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Elétricos recuam em setembro, mas vendas seguem muito acima de 2025

há 2 minutos
3 min de leitura

Brasil registra 22.246 emplacamentos de modelos totalmente elétricos; queda frente a agosto convive com avanço de 172,3% em um ano e expansão da rede de recarga.


Elétricos recuam em setembro, mas vendas seguem muito acima de 2025
Elétricos recuam em setembro, mas vendas seguem muito acima de 2025

Por Redação EnergyChannel

Setembro trouxe duas medidas diferentes para o desempenho dos carros totalmente elétricos no Brasil. O país emplacou 22.246 unidades, uma redução de 18,1% diante de agosto. Na comparação com setembro de 2025, porém, o volume cresceu 172,3%, mostrando quanto o segmento ganhou escala em apenas doze meses.


O contraste fica mais claro nos números absolutos. Agosto havia alcançado 27.166 registros, enquanto setembro do ano passado somou 8.169. Assim, mesmo com a desaceleração mensal, o resultado mais recente equivale a aproximadamente 2,7 vezes o observado um ano antes.


Essa diferença entre as comparações recomenda uma leitura cuidadosa. Um mês de retração, isoladamente, oferece pouca base para projetar os próximos resultados. Estoques, entregas e desempenho dos principais modelos precisam entrar na análise da trajetória do mercado.


Compactos concentram a disputa

A liderança continua com a BYD, que registrou 14.317 elétricos em setembro, cerca de 64,4% do segmento. Geely e GAC aparecem na sequência, com 3.119 e 1.755 unidades, respectivamente.


Entre os veículos, a concentração é ainda mais visível. Dolphin Mini, Dolphin, EX2 e Aion UT somaram 17.707 emplacamentos. Esse conjunto representa aproximadamente 79,6% dos elétricos registrados no mês, proporção calculada sobre o total de 22.246 unidades.

Os cinco modelos com maior volume foram:

Posição

Modelo

Emplacamentos em setembro

1º

BYD Dolphin Mini

9.381

2º

BYD Dolphin

4.132

3º

Geely EX2

2.724

4º

GAC Aion UT

1.470

5º

Chevrolet Spark

751

O peso dos primeiros colocados ajuda a entender por que mudanças em poucos produtos podem alterar significativamente o resultado geral. A participação dos compactos também merece atenção de quem planeja serviços para essa frota: o perfil dos veículos atendidos deve orientar a infraestrutura oferecida.


A expansão também passa pela tomada

Enquanto os emplacamentos oscilam de um mês para outro, a rede de recarga apresenta outra dimensão da transformação. O levantamento referente a agosto de 2026 contabilizou 29.866 pontos públicos e semipúblicos no Brasil, dos quais 11.397 eram de corrente contínua, modalidade associada à recarga rápida.


Esses equipamentos correspondiam a 38,2% da rede pesquisada. Em doze meses, a quantidade de pontos de corrente contínua cresceu 195,6%, indicando uma mudança importante na composição da infraestrutura disponível.


Para o planejamento da rede, a distribuição desses pontos merece tanta atenção quanto o total instalado. Um carregador precisa estar em um local útil para o motorista, com acesso adequado, funcionamento confiável e condições claras de utilização.


Há diferentes necessidades a atender. Em hotéis e estacionamentos de longa permanência, a recarga pode acompanhar as horas em que o veículo fica parado. Em deslocamentos rodoviários e operações que exigem retorno rápido à circulação, o tempo da parada assume outro peso. Essa diversidade exige combinar localização, capacidade elétrica e perfil de uso.


Vendas e infraestrutura precisam ser analisadas juntas

O cenário mais amplo da eletrificação também avançou. Incluindo elétricos a bateria e híbridos com e sem recarga externa, setembro chegou a 53.126 veículos leves emplacados, equivalentes a 19,8% do mercado. Os totalmente elétricos são uma parte desse universo, com necessidades próprias de abastecimento.


Para empresas que avaliam entrar na recarga, o crescimento nacional fornece contexto, mas o dimensionamento de cada projeto depende da realidade local. Circulação de veículos, tempo de permanência e acesso à energia são fatores que precisam ser examinados em conjunto.


Os próximos resultados de vendas mostrarão como o mercado evolui após setembro. Para quem já dirige um elétrico, a experiência será construída diariamente: encontrar um ponto no trajeto, conseguir utilizá-lo e seguir viagem com previsibilidade.


Elétricos recuam em setembro, mas vendas seguem muito acima de 2025

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