Sindenergia participa de debate com bancada federal sobre impactos da escala 6x1 em MT
REDUÇÃO DE JORNADA

Estudo da FIEMT aponta perda de 155 milhões de horas de trabalho por ano e aumento de até R$ 5,1 bilhões na folha de pagamento
Representantes do setor produtivo de Mato Grosso se reuniram nesta segunda-feira (16) com a bancada federal para discutir os impactos da possível mudança na jornada de trabalho, que pode alterar o modelo atual da escala 6x1. O encontro ocorreu durante café da manhã promovido pela Aliança do Setor Produtivo, com participação de entidades empresariais, entre elas o Sindenergia, no plenário da Fecomércio.
Estudo do Observatório de Mato Grosso do Sistema Fiemt estima que a alteração pode provocar perda superior a 155 milhões de horas de produção por ano no estado. Para manter o nível atual da atividade econômica, as empresas teriam de optar entre novas contratações ou pagamento de horas extras.
No cenário de horas extras, o aumento na folha de pagamento pode chegar a R$ 5,1 bilhões por ano, alta de 14,88%. Já no caso de novas contratações, o custo adicional estimado é de R$ 3,4 bilhões, crescimento de 9,92%.
O presidente do Sindenergia, Carlos Garcia, afirmou que o debate sobre a jornada precisa considerar os impactos para a competitividade do país.
“A redução da jornada é um tema importante, mas precisa ser discutido com responsabilidade. Setores estratégicos, como energia e agroindústria, operam de forma contínua e podem sofrer impactos significativos se houver mudanças abruptas sem planejamento e sem transição”, disse.
Segundo levantamento do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), 82,61% dos dirigentes sindicais industriais avaliam que a alteração da jornada teria impacto negativo na produtividade, com aumento de custos, redução da produção e perda de competitividade.
Sindenergia participa de debate com bancada federal sobre impactos da escala 6x1 em MT








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