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TSUNESS amplia presença no Brasil e acelera expansão pela América Latina

Na Intersolar South America 2026, Victor Curi Segato, Head of LATAM da TSUNESS, fala ao EnergyChannel sobre o crescimento da companhia entre distribuidores e integradores, a construção de uma operação regional e uma estratégia que combina inovação global com desenvolvimento adaptado às necessidades de cada mercado



Por Ricardo Honório | EnergyChannel

Cobertura Especial — Intersolar South America 2026 | São Paulo


Às vezes, o crescimento de uma empresa dentro de um mercado pode ser percebido antes mesmo de aparecer nos números.


Bastava caminhar pelos corredores da Intersolar South America 2026.

Ao longo dos três dias de feira, produtos da TSUNESS apareciam não apenas no estande da própria fabricante, mas também nos espaços de diferentes distribuidores e parceiros. Para quem acompanha a companhia há alguns anos, a mudança era visível: havia mais presença, mais integradores familiarizados com a tecnologia e, principalmente, um nível diferente de reconhecimento da marca.


No último dia do evento, o jornalista Ricardo Honório, do EnergyChannel, voltou ao estande da empresa para conversar com Victor Curi Segato, Head of LATAM da TSUNESS, e fazer um balanço dessa transformação.


A conversa começou de maneira descontraída, diante de uma máquina de café que acabou se tornando uma pequena atração do estande. Era o segundo café de Honório durante a feira. Mas, entre uma xícara e outra, surgiu uma constatação muito mais relevante sobre o que havia acontecido ao redor: a TSUNESS estava aparecendo em vários pontos da Intersolar.


Segato confirma essa percepção.

“Chegamos ao último dia felizes, com a sensação de missão cumprida”, afirmou.

Segundo o executivo, a companhia teve produtos expostos em seis espaços de empresas parceiras durante o evento, além de seu próprio estande. Mais do que ocupar metros quadrados dentro de uma feira, essa presença distribuída revela algo importante sobre a estratégia construída pela empresa no Brasil.


A TSUNESS está ampliando sua capilaridade por meio de quem efetivamente leva a tecnologia ao mercado.

Distribuidores.

Integradores.

Parceiros comerciais.

Profissionais que especificam, instalam e acompanham os sistemas depois que a feira termina.


É justamente nessa relação que Segato identifica uma das mudanças mais importantes dos últimos anos. Se antes muitos profissionais chegavam à TSUNESS quase por descoberta, hoje, segundo ele, já existe uma base de integradores familiarizados e fidelizados à marca, especialmente pela experiência com os produtos e com o suporte técnico.


Para uma fabricante de tecnologia fotovoltaica, essa evolução é decisiva.


O equipamento pode nascer em uma fábrica do outro lado do mundo, mas a reputação de uma marca é construída no campo instalação após instalação, atendimento após atendimento.

E é dessa base que a TSUNESS pretende partir para uma ambição maior.


O próximo movimento é latino-americano.

Durante a entrevista, Segato explica que a estratégia da companhia deixou de olhar apenas para o Brasil e passou a considerar uma presença estruturada em diferentes mercados da região.


“Estamos colocando uma operação em cada país da América Latina. Nosso foco não é só o Brasil”, afirmou.

A própria Intersolar ofereceu sinais dessa expansão. Parceiros de países como Chile e Bolívia estiveram em contato com a companhia durante o evento, enquanto a agenda da TSUNESS já avançava para outros mercados latino-americanos, incluindo Colômbia e México.


A estratégia sugere uma mudança de escala.

O Brasil continua sendo um mercado central para a operação regional, mas passa também a funcionar como uma base de conhecimento, relacionamento e desenvolvimento para uma companhia que pretende aumentar sua presença no continente.

E há uma razão para isso.


A América Latina pode compartilhar desafios relacionados à transição energética, mas está longe de ser um mercado homogêneo. Cada país possui características elétricas, regulatórias, comerciais e técnicas próprias. Um produto desenvolvido para determinado mercado nem sempre pode simplesmente ser transferido para outro sem adaptações.

É nesse ponto que Segato destaca uma característica que considera fundamental dentro da estrutura da TSUNESS: a capacidade do time local de transformar necessidades encontradas no mercado em informações que chegam às equipes de desenvolvimento na China.


Essa ponte entre engenharia global e conhecimento local aparece como um dos elementos centrais da estratégia.

O desenvolvimento, segundo ele, não pode acontecer apenas olhando para a fábrica.

Precisa começar também na ponta.

O integrador encontra uma necessidade.

O cliente apresenta uma dificuldade.

A equipe local identifica uma característica específica da instalação.

Essa informação retorna para desenvolvimento.

E o produto evolui.


“O produto nem sempre vem só da China. O desenvolvimento tem que vir do Brasil também”, resumiu Segato durante a conversa.

A frase ajuda a explicar uma das transformações mais interessantes da indústria global de energia.


Durante anos, a relação entre fabricantes asiáticos e mercados latino-americanos foi interpretada principalmente como uma cadeia de fornecimento: equipamentos eram desenvolvidos, produzidos e enviados para diferentes países.


Esse modelo está se tornando mais sofisticado.


À medida que as empresas criam equipes locais, suporte técnico e estruturas comerciais permanentes, os mercados consumidores começam também a participar do próprio processo de desenvolvimento.


O fluxo deixa de ser unilateral.

A tecnologia vem da fábrica, mas parte da inteligência necessária para aperfeiçoá-la nasce nos países onde ela será instalada.


No caso da TSUNESS, Segato acredita que o time brasileiro exerce exatamente esse papel.


A Intersolar reuniu profissionais da companhia baseados em diferentes estados, incluindo Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Paraná. Para o executivo, ter a equipe reunida no evento também representou a consolidação de uma estrutura que cresceu junto com a operação brasileira.


“Com muita humildade, a gente está ganhando nosso espaço”, disse.

Segato completou quatro anos de TSUNESS e lembra que sua trajetória profissional anterior havia sido construída em empresas brasileiras. O período na fabricante, segundo ele, foi marcado por um ambiente constante de inovação e lançamento de novas soluções.


“Todo ano tivemos uma, duas ou até mais soluções para apresentar”, afirmou.

Esse ritmo de desenvolvimento ganhou especial importância em um mercado fotovoltaico que mudou rapidamente.


Potência aumentou.

Arquiteturas evoluíram.

Armazenamento começou a ganhar espaço.

Sistemas híbridos passaram a ocupar uma parcela maior das conversas.

E o integrador passou a exigir não apenas preço, mas suporte, flexibilidade e capacidade de atualização tecnológica.

Para Segato, a TSUNESS tenta construir seu posicionamento exatamente no equilíbrio entre esses elementos.


A filosofia da companhia é sintetizada pelo conceito “More Safe, More Power”: aumentar desempenho sem abrir mão da segurança.

Mas o executivo acrescenta uma terceira ideia que considera essencial para compreender a estratégia da marca:


Acessibilidade.

Isso não significa disputar o mercado simplesmente pelo menor preço.

Segato faz questão de separar as duas coisas.


A TSUNESS, afirma, não pretende carregar o título de produto mais barato do mercado e tampouco deseja construir sua estratégia dessa forma.

A proposta é outra: oferecer tecnologia de alta qualidade dentro de uma faixa que permita sua adoção por um número maior de clientes.


“Não temos o produto mais barato do mercado. Não vamos ter esse título e não queremos ter esse título. Queremos ter soluções de altíssima qualidade acessíveis”, afirmou.

A diferença é relevante.

Em um setor pressionado historicamente por redução de preços, competir exclusivamente por custo pode transformar tecnologia em commodity.


Mas sistemas fotovoltaicos possuem uma vida operacional longa. O cliente não compra apenas potência nominal. Compra desempenho, segurança, garantia, suporte e a expectativa de que aquela empresa continuará disponível quando surgir um problema.

É justamente por isso que Segato retorna várias vezes durante a entrevista aos integradores.


São eles que transformam tecnologia em experiência real para o consumidor.

Quando o suporte funciona, o integrador percebe.

Quando o produto responde bem, ele percebe.

Quando existe um problema e a fabricante está presente para ajudar, ele também percebe.


E quando essa experiência se repete, uma venda pode se transformar em relacionamento.

Talvez seja essa a melhor maneira de compreender o que mudou para a TSUNESS entre uma Intersolar e outra.


O crescimento do estande é visível. Segato brinca que, em determinados momentos, havia tanta gente no espaço que ele próprio tinha dificuldade para entrar.


“Para o ano que vem vamos ter que aumentar”, disse, sorrindo.


“É um bom problema”, respondeu Honório.


Mas o verdadeiro indicador de crescimento estava fora dali.

Estava nos seis pontos de parceiros exibindo equipamentos da companhia.

Nos distribuidores.

Nos integradores que voltaram ao estande.

Nos profissionais que já conheciam a marca.

E nos visitantes latino-americanos que agora começam a fazer parte da próxima etapa da operação.


Análise EnergyChannel | O verdadeiro crescimento acontece quando a marca deixa o próprio estande

Feiras de energia são ambientes construídos para impressionar.

Estandes aumentam.

Telas ficam maiores.

Equipamentos ganham destaque.

Lançamentos disputam atenção.


Mas existe um indicador de crescimento muito mais difícil de construir: ser apresentado espontaneamente pelo próprio ecossistema.

Quando uma fabricante começa a aparecer nos espaços de distribuidores e parceiros, existe algo diferente acontecendo.

A marca está deixando de depender exclusivamente da própria voz.

Outras empresas começam a apresentá-la.

Integradores começam a recomendá-la.

Distribuidores passam a colocá-la em seus portfólios.

E a tecnologia começa a circular pelo mercado por meio de uma rede de confiança que nenhum estande consegue criar sozinho.

É essa transformação que a entrevista com Victor Curi Segato revela.

A TSUNESS chega ao fim da Intersolar 2026 olhando simultaneamente para duas direções.

A primeira é a consolidação da operação brasileira.

A segunda é a expansão latino-americana.

E as duas estão conectadas.

O Brasil pode se tornar mais do que um mercado para a companhia. Pode funcionar como uma plataforma regional de aprendizado sobre produto, suporte, relacionamento com integradores e adaptação tecnológica.

Isso será particularmente importante porque a próxima etapa da indústria solar será provavelmente mais complexa do que a anterior.

O mercado já não discute apenas módulos e inversores.

Armazenamento, sistemas híbridos, gerenciamento inteligente de energia, backup e novas arquiteturas começam a ocupar o mesmo projeto.

Quanto mais sofisticado o sistema, maior será a importância de empresas capazes de ouvir o mercado local e transformar essas informações em desenvolvimento tecnológico.

Nesse cenário, a frase de Segato sobre produtos que não podem ser desenvolvidos apenas na China ganha um significado maior.


Tecnologia global precisa aprender a falar a língua de cada mercado.

A TSUNESS parece ter entendido essa equação.

E talvez a imagem mais interessante dessa Intersolar não esteja em um novo equipamento.

Está em algo muito mais simples.

No primeiro dia, o EnergyChannel encontrou a TSUNESS em seu estande e tomou um café.

Nos dias seguintes, encontrou a marca novamente — nos estandes de outras empresas.

No último dia, voltou para mais um café.

Entre a primeira e a última xícara, porém, a percepção havia mudado.

A TSUNESS já não estava apenas em um endereço dentro da feira.


Estava espalhada por ela.

E agora quer fazer o mesmo pela América Latina.


EnergyChannel Special Coverage | Intersolar South America 2026

Entrevistado: Victor Curi Segato

Cargo: Head of LATAM

Empresa: TSUNESS

Entrevista: Ricardo Honório — EnergyChannel

Evento: Intersolar South America 2026 - São Paulo, Brasil


EnergyChannel

We Tell the Stories Driving the Energy Transition.


TSUNESS amplia presença no Brasil e acelera expansão pela América Latina

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