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  • Módulos solares na China podem cair para US$ 0,12/W e pressionar mercado global em 2026

    Preços dos módulos fotovoltaicos na China podem atingir US$ 0,12/W no segundo semestre de 2026, ampliando a pressão sobre fabricantes e o mercado global de energia solar. Módulos solares na China podem cair para US$ 0,12/W e pressionar mercado global em 2026 Os preços dos módulos fotovoltaicos produzidos na China caminham para um novo patamar historicamente baixo e podem atingir a faixa de US$ 0,12 por watt no segundo semestre de 2026 . A expectativa reflete um cenário de forte instabilidade no mercado global de energia solar, marcado por excesso de oferta, ajustes regulatórios e movimentos estratégicos de fabricantes e compradores. A combinação entre sobreoferta estrutural , mudanças no ambiente tributário das exportações chinesas e uma demanda antecipada por parte de desenvolvedores internacionais  tem pressionado os preços ao longo de toda a cadeia fotovoltaica. Mesmo com tentativas pontuais de estabilização, o mercado segue sensível e altamente competitivo. Excesso de capacidade segue como fator central A indústria solar chinesa ampliou sua capacidade produtiva de forma acelerada nos últimos anos, impulsionada por investimentos em novas fábricas, ganhos de escala e avanços tecnológicos. No entanto, a velocidade da expansão superou o crescimento da demanda global, criando um desequilíbrio persistente entre oferta e consumo. Esse cenário tem forçado fabricantes a operarem com margens cada vez mais reduzidas, adotando estratégias agressivas de precificação para manter volumes de venda e participação de mercado, especialmente no segmento de exportação. Mudanças tributárias afetam dinâmica das exportações Outro fator relevante para a formação dos preços é a eliminação de incentivos fiscais sobre exportações , como descontos de IVA, que historicamente ajudaram a sustentar a competitividade dos módulos chineses no exterior. A retirada desses benefícios tem gerado ajustes nos contratos e antecipação de compras, ao mesmo tempo em que aumenta a volatilidade nas negociações internacionais. Apesar disso, a forte concorrência interna e o excesso de estoque continuam limitando qualquer reação mais consistente nos preços. Impactos no mercado internacional e no Brasil A possível consolidação de módulos a US$ 0,12/W  tende a gerar efeitos significativos no mercado global. Para desenvolvedores de projetos solares, especialmente em países emergentes, o cenário pode representar redução no custo total dos sistemas fotovoltaicos  e maior viabilidade econômica de novos empreendimentos. Por outro lado, fabricantes fora da China enfrentam um ambiente ainda mais desafiador, com pressão sobre margens, revisão de estratégias industriais e busca por diferenciação tecnológica, eficiência logística ou políticas de conteúdo local. No Brasil, a tendência pode reforçar a competitividade da geração solar, tanto na geração distribuída quanto em grandes usinas, ao mesmo tempo em que reacende o debate sobre política industrial, dependência de importações e sustentabilidade da cadeia produtiva nacional. Perspectivas seguem incertas Mesmo com projeções apontando para novos mínimos históricos nos preços, o mercado fotovoltaico global segue exposto a variáveis como políticas comerciais, ritmo de transição energética, condições macroeconômicas e possíveis movimentos de consolidação entre fabricantes. Para os próximos meses, a expectativa é de continuidade da pressão nos preços , com ajustes pontuais, mas sem sinais claros de recuperação estrutural no curto prazo. Módulos solares na China podem cair para US$ 0,12/W e pressionar mercado global em 2026

  • Forte tempestade de inverno derruba produção de petróleo nos EUA e expõe fragilidades do setor energético

    Uma intensa onda de frio extremo que atinge os Estados Unidos nos últimos dias causou uma queda abrupta na produção de petróleo bruto , afetando a infraestrutura de energia em regiões-chave e trazendo desafios imediatos à logística e ao equilíbrio do mercado de combustíveis. A paralisação temporária resultou em uma redução estimada em até 2 milhões de barris por dia , o equivalente a cerca de 15% da produção nacional um impacto significativo para um dos maiores produtores globais de petróleo. Forte tempestade de inverno derruba produção de petróleo nos EUA e expõe fragilidades do setor energético Queda produtiva em áreas estratégicas A maior parte da redução de produção está concentrada nas grandes bacias produtoras de shale, como o Permian Basin , no Texas e Novo México, tradicionalmente responsável por uma fatia elevada da produção doméstica. Em alguns pontos dessa região, operadores chegaram a suspender operações por causa de equipamentos congelados e condições meteorológicas extremas. Além disso, estados como Dakota do Norte , outro grande produtor, registraram perdas substanciais devido à combinação de gelo e temperaturas abaixo de zero, resultando em quedas adicionais na extração de petróleo e gás natural. Infraestrutura sob pressão O setor não enfrentou apenas desafios no segmento de petróleo. A rede elétrica e os sistemas de gás natural também foram pressionados pelo frio intenso , levando a quedas de geração em várias regiões e aumento de preços no atacado da energia elétrica. A combinação de maior demanda por aquecimento e oferta restrita de insumos energéticos intensificou a tensão nas redes. Repercussões no mercado de combustíveis A paralisação de grande parte da produção crua fez com que os mercados de petróleo reagissem com oscilações nos preços da commodity , ainda que sob influência de outros fatores, como tensões geopolíticas e expectativas sobre oferta global. Essa volatilidade reflete a sensibilidade dos mercados à oferta física de hidrocarbonetos em períodos de clima severo, especialmente em um contexto global onde o equilíbrio entre oferta e demanda segue delicado. Impactos mais amplos no setor energético Além das quedas na produção de crudo, operadores enfrentam desafios com plantas de processamento de gás natural e refinarias que relatam dificuldades operacionais ligadas às condições geladas. Embora muitos complexos tenham conseguido manter operações sem interrupções graves, várias unidades sofreram com falhas indiretas causadas pelo frio. Cenário de recuperação Especialistas do setor projetam que a retomada total das capacidades de produção deve ocorrer nos próximos dias, à medida que os equipamentos retornem à operação normal e as condições climáticas melhorem. No entanto, o episódio destaca como eventos climáticos extremos podem revelar vulnerabilidades nas cadeias de suprimento de energia  e reforçar a necessidade de maior resiliência nos sistemas de produção e distribuição. Forte tempestade de inverno derruba produção de petróleo nos EUA e expõe fragilidades do setor energético

  • Inscrições abertas: Prêmio Zayed de Sustentabilidade oferece R$ 38 milhões para soluções inovadoras

    Podem se inscrever empresas, ONGs e escolas que desenvolvem projetos transformadores nas áreas de saúde, energia, água, alimentação e ação climática Inscrições abertas: Prêmio Zayed de Sustentabilidade oferece R$ 38 milhões para soluções inovadoras Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, 26 de janeiro de 2026:  O Prêmio Zayed de Sustentabilidade, afiliado à Erth Zayed Philanthropies e principal premiação global dos Emirados Árabes Unidos para sustentabilidade e inovação humanitária, abriu as inscrições para o ciclo de 2027. Em sua 18ª edição, o Prêmio oferece US$ 7,2 milhões (cerca de R$ 38 milhões) e convida pequenas e médias empresas, organizações sem fins lucrativos e escolas de ensino médio a apresentar soluções inovadoras em seis categorias: Saúde, Alimentação, Energia, Água, Ação climática e Escolas de ensino médio globais. No ciclo de 2026 do prêmio, Stattus4, PME brasileira sediada em Sorocaba (SP), sagrou-se vencedora na categoria água e recebeu US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões e 379 mil) para escalar sua solução de economia de água. O destaque para o Brasil não parou por aí. Na categoria saúde, a Jade, uma PME pioneira em tecnologia da saúde criada por um brasileiro e sediada nos Emirados Árabes Unidos, foi a vencedora. Comentando o lançamento do ciclo de inscrições 2027, S.E. Dr. Sultan Ahmed Al Jaber, Ministro da Indústria e Tecnologia Avançada dos Emirados Árabes Unidos e diretor-geral do Prêmio Zayed de Sustentabilidade, disse: "Guiado pelos valores humanitários do Sheikh Zayed, o Prêmio Zayed de Sustentabilidade reflete o compromisso dos Emirados Árabes Unidos em promover soluções que entregam impacto real e mensurável. Ao defender a inovação em todas as suas formas, desde abordagens lideradas pela comunidade até tecnologias de ponta como IA, o Prêmio apoia soluções que melhoram vidas e alcançam os mais vulneráveis". As inscrições serão encerradas no dia 15 de junho de 2026 e são aceitas em sete idiomas, incluindo o português, e devem comprovar resultados mensuráveis, além de atender aos critérios de avaliação do prêmio: impacto, inovação e inspiração. Os vencedores em cada uma das cinco categorias organizacionais recebem US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,28 milhões), enquanto os vencedores de Escolas de Ensino Médio Globais receberão US$ 150.000 (cerca de R$ 792 mil) para implantar ou expandir projetos liderados por estudantes em suas comunidades. O Prêmio Zayed de Sustentabilidade dá continuidade à visão e ao legado do fundador dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Zayed bin Sultan Al Nahyan, apoiando projetos que promovem um mundo mais inclusivo e sustentável. Ao longo de quase duas décadas, a iniciativa impactou as vidas de mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo, apoiando projetos que entregam benefícios reais e duradouros, desde a expansão do acesso à energia renovável e saúde acessível, até o aumento da segurança alimentar e hídrica e o fortalecimento da resiliência em regiões vulneráveis. Finalistas também são apoiados financeiramente Introduzido no ciclo 2026, o novo modelo de financiamento do Prêmio Zayed de Sustentabilidade garante apoio financeiro a todos os finalistas, reconhecendo o impacto comprovado de suas soluções. A iniciativa permite que mais inovações de alto impacto avancem e expandam seu alcance. Ao todo, o Prêmio destina US$ 1,3 milhão (cerca de R$ 6,8 milhões) aos finalistas: US$ 100 mil (cerca de R$ 525 mil) para cada organização nas categorias Saúde, Alimentação, Energia, Água e Ação Climática, e US$ 25 mil (cerca de R$ 131 mil) para cada escola na categoria Escolas de Ensino Médio Globais. Todas as inscrições passam por um rigoroso processo de avaliação em três etapas. Primeiro, cada proposta passa por uma análise abrangente de due diligence para garantir que atenda aos critérios centrais do Prêmio: Impacto, Inovação e Inspiração. Na sequência, o Comitê de Seleção, formado por painéis de especialistas internacionais independentes para cada categoria, realiza avaliações detalhadas. Por fim, os finalistas selecionados são apresentados ao júri do Prêmio, que elege por unanimidade os vencedores nas seis categorias. Os vencedores serão anunciados durante a cerimônia de premiação do Prêmio Zayed de Sustentabilidade 2027. Mais detalhes estão no site  www.ZayedSustainabilityPrize.com .   Sobre o Prêmio Zayed de Sustentabilidade O Prêmio Zayed de Sustentabilidade, uma iniciativa afiliada às Erth Zayed Philanthropies, é o principal reconhecimento dos Emirados Árabes Unidos para soluções inovadoras voltadas a desafios globais. Em homenagem ao legado e à visão do fundador dos Emirados Árabes Unidos, o xeique Zayed bin Sultan Al Nahyan, o Prêmio tem como objetivo impulsionar o desenvolvimento sustentável em todo o mundo. Anualmente, nas categorias Saúde, Alimentação, Energia, Água, Ação Climática e Escolas Globais do Ensino Médio, o Prêmio reconhece organizações e escolas por soluções inovadoras voltadas às necessidades mais urgentes do planeta.Ao longo de 18 anos, por meio de seus 128 vencedores, o Prêmio já impactou positivamente mais de 400 milhões de vidas em todo o mundo, inspirando inovadores a ampliar seu impacto e a traçar um futuro sustentável para todos. Inscrições abertas: Prêmio Zayed de Sustentabilidade oferece R$ 38 milhões para soluções inovadoras

  • Prefeitura de Nova Porteirinha e Sertão Solar, Energia solar, saneamento e dignidade: projeto no semiárido transforma banheiros em fonte de renda para famílias vulneráveis

    Por EnergyChannel Brasil No coração do semiárido brasileiro, uma iniciativa inédita está redesenhando o papel da energia solar como ferramenta de inclusão social, saneamento básico e geração de renda. Desenvolvido pela Sertão Solar, em Minas Gerais, o projeto integra tecnologia fotovoltaica, construção sustentável e políticas públicas para enfrentar uma das faces mais extremas da pobreza no Brasil: famílias que ainda vivem sem banheiro. Energia solar, saneamento e dignidade: projeto no semiárido transforma banheiros em fonte de renda para famílias vulneráveis A proposta foi apresentada pelo empreendedor Walter Abreu , fundador da Sertão Solar, durante uma conversa com o jornalista Ricardo Honório , diretor global do EnergyChannel Group. O modelo une algo essencial saneamento a uma das maiores riquezas da região: o sol. Ao lado esquerdo como era o banheiro antes, agora do lado direito como ficou o banheiro. Um retrato do Brasil invisível A região Norte de Minas Gerais, onde o projeto está sendo implementado, é considerada a porta de entrada do Nordeste. Com características climáticas, sociais e econômicas semelhantes às áreas mais vulneráveis do semiárido nordestino, o território enfrenta secas prolongadas, chuvas irregulares e forte desigualdade social. Dados oficiais indicam que cerca de 11 mil famílias na região ainda não possuem banheiro , vivendo em condições que remetem ao Brasil do século passado. São pessoas que realizam necessidades básicas ao ar livre, com impactos diretos na saúde pública, no meio ambiente e na dignidade humana. “Não estamos falando de banheiro precário. Estamos falando de famílias que simplesmente não têm banheiro”, explica Walter Abreu. O banheiro solar: muito além da infraestrutura básica O projeto desenvolvido pela Sertão Solar propõe um módulo sanitário industrializado , sustentável e de baixo custo, que já sai de fábrica pronto para instalação. O diferencial está na integração de soluções: Estrutura feita com plástico reciclado , proveniente de resíduos da indústria de cápsulas de café; Redução de até 60% no uso de concreto , utilizando garrafas de vidro reaproveitadas como preenchimento estrutural; Sistema de biodigestor , reduzindo impactos ambientais; Captação de água da chuva , adaptada à realidade local; Sistema fotovoltaico instalado no telhado do banheiro . Além de garantir saneamento, o sistema solar transforma o banheiro em uma micro usina de geração de energia . “Desenvolvido pela Sertão Solar, em parceria com a Prefeitura de Nova Porteirinha (MG), o projeto tem como foco ampliar o acesso à energia limpa para famílias de baixa renda. Sob a gestão da prefeita Elbe Brandão ex-deputada estadual e ex-secretária de Estado de Desenvolvimento Regional o município estabeleceu como meta tornar-se uma referência nacional em transição energética e na integração de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável.” Energia como fonte de renda O ponto mais inovador do projeto está no uso da legislação atual para permitir que famílias de baixa renda gerem energia e vendam o excedente ao poder público . Com base nas mudanças introduzidas pela Lei nº 14.620, que atualizou o programa Minha Casa, Minha Vida, famílias inscritas em programas sociais podem comercializar energia excedente produzida em suas residências. Na prática, isso significa que a eletricidade gerada pode ser utilizada para abastecer escolas, postos de saúde ou prédios públicos municipais. Em configurações maiores, com até 12 módulos solares, o sistema pode gerar uma renda mensal próxima de R$ 900 , valor suficiente para transformar completamente a realidade financeira dessas famílias. “A energia solar deixa de ser apenas consumo e passa a ser uma fonte de renda saudável, recorrente e limpa”, afirma Abreu. Integração real de políticas públicas Para Walter Abreu, o grande erro histórico do Brasil foi tratar políticas públicas de forma isolada. O banheiro solar, segundo ele, é uma integração prática de múltiplas políticas públicas : Saneamento básico Saúde pública Transição energética Geração de renda Equilíbrio fiscal Sustentabilidade ambiental Ao reduzir doenças de veiculação hídrica, o projeto também diminui gastos futuros com saúde pública. Ao gerar renda, reduz a dependência de programas assistenciais. E ao usar energia limpa, contribui diretamente para metas ambientais. “É mais barato investir em dignidade hoje do que pagar o preço da exclusão amanhã”, resume Abreu. Capitalismo consciente, não assistencialismo Apesar do forte impacto social, Walter Abreu faz questão de afastar rótulos ideológicos. O projeto é conduzido dentro de uma lógica empresarial clara, com sustentabilidade financeira e geração de lucro. “Não se trata de assistencialismo, nem de ideologia. É capitalismo consciente. A empresa precisa ser saudável, lucrativa, pagar impostos e salários. Mas pode e deve resolver problemas reais”, afirma. Segundo ele, o papel do governo deveria ser facilitar iniciativas como essa, reduzindo entraves regulatórios e integrando políticas que hoje se anulam entre si. Um caso que simboliza milhares O primeiro banheiro do projeto foi entregue a um agricultor de 80 anos, morador da zona rural, que há mais de 15 anos não tomava banho de chuveiro. A estrutura improvisada que ele utilizava era feita com tijolos e buracos no solo. “Foi a experiência mais marcante da minha trajetória recente. Aquilo mudou minha forma de enxergar o impacto real do nosso trabalho”, relata Abreu. A meta agora é ambiciosa: eliminar o déficit de banheiros das 11 mil famílias da região  com um modelo escalável, industrializado e financeiramente viável. Um modelo replicável para o Brasil Para o EnergyChannel, a iniciativa da Sertão Solar representa um exemplo concreto de como a transição energética pode e deve ser também uma transição social. “O que vimos aqui não é apenas um projeto de energia solar. É um modelo de desenvolvimento”, destaca Ricardo Honório. A expectativa é que o projeto sirva de inspiração para prefeituras, governos estaduais e iniciativas privadas em outras regiões do Brasil, especialmente no semiárido nordestino. 📌 EnergyChannel Brasil Acompanhe nossas produções sobre energia, inovação, sustentabilidade e políticas públicas no 🌐 www.energychannel-br.co Prefeitura de Nova Porteirinha e Sertão Solar, Energia solar, saneamento e dignidade: projeto no semiárido transforma banheiros em fonte de renda para famílias vulneráveis

  • Suprema Corte em xeque: parentes, advocacia e a crise de confiança no Judiciário

    A credibilidade do Supremo Tribunal Federal voltou ao centro do debate público após a revelação de que parentes próximos de ministros atuam como advogados em processos que tramitam na própria Corte. Embora a prática não seja, em si, ilegal, o acúmulo de casos expõe um problema muito maior: a erosão da confiança social na imparcialidade da mais alta instância do Judiciário brasileiro. Suprema Corte em xeque: parentes, advocacia e a crise de confiança no Judiciário Levantamentos recentes mostram que escritórios ligados a esposas, filhos, irmãos e outros familiares de ministros aparecem com frequência em ações no STF e em tribunais superiores. Em muitos casos, os ministros se declaram impedidos formalmente. Ainda assim, para a sociedade, a sensação que fica é de promiscuidade institucional um sistema que parece funcionar melhor para quem tem conexões no topo do poder. O ponto central não é apenas jurídico, mas moral e republicano. Uma Suprema Corte existe para ser o último ponto da neutralidade, da técnica e do equilíbrio. Quando se torna comum associar decisões judiciais à proximidade pessoal, relações familiares ou bastidores privilegiados, o dano é profundo e duradouro. Mesmo que não haja favorecimento concreto, o simples fato de essas relações ocorrerem já compromete a percepção pública de justiça. E justiça que precisa ser explicada demais deixa de ser justiça passa a ser privilégio. Especialistas defendem regras mais rígidas de transparência, códigos de conduta claros e limites objetivos para evitar conflitos de interesse. Não como punição aos ministros ou seus familiares, mas como proteção à própria instituição. Em um país marcado por desigualdade, a ideia de que a Suprema Corte pode ser acessada por poucos enquanto a maioria enfrenta um Judiciário lento, caro e distante é, no mínimo, repugnante. Se o STF pretende preservar sua autoridade moral e institucional, precisa ser o primeiro a aceitar limites mais claros, públicos e inequívocos. Sem isso, a crise não será jurídica. Será de legitimidade. Suprema Corte em xeque: parentes, advocacia e a crise de confiança no Judiciário

  • Últimos dias: CPFL Energia busca projetos em armazenamento de energia para investimento 

    Chamada Pública Multitemas vai selecionar propostas de pesquisa, desenvolvimento e inovação de startups, universidades e empresas de base tecnológica sediadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país Últimos dias: CPFL Energia busca projetos em armazenamento de energia para investimento Campinas, 26 de janeiro de 2026 -  A CPFL Energia está com inscrições abertas para a Chamada Pública de Projetos (CPP) Multitemas, que busca projetos capazes de responder aos principais desafios tecnológicos do setor elétrico. O edital está disponível no  site do Grupo  e recebe propostas até  8 de fevereiro  para o tema  Novas Tecnologias e Aplicações de Armazenamento de Energia.     Podem participar instituições públicas ou privadas, isoladamente ou em consórcio, incluindo startups, universidades, centros de pesquisa, empresas de base tecnológica, empresas incubadas, fabricantes de materiais e equipamentos e empresas de consultoria. Conforme diretrizes do Programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da ANEEL (PEQuI), a CPP é destinada prioritariamente para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país. Também poderão participar consórcios com instituições de outras regiões do país, desde que, pelo menos, 50% dos recursos destinados às parceiras do projeto sejam direcionados a instituições sediadas nessas regiões.    Demais temas seguem com inscrições até 27 de fevereiro   Além das iniciativas com foco em Novas Tecnologias e Aplicações de Armazenamento de Energia, a Chamada Pública também recebe propostas até 27 de fevereiro para ações direcionadas a Revisão da Metodologia de Vidas Úteis dos Ativos do Setor Elétrico, Otimização e Resposta Inteligente na Operação do Sistema de Transmissão e Aplicações e Gestão de Dados de Smart Meters.    Para todos os temas da chamada, a CPFL Energia realizará workshops destinados ao esclarecimento de dúvidas e orientações aos proponentes, conforme cronograma já disponível no  edital . Os requisitos, etapas e critérios de seleção estão detalhados no documento, que poderá receber atualizações ao longo do processo.    Para Rafael Moya, gerente de Inovação da CPFL Energia, a Chamada Pública Multitemas é um instrumento central da estratégia de inovação aberta da companhia. “Ao conectar desafios do dia a dia a soluções tecnológicas desenvolvidas por startups, universidades e centros de pesquisa, ampliamos nossa capacidade de impulsionar a transformação do setor elétrico”, afirma.    Serviço - Chamada Pública Multitemas | CPFL Energia     Prazo de inscrição:       8 de fevereiro (Novas Tecnologias e Aplicações de Armazenamento de Energia).    27 de fevereiro (Revisão da Metodologia de Vidas Úteis dos Ativos do Setor Elétrico; Otimização e Resposta Inteligente na Operação do Sistema de Transmissão e Aplicações e Gestão de Dados de Smart Meters).     Público-alvo:  Instituições públicas ou privadas, incluindo startups, universidades, centros de pesquisa, empresas de base tecnológica, empresas incubadas, fabricantes de materiais e equipamentos e empresas de consultoria, sediadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Consórcios com instituições de outras regiões são permitidos, conforme regras do edital.    Inscrições e edital:  https://www.grupocpfl.com.br/inovacao/chamada-publica-projetos-de-inovacao     Sobre a CPFL Energia Com 113 anos de atuação, a CPFL Energia é um dos maiores grupos privados do setor elétrico brasileiro, com presença nos segmentos de distribuição, geração, transmissão, comercialização e serviços. Atende cerca de 10,7 milhões de clientes em 687 municípios nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, sendo a maior distribuidora do país em volume de energia fornecida, com mais de 13% de participação no mercado nacional. Na geração, possui 4.226 MW de capacidade instalada, 100% proveniente de fontes renováveis. A companhia opera ainda 6.400 km de linhas de transmissão e 88 subestações. Por meio da CPFL Soluções, oferece soluções integradas em energia, como comercialização, gestão, eficiência, infraestrutura e geração distribuída. Com ações listadas no Novo Mercado da B3, a CPFL também se destaca por seus investimentos sociais nas áreas de cultura, esporte e educação, por meio do Instituto CPFL. Desde 2017, faz parte da State Grid, maior empresa de energia elétrica do mundo. Últimos dias: CPFL Energia busca projetos em armazenamento de energia para investimento

  • Novo relatório aponta urgência de ações para conter o crescimento do consumo de energia no setor de água

    Em um novo relatório, a Danfoss, multinacional dinamarquesa, está pedindo maior atenção global para a pegada energética do setor de água, destacando que enfrentar a ineficiência e o desperdício nesse setor pode fortalecer tanto a segurança climática quanto a hídrica. Novo relatório aponta urgência de ações para conter o crescimento do consumo de energia no setor de água De acordo com o relatório, atualmente, o setor de água é responsável por aproximadamente 4% do consumo global de eletricidade, grande parte utilizada de forma ineficiente e a custos desnecessários. Combater esse desperdício de energia representa uma oportunidade importante para aumentar a eficiência dos sistemas e reduzir os custos operacionais em todo o setor. “Água e energia são sistemas profundamente interligados. Não podemos mais nos dar ao luxo de tratá-los separadamente”, afirma Kim Fausing, presidente e CEO da Danfoss. “Estamos gerenciando o uso de energia no setor de água de forma ineficiente e cara, desperdiçando muito mais do que o necessário. E isso pode ser mudado.” A escassez de água já está sendo agravada pelo uso ineficiente de energia no setor. Até 2040, o consumo de energia do setor de água deve mais que dobrar, enquanto a demanda do próprio setor energético por água pode crescer quase 60%. A produção, distribuição e o consumo ineficientes de água estão drenando os recursos globais de água doce, que já são cada vez mais limitados. Tecnologias ineficientes e processos ultrapassados fazem com que muitas indústrias consumam água em taxas insustentáveis. Data centers, por exemplo, já utilizam cerca de 560 bilhões de litros de água por ano, volume que, segundo projeções da Agência Internacional de Energia (IEA), pode dobrar e chegar a 1,2 trilhão de litros até 2030. Isso equivale a seis vezes toda a captação de água doce da União Europeia em 2022. A indústria de semicondutores enfrenta riscos semelhantes. Entre 2030 e 2040, estima-se que 40% das unidades globais de fabricação de semicondutores estejam localizadas em regiões com alto ou extremo estresse hídrico. Essa combinação de alta demanda industrial por água e escassez hídrica ameaça a resiliência industrial. O problema se torna ainda mais relevante diante da vulnerabilidade do abastecimento global de água doce em função do aquecimento global e do aumento esperado da demanda: desde 1900, o uso global de água doce cresceu seis vezes e, até 2030, a demanda pode superar a oferta em 40% no mundo. Atualmente, 3,6 bilhões de pessoas já não têm acesso adequado à água por pelo menos um mês ao ano. Soluções para enfrentar o desperdício de água e energia já estão disponíveis No novo relatório, a Danfoss demonstra que muitas das soluções tecnológicas necessárias para reduzir o desperdício de água e energia ao longo de todas as etapas do ciclo da água já existem. Agora, é fundamental direcionar investimentos para essas soluções, o que exige ações políticas ousadas para transformar ambição em realidade. Dessalinização: se todas as plantas de dessalinização existentes no mundo fossem modernizadas para operar com o atual potencial tecnológico (2,0 kWh/m³), seria possível gerar uma economia financeira de € 34,5 bilhões e reduzir as emissões de CO₂ em 111 milhões de toneladas métricas. Estações de tratamento de esgoto: essas unidades podem reduzir significativamente tanto o consumo de energia quanto os custos operacionais por meio da instalação de conversores de frequência (VSDs), que permitem que motores e bombas se ajustem à demanda em tempo real, em vez de operar em velocidade fixa. Uma planta em Chennai, na Índia, reduziu seu consumo de energia em cerca de 22% apenas com a implementação de VSDs. Escalar esse potencial é essencial para atender à crescente demanda. Resfriamento líquido de data centers: esse sistema opera em um circuito fechado de água e consome muito menos água do que os sistemas tradicionais de resfriamento evaporativo. Além disso, soluções de resfriamento líquido direto no chip (direct-to-chip) são pelo menos 15% mais eficientes em termos energéticos do que os sistemas baseados em ar. O impacto financeiro de negligenciar água-energia Ignorar as conexões entre os sistemas de água e energia traz riscos significativos do ponto de vista financeiro e de competitividade. A crescente crise de escassez hídrica pode levar países de alta renda a uma redução de até 8% do PIB até 2050, caso as ineficiências ao longo do nexo água-energia não sejam enfrentadas. Ao mesmo tempo, países perdem grandes volumes de água tratada devido a redes de distribuição com vazamentos. Nos Estados Unidos, tubulações com vazamentos desperdiçaram o equivalente a US$ 7,6 bilhões em água tratada em 2019, valor que pode chegar a US$ 16,7 bilhões até 2039. Investimentos em soluções já existentes, como sensores, bombas e conversores de frequência, podem reduzir as perdas de água e aumentar a eficiência energética das redes de distribuição. “Precisamos de regulações ambiciosas, metas de eficiência hídrica e sistemas de incentivos que estimulem investimentos em tecnologias comprovadas, como detecção de vazamentos, medição inteligente, gestão de pressão e otimização da eficiência energética”, afirma Kim Fausing. “Os governos devem considerar a inclusão da eficiência hídrica em auditorias energéticas e estabelecer metas nacionais para a reutilização industrial da água. Cada gota economizada representa menos energia desperdiçada. As soluções tecnológicas capazes de fortalecer a eficiência hídrica e energética em todas as etapas do ciclo da água já existem.” Novo relatório aponta urgência de ações para conter o crescimento do consumo de energia no setor de água

  • Albioma emite R$ 118 milhões em debêntures para financiar 31 usinas fotovoltaicas de minigeração 

    Watt Capital assessorou a estruturação da dívida, com prazo de 17 anos, para financiar 81 MWp em usinas em diferentes estados  Foto: UFV São José do Rio Pardo - SP  | Albioma emite R$ 118 milhões em debêntures para financiar 31 usinas fotovoltaicas de minigeração A Albioma Solar Participações S/A emitiu debêntures no valor de R$ 118 milhões, subscritas integralmente por fundos geridos pela Vinci Compass. A emissão se deu em duas séries, sendo uma incentivada, no valor de R$ 110 milhões, e a outra não incentivada, no valor de R$ 8 milhões. Ambas as séries contam com prazo total de 17 anos e carência de 12 meses. Os recursos visam principalmente o financiamento de parte dos investimentos do portfólio de usinas de minigeração fotovoltaica da Albioma. A série incentivada conta com remuneração de IPCA + 8,9% a.a. e a não incentivada de IPCA + 10,2% a.a.  A Watt Capital assessorou a empresa francesa na estruturação da dívida, com prazo de 17 anos, para financiar 81 MWp em usinas em diferentes estados. A emissão foi coordenada pela Ativa Investimentos e a distribuição se encerrou em 13 de janeiro de 2026. A dívida contou com assessoria jurídica dos escritórios Tauil & Chequer Advogados e Dias Carneiro Advogados. A diligência técnica foi feita pelo Grupo Energia. A Oliveira Trust DTVM foi escolhida como agente fiduciário e escriturador e o Santander como banco depositário. A classificação de risco de crédito ( rating ) foi feita pela Fitch Ratings, que atribuiu nota AA(bra).  “ Conseguimos estruturar a dívida na modalidade project finance, non-recourse. O prazo de 17 anos, as taxas e o rating da emissão evidenciam a qualidade dos ativos, a capacidade técnica da Albioma e a qualidade de crédito de seus clientes (offtakers)”, explica Eduardo Tobias, sócio-diretor da Watt Capital .  Christiano Forman, Diretor Presidente da Albioma, destacou que essa emissão conclui a estratégia de financiamento dos ativos fotovoltaicos do grupo, composto por 31 usinas distribuídas em cinco estados e seis distribuidoras. “Continuamos com apetite para novos projetos no Brasil, e seguimos estudando atentamente oportunidades de novos projetos e aquisições”, mencionou o executivo .  Albioma emite R$ 118 milhões em debêntures para financiar 31 usinas fotovoltaicas de minigeração

  • Entrevista | Carlos Evangelista deixa a presidência da ABGD após 10 anos e projeta os próximos desafios do setor elétrico

    Por EnergyChannel Brasil Entrevista exclusiva com Ricardo Honório Após dez anos à frente da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), uma das entidades mais influentes do setor elétrico nacional, Carlos Evangelista anunciou oficialmente sua saída da presidência executiva da instituição que ajudou a fundar . A decisão marca o encerramento de um ciclo histórico para a geração distribuída no Brasil e o início de uma nova fase profissional para um dos principais articuladores do segmento. Em entrevista concedida ao jornalista Ricardo Honório , do EnergyChannel, Evangelista explicou que a decisão foi tomada de forma tranquila, planejada e amadurecida ao longo de meses , envolvendo fatores institucionais, pessoais e de mercado. “Foi um encerramento natural de ciclo. A ABGD hoje é uma entidade madura, reconhecida, estável e preparada para seguir com novas lideranças”, afirmou. Uma década de consolidação institucional Fundada em 2015, a ABGD nasceu em um momento crucial para a geração distribuída no Brasil, quando o marco regulatório ainda engatinhava e o setor buscava representatividade técnica e institucional. Sob a liderança de Evangelista, a associação se tornou protagonista nos debates regulatórios, técnicos e políticos , contribuindo diretamente para a consolidação do modelo de GD no país. Ao longo desses dez anos, a entidade participou ativamente de discussões estratégicas junto à ANEEL, ao Congresso Nacional e a diversos órgãos do setor elétrico, ajudando a moldar resoluções que hoje sustentam milhares de projetos de energia solar distribuída em operação. “Se a entidade não funcionar sem mim, é porque o trabalho não foi bem feito. E eu acredito que foi”, destacou Evangelista, ao reforçar que a ABGD está pronta para voar sozinha. Saída estatutária e transição responsável Embora o mandato de Evangelista tenha se encerrado formalmente em dezembro, o anúncio público de sua saída ocorreu após a primeira reunião do novo Conselho Deliberativo da ABGD, respeitando o rito estatutário da entidade. Segundo ele, a intenção sempre foi garantir uma transição organizada , sem rupturas institucionais ou prejuízos à governança da associação. Continuidade no setor elétrico mas olhando para o futuro Apesar de deixar a ABGD, Carlos Evangelista deixa claro que não está se afastando do setor elétrico . Com uma trajetória que passa por tecnologia, telecomunicações e liderança executiva em grandes empresas, ele pretende agora direcionar sua atuação para áreas emergentes e estratégicas. Entre os temas que estão no radar estão: Data centers e consumo energético intensivo Armazenamento de energia (storage) Recursos energéticos distribuídos Agregadores de carga Valoração de ativos de geração Integração entre energia e inteligência artificial “Não quero fazer mais do mesmo. O setor está mudando muito rápido e existem oportunidades que ainda nem foram mapeadas”, afirmou. Valoração de ativos e destravamento de projetos Um dos focos centrais dessa nova fase será a assessoria estratégica para valoração de ativos de geração distribuída e centralizada . Segundo Evangelista, há hoje no mercado um grande volume de ativos subvalorizados ou parados, seja por entraves regulatórios, conexão à rede ou falhas de estruturação financeira. “Muitas empresas não sabem o real valor dos seus ativos e acabam vendendo por qualquer preço. Nosso papel é ajudar a colocar esses ativos para funcionar, conectar à rede e gerar valor real.” Esse movimento reflete um novo momento do mercado , no qual não basta apenas construir usinas é preciso garantir performance, integração e retorno econômico. O mercado em 2026: mais complexo, mais dinâmico e cheio de oportunidades Ao analisar o cenário para 2026, Evangelista destaca que o setor elétrico brasileiro se tornou altamente heterogêneo , com oportunidades tanto para empresas já consolidadas quanto para investidores que olham para novas tecnologias. Um dos exemplos citados foi a evolução natural da geração compartilhada tema que ele ajudou a defender ainda em 2015 agora avançando para modelos de baterias compartilhadas e armazenamento distribuído . “Hoje estamos falando de recursos energéticos distribuídos, compartilhados, armazenamento. Olha como o mercado evoluiu em pouco mais de uma década.” A visão do EnergyChannel Para o EnergyChannel, a saída de Carlos Evangelista da presidência executiva da ABGD não representa um afastamento do debate setorial , mas sim uma mudança de posição estratégica. Trata-se de um movimento que reflete a maturidade do setor de geração distribuída no Brasil e a transição para uma fase mais sofisticada, onde temas como armazenamento, digitalização, inteligência artificial e eficiência econômica ganham protagonismo. Entrevista | Carlos Evangelista deixa a presidência da ABGD após 10 anos e projeta os próximos desafios do setor elétrico

  • Governo federal coloca em consulta pública novas regras para contratos dos leilões de capacidade

    Brasília  — O Ministério de Minas e Energia (MME)  abriu uma nova consulta pública para discutir a antecipação dos contratos dos leilões de capacidade , iniciativa que pode alterar a forma como projetos de geração entram em operação e começam a ser remunerados no Brasil. As contribuições podem ser enviadas até o dia 11 de fevereiro , por meio do sistema oficial de consultas públicas do governo federal. Governo federal coloca em consulta pública novas regras para contratos dos leilões de capacidade A proposta integra uma agenda mais ampla do governo voltada ao reforço da segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN) , em um momento de transformação da matriz elétrica, marcado pelo crescimento acelerado das fontes renováveis intermitentes e pela necessidade de maior flexibilidade operacional. Leilões de capacidade: o que está em discussão na consulta pública O centro do debate é a possibilidade de antecipar o início dos contratos  firmados nos leilões de reserva de capacidade tanto na modalidade de potência quanto de energia. Na prática, o MME avalia ajustes regulatórios que permitam que empreendimentos já prontos, ou com disponibilidade antecipada, passem a prestar serviço ao sistema antes da data originalmente prevista em contrato. A proposta foi construída a partir de recomendações do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE)  e busca criar critérios mais claros, previsíveis e transparentes para esse tipo de antecipação, reduzindo incertezas regulatórias e gargalos administrativos. Por que os leilões de capacidade são estratégicos para o sistema elétrico Os leilões de capacidade  têm papel central na garantia do suprimento elétrico, pois contratam usinas capazes de entregar potência firme nos momentos em que o sistema mais precisa especialmente em períodos de baixa geração hídrica ou de menor produção de fontes como solar e eólica. Com a expansão das renováveis e a maior complexidade da operação do SIN, cresce a importância de mecanismos que assegurem confiabilidade, estabilidade e resposta rápida à demanda . Nesse contexto, a antecipação contratual pode funcionar como uma ferramenta adicional para fortalecer a segurança energética sem a necessidade de novos leilões emergenciais. Impactos da antecipação dos contratos nos leilões de capacidade Do ponto de vista dos agentes do setor, a medida pode trazer ganhos relevantes de eficiência econômica . Projetos que consigam antecipar sua entrada em operação passam a gerar receita mais cedo, melhorando indicadores financeiros e reduzindo riscos para investidores. Para o sistema elétrico, o benefício está na disponibilização antecipada de capacidade , o que pode aliviar tensões operativas em períodos críticos e reduzir a necessidade de despacho de soluções mais caras ou menos eficientes. Especialistas avaliam que, se bem calibrada, a regra pode criar um equilíbrio entre previsibilidade regulatória e flexibilidade operacional, dois fatores considerados essenciais para a próxima fase do setor elétrico brasileiro. Consulta pública e participação do setor O MME destaca que a consulta pública é uma etapa fundamental para o aprimoramento da proposta. Empresas geradoras, associações setoriais, consumidores livres, comercializadores, especialistas e demais interessados podem apresentar sugestões, críticas e contribuições técnicas até 11 de fevereiro . A expectativa é que, após a análise das contribuições, o governo publique uma resolução final com regras mais claras para a antecipação dos contratos, integrando esse instrumento de forma definitiva ao desenho dos leilões de capacidade. Visão EnergyChannel Para o EnergyChannel , a abertura dessa consulta pública sinaliza uma mudança de maturidade na governança do setor elétrico . Mais do que contratar novos projetos, o desafio atual está em usar melhor os ativos já disponíveis , ajustando regras para acompanhar a velocidade da transição energética. A antecipação dos contratos dos leilões de capacidade pode se tornar um instrumento relevante para garantir segurança energética, atratividade ao investimento e menor exposição a riscos sistêmicos. O sucesso da medida, no entanto, dependerá da clareza das regras finais e da capacidade do governo de equilibrar interesse público, sustentabilidade econômica e confiabilidade do sistema. Governo federal coloca em consulta pública novas regras para contratos dos leilões de capacidade

  • Enel e EDP impulsionam energia solar em escolas e organizações sociais com mais de R$ 4,4 mi em investimentos

    São Paulo, 26 de janeiro de 2026  – Em uma semana marcada por iniciativas que conectam energia renovável e impacto social, as distribuidoras Enel São Paulo  e EDP  anunciaram projetos de energia solar que somam mais de R$ 4,4 milhões em investimentos destinados a escolas públicas e organizações sociais no Brasil . As ações, divulgadas de forma independente pelas duas empresas, reforçam o papel das renováveis como vetor de transformação educativa e comunitária no país. Enel e EDP impulsionam energia solar em escolas e organizações sociais com mais de R$ 4,4 mi em investimentos Energia solar que transforma escolas A Enel São Paulo , em parceria com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP)  e a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) , iniciou a implantação de sistemas fotovoltaicos em 18 escolas estaduais  distribuídas pela região metropolitana de São Paulo incluindo cidades como São Paulo, Jandira, Embu das Artes, Itapevi e Santo André . O montante de R$ 3,8 milhões  investido permitirá que cada escola passe a gerar sua própria energia elétrica por meio de painéis solares, com capacidade instalada suficiente para suprir integralmente o consumo energético das unidades educacionais . Segundo projeções, a geração somada pode alcançar 1,91 GWh por ano , equivalendo ao consumo de mais de 630 residências , além de liberar excedentes de energia para compensação em outras escolas da rede. Além de reduzir os custos com eletricidade, a iniciativa é um convite à educação prática sobre mudanças climáticas, eficiência energética e uso de fontes limpas um aprendizado que se estende para além das salas de aula. Energia para causas sociais No mesmo período, a EDP  anunciou um projeto complementar focado em organizações sociais  nos estados de São Paulo, Espírito Santo e Paraná . Por meio do edital Solar Social , 19 instituições sem fins lucrativos  foram selecionadas entre mais de 40 propostas para receber sistemas de geração de energia solar de até 5 kWp , com um investimento estimado em R$ 650 mil . A proposta da EDP vai além da instalação: as organizações escolhidas também participarão de programas de capacitação em eficiência energética, consumo responsável de energia e manutenção dos sistemas fotovoltaicos , aumentando a autonomia técnica das entidades. Sob a perspectiva da empresa, este tipo de ação integra seu compromisso com uma transição energética justa e inclusiva , apoiando iniciativas que gerem impacto social desde que as economias com energia sejam reinvestidas em projetos comunitários, ampliando a sustentabilidade econômica das organizações beneficiadas. Impacto das ações e contexto do setor Esses projetos se inserem em um contexto mais amplo de fortalecimento das energias renováveis no Brasil, que tem avançado em iniciativas públicas e privadas para expandir o uso de fontes limpas em setores como educação, cultura e serviços sociais. Países líderes em energia solar, assim como empresas do setor, têm ampliado o acesso da população à tecnologia por meio de políticas públicas e parcerias com o setor privado gerando não apenas benefícios ambientais , mas também redução de despesas operacionais importantes para instituições com orçamento limitado . Visão do EnergyChannel Para o EnergyChannel , iniciativas como as da Enel e da EDP demonstram como a energia solar pode ser mais do que uma alternativa sustentável ela se torna uma ferramenta de inclusão social, educação ambiental e fortalecimento comunitário . Ao conectar geração renovável com impacto social profundo, esse modelo amplia a discussão sobre o futuro da transição energética no Brasil, incentivando soluções que combinem tecnologia, educação e desenvolvimento local. À medida que mais projetos desse tipo ganham escala, espera-se que o Brasil continue consolidando seu papel como protagonista na adoção de energia solar, com benefícios que ultrapassam os limites da infraestrutura energética e alcançam diretamente a vida de estudantes, profissionais e comunidades em todo o país. Enel e EDP impulsionam energia solar em escolas e organizações sociais com mais de R$ 4,4 mi em investimentos

  • Ouro supera US$ 5.100 e atinge maior preço da história

    Ouro bate recorde acima de US$ 5.100 impulsionado por tensões globais, juros mais baixos e busca por ativos seguros. Entenda o impacto global. Por EnergyChannel – 26 de janeiro de 2026 Ouro supera US$ 5.100 e atinge maior preço da história O preço do ouro alcançou nesta segunda-feira (26) um recorde histórico acima de US$ 5.100 por onça , impulsionado por uma intensa demanda por ativos considerados “porto seguro” em meio a um cenário econômico e geopolítico marcado por incertezas globais, tensões internacionais e volatilidade nos mercados financeiros . Os contratos futuros do metal precioso avançaram mais de 2% na sessão, depois de baterem o pico de US$ 5.110,50 por onça nível jamais registrado na história das negociações de ouro. O desempenho eleva ainda mais a trajetória de valorização do metal, que já somou ganhos de cerca de 64% ao longo de 2025 , sua maior alta anual desde 1979. Por que o ouro está tão valorizado? Especialistas destacam diversos fatores que se combinam para alimentar esse rali: 📌 Aversão ao risco e incertezas geopolíticas : conflitos e tensões diplomáticas ao redor do mundo estão levando investidores a buscar refúgio em ativos tradicionais seguros. A administração Trump nos Estados Unidos, com ameaças de tarifas e atritos com aliados, aparece como um dos motores dessa preocupação global. 📉 Política monetária mais frouxa nos EUA : expectativas de cortes nas taxas de juros pela Federal Reserve tornam ativos sem rendimento, como o ouro, mais atrativos. 🏦 Compras robustas de bancos centrais : países como China ampliaram seus estoques de ouro por 14 meses consecutivos, reforçando a demanda estrutural do metal. 📈 Fluxos recordes em fundos negociados em bolsa (ETFs) : investidores institucionais e de varejo colocaram grandes volumes de capital em ouro, refletindo uma busca por proteção contra oscilações cambiais e temores de inflação. Além do ouro: outros metais também batem recordes A onda de alta não ficou restrita ao ouro. Prata, platina e paládio também registraram níveis inéditos , com a prata superando a faixa de US$ 110 por onça e a platina chegando próximo a US$ 2.900 ambos, novos máximos históricos. Perspectivas de mercado Analistas acompanham de perto se o ciclo de alta pode continuar. Algumas projeções sugerem que, caso as incertezas globais persistam e a política monetária continue acomodativa, o ouro pode alcançar US$ 6.000 ou mais ainda em 2026 . Por outro lado, operadores alertam que movimentos abruptos em mercados financeiros como indicadores econômicos melhores do que o esperado ou mudanças geopolíticas positivas podem provocar correções temporárias nos preços. Ouro e a economia global: o que isso significa para o Brasil? Para o Brasil, um país que é grande produtor de commodities e um importante player em metais preciosos , a escalada do preço do ouro pode ter efeitos mistos: 💰 Exportações valorizadas : empresas mineradoras podem ver receitas mais altas em dólares. 📊 Inflação e câmbio : um ouro mais caro pode sinalizar maior aversão ao risco global, pressionando o real frente ao dólar. 📉 Investimentos e juros : mercados locais podem sentir impactos conforme investidores buscam proteção em ativos externos. Conclusão O rompimento do ouro acima de US$ 5.100 por onça não é apenas um marco estatístico é um termômetro do clima econômico global , refletindo medo, incerteza e estratégias de proteção de carteira. Para investidores, produtores e formuladores de políticas, essa dinâmica exige atenção constante. EnergyChannel Analisa “O avanço do ouro em níveis recordes não é um fenômeno isolado. Ele dialoga diretamente com a transição econômica global, a fragilidade dos sistemas financeiros tradicionais e a busca por ativos reais um movimento que também se conecta à agenda energética e à segurança econômica dos países.” Ouro supera US$ 5.100 e atinge maior preço da história

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