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  • O Brasil na era das baterias: o leilão que pode destravar R$ 22 bilhões e revolucionar nossa energia

    Um movimento estratégico do governo promete posicionar o Brasil na vanguarda do armazenamento de energia, atraindo investimentos bilionários e garantindo a segurança de nossa matriz elétrica para o futuro. Por Daniel Pansarella O Brasil na era das baterias: o leilão que pode destravar R$ 22 bilhões e revolucionar nossa energia Em um movimento silencioso, mas de impacto transformador, o Ministério de Minas e Energia (MME) acaba de acender o sinal verde para uma nova era no setor elétrico brasileiro. Com a publicação da Portaria nº 878/2025, o governo não apenas abriu uma consulta pública, mas deu o pontapé inicial para o primeiro Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) focado exclusivamente em sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS), previsto para abril de 2026. A medida é mais do que um simples certame; é a peça que faltava no complexo quebra-cabeça da transição energética nacional. Para o mercado, a mensagem é clara: o Brasil está se preparando para gerenciar de forma inteligente a intermitência de suas fontes renováveis, que já representam uma fatia impressionante da nossa geração. O leilão visa contratar potência, a garantia de que a energia estará disponível quando o sol não brilha ou o vento não sopra. E o potencial é gigantesco. Estudos de consultorias como a Greener apontam que o mercado brasileiro de armazenamento com baterias pode movimentar mais de R$ 22,5 bilhões em investimentos até 2030(Greener) .  A "cereja do bolo": por que a tecnologia grid-forming  muda o jogo O grande diferencial desta nova regulação, e que a coloca em linha com as mais avançadas discussões globais, é a exigência da tecnologia grid-forming . Em termos simples, o governo não quer apenas "caixas" que guardam e soltam energia. Ele está exigindo que esses sistemas atuem como maestros da rede elétrica. Um sistema BESS com capacidade grid-forming  é capaz de, ativamente, criar e sustentar a tensão e a frequência da rede, funcionando como um pilar de estabilidade. Ele não segue a rede; ele a forma. Isso é crucial para um sistema com cada vez mais fontes renováveis, que não possuem a inércia física das antigas usinas hidrelétricas ou térmicas. É a diferença entre um coadjuvante passivo e um protagonista que garante a qualidade e a confiabilidade do serviço para indústrias e consumidores. Decodificando as regras do jogo bilionário As diretrizes estabelecidas pelo MME funcionam como um mapa para os investidores, sinalizando um ambiente de negócios pragmático e com redução de riscos. Diretriz O que significa para o investidor Contratação de Potência (MW) O leilão remunera pela disponibilidade, não pela energia gerada. É uma receita fixa e previsível por 10 anos, corrigida pela inflação, o que garante maior segurança ao fluxo de caixa do projeto. Requisitos (≥30 MW, ≥4h) Define um padrão de projetos de grande porte, capazes de oferecer um suporte robusto ao sistema, atraindo desenvolvedores com experiência e capacidade de execução. Flexibilização de Licenças A dispensa de licenças prévias para o cadastramento reduz a burocracia inicial e o risco pré-operacional, acelerando a entrada de projetos no certame. Bonificação por Localização Um desconto de 10% no preço de lance para projetos em áreas estratégicas é um incentivo econômico direto para alocar os investimentos onde eles geram mais valor para o sistema, otimizando a infraestrutura de transmissão existente. Essas regras mostram que o governo aprendeu com leilões passados e está focado em criar um modelo atrativo e eficiente, capaz de destravar os bilhões em investimentos que o setor necessita. Um passo estratégico para o futuro O leilão de 2026 não deve ser visto como um evento isolado. Ele é parte de uma visão estratégica para modernizar a infraestrutura energética do país, garantindo a segurança necessária para continuar expandindo as fontes limpas e, ao mesmo tempo, suportar a reindustrialização e a eletrificação da economia. A contratação de 2 GW de potência, uma das estimativas para o certame, poderia mobilizar cerca de R$ 10 bilhões em investimentos diretos (Greener) , gerando empregos de alta qualificação e desenvolvendo uma nova cadeia de fornecedores no país.  Ao estabelecer um marco regulatório claro e com incentivos inteligentes, o Brasil se posiciona como um dos destinos mais atraentes para o capital intensivo em tecnologia e sustentabilidade. Estamos diante da construção de um sistema elétrico não apenas mais verde, mas fundamentalmente mais resiliente, flexível e inteligente. A era das baterias no Brasil não é mais uma promessa; a contagem regressiva já começou. O Brasil na era das baterias: o leilão que pode destravar R$ 22 bilhões e revolucionar nossa energia

  • Inovação e Resiliência: “Gêmeos do Solar” destacam a força da engenharia brasileira no 360 Solar Florianópolis 2025

    Durante o primeiro dia do 360 Solar em Florianópolis, Eolo Benmaman  e Eduardo Lopes , diretor comercial da INOX PAR  e InoxPower , apresentaram soluções inovadoras para o setor fotovoltaico e reforçaram o papel da engenharia nacional na criação de produtos diferenciados como o BIPV e as usinas flutuantes. Inovação e Resiliência: “Gêmeos do Solar” destacam a força da engenharia brasileira no 360 Solar Florianópolis 2025 O primeiro dia do 360 Solar Florianópolis 2025  foi marcado por debates sobre inovação e pela presença de empresas que estão redefinindo os padrões do mercado solar brasileiro. Entre os destaques estiveram os idealizadores da InoxPower  e da INOX PAR , conhecidos no setor como os “Gêmeos do Solar” , que vêm consolidando uma trajetória de pioneirismo e tecnologia aplicada à energia solar. Durante entrevista exclusiva ao EnergyChannel , Eolo Benmaman  e Eduardo Lopes  compartilharam a visão que têm guiado suas marcas — uma combinação de engenharia de precisão, visão de futuro e aposta em nichos ainda pouco explorados, como o BIPV (Building Integrated Photovoltaics)  e as usinas flutuantes . “Sempre buscamos enxergar o que ainda está fora do radar do mercado”, explicou Eolo Benmaman . “Falamos em BIPV há seis anos e sobre flutuadores há mais de quatro. São soluções que surgiram da percepção de que há um público pronto para adotar tecnologias mais sofisticadas e sustentáveis.” Superando desafios com resiliência O ano de 2025 foi desafiador para o setor solar — com oscilações políticas e incertezas regulatórias que afetaram diretamente a cadeia produtiva. Eduardo Lopes , diretor comercial da INOX PAR  e InoxPower , destacou que esse cenário exigiu resiliência, perseverança e trabalho intenso  para manter o ritmo de inovação. “Foi um ano atípico. A insegurança fiscal e política impactou o mercado, mas também revelou quem realmente estava preparado. Acreditamos que, com união e visão de longo prazo, o Brasil pode retomar o crescimento que merece”, afirmou. Com mais de 40 anos de experiência em sistemas de fixação  e mais de uma década dedicados à energia solar , Eduardo Lopes  e Eolo Benmaman  têm investido em parcerias estratégicas internacionais — com destaque para colaborações com empresas da Suíça e da Ásia , além da expansão para o Mercosul  e o atendimento às Américas Central e do Norte. Engenharia tropicalizada e inovação contínua A InoxPower  e a INOX PAR  têm apostado em desenvolver soluções “tropicalizadas” ou seja, adaptadas às condições climáticas e estruturais da América Latina, transformando tecnologias originalmente europeias e norte-americanas em sistemas eficientes e competitivos para o mercado local. Entre os projetos de destaque estão as ancoragens para sistemas solares  e o programa Garantia Solar , que integra engenharia, instalação e manutenção, com foco na segurança e durabilidade das obras. “Não se trata apenas de vender estruturas. Nosso compromisso é oferecer soluções completas, com engenharia aplicada, ferramentas adequadas e execução de alto nível técnico”, reforçou Eduardo Lopes . Um futuro moldado pela cooperação Além de inovações tecnológicas, a dupla também valoriza as relações humanas e o aprendizado contínuo como pilares da trajetória empresarial. “A gente aprende todos os dias. Saber que não se sabe tudo é o primeiro passo para evoluir”, refletiu Eolo Benmaman , destacando o espírito colaborativo da equipe e o propósito de continuar contribuindo com o crescimento do setor solar brasileiro. Encerrando o primeiro dia do 360 Solar, os “Gêmeos do Solar” reforçaram uma mensagem que resume bem o momento atual da energia solar no país: é tempo de reconstruir com inovação, parcerias e confiança no futuro. Inovação e Resiliência: “Gêmeos do Solar” destacam a força da engenharia brasileira no 360 Solar Florianópolis 2025

  • Curtailment e o futuro da geração solar no Brasil: PSR alerta para riscos e oportunidades de gestão inteligente

    Durante o 360 Solar, o especialista Ricardo Perez, da PSR Consulting, destacou como a previsibilidade e o uso de ferramentas de modelagem podem reduzir riscos financeiros e orientar decisões estratégicas no setor de geração centralizada. Curtailment e o futuro da geração solar no Brasil: PSR alerta para riscos e oportunidades de gestão inteligente A quinta edição do 360 Solar  reuniu especialistas e líderes do setor elétrico para debater temas que estão redefinindo a matriz energética brasileira. Entre os destaques, uma conversa entre Siqueira de Moraes Neto , CEO do Solan Group , e Ricardo Perez , executivo da PSR Consulting , trouxe à tona um dos assuntos mais sensíveis do momento: o curtailment o corte de geração de energia por restrições operacionais ou excesso de oferta no sistema. Perez, que participa do evento desde as primeiras edições, explicou que a PSR desenvolve softwares e modelos de simulação  capazes de prever o comportamento do curtailment  e apoiar agentes de mercado na tomada de decisões mais seguras. Segundo ele, a análise detalhada dos critérios aplicados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS)  permite estimar os riscos de corte tanto por questões de balanço energético quanto de confiabilidade da rede. “Com as ferramentas da PSR, conseguimos projetar cenários de curtailment  e precificação, permitindo que geradores e investidores ajustem sua exposição e planejem contratos futuros com mais segurança”, destacou Perez. Corte de geração preocupa players da solar centralizada Nos últimos meses, dados do setor indicaram que o curtailment  da geração solar chegou a 30% em alguns períodos , afetando diretamente a rentabilidade de projetos centralizados. A falta de previsibilidade sobre quando e em que escala esses cortes ocorrem se tornou um dos maiores desafios para investidores e operadores. De acordo com Perez, a modelagem preditiva  é essencial para lidar com essa incerteza. Ao integrar dados de demanda, projeções de geração e simulações de rede, as ferramentas da PSR ajudam agentes a dimensionar riscos e ajustar estratégias de contratação de energia (PPAs) . “Essas simulações indicam o melhor nível de contratação para cada perfil de usina, evitando exposição excessiva em um mercado de curto prazo cada vez mais volátil”, explicou. Além da modelagem, o executivo lembrou que há discussões regulatórias em andamento  sobre possíveis mecanismos de ressarcimento aos geradores afetados por cortes. No entanto, ele alerta que essas medidas ainda estão em fase inicial e que, na prática, o risco continuará sendo um fator intrínseco ao negócio. Geração distribuída e o debate sobre curtailment O tema se torna ainda mais sensível quando o assunto é geração distribuída (GD)  segmento que cresce rapidamente no Brasil. Segundo Perez, a atual regulamentação não inclui a GD nas regras de corte aplicadas pelo ONS , o que mantém o setor em relativa segurança por enquanto. “Hoje é muito difícil, operacionalmente, uma distribuidora interferir na geração residencial. Mas se houver mudanças regulatórias futuras, isso pode acontecer de forma indireta, como ajustes nos créditos ou compensações financeiras”, observou. Apesar das incertezas, o especialista acredita que o futuro passa pela digitalização das redes e pela integração de novas tecnologias , como baterias e Virtual Power Plants  (VPPs). Essas soluções podem transformar a GD em um ator ativo de flexibilidade , permitindo que pequenos geradores participem do equilíbrio do sistema elétrico e sejam remunerados por isso. Transição digital e novos modelos de mercado Para Perez, o próximo passo da transição energética no Brasil envolve um marco regulatório mais aderente à realidade tecnológica . Ele cita a necessidade de incluir serviços ancilares e mecanismos de resposta da demanda , que já são práticas consolidadas em mercados internacionais. “A geração distribuída ainda é altamente rentável no país, mas a modernização regulatória é inevitável. É um processo gradual, que vai permitir a consolidação de um mercado mais inteligente, eficiente e sustentável”, concluiu. Conclusão O debate no 360 Solar reforçou que o curtailment  deixou de ser apenas um risco técnico e se tornou uma variável estratégica no planejamento de usinas e portfólios de energia. Com a previsão cada vez mais precisa de cenários e a adoção de novas tecnologias digitais, o setor caminha para uma gestão mais robusta — em que dados, inteligência e regulação caminham lado a lado para sustentar o crescimento da energia solar no Brasil . Curtailment e o futuro da geração solar no Brasil: PSR alerta para riscos e oportunidades de gestão inteligente

  • Tunísia lança programa bilionário com apoio do Banco Mundial para expandir energia solar e eólica até 2028

    A Tunísia deu um passo decisivo rumo à transição energética. O país assinou um acordo com o Banco Mundial que garantirá o financiamento de um ambicioso plano nacional voltado à modernização do setor elétrico e à ampliação da geração de energia limpa. O projeto prevê a instalação de 2,8 gigawatts (GW)  em novas usinas solares e eólicas até 2028 , em um investimento estimado em US$ 430 milhões . O plano faz parte do Programa de Melhoria da Confiabilidade, Eficiência e Governança Energética da Tunísia (TEREG) , que busca transformar a estrutura energética do país ao longo dos próximos cinco anos. Entre as metas principais estão melhorar a eficiência da concessionária estatal STEG , atrair capital privado para o setor de energia  e reduzir a pegada de carbono  da matriz elétrica nacional. De acordo com o Banco Mundial, as medidas previstas deverão mobilizar até US$ 2,8 bilhões em investimentos privados , criando um ambiente mais favorável para o desenvolvimento de novos projetos de energia renovável e para a participação de empresas internacionais no mercado tunisiano. “Ao impulsionar as fontes renováveis, o TEREG fortalecerá a posição da Tunísia na transição energética global, ampliando oportunidades econômicas e garantindo a segurança energética de longo prazo”, destacou Alexandre Arrobbio , gerente do Banco Mundial para a Tunísia. Além da expansão de capacidade, o programa inclui investimentos em eficiência energética , digitalização do setor elétrico  e melhorias na gestão financeira e operacional  da STEG. A expectativa é que as reformas também ampliem o acesso a eletricidade confiável para residências e empresas, especialmente em regiões com infraestrutura limitada. A iniciativa representa um marco na estratégia da Tunísia para reduzir a dependência de combustíveis fósseis  e alcançar maior estabilidade energética . Atualmente, o país enfrenta desafios para equilibrar o aumento da demanda com a necessidade de diversificar sua matriz e atrair novos investidores. Com o apoio do Banco Mundial, a Tunísia se posiciona como um dos mercados emergentes mais promissores do Norte da África  em energia renovável, abrindo caminho para uma transição energética inclusiva e sustentável. Tunísia lança programa bilionário com apoio do Banco Mundial para expandir energia solar e eólica até 2028

  • AIE revisa previsões e volta a projetar alta na demanda global por petróleo até 2050

    Em nova guinada de perspectiva, Agência Internacional de Energia admite que o consumo global de petróleo pode continuar crescendo nas próximas décadas, impulsionado pelo ritmo mais lento da transição energética. AIE revisa previsões e volta a projetar alta na demanda global por petróleo até 2050 A Agência Internacional de Energia (AIE) revisou novamente suas projeções sobre o futuro do petróleo e passou a admitir que o consumo global pode continuar em alta até meados do século XXI uma mudança significativa em relação às previsões anteriores que apontavam para uma estabilização ou queda ainda nesta década. O novo relatório, divulgado nesta quarta-feira, reintroduz o Cenário de Políticas Atuais (CPS, na sigla em inglês) , ausente desde 2018, no qual o consumo mundial de petróleo aumenta cerca de 13% até 2050 . A estimativa reflete um avanço mais lento na eletrificação da frota veicular  e uma transição energética menos acelerada do que o previsto há poucos anos. A revisão da AIE marca uma mudança de tom importante  dentro do principal órgão de referência global em energia, criado em 1974 após a crise do petróleo. Nos últimos anos, a agência vinha sendo crítica em relação a novos investimentos em combustíveis fósseis, mas agora reconhece que a demanda por petróleo pode permanecer robusta por mais tempo , mesmo diante do avanço das renováveis. “O mundo ainda depende fortemente do petróleo, e a transição para uma economia de baixo carbono está acontecendo em ritmos diferentes entre as regiões”, afirma um trecho do relatório. A publicação chega em meio aos preparativos para a COP30 , que acontece no Brasil, e reacende o debate sobre o equilíbrio entre segurança energética e metas climáticas. Para governos e empresas, o relatório serve de alerta sobre o descompasso entre o discurso político e a realidade de consumo global . Além do CPS, a AIE manteve o Cenário de Políticas Declaradas (STEPS) , que prevê o pico da demanda por petróleo em torno de 2030, seguido de uma lenta estabilização. Nenhum dos cenários, no entanto, foi apontado como o mais provável. O movimento da AIE acompanha uma tendência observada em grandes companhias do setor. A BP , por exemplo, revisou recentemente suas próprias projeções e já admite que o consumo global de petróleo pode não atingir o pico neste ano, como antes esperado. A atualização também ocorre em um contexto político delicado: nos Estados Unidos, a administração atual tenta equilibrar o apoio a combustíveis fósseis com a expansão das renováveis, enquanto enfrenta resistência no Congresso. Parlamentares republicanos têm, inclusive, tentado cortar parte do financiamento destinado à AIE. Com o novo relatório, a Agência Internacional de Energia sinaliza que a era do petróleo ainda está longe do fim e que os próximos anos exigirão planejamento realista e políticas energéticas equilibradas  para lidar com uma transição que avança, mas não à velocidade esperada. AIE revisa previsões e volta a projetar alta na demanda global por petróleo até 2050

  • China atinge 18 meses de estabilidade nas emissões de carbono em meio à expansão das renováveis

    Energia solar, eólica e nuclear já respondem por quase todo o aumento da demanda elétrica no país, enquanto o setor químico limita a queda total nas emissões. China atinge 18 meses de estabilidade nas emissões de carbono em meio à expansão das renováveis As emissões de dióxido de carbono da China mantiveram-se estáveis pelo 18º mês consecutivo, sinalizando uma possível virada estrutural na relação entre crescimento econômico e impacto climático. A análise mais recente, realizada pelo Centre for Research on Energy and Clean Air  (CREA), indica que o país entrou em uma nova fase de desaceleração nas emissões, sustentada pela rápida expansão das fontes renováveis e pela redução gradual da dependência do carvão. Transição energética ganha tração No terceiro trimestre de 2025, as emissões chinesas ficaram praticamente inalteradas em relação ao mesmo período do ano anterior. O dado reflete uma tendência observada desde o início de 2024, quando o país passou a registrar períodos sucessivos de estabilização e queda nas emissões totais.Quase 90% do crescimento da demanda elétrica no trimestre foi suprido por fontes renováveis eólica, solar, hidrelétrica e nuclear, reduzindo significativamente o papel do carvão na geração de energia. O gás natural também ampliou levemente sua participação na matriz, reforçando o movimento de substituição gradual de combustíveis fósseis mais poluentes. Já as emissões do setor de transportes caíram cerca de 5%, impulsionadas pela forte adesão a veículos elétricos e por políticas de eficiência energética em grandes centros urbanos. Política climática e protagonismo global O cenário de estabilidade coincide com uma reorientação das políticas climáticas de Pequim. Em setembro, o governo chinês reafirmou seu compromisso de atingir o pico de emissões até 2030 e reduzi-las entre 7% e 10% até 2035. Apesar de o anúncio ter sido visto por analistas europeus como pouco ambicioso, trata-se do primeiro compromisso quantitativo de corte de emissões assumido pela China após o pico futuro. Em um contexto geopolítico marcado pela retração da diplomacia climática dos Estados Unidos sob Donald Trump, a China vem buscando consolidar-se como uma força estabilizadora no debate climático global. Essa postura ganha destaque durante a COP30, que ocorre no Brasil, onde o país asiático tenta reforçar sua imagem como potência verde e parceira estratégica em projetos de transição energética. Indústria química desafia o progresso Apesar dos avanços, o setor químico continua sendo um obstáculo para uma queda mais ampla nas emissões. Entre janeiro e setembro, a produção de plásticos cresceu 12%, impulsionada pelo aumento da demanda interna em setores como embalagens e comércio eletrônico.O governo chinês tem incentivado a produção local de polietileno e outros derivados, em parte como resposta às tensões comerciais com os Estados Unidos. Esse movimento tem levado refinarias a converterem parte da produção de combustíveis em insumos químicos, o que mantém elevada a intensidade de carbono na base industrial do país. Com isso, mesmo que a geração de energia se torne mais limpa, a indústria química e petroquímica vem ganhando peso relativo nas emissões totais, o que coloca pressão sobre as metas de longo prazo da China. Perspectivas para 2026 e além Para investidores e formuladores de políticas climáticas, a atual estabilidade nas emissões da China oferece um misto de otimismo e prudência. De um lado, evidencia a eficácia do planejamento estatal e o impacto da expansão renovável em larga escala. De outro, revela a dificuldade de reduzir emissões em uma economia ainda sustentada por indústrias de alta intensidade de carbono. Especialistas indicam que, se o país conseguir manter esse platô até 2026, é possível que atinja o pico de emissões antes da meta oficial de 2030 um cenário que poderia acelerar o ritmo global de descarbonização e atrair novos investimentos em tecnologias limpas na Ásia. O desafio, segundo analistas do CREA, será transformar a atual estabilidade em uma trajetória de queda sustentada, conciliando crescimento econômico com redução efetiva de carbono um passo decisivo para a consolidação da liderança climática chinesa. China atinge 18 meses de estabilidade nas emissões de carbono em meio à expansão das renováveis

  • Lixo que Vira Voo: A Revolução do SAF Descentralizado que Promete Descarbonizar o Brasil e Solucionar a Crise do Lixo

    Por EnergyChannel O Brasil se encontra em uma encruzilhada energética e ambiental. De um lado, a aviação civil clama por Combustível Sustentável de Aviação (SAF) para cumprir as metas ambiciosas da recém-sancionada Lei do Combustível do Futuro [1]. Lixo que Vira Voo: A Revolução do SAF Descentralizado que Promete Descarbonizar o Brasil e Solucionar a Crise do Lixo De outro, a maioria dos municípios brasileiros luta para dar uma destinação final adequada aos seus Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) , sobrecarregando aterros sanitários e violando a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) [2]. Uma tese técnica e economicamente robusta, desenvolvida pela consultoria DBEST PLAN, propõe uma solução que ataca os dois problemas de forma simultânea: a **produção descentralizada de SAF a partir do lixo**, com plantas instaladas estrategicamente próximas aos grandes *hubs* aeroportuários. A Urgência do SAF e o Risco de Colapso Logístico A pressão global pela descarbonização da aviação não é mais uma meta distante, mas uma realidade iminente. A Lei nº 14.993/2024 , conhecida como " Combustível do Futuro ", estabelece um mandato claro para a redução de emissões no querosene de aviação, exigindo um percentual mínimo anual de SAF na matriz de combustíveis [3]. O setor aéreo nacional já manifesta preocupação com a escassez de oferta em escala comercial. A falta de SAF no mercado brasileiro não é apenas um risco ambiental; é um risco econômico e logístico direto para os estados, podendo levar ao encarecimento das passagens aéreas, prejudicar o turismo e fazer com que hubs aeroportuários percam competitividade internacional [4]. O desafio estratégico, portanto, não é a demanda que está garantida por lei e por compromissos internacionais, mas sim quem irá produzir e onde . A Tese da Unidade de Recuperação de Energia (URE) A proposta central é que os governos estaduais e municipais liderem a implantação de Unidades de Recuperação de Energia (URE) . Essas plantas utilizariam o RSU, resíduos industriais não perigosos e biomassa residual como matéria-prima para produzir SAF, óleo combustível e coprodutos industriais. A arquitetura de produção regional, distribuída e integrada à política de resíduos urbanos é viável e atende a quatro agendas prioritárias de governo: A chave tecnológica para transformar o lixo em combustível de aviação é a combinação de gaseificação/pirólise com a síntese de Fischer-Tropsch [5]. Essa rota converte o carbono contido no resíduo em um gás de síntese (syngas), que é então cataliticamente transformado em hidrocarbonetos líquidos compatíveis com o querosene de aviação (Jet A-1). O Lixo como Ativo: Viabilidade Econômica Comprovada O modelo de negócios é particularmente atraente porque transforma um passivo ambiental (o lixo) , que hoje onera os cofres municipais, em um ativo energético de alto valor agregado . Um estudo de viabilidade econômica e financeira, modelado para uma URE de aproximadamente 500 toneladas/dia de RSU , demonstra a solidez do projeto: A atratividade é reforçada pela possibilidade de a URE pagar um valor (cerca de R$ 30,00/t) pela tonelada de RSU recebida, em vez de cobrar uma taxa de destinação das prefeituras. Isso incentiva consórcios intermunicipais e garante o suprimento contínuo de matéria-prima. A Linguagem que Destrava o Capital: Simulação de Monte Carlo Para mitigar a incerteza inerente a projetos industriais complexos no Brasil, o estudo utiliza a Simulação de Monte Carlo . Essa análise probabilística é a "linguagem" que destrava o capital internacional para infraestrutura verde. A simulação demonstrou que, mesmo considerando a variabilidade do custo de construção (CAPEX) e a produtividade operacional (OPEX), a probabilidade de a TIR anual se manter entre 17% e 26,7% é de aproximadamente 81,6% . O retorno médio ajustado ao risco é de 23,3% , um patamar altamente atrativo para fundos climáticos e financiadores internacionais [4]. Essa robustez técnica permite aos estados pleitear financiamentos internacionais a juros baixos (cerca de 3% a.a.), em contraste com o crédito doméstico mais caro, elevando a TIR final do projeto. O Caminho para a Política Pública Estadual Para que a tese saia do papel e se torne um projeto executivo, a DBEST PLAN recomenda que os governos estaduais e municipais atuem em eixos estratégicos: 1. Garantia de Matéria-Prima: Estruturar consórcios intermunicipais com contratos de longo prazo para assegurar o fornecimento mínimo de 500 t/dia de RSU e biomassa. 2. Incentivo Tributário: Avaliar a isenção ou redução de ICMS, PIS/COFINS e ISS sobre o SAF e coprodutos. Tais incentivos são cruciais para manter a TIR acima do patamar de atratividade para o capital privado. 3. Contrato-Âncora: Negociar contratos de fornecimento de SAF de longo prazo com companhias aéreas e operadores aeroportuários. A garantia de demanda reduz o risco de receita e é um ponto crítico para a aprovação de financiamentos. 4. Captação Verde: Utilizar a análise de Monte Carlo como peça técnica central em *roadshows* com bancos multilaterais e fundos climáticos, buscando o enquadramento em programas de transição energética. A produção de SAF a partir de resíduos urbanos não é apenas uma inovação tecnológica; é uma estratégia de soberania energética e de cumprimento da lei ambiental. Ao transformar o lixo em combustível de aviação, o Brasil pode se posicionar como líder global em economia circular e descarbonização, garantindo que seus aeroportos se tornem verdadeiros *hubs* de aviação verde. Referências [1] Lei nº 14.993/2024. Dispõe sobre a promoção da mobilidade sustentável de baixo carbono e a captura e a estocagem geológica de dióxido de carbono. *Planalto*. URL: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14993.htm [2] Lei nº 12.305/2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. *Planalto*. URL: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm [3] EPE. Nota de Esclarecimentos - Combustível do Futuro. *Empresa de Pesquisa Energética*. URL: http://www.epe.gov.br/pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/combustivel-do-futuro [4] DBEST PLAN. *Artigo sobre a produção de SAF (DBEST PLAN)*. Documento interno de análise de viabilidade econômica. [5] Engineering News. Fischer-Tropsch technology can produce sustainable aviation fuels from municipal waste. *Engineering News*. URL: https://www.engineeringnews.co.za/article/fischer-tropsch-technology-can-produce-sustainable-aviation-fuels-from-municipal-waste-2023-05-08 [6] Czapp. A Produção de SAF Pode Ser Ampliada Para Atender a Demanda. *Czapp Analyst Insights*. URL: https://www.czapp.com/pt/analyst-insights/a-producao-de-saf-pode-ser-ampliada-para-atender-a-demanda/ Lixo que Vira Voo: A Revolução do SAF Descentralizado que Promete Descarbonizar o Brasil e Solucionar a Crise do Lixo

  • Apple amplia compromissos climáticos com novos projetos solares e florestais na Oceania

    Gigante da tecnologia avança em sua meta de neutralidade de carbono até 2030 com usina solar em Victoria, na Austrália, e iniciativas de restauração florestal na Nova Zelândia. Apple amplia compromissos climáticos com novos projetos solares e florestais na Oceania Por EnergyChannel A Apple anunciou uma nova etapa em sua jornada rumo à neutralidade de carbono global, com a expansão de projetos de energia renovável e conservação ambiental na Oceania. A empresa iniciou a construção de uma usina solar em Lancaster, no estado australiano de Victoria, e confirmou novos investimentos em reflorestamento e preservação de ecossistemas na Nova Zelândia. Os projetos fazem parte da estratégia da companhia para reduzir as emissões de gases de efeito estufa associadas ao uso de seus produtos, que representam cerca de 29% de sua pegada de carbono total. A meta é ambiciosa: até 2030, toda a eletricidade utilizada para carregar iPhones, iPads e Macs será proveniente de fontes 100% limpas. Energia limpa para alimentar o futuro digital O parque solar de Lancaster está sendo desenvolvido em parceria com a European Energy  e deve entrar em operação no próximo ano. A iniciativa é um dos primeiros passos de um plano mais amplo da Apple para ampliar a geração de energia renovável na Austrália, contribuindo com mais de 1 milhão de MWh de eletricidade limpa por ano até 2030 . A vice-presidente de Meio Ambiente, Políticas e Iniciativas Sociais da Apple, Lisa Jackson , destacou que o projeto vai além da redução das emissões corporativas. “Queremos que os nossos clientes saibam que a energia usada para carregar seus dispositivos virá de fontes limpas. É um passo importante para apoiar a transição energética da Austrália e gerar benefícios reais para comunidades e ecossistemas locais”, afirmou. Florestas e carbono: investimento em soluções naturais Paralelamente ao avanço na energia solar, a Apple também anunciou novos aportes na Nova Zelândia , dentro do programa Restore Fund um fundo voltado a iniciativas de remoção de carbono por meio de soluções baseadas na natureza. Em parceria com a Climate Asset Management , a empresa está apoiando um projeto que abrange 8.600 hectares  de terras em cinco locais, combinando reflorestamento com sequoias  e preservação de 3.000 hectares de floresta nativa . Criado em 2021 com apoio da Conservation International  e do Goldman Sachs , o Restore Fund já mobilizou centenas de milhões de dólares para restaurar ecossistemas e incentivar práticas de agricultura regenerativa em seis continentes. O fundo recebeu novos aportes em 2023 e 2025, incluindo investimentos diretos da Apple e de parceiros estratégicos como TSMC  e Murata . Parcerias locais e impacto comunitário Na Austrália, a companhia também compartilhou avanços em outro projeto do Restore Fund, em Queensland , onde antigas plantações de cana-de-açúcar estão sendo convertidas em pomares de macadâmia  e áreas de restauração ambiental . Parte do projeto é conduzida em parceria com a organização indígena WYLD , reforçando o compromisso da empresa com o desenvolvimento sustentável de comunidades locais. Rumo à neutralidade de carbono Desde que anunciou, em 2020, o objetivo de zerar sua pegada de carbono até 2030 , a Apple tem direcionado esforços para transformar toda a sua cadeia de valor — da fabricação ao descarte de produtos. As novas iniciativas na Oceania reforçam o papel da empresa como uma das líderes globais em inovação ambiental, ao combinar tecnologia, energia limpa e regeneração de ecossistemas em larga escala. Apple amplia compromissos climáticos com novos projetos solares e florestais na Oceania

  • Brasil avança na construção de arquitetura nacional para o mercado voluntário de carbono

    ABNT integra iniciativa que reúne instituições brasileiras em processo de cooperação técnica voltado ao fortalecimento da infraestrutura de registro, validação e verificação de créditos de carbono Brasil avança na construção de arquitetura nacional para o mercado voluntário de carbono Durante a COP30, em Belém (PA), a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) apresentará o avanço de uma iniciativa em cooperação técnica voltada à estruturação da Arquitetura Nacional para o Mercado Voluntário de Carbono. O esforço reúne instituições brasileiras comprometidas com o fortalecimento da infraestrutura necessária à validação, verificação, registro, custódia e interoperabilidade internacional de créditos de carbono. A iniciativa reflete o espírito de convergência da COP30 e busca alinhar competências técnicas, tecnológicas e de mercado em torno de um objetivo comum: garantir credibilidade, rastreabilidade e transparência ao mercado voluntário de carbono no Brasil. A proposta prevê o desenvolvimento de um ambiente digital integrado, capaz de registrar e acompanhar metodologias brasileiras para projetos de carbono com base em padrões reconhecidos internacionalmente, permitindo que o país opere com maior autonomia e reconhecimento global. A ABNT integra a iniciativa responsável por esse processo de convergência técnica e institucional, que também conta com a participação de NEXT ESG, ACX, ECCON/Reservas Votorantim e B3 — instituições que unem competências complementares nas áreas de normalização, tecnologia, originação de projetos ambientais e infraestrutura financeira. Para o presidente da ABNT, Mário William Esper, o avanço representa um passo decisivo para consolidar o protagonismo técnico do Brasil na transição verde global. “Estamos consolidando um modelo colaborativo que une ciência, tecnologia e governança em torno de um propósito comum: validar e verificar metodologias genuinamente brasileiras, com credibilidade técnica e reconhecimento internacional. É um passo importante na direção de um mercado de carbono robusto e de classe mundial”, destaca o presidente. Brasil avança na construção de arquitetura nacional para o mercado voluntário de carbono

  • Be8 anuncia ampliação de capacidade de biodiesel e nova fábrica de Be8 BeVant® na unidade de Floriano, no Piauí

    COP 30, novembro de 2025  - Erasmo Carlos Battistella, Presidente da Be8, e Victor Hugo Saraiva de Almeida, Diretor- Presidente do Investe Piauí, assinaram nesta terça-feira (11/11), durante a COP 30, uma Carta de Intenções para estabelecer cooperação institucional com vistas à investimentos visando a ampliação da capacidade produtiva na unidade da Be8 em Floriano (PI), assim como a instalação, no mesmo local, da segunda unidade industrial da companhia dedicada à produção do Be8 BeVant. Be8 anuncia ampliação de capacidade de biodiesel e nova fábrica de Be8 BeVant® na unidade de Floriano, no Piauí O evento contou com a participação do Governador do Piauí, Rafael Fonteles, no estande da Be8 na Green Zone da COP 30.A partir desta assinatura, a empresa desenvolve os estudos de viabilidade técnica e econômico-financeira (EVTE), o cronograma preliminar de implantação e as estimativas de geração de emprego e faturamento. A agência apoiará a empresa na identificação de parceiros estratégicos e acompanhamento de pleitos de incentivos fiscais.“Estamos honrados em assinar este compromisso que reforça nosso objetivo estratégico de avançar com oferta de energias renováveis com capacidade ampliada para avançar na oferta de nosso produto aqui na Região Norte”, disse Erasmo Carlos Battistella. “Outro passo importante é ter uma segunda unidade de produção de Be8 BeVant®, que acaba de ser avaliado de forma bem-sucedida na Rota Sustentabilidade COP 30, um projeto desenvolvido com a Mercedes Benz”, completou Battistella. A empresa pretende avançar com a oferta do novo biocombustível nos setores de logística, de transportes coletivos e de cargas nos modais rodoviário, hidroviário, marítimo e ferroviário, assim como equipamentos para a produção de minérios. “A celebração desta Carta de Intenções durante a COP 30 simboliza o compromisso das duas partes de colaborar ativamente para a agenda climática, transformando intenções globais em investimentos concretos e desenvolvimento regional sustentável”, disse Almeida. Be8 BeVant® O Be8 BeVant® é um biocombustível renovável que oferece diferenciais expressivos em relação a outros disponíveis no mercado, podendo ser usado 100% puro em motores diesel. Ele reduz as emissões dos Gases de Efeito Estufa (GEE) e traz outras vantagens, como baixo índice de acidez, livre de contaminantes; alto conteúdo de éster, melhorando a combustão; e maior lubricidade, dispensando o uso de aditivos químicos.O Be8 BeVant® tem potencial de reduzir até 99% das emissões do tanque à roda quando comparado ao diesel de origem fóssil. Com maior teor de éster, ele reduz mais de 50% as emissões de CO (monóxido de carbono), até 85% a emissão de materiais particulados e em até 90% de fumaça preta. A qualidade é comprovada com maior lubricidade considerando ULSD (Ultra Low Sulfur Diesel) máximo de 2 ppm, o teor de monoglicerídio é abaixo de 0,25%, a contaminação total residual fica abaixo de 2 ppm e apresenta 35% menos teor de água. O Estado do Piauí é um polo emergente da matriz energética sustentável brasileira, gozando de um ambiente favorável ao investimento, marcado pela disponibilidade de recursos estratégicos, políticas públicas de incentivo, infraestrutura em expansão e um ecossistema de inovação em desenvolvimento. Sobre a Be8 A Be8 é uma empresa líder em produção de biodiesel, com a produção de mais de 900 milhões de litros do biocombustível, com foco global em energias renováveis para implementar novas matrizes energéticas por meio de um ecossistema circular de inovação. Com foco em uma produção que garante um futuro com recursos naturais, a empresa faz entregas sustentáveis para as pessoas, os negócios e o planeta.  A Companhia é integrante da holding ECB Group e foi fundada em 2005. A sede da Companhia fica em Passo Fundo (RS) e contamos com escritórios administrativos em São Paulo (SP), em Cuiabá (MT), em Genebra, na Suíça e em Dubai (Emirados Árabes Unidos), responsáveis por comercializar a nossa produção de Passo Fundo (RS), Marialva (PR), Nova Marilândia (MT), Floriano (PI), Santo Antônio do Tauá (PA), La Paloma (Paraguai) e Domdidier (Suíça). Be8 anuncia ampliação de capacidade de biodiesel e nova fábrica de Be8 BeVant® na unidade de Floriano, no Piauí

  • Lucro líquido do banco BV soma R$461 milhões no terceiro trimestre

    ROE fica em 15%; carteira de crédito cresce 7,2% e atinge R$92,6 bilhões no período São Paulo, 12 de novembro de 2025  - O banco BV, uma das maiores instituições financeiras do país, alcançou lucro líquido recorrente de R$461 milhões no terceiro trimestre de 2025, mantendo a trajetória de crescimento e solidez. Lucro líquido do banco BV soma R$461 milhões no terceiro trimestre No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o lucro líquido atingiu R$1,4 bilhão, representando um avanço expressivo de 18,6% em relação ao mesmo período de 2024, resultado da execução consistente da sua estratégia. Mesmo diante de um cenário desafiador, o BV manteve o ROE (abreviação em inglês para retorno sobre o patrimônio) recorrente em 15,0%, evidenciando rentabilidade elevada e estabilidade ao longo dos últimos trimestres. Desconsiderando o efeito da venda de carteira via FIDCs, o crescimento da carteira de crédito foi de 7,2%, evidenciando a força do banco BV na originação de novos negócios. Os destaques foram a carteira de motos, pesados e novos, que subiu 29,8%, os empréstimos com garantia de veículos, com alta de 25,3% e a carteira PME (Pequenas e Médias Empresas), que apresentou crescimento de 25,7%. Já a carteira de veículos leves usados, segmento no qual o BV é líder há 12 anos seguidos, mostrou crescimento de 7,7% no período se excluído o efeito dos FIDCs.  “Estamos fortalecendo nossa atuação nos segmentos estratégicos, gradativamente ampliando a originação de crédito e mantendo a rentabilidade em níveis elevados. O avanço do lucro líquido e a estabilidade do ROE evidenciam a confiança dos clientes e a eficiência do nosso modelo de negócios, sinalizando uma tendência positiva para os próximos trimestres”, afirma Gustavo Sousa, CEO do BV. A originação de empréstimos de veículos leves usados totalizou R$5,4 bilhões, 15,2% acima da registrada no segundo trimestre do ano, mas ainda abaixo dos R$6,4 bilhões originados no terceiro trimestre do ano passado. Com a migração de parte da demanda por crédito das empresas para operações de mercado de capitais e maior seletividade na concessão de empréstimos, a carteira (ampliada) do Atacado atingiu R$26,7 bilhões no terceiro trimestre, avanço de 2,8% na comparação com o mesmo período do ano passado.  O banco digital BV segue em ritmo acelerado, com crescimento de 163% na base de depósitos do Varejo e aumento de 38,6% no volume total transacionado (TPV) nos primeiros nove meses do ano. A inadimplência do banco BV ficou em 4,8% terceiro trimestre do ano, 0,4 ponto percentual acima do registrado um ano antes. Na comparação com o segundo trimestre do ano, o indicador teve estabilidade. O custo de crédito do banco mostrou redução de 12,3% sobre o terceiro trimestre de 2024. Já o índice de Basileia subiu 0,5 ponto percentual no período, para 16,7%. “Os ajustes da política de crédito que fizemos para fazer frente ao cenário de juros altos foram fundamentais para que mantivéssemos a solidez do nosso balanço. Essas iniciativas levaram a redução do custo de crédito e a manutenção da taxa de inadimplência em níveis controlados, que garantiram a rentabilidade elevada”, afirma Ronaldo Helpe, CFO do banco BV.  Sobre o banco BV O banco BV é uma das maiores instituições financeiras do país em carteira de crédito e atua nos segmentos de Varejo e Corporate & Investment Banking. Em sua estratégia de negócios, reúne a solidez dos bancos tradicionais com o mindset dos digitais. O BV é especialista em crédito, líder no financiamento de veículos leves usados, painéis solares residenciais e empréstimos com garantia de veículos, além de ser a primeira instituição a neutralizar a emissão de CO2 dos automóveis que financia. Por meio do ecossistema BVx, o banco consolida todas as iniciativas de inovação e parcerias digitais. O banco BV definiu seus compromissos com os pilares ambientais, sociais e de governança no documento público “Compromissos para um futuro mais leve 2030”. Lucro líquido do banco BV soma R$461 milhões no terceiro trimestre

  • Gigantes solares chinesas enfrentam turbulência financeira em meio à guerra de preços e excesso de oferta global

    Empresas como Longi, JinkoSolar e JA Solar registram perdas expressivas no terceiro trimestre de 2025, refletindo a pressão do mercado global e os desafios de rentabilidade na indústria fotovoltaica. Gigantes solares chinesas enfrentam turbulência financeira em meio à guerra de preços e excesso de oferta global EnergyChannel A indústria solar chinesa, que por anos foi sinônimo de crescimento acelerado e domínio global em produção de módulos fotovoltaicos, vive um momento de forte instabilidade. No terceiro trimestre de 2025, as principais fabricantes do setor – Longi Green Energy, JinkoSolar e JA Solar – apresentaram resultados negativos expressivos, revelando os efeitos da queda contínua nos preços e do excesso de oferta mundial. Segundo dados financeiros divulgados pelas companhias e analisados pelo EnergyChannel , a combinação de margens comprimidas, desaceleração da demanda e estoques elevados tem pressionado fortemente o caixa das gigantes solares. A Longi Green Energy , uma das maiores produtoras de wafers e módulos do mundo, registrou um prejuízo líquido de CNY 833,6 milhões (aproximadamente US$ 115 milhões)  entre julho e setembro. O resultado marca uma virada drástica em relação ao ano anterior, quando havia reportado lucro, e reflete uma queda de quase 10% na receita , que totalizou CNY 18,1 bilhões  no trimestre. No acumulado de 2025, o faturamento soma CNY 50,9 bilhões — recuo de 13% em relação ao mesmo período de 2024. Apesar do cenário adverso, a Longi mantém alta capacidade operacional, com 63,4 GW em módulos e células  embarcados no período, incluindo 14,5 GW da linha BC , que vem ganhando relevância com os modelos HPBC 2.0. A companhia encerrou o trimestre com CNY 51,3 bilhões em caixa , mas com passivos totais de CNY 96,1 bilhões, o que eleva a relação dívida/ativo a 62,4%. A JinkoSolar , outra líder do setor, também enfrentou um trimestre desafiador, com prejuízo líquido de CNY 1,01 bilhão  e queda de 34% na receita , que ficou em CNY 16,1 bilhões . Mesmo com o cenário desfavorável, a empresa segue otimista quanto às metas anuais, prevendo embarques de 85 a 90 GW em módulos  e 6 GWh em sistemas de armazenamento  até o final de 2025. As remessas do seu módulo tipo N Tiger Neo  continuam impulsionando o portfólio, com mais de 200 GW entregues globalmente  desde o lançamento. A JA Solar  teve desempenho semelhante, revertendo o lucro do ano anterior e registrando prejuízo de CNY 973 milhões  no terceiro trimestre. A receita caiu 34%, somando CNY 12,9 bilhões , e as entregas atingiram 52 GW nos primeiros nove meses do ano , sendo 18 GW  apenas no último trimestre. A companhia prevê fechar 2025 com entre 70 e 75 GW de módulos enviados , além de ampliar sua presença no segmento de armazenamento de energia. O impacto da desaceleração também atingiu fornecedores estratégicos da cadeia solar. O Flat Glass Group , especializado em vidro para módulos fotovoltaicos, reportou receita trimestral de CNY 4,73 bilhões , com lucro de CNY 376 milhões  – retração de mais de 50% no acumulado do ano. Já a Xinte Energy , produtora de polisilício e materiais básicos, apresentou prejuízo líquido de CNY 526 milhões  e receita de CNY 11,6 bilhões  nos nove primeiros meses de 2025. Contexto global e análise de mercado Especialistas ouvidos pelo EnergyChannel  apontam que o cenário de “superprodução” na China vem se agravando desde o final de 2024, quando a capacidade instalada de fabricação ultrapassou em muito a demanda mundial. “A indústria fotovoltaica vive uma fase de consolidação inevitável”, analisa um executivo do setor. “Os preços caíram a níveis que muitas empresas simplesmente não conseguem sustentar sem comprometer as margens.” A guerra de preços, iniciada entre os próprios fabricantes chineses, tem provocado uma redistribuição global da produção, com fábricas sendo desativadas e investimentos sendo redirecionados para tecnologias de maior eficiência, como células tipo N e módulos TOPCon. Perspectivas para 2026 Embora os resultados de curto prazo revelem fragilidade, analistas acreditam que a pressão atual pode acelerar o amadurecimento do mercado. A expectativa é que, a partir de 2026, o setor passe por uma consolidação natural, com players mais robustos absorvendo empresas menores e focando em eficiência tecnológica e verticalização. “O ajuste é doloroso, mas necessário” , afirma uma fonte próxima ao mercado chinês. “A demanda global por energia solar continua crescendo, e os próximos dois anos serão decisivos para determinar quem liderará a nova fase da indústria.” Gigantes solares chinesas enfrentam turbulência financeira em meio à guerra de preços e excesso de oferta global

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