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Tensões no Oriente Médio pressionam custos globais de energia e acendem alerta para empresas brasileiras

A escalada das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã volta a acender um alerta no mercado internacional de energia.


Rui Procópio da Silva Filho, Diretor de Operações da NHS Energia
Rui Procópio da Silva Filho, Diretor de Operações da NHS Energia

Historicamente, conflitos no Oriente Médio, região responsável por cerca de 30% da produção global de petróleo, segundo a OPEP, provocam volatilidade imediata nos preços do barril, com reflexos diretos sobre combustíveis, logística e inflação em escala global.


Tensões no Oriente Médio pressionam custos globais de energia e acendem alerta para empresas brasileiras
Tensões no Oriente Médio pressionam custos globais de energia e acendem alerta para empresas brasileiras

De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA), episódios de instabilidade geopolítica podem gerar oscilações de até 10% a 20% no preço do petróleo em curtos períodos, dependendo da intensidade do conflito e da percepção de risco do mercado.

Esse movimento impacta diretamente o custo dos combustíveis, que representam, em média, 30% a 40% do custo logístico no Brasil, conforme dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Na prática, isso significa aumento no valor do frete, pressionando o preço de alimentos, insumos e produtos ao consumidor final.


Embora o Brasil conte com uma matriz elétrica majoritariamente renovável, com cerca de 60% a 65% da geração baseada em hidrelétricas, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o sistema ainda depende de usinas termelétricas em momentos de maior demanda ou escassez hídrica. Nessas situações, o custo da energia pode subir de forma significativa.


Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) indicam que a geração térmica pode ser até 2 a 3 vezes mais cara do que a geração hídrica, o que aumenta a pressão sobre tarifas e encargos do sistema elétrico.


Para especialistas, o principal impacto desse cenário não está no risco de desabastecimento, mas na volatilidade econômica e na perda de previsibilidade energética.


“Conflitos geopolíticos ampliam a instabilidade dos custos e dificultam o planejamento das empresas. O impacto é direto nas margens e na capacidade de prever despesas operacionais”, afirma Rui Procópio da Silva Filho, Diretor de Operações da NHS Energia.

Além disso, a instabilidade internacional também pode afetar cadeias de suprimentos, influenciando o custo e o prazo de entrega de equipamentos, inclusive no setor energético, que depende de componentes importados.


Quando a energia falha, o prejuízo é imediato

Se no cenário global o impacto aparece nos números, no dia a dia das operações ele se traduz em perdas concretas. No Brasil, episódios recentes em regiões do Sul e Sudeste evidenciaram a vulnerabilidade de setores produtivos que dependem de energia contínua. Em atividades como piscicultura e avicultura, poucas horas sem eletricidade podem comprometer sistemas de oxigenação, ventilação e refrigeração.


Em um aviário de médio porte, por exemplo, a falha no sistema de climatização por apenas algumas horas pode levar à perda de cerca de 20 mil aves. Considerando o custo médio de produção, isso representa um prejuízo direto superior a R$ 150 mil, sem contabilizar os custos logísticos de descarte e a quebra do ciclo de fornecimento. Esse tipo de situação reforça um ponto central: energia não é apenas suporte operacional, é parte essencial do processo produtivo.


Soluções híbridas ganham espaço como estratégia de proteção

 Diante desse cenário, cresce no Brasil a busca por soluções que aumentem a autonomia e reduzam a dependência exclusiva da rede elétrica convencional. Os sistemas híbridos de energia, que combinam geração solar, rede da concessionária e armazenamento em baterias, vêm se consolidando como uma alternativa eficiente para garantir continuidade operacional. Quando ocorre uma falha no fornecimento, o sistema realiza a transição automática para a energia armazenada, evitando interrupções.


Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o Brasil já ultrapassa 40 gigawatts de capacidade instalada em energia solar, com crescimento expressivo no setor rural e em pequenas e médias empresas.


Nesse contexto, soluções desenvolvidas no país têm ganhado relevância por sua adaptação à realidade local. É o caso do QUAD, inversor híbrido desenvolvido pela NHS Sistemas de Energia, que integra diferentes fontes energéticas e gerencia automaticamente o fornecimento.


Na prática, o sistema funciona conectado à rede, mas também possui capacidade de operação autônoma, utilizando energia armazenada sempre que necessário. Isso permite manter equipamentos e processos em funcionamento mesmo durante interrupções. “Quando analisamos o impacto financeiro de uma falha energética, muitas vezes o prejuízo de um único evento supera o investimento em uma solução de proteção. Por isso, cada vez mais empresas têm tratado a energia como uma variável estratégica”, explica André Sanchez, gestor comercial de energia solar da NHS.


Energia como estratégia, não apenas como custo

O avanço da digitalização, da automação e da dependência de sistemas críticos transformou a energia em um dos pilares da operação de empresas de todos os portes.

Em um cenário global marcado por instabilidade geopolítica, eventos climáticos extremos e aumento da demanda, garantir continuidade e previsibilidade deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade.


Mais do que reduzir custos, soluções como sistemas híbridos representam uma mudança de mentalidade: a energia deixa de ser apenas um insumo e passa a ser um ativo estratégico, capaz de proteger operações, reduzir riscos e garantir competitividade.

Para empresas brasileiras, especialmente aquelas expostas a variações de custo e interrupções, a capacidade de antecipar riscos e estruturar soluções resilientes será cada vez mais determinante para sustentar crescimento e eficiência nos próximos anos.


Sobre a NHS

Com 37 anos de atuação, a NHS é uma das maiores fabricantes brasileiras de nobreaks e soluções de proteção elétrica. Com sede em Curitiba (PR) e presença nacional, a empresa desenvolve tecnologia própria e atua na proteção de residências, comércios, indústrias e serviços essenciais.

 

Serviço

NHS Sistemas de Energia

Av. Juscelino Kubitschek de Oliveira, 5270

Cidade Industrial de Curitiba – Curitiba (PR)

CEP 81260-000


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