EENOVANCE aposta em qualidade e segurança para disputar o novo mercado de BESS no Brasil
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- há 2 dias
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Na Intersolar South America 2026, Caio Garbelotto apresenta ao EnergyChannel a estratégia da companhia para armazenamento comercial e industrial e explica por que células, arquitetura, segurança, suporte técnico e adaptação às condições brasileiras serão decisivos na escolha de um BESS
Por Ricardo Honório | EnergyChannel
Cobertura Especial — Intersolar South America 2026 | São Paulo
O Brasil está começando a comprar baterias em uma escala que, até pouco tempo atrás, parecia distante. Sistemas de armazenamento começam a aparecer em indústrias, empresas, usinas fotovoltaicas e projetos que buscam reduzir custos, aumentar a autonomia ou simplesmente garantir que uma operação não pare quando a rede falhar.
Com esse crescimento, porém, surge um novo desafio.
O mercado brasileiro terá de aprender a comparar BESS.
Não apenas pelo preço. Não apenas pela quantidade de quilowatt-hora escrita na ficha técnica. E nem apenas pela aparência externa de gabinetes que, vistos de longe, podem parecer muito semelhantes.
Dentro de um sistema de armazenamento estão as células que guardarão energia durante anos, a eletrônica responsável pela conversão, sensores, sistemas de proteção, software, comunicação e uma arquitetura que precisa continuar funcionando depois de milhares de ciclos de carga e descarga.
É justamente nessa discussão que a EENOVANCE pretende posicionar sua operação no Brasil.
Durante a Intersolar South America 2026, o EnergyChannel conversou com Caio Garbelotto, Pre-Sales Technical Manager LATAM da EENOVANCE, sobre a nova geração de sistemas que a companhia está trazendo ao país e sobre aquilo que, na visão da empresa, deve começar a pesar cada vez mais na decisão de compra: qualidade, segurança, confiabilidade e suporte técnico.
Com mais de sete anos de experiência nos mercados de energia solar e armazenamento, Garbelotto acompanha uma transformação que está levando a bateria para muito além do backup tradicional.
No segmento comercial e industrial, o chamado mercado C&I, o armazenamento começa a assumir diferentes funções dentro da estratégia energética das empresas.
Pode atuar em arbitragem de energia, armazenando eletricidade em períodos mais favoráveis para utilização posterior. Pode trabalhar com peak shaving, ajudando a reduzir picos de demanda. Pode oferecer backup para cargas críticas e também funcionar integrado à geração fotovoltaica.
São aplicações diferentes, mas todas apontam para a mesma mudança.
A bateria deixa de ser apenas uma reserva de energia e começa a participar ativamente da gestão energética do consumidor.
E quanto maior essa responsabilidade, mais importante se torna entender aquilo que existe dentro do equipamento.
Nem todo quilowatt-hora é igual
Uma das primeiras questões levantadas por Garbelotto durante a entrevista está no coração físico de qualquer BESS: as células.
Elas representam uma parcela relevante do valor do sistema e influenciam diretamente desempenho, segurança, degradação e vida operacional.
É justamente por isso que uma diferença de preço entre dois equipamentos aparentemente semelhantes pode esconder escolhas importantes de componentes.
“Às vezes o barato sai caro”, resume Garbelotto.
Segundo o executivo, a EENOVANCE trabalha em suas soluções com células de fornecedores de primeira linha e, no equipamento apresentado durante a entrevista, utiliza células LFP — lítio-ferro-fosfato — de 314 Ah.
Mas o argumento apresentado pela companhia vai além da química ou da capacidade individual da célula.
Um BESS é comprado hoje para continuar operando durante muitos anos.
Isso significa que o verdadeiro custo do equipamento não termina no momento da aquisição.
Ele continua sendo medido na capacidade que permanece disponível ao longo do tempo, na confiabilidade, na disponibilidade do sistema, na manutenção necessária e na capacidade do fabricante de oferecer suporte quando alguma intervenção for necessária.
É nesse ponto que a discussão sobre preço começa a mudar.
Dois equipamentos podem apresentar capacidades nominais semelhantes e propostas comerciais bastante diferentes. Para o cliente, porém, a pergunta mais importante talvez não seja apenas quanto custa cada quilowatt-hora instalado.
É quanto daquele investimento continuará entregando valor depois de anos de operação.
Para Garbelotto, qualidade e respeito ao consumidor precisam fazer parte dessa equação.
E existe outro componente que ganha importância à medida que a tecnologia se espalha pelo Brasil: suporte.
A EENOVANCE afirma estar estruturando atendimento técnico local e latino-americano para acompanhar clientes, distribuidores e integradores desde as etapas iniciais dos projetos.
A expressão utilizada por Garbelotto é simples: “andar junto com o cliente”.
No armazenamento, essa proximidade pode fazer diferença.
Porque vender uma bateria é relativamente simples.
Projetar, integrar, comissionar e manter um sistema de armazenamento é outra história.
O BESS precisa ser pensado para o lugar onde vai operar
Um dos exemplos técnicos apresentados durante a conversa mostra exatamente por que a arquitetura de um sistema precisa considerar as condições reais da instalação.
A EENOVANCE vem trabalhando com projetos que combinam armazenamento e geração fotovoltaica. Para essas aplicações, Garbelotto destaca uma solução com inversor híbrido/PCS instalado externamente ao gabinete das baterias.
A escolha possui implicações práticas.
Todo processo de conversão elétrica apresenta perdas, e parte dessas perdas aparece na forma de calor. Quando a eletrônica de potência está instalada externamente, parte desse calor também é produzida fora do compartimento onde estão as células.
Isso pode ser especialmente relevante em determinadas instalações brasileiras, considerando as altas temperaturas encontradas em regiões do Norte, Nordeste e também em outras áreas do país.
Não se trata de transformar temperatura no único critério para escolher uma arquitetura de BESS. Sistemas integrados também podem ser projetados para operar adequadamente quando possuem engenharia e controle apropriados.
A questão levantada por Garbelotto é mais ampla:
O equipamento precisa ser escolhido considerando o ambiente em que efetivamente trabalhará.
A arquitetura externa traz ainda outra vantagem apontada pelo executivo: manutenção.
Se for necessário acessar MPPTs, terminais ou componentes de ventilação do inversor, esses elementos permanecem mais acessíveis, sem exigir intervenções dentro do compartimento principal das baterias.
Para quem compra o sistema, pode parecer um detalhe.
Para quem terá de mantê-lo durante anos, deixa de ser.
Solar e armazenamento começam a se tornar uma única arquitetura
A utilização do inversor híbrido também acompanha uma tendência que ficou evidente durante a Intersolar 2026: a aproximação definitiva entre energia solar e armazenamento.
Em vez de pensar primeiro na usina fotovoltaica e adicionar a bateria posteriormente como um equipamento independente, os projetos começam a ser concebidos desde o início como sistemas integrados de energia.
Uma das possibilidades mencionadas por Garbelotto é aproveitar excedentes associados ao clipping fotovoltaico.
Em determinadas configurações, os módulos solares podem produzir mais potência em corrente contínua do que o inversor consegue converter naquele instante. Com armazenamento integrado e arquitetura adequada, parte dessa energia pode ser direcionada para as baterias.
Energia que poderia deixar de ser aproveitada passa a ter outro destino.
O sistema também pode oferecer flexibilidade para futuras expansões da geração fotovoltaica, respeitando naturalmente os limites técnicos de projeto e das entradas disponíveis.
A bateria, portanto, não aparece apenas quando falta energia.
Ela começa a trabalhar junto com a geração.
Esse talvez seja um dos sinais mais claros da maturidade do armazenamento.
O BESS deixa de ser um equipamento de emergência e passa a fazer parte da operação diária da instalação.
261 kWh em um espaço compacto
Durante a entrevista, Garbelotto também apresentou a arquitetura física de uma das soluções C&I da EENOVANCE.
O equipamento mostrado no estande era um modelo demonstrativo em escala reduzida, utilizado porque o produto real não pôde ser levado à feira por uma questão logística. A companhia, segundo a entrevista, já possuía unidades do equipamento em seu estoque no Brasil.
A versão real possui aproximadamente 1 metro de largura, 1,2 metro de profundidade e 2,2 metros de altura, segundo Garbelotto.
Dentro desse gabinete estão aproximadamente 261 kWh de capacidade de armazenamento.
Essa densidade pode ser importante principalmente em instalações comerciais e industriais, onde espaço também representa custo.
Quanto menor a área necessária para determinada quantidade de armazenamento, maior pode ser a flexibilidade para posicionar o sistema dentro de uma planta existente.
Mas concentrar energia em um espaço reduzido exige justamente aquilo que está no centro da discussão da EENOVANCE: engenharia e segurança.
Garbelotto cita diferentes camadas de monitoramento presentes no sistema, incluindo sensores de temperatura, fumaça e presença de água, além de diversos pontos de acompanhamento das condições das células.
A lógica é detectar alterações e condições anormais durante a operação.
Porque segurança em armazenamento não deve depender de um único componente.
Começa na escolha das células.
Passa pela eletrônica.
Continua no monitoramento.
Chega ao projeto de instalação.
E permanece durante toda a operação e manutenção do equipamento.
O Brasil começa a descobrir que comprar BESS é diferente de comprar bateria
O armazenamento está entrando em uma fase particularmente interessante no mercado brasileiro.
Novos fabricantes chegam.
Distribuidores ampliam seus portfólios.
Integradores começam a estudar projetos.
Clientes procuram entender aplicações.
E a competição aumenta.
Esse movimento tende a reduzir custos e acelerar a adoção da tecnologia, algo positivo para um setor que precisa ganhar escala.
Mas também cria um desafio.
Quanto mais ofertas aparecem, mais difícil pode se tornar diferenciar equipamentos olhando apenas para uma proposta comercial.
É por isso que a discussão apresentada por Garbelotto ultrapassa a própria EENOVANCE.
O comprador brasileiro precisará fazer perguntas cada vez mais sofisticadas.
Que células existem dentro do equipamento?
Qual é a química?
Como o sistema monitora condições anormais?
Como foi projetada a eletrônica de potência?
Quais proteções existem?
Como será feita a manutenção?
Existe suporte técnico no Brasil?
Quem acompanha o integrador no comissionamento?
Como a arquitetura se comporta nas condições da instalação?
Qual será a disponibilidade desse equipamento depois de anos de operação?
Essas perguntas provavelmente se tornarão tão importantes quanto a capacidade nominal.
Porque 261 kWh escritos em uma ficha técnica contam apenas uma parte da história.
O restante começa quando o equipamento é energizado.
Análise EnergyChannel | O mercado brasileiro está começando a comprar BESS. Agora terá de aprender a comparar BESS
Toda tecnologia que cresce rapidamente passa por uma fase de simplificação.
No início, o consumidor precisa entender o conceito.
Depois começa a comparar preços.
Só mais tarde aprende a comparar qualidade.
A indústria solar brasileira conhece bem esse processo.
Durante anos, módulos foram comparados quase exclusivamente pela potência. Inversores, muitas vezes, pelo preço. Com a maturidade do setor, integradores e consumidores começaram a perceber que garantia, eficiência, suporte, confiabilidade e histórico do fabricante também tinham valor.
O armazenamento tende a atravessar uma curva semelhante mas com uma diferença importante.
Um BESS é consideravelmente mais complexo.
Não existe apenas uma célula.
Existe um conjunto delas operando em conjunto.
Existe eletrônica de potência.
Existe software.
Existe monitoramento.
Existem sensores.
Existe comunicação.
Existem sistemas de proteção.
Existe gerenciamento de carga e descarga.
Existe integração com a instalação elétrica.
E existe uma quantidade significativa de energia concentrada dentro de um espaço relativamente pequeno.
Por isso, transformar BESS em uma simples disputa de preço por quilowatt-hora seria reduzir demais uma decisão de infraestrutura.
Isso não significa que preço deixou de importar.
Ao contrário.
Para o armazenamento ganhar escala, precisa fazer sentido economicamente.
Mas preço precisa ser analisado junto com aquilo que está sendo comprado.
A entrevista com Caio Garbelotto coloca exatamente essa discussão sobre a mesa.
Naturalmente, a EENOVANCE apresenta os atributos que considera diferenciais de seus próprios equipamentos. Mas as perguntas levantadas durante a conversa são úteis para qualquer comprador, independentemente da marca escolhida.
Qualidade das células.
Segurança.
Arquitetura.
Manutenção.
Integração.
Suporte.
Adaptação ao ambiente.
São elementos que começam a definir o verdadeiro valor de um sistema de armazenamento.
O mercado brasileiro já está avançando rapidamente na primeira pergunta:
“Quanto custa um BESS?”
Agora começa a segunda:
“O que esse BESS consegue fazer?”
Mas a maturidade chegará quando uma terceira pergunta se tornar tão comum quanto as duas primeiras:
“O que existe dentro dele e quem estará ao meu lado durante os próximos anos?”
Porque comprar armazenamento não significa simplesmente comprar uma determinada quantidade de energia.
Significa escolher a infraestrutura que será responsável por guardar, controlar e entregar essa energia todos os dias.
E, nesse mercado, capacidade chama atenção.
Mas é a confiabilidade que precisa permanecer depois que a venda termina.
EnergyChannel Special Coverage | Intersolar South America 2026
Entrevistado: Caio Garbelotto
Cargo: Pre-Sales Technical Manager LATAM
Empresa: EENOVANCE
Entrevista: Ricardo Honório — EnergyChannel
Evento: Intersolar South America 2026 - São Paulo, Brasil
EnergyChannel- We Tell the Stories Driving the Energy Transition.
EENOVANCE aposta em qualidade e segurança para disputar o novo mercado de BESS no Brasil






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