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WEG sente impacto da desaceleração da energia solar e eólica e aposta em expansão do mercado de baterias no Brasil

Com menor ritmo de novos projetos em energia renovável, a WEG vê queda nas receitas de eólica e solar, mas aposta no avanço dos sistemas de armazenamento e em futuros leilões do governo federal.


WEG sente impacto da desaceleração da energia solar e eólica e aposta em expansão do mercado de baterias no Brasil
WEG sente impacto da desaceleração da energia solar e eólica e aposta em expansão do mercado de baterias no Brasil

EnergyChannel News — São Paulo


O cenário de transição energética no Brasil entrou em uma fase de ajuste que começa a repercutir no desempenho das grandes fabricantes do setor. A WEG, gigante brasileira de equipamentos elétricos e automação industrial, registrou um trimestre de resultados pressionados pela desaceleração nos segmentos de energia solar e eólica dois dos principais vetores de crescimento da companhia nos últimos anos.


Após um ciclo de forte expansão, impulsionado pela corrida dos investidores em geração renovável, o mercado agora enfrenta um momento de reacomodação. Dados recentes da Agência Internacional de Energia (IEA) mostram que 2025 deverá ser o primeiro ano, em meia década, com avanço menor na capacidade instalada de renováveis no país. O motivo é uma combinação de fatores: crédito mais caro, sobreoferta de energia em horários de pico e gargalos na infraestrutura de transmissão.


Esses fatores têm levado à prática do chamado curtailment, quando usinas solares e eólicas precisam reduzir a geração por falta de escoamento na rede. Segundo a consultoria Aurora Energy Research, os cortes chegaram a afetar 43% da energia solar e 27% da eólica em setembro.


O impacto foi suficiente para acender um alerta entre analistas e investidores. A Fitch Ratings colocou 13 projetos de geração renovável sob “observação negativa”, prevendo que o problema tende a persistir até o fim da década.


Para a WEG, esse contexto se traduz em números. A empresa encerrou o terceiro trimestre sem entregas de novos aerogeradores e com retração na receita de energia solar, após concluir grandes obras em trimestres anteriores. “Já vínhamos sinalizando que o segundo semestre seria mais desafiador para o segmento solar, e isso se confirmou”, destacou André Salgueiro, diretor financeiro da companhia, em conferência com analistas.


O movimento de desaceleração também se reflete na geração distribuída (GD), segmento responsável por miniusinas e sistemas fotovoltaicos em telhados. “O mercado de GD perdeu um pouco de ritmo. Há projetos em andamento, mas o volume está abaixo do que víamos nos últimos anos”, acrescentou Salgueiro.


Apesar do arrefecimento nas fontes renováveis tradicionais, a WEG já direciona esforços para um novo pilar de crescimento: o armazenamento de energia. A empresa vem ampliando sua atuação em sistemas de baterias os chamados Battery Energy Storage Systems (BESS), voltados a aplicações em indústrias, agronegócio e usinas híbridas.


“Os projetos de baterias estão ganhando tração, especialmente de pequeno e médio porte. Temos recebido consultas para iniciativas de maior escala, o que mostra que o mercado está amadurecendo”, explicou o executivo.


A expectativa é que os leilões de contratação de armazenamento de energia, anunciados pelo Ministério de Minas e Energia, possam destravar de vez esse novo mercado. O ministro Alexandre Silveira afirmou que o primeiro certame pode ocorrer ainda em dezembro.


Para a WEG, trata-se de uma oportunidade estratégica para diversificar o portfólio e mitigar os efeitos da volatilidade nos segmentos solar e eólico. “Esses leilões podem ser um divisor de águas para o setor. O mercado de baterias tem potencial para crescer de forma muito mais robusta do que vemos hoje”, concluiu Salgueiro.


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