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- A transmissão virou variável de competitividade para as renováveis
Por Laís Víctor – Diretora Executiva de Parcerias A transmissão virou variável de competitividade para as renováveis Quando falamos de energias renováveis, especialmente eólica e solar, a conversa costuma se concentrar em alguns indicadores já conhecidos pelo mercado: CAPEX, fator de capacidade, custo do MWh, curva de geração e retorno esperado do investimento. Esses elementos continuam relevantes. Mas, na prática, há um fator que se tornou tão decisivo quanto vento e sol: a capacidade de entregar energia. E isso passa diretamente pela transmissão. O Brasil não opera como um conjunto de ilhas elétricas. O Sistema Interligado Nacional depende da capacidade de deslocar energia, em tempo real, das regiões com maior oferta para os centros de carga. É essa infraestrutura que permite que a energia gerada em áreas de alto potencial renovável possa ser aproveitada em outras regiões do país. Essa discussão ganha ainda mais relevância quando observamos a escala que as renováveis já alcançaram no Brasil. Apenas a fonte eólica gerou 107,6 TWh em 2024, o equivalente a 16,7% de toda a geração injetada no Sistema Interligado Nacional, segundo dados da ABEEólica. O Brasil também ocupa a 5ª posição mundial em capacidade instalada acumulada de energia eólica onshore. Ou seja: não estamos mais falando de fontes marginais. Estamos falando de tecnologias que já têm peso sistêmico. Quando a transferência de energia encontra limites, a competitividade da geração renovável também encontra limites. Por isso, a transmissão deixou de ser apenas uma infraestrutura de apoio. Ela passou a ser uma variável estruturante da competitividade renovável. O recurso renovável é importante, mas não é suficiente Durante muito tempo, a análise de projetos renováveis esteve fortemente associada à qualidade do recurso natural. No caso da fonte eólica, velocidade e constância dos ventos. No caso da energia solar, irradiação, disponibilidade de área e produtividade esperada dos sistemas. Essa lógica continua válida. No entanto, ela já não é suficiente. Um projeto pode estar localizado em uma região com excelente recurso solar ou eólico, apresentar custo competitivo e ainda assim enfrentar limitações relevantes se não houver capacidade adequada de conexão e escoamento. Essa é uma mudança importante na forma de avaliar ativos renováveis. O valor de um projeto não depende apenas de quanto ele consegue gerar, mas também de quanto dessa energia consegue ser efetivamente entregue ao sistema e convertida em receita. A competitividade, portanto, deixa de ser apenas uma discussão sobre geração. Ela passa a ser também uma discussão sobre rede. Três razões explicam essa mudança A primeira razão é geográfica. Os melhores recursos solares e eólicos nem sempre estão próximos dos maiores centros de consumo. Essa é uma característica natural da expansão renovável. Muitas vezes, as regiões com maior potencial de geração estão distantes das áreas de maior demanda. Nesse contexto, a transmissão funciona como ponte entre potencial energético e consumo real. Quando a rede não consegue levar essa energia até a carga, parte do valor econômico do ativo se perde, ainda que a geração seja limpa, barata e tecnicamente eficiente. A segunda razão é operacional. Fontes como solar e eólica têm comportamento variável. Elas dependem de condições naturais e podem apresentar momentos de alta produção concentrada em determinados horários ou regiões. Para que essa energia seja plenamente aproveitada, o sistema precisa ter capacidade de absorver, transferir e equilibrar esses fluxos. Esse não é um debate abstrato. Em análise da CCEE sobre o comportamento do PLD em 16 de janeiro de 2026, o horário de vale do PLD no Nordeste foi associado ao aumento de 4,6 GW médios de geração renovável e à redução de 0,8 GW médios da carga, o que levou ao atingimento dos limites de exportação de energia para os demais submercados. Esse exemplo mostra, na prática, que a discussão sobre renováveis não é apenas sobre produzir mais energia limpa. É também sobre a capacidade do sistema de absorver essa produção, transferi-la entre regiões e preservar valor econômico em diferentes horários e submercados. Quando isso não acontece, surgem congestionamentos, restrições de escoamento e cortes de geração. Em outras palavras: o recurso natural está disponível, a usina poderia gerar, mas o sistema não consegue acomodar toda aquela energia naquele momento. Esse ponto é central para a transição energética. Quanto maior a participação de fontes renováveis variáveis, maior a necessidade de flexibilidade, coordenação operacional e expansão adequada da infraestrutura de rede. A terceira razão é comercial. Geração só se transforma em valor econômico quando consegue ser entregue. Sem conexão adequada e capacidade de transmissão, aumentam os riscos de limitação operacional, curtailment cortes de geração provocados por restrições do sistema e perda de receita. Isso afeta diretamente a avaliação de projetos, a percepção de risco de investidores, a estruturação de contratos e a estratégia comercial dos agentes. Um ativo renovável não pode mais ser analisado apenas pela sua capacidade instalada ou pelo seu custo nivelado de energia. É preciso avaliar também sua localização, seu ponto de conexão, seu perfil horário de geração e sua exposição a restrições sistêmicas. O que muda na prática para o mercado? Na prática, essa nova realidade muda a forma como projetos renováveis são planejados, financiados e comercializados. O ponto de conexão e os estudos elétricos deixam de ser detalhes técnicos e passam a ser premissas estratégicas. A análise de rede deixa de entrar apenas no final do desenvolvimento do projeto e passa a fazer parte da decisão inicial de investimento. Também muda a discussão comercial. O risco de entrega, o perfil horário e a localização passam a ter peso maior na precificação da energia. Em um mercado cada vez mais sofisticado, não basta discutir volume médio de geração. É preciso entender quando essa energia será gerada, onde será entregue e qual valor ela terá para o sistema naquele momento. Além disso, soluções como reforços de rede, armazenamento, resposta da demanda e gestão operacional ganham protagonismo. Elas deixam de ser temas paralelos e passam a compor a agenda central da expansão renovável. Nesse contexto, o armazenamento deixa de ser apenas uma tecnologia complementar e passa a atuar como ferramenta de flexibilidade, ajudando a deslocar energia no tempo e a reduzir parte da pressão sobre o sistema em momentos de excesso de geração. A resposta da demanda pode contribuir para aproximar consumo e disponibilidade renovável. Já os reforços de transmissão seguem fundamentais para ampliar a capacidade de escoamento entre regiões. Nenhuma dessas soluções substitui a outra. A transição energética exige uma combinação de infraestrutura, tecnologia, planejamento e sinal econômico adequado. A próxima etapa da transição energética será sistêmica A expansão das renováveis no Brasil é uma das grandes fortalezas da matriz elétrica nacional. O país possui recursos naturais abundantes, experiência acumulada, cadeia produtiva em evolução e um sistema interligado que permite ganhos relevantes de complementaridade. Mas a próxima etapa da expansão renovável será mais complexa: não se trata apenas de adicionar capacidade, mas de integrar valor ao sistema. Isso exige olhar para o sistema como um todo. Geração, transmissão, distribuição, armazenamento, consumo e operação precisam ser pensados de forma coordenada. Caso contrário, o país corre o risco de expandir capacidade renovável sem capturar plenamente seus benefícios. A agenda da transição energética, portanto, não é apenas uma agenda de geração limpa. É também uma agenda de rede, flexibilidade e inteligência operacional. Gerar, entregar e capturar valor A competitividade das renováveis não será definida apenas por quem consegue gerar o MWh mais barato. Será definida por quem consegue gerar, entregar e capturar valor em um sistema elétrico cada vez mais dinâmico. A transmissão virou variável de competitividade porque conecta potencial renovável a valor real. Sem ela, parte da energia limpa e barata pode ficar limitada pelo próprio sistema que deveria aproveitá-la. Renovável não é apenas gerar barato. É gerar e conseguir entregar. Sobre a autoraLaís Víctor é especialista em energias renováveis e diretora executiva de parcerias, com 15 anos de atuação no setor de energia. Sua trajetória reúne experiência em desenvolvimento de negócios, estruturação de alianças estratégicas e atração de investimentos voltados à transição energética, com foco na construção de ecossistemas sustentáveis e na inovação do mercado global de renováveis. A transmissão virou variável de competitividade para as renováveis
- Do lead ao lucro: como a geração inteligente de demanda pode destravar o crescimento no mercado solar
Por Ricardo Honório | EnergyChannel Em um mercado cada vez mais competitivo como o de energia solar, vender bem deixou de ser apenas uma questão de preço ou tecnologia. O verdadeiro diferencial está na eficiência comercial e, principalmente, na capacidade de gerar demanda qualificada. Foi com essa visão que o EnergyChannel conversou com Guilherme Gueiros, especialista em atração de clientes e fundador da Exact Force, que vem ganhando destaque ao propor uma abordagem mais estratégica para integradores do mercado solar em todo o Brasil. Uma trajetória construída dentro do setor solar Com início no setor ainda em 2013, durante a faculdade, Guilherme construiu uma carreira sólida passando por diferentes camadas do mercado — de integrador a multinacional, chegando à gestão comercial e posteriormente à consultoria. Essa vivência multifacetada permitiu uma visão ampla dos gargalos do setor. “Eu vivi o mercado de vários ângulos: operação, indústria e consultoria. Isso me deu clareza sobre onde realmente estão os problemas dos integradores”, explica. Ao longo dos anos, o especialista percebeu um padrão recorrente: empresas tecnicamente competentes, mas com dificuldades estruturais para escalar vendas. O gargalo invisível: falta de tempo para gerar demanda Segundo Guilherme, o maior problema do integrador não está na execução técnica nem na capacidade de vender mas sim na geração de oportunidades qualificadas. “O integrador tem capacidade de fechar projetos de qualquer porte. O problema é o tempo que ele perde com tarefas operacionais e, principalmente, com leads que não têm potencial real de compra.” Esse cenário impacta diretamente o caixa das empresas, criando um ciclo improdutivo onde esforço e resultado não caminham na mesma direção. Movimento “Anticurioso”: foco em eficiência e qualificação A partir dessa dor do mercado, nasceu o chamado Movimento Anticurioso uma iniciativa criada por Guilherme para educar integradores e ajudá-los a otimizar seu tempo e processos comerciais. A proposta é simples, mas poderosa:parar de investir energia em leads sem potencial real de conversão. O movimento oferece: • Conteúdo gratuito e recorrente• Área de membros com materiais estratégicos• Aulas semanais ao vivo• Direcionamento prático para gestão comercial “A ideia é devolver tempo para o integrador. Tempo é o ativo mais valioso dele”, reforça. Filtrar para crescer: o poder da segmentação Um dos pilares da metodologia da Exact Force é a segmentação rigorosa de leads. Na prática, isso significa classificar contatos em diferentes níveis de prioridade e evitar que o time comercial desperdice energia com oportunidades pouco viáveis. Um exemplo claro: • Clientes com contas de energia muito baixas já são automaticamente despriorizados• Leads sem perfil de decisão não entram no funil principal• O foco está em quem realmente pode fechar negócio “Não adianta gerar volume se você não sabe com quem falar. Tempo gasto com o cliente errado é receita perdida.” Venda consultiva: relacionamento ainda é o fator decisivo Mesmo com tecnologia e processos, Guilherme reforça que vendas no setor solar continuam sendo altamente relacionais. Assim como na compra de um carro, o cliente passa por etapas: • Avaliação • Comparação • Discussão interna • Construção de confiança “Venda não é instantânea. Existe um processo. E quem constrói melhor o relacionamento, geralmente fecha.” Caixa: o verdadeiro indicador de sucesso Outro ponto central da entrevista foi a visão empresarial sobre crescimento. Para Guilherme, muitos integradores ainda se perdem em métricas secundárias e esquecem do principal: 👉 o caixa da empresa “Não existe outro placar. Toda decisão precisa passar por uma pergunta: isso melhora meu caixa no curto, médio ou longo prazo?” Essa mentalidade leva a decisões mais estratégicas, como: • Evitar vendas com margem baixa• Reduzir custos improdutivos• Priorizar ações que geram receita real Modelo da Exact Force: foco total em resultado A proposta da Exact Force é assumir uma das etapas mais difíceis do processo comercial: a prospecção ativa. O modelo é direto: 👉 A empresa agenda visitas técnicas qualificadas 👉 O integrador foca em fechar negócios Isso elimina uma das maiores barreiras de crescimento — a construção de um canal de geração de demanda interno, que exige tempo, consistência e investimento. “A prospecção é cansativa, mas extremamente poderosa. O que fazemos é assumir esse processo e entregar oportunidades reais na mão do integrador.” Crescimento sustentável, não acelerado Diferente de muitas empresas que buscam escala rápida, a Exact Force segue um caminho mais controlado. Atualmente com uma base enxuta de clientes, o foco está na qualidade da entrega e nos resultados consistentes. “Não quero crescer rápido. Quero crescer certo. Prefiro poucos clientes com resultados reais do que volume sem impacto.” Conclusão: eficiência é o novo diferencial competitivo A entrevista deixa claro que o mercado solar entrou em uma nova fase. Se antes o crescimento era impulsionado pela expansão natural do setor, agora o diferencial está na gestão: • Processos comerciais estruturados • Geração de demanda qualificada • Uso inteligente do tempo • Foco absoluto em resultado financeiro O integrador que entender essa mudança terá vantagem competitiva clara nos próximos anos. 📢 O EnergyChannel segue acompanhando as transformações do mercado de energia solar no Brasil e no mundo, trazendo insights estratégicos para profissionais e empresas do setor. Do lead ao lucro: como a geração inteligente de demanda pode destravar o crescimento no mercado solar
- Curitiba recebe 7º Fórum de Energia de Resíduos e consolida protagonismo na transição energética brasileira
Por Ricardo Honório – EnergyChannel Curitiba recebe 7º Fórum de Energia de Resíduos e consolida protagonismo na transição energética brasileira Curitiba se prepara para receber um dos principais encontros do calendário nacional da transição energética. Entre os dias 29 e 31 de julho de 2026, a capital paranaense será palco do 7º Fórum de Energia de Resíduos, evento que reunirá especialistas, empresas, investidores e representantes institucionais para discutir oportunidades, desafios e caminhos estratégicos para o setor no Brasil. O encontro acontece no Parque Barigui, no Centro de Eventos Positivo, e promete transformar a cidade em um hub de negócios e inovação voltado à valorização energética de resíduos e ao biogás. Um ecossistema integrado de energia, reciclagem e geração distribuída A edição de 2026 traz um diferencial relevante: o fórum será realizado de forma integrada à Feira ReciclAção e ao 32º Fórum GD Sul/Sudeste, ampliando o escopo do debate e criando um ambiente único de convergência entre três pilares fundamentais da nova economia energética: Energia de resíduos Reciclagem e saneamento ambiental Geração distribuída Essa integração posiciona o evento como uma plataforma real de negócios (matchmaking), capaz de conectar quem está na ponta da inovação com quem financia, regula e implementa projetos em escala. Mais de 30 especialistas e foco em negócios Com mais de 30 palestrantes confirmados, o fórum reunirá alguns dos principais nomes do setor, incluindo executivos, pesquisadores e representantes de entidades estratégicas. A programação será orientada não apenas ao debate técnico, mas também à geração de resultados concretos, com foco em: Captação de investimentos Formação de parcerias estratégicas Estruturação de projetos de biogás e waste-to-energy Modelos de negócios sustentáveis O evento se consolida, assim, como um dos principais instrumentos de promoção de investimentos no segmento. ESG, economia circular e cidades inteligentes no centro da agenda A sinergia com a Feira ReciclAção amplia significativamente a abordagem ESG do encontro. A proposta é conectar o setor elétrico às demandas reais da indústria, do comércio e das cidades, abordando temas como: Economia circular aplicada à energia Eficiência energética em ambientes urbanos Infraestrutura sustentável Gestão inteligente de resíduos Essa convergência reforça uma tendência clara: a transição energética deixou de ser um tema restrito ao setor elétrico e passou a ocupar papel estratégico no desenvolvimento industrial e urbano. Armazenamento, biogás e novas fontes renováveis Outro eixo central da programação será a integração entre diferentes tecnologias e fontes energéticas. O debate incluirá: Soluções de armazenamento de energia Integração do biogás com redes elétricas Novas rotas tecnológicas para valorização de resíduos Hibridização com solar e outras fontes renováveis A proposta é discutir não apenas o presente, mas os caminhos de médio e longo prazo para um sistema energético mais resiliente e descentralizado. Sul e Sudeste lideram transformação energética O evento também destaca o papel estratégico das regiões Sul e Sudeste como motores da transformação energética no Brasil. Com forte presença industrial, capacidade técnica e avanços regulatórios, essas regiões têm sido protagonistas na expansão da geração distribuída e na adoção de soluções inovadoras. A expectativa é que o fórum funcione como um catalisador para acelerar esse movimento, conectando projetos a capital e tecnologia. Serviço Evento: 7º Fórum de Energia de Resíduos Data: 29 a 31 de julho de 2026 Local: Parque Barigui – Centro de Eventos Positivo Cidade: Curitiba Informações: contato@grupofrg.com.br Telefone: (41) 99274-1996 Para mais informações e inscrições, acesse: Site oficial do evento Página do Fórum na ABREN EnergyChannel seguirá acompanhando os desdobramentos do evento e trazendo cobertura especial diretamente de Curitiba, com entrevistas, análises e conteúdos exclusivos sobre o futuro da energia de resíduos no Brasil. Curitiba recebe 7º Fórum de Energia de Resíduos e consolida protagonismo na transição energética brasileira
- Baterias ganham espaço como solução para ampliar autonomia energética no Brasil
Merivaldo Britto defendeu durante evento do setor elétrico o uso de sistemas de armazenamento para reduzir pressão sobre a rede e aumentar segurança no consumo de energia O avanço dos sistemas de armazenamento de energia por baterias deve transformar a forma como consumidores, empresas e indústrias utilizam energia nos próximos anos. O tema foi debatido durante o Encontro da Indústria do Setor Elétrico 2026, realizado no UniSenai MT, pelo Sindenergia- MT, em Cuiabá, na quarta-feira (13.05), com participação do fundador da Tudo de Energia Educacional, Merivaldo Britto. O especialista destacou que os chamados sistemas BES (Battery Energy Storage System) tendem a ocupar papel estratégico na busca por maior autonomia energética, estabilidade no fornecimento e redução da dependência da rede convencional. Com experiências em projetos no Brasil e no exterior, Merivaldo Britto afirmou que ainda existe desinformação sobre o funcionamento e o potencial das baterias no setor elétrico, inclusive entre profissionais da área. “Mais do que teoria, precisamos mostrar o que já está acontecendo na prática. Existe muita desinformação sobre autonomia energética e armazenamento de energia”, afirmou. Segundo ele, os sistemas de armazenamento funcionam como reguladores no ponto de consumo, permitindo que a energia gerada, principalmente por sistemas solares, seja utilizada posteriormente conforme a necessidade. “Quando falta energia da concessionária, normalmente também falta a solar. A bateria entra justamente para garantir continuidade no fornecimento”, explicou. O especialista destacou que a tecnologia já é amplamente utilizada em países como China, Estados Unidos e nações europeias, além de ganhar espaço em projetos brasileiros voltados à geração distribuída e habitação. Além da segurança energética, Merivaldo Britto ressaltou que as baterias podem ajudar a reduzir a pressão sobre as redes de transmissão e distribuição, um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro diante do crescimento acelerado da geração solar. “Quando você gera e consome energia no mesmo local, com apoio das baterias, você descentraliza o sistema e ganha autonomia”, disse. Na avaliação dele, o avanço dessas soluções representa uma mudança estrutural no mercado energético, ao permitir que consumidores tenham maior controle sobre a própria geração e consumo de energia. Durante o evento, o especialista também compartilhou parte da trajetória profissional iniciada em Mato Grosso, onde começou a atuar como eletricista e eletrotécnico antes de se especializar no setor energético. Ao comentar os desafios enfrentados pela energia solar no país, Merivaldo Britto afirmou que os gargalos atuais não são provocados pela fonte renovável, mas pela necessidade histórica de modernização da infraestrutura elétrica brasileira. “A energia solar não é a vilã. O problema é estrutural e vem de décadas. O setor precisa encontrar equilíbrio para continuar crescendo com segurança”, concluiu. Baterias ganham espaço como solução para ampliar autonomia energética no Brasil
- 🇧🇷 EP18 – Inteligência artificial e sustentabilidade: clima, energia e meio ambiente
Série Especial EnergyChannel | Inteligência Artificial: Tudo o Que Precisamos Saber 🇧🇷 EP18 – Inteligência artificial e sustentabilidade: clima, energia e meio ambiente O que é inteligência artificial e sustentabilidade A inteligência artificial e sustentabilidade representam a aplicação de tecnologias digitais avançadas para enfrentar desafios ambientais, climáticos e energéticos. A IA permite analisar grandes volumes de dados ambientais, identificar padrões e apoiar decisões mais eficientes. Essa combinação torna-se estratégica para governos, empresas e sociedade. Como a inteligência artificial e sustentabilidade se conectam A relação entre inteligência artificial e sustentabilidade baseia-se no uso de algoritmos para monitorar recursos naturais, prever impactos ambientais e otimizar sistemas complexos. A tecnologia atua como uma ferramenta de apoio à gestão sustentável. O objetivo é reduzir desperdícios e ampliar a eficiência dos sistemas. Inteligência artificial e sustentabilidade no combate às mudanças climáticas No contexto climático, a inteligência artificial e sustentabilidade auxiliam na previsão de eventos extremos, modelagem climática e análise de emissões de gases de efeito estufa. Modelos avançados ajudam a antecipar riscos e planejar políticas públicas. A tomada de decisão torna-se mais precisa e baseada em dados. Inteligência artificial e sustentabilidade no setor de energia A inteligência artificial e sustentabilidade têm papel central na transição energética. Algoritmos são usados para integrar fontes renováveis, prever geração solar e eólica, gerenciar redes inteligentes e otimizar o armazenamento de energia. Essas soluções aumentam a confiabilidade e reduzem custos do sistema energético. Inteligência artificial e sustentabilidade na eficiência energética A inteligência artificial e sustentabilidade contribuem para a eficiência energética em edifícios, indústrias e cidades. Sistemas inteligentes ajustam consumo em tempo real, reduzindo desperdícios e emissões de carbono. A eficiência torna-se um ativo estratégico para a descarbonização. Inteligência artificial e sustentabilidade na gestão ambiental Na gestão ambiental, a inteligência artificial e sustentabilidade apoiam o monitoramento de florestas, oceanos e recursos hídricos. Tecnologias de visão computacional e sensores ajudam a identificar desmatamento, poluição e degradação ambiental. A fiscalização torna-se mais ágil e precisa. Riscos da inteligência artificial e sustentabilidade Apesar dos avanços, a inteligência artificial e sustentabilidade envolvem riscos como alto consumo energético de data centers, dependência tecnológica e uso inadequado de dados ambientais. A adoção responsável é essencial para evitar efeitos contrários aos objetivos ambientais. Inteligência artificial e sustentabilidade e políticas públicas A inteligência artificial e sustentabilidade influenciam a formulação de políticas públicas voltadas ao clima e à energia. Governos utilizam dados e modelos preditivos para planejar infraestrutura, adaptação climática e transição energética. A governança tecnológica torna-se um fator crítico. O futuro da inteligência artificial e sustentabilidade O futuro da inteligência artificial e sustentabilidade aponta para sistemas mais integrados, transparentes e eficientes. A tecnologia será decisiva para acelerar a descarbonização e proteger o meio ambiente. A IA pode se tornar uma aliada central na construção de um futuro sustentável. 🇧🇷 EP18 – Inteligência artificial e sustentabilidade: clima, energia e meio ambiente
- Expansão da energia solar exige novos investimentos e planejamento em MT
Diretor da Enersim aponta desafios da sobrecarga no sistema elétrico e defende soluções tecnológicas para garantir segurança energética ao agronegócio e à indústria. A rápida expansão da energia solar em Mato Grosso já começa a impor novos desafios ao sistema elétrico estadual. O alerta foi feito pelo diretor da Enersim, Tiago Viana, durante participação no Encontro da Indústria do Setor Elétrico 2026, realizado pelo Sindenergia- MT, entre o dias 12 a 13 de maio, no UniSenai MT, em Cuiabá. Segundo ele, o avanço das fontes renováveis mudou o papel da energia dentro das empresas e do agronegócio, exigindo mais planejamento, investimentos em infraestrutura e adaptação regulatória para garantir estabilidade ao sistema. Viana destacou que eventos do setor têm ganhado importância justamente por aproximarem empresas, fornecedores, investidores e especialistas em um mercado cada vez mais dinâmico e impactado por mudanças regulatórias. “O setor elétrico é extremamente regulado, tanto pela Aneel quanto por decisões do Congresso, e essas mudanças impactam diretamente a viabilidade financeira dos projetos”, afirmou. O executivo explicou que Mato Grosso vive hoje um cenário considerado paradoxal: ao mesmo tempo em que lidera o crescimento da geração solar, enfrenta limitações na capacidade de absorção da energia produzida. Segundo ele, já existem restrições para aprovação de novos projetos de maior porte devido aos gargalos das redes de distribuição e transmissão. “No horário de pico da geração solar, praticamente 100% da energia consumida no estado vem dessa fonte e ainda existe excedente sendo exportado”, destacou. Para Viana, a falta de infraestrutura adequada pode aumentar os riscos de sobrecarga no sistema elétrico caso o crescimento da geração continue em ritmo acelerado sem reforços na rede. Outro ponto abordado foi a mudança de visão do agronegócio em relação à energia. Segundo ele, a geração própria deixou de ser apenas uma forma de reduzir custos e passou a integrar a estratégia financeira das propriedades e empresas. “Depois do payback, a energia gerada passa a representar ganho direto na margem do negócio. Isso torna o produtor mais competitivo”, afirmou. O gestor da Enersim também destacou que Mato Grosso possui uma matriz predominantemente renovável, sustentada pela geração hidrelétrica e pela forte expansão da energia solar nos últimos anos. Entre as tendências debatidas durante sua participação estiveram soluções de armazenamento por baterias, controle inteligente da qualidade da energia e novas tecnologias para gestão do consumo energético. Tiago Viana também apresentou alternativas voltadas ao agronegócio, incluindo soluções envolvendo energia solar, biomassa e biogás, além de estratégias para enfrentar oscilações de tensão e otimizar o uso da energia em períodos críticos. Expansão da energia solar exige novos investimentos e planejamento em MT
- Agro e indústria buscam soluções energéticas para garantir competitividade e segurança no mercado
ENERGIA NO AGRONEGÓCIO Painel destacou armazenamento, diversificação e gestão inteligente como caminhos para o futuro energético no agronegócio O avanço da demanda por energia no agronegócio e na indústria colocou o tema no centro das estratégias de competitividade. Durante o Painel 6, com o tema “Soluções energéticas para o agro e para a indústria”, os painelistas defenderam que eficiência, autonomia e segurança energética seriam determinantes para a permanência das empresas no mercado, no Encontro das Indústrias do Setor Elétrico 2026, realizado nos dias 12 e 13 de maio, no UniSenai. Participaram do debate Dimas Yamanaka, responsável pelos setores comercial e de marketing da Trael Transformadores como moderador do painel; Merivaldo Britto, embaixador da Tudo de Energia; Diego Ferreira e Stevan Gomes, representantes da WEG; e Tiago Arruda, diretor da Enersim. A discussão reuniu representantes do setor e apontou tecnologias como armazenamento por baterias, diversificação da matriz e gestão inteligente do consumo como pilares para enfrentar desafios estruturais históricos. A energia deixou de ser apenas um insumo operacional e passou a ocupar papel estratégico no setor produtivo. Para o moderador do painel, Dimas Yamanaka, essa mudança de visão já vinha sendo construída, mas ganhou ainda mais força diante da complexidade atual do sistema elétrico. Nesse contexto, o tema soluções energéticas para o agro e para a indústria surgiu como resposta direta à necessidade de garantir competitividade em um cenário cada vez mais exigente. “O impacto dessa nova visão é definir quem vai continuar no jogo”, afirmou Yamanaka. Segundo ele, fatores como custo de energia, segurança jurídica, mão de obra e carga tributária são determinantes para a tomada de decisão das empresas. A discussão também evidenciou que não bastava apenas ter acesso à energia. A qualidade e a confiabilidade do fornecimento passaram a ser essenciais para sustentar operações produtivas. Foi justamente nesse ponto que entraram as soluções energéticas para o agro e para a indústria, com destaque para sistemas de armazenamento de energia, como o BES (Battery Energy Storage System). A tecnologia permite armazenar energia para uso em momentos estratégicos, reduzindo custos e garantindo estabilidade. Merivaldo Britto, consultor energético China - Brasil e fundador do Tudo de Energia, destacou que as baterias representam um avanço importante para descentralizar o sistema elétrico e dar mais autonomia ao consumidor. “Você passa a ser gestor da sua própria energia”, resumiu o fundador do Tudo de Energia, as baterias representam um avanço importante para descentralizar o sistema elétrico e dar mais autonomia ao consumidor. “Você passa a ser gestor da sua própria energia”, resumiu. A aplicação dessas soluções foi apontada como viável desde propriedades rurais até grandes indústrias, incluindo setores como mineração, hospitais e comércio. Além de garantir fornecimento contínuo, o armazenamento ajuda a minimizar impactos de falhas na rede e oscilações de energia. Outro ponto central do debate foi a necessidade de equilibrar diferentes fontes de geração. Embora a energia solar tenha avançado significativamente, especialistas alertaram para limitações na capacidade de escoamento e para a intermitência da fonte. Nesse cenário, soluções energéticas para o agro e para a indústria também passaram pela complementaridade entre fontes, como hidrelétrica, biomassa, biogás e sistemas híbridos. “A segurança energética depende desse equilíbrio. Não dá para depender de uma única fonte”, destacou um dos participantes, ao reforçar a importância da geração hidráulica aliada a novas tecnologias de armazenamento. O estado de Mato Grosso foi apontado como um dos protagonistas nesse processo, tanto pelo seu potencial de geração quanto pelo alto consumo energético impulsionado pelo agronegócio e pela indústria. No entanto, desafios estruturais, como a capacidade de transmissão, ainda limitaram o pleno aproveitamento desse potencial. Para os palestrantes, eventos do setor tiveram papel fundamental na construção dessas soluções, ao reunir diferentes agentes e acelerar o debate. Nesse sentido, o Painel 6 reforçou que o futuro passaria por inovação, integração e planejamento. Mais do que tendência, as soluções energéticas para o agro e para a indústria já se consolidaram como uma necessidade concreta para garantir eficiência, reduzir custos e manter a competitividade em um mercado global cada vez mais disputado. Agro e indústria buscam soluções energéticas para garantir competitividade e segurança no mercado
- Romagnole vê Mato Grosso acima da média nacional e amplia aposta no setor elétrico
Empresa participou do Encontro da Indústria do Setor Elétrico e destacou demanda crescente por redes mais modernas, qualidade de energia e infraestrutura para agroindústrias O avanço da agroindústria em Mato Grosso e o aumento do consumo de energia têm acelerado a demanda por redes elétricas mais robustas e sistemas capazes de garantir maior estabilidade no fornecimento. Neste cenário, a Romagnole apresentou soluções durante o Encontro da Indústria do Setor Elétrico 2026, realizado em Cuiabá, de 12 a 13 de maio. Com 64 anos de atuação no setor elétrico, a empresa participou do evento apresentando soluções voltadas à infraestrutura e distribuição de energia, segmento que acompanha diretamente o crescimento econômico e industrial do Estado. Segundo o especialista de produtos da Romagnole, Mac Douglas Vendramini, Mato Grosso vive um ritmo de expansão acima da média nacional e se tornou estratégico para empresas ligadas ao setor elétrico. “A gente olha para Mato Grosso com muito bons olhos. O crescimento aqui está acima da média do Brasil e existe muito potencial para infraestrutura elétrica. Nosso portfólio pode contribuir bastante para esse avanço do setor no Estado”, afirmou. O crescimento das agroindústrias, frigoríficos, usinas e novas plantas industriais tem elevado a necessidade de investimentos não apenas na ampliação da capacidade energética, mas também na qualidade da energia distribuída. Além do aumento da demanda, o setor elétrico enfrenta mudanças provocadas pela digitalização das redes, expansão das fontes renováveis e avanço das chamadas Smart Grids, que exigem equipamentos mais modernos e sistemas inteligentes de operação. “O Brasil hoje é referência em fontes renováveis. Mas não basta apenas distribuir energia. Precisamos garantir qualidade nessa energia que chega até o consumidor”, destacou Mac Douglas. Segundo ele, a participação em eventos do setor permite que empresas acompanhem as transformações do mercado e desenvolvam soluções alinhadas às necessidades regionais. “Essa troca de experiência técnica e visão de mercado é importante porque aproxima fabricantes, clientes e operadores do setor. Isso ajuda a desenvolver soluções cada vez mais eficientes”, disse. A Romagnole produz equipamentos utilizados em redes de distribuição de energia no Brasil e no exterior e afirma que pretende ampliar a presença em Mato Grosso acompanhando o avanço da industrialização e da infraestrutura energética estadual. “Apostamos cada vez mais na nossa presença aqui, trazendo soluções e equipamentos para contribuir com o crescimento do setor elétrico”, completou. Romagnole vê Mato Grosso acima da média nacional e amplia aposta no setor elétrico
- Gigante da indústria elétrica, WEG aposta em Mato Grosso e vê avanço da transição energética
WEG aposta em Mato Grosso Multinacional participa do Encontro da Indústria do Setor Elétrico, em Cuiabá, e destaca crescimento da demanda por automação, eficiência energética e armazenamento de energia no Estado. A expansão do agronegócio, o crescimento industrial e o aumento da demanda energética em Mato Grosso colocaram o Estado no radar de uma das maiores fabricantes de equipamentos eletroeletrônicos do mundo. A WEG participa do Encontro da Indústria do Setor Elétrico, realizado em Cuiabá, levando ao evento soluções voltadas à eficiência energética, automação e armazenamento de energia. Fundada em 1961, em Jaraguá do Sul (SC), a WEG se consolidou como uma multinacional brasileira presente em mais de 37 países, atuando em segmentos como motores elétricos, automação industrial, geração e distribuição de energia. A companhia também vem ampliando presença em projetos ligados à transição energética e digitalização da infraestrutura elétrica. A presença da empresa no evento ocorre em um momento em que Mato Grosso discute os gargalos energéticos para sustentar o avanço da produção agroindustrial e da verticalização econômica do Estado. O debate inclui desde expansão da rede elétrica até investimentos em geração, armazenamento e qualidade da energia.Para o analista de vendas da WEG, Rodrigo Knoll, o encontro funciona como uma ponte direta entre a empresa e os diferentes setores produtivos que dependem de energia para crescer. “Esse tipo de evento nos aproxima cada vez mais do cliente, seja ele do agro, da indústria ou da área de energia. Uma coisa é falar por telefone ou por e-mail. Outra é conversar olho no olho, mostrar as soluções, apresentar a cultura da companhia e entender as necessidades locais”, afirmou. Segundo a empresa, uma das áreas que mais avançam no país é justamente a busca por eficiência energética, automação e soluções para armazenamento de energia, impulsionadas pelo crescimento das fontes renováveis e pela necessidade de modernização da rede elétrica. Representante da WEG, Stevan Gomes afirma que a companhia passou a atuar fortemente na integração de soluções voltadas à transição energética, incluindo motores mais eficientes, automação industrial, qualidade de energia e sistemas de baterias para armazenamento. “O Brasil vive uma transformação energética e Mato Grosso acompanha esse movimento. Hoje conseguimos integrar geração, distribuição e consumo de energia com sistemas inteligentes, monitoramento e armazenamento. O armazenamento, que antes parecia algo distante, virou realidade e passa a ser essencial para integrar fontes intermitentes, como solar e pequenas centrais hidrelétricas”, disse. A empresa também aposta no avanço da digitalização da rede elétrica, com sensores e sistemas capazes de monitorar transformadores, identificar oscilações de tensão, prever falhas e reduzir perdas operacionais. O movimento ocorre em meio ao aumento da preocupação do setor produtivo com a capacidade da infraestrutura elétrica acompanhar o crescimento econômico do Estado. Mato Grosso tem ampliado a industrialização, atraído investimentos em agroindústrias e registrado aumento no consumo de energia, especialmente em regiões ligadas à produção agrícola. “A demanda cresce muito rápido e a infraestrutura nem sempre acompanha no mesmo ritmo. Isso gera perdas, queda de tensão, queima de equipamentos e prejuízos para indústrias e consumidores. O desafio agora é modernizar essa rede e garantir qualidade energética”, destacou Stevan. Além das tecnologias apresentadas no evento, a WEG também reforçou a estratégia de ampliar parcerias locais em Mato Grosso, envolvendo integradores de energia solar, empresas de automação, assistência técnica e montagem industrial. Gigante da indústria elétrica, WEG aposta em Mato Grosso e vê avanço da transição energética
- Encontro da Indústria do Setor Elétrico reúne mais de 1,2 mil pessoas e consolida Mato Grosso no centro do debate energético
Evento encerrou com anúncios de investimentos bilionários, avanços na transmissão e discussões sobre energia, indústria, biogás e sustentabilidade Evento encerrou com anúncios de investimentos bilionários, avanços na transmissão e discussões sobre energia, indústria, biogás e sustentabilidade. O Encontro da Indústria do Setor Elétrico 2026 encerrou nesta terça-feira (13.05), em Cuiabá, consolidando Mato Grosso no centro das discussões nacionais sobre geração, transmissão, distribuição e segurança energética. Realizado no UniSenai MT, o evento reuniu mais de 1,2 mil participantes durante os dois dias de programação e terminou marcado por anúncios de investimentos, debates técnicos e encaminhamentos considerados estratégicos para o setor. Em sua 14ª edição, o evento reuniu representantes da Aneel, Empresa de Pesquisa Energética (EPE), concessionárias, geradores, indústrias, especialistas e lideranças políticas para discutir os desafios da expansão energética em um dos estados que mais crescem economicamente no país. Entre os principais anúncios feitos durante o evento estão os investimentos em novas redes de transmissão, previstos para começar a partir de 2027, além do pacote de R$ 9 bilhões em distribuição anunciado pela Energisa e o avanço do programa MT Trifásico, que pretende ampliar a oferta de energia trifásica em Mato Grosso, por meio de investimento de R$ 700 milhões pelo Governo do Estado. O presidente do Sindenergia, Carlos Garcia, afirmou que o encontro conseguiu devolver a Mato Grosso seu protagonismo no setor energético nacional.“A principal notícia foi o avanço da rede de transmissão do Estado. A gente estava sem espaço para conectar novos empreendimentos e isso começa a mudar com os investimentos que foram anunciados”, afirmou. Garcia afirmou ainda que o evento também ajudou a aproximar órgãos reguladores, parlamentares e agentes do setor da realidade energética mato-grossense, principalmente diante da pressão causada pelo crescimento econômico e pela expansão da geração renovável.“Estamos conseguindo construir soluções para retomada de conexões que estavam paradas e chamando atenção para a importância estratégica de Mato Grosso como fornecedor de energia renovável para o país”, disse. Além dos debates sobre transmissão e distribuição, o encontro também abordou temas ligados ao avanço da energia solar, armazenamento por baterias, biogás, biometano, hidrogênio, mercado livre de energia e industrialização. Outro destaque do evento foi a feira de negócios, realizada pelo segundo ano consecutivo. O espaço reuniu empresas, fornecedores, desenvolvedores de soluções energéticas e representantes do setor produtivo. O encontro também reuniu empresários e profissionais ligados à engenharia e à sustentabilidade. O sócio-administrador da Sinep Engenharia, Dêib Martins, avaliou que o evento ampliou o debate sobre inovação e soluções energéticas aplicadas à realidade de Mato Grosso.“Saio daqui com muito aprendizado. O evento mostrou desafios, mas também muitas oportunidades para desenvolver tecnologia e aplicar soluções que atendam o crescimento do estado”, afirmou. Ele destacou ainda o potencial do biogás e do biometano em Mato Grosso, principalmente diante da força do agronegócio e da disponibilidade de resíduos para geração energética. “Mato Grosso tem recurso, tem demanda e tem potencial. O importante agora é transformar isso em projetos bem executados e sustentáveis”, disse. Impacto econômico Conforme o Observatório da Indústria, o setor elétrico no estado movimentou no ano passado cerca de R$ 1,55 bilhão em arrecadação de ICMS em Mato Grosso, com crescimento da participação empresarial, aumento da geração de empregos e expansão da renda ligada à atividade energética. Atualmente, o setor emprega cerca de 7,2 mil trabalhadores formais no estado e conta com mais de 300 empresas ativas, concentradas principalmente nos segmentos de geração e distribuição de energia elétrica. Para os organizadores, o encontro encerra esta edição com o objetivo alcançado de ampliar o debate sobre infraestrutura energética, atrair atenção nacional para os gargalos do estado e fortalecer Mato Grosso como protagonista da transição energética brasileira. Encontro da Indústria do Setor Elétrico reúne mais de 1,2 mil pessoas e consolida Mato Grosso no centro do debate energético
- Anand E-Beam: a engenharia invisível por trás da transição energética global
À medida que a transição energética global acelera, impulsionada por metas climáticas e pela busca por segurança energética, um elemento essencial embora muitas vezes invisível ganha cada vez mais relevância: a infraestrutura elétrica. Anand E-Beam: a engenharia invisível por trás da transição energética global Para entender melhor esse cenário, o EnergyChannel conversou com Manav Jiwani, Business Executive da Anand E-Beam Cables, empresa que vem se posicionando como fornecedora estratégica no setor de energia renovável. Posicionamento além da manufatura Segundo Manav, a Anand vai além do papel tradicional de fabricante de cabos. “A Anand E-Beam se posiciona como parceira na transição energética global, conectando geração e consumo com soluções sustentáveis. Não fornecemos apenas produtos — apoiamos o progresso.” A empresa atua na interseção entre a meta ambiciosa da Índia de 500 GW de energia renovável e o movimento global rumo ao Net Zero. Um portfólio completo para o ecossistema solar Manav destacou a amplitude das soluções da empresa. “Desenvolvemos cabos solares com tecnologia Electron Beam Cross-Linked, preparados para operar em diferentes condições climáticas, oferecendo durabilidade e segurança.” A empresa atende diversas aplicações, incluindo: EPCs e integradores Junction boxes e conectores MC4 Bombas solares Sistemas ACDB/DCDB e inversores Sistemas de armazenamento de energia (BESS) Posicionando-se como parceira técnica em toda a cadeia de valor da energia. Tecnologia, conformidade e escala Ao falar sobre diferenciais, Manav destacou a combinação de fatores: “Nossa força está na integração entre tecnologia, conformidade, capacidade de entrega e sustentabilidade.” Com mais de 100 milhões de metros de cabos fornecidos, contribuindo para mais de 18 GW de energia limpa, a Anand demonstra escala e impacto. Desafios globais A entrevista também abordou os desafios do setor. “O aumento dos custos de matérias-primas, tensões geopolíticas e problemas logísticos estão impactando todo o setor.” Para enfrentar esse cenário, a Anand aposta em: Produção localizada Diversificação da cadeia de suprimentos Manufatura enxuta “Nossa filosofia é clara: a qualidade define o valor. Não comprometemos nossos padrões por preço.” Inovação como motor A inovação segue como pilar central. “Investimos continuamente em manufatura inteligente, P&D e tecnologias avançadas para acompanhar a evolução do setor.” Impacto na prática Manav destacou exemplos concretos: “Contribuímos com grandes parques solares, expansão de sistemas rooftop e soluções híbridas com armazenamento.” Olhando para o futuro Para os próximos anos: “Armazenamento de energia, sistemas híbridos, digitalização das redes e práticas sustentáveis irão definir o futuro do setor.” Nesse cenário, a Anand E-Beam se posiciona como um importante facilitador da transformação energética global. Anand E-Beam: a engenharia invisível por trás da transição energética global
- 🌞 Energia Solar: Tudo o Que o Consumidor Precisa Saber
Episódio 30 – O que acontece quando eu gero mais energia do que consumo? 🌞 Energia Solar: Tudo o Que o Consumidor Precisa Saber Uma das dúvidas mais comuns de quem já tem ou pretende instalar energia solar é: o que acontece com a energia que sobra? Ela é desperdiçada? Neste episódio, o EnergyChannel explica como funciona o excedente de geração, o sistema de créditos e quais são os limites desse modelo. ⚡ Energia solar não desperdiça energia Quando o sistema solar gera mais energia do que o imóvel consome naquele momento, esse excedente não é perdido. Ele é automaticamente injetado na rede da distribuidora. 🔄 Sistema de compensação de energia No Brasil, funciona o sistema de compensação: A energia excedente vira crédito (kWh) Esses créditos podem ser usados depois O abatimento acontece na conta de luz É como “guardar” energia para outro momento. ⏳ Validade dos créditos Os créditos de energia têm prazo de validade, que atualmente é de até 60 meses, dependendo do modelo de conexão e da data de entrada do sistema. Após esse período, créditos não utilizados expiram. 🧾 Onde posso usar esses créditos? Os créditos podem ser usados: Na própria unidade consumidora Em outro imóvel do mesmo titular (quando permitido) Para compensar consumo noturno ou em dias nublados Isso amplia a flexibilidade do sistema. ⚠️ Créditos não viram dinheiro Um ponto importante: o excedente não é pago em dinheiro ao consumidor. Ele só pode ser usado para abater consumo futuro dentro das regras do sistema de compensação. 📊 Superdimensionar nem sempre é vantagem Instalar um sistema muito maior do que o consumo real pode gerar créditos que não serão aproveitados antes de expirar. Dimensionamento correto evita desperdício financeiro. 🧭 Excedente é benefício, não lucro Gerar mais energia do que consome traz segurança e flexibilidade, mas não deve ser visto como uma forma de ganhar dinheiro. No próximo episódio, o EnergyChannel esclarece uma dúvida prática: 👉 Posso vender energia solar para a concessionária ou para terceiros? 📌 Série Especial EnergyChannel Energia Solar: Tudo o Que o Consumidor Precisa SaberInformação clara e confiável para ajudar o consumidor a tomar decisões sem surpresas. 🌞 Energia Solar: Tudo o Que o Consumidor Precisa Saber











