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  • Liberdade de escolha no setor elétrico: por que a abertura do mercado livre exige mais do que novas regras

    Por Laís Víctor – Especialista em energias renováveis e Diretora Executiva de Parcerias Liberdade de escolha no setor elétrico: por que a abertura do mercado livre exige mais do que novas regras A abertura do mercado livre já deixou de ser promessa de modernização para se tornar um teste real de maturidade do setor elétrico brasileiro. O tema não está mais no campo da expectativa. Em 2025, esse ambiente registrou mais de 21,7 mil novos consumidores e passou a responder por cerca de 43% de toda a eletricidade consumida no país, segundo o Ministério de Minas e Energia, com base em dados da CCEE. O número, por si só, já demonstra que a liberdade de escolha deixou de ser um debate periférico e passou a ocupar posição central na transformação do setor. Mas abrir o mercado, por mais importante que seja, não significa necessariamente amadurecê-lo. Escolher não é, automaticamente, escolher bem A defesa da liberdade de escolha é legítima. Ela reposiciona o consumidor no centro da decisão e rompe com uma lógica histórica de passividade. Sob esse aspecto, a abertura é um avanço inegável. O problema, a meu ver, começa quando esse avanço passa a ser tratado como se bastasse por si só. Existe uma diferença importante entre ter o direito de escolher e ter condições reais de fazer uma escolha qualificada. E essa distinção é decisiva no setor elétrico. Contratar energia envolve preço, prazo, indexação, perfil de consumo, exposição a risco, leitura contratual e entendimento regulatório. Não se trata, portanto, de uma decisão simples, muito menos de uma escolha que possa ser resumida apenas à promessa de economia. Liberdade de escolha sem compreensão não é empoderamento. É apenas complexidade transferida ao consumidor com outro nome. Abertura exige compreensão e transparência Se a expansão do mercado livre vier desacompanhada de informação clara, transparência contratual e comunicação acessível, a liberdade pode rapidamente se converter em frustração. E esse é um ponto que o setor elétrico ainda precisa enfrentar com mais seriedade. O setor fala com conforto para dentro, mas ainda se comunica mal com quem precisa decidir. Há excesso de linguagem técnica, pouca tradução de riscos e uma dificuldade persistente de transformar complexidade regulatória em informação inteligível. Em um mercado mais aberto, isso deixa de ser um detalhe e passa a ser um problema estrutural. O próprio avanço regulatório ajuda a comprovar esse desafio. Em 2024, a ANEEL registrou 28.124 mil migrações ao Ambiente de Contratação Livre, após a abertura para consumidores do Grupo A, movimento que levou a agência a discutir aperfeiçoamentos para simplificar procedimentos e reduzir entraves burocráticos. Em outras palavras: o crescimento confirma o potencial da abertura, mas também mostra que ampliar o acesso exige melhorar a jornada do consumidor. O valor do mercado livre vai além do desconto Outro ponto que me parece central é que o amadurecimento desse ambiente dependerá da capacidade de entregar mais do que preço competitivo. O mercado livre será mais sólido na medida em que oferecer previsibilidade, gestão de risco, inteligência contratual e maior clareza sobre o que está sendo comprado. Limitar a defesa da abertura ao argumento do desconto é reduzir uma transformação estrutural a uma narrativa comercial de curto prazo. Um mercado forte não se constrói apenas com oferta agressiva; constrói-se com confiança. A abertura do mercado livre é necessária e irreversível. Mas liberdade de escolha, sozinha, não garante maturidade de mercado. Acredito que o verdadeiro sucesso dessa agenda não será medido apenas pelo número de migrações, mas pela capacidade do setor de transformar acesso em compreensão, concorrência em confiança e escolha formal em valor real para o consumidor. Sem isso, corremos o risco de ampliar a liberdade no discurso, sem entregá-la plenamente na prática. Sobre a autora Laís Víctor é especialista em energias renováveis e diretora executiva de parcerias, com 15 anos de atuação no setor de energia. Sua trajetória reúne experiência em desenvolvimento de negócios, estruturação de alianças estratégicas e atração de investimentos voltados à transição energética, com foco na construção de ecossistemas sustentáveis e na inovação do mercado global de renováveis. Liberdade de escolha no setor elétrico: por que a abertura do mercado livre exige mais do que novas regras

  • PowerShift 2026: experiência do cliente e digitalização emergem como pilares da nova era da energia no Brasil

    A transformação do setor elétrico brasileiro deixou de ser uma tendência futura para se consolidar como uma realidade em curso. Em meio à abertura do mercado, à digitalização dos serviços e à crescente descentralização da geração de energia, um novo protagonista ganha espaço: o consumidor. Esse foi um dos principais eixos debatidos durante o PowerShift – O Futuro da Energia em Debate 2026 , realizado em São Paulo, reunindo alguns dos principais nomes do setor energético nacional para discutir os rumos da transição energética no país. A cobertura especial do EnergyChannel , liderada pelo jornalista Ricardo Honório , acompanhou de perto os debates e entrevistou executivos que estão diretamente envolvidos na construção desse novo cenário energético. Organizado pela Bright Strategies , o PowerShift se consolida como um dos fóruns mais relevantes do Brasil ao abordar temas estratégicos como: abertura do mercado livre de energia modernização regulatória digitalização do setor elétrico armazenamento de energia novas tecnologias de medição e consumo protagonismo do consumidor A edição de 2026 contou com o patrocínio da Thopen Energy , reforçando o papel das empresas inovadoras no avanço das discussões sobre eficiência, tecnologia e novos modelos de negócios no setor elétrico. A experiência do cliente no centro da transformação energética Durante o evento, o EnergyChannel entrevistou Yuri Palma Mora , Head de Customer Experience da Thopen Energy , que trouxe uma visão clara sobre um dos maiores desafios atuais do setor: transformar a experiência do cliente em energia. A experiência do cliente no centro da transformação energética Responsável por toda a jornada do cliente dentro da empresa, desde o pós-venda até o relacionamento contínuo, Yuri destacou que a evolução do mercado exige muito mais do que inovação tecnológica exige uma mudança profunda na forma como o consumidor se relaciona com a energia. Segundo ele, um dos principais desafios está justamente na base: explicar ao consumidor como o novo mercado funciona e como ele pode participar de forma mais inteligente e eficiente. Medição, faturamento e tecnologia: os gargalos do sistema atual Um dos pontos centrais abordados durante o painel foi a necessidade de modernização dos sistemas de medição e faturamento de energia no Brasil. Ainda hoje, grande parte dos consumidores brasileiros utiliza medidores tradicionais, com funcionamento analógico e pouca precisão em tempo real — uma realidade que contrasta com o avanço tecnológico já disponível em outros países. De acordo com Yuri, essa limitação impacta diretamente a experiência do cliente e restringe o potencial de inovação no setor. A evolução para medidores inteligentes (smart meters)  surge como um passo fundamental para mudar esse cenário, permitindo: medição em tempo real maior transparência no consumo controle energético mais eficiente novos modelos tarifários personalização do uso de energia Essa transformação não depende apenas de avanços tecnológicos, mas também de incentivos regulatórios e do engajamento do próprio consumidor. Energia, tecnologia e novos hábitos de consumo Outro ponto de destaque na entrevista foi a mudança no perfil de consumo energético. Com a eletrificação crescente da economia, novos equipamentos e tecnologias passam a fazer parte do dia a dia dos consumidores, como: veículos elétricos sistemas de armazenamento em baterias dispositivos conectados (casas inteligentes) soluções de gestão energética Esse movimento tende a aumentar significativamente a demanda por energia nos próximos anos, ao mesmo tempo em que exige maior inteligência no consumo. Segundo Yuri, o consumidor passa a ter um papel mais ativo, podendo decidir quando e como consumir energia — especialmente com o avanço de tecnologias que permitem maior autonomia e controle. O papel estratégico da Thopen Energy na nova dinâmica do setor Nesse cenário de transformação acelerada, a atuação da Thopen Energy  se posiciona como estratégica. A empresa aposta no desenvolvimento de soluções voltadas à experiência do cliente, eficiência energética e adaptação aos novos modelos de consumo. Ao apoiar o PowerShift 2026, a Thopen reforça seu compromisso com a evolução do setor elétrico brasileiro e com a construção de um mercado mais moderno, competitivo e orientado ao consumidor. Segundo especialistas, empresas que conseguirem integrar tecnologia, regulação e experiência do usuário terão vantagem competitiva nos próximos anos. PowerShift: um retrato do futuro da energia no Brasil Mais do que um evento, o PowerShift se consolida como um termômetro das transformações que estão moldando o setor energético. A convergência entre tecnologia, regulação e comportamento do consumidor aponta para um futuro em que a energia deixa de ser apenas um serviço essencial e passa a ser uma plataforma de inovação. Para o EnergyChannel , acompanhar e registrar esse movimento é fundamental para conectar o público às mudanças que já estão em curso e que irão impactar diretamente a economia, a indústria e a vida das pessoas. A série especial de entrevistas realizadas durante o evento reforça esse compromisso, trazendo análises exclusivas com os protagonistas da nova era da energia no Brasil. 📌 Destaque editorial EnergyChannel A experiência do cliente, antes negligenciada no setor elétrico, surge agora como um dos principais vetores de transformação impulsionada por tecnologia, novos modelos de negócio e pela abertura do mercado de energia. PowerShift 2026: experiência do cliente e digitalização emergem como pilares da nova era da energia no Brasil

  • Gigantes do setor solar, Sungrow e BelEnergy firmam parceria para ampliar oferta de inversores de alta eficiência no Brasil

    Uma das maiores fornecedoras globais de tecnologia para energia solar reforça presença no país ao se tornar parceira oficial da distribuidora brasileira, líder no segmento fotovoltaico. Gigantes do setor solar, Sungrow e BelEnergy firmam parceria para ampliar oferta de inversores de alta eficiência no Brasil     Brasil, 17 de março de 2026 - A Sungrow, líder mundial em inversores fotovoltaicos e soluções de armazenamento de energia (BESS), anunciou parceria oficial com a BelEnergy, uma das maiores e mais estruturadas, empresas brasileiras de distribuição de equipamentos solares. O movimento reforça a posição de ambas como protagonistas em seus respectivos segmentos e amplia o alcance de soluções de alta performance no mercado nacional. Gigantes do setor solar, Sungrow e BelEnergy firmam parceria para ampliar oferta de inversores de alta eficiência no Brasil   A operação é vista como estratégica e de ganho mútuo. De um lado, a Sungrow fortalece sua presença no Brasil ao ampliar a distribuição de seus equipamentos por meio da maior rede logística do setor. De outro, a BelEnergy agrega ao portfólio uma das marcas globais mais reconhecidas em eficiência, confiabilidade e inovação tecnológica.   No Brasil, a Sungrow já ultrapassou 16,5 GW de inversores comercializados, consolidando-se como uma das principais fornecedoras do país. Desde 2017, acumulou 7,49 GW em Geração Distribuída (GD) e 9,03 GW em Geração Centralizada (GC), presença que abrange desde sistemas residenciais até grandes usinas solares. Gigantes do setor solar, Sungrow e BelEnergy firmam parceria para ampliar oferta de inversores de alta eficiência no Brasil   Já a BelEnergy, fundada em 2020 como braço estratégico do Grupo Belenus, com mais de 40 anos de história, tornou-se rapidamente referência nacional na distribuição de equipamentos fotovoltaicos. Com mais de 80 mil m² de área operacional em três centros de distribuição em Vinhedo, Itupeva (SP) e Goiânia (GO), a empresa mantém uma das maiores infraestruturas logísticas do setor, com capacidade de atendimento em todo o território brasileiro e agora também na Argentina.   Mercado mais técnico e foco em rentabilidade   O acordo ocorre em um momento de maior maturidade do setor solar brasileiro. Após um ciclo de crescimento acelerado da geração distribuída, investidores e integradores passaram a priorizar eficiência, confiabilidade e retorno financeiro ao longo da vida útil dos projetos.   Os inversores, responsáveis por converter a energia gerada pelos módulos fotovoltaicos em eletricidade utilizável, tornaram-se peças centrais nessa equação. Pequenos ganhos de eficiência podem representar aumento relevante na produção anual de energia e, consequentemente, na rentabilidade do sistema.   Segundo as empresas, a parceria permitirá ampliar a oferta de equipamentos com maior robustez operacional, tecnologia de monitoramento avançado e certificações internacionais. “Mais geração. Mais rentabilidade. Mais segurança na instalação”, resumem como pilares estratégicos do acordo.   Novidades em inversores e aposta no mercado residencial   A Sungrow também anunciou avanços em sua linha de produtos. Um dos lançamentos mais aguardados é o inversor híbrido, previsto para o primeiro trimestre de 2026. O equipamento atende à crescente demanda por soluções que combinem geração solar e armazenamento, oferecendo maior autonomia e segurança energética, tema que ganhou relevância após episódios recentes de apagões e limitações na rede elétrica em algumas regiões do país.   No segmento residencial, a empresa passa a disponibilizar, a partir de janeiro, o microinversor de 2,5 kW em toda a rede de distribuidores. Além disso, antecipou a atualização da linha de microinversores, agora compatível com todos os módulos disponíveis no mercado, inclusive os de alta potência. A medida amplia a flexibilidade de projetos, permite melhor aproveitamento da geração e busca maximizar o desempenho para o consumidor final.   Histórico global e presença consolidada   Com mais de 28 anos de atuação, a Sungrow acumula mais de 870 GW de conversores eletrônicos de energia instalados globalmente até junho de 2025. A empresa é reconhecida pela BloombergNEF como uma das companhias mais rentáveis do mundo em inversores fotovoltaicos e sistemas de armazenamento de energia. Conta com 520 pontos de serviço no exterior, estrutura que sustenta a estratégia de expansão internacional.   A BelEnergy, ao integrar oficialmente o portfólio da multinacional, reforça sua posição no mercado brasileiro e amplia a oferta de soluções para geração distribuída e usinas de médio e grande porte.   A expectativa das companhias é que a parceria impulsione novos projetos ao longo de 2026, em um cenário em que eficiência técnica, previsibilidade de receita e segurança operacional tornam-se fatores decisivos para investidores e consumidores de energia solar.   SUNGROW BRASIL https://br.sungrowpower.com/   BELENERGY  https://belenergy.com.br/ Gigantes do setor solar, Sungrow e BelEnergy firmam parceria para ampliar oferta de inversores de alta eficiência no Brasil

  • Como Ler Tendências Econômicas

    A arte de antecipar movimentos de mercado, tecnologia e geopolítica Em um mundo cada vez mais volátil, prever o futuro econômico é quase impossível mas entender tendências é essencial  para tomar decisões inteligentes. Mercados, empresas e governos enfrentam mudanças rápidas: inflação estrutural, tecnologia disruptiva, reconfiguração de cadeias globais, crises climáticas e geopolítica dinâmica. Neste episódio de Economia em Movimento , exploramos como interpretar sinais econômicos, identificar padrões e antecipar movimentos que podem definir vantagem competitiva . Como Ler Tendências Econômicas Tendências estruturais versus eventos temporários Antes de qualquer análise, é crucial diferenciar: Eventos temporários:  choques de curto prazo, como crises climáticas localizadas ou flutuações de preços de commodities. Tendências estruturais:  mudanças profundas e duradouras, como envelhecimento populacional, transição energética e digitalização da economia. Enquanto eventos passageiros exigem resposta rápida , tendências estruturais exigem estratégia de longo prazo . Indicadores econômicos: sinais e alertas Alguns indicadores fornecem insights sobre a direção da economia: PIB e crescimento setorial:  mostram onde a produção aumenta ou estagna Inflação e custo de vida:  indicam pressões estruturais sobre preços Mercado de trabalho e salários:  revelam mudanças na oferta e demanda de mão de obra Investimentos e inovação:  antecipam setores que se tornam competitivos Interpretar esses sinais corretamente permite decisões mais seguras e alinhadas com o cenário global. Tecnologia como amplificador de tendências Tecnologia transforma padrões econômicos mais rapidamente do que antes: Automação aumenta produtividade e concentra riqueza IA muda dinâmica de mercado e comportamento do consumidor Digitalização permite monitoramento quase em tempo real de dados econômicos Saber ler o impacto da tecnologia  é tão importante quanto entender dados macroeconômicos clássicos. Geopolítica: o fator imprevisível Movimentos políticos podem alterar tendências de forma abrupta: Sanções, tarifas e embargos afetam custos e cadeias de suprimento Blocos comerciais redefinem mercados regionais Conflitos ou alianças estratégicas mudam preços de energia e commodities A leitura econômica moderna exige integrar geopolítica e economia  em uma única visão. Comportamento do consumidor e mercado Mudanças nos hábitos de consumo refletem tendências estruturais: Digitalização altera como, quando e o que se consome Sustentabilidade redefine prioridades e valor percebido Inflação persistente influencia decisões de compra e poupança Entender comportamento é entender como tendências estruturais se manifestam no cotidiano . Mapas setoriais: identificar oportunidades Cada setor reage de forma diferente às tendências: Energia limpa cresce com transição ambiental e geopolítica Tecnologia e digitalização lideram produtividade e inovação Agricultura e alimentos sofrem pressão de clima e logística Mapear setores permite antecipar investimentos, realocar recursos e reduzir riscos . Cenários: imaginar futuros possíveis Criar cenários ajuda a visualizar caminhos possíveis: Cenário otimista:  crescimento sustentável, inovação tecnológica rápida e cooperação global Cenário desafiador:  inflação estrutural alta, conflitos geopolíticos e crises climáticas Cenário intermediário:  mudanças graduais, ajustes setoriais e políticas públicas adaptativas Cada decisão estratégica deve considerar cenários prováveis e impactos potenciais . Tomada de decisão informada Aprender a ler tendências permite: Empresas: ajustar produção, diversificar mercados e inovar Governos: formular políticas fiscais, industriais e sociais estratégicas Investidores e cidadãos: proteger patrimônio, identificar oportunidades e reduzir riscos A vantagem competitiva vem de decifrar padrões antes que se tornem evidentes para todos . O que muda na vida real Para empresas: planejamento estratégico baseado em sinais econômicos, tecnológicos e sociais Para governos: políticas públicas mais antecipatórias e eficientes Para cidadãos: escolhas de investimento, carreira e consumo alinhadas às mudanças estruturais Ler tendências transforma incerteza em vantagem, riscos em oportunidades. Conclusão: visão ampla como diferencial O segredo não está em prever cada número, mas em compreender movimentos estruturais, tecnologia, política e comportamento . Empresas, governos e indivíduos que dominam essa leitura podem se posicionar de forma proativa, enquanto outros apenas reagem a crises e mudanças inesperadas. Economia em Movimento  termina aqui sua primeira temporada, oferecendo um mapa para entender, interpretar e navegar o novo mundo econômico , conectando inflação, geopolítica, tecnologia, consumo e política de forma integrada. Como Ler Tendências Econômicas

  • EP10 – Políticas, Financiamento e Riscos: O Que Sustenta o Agro

    Por trás da produção no campo existe uma estrutura complexa que sustenta o agronegócio: políticas públicas, acesso a crédito, mecanismos de proteção financeira e gestão de riscos. Esses fatores são decisivos para garantir estabilidade, investimentos e crescimento em um setor altamente exposto a variáveis climáticas, econômicas e geopolíticas. EP10 – Políticas, Financiamento e Riscos: O Que Sustenta o Agro O desempenho do agro não depende apenas do clima ou da tecnologia, mas também da qualidade do ambiente institucional que o envolve. O papel das políticas públicas Políticas agrícolas influenciam diretamente a competitividade do setor. Programas de crédito, subsídios, incentivos à inovação, infraestrutura e marcos regulatórios moldam decisões de investimento e produção. No Brasil, o Plano Safra é um dos principais instrumentos de apoio ao agronegócio, oferecendo linhas de crédito para custeio, investimento e comercialização. Em países como Estados Unidos e membros da União Europeia, políticas agrícolas também incluem seguros, apoio à renda e incentivos ambientais. A previsibilidade dessas políticas é tão importante quanto o volume de recursos disponíveis. Ambientes regulatórios instáveis aumentam riscos e reduzem a capacidade de planejamento no longo prazo. Crédito como motor da produção O agronegócio é um setor intensivo em capital. Insumos, máquinas, tecnologia e infraestrutura exigem investimentos elevados antes mesmo da colheita. O acesso a crédito adequado permite ao produtor investir em produtividade e inovação. Além do crédito público, o mercado financeiro ampliou sua presença no agro por meio de títulos, fundos e instrumentos privados. Essa diversificação de fontes fortalece o setor, mas também exige maior profissionalização na gestão financeira. Seguro agrícola e gestão de riscos O risco faz parte da atividade agrícola. Eventos climáticos extremos, oscilações de preços, pragas e doenças podem comprometer uma safra inteira. Por isso, o seguro agrícola é uma ferramenta essencial para a sustentabilidade econômica do produtor. Em países com sistemas de seguro mais maduros, como Estados Unidos, a proteção contra perdas climáticas é amplamente difundida. No Brasil, o avanço do seguro agrícola ainda enfrenta desafios, mas é considerado estratégico para reduzir a vulnerabilidade do setor. Riscos globais e volatilidade O agronegócio está inserido em um mercado global. Conflitos geopolíticos, mudanças nas políticas comerciais, flutuações cambiais e crises logísticas impactam preços e fluxos de exportação. A pandemia e conflitos recentes mostraram como cadeias globais de alimentos podem ser rapidamente afetadas por eventos externos, reforçando a importância de políticas sólidas e mecanismos de proteção. Sustentabilidade financeira do agro O futuro do agronegócio depende da capacidade de equilibrar produtividade, sustentabilidade e estabilidade financeira. Políticas eficientes, acesso a crédito e instrumentos de gestão de riscos criam um ambiente propício para investimentos de longo prazo. Para países como o Brasil, fortalecer essa base institucional é essencial para manter o agro como motor econômico e garantir sua posição estratégica no cenário global. No próximo episódio da série, o foco se volta para as pessoas que estão transformando o campo: jovens, mulheres e novos perfis que redefinem o agronegócio . EP10 – Políticas, Financiamento e Riscos: O Que Sustenta o Agro

  • PowerShift 2026: evento em São Paulo debate abertura do mercado elétrico e coloca o consumidor no centro da transformação energética

    O setor elétrico brasileiro vive um momento decisivo de transformação. A modernização do mercado, o avanço das energias renováveis, a digitalização dos serviços e a mudança no comportamento do consumidor estão redesenhando a forma como a energia é produzida, comercializada e consumida no país. Foi justamente nesse contexto que aconteceu, em São Paulo, a edição mais recente do PowerShift – O Futuro da Energia em Debate 2026 , um dos fóruns mais relevantes do país dedicados à discussão da transição energética e da evolução do setor elétrico brasileiro. A equipe do EnergyChannel , liderada pelo jornalista Ricardo Honório , esteve presente realizando a cobertura completa do evento, entrevistando executivos, especialistas e líderes que estão moldando o futuro da energia no Brasil. O encontro, organizado pela consultoria estratégica Bright Strategies , reuniu reguladores, empresas de energia, investidores, especialistas em tecnologia e representantes do mercado para debater temas centrais como: abertura do mercado livre de energia digitalização do setor elétrico novas experiências para o consumidor armazenamento de energia e baterias mobilidade elétrica inovação regulatória A edição de 2026 contou ainda com o apoio da Thopen Energy , patrocinadora do evento, reforçando o papel das empresas inovadoras no estímulo ao debate e à construção de soluções para o futuro energético do país. Segundo especialistas presentes no fórum, o PowerShift vem se consolidando como um dos principais espaços de reflexão estratégica sobre os desafios e oportunidades da transição energética no Brasil. Entrevista EnergyChannel: José Neto analisa o novo papel do consumidor no setor elétrico Durante a cobertura especial do evento, o jornalista Ricardo Honório entrevistou José Neto , Chief Strategy Officer da Bright Strategies , consultoria especializada em projetos de energia renovável e regulação do setor elétrico. Com formação em contabilidade e experiência no mercado energético, José Neto destacou que sua trajetória no setor começou de forma inesperada, inicialmente ligada à energia solar. Com o tempo, o interesse pela dinâmica regulatória e pela complexidade do mercado elétrico brasileiro o levou a se aprofundar na área. Hoje, ele atua diretamente na estruturação de projetos e estratégias para investidores e agentes do setor energético. Bright Strategies: consultoria especializada em energia renovável Durante a entrevista, José Neto explicou que a Bright Strategies atua exclusivamente no desenvolvimento de projetos relacionados a fontes renováveis, oferecendo suporte estratégico para empresas, investidores e agentes do setor. A consultoria está estruturada em três grandes pilares de atuação. O primeiro é o consultivo estratégico , no qual a empresa assessora investidores, comercializadores e desenvolvedores de projetos na estruturação de modelos de negócio voltados à geração de energia renovável, tanto no mercado livre quanto no ambiente regulado. O segundo pilar é a capacitação profissional , com programas de treinamento e cursos voltados para empresas privadas, instituições públicas e profissionais que desejam se especializar no setor elétrico. Já o terceiro é o suporte jurídico e regulatório , incluindo atuação contenciosa quando questões relacionadas ao setor precisam avançar para a esfera judicial. Segundo Neto, esse modelo integrado permite que a consultoria acompanhe o desenvolvimento de projetos desde a fase estratégica até questões regulatórias mais complexas. O consumidor como protagonista da nova era da energia Um dos pontos centrais discutidos no painel do qual José Neto participou durante o PowerShift foi a mudança no papel do consumidor no setor elétrico. Historicamente, os consumidores brasileiros tinham apenas uma opção para adquirir energia: a distribuidora local. Esse cenário, porém, está mudando rapidamente com o avanço da abertura do mercado de energia no país. Com esse novo ambiente competitivo, o consumidor deixa de ser apenas um usuário passivo e passa a ser tratado como cliente. Segundo o executivo, esse é um dos maiores desafios da modernização do setor. Durante anos, grande parte das discussões do setor elétrico esteve concentrada em temas regulatórios ou em investimentos necessários para expansão da infraestrutura. No entanto, a experiência do consumidor raramente era colocada no centro da estratégia. Para Neto, isso precisa mudar. Com a abertura do mercado, consumidores terão liberdade para escolher fornecedores de energia e diferentes modelos de contratação. Isso cria um ambiente de competição entre empresas e exige um novo nível de qualidade na prestação de serviços. Nesse cenário, entender as necessidades e as dores do consumidor final torna-se fundamental para o sucesso de novos modelos de negócio. PowerShift 2026: evento em São Paulo debate abertura do mercado elétrico e coloca o consumidor no centro da transformação energética Novos modelos de energia estão surgindo no Brasil Outro tema relevante discutido durante o evento foi o surgimento de novos produtos e serviços ligados ao consumo de energia. Além da geração renovável, novas tecnologias estão ampliando as possibilidades de interação do consumidor com o sistema elétrico. Entre elas destacam-se: mobilidade elétrica sistemas de armazenamento em baterias geração distribuída soluções inteligentes de gestão de energia A expansão da frota de veículos elétricos, por exemplo, começa a modificar a forma como consumidores utilizam energia em suas casas e empresas. Questões como qual o melhor horário para carregar um veículo elétrico , onde realizar recargas  e como otimizar o consumo energético doméstico  passam a fazer parte da rotina de milhares de consumidores. Outro fator que deve ganhar protagonismo nos próximos anos é o avanço das baterias de armazenamento , que podem oferecer maior autonomia energética e reduzir a dependência do consumidor em relação às distribuidoras. Segundo especialistas, esse conjunto de transformações cria novas oportunidades para empresas de tecnologia, comercializadoras de energia e desenvolvedores de soluções energéticas. Um evento que antecipa o futuro da energia Ao reunir especialistas de diferentes áreas do setor energético, o PowerShift se consolida como um importante espaço de debate estratégico sobre o futuro da energia no Brasil. Temas como regulação, inovação tecnológica, digitalização do setor elétrico e novos modelos de negócio são fundamentais para garantir que o país avance de forma eficiente na transição energética. A participação de empresas como a Thopen Energy no apoio ao evento demonstra o interesse crescente do setor privado em fomentar discussões que impulsionem a modernização da matriz energética brasileira. Para o EnergyChannel, acompanhar e registrar esses debates é parte essencial da missão do portal: informar, analisar e conectar os principais protagonistas da transformação energética global. PowerShift 2026: evento em São Paulo debate abertura do mercado elétrico e coloca o consumidor no centro da transformação energética

  • Sungrow acelera ofensiva solar na Colômbia com portfólio inédito de inversores

    Sungrow acelera ofensiva solar na Colômbia com portfólio inédito de inversores   Companhia já soma 1,5 GW instalados no país e prepara nova fase de crescimento com portfólio ampliado de inversores e BESS. Sungrow acelera ofensiva solar na Colômbia com portfólio inédito de inversores   América Latina, 13 de março de 2026 - A transição energética na Colômbia ganha um novo protagonista. A empresa tecnológica global Sungrow anunciou uma expansão estratégica no país com o objetivo de oferecer um dos portfólios de inversores fotovoltaicos mais completos do mercado colombiano.   Reconhecida como a marca com maior potência instalada de inversores fotovoltaicos na América Latina, a Sungrow já ultrapassa 25 GW comercializados na região, consolidando sua liderança em projetos solares de grande escala.  Somente na Colômbia, a companhia já conta com aproximadamente 1,5 GW de inversores instalados, principalmente em usinas solares e projetos de geração centralizada (utility-scale). Sungrow acelera ofensiva solar na Colômbia com portfólio inédito de inversores   Agora, a empresa busca dar um passo ainda mais ambicioso: levar toda a tecnologia e experiência adquiridas em grandes projetos para o mercado residencial, comercial e industrial do país.  “A Colômbia é um dos mercados solares mais promissores da América Latina. Nossa expectativa é levar ao país um portfólio amplo, com produtos de alta qualidade técnica, alto valor agregado e excelente custo-benefício para os clientes”,   afirma Samuel Costa, gerente comercial e de marketing da Sungrow.   Segundo Costa , a expansão inclui uma estrutura local dedicada ao mercado colombiano, além de um distribuidor oficial, que será anunciado em breve após a finalização do processo contratual.   Tecnologia de grande escala ao alcance de todos os segmentos   A nova estratégia da Sungrow na Colômbia busca democratizar o acesso à tecnologia utilizada em alguns dos maiores projetos solares do mundo, adaptando-a para aplicações em residências, empresas e projetos comerciais.   Isso inclui soluções para:   Sistemas residenciais; Projetos comerciais e industriais (C&I); Usinas solares e geração distribuída de grande porte.   O objetivo é que integradores e desenvolvedores colombianos tenham acesso a tecnologia de nível utility-scale aplicada a projetos de todos os tamanhos.   Certificações em andamento para um portfólio sem precedentes   De acordo com  Nickolas Vivaqua, coordenador de engenharia da Sungrow,  o processo técnico para habilitar a ampla gama de produtos no país já está em andamento.  “O processo de certificação dos nossos equipamentos para o mercado colombiano já foi iniciado. Nossa expectativa é oferecer na Colômbia uma das linhas de inversores mais amplas disponíveis no país, com soluções adaptadas às diferentes classes de tensão existentes na rede elétrica colombiana”,   explica Vivaqua.   A diversidade de tensões presentes no sistema elétrico colombiano é um dos desafios técnicos do mercado, o que torna fundamental contar com um portfólio capaz de atender múltiplas configurações de rede.   Uma aposta estratégica para o crescimento da energia solar na Colômbia   Com essa expansão, a Sungrow reforça sua visão de longo prazo para a América Latina e posiciona a Colômbia como um dos mercados estratégicos para seu crescimento na região. A chegada de um portfólio completo de inversores, combinada com suporte local e um canal de distribuição dedicado, promete impulsionar a adoção da energia solar em todos os segmentos do mercado colombiano.   Para a Sungrow, a missão é clara:  acelerar a transição energética do país com tecnologia de classe mundial, confiabilidade comprovada e soluções competitivas para cada tipo de projeto solar.   Sobre a Sungrow   A Sungrow, líder global em tecnologia de energia renovável, tem sido pioneira em soluções de energia sustentável há mais de 29 anos. Até dezembro de 2025, a Sungrow já instalou mais de 1000 GW de conversores eletrônicos de potência em todo o mundo.   A empresa é reconhecida como a companhia de inversores fotovoltaicos e sistemas de armazenamento de energia mais financiável do mundo (BloombergNEF). Suas inovações impulsionam projetos de energia limpa em todo o planeta, apoiadas por uma rede de 520 centros de serviço, garantindo excelentes experiências aos clientes.   Na Sungrow, estamos comprometidos em construir um futuro sustentável, conectando inovação tecnológica de ponta a um serviço incomparável.   Para mais informações, visite:  https://br.sungrowpower.com/ Sungrow acelera ofensiva solar na Colômbia com portfólio inédito de inversores

  • Mais que uma Fábrica: Hopewind inaugura hub europeu com primeiro conversor eólico produzido na Hungria

    Fót, Hungria – 16 de março de 2026  – A Hopewind anunciou o início das operações completas de seu novo centro de manufatura e serviços em Fót, na Hungria. Mais que uma Fábrica: Hopewind inaugura hub europeu com primeiro conversor eólico produzido na Hungria A empresa celebrou o marco com a saída da linha de produção do primeiro conversor eólico 950V / 5,25 MW water-cooled DFIG (Doubly-Fed Induction Generator)  fabricado na unidade. A inauguração representa um passo estratégico da empresa no mercado europeu, marcando a transição de fornecedora internacional para parceira local integrada . Com mais de 3.600 m² , o complexo foi projetado não apenas como uma fábrica, mas como um ecossistema completo de produção, logística e suporte técnico , voltado a fortalecer a cadeia de suprimentos e acelerar a transição energética no continente. Produção local para fortalecer a cadeia de suprimentos O novo hub foi desenvolvido em resposta à crescente demanda do setor de energia renovável por cadeias de suprimentos mais resilientes e regionalizadas . Ao localizar a produção na Europa, a Hopewind reduz riscos logísticos associados a operações transcontinentais. Com manufatura local e um sistema robusto de estoque, a empresa poderá oferecer aos clientes europeus: Prazos de entrega significativamente menores Redução de custos logísticos Maior previsibilidade no fornecimento de componentes críticos Essa mudança operacional permite que projetos de energia renovável avancem com maior segurança e menos atrasos. Hub integrado de manufatura e serviços A base em Fót funciona como um ecossistema integrado , reunindo produção, gestão de inventário e uma equipe técnica local dedicada. Esse modelo permite suporte rápido e direto aos clientes, incluindo: orientação na instalação dos equipamentos suporte técnico imediato em campo manutenção contínua dos sistemas A estratégia é ir além do modelo tradicional de fornecimento e atuar como parceira tecnológica próxima dos desenvolvedores e operadores de projetos energéticos . Preparação para expansão em solar e armazenamento Com a demanda europeia por tecnologias limpas localizadas em forte crescimento, o hub também permitirá que a empresa alinhe seus produtos aos padrões técnicos e regulatórios da União Europeia . Embora a unidade esteja inicialmente focada na produção de conversores para energia eólica , o plano estratégico inclui ampliar o portfólio para: inversores fotovoltaicos (PV) sistemas de armazenamento de energia (ESS) Essa expansão permitirá que a empresa ofereça soluções completas para energia eólica, solar e armazenamento diretamente a partir da Europa . Tecnologia de ponta no primeiro equipamento produzido O primeiro conversor produzido na nova unidade incorpora tecnologias avançadas, incluindo IGBTs de 2300V de última geração , que proporcionam aumento de 20% na densidade de potência . O equipamento também atende a rigorosos códigos internacionais de rede elétrica, como: E.ON 2006 CEA da Índia Q/GDW 392-2009 A produção desse sistema na Hungria demonstra a capacidade da Hopewind de entregar tecnologia global com velocidade e suporte local . Mais que uma Fábrica: Hopewind inaugura hub europeu com primeiro conversor eólico produzido na Hungria Compromisso de longo prazo com a Europa A nova base de fabricação deverá se tornar um pilar da presença da empresa no mercado europeu. Ao integrar produção e serviços locais, a Hopewind busca oferecer soluções energéticas confiáveis e de alto desempenho , alinhadas tanto às necessidades atuais dos projetos quanto às metas futuras de energia limpa da região. Sobre a Hopewind Fundada em 2007 e listada na Shanghai Stock Exchange em 2017 ( 603063.SH ), a Hopewind é uma fornecedora global de soluções em tecnologia de energia renovável. A empresa desenvolve e produz conversores eólicos, inversores fotovoltaicos, sistemas de armazenamento de energia e acionamentos industriais. A companhia participou do projeto científico europeu Wingrid , financiado pelo programa Horizon 2020, por meio do laboratório da DNV na Holanda. Em 2022, seu conversor eólico recebeu o primeiro certificado mundial de grid-forming da DNV , e a empresa também foi reconhecida pela Bloomberg New Energy Finance como fabricante Tier 1 de inversores . Até 2025, a Hopewind já havia enviado mais de 235 GW em equipamentos para projetos de energia renovável em todo o mundo . Se quiser, também posso transformar esse texto em: matéria jornalística no estilo EnergyChannel (mais editorial) versão para LinkedIn / Instagram versão em espanhol e inglês para os portais Latam e Global. Mais que uma Fábrica: Hopewind inaugura hub europeu com primeiro conversor eólico produzido na Hungria

  • 🇧🇷 EP9 – Recomendações, bolhas digitais e manipulação algorítmica na era da inteligência artificial

    Série Especial EnergyChannel | Inteligência Artificial: Tudo o Que Precisamos Saber 🇧🇷 EP9 – Recomendações, bolhas digitais e manipulação algorítmica na era da inteligência artificial O que são bolhas digitais e manipulação algorítmica As bolhas digitais e manipulação algorítmica  surgem quando sistemas de recomendação passam a filtrar informações com base no comportamento do usuário. O objetivo é aumentar engajamento, mas o efeito colateral é a limitação do acesso a visões diferentes. Esse fenômeno afeta informação, consumo e até opiniões políticas. Como funcionam as recomendações que criam bolhas digitais e manipulação algorítmica Algoritmos analisam curtidas, cliques, tempo de visualização e interações para prever preferências. A partir disso, passam a entregar conteúdos semelhantes de forma recorrente. Esse processo automático está no centro das bolhas digitais e manipulação algorítmica , moldando o que cada pessoa vê online. Bolhas digitais e manipulação algorítmica nas redes sociais Nas redes sociais, as bolhas digitais e manipulação algorítmica  são especialmente intensas. Plataformas priorizam conteúdos que geram reação emocional, reforçando crenças já existentes. Com o tempo, o usuário passa a consumir versões cada vez mais homogêneas da realidade. Bolhas digitais e manipulação algorítmica no consumo de notícias No jornalismo digital, as bolhas digitais e manipulação algorítmica  influenciam o acesso à informação. Notícias alinhadas ao perfil do leitor ganham prioridade, enquanto conteúdos divergentes perdem alcance. Esse cenário desafia o papel da imprensa e o debate público. Bolhas digitais e manipulação algorítmica no entretenimento e no consumo Plataformas de streaming e e-commerce utilizam mecanismos semelhantes. As bolhas digitais e manipulação algorítmica  direcionam escolhas de filmes, músicas e produtos, limitando a diversidade de experiências. A personalização extrema pode reduzir a descoberta espontânea. Riscos sociais das bolhas digitais e manipulação algorítmica Entre os principais riscos das bolhas digitais e manipulação algorítmica  estão: Polarização social Desinformação Perda de senso crítico Manipulação de comportamento Esses impactos vão além da tecnologia e atingem a democracia e a convivência social. Como reduzir os efeitos das bolhas digitais e manipulação algorítmica Compreender o funcionamento das bolhas digitais e manipulação algorítmica  é o primeiro passo para reduzir seus efeitos. Diversificar fontes, questionar recomendações e buscar conteúdos fora do padrão algorítmico são atitudes essenciais. O futuro das bolhas digitais e manipulação algorítmica O debate sobre regulação e transparência dos algoritmos cresce globalmente. O futuro das bolhas digitais e manipulação algorítmica  dependerá do equilíbrio entre personalização, ética e responsabilidade social. No próximo episódio, o EnergyChannel analisa o impacto do reconhecimento facial , entre conveniência e vigilância. 🇧🇷 EP9 – Recomendações, bolhas digitais e manipulação algorítmica na era da inteligência artificial

  • 🌍 Políticas Públicas para um Planeta Viável | Episódio 10

    Justiça climática: quando a política pública precisa enfrentar desigualdades Justiça climática: quando a política pública precisa enfrentar desigualdades 📦 Série Especial EnergyChannel – Políticas Públicas para um Planeta Viável Esta reportagem integra a série especial do EnergyChannel , dedicada a analisar, de forma jornalística e independente, como decisões públicas moldam o futuro ambiental, social e econômico do planeta. Ao longo de 12 episódios, a série investiga o impacto real das políticas públicas em áreas estratégicas como energia, cidades, agricultura, tecnologia, educação e governança global. A crise climática não afeta todas as pessoas da mesma forma. Eventos extremos, escassez de recursos naturais e degradação ambiental atingem de maneira desproporcional populações mais vulneráveis, ampliando desigualdades sociais, econômicas e territoriais. Nesse contexto, a justiça climática emerge como um conceito central para o desenho de políticas públicas eficazes e socialmente legítimas. Mais do que reduzir emissões, políticas climáticas precisam considerar quem paga o preço da transição e quem colhe seus benefícios. A origem do conceito de justiça climática A justiça climática parte do reconhecimento de que países, setores econômicos e grupos sociais contribuíram de forma desigual para a crise ambiental, mas enfrentam impactos assimétricos. Comunidades com menor responsabilidade histórica pelas emissões tendem a ser as mais expostas a riscos climáticos. Políticas públicas orientadas por esse princípio buscam equilibrar responsabilidades, protegendo os mais vulneráveis e promovendo uma transição justa. Desigualdade social e vulnerabilidade climática Pobreza, informalidade, falta de infraestrutura e acesso limitado a serviços públicos aumentam a exposição aos impactos climáticos. Enchentes, ondas de calor e crises hídricas tendem a afetar mais severamente populações que vivem em áreas de risco ou dependem diretamente de recursos naturais. Políticas públicas eficazes integram adaptação climática, planejamento urbano e políticas sociais, reduzindo vulnerabilidades estruturais. Transição energética e justiça social A transição para uma economia de baixo carbono cria oportunidades, mas também desafios. Setores intensivos em carbono concentram empregos e renda em determinadas regiões, tornando a reconversão econômica um tema sensível. Políticas públicas voltadas à justiça climática incluem requalificação profissional, diversificação econômica regional e proteção a trabalhadores afetados, garantindo que a transição energética não aprofunde desigualdades existentes. Países em desenvolvimento e responsabilidade global No cenário internacional, a justiça climática envolve o debate sobre financiamento, transferência de tecnologia e responsabilidades comuns, porém diferenciadas. Países em desenvolvimento enfrentam o desafio de crescer economicamente enquanto lidam com impactos climáticos crescentes. Políticas públicas globais eficazes dependem de cooperação internacional, mecanismos financeiros robustos e compromissos claros por parte das economias mais desenvolvidas. Políticas públicas inclusivas e participação social A construção de políticas climáticas justas exige processos participativos. Comunidades diretamente afetadas por projetos de infraestrutura, políticas ambientais ou mudanças regulatórias precisam ser ouvidas e incorporadas à tomada de decisão. A inclusão social fortalece a legitimidade das políticas públicas e amplia sua eficácia no longo prazo. Adaptação climática como política social A adaptação às mudanças climáticas é, cada vez mais, uma política social. Investimentos em infraestrutura resiliente, saúde pública, segurança alimentar e sistemas de alerta precoce reduzem riscos e protegem populações vulneráveis. Quando orientadas pela justiça climática, políticas de adaptação deixam de ser reativas e passam a integrar estratégias de desenvolvimento. Governança climática e equidade A justiça climática também depende da qualidade da governança pública. Transparência, coordenação institucional e avaliação contínua são fundamentais para garantir que políticas climáticas alcancem seus objetivos sociais e ambientais. Sem governança eficaz, mesmo políticas bem-intencionadas podem reforçar desigualdades ou perder impacto. Justiça climática como eixo das políticas do século XXI A incorporação da justiça climática às políticas públicas não é apenas uma questão ética, mas uma condição prática para a sustentabilidade. Políticas que ignoram desigualdades tendem a enfrentar resistência social e dificuldades de implementação. No século XXI, enfrentar a crise climática exige integrar meio ambiente, economia e justiça social em uma mesma agenda pública. 🌍 Políticas Públicas para um Planeta Viável | Episódio 10

  • Recursos Finitos: Produzir Mais com Menos

    O crescimento industrial do século XX foi construído sobre a abundância aparente de recursos. No século XXI, essa premissa deixa de existir. A indústria do futuro precisa aprender a crescer dentro de limites físicos cada vez mais claros. Recursos Finitos: Produzir Mais com Menos Durante décadas, o modelo industrial foi linear: extrair, produzir, consumir e descartar. Esse sistema sustentou o crescimento global, mas mostrou sinais de esgotamento. Recursos naturais tornam-se mais caros, mais disputados e mais regulados. Ao mesmo tempo, a demanda por produtos industriais segue crescendo. A equação mudou. Produzir mais não pode mais significar consumir mais recursos. O fim da lógica da abundância Minérios, água, solo, energia e até capacidade ambiental deixaram de ser infinitos. Eventos climáticos extremos, conflitos geopolíticos e restrições regulatórias expõem limites antes ignorados. A indústria passa a lidar com: Volatilidade de preços Escassez localizada Interrupções de fornecimento Pressão por redução de impacto Eficiência deixou de ser opcional — virou condição de sobrevivência. Eficiência como estratégia industrial Produzir mais com menos não é apenas uma agenda ambiental. É uma estratégia econômica. Processos mais eficientes reduzem custos, riscos e dependência externa. Isso envolve: Redesenho de processos produtivos Redução de perdas Otimização energética Uso intensivo de dados A indústria do futuro será medida não apenas pelo volume que produz, mas pelo quanto desperdiça. Economia circular sai do conceito e entra na operação A economia circular deixa de ser um discurso aspiracional e passa a integrar decisões industriais reais. Resíduos tornam-se insumos. Produtos passam a ser desenhados para durar mais, serem reparados ou reciclados. Setores industriais já incorporam: Reuso de materiais Remanufatura Reciclagem avançada Logística reversa Circularidade reduz pressão sobre recursos virgens e aumenta segurança de suprimento. Minas urbanas e novos fluxos de matéria-prima Equipamentos eletrônicos, baterias e produtos industriais descartados passam a ser vistos como fontes estratégicas de matéria-prima. As chamadas “minas urbanas” reduzem dependência de extração primária e diminuem impactos ambientais. Reciclar deixa de ser custo — vira ativo. Design industrial sob nova lógica A indústria do futuro começa no projeto. Produtos são pensados desde a origem para consumir menos recursos, facilitar desmontagem e permitir reaproveitamento. Design eficiente reduz custo ao longo de todo o ciclo de vida. Produzir bem começa antes da fábrica. Pressão regulatória e vantagem competitiva Regulações ambientais mais rigorosas pressionam a indústria a se adaptar. Mas empresas que se antecipam transformam conformidade em vantagem competitiva. Quem aprende a operar com menos recursos reduz riscos regulatórios e amplia acesso a mercados mais exigentes. O novo limite do crescimento O desafio industrial não é crescer indefinidamente, mas crescer de forma inteligente. A indústria do futuro não será definida apenas por escala, mas por eficiência estrutural. Produzir mais com menos não é restrição é inovação. Eficiência como linguagem do futuro Recursos finitos obrigam a indústria a evoluir. Quem entender essa limitação como oportunidade sairá na frente. O futuro industrial será menos intensivo em recursos e mais intensivo em inteligência. A indústria que ignora os limites físicos ignora o próprio futuro. Na próxima edição EP10 – O Consumidor Mudou: E a Indústria Precisa Acompanhar Como novas escolhas de consumo, transparência e consciência redefinem produtos, marcas e cadeias industriais. Recursos Finitos: Produzir Mais com Menos

  • Construir o futuro: sustentabilidade ganha espaço no canteiro de obras e no debate do setor

    A construção civil vive um momento decisivo. Em um planeta pressionado pelas mudanças climáticas e pelo crescimento das cidades, a forma como se constrói passou a ser parte essencial da equação ambiental. Construir o futuro: sustentabilidade ganha espaço no canteiro de obras e no debate do setor A marcha rumo a uma sociedade mais limpa e equilibrada depende de ações em todas as frentes da indústria e dos governos até o consumidor final e a construção civil tem um papel central nesse processo. Responsável por grande parte do consumo de recursos naturais e da geração de resíduos, o setor enfrenta o desafio de reinventar seus métodos. O que antes era visto como custo adicional hoje começa a ser entendido como investimento estratégico. Construir de forma sustentável significa reduzir impactos ambientais, melhorar a eficiência energética das edificações e, ao mesmo tempo, criar ambientes mais saudáveis para quem vive e trabalha neles. Nesse cenário, as edificações do futuro tendem a ser não apenas mais sustentáveis, mas também mais inteligentes. Sistemas de automação predial, iluminação natural planejada, uso de energias renováveis e tecnologias de monitoramento de consumo já começam a transformar prédios e residências em estruturas capazes de otimizar recursos em tempo real. A eficiência energética, por exemplo, tornou-se um dos pilares dessa transformação, com projetos que combinam design arquitetônico, materiais adequados e tecnologias limpas. Essa mudança de paradigma vem sendo impulsionada por eventos e iniciativas que aproximam profissionais, empresas e especialistas. Um exemplo é a Construsul BC 2026, que ocorrerá de 26 a 29 de maio de 2026 no Expocentro BC, em Balneário Camboriú. A feira reúne empresas, profissionais e fornecedores da cadeia produtiva da construção civil, funcionando como uma vitrine para tecnologias, produtos e tendências do setor.  Durante quatro dias, centenas de estandes apresentam soluções que vão desde novos sistemas construtivos até equipamentos, acabamentos e tecnologias voltadas à eficiência e produtividade no setor. Mais do que um espaço de negócios, a feira consolidou-se como um ponto de encontro para discutir o futuro da construção civil no Brasil e na região Sul. E é justamente nesse contexto que surge uma das principais novidades da edição de 2026: o Congresso de Sustentabilidade na Construção . O encontro ocorrerá de forma simultânea à feira, no auditório do evento, ampliando o debate sobre práticas responsáveis e inovação ambiental no setor. A proposta do congresso é reunir especialistas, empresas e profissionais interessados em acompanhar as tendências do mercado e fortalecer o compromisso com uma construção mais sustentável. A programação busca mostrar como conceitos ambientais podem se transformar em oportunidades concretas de inovação, eficiência e valorização imobiliária. Entre as prioridades discutidas estarão temas cada vez mais presentes nos projetos contemporâneos. O uso de matérias-primas renováveis, por exemplo, ganha destaque com a adoção de estruturas de madeira engenheirada, painéis estruturais e coberturas produzidas a partir de florestas plantadas. Essa alternativa reduz a pressão sobre recursos naturais e pode diminuir a pegada de carbono das edificações. A gestão da água também aparece como um eixo estratégico. Sistemas de captação de águas pluviais, reuso de águas cinzas e dispositivos economizadores vêm sendo incorporados em novos projetos, contribuindo para reduzir o consumo hídrico em edifícios residenciais e comerciais. Outro ponto importante é a escolha de materiais sustentáveis. A preferência por produtos recicláveis, de baixo impacto ambiental ou provenientes de fontes locais ajuda a reduzir emissões associadas ao transporte e à produção industrial. Paralelamente, cresce a preocupação com a redução de resíduos nos canteiros de obra, com práticas de reciclagem e reaproveitamento de materiais. A eficiência energética completa esse conjunto de estratégias. A adoção de energia solar fotovoltaica, aquecimento solar, iluminação natural e equipamentos mais eficientes pode reduzir significativamente o consumo energético de um edifício ao longo de sua vida útil. Além dos benefícios ambientais, essas medidas também geram ganhos econômicos. Estudos do setor indicam que imóveis com certificações de sustentabilidade podem ter valorização entre 4% e 8% no valor de aluguel, além de apresentarem custos operacionais menores. Há ainda benefícios sociais importantes, como melhoria da qualidade do ar interno, maior conforto térmico e acústico e impactos positivos na saúde dos ocupantes. O Congresso de Sustentabilidade na Construção  terá acesso mediante credencial específica, mas será aberto a profissionais do setor, estudantes e ao público em geral interessado no tema. A expectativa dos organizadores é reunir cerca de 800 participantes durante os dias da feira, criando um ambiente de troca de conhecimento com especialistas e empresas que já estão implementando soluções inovadoras no mercado. Não é coincidência que esse debate ganhe força justamente em uma região onde a construção civil vive um ciclo intenso de crescimento. O litoral norte catarinense tornou-se referência nacional em desenvolvimento imobiliário, com projetos cada vez mais ousados e verticalização acelerada. Trazer um congresso dedicado à sustentabilidade para esse contexto significa inserir a responsabilidade ambiental no centro das decisões urbanas. Mais do que uma tendência, a construção sustentável começa a se consolidar como um novo padrão. Afinal, erguer edifícios não significa apenas ocupar espaços significa também definir como as cidades irão conviver com o meio ambiente nas próximas décadas. Se a construção civil ajudou a moldar o mundo moderno, agora ela também pode ajudar a redesenhar o futuro. E esse futuro, cada vez mais, será construído com inteligência, eficiência e respeito ao planeta.  Construir o futuro: sustentabilidade ganha espaço no canteiro de obras e no debate do setor

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