Publicidade
Resultados da busca
Buscar neste site
3690 resultados encontrados com uma busca vazia
- Leandro Michels defende sinal de preço variável como saída para o impasse da geração distribuída no Brasil
Especialista da UFSM alerta no 360 Solar que o modelo atual da GD está saturado e que o país precisa adotar mecanismos de mercado e armazenamento para evitar sobrecarga no sistema elétrico. Leandro Michels defende sinal de preço variável como saída para o impasse da geração distribuída no Brasil Durante o 360 Solar , um dos principais encontros do setor de energia solar no Brasil, o pesquisador Leandro Michels , da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) , lançou um alerta importante: o modelo atual da geração distribuída (GD) no país atingiu seu limite. Segundo Michels, o avanço da geração solar em telhados e pequenas usinas é positivo, mas o crescimento desordenado e sem mecanismos de controle trouxe riscos reais à estabilidade da rede elétrica brasileira . Ele defendeu a criação urgente de um novo marco regulatório , que incentive o armazenamento de energia e estabeleça sinais econômicos de preço variável , ajustados conforme o horário e a demanda do sistema. “A geração distribuída cresceu muito, mas foi implantada sem controle de injeção e sem sinal econômico. Isso começa a sobrecarregar o sistema. Outros países já passaram por isso e criaram Operador de Diatribuição ou aplicaram preços dinâmicos, que indicam os horários adequados para injetar energia”, explicou Michels durante sua palestra. Preço variável: o caminho inevitável O especialista comparou o cenário brasileiro ao de regiões como a Califórnia (EUA) , onde o preço da energia varia ao longo do dia conforme a disponibilidade e a demanda. O modelo, segundo ele, estimula o equilíbrio entre geração, consumo e armazenamento — tornando a rede mais estável e financeiramente sustentável. “Nos horários de alta geração solar, o preço da injeção é baixo. Já no fim da tarde, quando há maior consumo e pouca geração, o valor sobe. Isso remunera melhor quem injeta energia armazenada e cria um ciclo virtuoso de investimento”, afirmou Michels. Ele classificou o modelo de sinal de preço variável como uma medida inevitável para o Brasil, uma vez que o atual formato da GD não comporta mais expansão ilimitada. “Gostemos ou não, esse é um caminho inevitável. O modelo atual chegou ao limite. Precisamos criar regras que valorizem os agentes que contribuem com a estabilidade do sistema, e não apenas expandir a geração sem controle”, reforçou. Conflito entre geração centralizada e distribuída Michels destacou ainda que a geração centralizada solar também vem sofrendo impactos diretos do crescimento desordenado da GD. A falta de controle sobre a energia injetada na rede tem levado a casos de curtailment cortes de geração em grandes usinas para evitar sobrecarga no sistema. “Hoje já existe um conflito entre a geração centralizada e a distribuída. Ambas usam a mesma fonte, e a ausência de coordenação está prejudicando o equilíbrio da rede. Sem mudanças, poderemos chegar a um ponto em que novas conexões de GD sejam inviáveis sob risco de apagões”, alertou. O pesquisador lembrou que o problema é agravado pela redução da carga elétrica nacional , consequência da queda na industrialização e do baixo crescimento do consumo . Com isso, há momentos em que o sistema tem excesso de geração e falta de demanda , especialmente nos finais de semana e feriados. Nova lógica de mercado para a transição energética Para Michels, a solução passa por adotar uma lógica de mercado baseada em oferta e demanda , que traga sinais econômicos claros para todos os agentes do setor elétrico . Esse modelo permitiria criar um ambiente de negócios mais competitivo , estimulando investimentos em armazenamento de energia e gestão inteligente da demanda . “O preço da energia precisa refletir sua disponibilidade real. Assim, o consumidor pode decidir se quer pagar mais para ter energia em horário de pico, enquanto quem investe em armazenamento é recompensado. Esse modelo já funciona em vários países e reduz o custo global da energia”, concluiu Michels. Sobre Leandro Michels Leandro Michels é pesquisador e professor da área de energia solar fotovoltaica na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) , vinculado ao Departamento de Processamento de Energia Elétrica .Especialista em gestão de operação e manutenção (O&M) de usinas solares, Michels é autor de diversos estudos sobre indicadores de desempenho técnico e financeiro do setor e participa ativamente de debates sobre inovação e regulação no mercado de energia renovável. Conclusão: uma transição energética inteligente O debate proposto por Michels reflete uma urgência técnica e econômica: sem ajustes estruturais, o modelo brasileiro de GD pode entrar em colapso .A adoção de preços variáveis , o incentivo ao armazenamento e o planejamento regulatório inteligente são, segundo o pesquisador, os pilares para sustentar a próxima fase da transição energética brasileira , garantindo segurança, eficiência e expansão contínua das fontes renováveis. Leandro Michels defende sinal de preço variável como saída para o impasse da geração distribuída no Brasil
- Ferramenta brasileira facilita o dimensionamento de sistemas de baterias e ganha desconto exclusivo para integradores solares
Parceria entre Elétron Seguro Solar e Solar Plus Brasil oferece 20% de desconto em planilha que otimiza o dimensionamento de sistemas de armazenamento de energia (BESS) . Ferramenta brasileira facilita o dimensionamento de sistemas de baterias e ganha desconto exclusivo para integradores solares Em um novo bate-papo promovido pela Elétron Seguro Solar , o fundador Mauro Filho recebeu Sydney Ipiranga , CEO da Solar Plus Brasil e diretor técnico da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) , para discutir um dos temas mais estratégicos do momento no setor: o dimensionamento de sistemas de baterias estacionárias (BESS) . Durante a conversa, Ipiranga destacou a importância de compreender os fundamentos técnicos antes de oferecer soluções de armazenamento no mercado solar. “Para vender sistemas BES, o primeiro passo é entender como dimensioná-los corretamente. É um cálculo diferente do sistema fotovoltaico convencional e requer uma análise detalhada das curvas de carga e dos tipos de consumo”, explicou. Pensando em apoiar integradores e profissionais do setor, o especialista lançou recentemente uma planilha exclusiva de dimensionamento de sistemas BESS , desenvolvida para simplificar e otimizar o processo de cálculo. A ferramenta permite caracterizar cargas resistivas, indutivas e capacitivas, oferecendo resultados precisos e personalizados para cada projeto. A novidade já se tornou um sucesso de vendas entre profissionais do setor solar. E, para impulsionar ainda mais o acesso à ferramenta, a parceria com a Elétron Seguro Solar garante um desconto especial de 20% para os clientes e integradores da marca. Para utilizar o benefício, basta acessar o link disponível nas plataformas da Elétron e aplicar o cupom “ ELETRON20 ” no momento da compra. A planilha também pode ser adquirida em até 12 parcelas sem juros , tornando o investimento ainda mais acessível para quem deseja se aprofundar na tecnologia de armazenamento. “Essa ferramenta é essencial para quem quer atuar com segurança e eficiência no mercado de baterias. É um conhecimento que transforma a forma de vender e projetar sistemas de energia”, reforçou Ipiranga. O desconto é por tempo limitado , e a expectativa é que o material contribua para a formação técnica de centenas de profissionais que estão expandindo sua atuação para o segmento de armazenamento de energia , considerado o próximo grande passo da transição energética no Brasil. Ferramenta brasileira facilita o dimensionamento de sistemas de baterias e ganha desconto exclusivo para integradores solares Link para o produto; https://go.hotmart.com/P102430218V?dp=1
- Gestão inteligente de ativos solares: BRASOL aponta caminhos para reduzir riscos e elevar desempenho no setor
Durante painel no setor de energia solar, o diretor da BRASOL, Allan Mesquita, destacou a importância da maturidade na gestão de ativos e o papel da tecnologia na prevenção de falhas e na maximização da performance das usinas. Gestão inteligente de ativos solares: BRASOL aponta caminhos para reduzir riscos e elevar desempenho no setor O amadurecimento da gestão de ativos tem se tornado um dos principais desafios do mercado de energia solar no Brasil. É o que destacou Allan Mesquita, Diretor de Asset Management da BRASOL , em uma conversa com o EnergyChannel . Segundo ele, muitas empresas ainda encaram a operação e manutenção de sistemas fotovoltaicos sob uma ótica puramente financeira, o que pode comprometer o desempenho e até colocar em risco o retorno dos investimentos. “Ainda existe uma visão equivocada de economia frente à performance e à segurança operacional”, pontuou Mesquita. “Em muitos casos, a ausência de um plano estruturado de gestão de ativos pode levar a perdas significativas, como incêndios e danos generalizados, justamente por falta de monitoramento e métricas bem definidas.” Com mais de 230 MW em ativos sob gestão , a BRASOL vem consolidando práticas avançadas de operação, manutenção e análise de performance , aliadas a uma robusta política de gestão de riscos . A empresa aposta fortemente em tecnologia e inovação para antecipar falhas e otimizar resultados. “Nosso foco é garantir excelência operacional. Implementamos metodologias que nos permitem acompanhar cada detalhe da performance dos sistemas e agir de forma preventiva. Essa abordagem tem garantido resultados consistentes e sustentáveis aos nossos clientes”, afirmou o diretor. Durante o painel do qual participou, Mesquita destacou que a profissionalização da gestão de ativos deve ser vista como um movimento estratégico para o crescimento do setor solar brasileiro. Ele ressalta que a integração entre dados, automação e gestão de risco será determinante para o futuro das operações de geração distribuída e centralizada. “O mercado começa a entender que tecnologia e gestão caminham juntas. É isso que permite conquistar ganhos de eficiência e segurança. Nossa missão é justamente ajudar o setor a amadurecer nesse sentido e tornar a operação mais inteligente e rentável”, completou. Com essa visão, a BRASOL reforça seu papel de liderança em um mercado cada vez mais competitivo, onde a confiabilidade dos ativos e a gestão baseada em dados se tornam diferenciais essenciais para o sucesso das operações de energia solar no Brasil. Gestão inteligente de ativos solares: BRASOL aponta caminhos para reduzir riscos e elevar desempenho no setor
- Solplanet amplia presença no Brasil e aposta em armazenamento de energia como foco estratégico para 2026
Com base sólida em Santa Catarina e destaque entre as principais fornecedoras do país, empresa reforça suporte técnico local e anuncia expansão de portfólio com soluções híbridas e novas baterias. Solplanet amplia presença no Brasil e aposta em armazenamento de energia como foco estratégico para 2026 Durante o Solar 360 , um dos principais eventos do setor fotovoltaico no Brasil, o EnergyChannel conversou com Vinícius Lima , do Departamento Técnico da Solplanet , e com o engenheiro Caio Guimarães , especialista em pré-vendas e treinamentos da empresa. O encontro revelou o momento de consolidação da marca no mercado brasileiro e a estratégia da companhia para os próximos anos, especialmente com foco no armazenamento de energia . “Hoje a Solplanet está muito bem posicionada no Brasil. Já figuramos entre os cinco principais fornecedores de inversores do país, com presença nas maiores distribuidoras do setor”, explica Lima. Com sede em São José (SC) , a empresa tem mantido crescimento consistente e participação ativa nos eventos do setor este é o terceiro ano consecutivo da marca no Solar 360. Base técnica e suporte local Um dos diferenciais da Solplanet é o atendimento técnico 100% local , feito por profissionais com experiência direta em campo. “ Nosso time é formado por engenheiros e integradores que conhecem as dores do mercado. Isso faz com que nosso suporte seja mais ágil e eficiente ”, destaca Vinícius. Com uma equipe enxuta, mas altamente qualificada, a Solplanet opera hoje com 16 profissionais no Brasil , responsáveis por suporte, testes e homologações. Antes de disponibilizar novos equipamentos aos distribuidores, todos os produtos passam por testes laboratoriais em Santa Catarina , garantindo confiabilidade e redução na taxa de falhas. Expansão para o mercado de armazenamento Para 2026 , a companhia projeta avanços importantes no segmento de armazenamento de energia . Segundo Caio Guimarães, o foco será a ampliação da linha de inversores híbridos e a introdução de novas baterias próprias , além da homologação de soluções de outras marcas. “Acreditamos que o armazenamento será o grande protagonista do setor nos próximos anos. Estamos trazendo baterias próprias modelos IP66, IP21 e versões de alta voltagem, mas também homologamos equipamentos de marcas como Dyness, Pylontech, Unipower e SEC Power ”, explica. Caio ressalta ainda o papel educacional da empresa. “Nosso canal Solplanet Academy oferece vídeos e treinamentos práticos para integradores em todo o país. Em 2025, visitamos 14 estados e planejamos expandir esses treinamentos presenciais em 2026, diretamente em nosso armazém em São José” , completa. Comprometimento e visão de longo prazo Com forte presença na Europa e Ásia, a Solplanet reforça sua aposta no Brasil como um dos mercados mais promissores da América Latina. “O objetivo é crescer com responsabilidade. Mais do que vender equipamentos, queremos educar o mercado e garantir um ecossistema sustentável, onde o integrador tenha confiança no produto e no suporte”, conclui Lima. Sobre a Solplanet A Solplanet é uma marca global de inversores e soluções para energia solar, com forte presença na Europa, Ásia e América Latina. No Brasil, a empresa mantém sede técnica em São José (SC) e suporte dedicado a integradores e distribuidores, oferecendo um portfólio completo que abrange sistemas residenciais, comerciais e industriais. Solplanet amplia presença no Brasil e aposta em armazenamento de energia como foco estratégico para 2026
- Danfoss inaugura expansão de fábrica no México, com investimento para atender ao crescente mercado americano
A expansão adiciona três novas linhas de produção, mais que dobrando a área produtiva da unidade da Danfoss em Monterrey; O investimento reforça a resiliência da cadeia de suprimentos para clientes nas Américas; O novo espaço acelerará a produção de trocadores de calor, compressores e sensores de alta eficiência energética da Danfoss, encurtando as cadeias de fornecimento para fabricantes norte-americanos; Danfoss inaugura expansão de fábrica no México, com investimento para atender ao crescente mercado americano A Danfoss, multinacional dinamarquesa de engenharia, celebrou em 5 de novembro, a inauguração da expansão de sua fábrica em Monterrey, México. O projeto foi impulsionado pelo aumento da demanda por equipamentos de HVAC confiáveis e energeticamente eficientes nos mercados da América do Norte e América Latina. O investimento dobra a capacidade produtiva da planta e adiciona três novas linhas de produtos à operação atual. A instalação ampliada passará a abrigar, a partir do início de 2026, a produção de sensores, trocadores de calor microcanal, compressores scroll de médio e grande porte e compressores semi-herméticos BOCK, permitindo à divisão Danfoss Climate Solutions atender de forma ainda mais ágil os clientes da América do Norte, com cadeias de suprimentos mais curtas e eficientes. Autoridades locais, incluindo o prefeito de Monterrey e o embaixador da Dinamarca no México, Kim Højlund Christensen, além de clientes e colaboradores da Danfoss, participaram da cerimônia de inauguração da nova fábrica certificada com o selo LEED Silver, no dia 5 de novembro. “A expansão da nossa unidade em Monterrey reflete nosso compromisso em atender às necessidades em constante evolução dos clientes e reforça a regionalização da nossa base de manufatura. É uma prioridade estratégica regionalizar nossas operações para oferecer mais suporte e resiliência e a ampliação da planta de Monterrey é um passo essencial nessa direção”, afirmou Kim Fausing, CEO da Danfoss.“Ao investir na expansão da produção no México, estamos mais bem posicionados para ajudar nossos clientes a atingir seus objetivos de sustentabilidade e otimizar suas cadeias de suprimentos.” O presidente da Danfoss Climate Solutions, Kristian Strand, acrescentou: “Este investimento estratégico nos aproxima ainda mais de nossos clientes no mercado norte-americano, permitindo aproveitar as excelentes capacidades da nossa equipe local para oferecer um serviço e suporte superiores. Com essa expansão, estamos aumentando a capacidade de produção de compressores scroll e BOCK, trocadores de calor microcanal e sensores. Temos observado um crescimento robusto de dois dígitos e estamos mirando em avanços ainda maiores nos próximos anos, em parceria com nossos clientes.” A ampliação coincide com o 30º aniversário da Danfoss no México e representa a quarta expansão do site desde sua fundação. A planta de Monterrey é hoje um importante polo da companhia, empregando mais de 1.400 pessoas. O projeto também inclui a expansão do laboratório de compressores, que teve sua área duplicada, de 500 para 1.000 metros quadrados, e agora conta com dois novos calorímetros capazes de validar desempenhos de até 175 kW (50 toneladas), garantindo testes confiáveis mesmo para as aplicações mais exigentes. Quatro sistemas avançados de Life-Test asseguram a confiabilidade de longo prazo dos compressores em uma ampla faixa de capacidades, enquanto um sistema de teste de ruptura certificado pela UL reforça o compromisso da Danfoss com os mais altos padrões de segurança. Mais importante: a instalação está preparada para o futuro, equipada para apoiar a produção da próxima geração de compressores scroll e projetada para crescer junto com as necessidades dos clientes. A nova área produtiva criará cerca de 300 novos empregos permanentes, fortalecendo ainda mais o compromisso da Danfoss com o México como um centro estratégico de manufatura. Fausing destacou: “Investir na manufatura regional faz parte da nossa estratégia LEAP 2030, um esforço mais amplo de nearshoring e fortalecimento da resiliência da cadeia de suprimentos, com o objetivo de estar cada vez mais próximo dos nossos clientes.” Danfoss inaugura expansão de fábrica no México, com investimento para atender ao crescente mercado americano Fatos sobre a Danfoss no México 6 unidades de produção localizadas em Monterrey, Querétaro e Reynosa, abrangendo as três divisões da companhia Área total: 170 mil m² Investimentos de US$ 100 milhões nos últimos quatro anos Total de 3.000 colaboradores no país Danfoss inaugura expansão de fábrica no México, com investimento para atender ao crescente mercado americano
- Braskem registra EBITDA recorrente de R$ 818 milhões no 3T25, alta de 91% frente ao 2T25
O desempenho do trimestre foi melhor frente ao trimestre anterior, embora ainda continue pressionado pelo ciclo prolongado de baixa do setor Braskem registra EBITDA recorrente de R$ 818 milhões no 3T25, alta de 91% frente ao 2T25 São Paulo, 11 de novembro de 2025 – A Braskem, petroquímica global que desenvolve soluções sustentáveis da química e do plástico para melhorar a vida das pessoas, registrou um EBITDA recorrente de R$ 818 milhões no terceiro trimestre de 2025, o que representa um aumento de 91% em relação ao 2T25. O desempenho reflete a priorização de vendas com maior valor agregado e a implementação das iniciativas de resiliência da companhia. “A Braskem permanece comprometida com a execução das iniciativas previstas em seu Programa Global de Resiliência e Transformação, com foco em superar os desafios estruturais da indústria petroquímica global e do setor químico nacional. Neste sentido, temos adotado medidas decisivas voltadas à geração sustentável de valor, com ênfase na maximização do EBITDA e na maior geração de caixa no curto e longo prazo”, afirma Roberto Ramos, CEO da companhia. O terceiro trimestre de 2025 continuou pressionado pela volatilidade da economia global e pelo prolongado ciclo de baixa da indústria petroquímica, o que resultou em uma menor demanda de produtos. Esse cenário impactou diretamente as referências de preço internacionais, com redução, em relação ao 2T25, de 4%, 14% e 13% nos spreads de PE, PP e PVC utilizados como referência no segmento Brasil/América do Sul; e 4% no spread de PP usado como referência no segmento Estados Unidos e Europa. No Brasil e na América do Sul, a taxa média de utilização das centrais petroquímicas foi de 65%, inferior ao trimestre passado devido à parada programada no Rio de Janeiro. E as vendas de resinas no mercado interno caíram 5%, impactadas pelo maior volume de PE importado em julho, e agosto, e pela menor demanda de PP. Já as vendas de químicos cresceram 11% no mercado doméstico e 10% nas exportações. Nesse contexto, o EBITDA dos Brasil foi de R$ 1.115 milhões, um aumento de 29% frente ao trimestre anterior, algo explicado principalmente pela priorização de vendas de maior valor agregado, estratégia de abastecimento do mercado brasileiro e implementação de iniciativas de resiliência. Nos Estados Unidos e na Europa, a taxa de utilização subiu para 79%, sendo beneficiada pela recomposição de estoques nos EUA. O EBITDA recorrente foi negativo em R$ 79 milhões, em função da menor demanda nas regiões. Já no México, a primeira parada geral de manutenção da central petroquímica, concluída em julho, ainda impactou a taxa de utilização e a margem do trimestre, o que resultou em um EBITDA recorrente negativo de R$ 204 milhões. Outro aspecto do 3T25 foi a geração operacional de caixa da companhia. Ela ficou negativa em R$ 334 milhões, sendo influenciada principalmente pelas maiores despesas com CAPEX e pelos maiores gastos com fornecedores, parcialmente compensada pela estratégia de otimização dos níveis de estoque no trimestre. E a dívida bruta corporativa encerrou o período em aproximadamente R$ 44,8 bilhões com prazo médio de nove anos e 69% dos vencimentos a partir de 2030. “A Braskem segue comprometida com disciplina financeira e execução do seu Programa de Resiliência e Transformação. É importante destacar que a indústria química brasileira apresentou um nível de ociosidade de 39% - recorde dos últimos 30 anos, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM). Diante disso, é fundamental ressaltar a importância de uma agenda regulatória da Indústria Química Brasileira, com iniciativas como PL 892/25 e antidumping definitivo, de modo a fortalecer a competividade da indústria de forma justa”, ressalta Ramos. Atualizações de Alagoas A provisão referente ao evento geológico em Alagoas encerrou o 3T25 em R$ 3,8 bilhões, 19% menor do que no 2T25. E, até 30 de setembro, o Programa de Compensação Financeira (PCF) contou com 99,9% das propostas apresentadas, sendo 99,5% delas já pagas. Com relação ao plano de fechamento das cavidades de sal, 18 delas estão com previsão de preenchimento prioritário sendo que seis já tiveram o preenchimento concluído, três atingiram o limite técnico de preenchimento, sete estão com o processo de preenchimento em andamento e duas se encontram na fase de preparação e planejamento. Sobre as medidas sociourbanísticas, já existem 11 projetos definidos para mobilidade urbana, sendo seis concluídos, três em andamento e dois em fase de planejamento. Sobre a Braskem A Braskem é uma companhia petroquímica global, orientada ao ser humano, com olhar para o futuro, que cultiva relacionamentos sólidos e gera valor para todos. Oferecendo soluções sustentáveis da química e do plástico para melhorar a vida das pessoas, a petroquímica possui um completo portfólio de resinas plásticas e produtos químicos para diversos segmentos, como embalagens alimentícias, construção civil, industrial, automotivo, agronegócio, saúde e higiene, entre outros. A Braskem acredita que a inovação disruptiva é o único caminho possível para se estabelecer uma nova relação com o planeta, por isso, escolhe agir no presente, promovendo a circularidade do plástico e impulsionando a revolução dos materiais de base biológica. Porque o futuro mais sustentável começa agora — e a indústria tem um papel fundamental nesta construção. Com unidades industriais no Brasil, EUA, México e Alemanha, a companhia exporta seus produtos para clientes, em mais de 71 países, e atua em um modelo de gestão que demonstra compromisso com a ética, de modo a respeitar as normas de conformidade em todos os países e garantir o respeito à competitividade responsável. Mais informações: https://www.braskem.com.br Braskem registra EBITDA recorrente de R$ 818 milhões no 3T25, alta de 91% frente ao 2T25
- Evento da CGI e Ibrawork em São Paulo debate desafios globais do clima e da sustentabilidade
Fórum reuniu empreendedores, grandes corporações e filantropos com o objetivo de impulsionar novas parcerias em prol da ação climática Evento da CGI e Ibrawork em São Paulo debate desafios globais do clima e da sustentabilidade A Clinton Global Initiative (CGI) e o Ibrawork promoveram, na última quinta-feira (6), em São Paulo, um encontro especial voltado à discussão de soluções inovadoras para o enfrentamento das mudanças climáticas. O evento reuniu líderes empresariais, especialistas e representantes de diferentes setores sob o tema “Desbloqueando Novas Ferramentas para Combater as Mudanças Climáticas: Inovação, Empreendedorismo e os Caminhos para o Futuro”. “Reunimos um grupo extraordinário de líderes. O trabalho realizado nesta semana lançou as bases para novas parcerias e ações concretas diante da crise climática”, destacou Greg Milne, CEO da Clinton Global Initiative (CGI) . A sessão de abertura foi conduzida pelo Dr. Thomas Law , fundador do Ibrawork , ao lado de Greg Milne. Segundo Law, o encontro simboliza um marco na cooperação internacional por soluções sustentáveis. “O Brasil tem um papel estratégico na transição para uma economia mais verde e inclusiva. Acreditamos que, por meio da inovação e da colaboração entre os setores público, privado e social, podemos liderar soluções que não apenas protejam o meio ambiente, mas também promovam desenvolvimento humano e prosperidade compartilhada”, afirmou Thomas Law. Inspirado nas tradicionais reuniões anuais da CGI em Nova York, o evento marcou o início de uma série de discussões preparatórias para a COP30, conferência climática da ONU que será sediada pelo Brasil. Entre os participantes, estiveram o deputado estadual Fábio Faria de Sá , o secretário-executivo da AMPPESP , Bruno Oliveira , e o presidente do Ibrachina FC , Henrique Law . Thomas Law e Greg Milne também atuaram como moderadores dos dois principais painéis: “Soluções Sistêmicas para Inovação e Financiamento Climático” e “Abordagens Filantrópicas e Comunitárias para a Ação Climática: Foco na Agricultura Sustentável”. O primeiro painel contou com a participação de Michael Swords (vice-presidente de Relações Governamentais e Internacionais do Los Angeles Cleantech Incubator – LACI ) e Christina Shim (diretora de Sustentabilidade da IBM ). O segundo painel teve como convidados Jim Andrew (vice-presidente executivo e diretor de Sustentabilidade da PepsiCo ), Philip Kauders (CEO e cofundador da Courageous Land ) e Lyana Latorre (vice-presidente para América Latina e Caribe da The Rockefeller Foundation ). Para Thomas Law, as conexões formadas durante o evento “fortalecerão nossos esforços conjuntos no combate às mudanças climáticas e inspirarão uma nova era de sustentabilidade global”. O encontro também marcou o lançamento do livreto “The Neo-Industrial Revolution”, apresentado pelo Dr. Adam Met ativista climático, professor da Universidade de Columbia, fundador da organização Planet Reimagined e integrante da banda AJR . A publicação propõe um novo vocabulário e uma abordagem colaborativa para tratar das mudanças climáticas. O Ibrawork será responsável pela tradução e publicação da versão em português, que será distribuída em todo o Brasil. Sobre o Ibrawork O Ibrawork é um hub de inovação que promove conexões entre empreendedores, investidores, pesquisadores, criadores e empresas por meio de uma agenda contínua de eventos, mentorias e programas de aceleração. Com foco em diversidade, tecnologia e impacto social, o espaço abriga iniciativas voltadas a smart cities, games, inovação aberta e desenvolvimento sustentável. Evento da CGI e Ibrawork em São Paulo debate desafios globais do clima e da sustentabilidade
- Conflitos com Distribuidoras de Energia: Advogado Explica Como Empreendedores Podem Proteger Seus Projetos
O mercado de geração distribuída de energia no Brasil enfrenta desafios crescentes relacionados à infraestrutura e à operação das distribuidoras. Conflitos com Distribuidoras de Energia: Advogado Explica Como Empreendedores Podem Proteger Seus Projetos Durante o evento 360 Solar , o advogado e sócio da Ferrari Bosquinha Advogados , Lucas Ferrari, também diretor jurídico da Noal Energia , abordou os principais obstáculos enfrentados por empreendedores do setor e como a via judicial pode oferecer soluções. Segundo Ferrari, dois problemas têm se destacado nos últimos anos: atrasos na conexão das usinas e questões de qualidade da energia fornecida . “O atraso de conexão não é um problema localizado, mas sim generalizado em todo o país. Ele ocorre principalmente devido a pendências das distribuidoras na conclusão das obras, o que adia significativamente os projetos de geração distribuída”, explica. Para lidar com esse cenário, Ferrari destacou caminhos administrativos que, embora existam, nem sempre se mostram eficazes. Por isso, recorrer ao judiciário pode ser uma alternativa viável. “É possível solicitar judicialmente a conclusão das obras de conexão ou a aceleração dos processos pelas distribuidoras. Além disso, é possível buscar a recomposição de prejuízos financeiros, especialmente lucros cessantes, decorrentes da demora na conexão”, afirma o especialista. O advogado ressalta ainda que essas indenizações são diferentes das compensações previstas em regulamentações, como o artigo 440 da Resolução 1000 , que trata de sanções regulatórias para atrasos em geral. “Enquanto a regulação prevê um tipo de compensação, a indenização por lucros cessantes deve ser buscada separadamente na esfera judicial, e muitas vezes envolve valores significativos”, esclarece. Outro desafio recorrente destacado por Ferrari é o desmembramento de usinas , tema que gera incerteza jurídica por falta de regras claras. “Em muitos casos, as distribuidoras acabam tomando decisões arbitrárias. Contudo, também é possível recorrer ao judiciário para regularizar essas situações e proteger o investimento do empreendedor”, acrescenta. O sócio da Ferrari Bosquinha enfatizou que essas questões refletem o cotidiano do escritório e da consultoria em energia, sempre com foco em viabilidade financeira e segurança jurídica para investidores e empreendedores . “Nosso objetivo é mostrar caminhos práticos para que todos os agentes do setor possam gerar sua própria energia com segurança e eficiência”, conclui. Conflitos com Distribuidoras de Energia: Advogado Explica Como Empreendedores Podem Proteger Seus Projetos
- Mais de 15 ataques por hora: Locaweb alerta empresas para reforçarem segurança digital
Fraudes financeiras e roubo de dados aumentam na Black Friday e Natal; especialista orienta empresas a reforçarem sua segurança digitaal Mais de 15 ataques por hora: Locaweb alerta empresas para reforçarem segurança digital São Paulo, novembro de 2025 - O Brasil registra, em média, 15 ataques cibernéticos por hora, segundo dados da Check Point Research. São registrados em média 2,6 mil ciberataques semanais a empresas, 21% a mais que no ano passado. Os números trazem um sinal de alerta para um reforço na segurança digital de empresas, expecialmente durante este período do ano, marcado por sazonlidades como as vendas de fim de ano, que aumentam os riscos de invasões e ataques cibernéticos. De acordo com Pedro Braga, diretor da Locaweb e KingHost, empresas da LWSA, o período exige que as empresas estejam preparadas para proteger seus canais, com reforço na infraestrutra para suportar o aumento do movimento e reforço nos protocolos de seguirança dos sites. “Durante a Black Friday, phishing, roubo de credenciais e ransomware estão entre as ameaças mais recorrentes, o que pode comprometer tanto a operação da empresa quanto a confiança dos clientes", afirmaNo Entre as princiapais situaçoes que empresas correm risco de enfrentar estão roubo de credenciais, dados falsos no cadastro, negação de serviços, tentativas de exploração de APIs e fraudes financeiras com o uso de crédito de terceiros. Existem ainda possibilidades de vazamento de dados de clientes, como CPF, chave PIX, telefone, e-mail, endereço que podem chegar às mãos de criminosos para aplicação de golpes. Veja os principais como se proeteger contra ciberataques Fraudes digitais e phishing: mensagens falsas, sites clonados e links maliciosos podem induzir consumidores e colaboradores a fornecerem informações pessoais e financeiras. Ransomware: ataques que sequestram dados corporativos e exigem pagamento para liberação. Roubo de credenciais: senhas fracas ou reutilizadas facilitam invasões em sistemas e lojas virtuais. Sites sem certificado de segurança: páginas sem SSL afastam consumidores, além de exporem dados sensíveis a invasores e permitirem adulteração de informações entre o browser do cliente e o servidor da empresa. Braga destaca que investir na segurança de dados é fundamental para toda empresa que quer crescer sem correr riscos de invasão ou exposição de dados de clientes. “Na Locaweb, contamos com soluções robustas para proteção digital, essenciais para períodos de grande movimentação como a Black Friday”, recomenda. Dentre as principais soluções para proteção do negócio oferecidos pela empresa estão: certificado SSL, que protege a troca de informações entre site e usuários; hospedagem segura e servidores monitorados 24/7; painel de gerenciamento simples e integrado que facilita a emissão e configuração de certificados de segurança; e serviços complementares de backup e autenticação de dois fatores que reduzem vulnerabilidades. Sobre a Locaweb Uma das primeiras empresas de hospedagem de sites do Brasil, a Locaweb, cuja sede se encontra em São Paulo, está à ativa no mercado de tecnologia há 27 anos. Por meio de serviços como registro de domínios, criação de e-mail profissional e soluções de computação na nuvem, a empresa, referência no segmento no Brasil e na América Latina, conta com uma base de mais de 280 mil clientes de diversas regiões. Desde 2022, integra a LWSA ecossistema de soluções digitais para empresas de diferentes portes e níveis de desenvolvimento. Dentre os serviços estão plataforma de e-commerce, ERP, integração com marketplace, PDV, recorrência, geração de leads, crédito e logística, entre outros. Mais de 15 ataques por hora: Locaweb alerta empresas para reforçarem segurança digital
- A Tarifa Branca envelheceu antes de amadurecer
Por Felipe Figeiró Em junho de 2020, fiz um estudo chamado “ Análise da Curva de Carga para Otimização Tarifária em Unidades Comerciais Multisite de Baixa Tensão ” , onde o foco era enxergar a Tarifa Branca nas operações. Mesmo surgindo em 2018, teoricamente como uma tarifa mais moderna e inteligente, até 2020 ela não havia alcançado nem 1% do seu potencial, olhando o subgrupo B3 . O mais preocupante é que, passados cinco anos, ela ainda se mantém nesse mesmo patamar, reforçando a falta de compreensão sobre seu papel no sistema elétrico. A energia precisa ser medida, mas antes disso, bem informada (Fonte: do autor) Agora, em 2025, em meio a novas mudanças no setor, a ANEEL volta a discutir a Tarifa Branca , propondo sua reimplantação na baixa tensão, naqueles "grandes" clientes. É natural que, quando se fala em tarifa, surja um certo ceticismo. Mas, sendo direto, a Tarifa Branca nunca foi somente um modelo tarifário, ela sempre foi uma oportunidade de repensar o comportamento do consumo elétrico no Brasil. A sua essência não é arrecadatória, mas deveria ser educativa e um "alívio" de operação. Na época do estudo, meu objetivo era avaliar se essa modalidade poderia gerar eficiência real em consumidores do grupo B3. Trabalhei com uma média de consumo total de 500 kWh/mês , um valor bastante coerente para unidades comerciais típicas. A proposta atual da ANEEL amplia esse limite, aplicando automaticamente a modalidade a quem consome mais de 1.000 kWh/mês . O conceito é bom em modular o consumo conforme o custo horário, aliviar o pico do sistema e induzir o uso consciente da energia. O problema é que, ao se olhar para a equação prática, o sinal de preço, isoladamente, não é suficiente para mudar o comportamento do consumidor. Evolução da Tarifa Branca por subgrupo da baixa tensão (Fonte: ANEEL) Como dado para análise, em fevereiro de 2020, a minha pesquisa apontava que o subgrupo B3 possuía cerca de 9 mil unidades na Tarifa Branca, o B1 contava com 31 mil unidades , e o B2 apenas 380 unidades . Comparando com 2025, observamos que o subgrupo B3 registrou uma queda de 3,73% , enquanto o B1 cresceu 78% e o B2 aumentou 15% . Embora esses números sejam maiores do que os observados na época do estudo, eles ainda representam menos de 1% do potencial total de consumidores , o que reforça que, mesmo após cinco anos, a modalidade não conseguiu avançar de forma significativa, mesmo crescendo mais de 70% em 5 anos. Vale lembrar como a Tarifa Branca funciona. Ela é uma "tarifa horária", com três postos tarifários: fora ponta, intermediário e ponta. Cada um deles possui custos diferentes, a fora ponta é a mais barata, a intermediária faz a transição, e a ponta, de fato, é o horário que pode inviabilizar qualquer operação se houver consumo elevado e desorganizado. Diferente da tarifa convencional, que tem um valor único, a branca adiciona complexidade e flexibilidade ao mesmo tempo, exigindo uma gestão mais ativa. As parcelas TUSD e TE também se comportam distintamente, ampliando as variáveis de análise. Estrutura tarifária do Grupo B (Fonte: ANEEL) Então, diferente de uma tarifa chamada convencional onde temos somente um custo único, a branca abrange mais modelos. E claro, não vou me aprofundar nisso, mas as questões de TUSD e TE também serão diferenciadas. Quando comparei, em 2020, algumas distribuidoras (Copel, CPFL Paulista, Enel SP, Equatorial CEEE, Light e RGE Sul), observei diferenças bem definidas em relação à tarifa convencional: ⚡ TUSD Ponta Branca: 145,3% mais cara que a convencional; ⚡ TUSD Intermediária: 62% mais cara; ⚡ TUSD Fora de Ponta: 21,5% mais barata; ⚡ TE Ponta Branca: 59,3% mais cara. O mais interessante é que, ao refazer as avaliações agora em 2025, com as mesmas distribuidoras, percebi que as proporções praticamente não mudaram . As diferenças percentuais entre a Tarifa Branca e a Convencional seguem quase idênticas às de 2020, confirmando o que o estudo já antecipava: não houve ganho real de elasticidade no modelo . Mesmo com novas discussões e uma demanda maior por eficiência no sistema elétrico, o incentivo econômico não evoluiu. A tarifa envelheceu antes de amadurecer. Postos tarifários da Tarifa Branca (Fonte: ANEEL) Os resultados do estudo demonstraram que o ponto de equilíbrio só existia quando o consumo no horário de ponta ficava abaixo de 15% a 20% do total da carga . Acima disso, a economia desaparecia e o modelo se tornava inviável. E mesmo quando a redução era bem conduzida, os ganhos eram modestos. Na época, consegui bons resultados somente ao reduzir o consumo na ponta entre 20% e 50% , o que gerava, em média, de 4% a 6% de economia total . Um percentual que, isoladamente, pode parecer insignificante para um single-site , mas que passa a ser relevante em operações multisite , especialmente ao combinar a tarifa a outros produtos de mercado e estratégias de gestão mais amplas. Saving observado por redução do uso da ponta (Fonte: do autor) Esse comportamento acabou sendo confirmado pela própria Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Em dezembro de 2020, a ANEEL publicou o Relatório de Acompanhamento da Tarifa Branca (ARR nº 01/2020-SGT/SRM) , e teve então o pleno reconhecimento que a adesão à modalidade havia ficado abaixo de 0,1% do total de consumidores e que a redução média nas faturas girava em torno de 4% , exatamente dentro da faixa observada no meu estudo. A ANEEL entende que não se produziu o deslocamento esperado na carga justamente por um sinal de preço que ficou isolado, não gerou a elasticidade assim como eu demonstrei nas análises e dados. Ao aprofundar as análises, identifiquei algo ainda mais interessante já que as empresas que conseguiam manter o consumo de ponta abaixo de 10% do total eram, geralmente, as mais elegíveis para a Tarifa Branca, alcançando ganhos financeiros consistentes. Já em segmentos com forte operação noturna, refrigeração constante ou longas jornadas de atendimento, seria necessário reduzir até 40% do consumo na ponta para atingir o ponto ótimo de benefício tarifário. Essa exigência é tecnicamente possível, mas economicamente questionável. Se uma redução de 40% no consumo pode gerar queda de 60% nas vendas, qual o sentido prático de mudar? Esse dilema mostra o limite da elasticidade comportamental, a linha entre o que é tecnicamente viável e o que é racional para o negócio. Análise dos dados observados e entendimento de ganho (Fonte: do autor) Essa análise reforça uma conclusão central dentro da tarifa, onde o modelo não tem elasticidade suficiente para induzir mudança significativa de comportamento . Forçar a adesão sem alterar a estrutura de incentivos nunca resolverá o problema. A Tarifa Branca se mantida da mesma maneira, vai seguir sem o poder de estímulo necessário. O sistema aposta que o consumidor reagirá ao preço, mas o que realmente move a mudança é a previsibilidade, a informação e a confiança. O preço, isolado, não educa e ele somente penaliza quem não entende o que consome . A elasticidade comportamental é o que define o quanto um consumidor pode ou está disposto a ajustar seu uso de energia diante de um estímulo econômico. Nos segmentos de baixa tensão, essa variável é especialmente crítica. Aqui, a decisão de deslocar o consumo não é somente tarifária, ela vai ser operacional, cultural e até psicológica. E há uma diferença clara entre um consumidor single-site , que age isoladamente, e um multisite , que pode equilibrar perfis de consumo distintos e compensar variações. É nesse tipo de estrutura descentralizada que a Tarifa Branca encontra mais espaço para gerar valor. Cinco anos depois do meu estudo, a volta com a fala da "tarifa horária" como a modalidade padrão em consumidores acima de 1.000 kWh/mês da baixa tensão . A proposta é coerente com a realidade atual, visto que temos energia solar abundante durante o dia, e uma escassez para a noite que gera um pico que segue onerando a rede. Para a entrada a fala segue lá de 2018, se precisa de hardware, medidores mais inteligentes. A mudança é necessária, mas ainda superficial. Ter um medidor moderno não é o mesmo que entender o consumo. O hardware é apenas o elo. A verdadeira transformação virá quando o consumidor puder interpretar, reagir e planejar a partir da informação. Acabei colocando peso no estudo ao escolher segmentos que melhor estavam no consumo horário, ainda mais quando focamos em perfis mais diurnos como bancos, e alguns comércios e redes de varejo, esses acabavam tendo naturalmente o melhor enquadramento na Tarifa Branca, mas não percebiam valor em migrar. Sem visibilidade horária, o incentivo era invisível. E quando o incentivo não é percebido, o comportamento não muda. Com a mudança do consumidor e da forma que esperamos melhorias nos produtos de mercado, principalmente para a baixa tensão que é mais de 90% das cargas do setor e pelo menos 53% do consumo de energia do país, enxergar esse cenário exige mais do que incentivo, é preciso ser diferente de forma inteligente. A Tarifa Branca precisa ser vista como uma ponte entre o modelo regulado e o futuro, como por exemplo com a chegada do mercado livre de energia . Essa transição não será somente uma questão de lei, mas vai ser muito cultural e comportamental. O consumidor de baixa tensão que aprender agora a interpretar sua curva horária, entender seus picos e planejar o consumo estará muito mais preparado para atuar em um ambiente livre ou com mais produtos. Sem diferenciação tarifária, não há estímulo à inovação. E sem inovação, a abertura do mercado corre o risco de repetir os mesmos erros do passado, somente com nova roupagem contratual. A Tarifa Branca pode e vou dizer que ela deve ser o embrião de uma nova lógica de consumo, aquela que vai ser mais informada, mais autônoma e mais orientada por dados . Quando o consumidor compreende sua curva de carga, ele deixa de ser espectador do sistema e passa a ser protagonista da eficiência. Essa maturidade é o que permitirá avançar para mecanismos de resposta à demanda , Virtual Power Plants (VPP) , precificação dinâmica e comunidades energéticas descentralizadas . Alguns ou até todos esses pontos são realidades em países como Reino Unido e Austrália. Um passo importante para uma evolução mais eficiente do sistema de energia para todos consumidores. O Brasil ainda é limitado a ter "benefícios" apenas na média e alta tensão. O avanço virá quando a informação for tratada como infraestrutura, e não como luxo. Quando o dado horário for acessível e confiável, o consumidor agirá com base em fatos e não em suposições. Com dados claros, previsibilidade e comparação entre unidades, a elasticidade deixará de ser teoria e se tornará comportamento. A informação é a base de uma cultura energética madura, e sem ela, qualquer tarifa continuará sendo apenas uma tabela de preços. Acredito fortemente que a Tarifa Branca é mais do que uma mudança tarifária (já existente, apenas sem adesão), é uma mudança de mentalidade. Sem pelo menos um teste extra, podemos acabar tendo um risco de entender melhor maiores tarifações e até mesmo se isso pode implicar na abertura de mercado pensando em preparar o consumidor para lidar com o consumo dinâmico. E sem diferenciação tarifária, não haverá incentivo à eficiência nem espaço para inovação. Lá em 2020, acabei concluindo que a Tarifa Branca morreria se não viesse acompanhada de informação e compreensão ou se não trouxesse de fato do por que devemos usar. Em 2025, a ANEEL reanima esse conceito. O desafio agora é fazer diferente. Eficiência não se decreta, ela precisa ser construída com dados, educação e comportamento. O medidor é um grande e forte elo. A informação vai ser nossa ponte. O comportamento é o transformador da mudança. E é essa tríade que vai definir o verdadeiro futuro da energia, não somente na baixa tensão, mas no contexto completo do Brasil. Não é sobre vender energia, é sobre entender a energia. Abaixo a apresentação realizada sobre o estudo, para contextualizar melhor a visão estratégica por trás. Sobre o autor Felipe Figueiró é engenheiro eletricista, com dois MBAs focados em inovação, liderança e inteligência de mercado. Atua há mais de 11 anos no setor elétrico e tem como visão transformar dados em estratégias inteligentes e eficientes. A Tarifa Branca envelheceu antes de amadurecer
- Greener aponta aceleração do mercado de baterias no Brasil e lança guia inédito sobre armazenamento de energia
Em entrevista exclusiva ao EnergyChannel , o CEO da Greener, Marcio Takata, analisa o avanço dos sistemas de armazenamento de energia no país e destaca os próximos passos para a consolidação desse novo mercado. Greener aponta aceleração do mercado de baterias no Brasil e lança guia inédito sobre armazenamento de energia O armazenamento de energia vive um momento decisivo no Brasil. Segundo o CEO da Greener , Marcio Takata , o setor de Battery Energy Storage Systems (BESS) começa a sair da fase experimental e entrar em um ciclo de expansão, impulsionado pela redução de custos internacionais, maior clareza regulatória e pelo amadurecimento de novos modelos de negócio. Durante entrevista concedida ao EnergyChannel durante o evento 360 Solar , Takata destacou que o mercado brasileiro ainda está em fase inicial, mas já apresenta sinais claros de tração, especialmente nos segmentos agro , comercial e industrial . “Esses setores estão se estruturando rapidamente para incorporar soluções de armazenamento, o que vai gerar uma onda de novos investimentos nos próximos anos”, afirma. Um guia para orientar o setor Com o objetivo de apoiar essa evolução, a Greener lançou o Guia BESS , publicação que reúne dados atualizados sobre equipamentos disponíveis no mercado brasileiro, fabricantes e tecnologias emergentes. O material busca oferecer uma visão consolidada que ajude os players a compreenderem as diferentes aplicações e perfis de uso das baterias. “Queremos facilitar o acesso à informação e apoiar a tomada de decisão das empresas. Esse é um mercado que precisa evoluir com base em conhecimento, e não apenas por tendência”, explica Takata. Custos, regulação e conhecimento: os três pilares Para o executivo, o avanço do armazenamento de energia no Brasil depende da combinação de três fatores: queda de custos , avanço regulatório e disseminação de conhecimento . Segundo ele, a redução dos preços internacionais dos equipamentos — impulsionada pela eficiência das cadeias produtivas globais deve se refletir gradualmente no mercado nacional. “Estamos acompanhando uma tendência real de barateamento das soluções, o que tornará o investimento em baterias cada vez mais viável”, aponta. No campo regulatório, Takata observa um movimento positivo. “As discussões têm amadurecido e acredito que os próximos anos trarão uma evolução nas regras, tornando os projetos de armazenamento mais atrativos não só para o setor industrial e agro, mas também para consumidores residenciais e grandes empreendimentos”, avalia. Capacitação e desenvolvimento Outro pilar fundamental, segundo Takata, é a formação técnica e estratégica do setor. A Greener tem investido em jornadas de conhecimento , cursos e conteúdos especializados voltados a desenvolvedores, investidores e integradores de sistemas. “Nosso papel é ajudar o mercado a entender o que faz sentido em cada modelo de negócio. Só assim conseguiremos viabilizar projetos sólidos e sustentáveis”, completa. O futuro do BESS no Brasil A expectativa é que os próximos anos sejam marcados por uma expansão gradual e consistente dos projetos de armazenamento, especialmente com a criação de pilotos e a consolidação de casos de sucesso. “Os modelos de negócio já existem e fazem sentido. Agora é o momento de aplicar, testar e escalar”, resume Takata. Com base nos estudos estratégicos conduzidos pela Greener, o setor de armazenamento tende a ocupar um papel central na transição energética do país, contribuindo para a estabilidade do sistema elétrico, o uso mais inteligente das fontes renováveis e o fortalecimento de um novo ecossistema de inovação energética. Greener aponta aceleração do mercado de baterias no Brasil e lança guia inédito sobre armazenamento de energia
- Energia no Campo: Rei do Agro e Sydney Ipiranga unem forças para impulsionar conhecimento e soluções no agronegócio solar
Durante o evento 360 Solar, em Florianópolis, o especialista em energia no agronegócio Carlos Andriolli e o diretor técnico da ABGD, Sydney Ipiranga, anunciaram iniciativas que fortalecem a capacitação e o uso de tecnologias no setor rural. Energia no Campo: Rei do Agro e Sydney Ipiranga unem forças para impulsionar conhecimento e soluções no agronegócio solar EnergyChannel Em um encontro animado durante o 360 Solar , realizado em Florianópolis, o especialista Carlos Andriolli , conhecido no setor como “Rei do Agro” , e o engenheiro Sydney Ipiranga , diretor técnico da ABGD e CEO da Energia Plus Brasil , apresentaram novidades voltadas à profissionalização do mercado de energia solar no agronegócio brasileiro. Durante a conversa, Andriolli destacou o lançamento do seu novo e-book “Estratégias e Vendas em Energia no Agronegócio” , voltado a profissionais e empresas que desejam entender as oportunidades e desafios desse segmento que hoje é um dos pilares da geração distribuída no país. “O agronegócio é um mercado gigantesco e cheio de oportunidades. Meu objetivo com esse livro é ajudar quem quer compreender e atuar com energia solar no campo, mostrando as melhores práticas para vender, dimensionar e entregar projetos eficientes”, explicou o Rei do Agro. Como complemento, Sydney Ipiranga anunciou uma condição exclusiva para quem deseja adquirir a planilha profissional de dimensionamento de sistemas fotovoltaicos e de armazenamento de energia , desenvolvida pela Energia Plus Brasil. Com o cupom REI20 , os interessados podem obter 20% de desconto na ferramenta que inclui bancos de dados completos de equipamentos, fatores de potência, radiação solar por cidade e informações das concessionárias de energia. “Essa planilha é resultado de anos de experiência técnica e de campo. Ela foi criada para facilitar a vida dos integradores e projetistas, garantindo cálculos mais precisos e orçamentos realistas. O profissional que dominar essas ferramentas estará um passo à frente no mercado”, afirmou Ipiranga. A colaboração entre Rei do Agro e Sydney Ipiranga reforça a importância de unir conhecimento técnico e visão estratégica para impulsionar o crescimento da energia solar no agronegócio um setor que continua expandindo sua participação na matriz energética nacional e atraindo cada vez mais investimentos e inovação. Energia no Campo: Rei do Agro e Sydney Ipiranga unem forças para impulsionar conhecimento e soluções no agronegócio solar Link para o produto; https://go.hotmart.com/P102430218V?dp=1











