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- Até 2029, Data Center's consumirão 3,9% do consumo de energia no Brasil, aponta levantamento da MIT Tech Review
A publicação cruzou uma série de informações para a produção de um infográfico que aponta os desafios e as oportunidades da indústria de Data Center's Até 2029, Data Center's consumirão 3,9% do consumo de energia no Brasil, aponta levantamento da MIT Tech Review O avanço acelerado dos data centers no Brasil e no mundo, impulsionado pela adoção massiva de inteligência artificial e pelos serviços em nuvem, tem acendido um sinal de alerta sobre impactos ambientais relacionados ao consumo de energia, ao uso intensivo de água para refrigeração e à pressão sobre recursos naturais. A análise é da MIT Technology Review Brasil, com base em levantamentos e análises publicadas pela plataforma, a partir de fontes internas e externas. De acordo com a publicação, em 2024, os data centers responderam por cerca de 1,7% do consumo de energia elétrica no Brasil (aproximadamente 8,2 TWh), número que tende a crescer conforme aumenta a demanda por processamento de dados.Podendo chegar a 3,9% do consumo total em 2029. Além disso, o uso consuntivo de água do setor foi estimado em 0,003% do total nacional em 2022, ou cerca de 2 bilhões de litros.No caso da água, o impacto é menos visível, mas não menos relevante. Em 2022, conforme mostra o infográfico, o consumo direto estimado do setor foi de cerca de 2 bilhões de litros, o equivalente a 0,003% da demanda hídrica nacional. O número, à primeira vista modesto, esconde um efeito indireto significativo: grande parte da água associada aos data centers está embutida na matriz elétrica, especialmente em centrais termelétricas e hidrelétricas que abastecem essa infraestrutura. Para o VP de Energia e Sustentabilidade da MIT Technology Review Brasil e CEO do Energy Summit, Hudson Mendonça, esses dados pintam um retrato de urgência, e também de oportunidade: “Vivemos a era da economia digital. A explosão da IA e dos serviços em nuvem depende de data centers. Mas, sem infraestrutura robusta, matriz energética limpa e uso consciente de recursos, corremos o risco de trocar avanço tecnológico por degradação ambiental. O Brasil tem uma chance única: aproveitar nossa matriz renovável para liderar a computação sustentável, com energia limpa, eficiência hídrica e governança estratégica.”Os desafios e oportunidades ligados ao crescimento da infraestrutura digital envolvem eficiência operacional, sustentabilidade e impacto econômico. Muitos data centers de última geração já utilizam tecnologias avançadas, como resfriamento por imersão e sistemas de circuito fechado, que reduzem de forma significativa o consumo de água e energia. Entretanto, o avanço da IA tende a ampliar de maneira expressiva a demanda por processamento e armazenamento, exigindo planejamento da rede elétrica, expansão da infraestrutura e maior integração com fontes renováveis. “Esse movimento também fortalece uma nova cadeia de valor verde: a expansão de data centers sustentáveis estimula a criação de empregos e inovação em engenharia, TI, eficiência energética e infraestrutura limpa, contribuindo para acelerar a transição energética no país. Para garantir desenvolvimento responsável, é fundamental aprimorar a regulação e a governança do setor, com políticas públicas, incentivos à energia limpa e adoção de padrões ESG que assegurem o uso responsável dos recursos naturais”, finaliza Mendonça. Sobre o Energy Summit Organizado em parceria com o MIT, o Energy Summit é o principal evento de inovação e empreendedorismo em energia e sustentabilidade, que acontece anualmente no Rio de Janeiro. Conecta os maiores nomes da transição energética e sustentabilidade, incluindo C-levels de grandes empresas e deep techs, autoridades governamentais, palestrantes internacionais, reitores de universidades e centros de pesquisa, que juntos lideram debates essenciais para acelerar o futuro da energia. Saiba mais em: https://energysummit.global/ Até 2029, Data Center's consumirão 3,9% do consumo de energia no Brasil, aponta levantamento da MIT Tech Review
- Energia limpa abastece 88% das unidades do Sabin
Migração da matriz energética reforça compromisso da empresa com agenda ESG Energia limpa abastece 88% das unidades do Sabin O Grupo Sabin, terceiro maior player de medicina diagnóstica do país, alcançou 88% de suas 358 unidades de atendimento abastecidas com energia limpa. O avanço é parte de uma robusta agenda ESG que posiciona a sustentabilidade ambiental como pilar estratégico do negócio e engaja seus cerca de 7 mil colaboradores nas cinco regiões do país. Em 2024, a companhia já alcançou a marca de 67% de seu consumo total de energia elétrica proveniente de fontes sustentáveis, um aumento de 13% na cobertura em relação a 2023. Para uma empresa com a capilaridade do Sabin, presente em 78 cidades de 14 estados e no Distrito Federal, o desafio logístico é superado com uma estratégia diversificada. A empresa investe em fontes variadas de energia limpa, como fornecedoras de energia solar próximas às suas operações e a compra no Mercado Livre de Energia, que oferece opções de biomassa, pequenas usinas hidrelétricas (PCHs) e usinas eólicas. “A incorporação dos critérios de sustentabilidade à nossa gestão tem conexão total com nosso propósito de inspirar pessoas a cuidar de pessoas. a responsabilidade socioambiental é um dos nossos valores prioritários”, explica a presidente-executiva do Grupo Sabin, Lídia Abdalla. “Nossos investimentos em tecnologia, como a nova plataforma NTO 4.0, não apenas otimizam a operação e melhoram a eficiência, mas também são projetados para gerar menor impacto ambiental, alinhando crescimento e responsabilidade.” Em 2025, seis regionais aderiram à migração da matriz energética do Sabin. Campinas e São José dos Campos (SP), Palmas (TO) e Teresina (PI) passaram a adquirir energia no Mercado Livre. Em Cuiabá e Tangará da Serra (MT), a modalidade de abastecimento é a geração distribuída com a aquisição de energia de fazendas fotovoltaicas locais. Ao longo de sua trajetória, a empresa tem consolidado práticas que aliam excelência e qualidade do serviço ao cuidado com o planeta. Em 2007, tornou-se a primeira empresa de medicina diagnóstica da América Latina a ser signatária do Pacto Global da ONU, alinhando suas operações aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Desde 2019, a empresa prioriza a aquisição de energia limpa, o que lhe rende o Certificado de Energia Renovável a cada ano. Compromisso abrangente com a sustentabilidade Além da matriz energética, as ações socioambientais do Grupo Sabin se estendem a outras frentes. Em 2024, a empresa obteve o quarto Certificado de Neutralização das Emissões de Gases de Efeito Estufa consecutivo, compensando 2.270 toneladas de CO₂ referentes às emissões de 2023. Há mais de uma década, o sistema de gestão ambiental do Grupo é certificado pela ISO 14001, estimulando a racionalização de recursos naturais em todas as suas operações. A gestão de recursos hídricos e a reciclagem de materiais também são prioridade ambiental no Sabin. Uma moderna Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) em sua sede, em Brasília, garante o tratamento e o reuso adequado da água utilizada no Núcleo Técnico Operacional (NTO) central. O Programa Nacional de Reciclagem da empresa tem superado a meta de aumentar em 5% por ano a quantidade de materiais enviados para reciclagem. Grupo Sabin | Com 41 anos de atuação, o Grupo Sabin é referência em saúde, destaque na gestão de pessoas e liderança feminina, dedicado às melhores práticas sustentáveis e atuante nas comunidades, o Grupo Sabin nasceu em Brasília (DF), fruto da coragem e determinação de duas empreendedoras, Janete Vaz e Sandra Soares Costa, em 1984. Hoje, conta com 7.000 colaboradores unidos pelo propósito de inspirar pessoas a cuidar de pessoas. O grupo também está presente em 14 estados e no Distrito Federal oferecendo serviços de saúde com excelência, inovação e responsabilidade socioambiental às 78 cidades em que está presente com 358 unidades distribuídas de norte a sul do país. O ecossistema de saúde do Grupo Sabin integra portfólio de negócios que contempla análises clínicas, diagnósticos por imagem, anatomia patológica, genômica, imunização e check-up executivo. Além disso, contempla também serviços de atenção primária contribuindo para a gestão de saúde de grupos populacionais por meio de programas e linhas de cuidados coordenados, pela Amparo Saúde e plataforma integradora de serviços de saúde - Rita Saúde - solução digital que conta com diversos parceiros como farmácias, médicos e outros profissionais, promovendo acesso à saúde com qualidade e eficiência. Energia limpa abastece 88% das unidades do Sabin
- Tempestade Perfeita: A Segurança Energética Brasileira na Era dos Extremos Climáticos
Por Prof. Fernando Caneppele (USP) GEPEA/USP – GESEL/UFRJ Dezembro de 2025. Enquanto o mundo volta suas atenções para os desdobramentos da COP30 em Belém, o Brasil se vê diante de um paradoxo inquietante. Por décadas, nos orgulhamos de possuir uma das matrizes elétricas mais limpas do planeta, alicerçada na grandiosidade de nossas hidrelétricas e na expansão vigorosa das renováveis. Contudo, a natureza, que sempre foi nossa maior parceira na geração de energia, começa a cobrar um preço alto e imprevisível. Tempestade Perfeita: A Segurança Energética Brasileira na Era dos Extremos Climáticos A frequência e a violência dos eventos climáticos extremos de secas prolongadas que esvaziam reservatórios a tempestades torrenciais que derrubam torres de transmissão deixaram de ser notas de rodapé em relatórios do IPCC para se tornarem a realidade operacional do Operador Nacional do Sistema (ONS). O setor elétrico brasileiro, historicamente planejado sob a ótica da eficiência econômica e da modicidade tarifária, enfrenta agora seu teste definitivo: a resiliência. Não estamos mais discutindo apenas a capacidade de gerar energia suficiente (segurança de suprimento), mas a capacidade da infraestrutura de suportar choques físicos severos e recuperar-se rapidamente (resiliência). A pergunta que ecoa nas salas de controle e nos conselhos de administração é: nosso sistema elétrico, desenhado para o clima do século XX, está preparado para a volatilidade do século XXI? A Vulnerabilidade do "Gigantismo" Interligado O Sistema Interligado Nacional (SIN) é uma maravilha da engenharia, permitindo o intercâmbio de energia entre regiões continentais. No entanto, essa interconexão, que é nossa força em tempos de normalidade, expõe fragilidades em tempos de crise. Nossas linhas de transmissão, estendendo-se por milhares de quilômetros, são artérias vitais expostas a vendavais cada vez mais destrutivos. Vimos recentemente como eventos localizados podem cascatear para apagões regionais ou nacionais. A dependência excessiva de grandes troncos de transmissão cria pontos únicos de falha. Além disso, a variabilidade hidrológica extrema coloca em xeque a confiabilidade da nossa "bateria natural". Quando a água falta no Sul ou sobra em excesso destrutivo no Norte, a gestão do sistema deixa de ser técnica e passa a ser uma gestão de crise permanente. Adaptação: O Custo do "Não Fazer" A adaptação da infraestrutura energética não é opcional; é um imperativo de segurança nacional. Isso exige investimentos massivos no "endurecimento" ( hardening ) das redes. Precisamos rediscutir, com seriedade técnica e regulatória, o enterramento de cabos em centros urbanos críticos, o reforço estrutural de torres de transmissão e a blindagem de subestações contra inundações. É evidente que essas medidas têm um custo elevado que pressionará as tarifas. No entanto, qual é o custo de um dia sem energia para a indústria de São Paulo, ou para os hospitais do Nordeste? A análise econômica precisa incorporar o "custo do não fazer". A inércia diante da mudança climática é o investimento mais caro que podemos fazer. Tecnologia como Vetor de Resiliência: Microrredes e Armazenamento Se a infraestrutura centralizada está sob ataque do clima, a resposta reside na descentralização inteligente. A tecnologia nos oferece ferramentas para aumentar a granularidade e a robustez do sistema. As microrredes ( microgrids ) surgem como protagonistas nessa nova arquitetura. Comunidades, complexos industriais e hospitais equipados com geração própria (geralmente solar) e sistemas de armazenamento podem operar ilhados durante colapsos da rede principal, garantindo a continuidade de serviços essenciais. Aqui, o papel das baterias e do armazenamento de energia transcende a simples arbitragem de preços. Elas são ativos de segurança. Em um cenário de tempestade, uma bateria carregada vale mais do que ouro. A regulação precisa avançar para remunerar esses ativos não apenas pela energia que entregam, mas pela confiabilidade e resiliência que aportam ao sistema como um todo. O Fim da Estacionariedade e o Futuro do Planejamento O maior desafio, contudo, talvez não seja físico, mas intelectual. O planejamento energético tradicional baseia-se no conceito de "estacionariedade" a ideia de que o passado é um guia confiável para o futuro. Esse conceito está morto. As séries históricas de chuvas e ventos já não servem para prever o clima de 2026 ou 2030. Precisamos integrar modelos climáticos preditivos de alta complexidade à operação do sistema elétrico em tempo real. O planejamento da expansão deve considerar cenários de estresse climático que hoje parecem improváveis, mas que amanhã serão a manchete do dia. Conclusão: Uma Nova Governança para Tempos Turbulentos O Brasil tem a oportunidade de liderar pelo exemplo, não apenas na mitigação das emissões, mas na adaptação de sistemas críticos. A segurança energética frente ao caos climático exige uma governança ágil, que integre o setor elétrico, a defesa civil e o planejamento urbano. A transição energética justa e segura não se faz apenas com painéis solares e turbinas eólicas; faz-se com concreto reforçado, software inteligente e, acima de tudo, com a visão estratégica de que a resiliência é o alicerce sobre o qual o desenvolvimento sustentável deve ser construído. Se não prepararmos nossas redes para as tempestades que virão, a transição energética corre o risco de ser interrompida pelo apagar das luzes. Tempestade Perfeita: A Segurança Energética Brasileira na Era dos Extremos Climáticos Por Prof. Fernando Caneppele (USP)
- 2026: O Ano da Bateria no Brasil e a Corrida Bilionária pela Energia do Futuro
Por Daniel Pansarella, para o Energy Channel O setor elétrico brasileiro, em um movimento silencioso para o grande público, mas estrondoso para o mercado, está no limiar de sua maior transformação em décadas. 2026: O Ano da Bateria no Brasil e a Corrida Bilionária pela Energia do FuturoPor Daniel Pansarella, para o Energy Channel Com a aprovação de novas regulamentações e o primeiro leilão de baterias marcado para abril de 2026, o Brasil destrava um mercado bilionário e redefine o futuro de sua matriz energética. As siglas ANEEL, ONS, MME e EPE, antes restritas aos iniciados, agora ditam o ritmo de uma corrida onde critérios locacionais e o armazenamento de energia se tornam as peças-chave de um xadrez complexo e estratégico. A Medida Provisória 1.304/2025, liderada pelo Senador Eduardo Braga, redesenhou o mapa da energia no país, reconhecendo oficialmente as baterias como um pilar para a flexibilidade e segurança do sistema. A frase do Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ecoa como um alerta e uma profecia: "sem baterias, nós vamos ao colapso energético" . Em paralelo, a ANEEL aprovou sua Agenda Regulatória 2026-2027, com 91 temas para modernizar o setor, focando em geração, transmissão, distribuição e tarifas, sinalizando um caminho de previsibilidade regulatória fundamental para alinhar investimentos e estratégias de expansão. Este cenário foi tema de intenso debate em recente evento da ABSAE, com a participação de Sumara Ticon (ONS) e Markus Vlasits (ABSAE), onde estive presente e pude observar a convergência e as divergências sobre os próximos passos do setor. A discussão, centrada no mecanismo de resposta da geração e da demanda, deixou claro que o futuro é inexorável, mas o caminho até ele será disputado. O Quebra-Cabeça Locacional: Onde a Energia Vale Mais A EPE, em um movimento de vanguarda, propôs uma metodologia inovadora para o leilão de 2026: um critério locacional para identificar as regiões que mais se beneficiarão da instalação de baterias. A prioridade será para áreas com menor robustez elétrica, onde o sistema tem dificuldade de manter a tensão e responder a variações bruscas, especialmente com a alta penetração de fontes intermitentes como solar e eólica. A identificação dessas áreas é feita por meio de um índice que combina a potência de curto-circuito da rede com a presença de geradores conectados por inversores, que tendem a reduzir a estabilidade do sistema. Para incentivar a instalação nos locais certos, foi criado um mecanismo de bonificação locacional . Projetos em áreas críticas receberão um bônus (desconto de 10% no preço ofertado para fins de classificação), tornando-os mais competitivos no leilão. O objetivo, segundo a EPE, é estimular a conexão em pontos que reforcem a operação, reduzam sobrecargas e melhorem a qualidade do suprimento. Grid-Forming e Digitalização: A Revolução Técnica que o Brasil Precisa Aqui reside um dos pontos mais técnicos e cruciais da discussão: a diferença entre grid-following e grid-forming . A maior parte dos inversores de fontes renováveis e baterias opera no modo grid-following, ou seja, eles "seguem" a rede existente, dependendo de geradores síncronos (como hidrelétricas e térmicas) para estabelecer tensão e frequência. Com a substituição progressiva dessas fontes por renováveis intermitentes, o sistema perde a capacidade de formar rede de maneira autônoma. A tecnologia grid-forming muda esse paradigma. Baterias equipadas com essa funcionalidade podem emular o comportamento de geradores síncronos, criando tensão e frequência de forma independente, sem depender de outras fontes. Isso é fundamental para a estabilidade do sistema, especialmente em regiões com alta penetração de solar e eólica. A exigência de grid-forming no leilão de 2026 eleva o patamar de qualidade dos projetos e garante que as baterias não sejam apenas dispositivos de armazenamento, mas verdadeiros estabilizadores da rede. Paralelamente, a digitalização das redes elétricas é outro pilar essencial. A obrigatoriedade de digitalização até 2035, prevista em portaria, impulsiona a adoção de smart grids, que utilizam tecnologias digitais e de comunicação para gerenciar e monitorar o fluxo de eletricidade em tempo real. Medidores inteligentes, automação de subestações e sistemas de gestão avançados permitem identificar desperdícios, otimizar o uso da energia e integrar de forma mais eficiente a geração distribuída e o armazenamento. A combinação de grid-forming e digitalização cria um sistema elétrico mais resiliente, flexível e preparado para a transição energética. Sem esses avanços técnicos, o Brasil corre o risco de ter uma matriz renovável, mas instável e sujeita a colapsos. A Revolução das Baterias: Mais que Armazenar, é Estabilizar As baterias não são apenas caixas para guardar energia. Elas são a ferramenta que faltava ao ONS para gerenciar uma rede cada vez mais complexa. Christiano Vieira, diretor do ONS, foi enfático ao afirmar que a discussão sobre armazenamento é "para ontem" . Os atributos das baterias são múltiplos e vão muito além do simples armazenamento: Estabilidade e Sincronização: Com tecnologias como grid-forming, as baterias podem formar rede de maneira autônoma, garantindo tensão e frequência estáveis, um serviço essencial para a segurança do sistema. Rampa: A capacidade de carregar e descarregar em altíssima velocidade permite suavizar as variações de geração renovável e responder instantaneamente a picos de demanda. Esse atributo é crucial para gerenciar os "vales de carga" cada vez mais profundos, onde a geração solar domina pela manhã e cai abruptamente no fim da tarde. Combate ao Curtailment: O corte de geração renovável, que gerou perdas de R$ 3,2 bilhões em 2025 (crescimento de 230% em relação ao ano anterior), pode ser drasticamente reduzido. A energia que seria desperdiçada por excesso de oferta ou congestionamento na rede pode ser armazenada e injetada no sistema quando for mais necessária. Em agosto de 2025, foram descartados 17,2% de toda a geração solar e eólica que poderia ser produzida no país, o equivalente a todo o consumo do Paraná durante um mês. O desafio é imenso. O crescimento da geração distribuída, estimado em 7 GW por ano, ameaça a controlabilidade do sistema, como alerta o ONS. As baterias surgem como a solução para gerenciar esse fluxo e evitar a perda de controle sobre a rede. O Desafio dos Datacenters: Uma Nova Fronteira Energética Se as baterias são a solução para a intermitência renovável, os datacenters são o novo grande desafio para o planejamento energético brasileiro. Em apenas 60 dias após a criação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (ReData), o país registrou um acréscimo de 6,4 GW em novos projetos. O volume de empreendimentos em análise no MME saltou de 19,8 GW em setembro de 2025 para 26,2 GW em novembro. A maior parte dos projetos está concentrada em São Paulo, especialmente nas regiões metropolitanas da capital e de Campinas, mas há estudos em andamento para Rio de Janeiro (4 GW), Rio Grande do Sul (5 GW) e Nordeste (4 GW). A EPE já recomendou investimentos de aproximadamente R$ 1,6 bilhão para o reforço do sistema elétrico paulista, com potencial para liberar cerca de 4 GW de margem de conexão. Para os datacenters, confiabilidade é o ponto mais importante . Qualquer interrupção no fornecimento de energia pode resultar em perdas operacionais e financeiras catastróficas. As baterias, nesse contexto, não são apenas uma opção, mas uma necessidade. Elas garantem fornecimento ininterrupto, estabilizam tensão e frequência, e permitem integração com fontes renováveis, reduzindo custos operacionais por meio de arbitragem energética. A EPE está avaliando diferentes alternativas tecnológicas para ampliar a capacidade do sistema, incluindo Dynamic Line Rating (DLR), equipamentos FACTS (como SSSC), baterias para armazenamento e reconduzimento de linhas com cabos HTLS. Essas soluções podem ser implementadas no curto e médio prazo, oferecendo alternativas viáveis para atender à crescente demanda. Desafios e Oportunidades: A Corrida Começou Apesar do otimismo, o caminho tem obstáculos. O custo das baterias no Brasil, penalizado por impostos e logística, ainda é alto. A infraestrutura de rede precisa de modernização e a burocracia para novas regulamentações ainda é um risco. A concretização dos projetos depende da disponibilidade de infraestrutura de transmissão e telecomunicações, da viabilidade econômico-financeira e do cumprimento das novas regras de garantias para conexão. Contudo, para o olhar do estratega, desafios são sinônimos de oportunidades. A complexidade abre espaço para consultorias inovadoras, a necessidade de infraestrutura é um convite a fornecedores de tecnologia, e a demanda por capital cria o ambiente para novas estruturas financeiras. A Greener projeta que o mercado de BESS no Brasil deve movimentar mais de R$ 23 bilhões até 2030, e a EPE já cadastrou 126,3 GW em 368 projetos para o leilão de 2026. O futuro do setor elétrico brasileiro está sendo escrito agora. O leilão de 2026 é apenas o primeiro capítulo. A questão não é mais se o armazenamento vai decolar, mas quem serão os pilotos dessa jornada. A corrida começou, e quem não se posicionar agora, ficará para trás. Hashtags: #Energia #MercadoDeEnergia #Baterias #ArmazenamentoDeEnergia #ANEEL #ONS #MME #EPE #EnergiaRenovavel #TransiçãoEnergética #Brasil2026 #SetorElétrico #Inovação #Sustentabilidade #GridForming #SmartGrid #Datacenters 2026: O Ano da Bateria no Brasil e a Corrida Bilionária pela Energia do FuturoPor Daniel Pansarella, para o Energy Channel
- Brasil testa nova geração de usinas solares flutuantes com rastreamento automático do Sol e promete salto de eficiência
Em meio à corrida global por fontes renováveis de alta performance, uma tecnologia brasileira começa a chamar atenção no setor fotovoltaico internacional: ilhas solares flutuantes capazes de acompanhar o movimento do Sol , combinando engenharia de precisão, automação avançada e ganhos energéticos acima do padrão mundial. Brasil testa nova geração de usinas solares flutuantes com rastreamento automático do Sol e promete salto de eficiência Desenvolvido pela Apollo , o sistema apresentado ao EnergyChannel representa uma mudança estrutural no modelo de geração flutuante até então baseado, quase sempre, em plataformas estáticas orientadas para o Norte. A proposta agora é ir além: usar rastreamento solar (tracking) diretamente sobre a água , ampliando a produtividade e abrindo caminho para aplicações de grande escala, inclusive para alimentar futuros datacenters de inteligência artificial. Estruturas maiores, mas criadas para escalar Embora os módulos flutuantes da Apollo pareçam maiores e mais robustos que os utilizados em projetos internacionais, o design não é excesso é estratégia. Segundo a empresa, o sistema foi concebido para suportar expansões em larga escala , tanto em potência quanto em funcionalidades. Isso significa que uma ilha inicialmente instalada como estrutura fixa pode ser convertida para operação com rastreamento solar com mínimas mudanças mecânicas e apenas ajustes no software de controle. A engenharia por trás do movimento A operação das ilhas segue uma lógica diária própria. Às 5h da manhã , o conjunto que pode chegar a 3 MWac / 3,65 MWp e pesar cerca de mil toneladas começa a liberar automaticamente seus 32 cabos de ancoragem , dando início ao deslocamento controlado para Leste, impulsionado por propulsores de jato d’água trifásicos , projetados para até 50 mil horas de operação sem manutenção . Ao nascer do Sol, a ilha já está posicionada no ângulo ideal para receber a primeira incidência de radiação. Durante o dia, os sistemas de ancoragem automática e propulsão trabalham em conjunto para que toda a plataforma e, consequentemente, os módulos fotovoltaicos acompanhe a trajetória do Sol. 12h → posição voltada para o Norte Pôr do Sol → posição Oeste Fim do dia → retorno ao ponto inicial Em condições climáticas severas, o software assume um modo de segurança semelhante aos trackers terrestres, orientando a estrutura para a posição de menor impacto do vento até a normalização. Até 18% mais energia entregue à rede A principal vantagem do sistema está no achatamento da curva de geração . Como a plataforma ajusta a inclinação e a orientação ao longo do dia, os módulos atingem seu melhor desempenho muito mais cedo, mantendo alta eficiência até próximo do pôr do Sol. Os testes iniciais da Apollo apontam que: O ganho bruto chega a 20% na energia produzida. Considerando o consumo dos sistemas de automação e propulsão, o ganho líquido se mantém em até 18% , índice considerado expressivo para plantas flutuantes de grande porte. O acréscimo de CAPEX é compensado rapidamente pelo aumento de geração, acelerando o payback. No OPEX, o impacto é mínimo: o ancoramento automatizado já faz parte do projeto padrão, enquanto os propulsores de longa vida útil e o software autogerenciável exigem manutenção reduzida. Tecnologia desenhada para a demanda da IA Com a explosão dos datacenters dedicados a aplicações de inteligência artificial estruturas notoriamente intensivas em energia soluções solares de alto rendimento se tornam essenciais. A Apollo prevê grande aderência dessa tecnologia em projetos híbridos que combinem: ilhas solares flutuantes com rastreamento , baterias de alta capacidade , e operação despachável , algo estratégico para centros computacionais 24/7. Além disso, o modelo flutuante ajuda a preservar áreas terrestres, reduz evaporação de reservatórios e melhora o resfriamento natural dos módulos, ampliando sua performance. Rumo a uma nova fase da energia flutuante no Brasil O avanço das usinas solares flutuantes com tracker marca um salto para o setor fotovoltaico nacional, que passa a disputar espaço com soluções asiáticas e europeias de grande escala. Para especialistas, a tecnologia pode tornar o Brasil um dos principais polos mundiais em engenharia solar aplicada a reservatórios. À medida que a eletricidade se torna insumo crítico para IA, armazenamento e digitalização, soluções que combinam geração elevada, segurança e baixo impacto ambiental tendem a conquistar protagonismo e as ilhas solares móveis podem ser um dos capítulos mais disruptivos dessa transformação. Brasil testa nova geração de usinas solares flutuantes com rastreamento automático do Sol e promete salto de eficiência
- EXCLUSIVO: O Escudo Legal que Salva a Geração Compartilhada da 'Tempestade' Tributária do IBS/CBS
A revolução da Geração Distribuída (GD) no Brasil, impulsionada pela energia solar , enfrenta seu maior desafio regulatório com a chegada da Reforma Tributária do consumo, instituída pela Lei Complementar n. 214/2025. A promessa de simplificação fiscal trouxe consigo uma ameaça silenciosa que poderia inviabilizar o modelo de Geração Compartilhada , essencial para a democratização da energia limpa no país. EXCLUSIVO: O Escudo Legal que Salva a Geração Compartilhada da 'Tempestade' Tributária do IBS/CBS Em uma apuração exclusiva, o EnergyChannel mergulhou nos bastidores da nova legislação e revela o xeque-mate legal que garante a sobrevivência e a segurança jurídica dos empreendimentos, apontando a Associação Civil como o formato mais robusto para blindar consumidores e investidores contra a ampliação da base de cálculo do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS). O Alerta da Nova Tributação: O que Muda com o IBS e a CBS? A LC 214/2025 redesenha a tributação sobre bens e serviços, substituindo o PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS pelos novos tributos federais (CBS) e subnacionais (IBS). No setor de Geração Compartilhada, onde pessoas físicas e jurídicas se unem para ratear a energia produzida por uma usina remota, a mudança acendeu um sinal de alerta em duas frentes principais: 1. Tributação de Serviços e Aluguéis: Operações que antes tinham tratamento fiscal mais brando, como os serviços de Operação e Manutenção (O&M) e o aluguel/arrendamento de terrenos e equipamentos, passam a ser integralmente tributadas pelo IBS e CBS, conforme os artigos 3º e 4º da nova Lei. Embora haja previsão de desconto de 70% nas alíquotas para locação de bens imóveis, a locação de bens móveis e os serviços de O&M não contam com essa redução, elevando o custo operacional dos projetos. 2. O Risco da Dupla Tributação (O "Rateio Contábil"): O ponto mais controverso é a interpretação de que o pagamento feito pelo associado/consorciado à organização, em troca da compensação energética, poderia ser considerado um "fornecimento de bens" e, portanto, sujeito ao IBS/CBS. O Contra-Ataque Legal: Por Que o Rateio Não é "Fornecimento" A tese de que o rateio de energia deve ser tributado é veementemente refutada por especialistas em direito tributário e societário. A chave para a blindagem legal reside na definição de " fornecimento" e na natureza da operação de Geração Compartilhada. De acordo com a própria LC 214/2025, o fornecimento de energia (equiparada a bem material) ocorre na **entrega ou disponibilização** do bem ao destinatário. No caso da GD, a entrega física da energia (a distribuição) é realizada pela concessionária, que já recolhe os tributos devidos nesse momento. "A operação entre a associação e o associado, nada mais é do que o registro contábil das compensações energéticas efetuadas quando do fornecimento de energia elétrica, que foi realizado pela concessionária e já tributado naquele momento. Não há qualquer tipo de fornecimento de energia da associação ao associado." Análise Jurídica EnergyChannel Em outras palavras, o rateio é um mero acerto de contas interno, um **registro contábil** da compensação de créditos, e não uma nova operação de venda ou fornecimento de energia. Tentar tributar essa etapa representaria uma inconstitucional **bitributação** e um golpe fatal na viabilidade econômica da GD. Associação Civil: O Modelo que Garante a Flexibilidade e a Segurança Diante do novo cenário tributário, a escolha da estrutura jurídica para a Geração Compartilhada se torna um fator crítico de sucesso. A Resolução Normativa nº 1.000/2021 da ANEEL já prevê quatro modelos: consórcio, cooperativa, condomínio civil ou associação civil [2]. No entanto, a Associação Civil se destaca como a opção mais segura e eficiente, especialmente para projetos que buscam reunir tanto Pessoas Físicas (PF) quanto Pessoas Jurídicas (PJ) . Modalidade Jurídica Base Legal Participantes Admissíveis Risco Legal/Tributário na GD Consórcio Empresarial Lei nº 6.404/1976 Apenas Pessoas Jurídicas Fragilidade do "Consórcio de Consumidores" (Lei 14.300/2022) por não ser uma figura societária autônoma e não admitir PF. Cooperativa Lei nº 5.764/1971 PF e PJ (com restrições) Sujeita ao regime regular de IBS/CBS. Restrições para PJ sem fins lucrativos ou sem correlação de atividades. Condomínio Civil Código Civil PF e PJ (coproprietários) Exige copropriedade de bem indivisível, limitando a flexibilidade do arranjo. Associação Civil Código Civil PF e PJ (sem restrições) Alta segurança. Flexibilidade para reunir todos os tipos de consumidores. Ausência de fins lucrativos não impede atividade econômica, desde que o resultado seja reinvestido. A flexibilidade da Associação Civil é crucial. Diferentemente do Consórcio Empresarial (que só admite PJ) ou do controverso "Consórcio de Consumidores" (que carece de regras claras de constituição, registro e tributação), a Associação permite a união irrestrita de PFs e PJs. Além disso, o fato de a Associação ser uma entidade **sem fins lucrativos** não a impede de exercer atividade econômica (como a geração de energia), desde que os resultados sejam integralmente aplicados em suas finalidades institucionais e não distribuídos aos associados [3]. O benefício econômico obtido pelos associados (a redução da conta de luz) é visto como uma vantagem decorrente do objeto social, e não como remuneração de capital, mantendo a integridade do modelo. O Futuro da GD: Planejamento Estrutural é a Palavra-Chave O cenário pós-Reforma Tributária exige que investidores e consumidores de Geração Compartilhada ajam com inteligência e planejamento. A escolha do modelo jurídico não é apenas uma formalidade, mas uma estratégia de blindagem fiscal . O EnergyChannel conclui que, enquanto o setor aguarda a consolidação das interpretações fiscais sobre o IBS e a CBS, a Associação Civil se consolida como o caminho mais seguro para garantir que a Geração Compartilhada continue a prosperar no Brasil, mantendo a promessa de economia e sustentabilidade para milhões de brasileiros. EXCLUSIVO: O Escudo Legal que Salva a Geração Compartilhada da 'Tempestade' Tributária do IBS/CBS
- Aeroporto de Natal dá início à maior transição solar já vista em terminais do Nordeste
O Aeroporto Internacional de Natal iniciou um movimento estratégico para redefinir seu modelo energético: a construção de uma usina solar própria de 5 MW, projeto que marca um dos maiores avanços da aviação regional rumo à autossuficiência elétrica. Aeroporto de Natal dá início à maior transição solar já vista em terminais do Nordeste A iniciativa coloca o terminal potiguar na lista dos aeroportos que adotam geração renovável como infraestrutura essencial e não apenas complementar. Uma virada para energia limpa no setor aeroportuário Com investimento previsto de R$ 24 milhões , o empreendimento está sendo desenvolvido em uma área próxima ao terminal e terá capacidade suficiente para suprir 100% da demanda elétrica operacional do aeroporto ao longo do ano. Quando concluído, o sistema evitará emissões significativas de CO₂ e reduzirá custos de operação no longo prazo um dos principais objetivos de aeroportos que buscam competitividade e eficiência energética. Obras em ritmo acelerado As obras começaram no final de novembro e têm prazo estimado de dez meses para conclusão. O projeto contempla a instalação de milhares de módulos fotovoltaicos, inversores de alta eficiência e um sistema de monitoramento inteligente, alinhado às exigências técnicas para operação em ambientes aeroportuários. A execução está sob responsabilidade da WSO Solar , empresa sediada em Natal e especializada em soluções fotovoltaicas de grande porte. A companhia já atua em projetos similares no país e tem ampliado sua presença no segmento de energia para infraestrutura crítica. Tendência global que chega com força ao Brasil A adoção de usinas solares por aeroportos tem crescido em todo o mundo, combinando redução de custos, estabilidade energética e metas de descarbonização. No Brasil, o movimento ganha tração com iniciativas como a que está em desenvolvimento em Natal e com estruturas menores, como a usina de 1 MW instalada no aeroporto de Macaé (RJ). O novo sistema no Rio Grande do Norte, porém, eleva o padrão regional ao adotar uma potência mais robusta, capaz de tornar o terminal energeticamente independente e menos vulnerável às oscilações da rede tradicional. Impacto para passageiros e para o estado Além de melhorar a sustentabilidade da operação, o projeto deve fortalecer a imagem do aeroporto como ativo estratégico para o turismo e para a economia potiguar. A iniciativa também abre espaço para futuras expansões e projetos complementares de eletrificação e eficiência. O que vem agora Nos próximos meses, equipes técnicas avançam com terraplenagem, instalação das bases metálicas e montagem dos painéis. A expectativa é que os testes de operação iniciem antes do fim do prazo total das obras, permitindo que o aeroporto comece a integrar a energia solar à rotina operacional de forma gradual. Com essa implantação, o Aeroporto de Natal entra para o grupo de terminais brasileiros que assumem protagonismo na transição energética e reforça o papel do Nordeste como referência nacional em geração fotovoltaica. Aeroporto de Natal dá início à maior transição solar já vista em terminais do Nordeste
- Alta demanda acelera a modernização dos data center's e amplia a urgência por descarbonização e eficiência energética
A necessidade de reduzir desperdícios e ampliar capacidade computacional coloca a refrigeração e otimização térmica no centro das estratégias de eficiência do setor. Alta demanda acelera a modernização dos data centers e amplia a urgência por descarbonização e eficiência energética A expansão acelerada da digitalização e de Inteligência Artificial está impulsionando um crescimento expressivo no setor de data centers. A projeção global, segundo aponta o recente relatório da AIE – Agência Internacional de Energia sobre Inteligência Artificial, indica que, até 2030, a demanda energética desses ambientes deve dobrar, passando a representar 3% de todo o consumo mundial de energia elétrica. Com esse avanço, a eficiência energética tornou-se prioridade absoluta para um segmento que precisa escalar capacidade computacional sem ampliar na mesma proporção seu consumo de recursos. A Danfoss, multinacional dinamarquesa, apresenta soluções que vêm ganhando força nesse contexto, entre elas está o liquid cooling. Sistemas fechados de liquid cooling conseguem elevar a eficiência energética em 15% e se destacam por sua capacidade superior de remover o calor gerado pelos equipamentos. Além disso, o processo facilita o reaproveitamento térmico, permitindo que o calor residual seja tratado como um recurso útil para aplicações industriais ou de aquecimento, em vez de ser simplesmente descartado. De acordo com Zachary Dominique, Global Head of Data Centers Sales da Danfoss Climate Solutions, a adoção de tecnologias eficientes é guiada por três pilares centrais: “ Aumentar a eficiência energética, reduzir o uso de água e reaproveitar o calor produzido na operação. Soluções já disponíveis no mercado conseguem atender a esses três objetivos ao mesmo tempo, abrindo caminho para data centers mais sustentáveis e preparados para lidar com a crescente demanda por processamento ”, explica. A Danfoss se posiciona como uma parceira estratégica nesse processo de evolução. A empresa oferece tecnologias de refrigeração e de recuperação de calor projetadas para atender às necessidades específicas dos data centers, com uma abordagem de ponta a ponta voltada à otimização energética. A proposta é apoiar operadores na criação de infraestruturas mais eficientes, capazes de acompanhar a expansão da computação de forma responsável. De acordo com o executivo da Danfoss, a construção de soluções de alta performance exige um ecossistema integrado, em que diferentes empresas atuam conjuntamente no desenvolvimento, otimização e implementação das tecnologias. Modelos de co-criação permitem acelerar a entrega de componentes e sistemas mais eficientes, ampliando a confiabilidade e a capacidade operacional dos data centers. “Estamos diante de um momento em que a eficiência não é opcional. Ao trabalharmos juntos, conseguimos impulsionar tecnologias que aumentam a eficiência, ampliam a capacidade e ajudam a tornar os data centers mais sustentáveis”, afirma Dominique. A perspectiva para os próximos anos é clara: “tecnologias atuais já permitem aumentar a eficiência energética, expandir a capacidade de computação e escalar rapidamente a operação dos data centers. O compromisso da Danfoss é contribuir para que esse avanço ocorra de forma cada vez mais eficiente e sustentável, alinhado às exigências da nova economia digital”, finaliza. Alta demanda acelera a modernização dos data centers e amplia a urgência por descarbonização e eficiência energética Alta demanda acelera a modernização dos data center's e amplia a urgência por descarbonização e eficiência energética
- MERCADO LIVRE DE ENERGIA EM 2026: ESQUEÇA O MILAGRE E EVITE O PIOR
Por Arthur Oliveira Tornou-se recorrente a busca por uma suposta energia a R$ 180/MWh para 2026, apresentada como solução garantida e de preço fixo uma expectativa que, na prática, não se sustenta no mercado. MERCADO LIVRE DE ENERGIA EM 2026: ESQUEÇA O MILAGRE E EVITE O PIOR A resposta é sempre a mesma: esse preço não existe e nunca vai existir de forma sustentável. Quem oferece sabe que não vai entregar, porque nenhuma empresa sobrevive comprando energia por 10 e revendendo por 9. É matemática elementar. Considerando hidrologia, encargos regulatórios, expansão renovável e curva real de preços, o resultado é cristalino: 2026 será mais caro que 2025. Não é opinião, é fato já precificado pelo mercado. O QUE OS NÚMEROS REAIS ESTÃO MOSTRANDO HOJE Na última semana útil antes de dezembro de 2025, o contrato convencional para o primeiro trimestre de 2026 subiu 9,28% e fechou a R$ 262,79/MWh. A energia incentivada 50% já bateu R$ 291,77/MWh, segundo a BBCE. Isso não é ruído, é tendência. A Anace estima que os novos encargos setoriais, custo de transmissão e antecipação de usinas de reserva vão acrescentar até R$ 65/MWh ao custo final do consumidor livre. A TUSD para indústrias já foi reajustada em 18,5% em algumas regiões. A NOAA confirma La Niña fraco com 70% de probabilidade até fevereiro de 2026, o que significa chuvas irregulares no Sul e Sudeste exatamente onde estão 60% dos reservatórios. Some tudo isso à liquidez altíssima nos contratos de 2026 e você entende por que o mercado inteiro está correndo para travar volume agora. CENÁRIOS REALISTAS Esqueça o cenário de energia barata. Ele tem probabilidade próxima de zero. Após cruzar hidrologia com regulação, renováveis com demanda e preços atuais com projeções de longo prazo, chegamos aos seguintes cenários para 2026: O CENÁRIO MAIS PROVÁVEL (65% de chance) é o de pressão sustentada. Preços médios entre R$ 260 e R$ 290/MWh no convencional e entre R$ 290 e R$ 330/MWh na incentivada 50%. Isso representa aumento real de 12% a 18% em relação a 2025. Há um CENÁRIO DE ESTABILIDADE TENSA (25% de chance) caso tenhamos hidrologia neutra e entrada forte de renováveis. Nesse caso os preços ficariam entre R$ 220 e R$ 250/MWh no convencional, ainda assim mais caro que 2024 e 2025. O CENÁRIO DE VOLATILIDADE EXTREMA (10% de chance) traria oscilações brutais, com momentos abaixo de R$ 200/MWh e picos acima de R$ 320/MWh. Quem depender só do mercado spot pode ver contas saltarem entre 50 e 70% em meses críticos. A previsão base realista, considerando todos os cruzamentos, aponta para R$ 250/MWh médio no convencional e R$ 290/MWh na incentivada 50%, com 60% de chance de ficar acima disso se a hidrologia for apenas mediana. O IMPACTO NO BOLSO DE UMA INDÚSTRIA MÉDIA Para uma empresa com consumo médio de 5 a 10 MW, o cenário mais provável significa entre R$ 2,5 milhões e R$ 3,5 milhões a mais na conta de energia em 2026 comparado a 2025. No cenário de volatilidade extrema, esse valor pode chegar a R$ 4 milhões ou mais em anos ruins. É dinheiro que sai direto do lucro ou vai para o preço final do produto. O QUE FAZER AGORA AÇÕES CONCRETAS E REALISTAS Contrate hoje o máximo de volume que o orçamento comportar, mesmo que o preço esteja entre R$ 255 e R$ 295/MWh. É infinitamente melhor pagar 12-15% a mais do que você sonhava do que 40-60% a mais no spot quando chegar 2026. Dê preferência absoluta a contratos com modulação sazonal ou mensal. Essa flexibilidade permite reduzir volume nos meses caros e aumentar nos meses eventualmente mais baratos. Avalie com seriedade autoprodução solar com ou sem bateria, ou parceria em pequenas centrais hidrelétricas e usinas fotovoltaicas com equity. Para cargas acima de 4-5 MW médio, a APE irá proteger o consumidor contra desgastes futuros. Fuja como o diabo da cruz de qualquer proposta boa demais para ser verdade. Energia incentivada 50% a R$ 180-200/MWh para 2026 com contrato longo é sinônimo de calote ou falência da trading antes da entrega. Considere travar parte do volume em 2027 e 2028. Em vários momentos o mercado está precificando esses anos mais barato que 2026 é oportunidade real de reduzir o custo médio da década. SEM RODEIOS 2026 não será o ano da energia barata. Será o ano em que apenas quem tomou decisões consistentes em 2025 conseguirá conviver com um custo elevado, porém previsível. Quem aguardou por milagres enfrentará um cenário mais caro, mais volátil e possivelmente sem disponibilidade firme de contrato. A solução continua sendo a combinação de realismo e estratégia: contratar o que é possível agora, estruturar proteção via hedge e considerar seriamente a autoprodução como mecanismo de estabilidade de longo prazo. Se desejar, posso elaborar em 24 horas três cenários quantitativos otimista, base e pessimista — com o impacto direto no fluxo de caixa da sua empresa entre 2026 e 2028. Basta enviar o consumo mensal e a posição contratada atual. O tempo da espera acabou. O que resta são decisões inteligentes. MERCADO LIVRE DE ENERGIA EM 2026: ESQUEÇA O MILAGRE E EVITE O PIOR
- Schneider Electric fortalece sua prática global de consultoria em energia e sustentabilidade com o lançamento da SE Advisory Services
Essa expansão reforça sua atuação no Brasil, ao oferecer às organizações suporte estratégico para transformar seus desafios de sustentabilidade, energia e digitalização em resultados concretos e mensuráveis Schneider Electric fortalece sua prática global de consultoria em energia e sustentabilidade com o lançamento da SE Advisory Services São Paulo, dezembro de 2025 – A Schneider Electric , líder global em tecnologia de energia, anuncia a SE Advisory Services, uma evolução estratégica que amplia sua já consolidada consultoria em energia e sustentabilidade. Essa iniciativa reforça a missão da empresa de acelerar a transição energética e a resiliência dos negócios, oferecendo uma abordagem ainda mais integrada e orientada por tecnologia. A SE Advisory Services é o resultado de um legado sólido, construído ao longo de mais de três décadas de experiência em consultoria estratégica, nas áreas de energia e sustentabilidade. Esse histórico já ajudou centenas de organizações – inclusive mais de 20% das maiores empresas brasileiras em faturamento e mais de 40% da Fortune Global 500 a superarem desafios complexos em energia, sustentabilidade e digitalização. Com a demanda mundial por eletricidade projetada para crescer mais de 3% ao ano até 2030, a jornada rumo à descarbonização vem adicionando novas camadas de complexidade às operações empresariais. Ao mesmo tempo, o panorama comercial internacional e as cadeias de suprimentos cada vez mais intricadas impõem pressão adicional sobre as companhias. Diante desse contexto, torna-se essencial uma abordagem que una conhecimento especializado, tecnologia avançada e capacidade de execução e é para preencher essas lacunas que surge a SE Advisory Services: uma resposta estruturante, que busca apoiar as empresas na transição para uma economia baixa em carbono, na gestão de riscos e no fortalecimento da resiliência, bem como na otimização de processos, infraestruturas, operações e cadeias de suprimentos, ajudando-as a prosperarem em um mundo em rápida transição. “ Tempos de incerteza pedem, acima de tudo, clareza e domínio sobre o que se pode controlar. Por isso, reunimos nossas capacidades de consultoria de âmbito mundial para permitir que nossos clientes atuem com mais agilidade e confiança, superando desafios urgentes em energia, sustentabilidade e tecnologia ”, afirma Frédéric Godemel, vice-presidente Executivo de Gestão de Energia da Schneider Electric. “ Os serviços de consultoria já faziam parte da nossa oferta e se mostraram muito valiosos no passado. Agora, estamos aperfeiçoando essa atuação para proporcionar clareza e um caminho definido rumo ao net-zero ”, sustenta Godemel. Para Mathieu Piccin, diretor de Negócios Sustentáveis para a América Latina na SE Advisory Services, “ com a SE Advisory Services consolidamos nossa capacidade de apoiar as organizações latino-americanas na transição rumo a modelos de baixo carbono, enfrentando riscos climáticos, energéticos e regulatórios, acelerando estratégias de descarbonização, ESG e adaptação, e integrando soluções digitais que fortalecem a sustentabilidade, a resiliência operacional e a competitividade. Em um cenário em que as negociações globais sobre o clima avançam mais lentamente do que o necessário, como evidenciado na COP30, acreditamos que o setor privado tem papel decisivo na liderança da ação climática. Estamos prontos para ajudar empresas brasileiras a transformarem desafios em oportunidades por meio de nosso modelo de consultoria exclusivo, que combina estratégia, tecnologia inteligente e uma capacidade de implementação global desde o primeiro passo, garantindo resultados mais ágeis e eficazes em mitigação e adaptação às mudanças climáticas ”, explica. Redefinindo a experiência de consultoria A SE Advisory Services representa uma evolução nas competências de consultoria em energia e sustentabilidade da Schneider Electric, ampliando o escopo tradicional, consolidando os softwares com IA nativa e a capacidade global de implementação de projetos. Essa atuação completa integra um portfólio em expansão de soluções de alta demanda, a fim de ajudar empresas a fortalecerem processos, infraestrutura, operações e cadeias de valor para o presente e o futuro por meio de serviços ágeis, inteligentes e conectados, que aceleram as transições energética e digital. A consultoria apoia tanto estratégias e programas corporativos globais e regionais quanto iniciativas locais, no nível das operações, abrangendo empresas de todos os setores, com foco em quatro frentes principais: Transformação Sustentável de Empresas : apoia a jornada rumo a uma economia de baixo carbono, desde a medição de emissões, a definição de estratégias, metas e planos de descarbonização e de ESG até a execução de ações que incluem digitalização, eletrificação de processos, aquisição de energias renováveis, infraestrutura baixa em carbono, economia circular, soluções baseadas na natureza e compensação de emissões. Gestão de Riscos e Resiliência : protege as organizações a contra volatilidade energética, os riscos climáticos e as interrupções operacionais, reduzindo o tempo de inatividade e fortalecendo os sistemas conectados. Desempenho de Recursos e Ativos : avalia recursos e sistemas de maneira estratégica, com o intuito reduzir desperdícios e liberar investimentos para o crescimento. Software Inteligente : disponibiliza soluções com inteligência artificial (IA) nativa, fundamentadas nos conceitos da IA frugal e nas mais de três décadas de expertise consultiva da Schneider Electric, para conectar fluxos de trabalho fragmentados e transformar dados em ações estratégicas. Uma abordagem completa para tecnologia e energia As capacidades de consultoria da SE Advisory Services atuam de forma coordenada, estimulando o melhor desempenho em toda a organização, abordando fatores que vão da descarbonização, da economia circular e do engajamento da cadeia de suprimentos à transformação digital e governança corporativa. Essa visão sistêmica tem sido fundamental para ajudar os clientes a transformar metas em impacto real. O portfólio abrangente de soluções da Schneider Electric levou-a a ser reconhecida como Líder em serviços de transição energética na avaliação IDC MarketScape Worldwide Energy Transition Professional Services 2025 , em agosto deste ano. Sobre a SE Advisory Services A SE Advisory Services ajuda as organizações a transformar metas ousadas nas áreas de sustentabilidade, energia e digitalização em impactos mensuráveis. Parte da Schneider Electric, a empresa mais sustentável do mundo, ela combina conhecimento especializado com sua capacidade de implementação global e seu portfólio de software nativo de inteligência artificial, a fim de impulsar a transformação nos âmbitos de gestão de energia e riscos, descarbonização, soluções baseadas na natureza, eficiência operacional e inovação digital. Com atuação em mais de 100 países, transforma desafios complexos em vantagem competitiva. Para saber mais sobre as soluções da SE Advisory Services, acesse SEadvisoryservices.com Sobre a Schneider Electric A Schneider Electric é líder global em tecnologia de energia, promovendo eficiência e sustentabilidade por meio da eletrificação, automação e digitalização de indústrias, negócios e residências. Suas tecnologias permitem que edifícios , data centers , fábricas , infraestruturas e redes funcionem como ecossistemas abertos e interconectados, aumentando desempenho, resiliência e sustentabilidade. O portfólio inclui dispositivos inteligentes, arquiteturas definidas por software, sistemas impulsionados por inteligência artificial, serviços digitais e consultoria especializada. Com 160 mil colaboradores e 1 milhão de parceiros em mais de 100 países, a Schneider Electric é constantemente reconhecida como uma das empresas mais sustentáveis do mundo . Schneider Electric fortalece sua prática global de consultoria em energia e sustentabilidade com o lançamento da SE Advisory Services
- Armor Energia fortalece governança e anuncia Thiago Oliveira como novo sócio e diretor comercial
Executivo traz 15 anos de experiência e histórico robusto em vendas e negociação no setor elétrico. Anúncio acompanha a aceleração da abertura do mercado para novos consumidores. Armor Energia fortalece governança e anuncia Thiago Oliveira como novo sócio e diretor comercial A Armor Energia avança em sua estratégia de expansão ao anunciar Thiago Oliveira como novo sócio e diretor comercial. Em um momento em que o setor elétrico atravessa a maior transformação regulatória das últimas décadas, a chegada deste executivo com sólida trajetória na liderança de equipes de vendas, negociação de contratos, sinaliza a aposta da companhia em reforçar sua liderança num mercado cada vez mais competitivo. “Estou animado para contribuir com o crescimento da Armor Energia e reforçar nosso compromisso com soluções sustentáveis, eficiência operacional e atendimento de excelência aos clientes”, afirma Oliveira. Com mais de 15 anos de experiência e passagens por empresas como Newave Energia, Ecom Energia, Comerc Energia, GV Energy e Enel Brasil, Oliveira soma profundo conhecimento em comercialização de energia, expansão de carteira, consultoria energética e projetos de eficiência operacional e energia renovável. É formado em Engenharia de Produção, com pós-graduação em Finanças e Economia e MBA em Administração de Negócios do Setor Elétrico, aliando excelente formação acadêmica à ampla experiência prática. “Estamos fortalecendo a nossa capacidade de oferecer soluções comerciais inovadoras e estratégicas, garantindo que a Armor Energia esteja pronta para atender à crescente demanda do setor e apoiar a transição energética do país”, destaca Marcelo Ávila, presidente do Conselho Consultivo da Armor Energia. Thiago Oliveira junta-se a Fred Menezes, diretor de Comercialização; Marcos Ávila, diretor Financeiro e de Operações; Lucas Kok, Diretor de Inteligência de Mercado; e Luiz Curado, diretor de Novos Negócios, formando um time de cinco sócios que agora lideram a Armor Energia com o objetivo de fortalecer sua presença no mercado e acelerar a transição energética no Brasil. A nomeação ocorre em um momento estratégico para o setor elétrico, em meio às mudanças trazidas pela Lei nº 15.269, que prevê a abertura gradual do Mercado Livre de Energia. Nos próximos 24 meses, indústrias e comércios terão acesso ao mercado, e em até 36 meses, consumidores residenciais poderão escolher seus fornecedores. “A expansão do Mercado Livre de Energia representa uma oportunidade única para aumentar a competitividade do setor. Estamos bem-posicionados para aproveitar essa transição e continuar a fornecer soluções de excelência”, conclui Ávila. Armor Energia fortalece governança e anuncia Thiago Oliveira como novo sócio e diretor comercial
- Brasília supera São Paulo e assume o topo das vendas de eletrificados em novembro
Veículos plug-in chegam a 80% das vendas do segmento Participação de mercado dos eletrificados leves vai a 9,3% Nordeste e Sul avançam nas vendas de BEV 100% elétricos Brasília supera São Paulo e assume o topo das vendas de eletrificados em novembro Pela primeira vez desde o início da série histórica da ABVE, em 2012, São Paulo deixou de ser a cidade líder de vendas de veículos de eletrificados leves no Brasil. Foi ultrapassada por Brasília, que emplacou 2.413 unidades em novembro – 14 a mais do que os 2.399 da capital paulista. O surpreendente protagonismo brasiliense consolida uma tendência de descentralização da eletromobilidade para fora do eixo Sudeste-Sul, em direção ao Centro-Oeste e Nordeste que já tinha sido captada há alguns meses pela ABVE Data. O crescimento da eletrificação na capital federal parede estar diretamente ligado ao forte apelo dos veículos elétricos plug-in (BEV e PHEV) entre os consumidores locais. Dos 2.413 emplacamentos de eletrificados de Brasília em novembro, nada menos do que 2.109 (87,4%) são modelos com recarga externa. Os eletrificados também responderam por 35% do total de vendas de veículos leves comercializados em novembro em Brasília (6.977). É a maior participação entre todos os estados brasileiros. “Brasília colhe os resultados de uma política clara de incentivo ao carro elétrico que já tem alguns anos, principalmente a isenção de IPVA” – comentou Ricardo Bastos, presidente da ABVE. “E a resposta do consumidor a esses incentivos foi rápida e contundente, transformando a cidade na nova capital nacional do veículo elétrico” – acrescentou. Com Brasília assumindo a liderança nacional, o mapa da eletromobilidade no Brasil ganha novos contornos e aponta para um 2026 de maior diversidade geográfica nas vendas. A consolidação desse movimento pode redefinir estratégias de fabricantes, distribuidores e gestores públicos, evidenciando que a transição para veículos de baixa emissão é um fenômeno que avança com força em todo o país. Novembro Em novembro, o mercado nacional de eletrificados leves emplacou 21.209 veículos, com uma leve retração de 0,75% em relação a outubro (21.369). Já na comparação com novembro de 2024 (17.143), há um aumento de vendas de 23,7%. A participação de mercado dos eletrificados em novembro (market share) foi de 9,3% sobre o total geral de vendas dos veículos leves no mês (227.174). Em novembro de 2024, essa participação era de 7,1%, sinalizando o crescimento dos eletrificados nos últimos 12 meses. PLUG-IN Dos 21.209 eletrificados vendidos em novembro de 2025, 79,9% (16.943) foram elétricos plug-in (BEV e PHEV), sendo que os PHEV foram responsáveis por 45,7% (9.680) e os BEV 100% elétricos por 34,2% (7.263). Sobre outubro, os plug-in tiveram uma queda de 2,9% nas vendas (17.444, contra 16.943). Sobre novembro de 2024 (12.339 de plug-in), houve um aumento de 37,3%, que pode ser atribuído ao bom desempenho das vendas dos modelos PHEV. Os híbridos plug-in (PHEV) continuam na liderança das vendas dos eletrificados. Em novembro, foram 9.680 unidades. Esse total representa aumento de 2,4% sobre outubro (9.458) e de 39,8% sobre novembro de 2024 (6.922). Os BEV, modelos 100% elétricos, registram em novembro venda de 7.263 unidades. Sobre outubro (7.986), houve uma queda de 9,1%. Sobre novembro de 2024 (5.417), um aumento de 34,1%. Híbridos Já os híbridos sem recarga externa (HEV e HEV Flex) totalizaram 4.266 unidades vendidas em novembro, o que representa 20,1% do total de eletrificados do mês. Os HEV foram responsáveis por 11,1% (2.357) e os HEV Flex por 9,0% (1.909). Em outubro, a participação dos híbridos sobre o total de eletrificados leves foi de 18,3% (3.925). Em novembro de 2024 (2.886), essa participação era de 16,8%. Os híbridos convencionais (HEV) totalizaram 2.357 unidades vendidas em novembro, o que representa um aumento de 8,8% sobre outubro (2.166) e de 77.1% sobre novembro de 2024 (1.330). Os HEV Flex, totalizaram 1.909 unidades vendidas em novembro. Com um aumento de 8,53% na comparação com outubro (1.759) e um crescimento de 22,7% em relação a novembro de 2024 (1.556). Veículos leves eletrificados por tecnologia no Brasil em novembro de 2025: PHEV 680 (45,6%) BEV 263 (34,2%) HEV 357 (11,1%) HEV FLEX 909 (9,0%) TOTAL: 21.209 Micro-híbridos Já as vendas dos veículos micro-híbridos MHEV chegaram em novembro a 4.906 unidades, com uma retração nas vendas de 23,1% sobre outubro (6.381). Os MHEV 12V foram responsáveis por 68% das vendas desse segmento (3.339), com uma queda de 24,7% em relação a outubro (4.433). Já os MHEV 48V ficaram com os 31,9% restantes (1.567), registrando uma retração de 19,6% sobre outubro (1.948). Ônibus Em novembro, o mercado brasileiro emplacou 26 ônibus elétricos, com uma queda de 70% sobre o mês anterior (87) e um aumento de 23,8% sobre novembro de 2024 (21). De janeiro a novembro, foram emplacados 662 ônibus elétricos no Brasil, que representam um aumento de 136,4% sobre o mesmo período de 2024 (280). Dos 26 ônibus elétricos de novembro, 25 deles foram emplacados em São Paulo (SP) e um em Aracaju (SE). Geografia de Eletromobilidade A geografia da eletromobilidade no Brasil começa a ganhar novos contornos e a revelar novos protagonistas. Estados e municípios que antes figuravam à margem da transição energética agora emergem com força, impulsionando um mercado que antes se concentrava majoritariamente no eixo Sudeste-Sul do país. Ainda assim, o Sudeste segue como epicentro do processo de eletrificação no Brasil. Em novembro, a região respondeu por 44,2% das vendas de veículos eletrificados (9.382). Mas essa participação vem caindo gradualmente. Em novembro de 2024, era de 45,5% (15.225) e, no mesmo mês de 2023, de 50,7%. A trajetória indica uma desconcentração progressiva do mercado. Parte desse movimento é resultado direto da adoção de incentivos fiscais estaduais e municipais, especialmente políticas de isenção ou redução do IPVA para veículos eletrificados. Por exemplo, capitais como Brasília, Salvador, Porto Alegre, Fortaleza e Recife têm se destacado ao criar condições mais favoráveis à compra e circulação desses veículos, contribuindo para uma expansão mais equilibrada da eletromobilidade pelo território nacional. Vendas de veículos leves eletrificados por regiões brasileiras em novembro 2025: 1º - Sudeste: 9.382 (44,2%) 2º - Sul: 4.033 (19,0%) 3º - Centro-Oeste: 3.618 (17,1%) 4º - Nordeste: 3.417 (16%) 5º - Norte: 777 (3,7%) Os 5 estados que mais venderam veículos eletrificados leves em novembro de 2025: 1º - São Paulo: 6.220 (29,3%) 2º - Distrito Federal: 2.413 (11,4%) 3º - Paraná: 1.470 (6,9%) 4º - Minas Gerais: 1.435 (6,8%) 5º - Rio Grande do Sul: 1.315 (6,2%) Os 5 municípios que mais venderam veículos eletrificados leves em novembro de 2025: 1º - Brasília: 2.413 (11,4%) 2º - São Paulo: 2.399 (11,3%) 3º - Belo Horizonte: 908 (4,3%) 4º - Rio de Janeiro: 702 (3,3%) 5º - Curitiba: 641 (3,30%) Essas informações estão detalhadas no BI (Business Intelligence) da ABVE Data, no site da ABVE. Estão divididas em três temas: Geral, Frotas e Geografia da Eletromobilidade. https://abve.org.br/bi-geral/ (03/12/2025) Brasília supera São Paulo e assume o topo das vendas de eletrificados em novembro











