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  • Romagnole vê Mato Grosso acima da média nacional e amplia aposta no setor elétrico

    Empresa participou do Encontro da Indústria do Setor Elétrico e destacou demanda crescente por redes mais modernas, qualidade de energia e infraestrutura para agroindústrias O avanço da agroindústria em Mato Grosso e o aumento do consumo de energia têm acelerado a demanda por redes elétricas mais robustas e sistemas capazes de garantir maior estabilidade no fornecimento. Neste cenário, a Romagnole apresentou soluções durante o Encontro da Indústria do Setor Elétrico 2026, realizado em Cuiabá, de 12 a 13 de maio. Com 64 anos de atuação no setor elétrico, a empresa participou do evento apresentando soluções voltadas à infraestrutura e distribuição de energia, segmento que acompanha diretamente o crescimento econômico e industrial do Estado. Segundo o especialista de produtos da Romagnole, Mac Douglas Vendramini, Mato Grosso vive um ritmo de expansão acima da média nacional e se tornou estratégico para empresas ligadas ao setor elétrico. “A gente olha para Mato Grosso com muito bons olhos. O crescimento aqui está acima da média do Brasil e existe muito potencial para infraestrutura elétrica. Nosso portfólio pode contribuir bastante para esse avanço do setor no Estado”, afirmou. O crescimento das agroindústrias, frigoríficos, usinas e novas plantas industriais tem elevado a necessidade de investimentos não apenas na ampliação da capacidade energética, mas também na qualidade da energia distribuída. Além do aumento da demanda, o setor elétrico enfrenta mudanças provocadas pela digitalização das redes, expansão das fontes renováveis e avanço das chamadas Smart Grids, que exigem equipamentos mais modernos e sistemas inteligentes de operação. “O Brasil hoje é referência em fontes renováveis. Mas não basta apenas distribuir energia. Precisamos garantir qualidade nessa energia que chega até o consumidor”, destacou Mac Douglas. Segundo ele, a participação em eventos do setor permite que empresas acompanhem as transformações do mercado e desenvolvam soluções alinhadas às necessidades regionais. “Essa troca de experiência técnica e visão de mercado é importante porque aproxima fabricantes, clientes e operadores do setor. Isso ajuda a desenvolver soluções cada vez mais eficientes”, disse. A Romagnole produz equipamentos utilizados em redes de distribuição de energia no Brasil e no exterior e afirma que pretende ampliar a presença em Mato Grosso acompanhando o avanço da industrialização e da infraestrutura energética estadual. “Apostamos cada vez mais na nossa presença aqui, trazendo soluções e equipamentos para contribuir com o crescimento do setor elétrico”, completou. Romagnole vê Mato Grosso acima da média nacional e amplia aposta no setor elétrico

  • Gigante da indústria elétrica, WEG aposta em Mato Grosso e vê avanço da transição energética

    WEG aposta em Mato Grosso Multinacional participa do Encontro da Indústria do Setor Elétrico, em Cuiabá, e destaca crescimento da demanda por automação, eficiência energética e armazenamento de energia no Estado. A expansão do agronegócio, o crescimento industrial e o aumento da demanda energética em Mato Grosso colocaram o Estado no radar de uma das maiores fabricantes de equipamentos eletroeletrônicos do mundo. A WEG participa do Encontro da Indústria do Setor Elétrico, realizado em Cuiabá, levando ao evento soluções voltadas à eficiência energética, automação e armazenamento de energia. Fundada em 1961, em Jaraguá do Sul (SC), a WEG se consolidou como uma multinacional brasileira presente em mais de 37 países, atuando em segmentos como motores elétricos, automação industrial, geração e distribuição de energia. A companhia também vem ampliando presença em projetos ligados à transição energética e digitalização da infraestrutura elétrica. A presença da empresa no evento ocorre em um momento em que Mato Grosso discute os gargalos energéticos para sustentar o avanço da produção agroindustrial e da verticalização econômica do Estado. O debate inclui desde expansão da rede elétrica até investimentos em geração, armazenamento e qualidade da energia.Para o analista de vendas da WEG, Rodrigo Knoll, o encontro funciona como uma ponte direta entre a empresa e os diferentes setores produtivos que dependem de energia para crescer. “Esse tipo de evento nos aproxima cada vez mais do cliente, seja ele do agro, da indústria ou da área de energia. Uma coisa é falar por telefone ou por e-mail. Outra é conversar olho no olho, mostrar as soluções, apresentar a cultura da companhia e entender as necessidades locais”, afirmou. Segundo a empresa, uma das áreas que mais avançam no país é justamente a busca por eficiência energética, automação e soluções para armazenamento de energia, impulsionadas pelo crescimento das fontes renováveis e pela necessidade de modernização da rede elétrica. Representante da WEG, Stevan Gomes afirma que a companhia passou a atuar fortemente na integração de soluções voltadas à transição energética, incluindo motores mais eficientes, automação industrial, qualidade de energia e sistemas de baterias para armazenamento. “O Brasil vive uma transformação energética e Mato Grosso acompanha esse movimento. Hoje conseguimos integrar geração, distribuição e consumo de energia com sistemas inteligentes, monitoramento e armazenamento. O armazenamento, que antes parecia algo distante, virou realidade e passa a ser essencial para integrar fontes intermitentes, como solar e pequenas centrais hidrelétricas”, disse. A empresa também aposta no avanço da digitalização da rede elétrica, com sensores e sistemas capazes de monitorar transformadores, identificar oscilações de tensão, prever falhas e reduzir perdas operacionais. O movimento ocorre em meio ao aumento da preocupação do setor produtivo com a capacidade da infraestrutura elétrica acompanhar o crescimento econômico do Estado. Mato Grosso tem ampliado a industrialização, atraído investimentos em agroindústrias e registrado aumento no consumo de energia, especialmente em regiões ligadas à produção agrícola. “A demanda cresce muito rápido e a infraestrutura nem sempre acompanha no mesmo ritmo. Isso gera perdas, queda de tensão, queima de equipamentos e prejuízos para indústrias e consumidores. O desafio agora é modernizar essa rede e garantir qualidade energética”, destacou Stevan. Além das tecnologias apresentadas no evento, a WEG também reforçou a estratégia de ampliar parcerias locais em Mato Grosso, envolvendo integradores de energia solar, empresas de automação, assistência técnica e montagem industrial. Gigante da indústria elétrica, WEG aposta em Mato Grosso e vê avanço da transição energética

  • Encontro da Indústria do Setor Elétrico reúne mais de 1,2 mil pessoas e consolida Mato Grosso no centro do debate energético

    Evento encerrou com anúncios de investimentos bilionários, avanços na transmissão e discussões sobre energia, indústria, biogás e sustentabilidade Evento encerrou com anúncios de investimentos bilionários, avanços na transmissão e discussões sobre energia, indústria, biogás e sustentabilidade. O Encontro da Indústria do Setor Elétrico 2026 encerrou nesta terça-feira (13.05), em Cuiabá, consolidando Mato Grosso no centro das discussões nacionais sobre geração, transmissão, distribuição e segurança energética. Realizado no UniSenai MT, o evento reuniu mais de 1,2 mil participantes durante os dois dias de programação e terminou marcado por anúncios de investimentos, debates técnicos e encaminhamentos considerados estratégicos para o setor. Em sua 14ª edição, o evento reuniu representantes da Aneel, Empresa de Pesquisa Energética (EPE), concessionárias, geradores, indústrias, especialistas e lideranças políticas para discutir os desafios da expansão energética em um dos estados que mais crescem economicamente no país. Entre os principais anúncios feitos durante o evento estão os investimentos em novas redes de transmissão, previstos para começar a partir de 2027, além do pacote de R$ 9 bilhões em distribuição anunciado pela Energisa e o avanço do programa MT Trifásico, que pretende ampliar a oferta de energia trifásica em Mato Grosso, por meio de investimento de R$ 700 milhões pelo Governo do Estado. O presidente do Sindenergia, Carlos Garcia, afirmou que o encontro conseguiu devolver a Mato Grosso seu protagonismo no setor energético nacional.“A principal notícia foi o avanço da rede de transmissão do Estado. A gente estava sem espaço para conectar novos empreendimentos e isso começa a mudar com os investimentos que foram anunciados”, afirmou. Garcia afirmou ainda que o evento também ajudou a aproximar órgãos reguladores, parlamentares e agentes do setor da realidade energética mato-grossense, principalmente diante da pressão causada pelo crescimento econômico e pela expansão da geração renovável.“Estamos conseguindo construir soluções para retomada de conexões que estavam paradas e chamando atenção para a importância estratégica de Mato Grosso como fornecedor de energia renovável para o país”, disse. Além dos debates sobre transmissão e distribuição, o encontro também abordou temas ligados ao avanço da energia solar, armazenamento por baterias, biogás, biometano, hidrogênio, mercado livre de energia e industrialização. Outro destaque do evento foi a feira de negócios, realizada pelo segundo ano consecutivo. O espaço reuniu empresas, fornecedores, desenvolvedores de soluções energéticas e representantes do setor produtivo. O encontro também reuniu empresários e profissionais ligados à engenharia e à sustentabilidade. O sócio-administrador da Sinep Engenharia, Dêib Martins, avaliou que o evento ampliou o debate sobre inovação e soluções energéticas aplicadas à realidade de Mato Grosso.“Saio daqui com muito aprendizado. O evento mostrou desafios, mas também muitas oportunidades para desenvolver tecnologia e aplicar soluções que atendam o crescimento do estado”, afirmou. Ele destacou ainda o potencial do biogás e do biometano em Mato Grosso, principalmente diante da força do agronegócio e da disponibilidade de resíduos para geração energética. “Mato Grosso tem recurso, tem demanda e tem potencial. O importante agora é transformar isso em projetos bem executados e sustentáveis”, disse. Impacto econômico Conforme o Observatório da Indústria, o setor elétrico no estado movimentou no ano passado cerca de R$ 1,55 bilhão em arrecadação de ICMS em Mato Grosso, com crescimento da participação empresarial, aumento da geração de empregos e expansão da renda ligada à atividade energética. Atualmente, o setor emprega cerca de 7,2 mil trabalhadores formais no estado e conta com mais de 300 empresas ativas, concentradas principalmente nos segmentos de geração e distribuição de energia elétrica. Para os organizadores, o encontro encerra esta edição com o objetivo alcançado de ampliar o debate sobre infraestrutura energética, atrair atenção nacional para os gargalos do estado e fortalecer Mato Grosso como protagonista da transição energética brasileira. Encontro da Indústria do Setor Elétrico reúne mais de 1,2 mil pessoas e consolida Mato Grosso no centro do debate energético

  • Anand E-Beam: a engenharia invisível por trás da transição energética global

    À medida que a transição energética global acelera, impulsionada por metas climáticas e pela busca por segurança energética, um elemento essencial embora muitas vezes invisível ganha cada vez mais relevância: a infraestrutura elétrica. Anand E-Beam: a engenharia invisível por trás da transição energética global Para entender melhor esse cenário, o EnergyChannel conversou com Manav Jiwani, Business Executive da Anand E-Beam Cables, empresa que vem se posicionando como fornecedora estratégica no setor de energia renovável. Posicionamento além da manufatura Segundo Manav, a Anand vai além do papel tradicional de fabricante de cabos. “A Anand E-Beam se posiciona como parceira na transição energética global, conectando geração e consumo com soluções sustentáveis. Não fornecemos apenas produtos — apoiamos o progresso.” A empresa atua na interseção entre a meta ambiciosa da Índia de 500 GW de energia renovável e o movimento global rumo ao Net Zero. Um portfólio completo para o ecossistema solar Manav destacou a amplitude das soluções da empresa. “Desenvolvemos cabos solares com tecnologia Electron Beam Cross-Linked, preparados para operar em diferentes condições climáticas, oferecendo durabilidade e segurança.” A empresa atende diversas aplicações, incluindo: EPCs e integradores Junction boxes e conectores MC4 Bombas solares Sistemas ACDB/DCDB e inversores Sistemas de armazenamento de energia (BESS) Posicionando-se como parceira técnica em toda a cadeia de valor da energia. Tecnologia, conformidade e escala Ao falar sobre diferenciais, Manav destacou a combinação de fatores: “Nossa força está na integração entre tecnologia, conformidade, capacidade de entrega e sustentabilidade.” Com mais de 100 milhões de metros de cabos fornecidos, contribuindo para mais de 18 GW de energia limpa, a Anand demonstra escala e impacto. Desafios globais A entrevista também abordou os desafios do setor. “O aumento dos custos de matérias-primas, tensões geopolíticas e problemas logísticos estão impactando todo o setor.” Para enfrentar esse cenário, a Anand aposta em: Produção localizada Diversificação da cadeia de suprimentos Manufatura enxuta “Nossa filosofia é clara: a qualidade define o valor. Não comprometemos nossos padrões por preço.” Inovação como motor A inovação segue como pilar central. “Investimos continuamente em manufatura inteligente, P&D e tecnologias avançadas para acompanhar a evolução do setor.” Impacto na prática Manav destacou exemplos concretos: “Contribuímos com grandes parques solares, expansão de sistemas rooftop e soluções híbridas com armazenamento.” Olhando para o futuro Para os próximos anos: “Armazenamento de energia, sistemas híbridos, digitalização das redes e práticas sustentáveis irão definir o futuro do setor.” Nesse cenário, a Anand E-Beam se posiciona como um importante facilitador da transformação energética global. Anand E-Beam: a engenharia invisível por trás da transição energética global

  • 🌞 Energia Solar: Tudo o Que o Consumidor Precisa Saber

    Episódio 30 – O que acontece quando eu gero mais energia do que consumo? 🌞 Energia Solar: Tudo o Que o Consumidor Precisa Saber Uma das dúvidas mais comuns de quem já tem ou pretende instalar energia solar é: o que acontece com a energia que sobra? Ela é desperdiçada? Neste episódio, o EnergyChannel explica como funciona o excedente de geração, o sistema de créditos e quais são os limites desse modelo. ⚡ Energia solar não desperdiça energia Quando o sistema solar gera mais energia do que o imóvel consome naquele momento, esse excedente não é perdido. Ele é automaticamente injetado na rede da distribuidora. 🔄 Sistema de compensação de energia No Brasil, funciona o sistema de compensação: A energia excedente vira crédito (kWh) Esses créditos podem ser usados depois O abatimento acontece na conta de luz É como “guardar” energia para outro momento. ⏳ Validade dos créditos Os créditos de energia têm prazo de validade, que atualmente é de até 60 meses, dependendo do modelo de conexão e da data de entrada do sistema. Após esse período, créditos não utilizados expiram. 🧾 Onde posso usar esses créditos? Os créditos podem ser usados: Na própria unidade consumidora Em outro imóvel do mesmo titular (quando permitido) Para compensar consumo noturno ou em dias nublados Isso amplia a flexibilidade do sistema. ⚠️ Créditos não viram dinheiro Um ponto importante: o excedente não é pago em dinheiro ao consumidor. Ele só pode ser usado para abater consumo futuro dentro das regras do sistema de compensação. 📊 Superdimensionar nem sempre é vantagem Instalar um sistema muito maior do que o consumo real pode gerar créditos que não serão aproveitados antes de expirar. Dimensionamento correto evita desperdício financeiro. 🧭 Excedente é benefício, não lucro Gerar mais energia do que consome traz segurança e flexibilidade, mas não deve ser visto como uma forma de ganhar dinheiro. No próximo episódio, o EnergyChannel esclarece uma dúvida prática: 👉 Posso vender energia solar para a concessionária ou para terceiros? 📌 Série Especial EnergyChannel Energia Solar: Tudo o Que o Consumidor Precisa SaberInformação clara e confiável para ajudar o consumidor a tomar decisões sem surpresas. 🌞 Energia Solar: Tudo o Que o Consumidor Precisa Saber

  • 24 anos sem Lutzenberger

    Há 24 anos, em 14 de maio de 2002, o Brasil perdeu José Lutzenberger, mas sua ausência nunca significou silêncio. 24 anos sem Lutzenberger Ao contrário, sua voz continua ecoando em cada debate sobre meio ambiente, em cada iniciativa que busca conciliar desenvolvimento com preservação. Lutzenberger foi engenheiro agrônomo, poliglota, viajante incansável e, sobretudo, um pensador ético que dedicou sua vida a mostrar que a humanidade não é dona da natureza, mas parte dela. Sua trajetória é um convite permanente à reflexão sobre o que significa viver em equilíbrio com o planeta. Homem de estudos profundos e de uma ética inabalável, Lutzenberger não se deixava seduzir por holofotes. Seu pragmatismo ou, em termos mais simples, sua postura prática e objetiva o levava a buscar soluções concretas e aplicáveis, em vez de discursos vazios. Ele não colecionava prêmios nem honrarias, mas sim resultados: projetos de agricultura regenerativa, defesa contra agrotóxicos, incentivo à produção orgânica e ao plantio direto, práticas que hoje são amplamente difundidas, mas que em sua época pareciam utopias. Sua luta era pela vida, pela biodiversidade e pela dignidade dos povos que dependem da floresta. Falava várias línguas e percorreu o mundo levando suas ideias. Em Londres, durante uma palestra, o então Príncipe Charles interrompeu o mediador que tentava encerrar a fala de Lutzenberger e disse: “Deixe-o prosseguir. O que ele diz é puro ouro.” Essa lembrança, registrada por Ed Posey da The Gaia Foundation, mostra o impacto universal de sua mensagem. Na Amazônia, seus encontros com lideranças locais e indígenas reforçaram sua convicção de que a floresta em pé é infinitamente mais valiosa do que qualquer exploração predatória. Lutzenberger foi aliado de Chico Mendes, Ailton Krenak e tantos outros guardiões da natureza, fortalecendo a resistência contra a devastação planejada. Seu acervo, hoje cuidado pela Fundação Gaia com apoio de voluntários, é um tesouro de cartas, artigos e fotografias. As imagens revelam um homem espontâneo, sempre em ação, mais preocupado em trabalhar do que em posar. Aproximando-me desse legado, convivendo com pessoas que o conheceram, especialmente suas filhas Lara e Lilly, descubro histórias que revelam não apenas o ambientalista, mas o ser humano que acreditava na possibilidade de uma sociedade inteligente e integrada com a natureza. É curioso pensar que Lutzenberger, em vida, talvez não aprovasse esse esforço de manter viva sua memória. Diria que é “improdutivo” gastar energia com homenagens quando o essencial é agir. Mas justamente por isso sua lembrança é tão necessária. Desde sua partida, a natureza sofreu golpes severos e a humanidade ainda não encontrou um caminho para frear a degradação acelerada. Seus ensinamentos precisam ser semeados novamente, para que germinem em novas gerações e iluminem consciências antes que pontos de não retorno tornem-se irreversíveis. Lutzenberger não era político no sentido convencional. Sua crítica ao capitalismo não se baseava em ideologias, mas na constatação de que o modelo econômico voltado apenas ao lucro destrói a base da vida. Ele mostrava que qualquer sistema, seja qual for sua orientação, pode e deve integrar-se à natureza. Sua visão era ética e filosófica: cultivar uma sociedade que se reconheça como parte de um organismo maior, que preserve em vez de explorar, que regenere em vez de degradar. Hoje, a Fundação Gaia trabalha para que sua mensagem inspire novos despertares. O centenário de seu nascimento, em 2026, torna esse resgate ainda mais significativo. Lutzenberger nos deixou um mapa de possibilidades: agricultura familiar, produção orgânica, defesa da biodiversidade. Cabe a nós seguir suas trilhas, não como quem reverencia um ícone, mas como quem assume um compromisso. Sua voz, mesmo após 24 anos, continua necessária. Sua mensagem ainda precisa ser semeada e gerar frutos. Porque, como ele nos ensinou, não somos proprietários da Terra somos parte dela. E é nesse reconhecimento que reside a esperança de um futuro possível. Renato Zimmermann é desenvolvedor de negócios sustentáveis e ativista da transição energética Contato: rena.zimm@gmail.com 24 anos sem Lutzenberger

  • Victron Energy consolida expansão na Exporaiz 2026 com avanço de 40% nos negócios e novas parcerias estratégicas no Brasil

    Empresa amplia presença no mercado off-grid após feira recorde e reforça posição como referência em autonomia energética para motorhomes e aplicações remotas. Brasil, 13 de maio de 2026 - A participação da Victron Energy na ExpoRaiz 2026 consolidou um movimento que já vinha ganhando força no mercado brasileiro: a transformação da energia em um dos principais ativos da nova economia da mobilidade e da vida off-grid. Após quatro dias de evento em Novo Hamburgo/RS, a multinacional holandesa encerrou sua participação com crescimento de 40% no volume de negócios gerados durante a feira, ampliação da rede de parceiros e avanço nas negociações com fabricantes nacionais de motorhomes e integradores especializados. A edição de 2026 da ExpoRaiz reforçou a dimensão e o crescimento do setor no Brasil. O evento reuniu 193 expositores e recebeu 23.800 visitantes pagantes ao longo dos quatro dias de feira, além de uma ampla área de camping com aproximadamente 500 veículos, fortalecendo ainda mais o ambiente de networking, experiências e negócios ligados ao universo do caravanismo, mobilidade e soluções off-grid. Mais do que exposição de produtos, a Exporaiz marcou uma virada estratégica para a operação brasileira da companhia. A Victron registrou aumento expressivo na geração de leads qualificados, fortalecimento da presença da marca junto ao consumidor final e novos acordos comerciais voltados à expansão da tecnologia de sistemas elétricos no país. “O resultado superou nossas expectativas. A feira confirmou que o mercado brasileiro entrou em uma nova fase, mais madura, profissionalizada e fortemente orientada à autonomia energética e conectividade”, afirma Edimar Prumucena, Sales Manager da Victron Energy no Brasil. Entre os principais avanços obtidos no evento está o fechamento de novas parcerias com fabricantes de motorhomes, campers e empresas especializadas em soluções energéticas móveis. A estratégia busca ampliar a integração dos sistemas Victron diretamente nos projetos de fábrica, elevando o padrão tecnológico dos veículos produzidos no país. A companhia também destacou o crescimento da procura por sistemas completos capazes de garantir independência energética total, especialmente diante do avanço do trabalho remoto, da internet via satélite e do aumento do turismo de longa permanência. A demanda crescente por conectividade em regiões remotas passou a exigir estruturas energéticas mais robustas, inteligentes e integradas. Um dos grandes destaques da feira foi o ecossistema completo de soluções da Victron Energy, que chamou a atenção pela alta eficiência energética, confiabilidade operacional e integração inteligente entre os equipamentos. A combinação entre inversores, carregadores, controladores MPPT, monitoramento remoto, gerenciamento avançado de energia e baterias de lítio demonstrou ao mercado a capacidade da Victron de entregar sistemas robustos, flexíveis e totalmente integrados para aplicações móveis e off-grid. Durante o evento, ficou evidente que o diferencial da Victron vai além de um equipamento específico, estando na eficiência e estabilidade do sistema como um todo, proporcionando maior autonomia, segurança e experiência operacional aos fabricantes e usuários finais. Outro ponto fortemente reconhecido pelos visitantes e fabricantes presentes na feira foi o acesso à rede de distribuidores e suporte técnico especializado da Victron Energy em todo o território nacional, garantindo proximidade, suporte pós-venda e assistência qualificada aos clientes brasileiros. Além disso, a forte presença global da marca, com estrutura consolidada de suporte e distribuição na Europa, Ásia, América do Norte e América do Sul, traz uma segurança adicional para viajantes e usuários que utilizam sistemas Victron Energy em seus motorhomes, trailers e campers, especialmente para aqueles que realizam viagens internacionais e expedições de longa duração. Além do crescimento nas vendas, a Exporaiz reforçou um cenário mais amplo de transformação econômica no setor. O mercado brasileiro de caravanismo, antes concentrado em nichos específicos, passa a atrair novos perfis de consumidores, fabricantes e investidores. O movimento acompanha tendências globais ligadas à economia da experiência, sustentabilidade e descentralização energética. A Victron avalia que o Brasil começa a assumir posição estratégica dentro da expansão global da companhia. O país já figura entre os mercados de maior crescimento da marca, impulsionado pela combinação entre potencial turístico, aumento da demanda por soluções off-grid e avanço da infraestrutura digital móvel. “O consumidor brasileiro passou a enxergar energia não apenas como suporte operacional, mas como elemento central da experiência de mobilidade, conforto e liberdade. Isso muda completamente a lógica do setor”, afirma Edimar Prumucena. Outro indicador observado pela empresa foi a descentralização do crescimento do mercado. Embora o Sul siga como principal polo industrial do segmento, regiões como Centro-Oeste e Nordeste passaram a registrar aumento relevante na demanda, especialmente em aplicações ligadas ao ecoturismo, expedições e uso profissional de veículos adaptados. A avaliação interna da companhia é de que a ExpoRaiz 2026 simbolizou um ponto de consolidação para o setor no Brasil. O aumento da presença de fabricantes, fornecedores globais, startups de tecnologia e soluções conectadas mostrou que o caravanismo brasileiro começa a operar em escala mais próxima de mercados maduros internacionais. Nesse cenário, a Victron Energy amplia seu protagonismo ao posicionar a energia como infraestrutura essencial da nova mobilidade. Mais do que alimentar equipamentos, os sistemas passam a sustentar conectividade, autonomia, trabalho remoto e experiências de longa permanência fora da rede elétrica tradicional. Ao fim da ExpoRaiz, a leitura da companhia é clara: o mercado brasileiro deixou de ser promessa e passou a representar uma das frentes mais estratégicas de crescimento global para o segmento off-grid. A próxima edição da ExpoRaiz 2027 já está confirmada para acontecer entre os dias 29 de abril e 02 de maio de 2027, e a Victron Energy já confirmou oficialmente sua presença no evento. Victron Energy consolida expansão na Exporaiz 2026 com avanço de 40% nos negócios e novas parcerias estratégicas no Brasil

  • Performa Solar: o evento que conecta negócios, inovação e o futuro da energia solar no Brasil

    O mercado de energia solar vive um dos momentos mais importantes da sua história no Brasil. O crescimento da geração distribuída, o avanço das tecnologias, a busca por economia energética e o fortalecimento da sustentabilidade transformaram o setor em uma das áreas mais promissoras da economia nacional. Dentro desse cenário surge o Performa Solar, um evento criado para conectar empresários, integradores, engenheiros, investidores e profissionais que desejam crescer junto com o setor solar. Mais do que um evento, o Performa Solar nasce como um ambiente estratégico de networking, conhecimento e geração de negócios. A proposta é reunir os principais players do mercado em uma experiência dinâmica, moderna e focada em resultados reais para os participantes. Um evento idealizado por quem vive o setor solar O Performa Solar foi criado por Paulo Pessuti, profissional que atua há mais de 11 anos no mercado de energia solar e acompanha de perto a evolução do setor no Brasil. Ao longo dessa trajetória, Paulo construiu experiência prática dentro do mercado, desenvolvendo relacionamento com empresas, integradores e profissionais do segmento, além de acompanhar as transformações comerciais, técnicas e estratégicas da energia solar nos últimos anos. Buscando constante atualização e conexão com o mercado internacional, Paulo também realizou viagens para países como Alemanha e China, participando de eventos, visitas técnicas e experiências voltadas ao setor solar. Esse contato com mercados internacionais contribuiu para ampliar sua visão sobre inovação, tecnologia, tendências globais e desenvolvimento do segmento de energia solar, trazendo referências importantes para a construção do Performa Solar. Reconhecido como um dos pioneiros da energia solar no Brasil, Paulo Pessuti acompanha o crescimento do setor desde os primeiros anos de expansão do mercado nacional, acumulando experiência prática e visão estratégica sobre a evolução da energia solar no país. A criação do Performa Solar surge justamente da visão de quem entende as necessidades reais do setor e reconhece a importância de criar ambientes voltados à conexão entre empresas, geração de oportunidades e desenvolvimento profissional. Mais do que reunir pessoas, o objetivo do evento é fortalecer o mercado solar através de conhecimento aplicável, networking qualificado e incentivo ao crescimento empresarial. Um encontro para quem quer crescer no setor solar O Performa Solar foi idealizado para atender profissionais e empresas que enxergam a energia solar não apenas como tendência, mas como um mercado consolidado e em plena expansão. O evento reúne: Integradores solares; Empresários do setor de energia; Engenheiros e técnicos; Distribuidores e fabricantes; Investidores; Representantes comerciais; Empresas de tecnologia e inovação; Profissionais interessados em ampliar networking e oportunidades. A proposta é criar conexões estratégicas entre empresas e profissionais, permitindo troca de experiências, fechamento de parcerias e geração de novos negócios. Workshop prático e desenvolvimento profissional O Performa Solar não se limita apenas a palestras institucionais e networking. Um dos grandes pilares do evento é o workshop voltado ao desenvolvimento técnico, comercial e de gestão dentro do setor solar. A proposta é entregar conhecimento aplicável ao dia a dia das empresas e profissionais do mercado, trazendo conteúdos que realmente impactam resultados, vendas, posicionamento e crescimento empresarial. Durante o workshop, os participantes têm acesso a conteúdos estratégicos voltados para três áreas fundamentais do setor: Gestão empresarial A gestão eficiente se tornou um diferencial competitivo para empresas do segmento solar. Muitas integradoras possuem excelente capacidade técnica, mas encontram dificuldades em organização, crescimento estruturado e escalabilidade. Por isso, o Performa Solar aborda temas relacionados à: Gestão financeira; Organização operacional; Estruturação de equipes; Processos internos; Liderança; Crescimento empresarial; Posicionamento estratégico; Expansão regional; Gestão comercial. O objetivo é ajudar empresários e gestores a profissionalizarem suas operações e desenvolverem empresas mais sólidas e competitivas. Conhecimento técnico O workshop também traz conteúdos técnicos importantes para profissionais que desejam atualização e aperfeiçoamento dentro do setor solar. As discussões envolvem tendências tecnológicas, inovação e boas práticas utilizadas no mercado, contribuindo para que integradores, engenheiros e técnicos acompanhem a evolução constante do segmento. Entre os temas abordados estão: Tecnologias e tendências do setor; Eficiência energética; Inovação em sistemas solares; Soluções para geração distribuída; Armazenamento de energia; Mobilidade elétrica; Qualidade e performance de sistemas. Além de atualização profissional, o conteúdo técnico também auxilia empresas a entregarem projetos com maior qualidade, eficiência e competitividade. Estratégias comerciais e vendas Outro grande foco do Performa Solar é o fortalecimento comercial das empresas do setor. Em um mercado cada vez mais competitivo, saber vender se tornou tão importante quanto dominar a parte técnica. Por isso, o workshop apresenta conteúdos voltados para: Estratégias de vendas; Conversão de leads; Marketing para energia solar; Posicionamento digital; Tráfego pago; Relacionamento com clientes; Autoridade de marca; Técnicas de negociação; Expansão comercial. Os participantes têm acesso a conhecimentos voltados para aumento de faturamento, fortalecimento de marca e crescimento sustentável das empresas. Conteúdo estratégico e visão de mercado Além do workshop prático, o Performa Solar também promove palestras e painéis voltados às tendências e transformações do setor de energia solar. Os conteúdos apresentados oferecem uma visão ampla sobre o cenário atual do mercado, inovação, expansão do segmento e novas oportunidades de crescimento. Entre os temas discutidos estão: Crescimento do mercado solar no Brasil; Inovação e tecnologia; Mobilidade elétrica; Armazenamento de energia; Cenário econômico do setor; Novas oportunidades de negócios; Perspectivas para os próximos anos. A proposta é proporcionar atualização de mercado e ampliar a visão estratégica dos participantes sobre o futuro da energia solar. Networking como principal diferencial Um dos maiores diferenciais do Performa Solar é a criação de um ambiente altamente favorável para networking. No setor solar, conexões estratégicas podem gerar oportunidades extremamente valiosas. Muitas vezes, novos contratos, parcerias comerciais e até expansão regional começam em eventos especializados. Por isso, o Performa Solar foi estruturado para incentivar interação entre participantes, patrocinadores, palestrantes e empresas expositoras. O evento proporciona: Aproximação entre empresas e integradores; Contato direto com marcas do setor; Possibilidade de novas parcerias comerciais; Geração de leads qualificados; Fortalecimento de autoridade profissional; Troca de experiências entre empresários e especialistas. O crescimento da energia solar no Brasil O Brasil possui um dos maiores potenciais solares do mundo, e isso impulsiona diretamente o crescimento do mercado. Nos últimos anos, a energia solar deixou de ser apenas uma alternativa sustentável para se tornar também uma decisão estratégica e econômica para empresas e consumidores. Com o aumento da busca por economia na conta de energia, independência energética e valorização de práticas sustentáveis, o setor solar continua atraindo investimentos e criando novas oportunidades. Nesse cenário, eventos especializados como o Performa Solar desempenham um papel importante no fortalecimento do ecossistema do setor. Ao reunir profissionais, empresas e especialistas em um único ambiente, o evento contribui diretamente para o desenvolvimento do mercado e para a aceleração de novos negócios. Experiência moderna e ambiente de negócios O Performa Solar também aposta em uma experiência diferenciada para os participantes. A estrutura do evento é planejada para proporcionar conforto, interação e uma atmosfera voltada para inovação e crescimento empresarial. Além das palestras e networking, o evento conta com ativações de marcas, espaços instagramáveis, experiências interativas e oportunidades de exposição para empresas parceiras. Isso fortalece a presença das marcas participantes e amplia a visibilidade dentro do mercado. Um evento pensado para o futuro O setor solar continua evoluindo rapidamente, e acompanhar essas transformações é essencial para empresas que desejam permanecer competitivas. O Performa Solar surge justamente com essa missão: conectar pessoas, impulsionar negócios e fortalecer o desenvolvimento do mercado de energia solar no Brasil. Mais do que acompanhar tendências, o evento busca criar oportunidades reais para quem deseja crescer dentro do setor. Com foco em inovação, relacionamento e desenvolvimento empresarial, o Performa Solar se consolida como um importante ponto de encontro para profissionais e empresas que acreditam no potencial da energia solar. Conclusão O Performa Solar representa muito mais do que um evento sobre energia solar. Ele é um ambiente de conexões estratégicas, aprendizado e geração de oportunidades. Em um mercado cada vez mais competitivo, participar de eventos especializados se torna uma ferramenta importante para atualização, fortalecimento de marca e expansão de negócios. Ao reunir empresários, especialistas e empresas do setor, o Performa Solar contribui para o crescimento do mercado solar brasileiro e para a construção de um futuro mais sustentável, inovador e conectado. Para profissionais e empresas que desejam crescer no setor, o Performa Solar se posiciona como uma oportunidade relevante para ampliar visão de mercado, criar relacionamentos estratégicos e acelerar resultados. As inscrições, programação e informações oficiais sobre o evento estão disponíveis no site oficial do Performa Solar: performasolar.com.br Performa Solar: o evento que conecta negócios, inovação e o futuro da energia solar no Brasil

  • Mato Grosso vai se tornar a Califórnia brasileira”, diz Cidinho Santos

    BIOENERGIA Ex-senador aponta avanço dos biocombustíveis, biometano e industrialização do agro como motores da transformação econômica do Estado O avanço da produção de etanol de milho, biodiesel e biometano pode colocar Mato Grosso entre os principais polos de bioenergia e industrialização do país nos próximos anos. A avaliação foi feita pelo ex-senador Cidinho Santos durante o painel “Biocombustíveis e Biometano – potencial de Mato Grosso para a matriz energética nacional”, realizado no Encontro da Indústria do Setor Elétrico 2026, em Cuiabá, nesta terça-feira (12.05). Segundo ele, o Estado já vive uma transformação econômica impulsionada pela agregação de valor da produção agrícola, expansão da proteína animal, crescimento da infraestrutura logística e avanço de novas fontes de energia renovável. “Mato Grosso vai se tornar a Califórnia brasileira. Nós teremos produção de grãos, agregação de valor, proteína animal, biocombustíveis, biometano, ferrovias e logística integrada. Nos próximos anos o Brasil vai falar muito de Mato Grosso”, afirmou. Hoje, Mato Grosso já ocupa posição de destaque nacional na produção de biocombustíveis, sendo o maior produtor de etanol de milho do Brasil e o segundo maior produtor nacional de biodiesel. Durante o painel, Cidinho destacou que a industrialização da soja, milho e caroço de algodão criou novas cadeias econômicas no Estado e ampliou a competitividade do agronegócio mato-grossense. O ex-senador também apontou o biometano como uma das próximas fronteiras energéticas do Estado, principalmente pelo potencial de aproveitamento de resíduos industriais gerados por frigoríficos, usinas e agroindústrias. “O biometano é algo novo, mas com potencial gigantesco. Os resíduos das indústrias podem se transformar em energia para abastecer a própria operação industrial e gerar ainda mais competitividade para Mato Grosso”, disse. Para o ex-senador, o crescimento da bioenergia deve caminhar junto com grandes projetos estruturantes em discussão no Estado, como ferrovias, rodovias e o projeto do alcooduto para escoamento da produção de etanol. O empreendimento já possui interesse da iniciativa privada e aguarda inclusão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o que pode acelerar os processos de licenciamento ambiental. “A inclusão no PAC não significa dinheiro público. O investimento será privado. Mas isso dará agilidade nos licenciamentos e pode permitir que a obra fique pronta em três ou quatro anos”, explicou. O ex-senador também afirmou que a tecnologia vem permitindo novas formas de aproveitamento energético dentro das próprias cadeias industriais, incluindo captura de CO₂, produção de ureia e geração de energia a partir de resíduos orgânicos. A avaliação é de que o avanço dessas soluções pode reduzir custos industriais, ampliar a segurança energética e fortalecer a industrialização sustentável do Estado. Cidinho ainda destacou a importância do Encontro da Indústria do Setor Elétrico como espaço para discussão de políticas públicas, inovação e oportunidades ligadas ao setor energético. “Esse evento reúne toda a cadeia da energia e ajuda a mostrar o potencial que Mato Grosso possui. O Estado precisa aproveitar suas vocações naturais e transformar isso em desenvolvimento”, completou. Também participaram do painel o diretor de Departamento de Programas de Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); Osório Coelho, o especialista Felipe Souza Marques, presidente do CIBiogás; e o moderador foi o diretor da MT Gás, Toco Palma. Mato Grosso vai se tornar a Califórnia brasileira”, diz Cidinho Santos

  • Energia solar plug & play: como os sistemas integrados estão simplificando o setor

    Se a evolução dos microinversores trouxe mais inteligência e eficiência para a energia solar, o próximo passo dessa transformação já começa a ganhar forma no mercado: Energia solar plug & play: como os sistemas integrados estão simplificando o setor A integração total entre equipamentos dando origem a sistemas plug & play. Mais do que uma tendência, esse modelo representa uma mudança profunda na forma como a energia solar é projetada, instalada e utilizada. O que significa “plug & play” na energia solar O conceito de plug & play não é novo ele já está presente em diversas tecnologias do dia a dia. Na energia solar, ele começa a se traduzir em sistemas onde: Componentes já vêm pré-integrados A instalação exige menos configuração A operação é praticamente automática O sistema deixa de ser montado peça por peça e passa a ser instalado como um conjunto pronto. Integração desde a origem Tradicionalmente, um sistema solar envolve diversos componentes de diferentes fabricantes: Módulos fotovoltaicos Inversores Cabos Estruturas Sistemas de monitoramento No modelo plug & play, essa fragmentação começa a desaparecer. Surgem soluções onde: Painel + microinversor já vêm integrados Conexões são padronizadas O sistema é pensado como um produto único Menos complexidade, mais velocidade Um dos maiores impactos está na instalação. 🟡 Modelo tradicional: Múltiplas etapas Integração manual de componentes Maior margem para erros 🟢 Plug & play: Instalação simplificada Menos etapas técnicas Processo mais rápido e padronizado Isso reduz significativamente o tempo de implantação. Redução de erros operacionais Ao eliminar parte da complexidade do processo, também se reduz o risco de falhas. Sistemas integrados oferecem: Menos conexões críticas Menor dependência de configuração manual Maior padronização de qualidade Isso impacta diretamente a confiabilidade do sistema. A lógica de produto Outra mudança importante é a forma como a energia solar passa a ser comercializada. O sistema deixa de ser um projeto e passa a ser um produto. Isso abre espaço para: Distribuição mais eficiente Instalações mais rápidas em larga escala Entrada de novos modelos de negócio Democratização da energia solar Com sistemas mais simples e padronizados, a energia solar se torna mais acessível. Isso pode acelerar a adoção em: Residências Pequenos comércios Ambientes urbanos com espaço limitado Projetos de retrofit Novas soluções no mercado Esse movimento já começa a se materializar em soluções integradas, como: Módulos com microinversor acoplado Kits solares pré-configurados Sistemas com instalação simplificada Essas soluções reduzem barreiras técnicas e aceleram a expansão do setor. Impacto para integradores Para instaladores e empresas do setor, o modelo plug & play traz mudanças importantes: Menor tempo de instalação Maior produtividade Redução de retrabalho Possibilidade de escalar operações Mas também exige adaptação: O papel do integrador evolui de instalador técnico para gestor de soluções. Tendência global Em mercados mais maduros, a simplificação dos sistemas já é vista como caminho natural para escalar a energia solar. Quanto mais simples instalar, mais rápido o mercado cresce. O momento do Brasil No Brasil, essa tendência ainda está em fase inicial, mas tem alto potencial. Fatores como: Crescimento da demanda Necessidade de escala Variação na qualificação da mão de obra tornam o modelo plug & play especialmente relevante. Conclusão: da engenharia à experiência A energia solar está passando por uma transformação importante: De sistemas complexos Para soluções simples, integradas e inteligentes E, como em toda tecnologia, quem simplifica ganha escala. Próximo episódio No próximo capítulo: Segurança avançada: como novas tecnologias estão elevando o nível de proteção nos sistemas solares Energia solar plug & play: como os sistemas integrados estão simplificando o setor

  • Gargalos da transmissão desafiam expansão econômica de Mato Grosso

    Painel do Encontro da Indústria do Setor Elétrico 2026 debateu gargalos da transmissão, avanço da energia solar, sobrecarga do sistema e investimentos bilionários para ampliar a oferta de energia no estado O avanço acelerado da geração solar, a sobrecarga do sistema elétrico e a falta de energia trifásica em grande parte de Mato Grosso dominaram os debates do painel “Mato Grosso: O papel do Estado para a segurança do setor elétrico”, realizado nesta terça-feira (12.05), durante o Encontro da Indústria do Setor Elétrico 2026, no UniSenai MT, em Cuiabá. Representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), setor produtivo e parlamentares defenderam novos investimentos em transmissão, distribuição e armazenamento de energia para evitar que o crescimento econômico e a industrialização do estado sejam comprometidos nos próximos anos. Um dos pontos centrais da discussão foi o avanço da geração solar no Brasil e a dificuldade do sistema elétrico em acompanhar a velocidade dessa expansão. O diretor da Aneel, Gentil Nogueira de Sá Júnior, explicou que o excesso de energia injetada na rede em determinados horários já provoca sobrecarga no sistema nacional. “A sobrecarga vem efetivamente da grande produção solar que o país desenvolveu nos últimos anos, especialmente da geração distribuída. Em determinados horários do dia existe excesso de energia no sistema e, em outros momentos, ainda precisamos acionar termelétricas caras. O grande desafio do Brasil agora é armazenar essa energia e conseguir deslocar esse uso para outros horários”, afirmou. Segundo Gentil, o país precisará acelerar investimentos tanto em transmissão quanto em novas tecnologias de armazenamento, como baterias químicas e usinas reversíveis, para garantir estabilidade ao sistema elétrico nacional. O superintendente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Thiago Dourado Martins, afirmou que Mato Grosso possui vocação estratégica para a expansão das fontes renováveis e confirmou que estudos em andamento devem ampliar significativamente a capacidade de exportação de energia do estado. Ele explicou que a EPE trabalha em dois estudos estruturantes para reforçar as malhas de transmissão de 500 kV e 230 kV, com previsão de conclusão ainda neste ano. “Esses estudos vão viabilizar um aumento de aproximadamente mil megawatts na capacidade de exportação do sistema de transmissão de Mato Grosso. Isso é superior ao volume de PCHs cadastradas no último leilão A-5 de 2025 e mostra que estamos preparando o estado para absorver e escoar esse crescimento”, disse. Thiago destacou ainda que o principal desafio atual é acompanhar a velocidade da expansão da mini e microgeração distribuída, especialmente da energia solar fotovoltaica. Apenas em 2024, o Brasil adicionou cerca de 9 gigawatts dessa modalidade ao sistema elétrico nacional. “É um crescimento extremamente acelerado. O desafio é que uma obra de transmissão leva cerca de sete anos entre planejamento e operação. Precisamos nos antecipar para garantir que a infraestrutura acompanhe esse avanço”, afirmou. A presidente da Associação Brasileira de PCH e CGH (Abrapch), Alessandra Torres, defendeu o protagonismo das pequenas centrais hidrelétricas na transição energética brasileira e afirmou que Mato Grosso ocupa posição estratégica para a segurança energética nacional. “O Brasil pode dar um salto no protagonismo da transição energética com o potencial hídrico que possui, e Mato Grosso é peça-chave nisso. As PCHs entregam energia firme, renovável, mais barata e complementar à geração solar”, destacou. O deputado federal Fábio Garcia afirmou que Mato Grosso enfrenta um impasse energético justamente no momento em que precisa acelerar a industrialização para enfrentar os impactos da reforma tributária e ampliar a agregação de valor da produção estadual. Segundo ele, o estado sofre com crescimento acelerado da demanda, expansão territorial e necessidade de reforço da rede elétrica, enquanto os custos dos investimentos acabam concentrados na tarifa paga pelos consumidores mato-grossenses. “Mato Grosso precisa se industrializar e, para isso, precisa de energia trifásica para atender indústrias, agroindústrias e armazenagem. O problema é que jogar todo esse investimento na conta do consumidor tornaria a tarifa impraticável”, afirmou. Durante o painel, Fábio Garcia também confirmou que o Governo de Mato Grosso e a Energisa devem lançar um pacote de R$ 1,4 bilhão em investimentos para reforço da rede elétrica estadual por meio do programa MT Trifásico. O projeto prevê aporte de R$ 700 milhões do Governo do Estado e outros R$ 700 milhões da concessionária. “O governo está entrando com recurso justamente para evitar explosão tarifária. Energia hoje é um dos ativos mais essenciais para o crescimento do estado. Mato Grosso precisa crescer, gerar empregos de qualidade e agregar valor à produção”, disse. O parlamentar também defendeu a criação de um programa federal voltado à expansão da infraestrutura energética em estados com forte crescimento econômico, nos moldes do antigo Luz para Todos, mas focado em energia para produção e industrialização. “Mato Grosso não precisa mais apenas de luz para acender lâmpada. Precisa de energia para movimentar indústria, gerar emprego e sustentar o desenvolvimento econômico”, completou. Gargalos da transmissão desafiam expansão econômica de Mato Grosso

  • Maio Amarelo 2026 amplia debate sobre segurança no transporte corporativo e excesso de tempo ao volante

    Com foco no tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, Autonomoz defende uso de tecnologia, mobilidade corporativa compartilhada e monitoramento para reduzir riscos nas jornadas de colaboradores Maio Amarelo 2026 amplia debate sobre segurança no transporte corporativo e excesso de tempo ao volante O Maio Amarelo 2026, que neste ano traz como tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, amplia o debate sobre segurança viária ao colocar em pauta um problema crescente nas cidades e estradas brasileiras: o excesso de tempo ao volante. Em meio ao avanço da mobilidade corporativa e ao aumento do deslocamento diário de trabalhadores, empresas passaram a discutir não apenas eficiência logística, mas também formas de garantir segurança no transporte de colaboradores. Nesse contexto, modelos de economia compartilhada no transporte corporativo e plataformas de mobilidade empresarial ganham espaço como alternativa para reduzir exposição a jornadas exaustivas, ampliar a rastreabilidade e melhorar a gestão operacional dos deslocamentos. É nesse cenário que a Autonomoz, empresa brasileira de mobilidade corporativa com sede em Curitiba, vem ampliando o debate sobre segurança no transporte de funcionários e direção defensiva durante o Maio Amarelo. A companhia atua conectando motoristas parceiros a empresas que precisam de transporte programado de colaboradores em áreas urbanas e intermunicipais. Com operação em 175 cidades e uma rede de aproximadamente 900 motoristas parceiros, a empresa aposta em tecnologia, monitoramento em tempo real e planejamento prévio das viagens para minimizar riscos associados à fadiga, ao estresse e à sobrecarga ao volante. “Quando discutimos mobilidade corporativa, não estamos falando apenas de deslocamento. Estamos falando de segurança, previsibilidade, qualidade de vida e responsabilidade compartilhada entre empresas, motoristas parceiros e passageiros”, afirma Gisele Santos, especialista em Segurança, Saúde e Meio Ambiente (SSMA) da Autonomoz. O que muda com as plataformas de mobilidade corporativa A expansão das plataformas digitais vem mudando a forma como funciona o transporte corporativo para empresas sem frota própria. Diferentemente do modelo tradicional de fretado, a mobilidade corporativa compartilhada opera com rotas programadas, passageiros previamente identificados e monitoramento contínuo das viagens. Na prática, isso permite maior previsibilidade operacional, rastreabilidade e controle das jornadas, além de gerar redução de custos para as empresas. O modelo também ajuda a responder dúvidas frequentes do mercado, como quanto custa terceirizar transporte de funcionários e quais são as vantagens de terceirizar transporte de colaboradores em vez de manter estruturas próprias. Segundo a Autonomoz, a organização prévia das viagens também contribui para reduzir deslocamentos excessivos e distribuir melhor as demandas entre os motoristas parceiros. A plataforma conta ainda com Centro de Controle Operacional (CCO) 24 horas, recursos de rastreamento e protocolos internos voltados à segurança no transporte de colaboradores. Transporte corporativo sustentável entra na pauta ESG das empresas A discussão sobre transporte corporativo sustentável também ganhou relevância dentro das agendas da ESG. Empresas passaram a olhar o deslocamento de colaboradores não apenas como custo operacional, mas como parte das estratégias de segurança, sustentabilidade e bem-estar. Nesse cenário, modelos compartilhados ajudam a otimizar rotas, reduzir veículos em circulação e ampliar a eficiência logística. Além do uso de tecnologia, a Autonomoz mantém iniciativas permanentes de conscientização voltadas à direção segura, combate à fadiga e prevenção de acidentes. Entre elas está o programa “Regras de Ouro”, que reúne orientações relacionadas à direção defensiva, pausas adequadas, saúde física e mental e manutenção preventiva dos veículos. Sobre a Autonomoz A Autonomoz é uma empresa brasileira de mobilidade corporativa que conecta motoristas parceiros a empresas que precisam de transporte programado de colaboradores em áreas urbanas e intermunicipais. O modelo de transporte corporativo compartilhado funciona com viagens recorrentes, passageiros identificados e rotas planejadas, oferecendo mais previsibilidade, rastreabilidade e segurança no transporte de colaboradores. Com atuação em mais de 175 cidades e cerca de 900 motoristas parceiros, a empresa atende organizações que buscam reduzir custos com frete de funcionários, terceirizar o transporte corporativo sem necessidade de frota própria e ampliar eficiência operacional por meio de tecnologia e monitoramento contínuo. A plataforma conta com suporte operacional, validação de motoristas parceiros e recursos voltados à segurança viária, além de adotar práticas alinhadas aos princípios de ESG (Environmental, Social and Governance), fortalecendo o conceito de transporte corporativo sustentável. Maio Amarelo 2026 amplia debate sobre segurança no transporte corporativo e excesso de tempo ao volante

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