Da corrida pelos módulos à era do armazenamento: Trinasolar aposta em solar, trackers e baterias para a próxima fase do Brasil
- EnergyChannel Brasil

- há 3 dias
- 11 min de leitura
Em entrevista exclusiva ao EnergyChannel na Intersolar South America 2026, Daniel Pansarella, da Trinasolar, explica como módulos de 760 W, trackers inteligentes e sistemas de armazenamento passam a fazer parte de uma estratégia integrada — enquanto o mercado brasileiro desacelera nas importações de módulos e se prepara para uma nova fronteira de investimentos em baterias
Por Ricardo Honório | EnergyChannel
Cobertura Especial — Intersolar South America 2026 | São Paulo
Durante mais de uma década, o crescimento da energia solar brasileira foi medido, principalmente, por uma unidade:
gigawatts de módulos instalados.
Mais painéis.
Mais telhados.
Mais usinas.
Mais capacidade.
Mas, em 2026, essa conta começou a ficar mais complexa.
A indústria solar continua buscando mais potência e eficiência por metro quadrado. Ao mesmo tempo, porém, os grandes fabricantes começam a olhar para algo maior do que o módulo.
Tracker.
Armazenamento.
Retrofit.
Hibridização.
Controle.
Serviços de rede.
E, sobretudo, uma pergunta que se torna cada vez mais importante:
como extrair mais valor da infraestrutura solar que já foi construída?
Foi nesse ponto que a conversa entre o EnergyChannel e Daniel Pansarella, executivo da Trinasolar na América Latina, ganhou profundidade durante a Intersolar South America 2026.
A Trinasolar participa da feira deste ano apresentando exatamente essa transformação. Em suas próprias comunicações do evento, a companhia destaca módulos fotovoltaicos, rastreamento inteligente e armazenamento como partes complementares do portfólio que leva ao mercado. (LinkedIn Brasil)
Para Daniel, o mercado está entrando em uma fase na qual a discussão deixa de ser apenas sobre colocar mais painéis no solo.
Passa a ser sobre como combinar geração, tecnologia e armazenamento para proteger e ampliar o valor dos projetos durante décadas.
760 W: a corrida por mais energia no mesmo espaço continua
Mesmo em uma indústria que começa a falar de sistemas completos, o módulo continua evoluindo.
Na Intersolar 2026, um dos grandes destaques apresentados pela Trinasolar é a nova geração Vertex N G3, que alcança até 760 W de potência.
A especificação oficial da fabricante confirma também eficiência de até 24,5%, bifacialidade de até 85% ±5 e degradação linear anual declarada de 0,35%. (Trina Solar)
Daniel resume o objetivo dessa evolução:
mais potência por espaço.
Mais geração por metro quadrado.
Mais energia ao longo da vida útil.
E mais receita potencial para o projeto.
Essa busca por densidade de potência possui impacto direto na engenharia.
Se cada módulo entrega mais energia, potencialmente são necessários menos módulos para alcançar determinada potência instalada.
Isso pode significar menos estruturas.
Menos cabos.
Menos conectores.
Menos mão de obra.
Menos área.
Em grandes projetos, cada uma dessas economias multiplicada milhares de vezes pode alterar significativamente o resultado financeiro.
A eficiência agora precisa ser medida no sistema inteiro
Durante muito tempo, o mercado comparou módulos pela potência escrita na etiqueta.
Mas essa lógica está mudando.
O investidor não compra watts.
Ele compra produção de energia durante décadas.
É por isso que Daniel insiste em olhar também para eficiência, bifacialidade, degradação e confiabilidade.
Um módulo que começa com potência elevada, mas perde desempenho rapidamente, pode entregar menos valor durante a vida do projeto.
Já um equipamento que mantém produção mais estável ao longo de 25 ou 30 anos pode alterar significativamente a matemática do ativo.
A Trinasolar declara para o Vertex N G3 uma garantia de potência de 30 anos e baixa degradação linear, justamente posicionando o produto dentro dessa lógica de longo prazo. (Trina Solar)
Bifacialidade de 85%: a energia também vem de trás
Outra evolução importante está na capacidade dos módulos bifaciais de aproveitar a radiação refletida pelo solo.
No Vertex N G3, a Trinasolar informa bifacialidade de até 85% ±5. (Trina Solar)
Isso significa que a face traseira do módulo passa a contribuir de forma cada vez mais relevante para a geração total.
Em locais com alto albedo e projetos corretamente dimensionados, essa produção adicional pode elevar o yield energético.
E quando esse módulo é combinado com rastreadores solares, outra camada de otimização aparece.
O módulo deixa de trabalhar sozinho
A Trinasolar possui uma característica que poucos grandes fabricantes conseguem replicar de forma integrada:
ela atua simultaneamente em módulos, trackers e armazenamento.
A TrinaTracker, unidade especializada da companhia, havia superado 27 GW de rastreadores entregues globalmente até o fim de 2024, em mais de 60 países. (Trina Solar)
Isso muda a lógica de desenvolvimento.
O módulo pode ser pensado em conjunto com o tracker.
O tracker pode ser otimizado para a geometria e as características elétricas do módulo.
A estratégia de rastreamento pode considerar condições do terreno.
E todo esse sistema pode, posteriormente, conversar com armazenamento.
Ou seja:
o painel começa a deixar de ser um produto isolado e passa a ser componente de uma arquitetura energética maior.
A Trinasolar quer deixar de ser vista apenas como fabricante de painéis
Essa é talvez a mudança mais clara na entrevista.
Daniel descreve a empresa hoje em três grandes frentes:
módulos;
trackers;
storage.
Em 2025, a própria companhia já havia estruturado no Brasil equipes locais dedicadas às três unidades de negócio. (Trina Solar)
E isso muda a relação com os clientes.
O desenvolvedor de uma grande usina pode conversar com a mesma empresa sobre diferentes componentes críticos do projeto.
Não significa necessariamente que todos precisarão comprar a solução inteira do mesmo fornecedor.
Mas significa que fabricantes como a Trinasolar estão tentando participar de uma parcela maior da cadeia de valor.
O próximo grande mercado pode estar nas usinas que já existem
Quando a conversa passa para baterias, Daniel levanta um ponto especialmente importante para o Brasil.
O país já construiu dezenas de gigawatts de energia solar.
Isso significa que a próxima oportunidade não está necessariamente apenas nos projetos novos.
Está também nos antigos.
Retrofit.
Uma usina que entrou em operação anos atrás poderá, em algum momento, trocar inversores.
Adicionar módulos.
Modernizar sistemas de controle.
Adicionar baterias.
Hibridizar sua operação.
E essa transformação pode criar um mercado gigantesco.
Daniel resume essa lógica:
“Todos esses projetos vão ter capacidade de passar por um retrofit.”
A afirmação não significa que todos economicamente farão isso.
Mas identifica uma tendência importante.
A base instalada se transforma em mercado futuro.
A bateria pode dar uma segunda vida econômica à usina solar
Imagine uma planta construída quando módulos eram menos potentes e armazenamento ainda era economicamente difícil.
Anos depois, o cenário muda.
Baterias ficam mais competitivas.
Inversores evoluem.
A regulação avança.
Novos serviços de energia aparecem.
De repente, aquele mesmo projeto pode ser redesenhado.
Não necessariamente substituindo o que existe.
Mas adicionando uma nova camada de valor.
Para Daniel, armazenamento pode trazer tanto proteção ao investimento existente quanto novas possibilidades de receita.
E isso se torna particularmente relevante em sistemas que enfrentam limitações de despacho.

Curtailment transforma energia produzível em receita perdida
Esse é um dos maiores problemas enfrentados pela geração renovável em diferentes mercados.
Uma usina está disponível para produzir.
Existe sol.
Existe vento.
Mas o sistema elétrico não consegue absorver toda aquela energia.
O operador determina redução de geração.
É o chamado curtailment.
Para o investidor, a consequência é frustrante:
a infraestrutura está pronta;
o recurso natural está disponível;
mas parte da energia deixa de ser vendida.
Armazenamento pode ajudar em alguns desses cenários.
Em vez de simplesmente perder toda a energia que não pôde ser injetada naquele momento, uma parcela poderá ser armazenada e utilizada posteriormente, desde que a arquitetura técnica e regulatória permita.
Por isso Daniel enxerga BESS não apenas como uma nova tecnologia, mas como ferramenta potencial de proteção do investimento solar existente.
Da GD à geração centralizada
O armazenamento poderá aparecer em diferentes escalas.
Na geração distribuída, baterias podem adicionar backup, autonomia e novas estratégias de consumo.
Na geração centralizada, podem apoiar deslocamento de energia, capacidade e redução de impactos associados a restrições operacionais.
Isso significa que o mercado de storage não será um mercado único.
Será composto por diferentes aplicações.
E é justamente essa multiplicidade que torna 2026 um ano estratégico.
O Brasil finalmente entra na corrida dos grandes leilões de baterias
Durante a entrevista, Daniel faz uma provocação:
o Brasil teria demorado mais que outros países da América Latina para estruturar mecanismos específicos para armazenamento.
Essa crítica ganhou relevância porque o cenário regulatório mudou.
A ANEEL abriu em julho de 2026 consultas públicas para os dois primeiros leilões brasileiros destinados à contratação de sistemas de armazenamento em baterias de grande porte.
Os certames estão previstos para 2 e 4 de dezembro de 2026, com contratos de 15 anos e início de suprimento em agosto de 2028. (Serviços e Informações do Brasil)
Ou seja:
a discussão deixou definitivamente de ser teórica.
O Brasil começa a construir um mercado institucional para storage.
Um dos leilões exigirá bateria fabricada no Brasil
Existe ainda outro elemento decisivo.
Segundo a ANEEL, o chamado leilão de Armazenamento Nacional prevê utilização de baterias fabricadas no Brasil, enquanto o leilão de Armazenamento Geral não possui a mesma exigência. (Serviços e Informações do Brasil)
Isso muda completamente a conversa.
Não estamos discutindo apenas importação de equipamentos.
Estamos discutindo:
cadeia produtiva;
conteúdo local;
financiamento;
tributação;
industrialização;
estruturação de fornecedores.
E é justamente nesse território que Daniel possui uma visão particularmente ampla.
Sua experiência profissional inclui comércio exterior, tributação, estruturação de importações e logística, além de sua atuação atual na Trinasolar. (LinkedIn Brasil)
A tecnologia pode estar pronta. Mas o investimento precisa confiar nas regras
Existe uma diferença fundamental entre fabricar uma bateria e decidir investir centenas de milhões de reais em um mercado.
A primeira é engenharia.
A segunda envolve confiança.
Regulação.
Contratos.
Tributação.
Financiamento.
Conteúdo local.
Segurança jurídica.
Cronogramas.
Segundo Daniel, uma das dificuldades do mercado brasileiro é justamente explicar para as matrizes internacionais a velocidade e as mudanças das regras locais.
Em multinacionais com operações globais, capital compete internamente.
Brasil concorre com México.
Chile.
Argentina.
Estados Unidos.
Europa.
Oriente Médio.
Se outro país oferece regras mais previsíveis, o dinheiro pode simplesmente seguir para lá.
O headquarter também precisa entender o Brasil
Esse trecho da entrevista revela algo pouco discutido publicamente.
Trazer investimentos para um país não depende apenas de convencer clientes locais.
Executivos brasileiros também precisam convencer suas próprias sedes globais.
Daniel descreve a necessidade constante de explicar:
mudanças regulatórias;
financiamento;
tributação;
índices de nacionalização;
cronogramas;
oportunidades;
riscos.
Isso faz parte da competição internacional por capital.
Quando uma multinacional decide onde instalar uma cadeia industrial ou direcionar produtos estratégicos, o país precisa apresentar mais que demanda.
Precisa apresentar previsibilidade.
Uma equipe local deixa de ser detalhe comercial
Nesse contexto, Daniel chama atenção para algo que muitas vezes desaparece na disputa por preço de módulo.
Equipe.
Segundo ele, uma companhia que promete garantia e desempenho por décadas precisa possuir estrutura para permanecer próxima do cliente.
A Trinasolar mantém equipes locais no Brasil em módulos, trackers e armazenamento, além de funções de produto e pós-venda. A própria fabricante já destacava essa estrutura em sua comunicação institucional sobre o mercado brasileiro. (Trina Solar)
Esse ponto se torna especialmente importante à medida que projetos aumentam em complexidade.
Vender um módulo é uma coisa.
Apoiar um ativo energético durante 20 ou 30 anos é outra.
Garantia de 30 anos exige mais do que um PDF
Essa talvez seja uma das mensagens comerciais mais fortes de Daniel.
Se um produto promete desempenho por décadas, o investidor precisa perguntar:
quem estará aqui para responder por essa promessa?
Garantias longas fazem parte da competição fotovoltaica.
Mas elas só possuem valor real se a empresa tiver capacidade financeira, operacional e técnica para sustentá-las.
É por isso que Daniel insiste que a análise não pode terminar no preço por watt.
O comprador está escolhendo também o risco corporativo de seu fornecedor.
O mercado brasileiro de módulos está mudando de ritmo
No final da entrevista, Daniel apresenta uma leitura importante sobre a evolução recente do mercado.
Segundo suas estimativas, o volume anual de módulos destinados ao Brasil caiu significativamente em comparação aos picos recentes.
Os números exatos citados por ele durante a entrevista representam sua leitura do mercado e podem variar conforme fonte, metodologia e critério — remessas, importações, capacidade adicionada ou instalações efetivamente conectadas.
Mas a tendência apontada é relevante:
o mercado não está crescendo no mesmo ritmo de poucos anos atrás.
E isso possui implicações profundas.
Quando a curva desacelera, a indústria precisa encontrar novas receitas
Um mercado acostumado a expansão acelerada começa a amadurecer.
Isso não significa que o solar acabou.
Muito pelo contrário.
Daniel destaca que ainda existe enorme potencial em rooftops e outras aplicações.
Mas uma indústria madura não depende apenas de vender mais unidades do mesmo produto.
Ela começa a buscar:
upgrade;
retrofit;
armazenamento;
serviços;
trackers inteligentes;
otimização;
digitalização.
É exatamente o que aconteceu em diversos outros setores tecnológicos.
Primeiro cresce a infraestrutura.
Depois cresce o ecossistema.
Tributação também virou variável tecnológica
Daniel aponta ainda o impacto das alterações tributárias e do aumento das barreiras de importação.
Quando impostos aumentam, a competitividade relativa das tecnologias muda.
Produtos ficam mais caros.
Projetos são adiados.
Margens diminuem.
Investidores recalculam retorno.
E fabricantes precisam decidir se:
absorvem custo;
repassam preço;
buscam fornecedores locais;
aumentam nacionalização;
ou alteram sua estratégia industrial.
Ou seja:
uma decisão tributária pode alterar a própria velocidade da transição energética.
Módulo, tracker e bateria começam a formar um único projeto econômico
Se existe uma ideia central na presença da Trinasolar em 2026, ela está aqui.
Não basta analisar um módulo.
É preciso analisar o sistema.
O Vertex N G3 de 760 W busca aumentar geração e reduzir componentes de Balance of System.
O tracker tenta manter o módulo melhor orientado ao recurso solar.
O armazenamento desloca energia no tempo.
Software e sistemas de controle coordenam operação.
A combinação permite atacar simultaneamente:
LCOE;
produção;
curtailment;
capacidade;
flexibilidade;
receita.
Em outras palavras:
a indústria começa a otimizar o ativo inteiro, e não apenas cada equipamento separadamente.
Análise EnergyChannel | A segunda revolução solar será muito mais difícil que a primeira
A primeira grande revolução solar tinha uma narrativa poderosa e simples.
Instalar painéis.
Gerar energia limpa.
Reduzir custos.
Expandir renováveis.
E funcionou.
O mundo instalou centenas de gigawatts.
O Brasil construiu uma enorme base de geração distribuída e centralizada.
Mas o sucesso criou novos desafios.
Agora temos que responder:
o que fazer quando existe geração demais em determinado horário?
Como manter receitas quando ocorre curtailment?
Como adicionar baterias às plantas existentes?
Como remunerar flexibilidade?
Como financiar armazenamento?
Quanto conteúdo local será necessário?
Como fazer retrofit sem comprometer enquadramentos regulatórios existentes?
Como garantir performance durante três décadas?
Como escolher fornecedores que continuarão operando no mercado daqui a 20 anos?
A segunda revolução solar será, portanto, menos simples.
E exatamente por isso será mais interessante.
Ela não acontecerá apenas dentro das células fotovoltaicas.
Acontecerá na combinação entre:
módulos + trackers + storage + software + regulação + financiamento.
É por isso que a entrevista de Daniel Pansarella revela algo maior do que os lançamentos de uma fabricante.
Ela mostra como a própria indústria solar está mudando de identidade.
A Trinasolar nasceu e tornou-se mundialmente conhecida como gigante dos módulos.
Hoje se apresenta como empresa de soluções fotovoltaicas e armazenamento de energia, enquanto suas diferentes unidades passam a ocupar parcelas distintas da infraestrutura dos projetos. (Trina Solar)
Talvez essa seja a transformação mais importante.
Durante anos, vencer a corrida solar significava produzir o melhor módulo pelo menor custo.
Na próxima década, isso continuará importante.
Mas talvez não seja suficiente.
O vencedor poderá ser aquele que conseguir responder uma pergunta muito maior:
como transformar cada raio de sol capturado em mais valor para o sistema elétrico?
O módulo de 760 W é parte dessa resposta.
O tracker também.
A bateria também.
E a inteligência que conecta tudo isso talvez seja justamente onde esteja o próximo capítulo da energia.
EnergyChannel Special Coverage | Intersolar South America 2026
Na Intersolar South America 2026, realizada no Expo Center Norte, em São Paulo, a Trinasolar apresentou sua estratégia integrada em módulos fotovoltaicos, rastreamento inteligente e armazenamento de energia. A companhia destacou no evento sua nova geração tecnológica e a evolução de sua presença na América Latina. (LinkedIn Brasil)
Entre as tecnologias confirmadas pela fabricante está o Vertex N G3, com potência de até 760 W, eficiência de até 24,5%, bifacialidade de até 85% ±5 e tecnologia n-type i-TOPCon Ultra. (Trina Solar)
Ao mesmo tempo, o Brasil se aproxima de uma nova etapa regulatória para armazenamento: os primeiros grandes leilões específicos de baterias estão programados para dezembro de 2026, com início de suprimento em 2028. (Serviços e Informações do Brasil)
Entrevistado: Daniel Pansarella
Empresa: TrinasolarEntrevista: Ricardo Honório — EnergyChannel
Evento: Intersolar South America 2026
Local: Expo Center Norte — São Paulo, Brasil
EnergyChannelWe Tell the Stories Driving the Energy Transition.
Da corrida pelos módulos à era do armazenamento: Trinasolar aposta em solar, trackers e baterias para a próxima fase do Brasil






Comentários