categoria de equipamentos que tenta tornar o armazenamento mais compacto e integrado.

O produto mostrado pela LuxPower durante a Intersolar representa justamente essa tendência.

Em vez de vários componentes ocupando diferentes espaços, inversor e bateria passam a compartilhar a mesma estrutura.

Em vez de depender exclusivamente de painéis solares, a rede elétrica também pode carregar o sistema.

E, caso exista geração fotovoltaica disponível, ela ainda pode funcionar como uma fonte alternativa.

É uma arquitetura que tenta reduzir barreiras físicas para a adoção do armazenamento.


Do equipamento técnico para um produto de uso cotidiano

Existe ainda uma transformação menos evidente acontecendo nesse mercado.

Durante anos, baterias residenciais foram tratadas principalmente como componentes de uma instalação elétrica.

Algo instalado por técnicos.

Escondido em áreas de serviço, garagens ou salas elétricas.

Soluções all-in-one começam a aproximar esse universo de uma lógica diferente.

O equipamento passa a ser pensado também como um produto que precisa conviver com o espaço do usuário.

Tamanho importa.

Mobilidade importa.

Integração importa.

E simplicidade de instalação passa a ter um peso cada vez maior.

Quando Alisson aponta um apartamento como uma possível aplicação, a discussão deixa de ser apenas tecnológica.

Ela passa a ser também sobre onde a bateria pode existir.


Disponibilidade prevista para o Brasil

Segundo Alisson, a expectativa apresentada durante a entrevista é que o produto esteja disponível no mercado brasileiro até o final de 2026, por meio dos distribuidores da empresa.

A estratégia coloca o equipamento em um mercado que ainda está construindo sua relação com armazenamento residencial.

Solar fotovoltaico já se tornou uma tecnologia conhecida por milhões de brasileiros.

Baterias ainda estão em uma etapa diferente dessa curva.

Preço, dimensionamento, aplicações e retorno continuam sendo questões importantes.

Mas o surgimento de equipamentos menores e integrados pode abrir uma nova porta.

Não necessariamente para substituir grandes sistemas.

Mas para atender consumidores que até agora simplesmente não enxergavam onde uma bateria poderia entrar em suas vidas.


Análise EnergyChannel | A bateria está deixando de ser apenas parte do sistema solar

Talvez a mensagem mais interessante da conversa com Alisson esteja justamente na simplicidade do produto apresentado.

Durante muito tempo, a sequência parecia quase obrigatória:

primeiro instalar painéis solares;

depois instalar um inversor;

e, eventualmente, adicionar baterias.

O avanço do armazenamento começa a desmontar essa sequência.

Um consumidor pode querer bateria mesmo sem possuir geração solar.

Pode querer backup.

Pode querer manter equipamentos essenciais funcionando.

Pode morar em um apartamento.

Pode não possuir espaço para vários equipamentos.

Pode simplesmente querer armazenar eletricidade da rede para utilizá-la quando o fornecimento for interrompido.

Isso significa que a bateria começa a construir um mercado próprio.

A possibilidade de conexão fotovoltaica continua sendo importante — e o equipamento apresentado pela LuxPower mantém essa alternativa.

Mas ela deixa de ser a única porta de entrada.

Essa mudança pode parecer pequena.

Não é.

Quando o armazenamento deixa de depender obrigatoriamente da existência de um sistema solar, o universo potencial de consumidores aumenta consideravelmente.

E quando inversor e bateria passam a ocupar o mesmo gabinete, outra barreira começa a diminuir: espaço.

Talvez a próxima fase do armazenamento residencial seja justamente essa.

Menos equipamentos.

Mais integração.

Mais flexibilidade.

E baterias aparecendo em lugares onde, até pouco tempo atrás, ninguém imaginava instalar uma.

Inclusive dentro de um apartamento.


EnergyChannel Special Coverage | Intersolar South America 2026

Entrevistado: Alisson

Área: Suporte Técnico

Empresa: LuxPower

Entrevista: Ricardo Honório — EnergyChannel

Evento: Intersolar South America 2026 — São Paulo, Brasil


EnergyChannel

We Tell the Stories Driving the Energy Transition.


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