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- 🌞 Energia Solar: Tudo o Que o Consumidor Precisa Saber
Episódio 15 – Estruturas, cabos e proteção elétrica: o que ninguém te explica 🌞 Energia Solar: Tudo o Que o Consumidor Precisa Saber Quando se fala em energia solar, a atenção costuma ficar concentrada nos painéis e no inversor. Mas existe uma parte menos visível e igualmente essencial do sistema: estruturas de fixação, cabos elétricos e sistemas de proteção . Neste episódio, o EnergyChannel explica por que esses componentes fazem diferença na segurança, na durabilidade e no desempenho da energia solar . 🏗️ Estruturas de fixação: muito além do suporte As estruturas são responsáveis por manter os painéis seguros por décadas. Elas precisam suportar: Peso dos módulos Ação do vento Variações térmicas Exposição ao tempo Uma estrutura inadequada pode causar infiltrações, desalinhamento e até danos ao telhado. 🧱 Tipos de telhado, estruturas diferentes Cada tipo de telhado exige uma solução específica: Telhado cerâmico Telhado metálico Laje Solo Não existe estrutura universal. Um bom projeto considera o material e a inclinação do telhado. 🔌 Cabos elétricos: a energia passa por eles Os cabos conectam todos os componentes do sistema. Cabos inadequados podem causar: Perda de eficiência Aquecimento excessivo Risco de curto-circuito Redução da vida útil do sistema Cabos certificados e próprios para uso solar são fundamentais. ⚡ Proteção elétrica: segurança em primeiro lugar Um sistema solar precisa estar protegido contra: Surtos elétricos Descargas atmosféricas Variações de tensão Falhas na rede Dispositivos de proteção evitam danos aos equipamentos e aumentam a segurança do imóvel. 🛡️ Normas técnicas e conformidade Estruturas, cabos e proteções devem seguir normas técnicas brasileiras. O cumprimento dessas normas garante: Segurança da instalação Aprovação da distribuidora Menor risco de falhas futuras Instalações fora do padrão podem gerar prejuízos e problemas legais. ⚠️ O que o consumidor raramente pergunta — mas deveria O consumidor costuma perguntar sobre potência e preço, mas esquece de questionar: Tipo de estrutura utilizada Especificação dos cabos Itens de proteção elétrica Garantia da instalação Esses detalhes fazem diferença no longo prazo. 🧭 O que realmente importa Um sistema bem instalado não é apenas aquele que gera energia, mas aquele que permanece seguro e eficiente ao longo dos anos . A qualidade invisível é tão importante quanto a visível. 🔎 Energia solar não é só equipamento, é engenharia Quando bem projetado, cada componente trabalha em conjunto para entregar desempenho, segurança e tranquilidade ao consumidor. No próximo episódio, o EnergyChannel avança para um tema decisivo: 👉 Quem instala energia solar: como escolher a empresa certa 📌 Série Especial EnergyChannel Energia Solar: Tudo o Que o Consumidor Precisa Saber Um guia completo, independente e didático criado pelo EnergyChannel para ajudar o consumidor brasileiro a entender, comparar e decidir com segurança sobre a energia solar. 🌞 Energia Solar: Tudo o Que o Consumidor Precisa Saber
- O LEILÃO QUE ENCARECE A CONTA: UMA ANÁLISE CRÍTICA DO LRCAP 2026
O Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap), realizado em 18 de março de 2026, foi apresentado como mais um passo na direção da segurança energética do país. À primeira vista, os números impressionam: 18.977 MW contratados, R$ 64,5 bilhões em investimentos estimados e uma receita projetada que ultrapassa R$ 515 bilhões, segundo a CCEE. O LEILÃO QUE ENCARECE A CONTA: UMA ANÁLISE CRÍTICA DO LRCAP 2026 Mas por trás desses números grandiosos, emerge uma pergunta incômoda — e necessária: quem, de fato, vai pagar essa conta? A resposta já começa a aparecer. Estimativas apontam para um impacto anual próximo de R$ 40 bilhões aos consumidores, com potencial de elevar em cerca de 10% a tarifa média de energia no Brasil. Em um país onde o custo da energia já compromete a competitividade industrial, isso não é um detalhe técnico — é um problema estrutural. O LEILÃO EM NÚMEROS: GRANDEZA, MAS COM DISTORÇÕES Apesar de sua relevância sistêmica, o LRCap 2026 foi marcado por um problema clássico e grave: contratação em excesso aliada à baixa competição . Foram contratados cerca de 16,7 GW em termelétricas (gás natural e biometano) e apenas 2,3 GW em ampliações hidrelétricas , evidenciando um perfil altamente concentrado em fontes térmicas. Em um ambiente competitivo, volumes dessa magnitude tenderiam a gerar eficiência e redução de preços. Aqui, ocorreu o oposto: deságios baixos e preços próximos ao teto regulatório . No produto com entrega em 2027, por exemplo, foram contratados 1.704 MW com deságio médio de apenas 0,01% , praticamente no teto, na casa de R$ 2,249 milhões por MW/ano . Participaram desse bloco usinas como Termomacaé e Três Lagoas (Petrobras), Porto do Pecém I e a UTE Celpav IV (Suzano). Para 2028, o leilão contratou 7.394 MW , com investimentos estimados em R$ 26,7 bilhões e deságio médio de 6,17% . Já para 2029, foram 2.803 MW , com deságio de 2,67% e cerca de R$ 14,1 bilhões em investimentos . O portfólio final reforça a direção do certame: forte presença térmica, com projetos como Monte Fuji, Nova Era, ampliações do complexo da Eneva Porto de Sergipe, a usina de Uruguaiana (Âmbar) e ativos da KPS. CONTRATAÇÃO EXCESSIVA E COMPETIÇÃO QUASE INEXISTENTE O ponto mais sensível do leilão não está apenas nos números absolutos, mas na sua calibragem. Mesmo reconhecendo a importância do LRCap para a confiabilidade do sistema, entidades como a Abrace foram enfáticas: o volume contratado foi superior ao necessário para o momento , algo evidenciado pela baixíssima competição observada no processo . Esse desequilíbrio gera um efeito direto e conhecido: quanto maior o volume contratado sem pressão competitiva, maior o encargo repassado ao consumidor . E, neste caso, esse repasse tende a ser estrutural, com efeitos inflacionários e perda de competitividade para a indústria brasileira. E aqui está o ponto central: não se trata de ser contra o leilão — mas de questionar sua calibragem. CUSTO DUPLO E PRESSÃO TARIFÁRIA O problema do LRCap 2026 não se limita à contratação em si — ele se agrava pelo modelo de remuneração. Além da receita fixa anual paga pela disponibilidade da capacidade , os consumidores também terão que arcar com os custos variáveis de operação , especialmente combustíveis, sempre que as usinas forem despachadas. Ou seja, o leilão não apenas contratou caro — ele também criou uma segunda camada de custo futura, incerta e potencialmente elevada . Esse desenho ajuda a explicar por que o impacto estimado chega a R$ 40 bilhões por ano , pressionando significativamente a tarifa de energia no país. A EXPLOSÃO DO ERCAP Se o leilão por si só já preocupa, seus efeitos sobre o Encargo de Reserva de Capacidade (ERCAP) são ainda mais relevantes. Com a Lei 15.269/2025, o ERCAP deixou de ser pontual e passou a ser permanente, distribuído entre todos os usuários do SIN — consumidores cativos, livres e até autoprodutores. Dentro desse contexto, há um ponto técnico que agrava o problema: os contratos CCEAR. Eles foram estruturados com base em um fator de capacidade histórico de 65%, típico das hidrelétricas. Na prática, isso “amarra” energia e potência como se fossem equivalentes. Mas, com a entrada de solar (~23%) e eólica (~45%), essa relação não se sustenta. Essas fontes vendem 1 MW médio, mas não entregam a mesma potência nos momentos críticos, abrindo um déficit na ponta. Esse “buraco” precisa ser coberto — e é justamente aí que o ERCAP cresce. Ou seja, parte relevante desse encargo não vem só do leilão em si, mas também dessa distorção estrutural dos contratos. O resultado é um encargo altamente sensível (“elástico”) às decisões de contratação. O que era algo entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões por ano, em 2021, pode saltar para cerca de R$ 40 bilhões anuais após o LRCap 2026, com projeções acumuladas próximas de R$ 150 bilhões até 2030. Não é um aumento marginal — é uma mudança estrutural no custo da energia no Brasil, que impacta diretamente o ACL e pressiona margens, especialmente em modelos locados. EFEITOS DIRETOS NO MERCADO LIVRE E NA AUTOPRODUÇÃO Os impactos do LRCap — e da forma como foi estruturado — não se distribuem de maneira neutra no setor elétrico. No Ambiente de Contratação Livre (ACL) , eles tendem a ser mais complexos, menos transparentes e potencialmente mais distorcivos do que no mercado cativo. O primeiro efeito é direto: a elevação estrutural de encargos pressiona o custo total de energia , independentemente do preço negociado nos contratos bilaterais. Isso significa que, mesmo em cenários de PLD baixo ou contratos bem estruturados, o consumidor livre passa a carregar um custo adicional que não consegue gerenciar via estratégia comercial. Na prática, parte relevante do custo deixa de ser “hedgeável” . Mas o impacto não para aí. Há também um efeito mais sofisticado — e mais relevante no médio prazo — sobre a formação de preços no próprio ACL . A forte contratação de térmicas no LRCap sinaliza uma matriz com maior participação de geração de maior custo marginal em momentos críticos. Esse sinal tende a ser incorporado pelos agentes na precificação de contratos futuros, elevando prêmios de risco, alongando curvas e reduzindo a atratividade de contratos de longo prazo mais agressivos. Já os autoprodutores, que historicamente buscaram previsibilidade e redução de custos, passam a enfrentar um cenário paradoxal: mesmo investindo em geração própria, continuam expostos a encargos crescentes. Em alguns casos, especialmente em estruturas no Nordeste, isso pode corroer completamente a lógica econômica dos projetos. Resumindo, aumentar oferta, principalmente, com térmica não barateia energia — apenas garante que, quando faltar energia barata, haverá energia cara disponível. CONCLUSÃO O LRCap é um instrumento essencial para garantir a segurança do sistema elétrico. No entanto, sua execução em 2026 levanta sérias preocupações. Ao combinar contratação elevada, baixa competição e custos estruturais crescentes , o leilão se distancia do princípio da modicidade tarifária e impõe um ônus relevante à sociedade. Se não houver correções, o risco é claro: transformar a segurança energética em um custo excessivo e permanente — pago por consumidores e pela competitividade do país. Fonte: CCEE ANEEL ABRACE CANAL SOLAR O LEILÃO QUE ENCARECE A CONTA: UMA ANÁLISE CRÍTICA DO LRCAP 2026
- PLD 2026: ENTRE O CLIMA, A OPERAÇÃO E O PREÇO REAL DA ENERGIA
O ano de 2026 impõe uma leitura mais sofisticada do setor elétrico brasileiro: o clima deixou de ser pano de fundo e passou a ser vetor central de formação de preços. A consolidação de um El Niño de maior intensidade, combinada com chuvas irregulares no Sudeste/Centro-Oeste e seca no Nordeste, altera diretamente a capacidade de geração hidrelétrica — ainda responsável por cerca de 52% da matriz. PLD 2026: ENTRE O CLIMA, A OPERAÇÃO E O PREÇO REAL DA ENERGIA Em condições normais, maior afluência reduz o custo da energia. Em 2026, o inverso tende a prevalecer. O fim do período úmido, com reservatórios abaixo da média e reposição heterogênea, pressiona o sistema a recorrer a fontes térmicas mais caras. Esse movimento deveria se refletir de forma direta no PLD. Mas não é exatamente o que ocorre. FORMAÇÃO DO PLD — UM MODELO COERENTE EM UM SISTEMA IMPERFEITO O PLD é calculado a partir do Custo Marginal de Operação (CMO), utilizando modelos como NEWAVE, DECOMP e DESSEM, que simulam o despacho ótimo do sistema com base em hidrologia, demanda e custos variáveis. A lógica é clara: o preço reflete o custo da última usina necessária para atender à carga. No entanto, essa lógica pressupõe uma aderência entre modelo e operação que, na prática, não se verifica plenamente. Restrições elétricas, necessidade de serviços ancilares e limitações de modelagem fazem com que o despacho real frequentemente se afaste da ordem de mérito econômico. Em 2026, esse descolamento torna-se mais evidente: enquanto o PLD semanal no Sudeste/Centro-Oeste operou em torno de R$ 375/MWh (2ª e 3ª semanas de março), o custo marginal efetivo da operação apresentou volatilidade extrema entre submercados, com o Nordeste saltando de R$ 152,71/MWh para R$ 265,98/MWh em apenas uma semana (aumento de 74%). Essa diferença não é eliminada — ela é redistribuída por meio de encargos sistêmicos, reduzindo a transparência do sinal econômico e dificultando a correta precificação do risco pelos agentes do mercado. CLIMA, OPERAÇÃO E CURTO PRAZO — A PRESSÃO QUE NÃO APARECE INTEGRALMENTE NO PREÇO O cenário climático intensifica esse fenômeno. A redução das afluências após março limita a geração hidráulica e eleva a dependência térmica, pressionando o custo real do sistema. Ao mesmo tempo, eventos como curtailment de renováveis — já observados em estudos operacionais recentes — revelam uma operação que prioriza segurança elétrica, mesmo ao custo de maior ineficiência econômica. Esse conjunto de fatores produz um efeito crítico: o PLD passa a reagir com defasagem ou de forma incompleta à realidade operativa. O preço sinaliza moderação em alguns momentos, enquanto o sistema já opera sob custo elevado. As projeções para 2026 indicam médias de PLD superiores às de anos recentes, com tendência de ultrapassar a faixa de R$ 300/MWh ao longo do período seco, refletindo a pressão hidrológica e o maior acionamento térmico. LRCAP 2026 — O PAPEL DAS TÉRMICAS Essa tendência não é apenas conjuntural. O primeiro Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2026 contratou 18.977 MW com predominância de termelétricas a gás natural e carvão mineral, evidenciando que a segurança do sistema está ancorada em fontes de maior custo variável. Esse reposicionamento da matriz eleva o custo marginal estrutural e reduz a probabilidade de preços persistentemente baixos no médio prazo. O PLD tende a refletir um novo patamar de equilíbrio, substancialmente mais elevado. Para consumidores do ACL, isso significa que contratos de longo prazo devem ser precificados considerando esse novo patamar de custos, não cenários otimistas de abundância hídrica. IMPACTOS PARA O CONSUMIDOR LIVRE Para o consumidor do Ambiente de Contratação Livre, o efeito é imediato. O PLD deixa de ser um indicador plenamente confiável do custo da energia, comprometendo a eficácia de contratos indexados e estratégias de hedge. A exposição a encargos cresce, e mesmo estruturas de autoprodução — especialmente no Nordeste — passam a sofrer com custos indiretos associados ao uso do sistema e ao despacho térmico. Nesse ambiente, a expectativa de redução estrutural do preço do MWh revela-se tecnicamente insustentável. Trata-se, em certa medida, de uma visão deísta, que pressupõe um equilíbrio natural do mercado, dissociado das evidências concretas: restrição hídrica, maior dependência térmica e limitações no modelo de formação de preço. Esperar por preços mais baixos é uma estratégia que expõe seu negócio a risco crescente. O custo real da energia já está refletido na operação — o PLD publicado apenas não o captura integralmente. O PREÇO PUBLICADO E O CUSTO REVELADO O que 2026 explicita é a convergência entre clima adverso, operação complexa e um modelo de precificação que não captura integralmente essa realidade. O resultado é um PLD que, em determinados momentos, sinaliza um custo inferior ao efetivamente incorrido pelo sistema. Para o mercado, isso significa operar com um preço imperfeito. Para o consumidor, significa compreender que o custo da energia não está apenas no número publicado, mas na dinâmica operacional que o sustenta. Em um sistema cada vez mais pressionado por variáveis climáticas e estruturais, o verdadeiro sinal econômico não está apenas no PLD — está na leitura integrada entre clima, operação e expansão. PLD 2026: ENTRE O CLIMA, A OPERAÇÃO E O PREÇO REAL DA ENERGIA
- Economia de R$ 200 mil impulsiona parceria entre GoodWe e Fábrica de Laticínios Becker
ENERGIA INTELIGENTE Economia de R$ 200 mil impulsiona parceria entre GoodWe e Fábrica de Laticínios Becker Instalação de dois inversores HT de 75 kW da GoodWe e mais de 400 módulos solares reduz em 70% o consumo e garante retorno financeiro expressivo ao laticínio catarinense Localizada em Rio Fortuna (SC), a Fábrica de Laticínios Becker alcançou resultados expressivos em economia e eficiência energética com a implantação de um sistema fotovoltaico equipado com tecnologia GoodWe. O projeto, desenvolvido pela Neolight Solar em parceria com a WS Representações, utiliza dois inversores da linha HT de 75 kW e mais de 400 módulos solares de 560 W, capazes de suprir cerca de 70% do consumo elétrico da planta industrial. “O cliente buscava a melhor solução de custo-benefício, sem a necessidade de aumentar a demanda contratada junto à concessionária. A combinação de engenharia e tecnologia fez desse projeto o cenário ideal para o laticínio”, explica Tarcísio Weber, da WS Representações. Segundo Jonas Bianco, CEO da Neolight Solar, os resultados confirmam a eficiência do sistema. “A instalação com os inversores HT de 75 kW comporta mais de 200 módulos e possibilita uma economia aproximada de R$ 10 mil mensais para o cliente. Em dois anos de operação, essa economia já ultrapassa R$ 200 mil um retorno direto e proporcional ao investimento realizado”. Além do desempenho técnico, a parceria entre a Neolight e a GoodWe se destaca pela integração e suporte constante. “A nossa parceria com a GoodWe é muito importante, não apenas pela qualidade dos produtos, mas também pelo pós-venda. Temos uma sinergia muito boa com todo o time técnico e isso facilita muito o nosso trabalho como integrador. O time da GoodWe sempre se disponibiliza a nos ajudar”, ressalta o engenheiro e CEO da Neolight Solar, Paulo César. O executivo reforça que a cooperação entre as empresas vai além dos resultados imediatos. “Eu gostaria de agradecer a parceria com a GoodWe, por termos essa sinergia e, juntos, construirmos cada vez mais um mundo melhor”, completa. Para o vice-presidente da GoodWe América do Sul, Fábio Mendes, o projeto simboliza a força da energia solar no setor produtivo. “A instalação na Laticínios Becker mostra como a tecnologia GoodWe se adapta a diferentes perfis de operação, gerando economia real e sustentabilidade. Essa parceria reforça o nosso compromisso com o desenvolvimento de soluções eficientes que transformam a matriz energética do país”. Economia de R$ 200 mil impulsiona parceria entre GoodWe e Fábrica de Laticínios Becker
- Sistema da GoodWe reduz em até 80% os custos de operação de indústria de alimentos em Minas Gerais
SUSTENTABILIDADE PRODUTIVA Sistema da GoodWe reduz em até 80% os custos de operação de indústria de alimentos em Minas Gerais Com solução híbrida de geração solar e baterias, empresa elimina o uso de geradores a diesel, garante estabilidade elétrica e avança rumo à autossuficiência A busca por eficiência e autonomia transformou a rotina da Frutas e Verduras AP, localizada em Bom Repouso (MG). A empresa implementou um sistema híbrido com tecnologia GoodWe, integrando geração fotovoltaica e baterias de armazenamento, o que resultou em uma redução de até 80% nos custos mensais de energia elétrica e na eliminação do uso diário de geradores a diesel. Segundo o proprietário, Altair Pereira, a mudança trouxe ganhos significativos tanto econômicos quanto operacionais. “Nós tínhamos muitos problemas de queda de energia e tentamos antes com um gerador que era acionado todos os dias. Mas com essa necessidade diária e também pela questão sustentável, optamos por um sistema híbrido. Foi uma das melhores decisões que tomamos aqui”. O empresário explica que o sistema fotovoltaico da GoodWe foi instalado inicialmente para suprir parte do consumo, mas posteriormente expandido com a adição de baterias, garantindo estabilidade e autonomia. Além de estabilizar o fornecimento elétrico, a solução híbrida otimizou o uso da água na propriedade “Hoje não temos mais queda de tensão. O sistema alimenta a energia e ficamos sempre com carga. Antes, queimávamos equipamentos por causa das oscilações, agora tudo funciona com regularidade. A energia solar passou a alimentar as bombas dos poços artesianos, que levam a água para o reservatório no alto. A distribuição agora é feita por gravidade, o que gerou uma economia muito grande. Antes, dependíamos de motores a diesel e bombas elétricas, e agora conseguimos fazer tudo com energia limpa”, explica Altair. Com a redução de 75% a 80% na conta de luz, o produtor pretende avançar ainda mais e tentar zerar completamente o custo de energia. Para o vice-presidente da GoodWe América do Sul, Fábio Mendes, o projeto é um exemplo do potencial das soluções híbridas em segmentos produtivos. “Casos como o da Frutas e Verduras AP mostram como a combinação de geração solar e armazenamento é capaz de reduzir custos, eliminar falhas de energia e tornar operações rurais e industriais mais sustentáveis. A GoodWe tem trabalhado para oferecer tecnologias que unem autonomia, confiabilidade e economia, ajudando empresas a crescer de forma limpa e eficiente”. Sistema da GoodWe reduz em até 80% os custos de operação de indústria de alimentos em Minas Gerais
- Usina fotovoltaica da Unesp Botucatu utiliza inversores GoodWe e garante autossuficiência energética no campus
ENERGIA SOLAR Usina fotovoltaica da Unesp Botucatu utiliza inversores GoodWe e garante autossuficiência energética no campus Com potência instalada de 6 MWp e 18 inversores da linha HT 250 kW, sistema projetado pela Capuá Engenharia atende o Hospital Veterinário e áreas acadêmicas da universidade paulista A Universidade Estadual Paulista (Unesp) alcançou um marco em sustentabilidade com a instalação de uma usina fotovoltaica de 6 MWp no campus de Botucatu, responsável por suprir praticamente toda a demanda de energia elétrica da área de Medicina Veterinária e do Hospital Veterinário da instituição. O projeto, executado pela Capuá Engenharia, foi dividido em duas partes, cada uma equipada com nove inversores da linha HT de 250 kW da GoodWe e dois transformadores de 2.500 kVA. Ao todo, são 18 inversores instalados, operando com 18 strings — embora os equipamentos tenham capacidade para até 24. “Este é um dos 18 equipamentos da linha HT instalados aqui na planta. Para o projeto, utilizamos apenas 18 strings, mas os inversores estão preparados para até 24. Essa flexibilidade é uma das vantagens do sistema”, explica o supervisor de obras da Capuá Engenharia, Francisco José da Silva. Com larga experiência no setor, a Capuá mantém uma parceria consolidada com a GoodWe em diversos empreendimentos fotovoltaicos. “Temos hoje 24 usinas com equipamentos GoodWe, sendo 21 já em operação. São equipamentos que nos dão segurança para deixar instalados sem problemas, com baixa manutenção, apenas as preventivas de rotina. O pós-venda da GoodWe sempre nos atendeu com muita segurança e rapidez dentro das nossas necessidades”, afirma. Para o vice-presidente da GoodWe na América do Sul, Fábio Mendes, a parceria reflete a confiança do mercado na tecnologia e na capacidade de inovação da empresa. “O projeto da Unesp em Botucatu simboliza exatamente o propósito da GoodWe: levar tecnologia confiável e de alta performance para impulsionar a transição energética em diferentes setores. Ver uma universidade pública como a Unesp operar com eficiência e autonomia energética nos mostra como a energia solar pode ser aplicada de forma estratégica e sustentável. Essa parceria com a Capuá Engenharia reflete o compromisso da GoodWe em oferecer soluções robustas, seguras e com suporte técnico de excelência, contribuindo para um futuro mais limpo e inteligente”. O projeto da Unesp Botucatu reforça o papel da energia solar na modernização da infraestrutura pública e no avanço de práticas sustentáveis em universidades brasileiras. Com o uso dos inversores de alta potência da GoodWe, a instituição reduz custos operacionais, promove eficiência energética e contribui para a mitigação de impactos ambientais. Usina fotovoltaica da Unesp Botucatu utiliza inversores GoodWe e garante autossuficiência energética no campus
- Os segredos por trás de grandes projetos inovadores no Brasil e por que a maioria das empresas falha na captação de recursos
Os segredos por trás de grandes projetos inovadores no Brasil e por que a maioria das empresas falha na captação de recursos Por Janayna Bhering Cardoso No Brasil, grandes projetos não nascem apenas de boas ideias ou de necessidades evidentes do mercado. Eles emergem da combinação entre visão estratégica, articulação institucional, capacidade técnica e, sobretudo, uma arquitetura robusta de captação de recursos. Programas como o Rota 2030 e, mais recentemente, o Programa MOVER, que juntos mobilizaram bilhões de reais em investimentos públicos e privados, são exemplos claros de que o país é capaz de estruturar iniciativas de escala global quando certos fundamentos estão presentes. Este artigo explora o que esses projetos têm em comum, onde a maioria das organizações falha ao buscar recursos e quais oportunidades ainda estão disponíveis para empresas que desejam acessar fomento de forma estruturada e recorrente. Como se capta recursos para grandes projetos no Brasil Ao contrário do que muitos imaginam, a captação de recursos para grandes projetos não começa com o edital. Ela começa muito antes, na definição de uma tese estratégica clara, conectada a políticas públicas, desafios nacionais e agendas globais, como transição energética, reindustrialização, digitalização e descarbonização. Nos grandes programas estruturantes, a lógica é inversa àquela adotada por empresas individuais: primeiro se constrói o framework estratégico, depois os instrumentos financeiros, regulatórios e operacionais são desenhados para viabilizá-lo. No caso do Rota 2030, por exemplo, houve: Clareza sobre o desafio estrutural da competitividade da indústria automotiva; Alinhamento entre governo, empresas, instituições de ciência e tecnologia - ICTs e entidades de classe; Criação de mecanismos permanentes de fomento (créditos financeiros, PD&I cooperativo, incentivos regulatórios); Governança clara, com métricas, contrapartidas e avaliação de impacto. O Programa MOVER avança nessa lógica ao incorporar de forma explícita temas como mobilidade sustentável, inovação aberta, eletromobilidade e adensamento tecnológico da cadeia produtiva. O que grandes projetos bem-sucedidos têm em comum? Apesar das diferenças setoriais, projetos de grande escala no Brasil compartilham alguns elementos-chave: Enquadramento em políticas públicas e agendas estratégicas Projetos que conseguem captar grandes volumes de recursos não são concebidos de forma isolada. Eles se posicionam como instrumentos de implementação de políticas públicas e de agendas estratégicas nacionais e globais, como reindustrialização, transição energética, segurança tecnológica, saúde, mobilidade sustentável e desenvolvimento regional. Mais do que aderência formal a editais, esses projetos demonstram coerência estratégica com objetivos de Estado, ainda que executados por atores privados. No caso do Rota 2030, por exemplo, o foco na competitividade da indústria automotiva, no adensamento tecnológico e na integração às cadeias globais de valor criou uma narrativa consistente, capaz de justificar incentivos de longo prazo e mecanismos financeiros robustos. Projetos bem-sucedidos conseguem responder claramente à pergunta do financiador público ou institucional: “Que problema estrutural do país este projeto ajuda a resolver?” Quando essa resposta é clara, o recurso deixa de ser visto como subsídio e passa a ser entendido como investimento estratégico. Capacidade de articulação multissetorial Grandes projetos são, por natureza, iniciativas coletivas . Nenhuma organização, isoladamente, reúne todos os recursos, competências e legitimidade necessários para enfrentar desafios complexos e sistêmicos. Projetos bem-sucedidos demonstram capacidade de articular: Governo, como formulador de políticas e indutor; Empresas, como executoras, investidoras e demandantes de soluções; Universidades e Instituições de Ciência e Tecnologia - ICTs, como geradoras de conhecimento e tecnologia; Startups, como vetores de agilidade e inovação; Instituições financeiras, como provedoras de capital e instrumentos de mitigação de risco. Essa articulação não ocorre de forma espontânea. Ela exige liderança institucional, clareza de papéis, alinhamento de incentivos e mecanismos formais de cooperação. Avaliadores e financiadores analisam cuidadosamente se a organização proponente possui legitimidade, governança e capacidade de coordenação para liderar esse ecossistema. Projetos que falham nesse aspecto tendem a se tornar fragmentados, redundantes ou politicamente frágeis. Governança robusta e transparente À medida que o volume de recursos cresce, a exigência por governança se torna proporcional. Grandes projetos são avaliados não apenas pelo seu mérito técnico, mas pela capacidade de reduzir risco institucional, financeiro e reputacional . Projetos bem-sucedidos apresentam estruturas claras de governança, incluindo: Comitês técnicos e estratégicos com competências definidas; Processos formais de tomada de decisão; Indicadores de desempenho e impacto; Mecanismos de prestação de contas e auditoria; Transparência na gestão de recursos e resultados. A governança funciona como um sinal de maturidade institucional . Ela demonstra aos financiadores que o projeto não depende de vontades individuais, mas de processos estáveis e replicáveis. Nos grandes programas nacionais, a existência de uma governança bem estruturada foi decisiva para atrair capital paciente e garantir continuidade, mesmo diante de mudanças políticas ou econômicas. Visão de longo prazo Projetos estruturantes raramente apresentam retorno imediato. Eles demandam tempo para maturação tecnológica, consolidação institucional e geração de impacto econômico mensurável. Por isso, iniciativas bem-sucedidas são concebidas com horizontes de 5, 10 ou até 15 anos , organizadas em fases, ciclos ou ondas de investimento. Essa visão de longo prazo permite: Diluir riscos; Ajustar rotas ao longo da execução; Construir capacidades permanentes; Atrair múltiplos financiadores alinhados com retornos de médio e longo prazo. Conselhos e lideranças que compreendem essa lógica conseguem sustentar projetos mesmo diante de pressões por resultados de curto prazo. Já projetos pensados apenas como respostas táticas a editais tendem a perder fôlego, legitimidade e continuidade. Capacidade técnica para execução Por fim, nenhum projeto se sustenta apenas pela qualidade de sua proposta. Captação de recursos não se mantém sem execução consistente . Avaliadores analisam profundamente: A maturidade tecnológica das soluções propostas; A experiência e complementaridade da equipe; O histórico de execução da organização; A capacidade de gerir projetos complexos e de longo prazo; A existência de processos e estruturas dedicadas. Projetos bem-sucedidos demonstram que sabem entregar o que prometem , dentro do prazo, do orçamento e com qualidade. Esse histórico reduz a percepção de risco e aumenta significativamente a probabilidade de novas captações no futuro. Em muitos casos, o maior ativo de uma organização não é a tecnologia em si, mas sua reputação como executora confiável de projetos estratégicos . Em síntese, grandes projetos no Brasil não são fruto de improviso. Eles resultam da combinação entre visão estratégica, articulação institucional, governança madura, paciência de capital e excelência na execução. Organizações que internalizam esses fundamentos deixam de disputar recursos projeto a projeto e passam a se posicionar como parceiras estratégicas do desenvolvimento , capazes de mobilizar capital, gerar impacto e sustentar transformações de longo prazo. Onde a maioria dos projetos falha na captação de recursos? Apesar da existência de recursos relevantes no Brasil, muitos projetos não avançam. Os erros mais comuns incluem: Projetos desconectados da estratégia do financiador Empresas tentam “encaixar” ideias em editais, em vez de estruturar projetos aderentes às políticas e objetivos do instrumento de fomento. Foco excessivo na tecnologia e pouco no impacto Tecnologia é meio, não fim. Projetos precisam demonstrar impacto econômico, social, ambiental e sistêmico. Fragilidade na governança e no modelo de execução Avaliações negativas frequentemente estão associadas à ausência de papéis claros, cronogramas realistas e indicadores de desempenho. Visão de curto prazo Projetos oportunistas, desenhados apenas para captar recursos pontuais, dificilmente se sustentam ou escalam. Oportunidades atuais de captação para empresas Além de grandes programas setoriais, existem hoje diversas oportunidades relevantes para empresas de diferentes portes, especialmente aquelas dispostas a inovar de forma estruturada: Finep: crédito, subvenção econômica e instrumentos híbridos para inovação tecnológica. BNDES: linhas voltadas à indústria, sustentabilidade, digitalização e inovação. Embrapii: projetos cooperativos com ICTs, com foco em TRLs intermediários. Fundações de Amparo à Pesquisa - FAPs estaduais (como FAPEMIG, FAPESP, FAPERJ): apoio à inovação regional. Programas setoriais estruturantes: saúde, mobilidade elétrica, bioeconomia, defesa, agro e transição energética. Fundos internacionais e multilaterais: cada vez mais acessíveis para projetos alinhados a ESG e clima. Empresas que estruturam portfólios de projetos, e não iniciativas isoladas, aumentam significativamente suas chances de sucesso. Mais do que captar é preciso criar capacidade permanente. Os grandes projetos brasileiros mostram que a verdadeira vantagem competitiva não está apenas em captar recursos, mas em construir capacidade institucional para fazê-lo de forma recorrente. Isso envolve pessoas qualificadas, processos maduros, inteligência regulatória e visão estratégica. Para conselhos de administração e lideranças empresariais, a pergunta-chave deixa de ser “qual edital vamos submeter?” e passa a ser:“Qual papel nossa organização quer desempenhar nos grandes desafios do país e como estruturamos projetos à altura dessa ambição?” É nesse ponto que projetos deixam de ser iniciativas pontuais e passam a se tornar plataformas de transformação, capazes de mobilizar bilhões, gerar impacto real e posicionar o Brasil de forma competitiva no cenário global. CHECKLIST DO CONSELHO Avaliação de Projetos Estratégicos e Estruturantes Uso recomendado: antes da aprovação, nas revisões de marco (gate reviews) e na avaliação de continuidade do projeto. 1. ALINHAMENTO ESTRATÉGICO ☐Está conectado à estratégia de longo prazo da organização? ☐Endereça uma agenda estruturante (inovação, sustentabilidade, competitividade, transição energética)? ☐Dialoga com políticas públicas, regulações ou programas estratégicos? Pergunta-chave: Como este projeto reposiciona a organização em 5–10 anos? 2. TESE DE VALOR E IMPACTO ☐O problema estratégico está claramente definido? ☐ O impacto vai além da empresa (cadeia, setor, território, soberania nacional tecnológica)? ☐ Há métricas econômicas, sociais ou ambientais associadas? Alerta: tecnologia sem tese de impacto raramente atrai capital de longo prazo. 3. GOVERNANÇA E ACCOUNTABILITY ☐Existe patrocinador claro no nível executivo ou do conselho? ☐ Papéis, decisões e alçadas estão definidos? ☐ Há comitê ou rito específico de acompanhamento? Projetos estruturantes exigem governança diferenciada. 4. ARRANJOS INSTITUCIONAIS ☐Envolve parceiros estratégicos (empresas, ICTs, governo, startups)? ☐Incentivos e riscos estão equilibrados entre as partes? ☐A organização tem legitimidade para liderar o arranjo? 5. CAPACIDADE DE EXECUÇÃO ☐A equipe tem histórico em projetos de alta complexidade? ☐ O cronograma é realista? ☐ O projeto depende excessivamente de pessoas-chave? Dependência extrema de indivíduos é fator crítico de risco. 6. ESTRUTURA DE FINANCIAMENTO ☐O mix de fomento é adequado (crédito, subvenção, recursos próprios)?☐As contrapartidas são viáveis? ☐ O risco financeiro está claramente mapeado? Conselhos devem evitar dependência de uma única fonte de recurso. 7. GESTÃO DE RISCOS ☐ Riscos técnicos, regulatórios, financeiros e reputacionais estão mapeados? ☐Existem planos de mitigação e responsáveis definidos? ☐ O apetite a risco está coerente com a estratégia? Pergunta crítica: Quais riscos não estão explícitos? 8. INDICADORES E DECISÃO ☐Existem KPIs claros e acompanháveis? ☐Há marcos de decisão (go / no-go)? ☐ O conselho recebe informações suficientes para decidir? 9. REPUTAÇÃO E LEGADO ☐O projeto fortalece a reputação institucional? ☐ Está preparado para ter suas ações, decisões, caráter ou informações minuciosamente examinados, analisados e julgados pelo público em geral, pela mídia ou por órgãos de supervisão? ☐ Gera capacidades permanentes para a organização? SÍNTESE PARA DECISÃO DO CONSELHO Antes de aprovar, o conselho deve conseguir responder sim a estas perguntas: ✔Reforça nossa estratégia de longo prazo? ✔Temos governança e capacidade para executar? ✔O risco é compatível com o impacto esperado? ✔ O legado permanece após o fim do projeto? Reflexão: Projetos estratégicos não são sobre captar recursos. São sobre construir futuro com governança. Os segredos por trás de grandes projetos inovadores no Brasil e por que a maioria das empresas falha na captação de recursos
- EP11 – Jovens e Mulheres no Agro: A Nova Geração do Campo
O agronegócio passa por uma transformação silenciosa, mas profunda. Além de tecnologia, produtividade e sustentabilidade, um novo fator vem redefinindo o campo: as pessoas . Jovens e mulheres assumem um papel cada vez mais estratégico na gestão, na inovação e no futuro do agro, rompendo estereótipos e renovando a atividade rural. Essa mudança de perfil é fundamental para a continuidade do setor em um cenário de desafios climáticos, tecnológicos e econômicos cada vez mais complexos. EP11 – Jovens e Mulheres no Agro: A Nova Geração do Campo A sucessão no campo Um dos grandes desafios do agronegócio é a sucessão familiar. Durante décadas, o êxodo rural afastou jovens do campo em busca de oportunidades nos centros urbanos. Hoje, esse movimento começa a se inverter. A modernização do agro, aliada à digitalização e à profissionalização da gestão, tornou o campo mais atrativo para novas gerações. Jovens produtores chegam com formação técnica, visão empresarial e domínio de tecnologia, contribuindo para propriedades mais eficientes e conectadas. Mulheres em posições estratégicas A presença feminina no agronegócio cresce de forma consistente. Mulheres atuam não apenas na produção, mas também na gestão, na pesquisa, na indústria e na tomada de decisões estratégicas. Elas lideram propriedades, cooperativas, startups e empresas do setor, trazendo novas perspectivas para temas como sustentabilidade, inovação e governança. Apesar dos avanços, desafios ainda existem, especialmente no acesso a crédito, reconhecimento profissional e espaços de liderança. Educação, inovação e empreendedorismo A nova geração do agro está fortemente conectada à educação e ao empreendedorismo. Universidades, centros de pesquisa e hubs de inovação contribuem para a formação de profissionais preparados para lidar com tecnologias avançadas e gestão de riscos. Startups do agro, conhecidas como agtechs, surgem como protagonistas dessa transformação. Elas desenvolvem soluções em áreas como monitoramento de lavouras, gestão financeira, logística e sustentabilidade, ampliando a eficiência da cadeia produtiva. Diversidade como fator de competitividade A diversidade no campo deixou de ser apenas uma questão social e passou a ser um fator de competitividade. Ambientes mais diversos tendem a ser mais inovadores, resilientes e adaptáveis a mudanças. No cenário global, países que incentivam a inclusão de jovens e mulheres no agronegócio fortalecem suas cadeias produtivas e garantem maior capacidade de resposta aos desafios futuros. O futuro do agro passa pelas pessoas Tecnologia e políticas públicas são fundamentais, mas o futuro do agronegócio depende, sobretudo, de quem está no campo. A nova geração traz visão de longo prazo, compromisso com a sustentabilidade e capacidade de inovação. Jovens e mulheres não representam apenas renovação, mas a continuidade e a evolução do agro em um mundo em constante transformação. No próximo e último episódio da série, o olhar se volta para o horizonte: as tendências, os desafios e as oportunidades que moldarão o futuro do agronegócio no Brasil e no mundo . EP11 – Jovens e Mulheres no Agro: A Nova Geração do Campo
- Tensões no Oriente Médio pressionam custos globais de energia e acendem alerta para empresas brasileiras
A escalada das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã volta a acender um alerta no mercado internacional de energia. Rui Procópio da Silva Filho, Diretor de Operações da NHS Energia Historicamente, conflitos no Oriente Médio, região responsável por cerca de 30% da produção global de petróleo, segundo a OPEP, provocam volatilidade imediata nos preços do barril, com reflexos diretos sobre combustíveis, logística e inflação em escala global. Tensões no Oriente Médio pressionam custos globais de energia e acendem alerta para empresas brasileiras De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA), episódios de instabilidade geopolítica podem gerar oscilações de até 10% a 20% no preço do petróleo em curtos períodos, dependendo da intensidade do conflito e da percepção de risco do mercado. Esse movimento impacta diretamente o custo dos combustíveis, que representam, em média, 30% a 40% do custo logístico no Brasil, conforme dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Na prática, isso significa aumento no valor do frete, pressionando o preço de alimentos, insumos e produtos ao consumidor final. Embora o Brasil conte com uma matriz elétrica majoritariamente renovável, com cerca de 60% a 65% da geração baseada em hidrelétricas, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o sistema ainda depende de usinas termelétricas em momentos de maior demanda ou escassez hídrica. Nessas situações, o custo da energia pode subir de forma significativa. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) indicam que a geração térmica pode ser até 2 a 3 vezes mais cara do que a geração hídrica, o que aumenta a pressão sobre tarifas e encargos do sistema elétrico. Para especialistas, o principal impacto desse cenário não está no risco de desabastecimento, mas na volatilidade econômica e na perda de previsibilidade energética. “Conflitos geopolíticos ampliam a instabilidade dos custos e dificultam o planejamento das empresas. O impacto é direto nas margens e na capacidade de prever despesas operacionais”, afirma Rui Procópio da Silva Filho, Diretor de Operações da NHS Energia. Além disso, a instabilidade internacional também pode afetar cadeias de suprimentos, influenciando o custo e o prazo de entrega de equipamentos, inclusive no setor energético, que depende de componentes importados. Quando a energia falha, o prejuízo é imediato Se no cenário global o impacto aparece nos números, no dia a dia das operações ele se traduz em perdas concretas. No Brasil, episódios recentes em regiões do Sul e Sudeste evidenciaram a vulnerabilidade de setores produtivos que dependem de energia contínua. Em atividades como piscicultura e avicultura, poucas horas sem eletricidade podem comprometer sistemas de oxigenação, ventilação e refrigeração. Em um aviário de médio porte, por exemplo, a falha no sistema de climatização por apenas algumas horas pode levar à perda de cerca de 20 mil aves. Considerando o custo médio de produção, isso representa um prejuízo direto superior a R$ 150 mil, sem contabilizar os custos logísticos de descarte e a quebra do ciclo de fornecimento. Esse tipo de situação reforça um ponto central: energia não é apenas suporte operacional, é parte essencial do processo produtivo. Soluções híbridas ganham espaço como estratégia de proteção Diante desse cenário, cresce no Brasil a busca por soluções que aumentem a autonomia e reduzam a dependência exclusiva da rede elétrica convencional. Os sistemas híbridos de energia, que combinam geração solar, rede da concessionária e armazenamento em baterias, vêm se consolidando como uma alternativa eficiente para garantir continuidade operacional. Quando ocorre uma falha no fornecimento, o sistema realiza a transição automática para a energia armazenada, evitando interrupções. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o Brasil já ultrapassa 40 gigawatts de capacidade instalada em energia solar, com crescimento expressivo no setor rural e em pequenas e médias empresas. Nesse contexto, soluções desenvolvidas no país têm ganhado relevância por sua adaptação à realidade local. É o caso do QUAD, inversor híbrido desenvolvido pela NHS Sistemas de Energia, que integra diferentes fontes energéticas e gerencia automaticamente o fornecimento. Na prática, o sistema funciona conectado à rede, mas também possui capacidade de operação autônoma, utilizando energia armazenada sempre que necessário. Isso permite manter equipamentos e processos em funcionamento mesmo durante interrupções. “Quando analisamos o impacto financeiro de uma falha energética, muitas vezes o prejuízo de um único evento supera o investimento em uma solução de proteção. Por isso, cada vez mais empresas têm tratado a energia como uma variável estratégica”, explica André Sanchez, gestor comercial de energia solar da NHS. Energia como estratégia, não apenas como custo O avanço da digitalização, da automação e da dependência de sistemas críticos transformou a energia em um dos pilares da operação de empresas de todos os portes. Em um cenário global marcado por instabilidade geopolítica, eventos climáticos extremos e aumento da demanda, garantir continuidade e previsibilidade deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade. Mais do que reduzir custos, soluções como sistemas híbridos representam uma mudança de mentalidade: a energia deixa de ser apenas um insumo e passa a ser um ativo estratégico, capaz de proteger operações, reduzir riscos e garantir competitividade. Para empresas brasileiras, especialmente aquelas expostas a variações de custo e interrupções, a capacidade de antecipar riscos e estruturar soluções resilientes será cada vez mais determinante para sustentar crescimento e eficiência nos próximos anos. Sobre a NHS Com 37 anos de atuação, a NHS é uma das maiores fabricantes brasileiras de nobreaks e soluções de proteção elétrica. Com sede em Curitiba (PR) e presença nacional, a empresa desenvolve tecnologia própria e atua na proteção de residências, comércios, indústrias e serviços essenciais. Serviço NHS Sistemas de Energia Av. Juscelino Kubitschek de Oliveira, 5270 Cidade Industrial de Curitiba – Curitiba (PR) CEP 81260-000 Tensões no Oriente Médio pressionam custos globais de energia e acendem alerta para empresas brasileiras
- A Nova Realidade da Recarga Elétrica em São Paulo: O Que a IT-41 Muda para Condomínios, Shoppings e Estacionamentos
Por Daniel Pansarella linkedin.com/in/danielpansarella A Nova Realidade da Recarga Elétrica em São Paulo: O Que a IT-41 Muda para Condomínios, Shoppings e Estacionamentos A mobilidade elétrica deixou de ser uma promessa futurista para se tornar uma realidade palpável nas ruas e garagens brasileiras. Em fevereiro de 2026, foram emplacados 24.885 veículos eletrificados leves no Brasil — um crescimento de 92% em relação ao mesmo período do ano anterior. O país caminha para atingir a marca de 300 mil unidades comercializadas em 2026, com veículos elétricos e híbridos já respondendo por 14% a 15% do mercado total de automóveis, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) . Essa aceleração, no entanto, traz consigo um desafio que muitos síndicos, administradores e gestores prediais ainda não dimensionaram com a devida seriedade: a adequação da infraestrutura de recarga às novas exigências regulatórias de segurança contra incêndio. Quem não agir agora pode se ver diante de multas, interdições e, no pior cenário, responsabilização civil e criminal. O Novo Marco Regulatório: Dois Diplomas que Mudam o Jogo O Estado de São Paulo consolidou, no início de 2026, um duplo arcabouço normativo que redefine as regras do jogo para a eletromobilidade em edifícios. O primeiro instrumento é a Lei Estadual 18.403, de 18 de fevereiro de 2026 , que garante ao condômino o direito de instalar, às suas próprias expensas, uma estação de recarga individual para veículo elétrico em sua vaga de garagem privativa — seja em edifícios residenciais ou comerciais. A legislação proíbe que condomínios vetem a instalação de forma arbitrária: qualquer negativa deverá ser fundamentada em justificativa técnica devidamente documentada. Este diploma encerrou uma longa e desgastante disputa jurídica entre moradores e síndicos, oferecendo previsibilidade a todos os atores envolvidos. O segundo instrumento é a Portaria nº 003/970/2026, de 17 de março de 2026 , que atualiza a Instrução Técnica nº 41 (IT-41) do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo (CBPMESP). Esta norma é o braço técnico da lei: ela estabelece os parâmetros rigorosos de segurança que toda instalação de Sistemas de Alimentação de Veículos Elétricos (SAVE) deve atender para fins de obtenção e renovação do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). Juntos, esses dois diplomas criam um ambiente em que o direito à recarga é garantido, mas a sua implementação é condicionada ao cumprimento de normas técnicas precisas. Ignorar qualquer um dos dois lados desta equação é um erro estratégico. O Que a IT-41 Exige: As Regras Técnicas em Detalhe A atualização da IT-41 foi resultado de uma consulta pública conduzida pela Comissão Especial de Estudos do Corpo de Bombeiros, que incorporou as sugestões consideradas pertinentes à política institucional de segurança contra incêndio. O resultado é um conjunto de exigências técnicas que impactam diretamente o projeto elétrico e de segurança de qualquer edificação que possua ou pretenda instalar pontos de recarga. A norma é clara ao estabelecer que toda instalação de SAVE deve respeitar as normas técnicas vigentes, com ponto de aterramento e alimentação de energia dedicada — ou seja, circuitos exclusivos que não compartilhem carga com outros equipamentos do edifício. Dois pontos merecem atenção especial de gestores e síndicos: Ponto 1 — Sistemas de Desligamento de Emergência: A IT-41 torna obrigatória a instalação de um botão de desligamento individual para cada ponto de recarga, além de botões em locais estratégicos, como saídas de emergência e pavimentos. Crucialmente, todos esses dispositivos devem estar interligados à central de alarme do edifício, permitindo o corte imediato da energia em caso de anomalia térmica ou curto-circuito detectado durante o carregamento. Segundo o major Nelson Duarte, do Corpo de Bombeiros, "o primeiro ponto é a instalação dos carregadores. Tem que respeitar a norma técnica. Já existe norma de como o carregador deve ser instalado, com ponto de aterramento e energia com alimentação dedicada." Ponto 2 — Responsabilidade Técnica e Sinalização: A norma exige a emissão de um documento de responsabilidade técnica assinado por profissional habilitado, atestando a conformidade integral da instalação. Além disso, torna-se obrigatória a implementação de sinalização de emergência fotoluminescente específica para os pontos de recarga. A capitã Karoline Burunsizian, porta-voz do Corpo de Bombeiros, resume o espírito da norma: "Quando o equipamento atende às normas técnicas e a instalação é feita por profissional capacitado, a recarga é considerada segura." A tabela abaixo consolida as principais exigências técnicas da IT-41 para os SAVE: Exigência Técnica Descrição Responsável Circuito exclusivo Disjuntor e DR 30 mA (tipos A, F ou B) por ponto de recarga Engenheiro Eletricista Botão de desligamento individual Um por ponto de recarga, interligado à central de alarme Engenheiro Eletricista Botão de desligamento por pavimento Instalado em local estratégico (ex: saída de emergência) Engenheiro Eletricista Proteção contra surtos Dispositivo de proteção contra surtos (DPS) Engenheiro Eletricista Sinalização fotoluminescente Identificação visual dos pontos de recarga e rotas de fuga Engenheiro de Segurança Aterramento Ponto de aterramento dedicado para cada carregador Engenheiro Eletricista Documento de Responsabilidade Técnica ART ou RRT assinada por profissional habilitado Engenheiro Responsável O Impacto no AVCB: Quem Precisa Agir e Por Quê O AVCB — Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros — é o documento que atesta a conformidade de uma edificação com as normas de segurança contra incêndio. Fundamentado na Lei nº 13.425/2017 , conhecida como Lei Kiss, ele condiciona o alvará de funcionamento de empresas ao licenciamento junto ao Corpo de Bombeiros. Sem o AVCB, o empreendimento está sujeito a multas, interdições e responsabilização civil e criminal em caso de sinistros. Com a inclusão dos SAVE na IT-41, qualquer edificação que possua pontos de recarga de veículos elétricos — ou que pretenda instalá-los — precisa incorporar as novas exigências ao seu Projeto Técnico de Segurança Contra Incêndio (PPCI). Isso afeta diretamente: Tipo de Empreendimento Impacto Imediato Condomínios residenciais Adequação do PPCI para incluir SAVE; renovação do AVCB Condomínios comerciais Idem, com maior complexidade dada a diversidade de ocupação Shopping centers Obrigatoriedade de laudo técnico para regularização Supermercados e hipermercados Idem, especialmente em estacionamentos cobertos Estacionamentos e garagens Exigência mais crítica, dado o alto volume de veículos Empresas com frotas elétricas Adequação das instalações de recarga corporativa A não adequação, além das sanções legais, representa um risco reputacional significativo. Em um mercado imobiliário cada vez mais atento a critérios ESG (Environmental, Social and Governance), a regularidade do AVCB é um ativo que se valoriza. A Oportunidade Estratégica: Conformidade como Vantagem Competitiva A visão mais estratégica deste cenário regulatório revela uma oportunidade que vai além da simples conformidade legal. O investimento em infraestrutura de recarga inteligente e segura é, simultaneamente, uma decisão de valorização patrimonial. Estudos de mercado indicam que propriedades localizadas a menos de 1 km de estações de carregamento podem sofrer uma valorização de aproximadamente 3,3%, o que, em mercados de alto padrão em São Paulo, representa um incremento substancial no valor do imóvel. A instalação de carregadores de Nível 2 inteligentes — cujo custo varia entre R$ 3.500 e R$ 12.500 por unidade, com instalação entre R$ 5.000 e R$ 25.000 — é um investimento com retorno mensurável e crescente, à medida que a frota elétrica se expande. Além disso, a adoção de sistemas de gestão inteligente de carga permite otimizar o consumo de energia, direcionando o carregamento para horários de tarifa reduzida e equilibrando a demanda na rede elétrica do edifício. Essa abordagem transforma um potencial passivo — a sobrecarga da rede interna — em um ativo de eficiência operacional. A mensagem para síndicos e gestores é clara: deixem de tratar cada pedido de instalação de carregador como um problema individual a ser resolvido caso a caso. O momento exige uma estratégia estruturada de eletrificação da garagem , com planejamento de longo prazo, engenharia especializada e visão de portfólio. Passo a Passo para Implementação e Conformidade com a IT-41 A seguir, um roteiro prático para adequação às novas exigências, organizado em quatro fases sequenciais: Fase 1 — Diagnóstico e Planejamento Estratégico O primeiro movimento é a contratação de uma empresa de engenharia especializada em instalações elétricas e segurança predial para realizar um diagnóstico completo da infraestrutura existente. Este estudo deve mapear a capacidade de carga disponível, a necessidade de modernização do painel elétrico principal e a viabilidade de instalação de sistemas de gestão de demanda. Com base neste diagnóstico, o condomínio ou empresa deve definir padrões técnicos internos claros, que orientarão todas as instalações futuras e evitarão a fragmentação e os riscos de uma abordagem ad hoc. Fase 2 — Elaboração e Aprovação do Projeto Técnico Com o diagnóstico em mãos, o próximo passo é a elaboração ou atualização do Projeto Técnico de Segurança Contra Incêndio (PPCI), incorporando as exigências da IT-41 para os SAVE. O projeto deve ser elaborado por engenheiro ou arquiteto habilitado e submetido à análise e aprovação do Corpo de Bombeiros através do sistema Via Fácil Bombeiros . Edificações com área construída acima de 750 m² devem apresentar Projeto Técnico (PT) completo; as demais podem se enquadrar no Projeto Técnico Simplificado (PTS), conforme a Instrução Técnica nº 42. Fase 3 — Execução das Adequações Técnicas A instalação dos equipamentos deve ser realizada estritamente por profissionais habilitados, em conformidade com o projeto aprovado. Esta fase compreende a instalação dos circuitos exclusivos com disjuntor e DR 30 mA (tipos A, F ou B), dos dispositivos de proteção contra surtos (DPS), dos botões de desligamento individuais e por pavimento interligados à central de alarme, e da sinalização fotoluminescente específica para os pontos de recarga. A emissão da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou Registro de Responsabilidade Técnica (RRT) é indispensável e constitui um dos documentos exigidos para a vistoria. Fase 4 — Vistoria e Emissão/Renovação do AVCB Após a conclusão das adequações, o responsável deve solicitar a vistoria do Corpo de Bombeiros através do Via Fácil. O pagamento da taxa de vistoria tem validade de um ano, o que significa que eventuais correções apontadas pelos agentes podem ser realizadas e uma nova vistoria solicitada sem custos adicionais dentro deste prazo. O Corpo de Bombeiros tem até 30 dias para realizar a inspeção. Sendo aprovada, o empreendimento receberá o AVCB atualizado, com validade de um a cinco anos, dependendo das características da edificação. Conclusão: A Janela de Oportunidade é Agora A transição para a mobilidade elétrica é irreversível. Os números não deixam margem para dúvida: com 21.061 pontos públicos e semipúblicos de recarga no Brasil e um crescimento de 167% na recarga pública rápida em apenas um ano, a demanda por infraestrutura de carregamento em edificações privadas é uma tendência que só se intensificará. A IT-41 e a Lei 18.403/2026 não são obstáculos — são o mapa do caminho. Elas fornecem o arcabouço técnico e jurídico necessário para que a eletrificação das garagens ocorra de forma segura, ordenada e com responsabilidade distribuída entre todos os atores. Condomínios e empresas que se anteciparem a essas exigências não apenas mitigarão riscos legais e operacionais, mas também se posicionarão na vanguarda de um mercado imobiliário e corporativo cada vez mais exigente, sustentável e orientado para o futuro. A pergunta não é mais se adequar, mas quando — e a resposta é: agora. Daniel Pansarella é especialista em regulação do setor de energia e eletromobilidade, com atuação em Public Affairs e estratégia empresarial. linkedin.com/in/danielpansarella Fontes consultadas: Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) | Agência SP — Corpo de Bombeiros de SP divulga novas regras de segurança para recarga de carros elétricos | AutoPapo — Carro elétrico no prédio? Veja as novas exigências dos Bombeiros | Expanzio — Como obter o AVCB em São Paulo: Passo a Passo | Revista Prédio Inteligente — A Lei 18.403 e a nova realidade da recarga de veículos elétricos em condomínios | CCM Energia — Carregadores inteligentes em condomínios | ABINEE — SP inclui recarga de veículos elétricos em Instrução Técnica A Nova Realidade da Recarga Elétrica em São Paulo: O Que a IT-41 Muda para Condomínios, Shoppings e Estacionamentos
- LRCap março/2026. O que os leilões de capacidade revelam sobre o próximo passo do sistema elétrico brasileiro
O Brasil contratou entre os dias 18 e 20 de março de 2026, o maior volume de reserva de capacidade da sua história. Dois leilões realizados pela ANEEL, MME e CCEE consolidaram 19.478 MW de potência firme no SIN. O resultado permite uma leitura objetiva sobre o que ainda não foi endereçado. Esse movimento resolve o risco de capacidade, mas desloca o problema para o custo do sistema. O ponto não é discutir se a contratação foi necessária. Ela foi. O sistema precisava de capacidade. O ponto é entender o custo dessa decisão e como reduzir o custo das próximas. Os leilões evidenciam dois problemas distintos no sistema. Capacidade estrutural e flexibilidade operacional. Esses vetores não são resolvidos pelos mesmos instrumentos. Foto de Exemplo: Termoelétrica Arthuro Paganini (Fonte: ROacontece) O que os dois leilões entregaram O 1º LRCap de 2026, realizado no dia 18, concentrou o movimento estrutural. Foram 18.977 MW contratados, com predominância de termelétricas a gás natural, participação de carvão e ampliação de hidrelétricas . O CAPEX declarado atingiu R$ 64,5 bilhões , com receita fixa de R$ 38,9 bilhões por ano . Esse número não é trivial. Trata-se de um pagamento recorrente elevado para contratação de disponibilidade, não de energia. Na prática, é um custo que tende a ser absorvido na tarifa e que, em termos de ordem de grandeza, se comporta como um novo encargo na tarifa. A segurança foi contratada. O impacto econômico dessa decisão ainda não está plenamente refletido na percepção do consumidor. Parte desse custo não aparece de forma direta no preço, o que reduz a percepção real do impacto para o consumidor e também a percepção de escassez e desloca o ajuste para mecanismos indiretos ao longo do tempo, como encargos e aumento tarifário. Em diversos produtos, o preço ficou próximo ao teto, com deságios reduzidos. Esse comportamento indica um ambiente em que a necessidade de contratação se sobrepõe à eficiência na formação de preço, algo esperado em momentos de restrição de oferta. Já o 2º LRCap, realizado no dia 20, apresentou comportamento distinto. Foram 501 MW contratados em seis usinas a diesel, óleo combustível e biodiesel, com receita fixa de R$ 229,9 milhões por ano. O deságio médio foi de 50,14% e o CAPEX declarado foi zero em todos os produtos. Aqui a leitura muda. Não há expansão relevante, nem pressão de investimento. Trata-se de contratação de capacidade já existente, com preço mais aderente ao custo real desses ativos. Quando o sistema utiliza o que já está disponível, o ajuste de preço ocorre com maior eficiência. Os dois leilões mostram comportamentos diferentes dentro do mesmo mecanismo. Expansão com custo elevado e menor eficiência de preço. Uso de ativos existentes com maior aderência econômica. Estimativa para o próximo passo. BESS A Portaria MME 878/2025 e o desenho do leilão de armazenamento previsto para abril permitem uma estimativa direta. A partir dos parâmetros da portaria, realizei uma estimativa considerando CAPEX entre R$ 1.200 e R$ 1.900 por kWh e uma contratação da ordem de 3 GW com 4 horas , o investimento estimado varia entre R$ 14 e R$ 23 bilhões . Os requisitos técnicos estabelecidos não são marginais. RTE superior a 85%, recarga completa em até 6 horas e exigência de tecnologia grid-forming . Esse conjunto restringe fornecedores e impacta o custo final dos projetos. Sob premissas operacionais voltadas ao atendimento da ponta, com ciclos recorrentes e horizonte compatível com contratos regulados, o custo anual estimado situa-se entre R$ 3 e R$ 5 bilhões . Esse intervalo corresponde a aproximadamente 10% do custo anual associado às térmicas contratadas em março , com sensibilidade a taxa de desconto, ciclos e perfil de uso. Térmicas e armazenamento As termelétricas contratadas atendem o problema de capacidade estrutural. Garantem disponibilidade contínua e suportam cenários prolongados de hidrologia adversa . Isso não está em discussão. O ponto relevante passa a ser o custo de manter essa disponibilidade ao longo do tempo, especialmente quando esse custo não é totalmente sinalizado pelo preço. Sistemas de armazenamento não substituem energia firme em cenários prolongados . No entanto, atendem com precisão o requisito operacional atual do sistema, associado à rampa e à ponta . Atuam deslocando energia entre períodos, com resposta rápida e direcionada. Sob a ótica do sistema, trata-se de alocação mais eficiente de recursos para atender necessidades distintas. Após a contratação de capacidade, o desafio passa a ser o custo Os leilões passam a resolver o risco estrutural. O custo dessa decisão passa a ser um elemento central da discussão. O leilão do dia 20 melhora a eficiência da contratação no curto prazo, mas não altera o custo estrutural observado no dia 18. O sistema passa a carregar um volume relevante de pagamento recorrente para garantir disponibilidade. A analogia com um novo encargo reflete o efeito econômico percebido pelo consumidor, assim como ocorre hoje com a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) . Impactos tarifários da ordem de 6% a 10% passam a entrar nessa discussão. São necessários para viabilizar a entrada de capacidade, mas com efeito relevante para o consumidor. O próximo ganho relevante não está em mais capacidade. Está na redução do custo marginal de operação e no aumento da flexibilidade do sistema. Quanto mais caro fica garantir potência, maior tende a ser o valor econômico de soluções como armazenamento, gestão de carga e resposta da demanda. Nesse contexto, o armazenamento não é alternativa às térmicas. É complemento para reduzir o custo incremental de atendimento do sistema. A definição do volume a ser contratado permanece em aberto. A sinalização econômica passa a ser clara. O próximo movimento de menor custo sistêmico está na flexibilidade. Sobre o autor Felipe Figueiró é engenheiro eletricista, com mais de 12 anos de atuação no setor elétrico brasileiro. Especialista em estratégia e inteligência de mercado, atua na interpretação de dados complexos e na construção de análises que conectam operação, regulação e impacto econômico no setor. Possui dois MBAs focados em inovação, liderança e inteligência de mercado. LRCap março/2026. O que os leilões de capacidade revelam sobre o próximo passo do sistema elétrico brasileiro
- 🇧🇷 EP10 – Reconhecimento facial: conveniência ou vigilância no reconhecimento facial com inteligência artificial
Série Especial EnergyChannel | Inteligência Artificial: Tudo o Que Precisamos Saber O que é reconhecimento facial com inteligência artificial O reconhecimento facial com inteligência artificial é uma tecnologia capaz de identificar ou verificar a identidade de uma pessoa a partir de características do rosto. Esse processo ocorre por meio da análise de padrões biométricos, como distância entre olhos, formato do nariz e contorno facial. Atualmente, essa tecnologia está presente em diversos serviços digitais e sistemas de segurança. Como funciona o reconhecimento facial com inteligência artificial O reconhecimento facial com inteligência artificial utiliza algoritmos treinados com grandes bases de imagens. O sistema captura uma imagem, extrai pontos-chave do rosto e compara com registros armazenados. Quanto maior a base de dados e melhor o treinamento, maior a precisão do reconhecimento. Onde o reconhecimento facial com inteligência artificial é utilizado Hoje, o reconhecimento facial com inteligência artificial pode ser encontrado em: Smartphones e dispositivos pessoais Aeroportos e sistemas de controle de acesso Segurança pública e privada Plataformas digitais A expansão dessa tecnologia ocorre de forma acelerada em todo o mundo. Benefícios do reconhecimento facial com inteligência artificial Entre os principais benefícios do reconhecimento facial com inteligência artificial estão: Rapidez na identificação Maior segurança em acessos Redução de fraudes Conveniência para o usuário Esses fatores explicam sua ampla adoção. Riscos e controvérsias do reconhecimento facial com inteligência artificial Apesar das vantagens, o reconhecimento facial com inteligência artificial levanta preocupações sérias relacionadas à privacidade, vigilância em massa e possíveis erros de identificação. Estudos apontam maior taxa de falhas em determinados grupos, evidenciando vieses algorítmicos. Reconhecimento facial com inteligência artificial e vigilância Governos e empresas utilizam o reconhecimento facial com inteligência artificial para monitoramento de espaços públicos. Esse uso intensifica o debate sobre limites legais e direitos individuais. A linha entre segurança e vigilância torna-se cada vez mais tênue. O futuro do reconhecimento facial com inteligência artificial O futuro do reconhecimento facial com inteligência artificial dependerá de regulamentação clara, transparência e controle social. A tecnologia tende a evoluir, mas seu uso precisará ser equilibrado com princípios éticos. No próximo episódio, o EnergyChannel analisa a relação entre inteligência artificial e privacidade de dados . 🇧🇷 EP10 – Reconhecimento facial: conveniência ou vigilância no reconhecimento facial com inteligência artificial











