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Suprema Corte em xeque: parentes, advocacia e a crise de confiança no Judiciário

A credibilidade do Supremo Tribunal Federal voltou ao centro do debate público após a revelação de que parentes próximos de ministros atuam como advogados em processos que tramitam na própria Corte. Embora a prática não seja, em si, ilegal, o acúmulo de casos expõe um problema muito maior: a erosão da confiança social na imparcialidade da mais alta instância do Judiciário brasileiro.


Suprema Corte em xeque: parentes, advocacia e a crise de confiança no Judiciário
Suprema Corte em xeque: parentes, advocacia e a crise de confiança no Judiciário

Levantamentos recentes mostram que escritórios ligados a esposas, filhos, irmãos e outros familiares de ministros aparecem com frequência em ações no STF e em tribunais superiores. Em muitos casos, os ministros se declaram impedidos formalmente. Ainda assim, para a sociedade, a sensação que fica é de promiscuidade institucional um sistema que parece funcionar melhor para quem tem conexões no topo do poder.


O ponto central não é apenas jurídico, mas moral e republicano. Uma Suprema Corte existe para ser o último ponto da neutralidade, da técnica e do equilíbrio. Quando se torna comum associar decisões judiciais à proximidade pessoal, relações familiares ou bastidores privilegiados, o dano é profundo e duradouro.


Mesmo que não haja favorecimento concreto, o simples fato de essas relações ocorrerem já compromete a percepção pública de justiça. E justiça que precisa ser explicada demais deixa de ser justiça passa a ser privilégio.


Especialistas defendem regras mais rígidas de transparência, códigos de conduta claros e limites objetivos para evitar conflitos de interesse. Não como punição aos ministros ou seus familiares, mas como proteção à própria instituição.


Em um país marcado por desigualdade, a ideia de que a Suprema Corte pode ser acessada por poucos enquanto a maioria enfrenta um Judiciário lento, caro e distante é, no mínimo, repugnante. Se o STF pretende preservar sua autoridade moral e institucional, precisa ser o primeiro a aceitar limites mais claros, públicos e inequívocos.

Sem isso, a crise não será jurídica. Será de legitimidade.


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