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O Brasil precisa reforçar a rede antes de acelerar de novo: SMA e Tecnova apostam em BESS, Grid Forming e engenharia de alta tensão

Em entrevista exclusiva ao EnergyChannel na Intersolar South America 2026, Rodrigo Cardoso Gatti, Country Manager da SMA Brasil, e Rafael Ortiz, diretor comercial da Tecnova, explicam por que armazenamento, controle avançado, modelagem para o ONS e infraestrutura de transmissão serão decisivos para destravar uma nova onda de investimentos em renováveis no país


O Brasil precisa reforçar a rede antes de acelerar de novo: SMA e Tecnova apostam em BESS, Grid Forming e engenharia de alta tensão

Por Ricardo Honório | EnergyChannel

Cobertura Especial — Intersolar South America 2026 | São Paulo


Durante anos, o desafio brasileiro foi colocar mais energia renovável na rede.

Agora surge uma pergunta mais difícil:

Quanto mais solar e eólica o sistema consegue receber sem perder estabilidade, confiabilidade e capacidade de financiamento?


A resposta não está em uma única tecnologia.

Ela passa por baterias.

Compensação síncrona.

Compensação estática.

Eletrônica de potência.

Grid Forming.

Controle de frequência.

Controle de tensão.

Modelagem dinâmica.

Novas subestações.

E, sobretudo, integração entre quem fabrica os equipamentos e quem efetivamente conecta esses ativos ao sistema elétrico.


Foi exatamente esse ponto que emergiu da conversa do EnergyChannel com Rodrigo Cardoso Gatti, Country Manager da SMA Brasil, e Rafael Ortiz, diretor comercial da Tecnova, durante o primeiro dia da Intersolar South America 2026.

Mais do que anunciar uma parceria comercial, os dois apresentaram uma leitura sobre o que pode ser uma das próximas grandes mudanças da infraestrutura elétrica brasileira:

BESS deixando de ser apenas um ativo de geração e começando a assumir funções diretamente ligadas à estabilidade da rede.


Antes da bateria existe uma infraestrutura inteira

Rafael começa a entrevista explicando uma característica fundamental da Tecnova.

A companhia atua como EPCista, com especialização em subestações de alta tensão.

Isso significa participar de praticamente toda a cadeia necessária para transformar um projeto energético em um ativo conectado à rede.

Projeto básico.

Engenharia executiva.

Aquisição dos equipamentos.

Construção.

Comissionamento.

Conexão.

É uma posição particularmente estratégica para a nova fase das renováveis.

Porque instalar baterias em grande escala não significa simplesmente posicionar contêineres de células em um terreno.

É necessário conectá-las ao sistema.

E essa conexão acontece dentro de uma infraestrutura elétrica complexa.

“Nosso modelo de negócio principal é subestação de alta tensão e a gente verticaliza toda a engenharia necessária.”

Solar, eólica, transmissão e, agora, BESS passam necessariamente por esse território.


É aí que SMA e Tecnova se encontram

A relação entre as duas companhias não começou com armazenamento.

Rafael lembra que a Tecnova trabalha com soluções SMA há anos, acompanhando a expansão brasileira tanto em geração distribuída quanto centralizada.

Mas o armazenamento acrescenta uma dificuldade nova.

Nos projetos associados aos futuros mecanismos de contratação de baterias, não basta selecionar equipamentos de potência.

Será necessário demonstrar tecnicamente que eles se comportarão da maneira exigida pelo sistema elétrico.

E isso envolve algo que aparece repetidamente durante a conversa:

modelagem.

“A ONS vai ter que aprovar a modelagem dos equipamentos e é um prazo muito curto. Esse é um trabalho muito difícil.”

É justamente aí que Rafael identifica o principal valor da SMA.

Não apenas possuir o equipamento.

Mas conhecer a engenharia por trás da interação desse equipamento com a rede.


Quando uma bateria precisa provar como vai se comportar antes mesmo de ser construída

Um dos aspectos menos visíveis de grandes projetos elétricos é a quantidade de simulações realizadas antes da energização.

O operador precisa saber como aquele ativo reagirá se:

a frequência cair;

a tensão variar;

acontecer uma falta;

uma grande unidade sair do sistema;

a rede se enfraquecer;

ou houver uma perturbação importante.

Modelos digitais tentam reproduzir o comportamento futuro desses equipamentos.

E o desempenho real precisa ser coerente com aquilo que foi aprovado.

Por isso a modelagem deixa de ser um detalhe de engenharia e se transforma em uma questão bancável.

Se o projeto não consegue provar que funcionará dentro dos requisitos do sistema, ele pode não chegar à operação comercial.


SMA quer entregar mais do que o inversor

Rodrigo explica que a SMA se posiciona hoje com uma solução mais ampla para grandes sistemas de armazenamento.

O inversor é apenas uma parte.

A arquitetura inclui também sistemas de controle de planta e integração que permitem coordenar o comportamento do ativo diante da rede.

Entre eles está o PPC — Power Plant Controller.

“A SMA traz a solução completa e toda a responsabilidade de fazer essa integração e prover todas as modelagens necessárias.”

Essa mudança é relevante.

No passado, o mercado podia olhar para o inversor principalmente como um conversor de energia.

Agora ele se transforma em um componente ativo da estabilidade elétrica.


O ONS não quer apenas energia. Quer previsibilidade de comportamento

Rodrigo explica que a preocupação do operador está diretamente ligada à resposta do sistema nos momentos críticos.

Controle de frequência.

Controle de tensão.

Resposta dinâmica.

Inércia.

Estabilidade.

O equipamento precisa reagir conforme planejado.

E o modelo utilizado nos estudos precisa representar essa resposta de forma confiável.

É uma lógica que ganha importância à medida que a matriz recebe volumes crescentes de fontes conectadas por inversores.

Usinas convencionais contribuíam historicamente com diversas características elétricas de forma inerente às suas máquinas síncronas.

Com solar, eólica e baterias, muitas dessas funções precisam ser reproduzidas através de eletrônica de potência e controle.


A rede do futuro será parcialmente definida por software

Aqui aparece uma das mudanças mais profundas da transição energética.

Parte das características do sistema elétrico que durante décadas eram determinadas pela física das grandes máquinas passam a ser programáveis.

O inversor pode responder.

O controlador pode alterar parâmetros.

Algoritmos podem modificar sua reação diante de um distúrbio.

É justamente nesse contexto que tecnologias como Grid Forming ganham importância.

A SMA descreve oficialmente Grid Forming como uma tecnologia fundamental para integrar elevados níveis de renováveis em redes existentes, permitindo que sistemas baseados em armazenamento contribuam com estabilidade, inércia sintética, controle de frequência e suporte durante perturbações. (SMA Solar)

Em outras palavras:

a bateria armazena energia. Mas a eletrônica de potência pode ajudar a sustentar a rede.


Austrália: um laboratório do que pode acontecer no Brasil

Quando Ricardo pergunta sobre a experiência internacional da SMA, um país aparece com destaque:

Austrália.

É um paralelo importante.

O país viveu expansão acelerada de geração renovável e precisou elevar rapidamente os requisitos técnicos de conexão e estabilidade.

A SMA participou de projetos pioneiros de Grid Forming no mercado australiano, incluindo o sistema de armazenamento de Torrens Island, de 250 MW / 250 MWh, para o qual forneceu inversores centrais Grid Forming. (SMA Solar)

Rodrigo resume a lógica:

o Brasil não precisa necessariamente inventar tudo do zero.

Pode observar mercados que chegaram antes aos mesmos problemas.

Aprender.

Adaptar.

E evitar alguns erros.


Chile: quatro horas de armazenamento e uma ponte direta com o Brasil


Essa transferência de conhecimento já está acontecendo.

Rodrigo confirma durante a entrevista uma missão técnica ao Chile com representantes brasileiros.


A própria SMA registrou oficialmente que, em maio de 2026, recebeu uma delegação formada por representantes do ONS e da Eneva no projeto BESS Diego de Almagro Sur II. O objetivo foi justamente conhecer a experiência chilena com armazenamento de grande escala e tecnologias Grid Forming. (SMA Solar)


O projeto ajuda a mostrar a dimensão da nova indústria.

São 228 MW de potência e 918 MWh de capacidade, equivalentes a quatro horas de armazenamento.


A SMA fornece 67 sistemas de média tensão equipados com inversores Sunny Central Storage, além do sistema de controle da planta. (SMA Solar)

Isso significa que a conversa realizada na Intersolar não é teórica.

Existe uma instalação real na América Latina funcionando como referência tecnológica para o que poderá ser desenvolvido no Brasil.


Quatro horas podem mudar a função de uma bateria

Uma bateria de curta duração pode responder rapidamente a perturbações.

Uma bateria de quatro horas começa a participar de outra lógica.

Ela pode deslocar grandes blocos de energia ao longo do dia.

Absorver geração renovável em determinados períodos.

Entregar potência em horários de maior necessidade.

Participar de serviços de estabilidade.

Isso transforma o BESS em um ativo híbrido:

energia + potência + estabilidade.

E é justamente essa multiplicidade de funções que torna o armazenamento tão estratégico.


Mas existe um problema ainda maior: curtailment

Quando a conversa passa para o futuro dos investimentos, Rafael coloca o dedo em uma das feridas mais sensíveis do mercado brasileiro.

Curtailment.

Quando o operador limita a produção de uma usina, o ativo perde receita potencial.

Se isso acontece sem previsibilidade suficiente, a consequência ultrapassa o problema operacional.

Vira problema financeiro.

O investidor precisa projetar receita para pagar o financiamento.

O banco precisa entender o risco.

Se ninguém consegue estimar quanto uma usina poderá efetivamente produzir e vender no futuro, o modelo financeiro começa a perder referência.

Rafael resume:

“Se o financeiro não entra, o dinheiro não roda.”

Talvez seja uma das frases mais importantes de toda a entrevista.


Curtailment não é apenas um problema da usina. É um problema de capital

Imagine um projeto renovável financiado com base em determinada expectativa de geração.

O modelo calcula:

produção;

receita;

fluxo de caixa;

serviço da dívida;

retorno sobre o capital.

Agora introduza uma variável nova:

parte da geração talvez precise ser cortada.

Quanto?

Quando?

Por quanto tempo?

Em quais regiões?

Com qual compensação?

Se o mercado não consegue responder, a percepção de risco aumenta.

O banco exige mais garantias.

O custo de capital pode subir.

O investidor adia decisões.

O desenvolvimento diminui.

É assim que um problema técnico da rede começa a influenciar diretamente a expansão futura da geração.


BESS pode ajudar. Mas não é uma solução mágica

Rafael é cuidadoso nesse ponto.

Armazenamento abre uma saída.

Mas não resolve sozinho todos os problemas.

“O BESS vem como mais um item dessa cadeia. Ele não resolve o problema sozinho. Tem uma questão regulatória para ser resolvida.”

Isso é fundamental.

Uma bateria não cria automaticamente capacidade de transmissão.

Não elimina todas as restrições.

Não resolve indefinições regulatórias.

Não substitui reforços estruturais.

Mas pode oferecer uma nova ferramenta.

Em determinadas situações, energia que seria limitada pode ser armazenada.

Em outras, o BESS pode participar de serviços de capacidade e estabilidade.

Em outras ainda, pode funcionar como ativo associado à própria infraestrutura de rede.


A próxima onda de investimento pode estar na estabilidade

Rafael identifica três grupos de tecnologias que devem ganhar relevância:

compensação síncrona;

compensação estática;

BESS.

Todas respondem, de maneiras diferentes, a uma mesma necessidade:

reforçar eletricamente o sistema.

O Brasil possui enorme recurso solar e eólico.

Mas não adianta possuir recurso natural abundante se a rede não consegue receber essa energia de forma segura.

Por isso a próxima fase da transição pode exigir investimentos menos visíveis que os parques solares.

Equipamentos dentro de subestações.

Sistemas de controle.

Compensadores.

Conversores.

Baterias.

Software.


Antes de expandir, talvez seja preciso fortalecer

A lógica apresentada por Rafael é clara.

Primeiro:

sustentar a rede que já existe.

Depois:

expandir a capacidade de extrair mais energia solar e eólica.

Isso coloca a infraestrutura elétrica no centro da transição.

Por anos, os holofotes estiveram sobre os geradores.

Agora começam a se mover em direção à transmissão.

Sem uma rede forte, geração renovável barata pode permanecer presa longe dos consumidores.


BESS pode deixar de ser apenas ativo de geração

Existe ainda uma fronteira particularmente interessante mencionada na conversa:

baterias utilizadas como ativos associados à transmissão.

Isso muda profundamente a maneira de enxergar armazenamento.

Tradicionalmente, uma bateria pode ser pensada como ativo comercial:

carrega barato;

descarrega caro;

presta serviços;

armazena renovável.

Mas o mesmo equipamento pode ser utilizado para melhorar o comportamento do sistema em determinado ponto da rede.

Quando isso acontece, armazenamento começa a competir — ou complementar — investimentos tradicionais de transmissão.

É uma nova categoria econômica.


O futuro da rede poderá misturar inércia física e inércia eletrônica

Rafael utiliza uma expressão importante:

“A rede está precisando de inércia, seja ela física, seja ela eletrônica de potência.”

Essa frase resume uma das maiores transformações dos sistemas elétricos modernos.

A inércia tradicional vem de grandes massas rotativas sincronizadas à rede.

Turbinas.

Geradores.

Máquinas.

Mas à medida que a matriz muda, parte desse comportamento pode ser reproduzida eletronicamente.

É aí que entram inversores avançados e Grid Forming.

A SMA afirma que suas soluções Grid Forming podem fornecer inércia sintética, resposta rápida de frequência, suporte de tensão e maior capacidade de atravessar perturbações da rede. (SMA Solar)


O parceiro não pode ser escolhido apenas pelo preço

No final da conversa, Rafael explica por que a Tecnova escolheu a SMA.

Ele precisava de duas coisas.

Primeiro:

uma arquitetura de EMS/PPC que pudesse ser integrada ao skid.

Segundo:

experiência real em lidar com os requisitos e processos dos operadores de sistema.

“Dentre as conversas que tivemos, a SMA se destacou de longe como o player certo para essa parceria.”

Essa escolha revela outra mudança na indústria.

Quando o projeto envolve rede, modelagem, estabilidade e homologação, o risco tecnológico passa a valer tanto quanto o preço do equipamento.

Talvez até mais.


Tecnova + SMA: dividir responsabilidades para reduzir riscos

A arquitetura da parceria faz sentido justamente porque as competências são complementares.

De um lado, a Tecnova:

engenharia;

subestação;

EPC;

equipamentos de alta tensão;

construção;

comissionamento;

integração local.

Do outro, a SMA:

conversão de potência;

controle;

PPC;

Grid Forming;

modelagem;

experiência internacional em grandes sistemas de armazenamento.

O resultado esperado é uma solução que chegue ao cliente de maneira mais integrada.

Esse tipo de parceria tende a ganhar importância conforme os projetos aumentam em escala.

Porque ninguém quer descobrir, depois da obra pronta, que uma interface crítica ficou sem responsável.


Agnóstico em relação à bateria

Rodrigo acrescenta um detalhe interessante.

A proposta foi estruturada para trabalhar com diferentes fabricantes de bateria.

Isso significa separar duas partes da arquitetura.

De um lado:

as células e sistemas de armazenamento.

Do outro:

conversão, integração e controle.

Esse desenho oferece flexibilidade.

O desenvolvedor pode selecionar a bateria mais adequada ao projeto sem necessariamente alterar toda a camada de eletrônica de potência.

É também um sinal de amadurecimento do mercado.

Os sistemas começam a ser pensados como arquiteturas interoperáveis e não necessariamente como caixas fechadas.


O Brasil não precisa repetir exatamente os erros dos outros

A experiência internacional aparece repetidamente na conversa.

Austrália.

Estados Unidos.

Alemanha.

Reino Unido.

Chile.

Cada mercado enfrentou desafios diferentes.

Mas todos ajudam a construir uma biblioteca técnica.

Como um sistema se comporta com alta participação renovável?

Como o Grid Forming responde?

Quais modelos funcionam?

Quais requisitos são necessários?

Como estruturar quatro horas de armazenamento?

Como homologar controle?

Como fazer Black Start?

Como manter estabilidade?

O Brasil pode adaptar esse conhecimento.

Isso reduz uma das maiores incertezas de qualquer tecnologia nova:

não saber se funciona em escala.


O verdadeiro ativo pode ser a experiência acumulada

Um inversor pode ser comprado.

Um skid pode ser fabricado.

Uma bateria pode ser importada.

Mas experiência em conectar centenas de megawatts a sistemas elétricos diferentes não aparece instantaneamente.

Ela se acumula.

Projeto após projeto.

Falha após falha.

Código de rede após código de rede.

É justamente esse aprendizado que SMA e Tecnova tentam transformar em vantagem competitiva.


Análise EnergyChannel | A próxima revolução renovável brasileira pode acontecer nas subestações

Durante a primeira grande onda solar, o símbolo da transição energética era fácil de fotografar.

Painéis azuis.

Usinas gigantes.

Telhados solares.

Na próxima fase, parte da transformação será quase invisível.

Ela estará dentro das subestações.

Nos inversores.

Nos controladores.

Nos modelos computacionais.

Nos compensadores.

Nos sistemas de armazenamento.

E nos algoritmos responsáveis por manter milhares de equipamentos sincronizados.

Essa talvez seja uma das mudanças mais importantes que emerge da Intersolar 2026.

O Brasil já provou que consegue instalar renováveis.

Agora precisa provar que consegue operar um sistema com participação cada vez maior dessas fontes.

E isso exige outra infraestrutura.

Não é mais apenas construir geração.

É construir estabilidade.

A entrevista com Rodrigo Cardoso Gatti e Rafael Ortiz mostra justamente esse deslocamento.

A SMA traz décadas de experiência em eletrônica de potência e projetos globais.

A Tecnova traz a engenharia que conecta grandes ativos ao sistema brasileiro.

BESS aparece no centro.

Mas não isoladamente.

Ele faz parte de uma arquitetura que inclui transmissão, subestação, PPC, modelagem, regulação e financiamento.

E talvez esse seja o ponto mais importante.

O armazenamento não será revolucionário simplesmente porque consegue guardar energia.

Será revolucionário se conseguir resolver problemas do sistema elétrico suficientes para justificar seu investimento.

Reduzir restrições.

Entregar potência.

Contribuir com estabilidade.

Apoiar frequência.

Apoiar tensão.

Criar inércia sintética.

Ajudar na recuperação da rede.

Dar mais previsibilidade ao investidor.

Se conseguir fazer tudo isso, a bateria deixa de ser equipamento.

Vira infraestrutura.

E existe uma consequência econômica direta.

Quando Rafael diz que sem referência “o financeiro não entra”, ele lembra que a transição energética não acontece apenas com engenharia.

Ela precisa de capital.

E capital precisa de previsibilidade.

Portanto, talvez a grande batalha brasileira dos próximos anos aconteça em duas redes simultaneamente.

Na rede elétrica, será necessário controlar tensão, frequência, inércia e estabilidade.

Na rede financeira, será necessário controlar risco, previsibilidade, receita e regulação.

Se as duas funcionarem, o investimento volta a rodar.

E quando o dinheiro voltar a rodar, o Brasil poderá novamente acelerar uma das maiores expansões renováveis do mundo.


EnergyChannel Special Coverage | Intersolar South America 2026

A parceria apresentada por SMA e Tecnova ocorre em um momento em que a experiência internacional em armazenamento começa a ser diretamente transferida para o mercado brasileiro.


Em maio de 2026, representantes do ONS participaram no Chile de uma visita técnica ao projeto Diego de Almagro Sur II, sistema de 228 MW / 918 MWh, ao lado de SMA, e-STORAGE e Colbún. A instalação foi estruturada para quatro horas de armazenamento e inclui tecnologia de controle e conversão SMA. (SMA Solar)


A companhia alemã possui também experiência anterior em projetos Grid Forming na Austrália e hoje posiciona oficialmente a tecnologia como um dos instrumentos para permitir redes estáveis em cenários de elevada participação renovável. (SMA Solar)


O Brasil precisa reforçar a rede antes de acelerar de novo: SMA e Tecnova apostam em BESS, Grid Forming e engenharia de alta tensão

Entrevistados: Rodrigo Cardoso Gatti e Rafael Ortiz

Empresas: SMA Brasil e TecnovaEntrevista: Ricardo Honório — EnergyChannel

Evento: Intersolar South America 2026

Local: Expo Center Norte — São Paulo, Brasil

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