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- MP 1304/2025: ATUALIZAÇÃO SOBRE A TRAMITAÇÃO E DISPUTAS NA COMISSÃO MISTA DO CONGRESSO NACIONAL
Por Arthur Oliveira A Medida Provisória nº 1.304/2025 tornou-se o principal palco de debates sobre o futuro do setor elétrico brasileiro. Publicada em 11 de julho de 2025 , a MP atua diretamente sobre dois pontos sensíveis: a modicidade tarifária e a segurança operacional do Sistema Interligado Nacional (SIN) . Seu objetivo inicial é claro — mitigar o impacto tarifário gerado pela derrubada dos vetos presidenciais à Lei das Offshore (Lei nº 15.097/2025) , que, segundo estimativas do Ministério de Minas e Energia , poderia onerar os consumidores em até R$ 35 bilhões por ano . MP 1304/2025: ATUALIZAÇÃO SOBRE A TRAMITAÇÃO E DISPUTAS NA COMISSÃO MISTA DO CONGRESSO NACIONAL O texto original propõe alterações em diversas leis do setor elétrico e do gás natural, com foco em três pilares: limitar os custos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) , substituir a contratação obrigatória de termelétricas inflexíveis por Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e ajustar regras do mercado de gás natural . No entanto, a tramitação da MPV na Comissão Mista do Congresso Nacional , sob relatoria do Senador Eduardo Braga (MDB/AM) , evoluiu para muito além de seu escopo inicial. O que começou como uma medida de contenção tarifária transformou-se em um debate amplo sobre a estrutura do setor elétrico , envolvendo temas como armazenamento de energia, curtailment, autoprodução e remuneração da flexibilidade . Não se trata aqui de emitir opinião sobre o mérito das propostas, mas de registrar os fatos: a MPV 1.304/2025 passou a representar um marco da transição energética em discussão no Congresso , onde se decide não apenas o custo da energia, mas o modelo de desenvolvimento do setor para a próxima década. OS AJUSTES ESTRUTURAIS PROPOSTOS NA MPV A MPV 1.304/2025 ataca diretamente a escalada dos encargos setoriais e busca promover uma transição energética mais eficiente e menos custosa. Eixo de Atuação Detalhamento da Proposta Impacto Esperado CDE e Encargos Limita os recursos arrecadados para a CDE em 2026 e cria o Encargo de Complemento de Recursos, a ser pago por beneficiários não vinculados a políticas sociais prioritárias, escalonado a partir de 2027. Frear o crescimento do subsídio da CDE, que atingiu R$ 40 bilhões em 2025, e evitar o repasse integral ao consumidor cativo. Geração e Eletrobras Substitui a contratação compulsória de termelétricas inflexíveis por um cronograma de contratação de até 3.000 MW em PCHs de até 50 MW. Revoga dispositivos da Lei nº 14.182/21 (privatização da Eletrobras) sobre realocação de empregados e planos de revitalização de bacias hidrográficas. Reduzir o custo de contratação de energia de reserva e promover uma fonte mais limpa e flexível (PCH), além de consolidar o processo de desestatização. Gás Natural Concede à Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) a prerrogativa de comercializar o gás natural da União e atribui ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) a competência para fixar condições de acesso aos sistemas de escoamento e transporte. Aumentar a segurança jurídica, promover a competitividade e otimizar a comercialização do gás natural, visando à reindustrialização do país. A VOZ DOS REGULADORES E AGENTES: ANEEL, APINE, ABIAPE E ASCENDE 1) ANEEL A ANEEL, por meio de seu Diretor-Geral, Sandoval Feitosa, enfatizou que a "OPERAÇÃO SEGURA É INEGOCIÁVEL" e que o aumento desordenado da geração intermitente, especialmente a micro e minigeração distribuída (MMGD), com baixa ou nenhuma capacidade de controle de inércia, frequência e tensão, coloca o sistema em risco. A Agência classifica os cortes de geração em três categorias: indisponibilidade externa, confiabilidade e razão energética. A ANEEL argumenta que incentivos excessivos levaram a uma expansão descoordenada, gerando prejuízos financeiros aos geradores centralizados e, consequentemente, aos consumidores cativos, que acabam arcando com o risco hidrológico. A posição da agência é firme: o prejuízo do negócio não deve ser transferido ao consumidor final . 2) ABIAPE A ABIAPE focou no problema do CURTAILMENT e na urgência da CONTRATAÇÃO DE POTÊNCIA E FLEXIBILIDADE . Demonstrou que o curtailment não se limita apenas a eólicas e solares, mas também afeta a geração hidrelétrica (vertimento turbinável), com perdas estimadas em R$ 10,7 bilhões entre 2021 e 2025. A associação defende a criação de mercados para remuneração de potência e serviços ancilares, como ocorre em outros países, alertando para a necessidade de mecanismos que alinhem a remuneração à realidade operacional do sistema. Sem tais soluções via mercado, encargos como ESS e EER podem crescer exponencialmente. 3) APINE E ACENDE BRASIL A APINE apresenta dados do ONS mostrando que os cortes evoluíram de 13-14% da energia disponível entre janeiro e agosto de 2025 para 25% em setembro, com projeções alarmantes para 2029. Propõe mecanismos de rateio administrados pela CCEE, incluindo a MMGD, sem custo direto ao consumidor, e mecanismos de compensação via prorrogação de concessões hidrelétricas. O Instituto Acende Brasil calcula que os cortes por indisponibilidade externa e confiabilidade totalizaram R$ 2,85 bilhões entre outubro de 2021 e agosto de 2025, sendo R$ 2,26 bilhões apenas nos últimos doze meses. Recomenda modelos de compensação limitados a 0,85% nas tarifas, dupla compensação no mercado de curto prazo, e leilões que considerem energia, potência e flexibilidade. 4) ABGD A ABGD defende que a micro e mini geração distribuída (MMGD) possui natureza jurídica distinta – é autoprodução para abatimento de consumo, não comercialização de energia. Contesta veementemente a inclusão da MMGD nos cortes físicos ou rateio financeiro, argumentando que seus impactos na rede são gerenciáveis e que a geração distribuída é parte da solução, podendo ser combinada com armazenamento para aliviar a rede sem criar novos encargos. 5) ONS O ONS apresenta um diagnóstico crítico sobre a crise do curtailment no Brasil, caracterizando-a como um problema estrutural. Os dados mostram que os cortes de geração evoluíram de menos de 1% em 2021-2022 para alarmantes 25,8% em setembro de 2025. Esse crescimento explosivo é impulsionado por um desequilíbrio fundamental: a capacidade de geração renovável (eólica, solar e MMGD) cresceu 71 GW entre 2020-2025, enquanto a carga aumentou apenas 16 GWmed no mesmo período. A previsão de que a GD atingirá 70 GW em 2029 - equivalente a 40% do pico de demanda nacional - evidencia a magnitude do desafio. A MMGD está transformando radicalmente a operação do sistema, criando três fenômenos operacionais críticos: excedentes energéticos diurnos, rampas noturnas mais íngremes e maior pico noturno. Essas mudanças exigem variações cada vez mais amplas da geração hidráulica para compensação. Diante do recorde histórico de restrição registrado em 28 de setembro de 2025, o ONS coordena ações como instalação de compensadores síncronos no Nordeste, revisão de critérios de rateio e preparação de leilão de armazenamento. O diagnóstico do ONS confirma que o setor elétrico enfrenta uma transição energética histórica, exigindo soluções equilibradas que conciliem segurança operacional, sustentabilidade econômica e direitos dos consumidores. ANÁLISE COMPARATIVA DAS POSIÇÕES SOBRE O CURTAILMENT NO SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO • ANEEL: Defende segurança operacional como prioridade absoluta e alerta para riscos da expansão descoordenada de MMGD. Posiciona-se firmemente contra transferência de custos de energia não consumida ao consumidor final, argumentando que o prejuízo do negócio não deve ser socializado. • APINE: Defende compensação proporcional a todos os geradores, incluindo MMGD, via mecanismo administrado pela CCEE com aplicação de fator de corte. Propõe financiamento através de prorrogação de concessões hidrelétricas por até 7 anos, seguindo modelo da MP 1.300/2025. • ABIAPE: Prioriza soluções baseadas em mercado, com criação de mecanismos para remuneração de potência e flexibilidade. Advoga pela adoção de preços negativos para sinalizar excesso de oferta e modelo de empilhamento de receitas similar ao da Califórnia. • Acende Brasil: Apresenta cálculos detalhados do impacto econômico (R$ 3,85 bi em prejuízos) e propõe ressarcimento limitado a 0,85% nas tarifas. Defende "dupla compensação" no mercado de curto prazo e leilões multidimensionais que considerem energia, potência e flexibilidade. • ABGD: Posiciona-se contra a inclusão da MMGD nos cortes físicos ou rateio financeiro, fundamentando-se na Lei 14.300/2022 que caracteriza a geração distribuída como direito do consumidor para abatimento de consumo. Argumenta que a GD é parte da solução através de armazenamento distribuído e defende que desligar a GD é negar direitos do consumidor. • ONS: Fornece o diagnóstico operacional definitivo, mostrando que o curtailment evoluiu de menos de 1% (2021) para 25,8% (set/2025). Destaca o crescimento desproporcional das renováveis (71 GW) frente à carga (16 GWmed) e o impacto transformador da MMGD na curva de carga, com projeção de 70 GW em 2029. Coordena ações técnicas como compensadores síncronos e prepara leilão de armazenamento. SÍNTESE DAS DIVERGÊNCIAS Entidade Foco Principal Posição sobre Ressarcimento Abordagem Preferida Posição sobre MMGD ANEEL Defesa do consumidor e segurança operacional Contra transferência de custos Soluções regulatórias e operacionais Alerta sobre expansão descoordenada APINE Equidade regulatória Compensação sem custo ao consumidor Inclusão da MMGD no rateio via CCEE Defende inclusão proporcional nos cortes ABIAPE Mercados e flexibilidade Ênfase em soluções de mercado Precificação, armazenamento e preços negativos Abordagem neutra, foco em mecanismos Acende Brasil Soluções técnicas e econômicas Ressarcimento com impacto limitado (0,85%) Mecanismos financeiros e operacionais Inclusão apenas em cortes por razão energética ABGD Direitos do consumidor e energia limpa Contra qualquer rateio ou custo à MMGD Armazenamento distribuído e geração próxima à carga Defende tratamento diferenciado como autoprodução ONS Segurança operacional e diagnóstico técnico Neutralidade regulatória Expansão de transmissão, armazenamento e flexibilidade Reconhece impacto transformador na operação O debate revela tensões fundamentais entre segurança operacional (ONS/ANEEL), equidade regulatória (APINE), eficiência de mercado (ABIAPE), sustentabilidade econômica (Acende Brasil) e direitos do consumidor (ABGD). A solução exigirá equilíbrio entre esses diferentes valores, com a MP 1304/2025 representando o palco central para este debate estrutural sobre o futuro do setor elétrico brasileiro. O DEBATE DAS EMENDAS: ARMAZENAMENTO, GERAÇÃO INCENTIVADA E AUTOPRODUÇÃO 1. ARMAZENAMENTO DE ENERGIA O Deputado Arnaldo Jardim (CIDADANIA/SP) liderou a pauta de armazenamento, protocolando requerimentos para audiências públicas. O BESS é visto como crucial para a estabilidade da rede e aproveitamento das fontes intermitentes, permitindo que a energia excedente seja armazenada para períodos de pico. A inclusão de um marco para o Armazenamento na Lei de Conversão da MPV é uma das maiores expectativas do mercado, garantindo previsibilidade e atraindo investimentos. 2. CURTAILMENT E RESSARCIMENTO Emendas como a nº 004, de autoria do Deputado Rodrigo de Castro (UNIÃO/MG) , buscam assegurar ressarcimento de perdas financeiras decorrentes de cortes de geração por indisponibilidades externas ou requisitos de confiabilidade. Tipo de Corte Proposta de Emenda Justificativa Corte por Indisponibilidade Externa Ressarcimento de perdas financeiras devido a falhas em instalações de transmissão externas à usina Segurança jurídica e sustentabilidade econômico-financeira dos empreendimentos Corte por Confiabilidade Ressarcimento por cortes devido a requisitos de confiabilidade elétrica Evitar transferência do risco do sistema para o gerador 3. GERAÇÃO INCENTIVADA E AUTOPRODUÇÃO Outras emendas, como a nº 001, alteram a Lei nº 14.300/2022 (Marco Legal da Geração Distribuída) para permitir que unidades consumidoras com geração local possam optar por faturamento similar às unidades conectadas em baixa tensão. Isso flexibiliza as regras para GD e autoprodução, beneficiando projetos próximos aos consumidores e promovendo regimes tarifários vantajosos. 4. GERADORES INDEPENDENTES E AUTOPRODUTORES Duas emendas importantes para o geradores e autoprodutores: A Emenda nº 16 – Deputado Beto Richa (PSDB/PR): Esta emenda propõe alterações nas Leis nº 9.478/1997, 10.438/2002, 12.304/2010, 12.351/2010 e 14.182/2021, com o objetivo de aprimorar o marco regulatório do setor elétrico e aumentar a eficiência do sistema. O impacto esperado é facilitar a operação e a comercialização de energia para geradores independentes e autoprodutores, criando um ambiente mais favorável à atuação desses agentes no mercado. A Emenda nº 17 – Deputado Beto Richa (PSDB/PR): Complementando a Emenda nº 16, esta emenda propõe modificações nas mesmas leis, reforçando ajustes regulatórios que visam proporcionar condições ainda mais favoráveis para geradores independentes e autoprodutores, fortalecendo a competitividade e a eficiência operacional do setor elétrico. 5. EMENDAS QUE VISAM LIMITAR A PARTICIPAÇÃO DE CONCESSIONÁRIAS NA COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA Essas emendas são importantíssimas para a sustentabilidade e organização do mercado de energia e devem ser levadas em consideração, pois promovem maior competitividade e reduzem a influência de concessionárias na comercialização de energia. Emenda nº 1 – Senador Mecias de Jesus (REPUBLICANOS/RR): Esta emenda propõe alterações nas Leis nº 9.478/1997, 10.438/2002, 12.304/2010, 12.351/2010 e 14.182/2021, com o objetivo de promover maior competição no setor elétrico. O impacto esperado é limitar a atuação de concessionárias na comercialização de energia, favorecendo a concorrência e criando um ambiente mais equilibrado para todos os agentes do mercado. Emenda nº 36 – Deputado João Carlos Bacelar (PL/BA): Esta emenda sugere a supressão do artigo 2º da MPV 1304/2025. Ao reduzir a influência de concessionárias na comercialização de energia, busca promover um mercado mais competitivo, fortalecendo a presença de geradores independentes e autoprodutores e contribuindo para a organização sustentável do setor elétrico. OUTRAS EMENDAS APRESENTADAS Emenda Autor Objetivo / Impacto 63 Deputado Marangoni (UNIÃO/SP) Reduz impactos tarifários para consumidores 64 Senador Zequinha Marinho (PODEMOS/PA) Propõe cortes no setor de GD 65 Senador Laércio Oliveira (PP/SE) Modificações não especificadas no texto da MPV 246 Deputado Jadyel Alencar (REPUBLICANOS/PI) Altera diversas leis do setor energético, incluindo 9.478/1997 e 14.182/2021 251 Senador Eduardo Gomes (PL/TO) Implementação de descontos para fontes incentivadas 254 Senador Zequinha Marinho (PODEMOS/PA) Inclusão de hidrelétricas na Amazônia Legal, destacando Tucuruí 351 Deputado Marangoni (UNIÃO/SP) Reforça redução dos impactos tarifários 352 Senador Jaime Bagattoli (PL/RO) Inclusão de inciso ao §2º do novo Art. 13-A da MPV CONCLUSÃO A tramitação da MPV 1.304/2025 deixa claro que a transição energética brasileira não se resume à modicidade tarifária — trata-se de um embate entre segurança operacional, inovação e equilíbrio concorrencial. A medida, que nasceu para conter os encargos da CDE, transformou-se em um divisor de águas sobre temas estruturantes como armazenamento, curtailment e autoprodução. De um lado, a ANEEL busca preservar a segurança do sistema e evitar que custos de operação sejam repassados ao consumidor. De outro, associações como ABIAPE e APINE defendem a criação de mecanismos de compensação e mercados de flexibilidade, reconhecendo a importância da geração descentralizada e dos serviços ancilares. As emendas apresentadas revelam a disputa entre quem defende um mercado mais aberto favorecendo geradores independentes e autoprodutores — e quem tenta manter a influência das concessionárias e seus grupos econômicos na comercialização de energia. O Congresso, portanto, tem a oportunidade de corrigir distorções históricas e consolidar um ambiente regulatório competitivo e sustentável. O relatório do Senador Eduardo Braga será o ponto de inflexão: ou o país avança rumo a um setor elétrico moderno, eficiente e plural, ou continuará preso a um modelo concentrado e pouco dinâmico, que freia a transição energética e encarece o custo da energia no Brasil. Fonte: Câmara dos Deputados. Comissão discute impacto de medida provisória sobre mercado livre de energia. Notícia de 15/10/2025. Poder Executivo. Sumário Executivo de Medida Provisória - MPV nº 1304, de 2025. (Anexo PAUTAEM16DEOUTUBRODE2025-MP1304.pdf). Câmara dos Deputados. Medida Provisória 1304: Os 5 Impactos no Setor Elétrico. Notícia de 21/09/2025. ANEEL. Corte de Geração. Apresentação de 15 de Outubro de 2025. (Anexo ANEEL.pdf). ABIAPE. O Curtailment e a contratação de potência e flexibilidade. Apresentação de Outubro de 2025. (Anexo ABIAPE.pdf). Deputado Arnaldo Jardim. Requerimento nº 1/2025. (Anexo ARNALDOJARDIM-DOC-REQ-12025---MPV-13042025-20250925.pdf). Deputado Arnaldo Jardim. Requerimento nº 2/2025 - Justificação. (Anexo ARNALDOJARDIM2-DOC-REQ-22025---MPV-13042025-20251002.pdf). Deputado Padovani e Deputado Rodrigo de Castro. Emendas nº 001 e nº 004 à MPV 1304/2025. (Anexo DOC-Avulso-de-emendas---SF253139274667-20250718.pdf). MP 1304/2025: ATUALIZAÇÃO SOBRE A TRAMITAÇÃO E DISPUTAS NA COMISSÃO MISTA DO CONGRESSO NACIONAL
- AI Infrastructure Partnership, a MGX e a Global Infrastructure Partners, da BlackRock, anunciam a aquisição integral da Aligned Data Centers
A Aligned Data Centers é uma provedora líder do setor de infraestrutura digital inovadora, sustentável e adaptável, que atende às cargas de trabalho em nuvem e inteligência artificial (IA) mais complexas e exigentes do mundo. AI Infrastructure Partnership, a MGX e a Global Infrastructure Partners, da BlackRock, anunciam a aquisição integral da Aligned Data Centers NOVA IORQUE (EUA), ABU DHABI (EAU) e DALLAS (EUA) - 15 de outubro de 2025 A Artificial Intelligence Infrastructure Partnership (“AIP”), a MGX e a Global Infrastructure Partners (“GIP”), da BlackRock (coletivamente, “Consórcio”), anunciaram hoje que adquirirão integralmente a Aligned Data Centers (“Aligned” ou “Empresa”) com fundos privados de infraestrutura geridos pela Macquarie Asset Management e seus respectivos parceiros coinvestidores. A operação impulsionará a expansão da infraestrutura em nuvem e IA de última geração e atribui um valor empresarial estimado em aproximadamente US$ 40 bilhões. A AIP foi fundada pela BlackRock, pela Global Infrastructure Partners (GIP), parte da BlackRock, pela MGX, pela Microsoft e pela NVIDIA, com o objetivo de expandir a capacidade da infraestrutura de IA e contribuir para o futuro do crescimento econômico impulsionado por IA. Entre os investidores financeiros âncora estão a Autoridade de Investimentos do Kuwait e a Temasek. AI Infrastructure Partnership, a MGX e a Global Infrastructure Partners, da BlackRock, anunciam a aquisição integral da Aligned Data Centers Em menos de uma década, a Aligned tornou-se uma das maiores e de crescimento mais rápido entre as empresas de data centers do mundo. A empresa projeta, constrói e opera data centers e complexos de dados de última geração para os principais hyperscalers, neoclouds e empresas inovadoras globais. O portfólio da Aligned inclui 50 complexos e mais de 5 gigawatts de capacidade operacional e planejada, inclusive ativos em desenvolvimento, localizados principalmente em regiões digitais estratégicas de Nível I nos EUA e na América Latina, inclusive na Virgínia do Norte, Chicago, Dallas, Ohio, Phoenix e Salt Lake City (nos EUA), São Paulo (Brasil), Querétaro (México) e Santiago (Chile). A rápida expansão da Aligned se deve à execução eficiente e à capacidade operacional da experiente equipe de gestão da Aligned. A empresa atende constantemente às exigentes demandas dos hyperscalers, em estreita colaboração com os clientes para manter-se ágil e inovar diante das necessidades em constante evolução. As soluções Gigascale, Build-to-Scale e Multi-Tenant Enterprise da Aligned usufruem de sistemas de resfriamento (a ar, líquido e híbrido) patenteados ou em desenvolvimento, garantindo máxima flexibilidade e suportando cargas de trabalho de IA de alta densidade em constante evolução, mesmo em regiões com restrições de energia. Além disso, a empresa se beneficia de uma cadeia de abastecimento sólida, parcerias consolidadas, aquisições de terrenos estratégicas e soluções de energia que proporcionam eficiência e confiabilidade líderes no setor. A Aligned também conta com acesso a múltiplas fontes de capital, assegurando flexibilidade financeira para crescimento futuro. A sede permanecerá em Dallas, Texas, EUA, sob a liderança do diretor executivo Andrew Schaap e da equipe de gestão existente. O Consórcio reúne ampla experiência e capacidade em IA e infraestrutura digital. Isto inclui o grupo de parcerias estratégicas da AIP e a capacidade de mobilizar capital em larga escala, o foco global em investimento da MGX em IA e tecnologias avançadas, bem como o longo histórico da GIP como investidora líder em infraestrutura, com experiência na gestão e operação de alguns dos ativos de infraestrutura mais complexos do mundo. O investimento do Consórcio proporcionará à Aligned o capital e o apoio estratégico necessários para acelerar o crescimento e atender à crescente demanda por infraestrutura digital escalável e sustentável. Com o apoio do Consórcio, a Aligned acelerará a expansão da sua presença, impulsionará ainda mais a inovação e continuará oferecendo soluções de data centers de última geração. A operação marca o primeiro investimento da AIP e representa um passo importante em direção à meta inicial de mobilizar e aplicar US$ 30 bilhões em capital próprio, com potencial de atingir US$ 100 bilhões, incluindo dívidas. Com o sólido relacionamento que mantém com os clientes, a presença em importantes hubs digitais estratégicos e uma equipe de gestão comprovadamente competente, a Aligned está bem-posicionada para concretizar a visão da AIP para o futuro da infraestrutura de IA. Espera-se que a operação seja concluída no primeiro semestre de 2026, sujeita às aprovações regulatórias e às condições usuais de fechamento. Declarações dos executivos Larry Fink, presidente e diretor executivo da BlackRock e presidente da AIP , afirmou: “A AIP está preparada para atender à crescente demanda por infraestrutura exigida à medida que a IA continua transformando a economia global. Esta parceria reúne empresas líderes e mobiliza capital privado para acelerar a inovação em IA e impulsionar o crescimento econômico e a produtividade mundiais. Com este investimento na Aligned Data Centers, avançamos no nosso objetivo de oferecer a infraestrutura necessária para o futuro da IA, ao mesmo tempo em que proporcionamos aos nossos clientes oportunidades atraentes de participar desse crescimento”. Ahmed Yahia Al Idrissi, diretor geral e diretor executivo da MGX e vice-presidente da AIP , afirmou: “Estamos entrando em uma nova era, na qual a IA reestruturará profundamente nossas economias e permitirá crescimento acelerado. A infraestrutura de computação em larga escala será fundamental para esse progresso. Nosso investimento na Aligned Data Centers direcionará capital escalável para um operador estruturado para eficiência e crescimento, com a missão de oferecer a infraestrutura necessária para apoiar a adoção global de IA”. Bayo Ogunlesi, presidente e diretor executivo da Global Infrastructure Partners, parte da BlackRock , afirmou: “A IA está transformando todos os setores da economia global. Ao combinar a plataforma escalável e adaptável da Aligned com o capital e as capacidades da AIP, construiremos a infraestrutura necessária para apoiar a inovação em larga escala, criando comunidades resilientes e sustentáveis e promovendo crescimento transformador ao redor do mundo”. Andrew Schaap, diretor executivo da Aligned Data Centers , afirmou: “A parceria com o Consórcio acelerará nossa missão de oferecer a infraestrutura que impulsionará a economia digital do amanhã. Com o alcance global, os extensos recursos e a profunda experiência da AIP, MGX e GIP em IA, energia e finanças, estamos prontos para expandir mais rapidamente, inovar ainda mais e redefinir o que é possível em infraestrutura de data centers sustentáveis”. Sobre a Aligned Data Centers A Aligned Data Centers é uma provedora líder de infraestrutura de data centers sustentáveis, altamente eficiente e adaptável, desenvolvida para viabilizar a inovação em IA em larga escala. Com mais de 50 patentes de tecnologia de resfriamento premiada e um caminho ágil para soluções de energia e disponibilidade de terrenos, a empresa oferece suporte às cargas de trabalho de IA, computação de alto desempenho (High-Performance Computing, HPC) e nuvem mais exigentes do mundo. A Aligned está comprometida com as comunidades que atende, transformando locais industriais em polos tecnológicos, gerando empregos locais e promovendo o desenvolvimento de uma força de trabalho qualificada e amplamente capacitada. A Aligned é onde a IA vive. Para obter mais informações, acesse www.aligneddc.com . Sobre a AIP Fundada em setembro de 2024 pela BlackRock, a Global Infrastructure Partners (GIP), a MGX, a Microsoft e a NVIDIA, a AIP foi criada para acelerar o investimento em infraestrutura de IA de última geração e impulsionar a infraestrutura e a inovação necessárias para viabilizar o futuro da IA. A AIP pretende mobilizar US$ 30 bilhões em capital próprio de investidores, proprietários de ativos e corporações, com potencial de atingir US$ 100 bilhões, incluindo financiamento de dívida. A AIP se consolidou como uma das principais plataformas de infraestrutura globais de IA com a inclusão da xAI, da Autoridade de Investimentos do Kuwait e da Temasek, além da Cisco como parceira de tecnologia e acordos com a GE Vernova e com a NextEra Energy para ajudar a acelerar a expansão de soluções energéticas para data centers de IA. Sobre a BlackRock A missão da BlackRock é ajudar cada vez mais pessoas a alcançar o bem-estar financeiro. Como gestora fiduciária de investidores e provedora líder de tecnologia financeira, a empresa ajuda milhões de pessoas a construir poupanças que as acompanhem ao longo da vida, tornando o investimento mais simples e acessível. Para obter mais informações sobre a BlackRock, acesse www.blackrock.com/corporate . Sobre a MGX A MGX é uma empresa de investimentos em tecnologia, focada em acelerar o desenvolvimento e a adoção de IA e tecnologias avançadas por meio de parcerias de destaque nos Emirados Árabes Unidos e em nível global. A MGX investe em setores nos quais a IA pode gerar valor e impacto econômico em larga escala, inclusive semicondutores, infraestrutura, software, serviços habilitados por tecnologia, ciências biológicas e automação. Para obter mais informações, acesse www.mgx.ae . Sobre a Global Infrastructure Partners (GIP), parte da BlackRock A Global Infrastructure Partners (GIP), parte da BlackRock, é uma investidora líder em infraestrutura, especializada em investir, gerir e operar alguns dos maiores e mais complexos ativos nos setores de energia, transporte, infraestrutura digital e gestão de água e resíduos. A plataforma em larga escala da GIP detém mais de US$ 189 bilhões em ativos sob gestão. Acreditamos que nosso foco em ativos de infraestrutura reais, combinado com nossa ampla rede proprietária de originação e expertise operacional abrangente, nos permite administrar o capital dos nossos clientes de forma responsável e gerar impacto econômico positivo para as comunidades. Para obter mais informações, acesse www.global-infra.com . AI Infrastructure Partnership, a MGX e a Global Infrastructure Partners, da BlackRock, anunciam a aquisição integral da Aligned Data Centers
- Gastos globais com IA e energia renovável colocam Brasil como potencial polo tecnológico
Segundo relatório da IDC, os gastos globais com inteligência artificial devem atingir US$ 1,5 trilhão em 2025, consolidando a tecnologia como um dos principais motores da economia digital. Gastos globais com IA e energia renovável colocam Brasil como potencial polo tecnológico Esse volume de investimentos, que pode ultrapassar US$ 2 trilhões já no ano seguinte, reflete a velocidade com que a Inteligência Artificial se tornou estratégica para empresas e governos. Para o Brasil, a combinação de uma matriz elétrica composta em mais de 80% por fontes renováveis (dados da Empresa de Pesquisa Energética, EPE) e planos bilionários em conectividade digital coloca o país como candidato a se tornar hub tecnológico no hemisfério sul. Franklin Tomich, fundador da Accordia e especialista em finanças corporativas e transformação digital , avalia que o momento exige uma resposta rápida. “O Brasil tem uma vantagem competitiva que poucos países conseguem oferecer, pois combina energia renovável em larga escala com demanda crescente por soluções digitais. Se o país estruturar políticas claras e estimular o ecossistema local, pode atrair investimentos de gigantes globais ao mesmo tempo em que fortalece empresas nacionais no desenvolvimento de soluções próprias”, afirma. Esse movimento já começa a se refletir em operações estratégicas. De acordo com o Financial Times, a Google estuda investir cerca de US$ 1,5 bilhão em energia hidrelétrica no Brasil para sustentar sua infraestrutura de IA e cloud com fontes renováveis. No mesmo sentido, a Engie Brasil adquiriu 612 MW de capacidade hidrelétrica com a compra de duas usinas nos estados do Amapá e Pará (dados divulgados pela própria companhia). Já a HostDime inaugurou em 2024 uma usina solar fotovoltaica própria na Paraíba, que, segundo informações da empresa, supre 129,46% de sua demanda energética, tornando-se case de autossuficiência. Gastos globais com IA e energia renovável colocam Brasil como potencial polo tecnológico Segundo Franklin , a janela de oportunidade é curta e depende de uma ação coordenada. “Não basta apenas esperar que os investimentos cheguem de fora. É preciso preparar a infraestrutura elétrica, ampliar a oferta de fontes renováveis e criar um ambiente regulatório seguro. Só assim o Brasil poderá sair da condição de consumidor de tecnologia para assumir papel de protagonista em uma economia global que será cada vez mais moldada pela inteligência artificial”, conclui. Sobre a Accordia A Accordia é a primeira M&A Tech do Brasil que oferece soluções digitais para players do mercado de M&A, automatizando, em tempo real e online, toda a modelagem contábil e financeira, projeções de demonstrativos e elaboração da avaliação de empresa. Também dispõe de produtos com algoritmos de IA para detecção de fraudes e manipulações contábeis, além de soluções para prever falências ou insolvência de empresas. Gastos globais com IA e energia renovável colocam Brasil como potencial polo tecnológico
- Às vésperas da COP30, Gigantes Elétricos alerta para urgência na eletrificação de caminhões no Brasil
Como 7° maior produtor mundial de caminhões e com 87% de sua matriz elétrica sendo renovável, Brasil tem potencial único no setor Às vésperas da COP30, Gigantes Elétricos alerta para urgência na eletrificação de caminhões no Brasil São Paulo, 16 de outubro de 2025 Com a proximidade da COP30 e a atenção mundial voltada para o Brasil, o país carrega a expectativa de transformar compromissos climáticos em ações concretas. Para que isso aconteça, é essencial olhar também para setores com grande peso nas emissões de gases de efeito estufa, como o de transportes, especialmente o de cargas. De acordo com estudo do Instituto Ar, em 2019, a frota de caminhões de carga, estimada em cerca de 2 milhões de veículos, foi responsável por 76% de todo o diesel fóssil consumido no país e por 40% das emissões de gases de efeito estufa do setor de transportes. Ao mesmo tempo, o Brasil reúne condições únicas para liderar a eletrificação de caminhões e transformar esse cenário: 65% da carga nacional é transportada por rodovias, o país é o 7º maior produtor de caminhões do mundo e conta com uma matriz elétrica 87% renovável uma vantagem estratégica que poderia tornar os caminhões elétricos até 76,5% mais baratos de operar em comparação aos movidos a diesel. É a partir desse potencial e em busca de incentivar a eletrificação no país, que a campanha Gigantes Elétricos , coalizão internacional, chega ao Brasil como um hub de informações e iniciativas sobre a eletrificação do transporte de cargas. Com o apoio de organizações parceiras como o Grupo de Trabalho Amazônico (Rede GTA), a Associação Brasileira de Proprietários de Veículos Elétricos Inovadores (Abravei), o Global Strategic Communications Committee (GSCC) e o The Sunrise Project, a campanha busca incentivar o setor privado, especialmente montadoras tradicionais como Volvo Trucks, Mercedes-Benz e Scania, a assumirem a liderança em uma transição justa e urgente para caminhões elétricos. Segundo Clemente Gauer, diretor da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) e parceiro da Gigantes Elétricos, “estimular a adesão de grandes montadoras na eletrificação das frotas de carga garante maior viabilidade econômica para os caminhões elétricos em comparação com países dependentes de combustíveis fósseis, trazendo competitividade para projetos locais e segurança para investidores internacionais. Com a produção doméstica de caminhões e baterias, as montadoras com plantas no Brasil têm potencial não apenas para atender à demanda nacional, mas também para se consolidar como exportadores estratégicos para toda a América Latina.” A rota de oportunidades A transição para caminhões elétricos é uma oportunidade econômica e industrial única, capaz de redefinir o papel do Brasil não só no cenário nacional, mas também internacional. De acordo com o International Council on Clean Transportation (ICCT) , a eletrificação pode mais que dobrar os empregos no setor até 2050 desde a fabricação de caminhões e baterias até a logística, serviços e finanças. Novas fábricas já anunciadas por empresas como Scania, Volkswagen e BYD têm o potencial de gerar milhares de empregos bem remunerados em São Bernardo do Campo, Campinas e outras regiões industriais, se dialogarem com trabalhadores durante a transição. Cada vez mais empresas estão exigindo ações de sustentabilidade não apenas internamente, mas também em toda a cadeia de suprimentos. Grandes compradores internacionais de soja, carne e café são exemplos dessa tendência, exigindo cadeias logísticas descarbonizadas o que pode influenciar diretamente na manutenção e expansão dos mercados de exportação. As oportunidades também se estendem à saúde. O Centre for Research on Energy and Clean Air (CREA) constatou que a poluição de caminhões a diesel vendidos pelos maiores fabricantes de caminhões do mundo foi associada a milhares de mortes, tanto em nível global quanto na América Latina . No Brasil, o Instituto Ar estima que, entre 2013 e 2023, as doenças causadas por essa poluição custaram R$24,5 bilhões em internações hospitalares. A substituição gradual dos caminhões a diesel por modelos elétricos poderia melhorar significativamente a qualidade do ar em regiões densamente povoadas e em comunidades impactadas pelo tráfego intenso de caminhões, e contribuir positivamente com a economia do país. Com a eletrificação das frotas, uma corrida silenciosa, mas promissora, impulsionará novas oportunidades de negócios. Diogo Seixas, Presidente da ABRAVEI (Associação Brasileira de Proprietários de Veículos Elétricos Inovadores), completa: “a tecnologia já está pronta, e o momento é agora. No centro dessa transição estão os próprios fabricantes de caminhões. Ao investir em eletrificação e adotar novos padrões na cadeia de suprimentos, esses fabricantes podem liderar uma mudança estratégica que trará ar mais limpo, melhores empregos e um Brasil mais competitivo. Como afirma a Gigantes Elétricos: o futuro está em suas mãos para ser desbloqueado”. SOBRE A GIGANTES ELÉTRICOS A Gigantes Elétricos é uma coalizão de organizações da sociedade civil dedicada a acelerar a eletrificação do transporte de carga no Brasil. Parte de um movimento global com presença na Europa e nos Estados Unidos, a iniciativa busca compromissos concretos de grandes fabricantes para uma transição justa para um novo modelo, incluindo trabalhadores, comunidades e cidadãos no centro das decisões. Às vésperas da COP30, Gigantes Elétricos alerta para urgência na eletrificação de caminhões no Brasil
- 30º Fórum GD Centro-Oeste debate avanços da energia solar
Em Campo Grande, o Grupo FRG Mídias & Eventos reúne especialistas para discutir tendências da geração distribuída 30º Fórum GD Centro-Oeste debate avanços da energia solar O 30º Fórum de Geração Distribuída com Fontes Renováveis – edição Centro-Oeste acontece nos dias 26 e 27 de novembro de 2025, em Campo Grande (MS), promovido pelo Grupo FRG Mídias & Eventos. O encontro reúne empresários, investidores, especialistas e representantes do setor elétrico para debater o cenário atual da geração distribuída, marcado por mudanças regulatórias, novas tecnologias e oportunidades de negócio. De acordo com Tiago Fraga, CEO do Grupo FRG Mídias & Eventos, o 30º Fórum GD Centro-Oeste vai debater os avanços e oportunidades em armazenamento de energia solar e mercado livre. O evento reunirá especialistas e players das energias renováveis no Brasil, criando um espaço estratégico para a troca de experiências e o desenvolvimento de parcerias. Ele destaca que o evento acompanha a evolução do mercado, conectando os principais agentes do setor em um ambiente de negócios e capacitação. “O Fórum GD desempenha um papel importante na formação de profissionais e na criação de oportunidades concretas de negócio, refletindo o amadurecimento da geração distribuída no país”, afirma Fraga. Fraga ressalta que, além de fomentar novos investimentos, o Fórum contribui para fortalecer a profissionalização do segmento. O 30º Fórum GD Centro-Oeste conta com a participação de Tiago Bao Ribeiro, advogado tributarista e investidor em energia renovável, especialista em Reforma Tributária, Geração Distribuída, M&A e Incentivos Fiscais, e patrocinador do evento. Bao destaca que o Mato Grosso do Sul está em expansão na geração distribuída e que o Fórum será uma oportunidade para aprender com experiências de outros estados, antecipando problemas e estratégias já testadas em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. “O integrador não pode perder tempo resolvendo problemas que já enfrentamos em outros lugares. Este Fórum traz segurança para atuar de forma estratégica e confortável”, afirma Bao. Ele acrescenta que o evento também vai apresentar oportunidades concretas de investimento, mostrando como estruturar vendas de usinas por meio de cotas e veículos preparados para receber investidores. “Os participantes poderão conhecer modelos que permitem crescer de forma sustentável e segura, aproveitando o momento de expansão da geração distribuída no Centro-Oeste”, completa Bao. O 30º Fórum GD Centro-Oeste promete ser um espaço de networking qualificado, troca de experiências e oportunidades de negócio, alinhando capacitação e inovação para o crescimento do setor de geração distribuída. Serviço Evento: 30º Fórum GD Centro-Oeste Data :26 e 27 de novembro de 2025 Local: Campo Grande (MS) Site: https://www.forumgdcentrooeste.com.br/site/index.php Contato para imprensa: (41) 99248-5615 30º Fórum GD Centro-Oeste debate avanços da energia solar
- ABGD promove debate sobre universalização do acesso à energia elétrica na Amazônia Legal
Evento reunirá especialistas, governo e setor privado para discutir desafios e soluções para os sistemas isolados na região ABGD promove debate sobre universalização do acesso à energia elétrica na Amazônia Legal A Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) promove no dia 20 de outubro de 2025, no Auditório do Instituto de Energia e Ambiente da USP (IEE/USP), o seminário “Universalizando o Acesso à Energia Elétrica na Amazônia Legal: Desafios e Soluções para Sistemas Isolados”. O encontro reunirá representantes da academia, empresas, órgãos governamentais e do terceiro setor para discutir caminhos que garantam o acesso à energia limpa, confiável e acessível para comunidades isoladas da Amazônia Legal. O acesso à energia elétrica é um dos maiores desafios para o desenvolvimento sustentável da região, onde a dependência de geradores a diesel ainda é predominante, gerando altos custos, poluição e baixa confiabilidade. Em consonância com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nº 7 da ONU, que busca assegurar energia limpa e acessível a todos, o evento propõe discutir soluções inovadoras e modelos alternativos, com destaque para as microrredes (MIGDIs) como alternativa aos sistemas individuais tradicionais. Durante o seminário, serão realizados seis paineis que abordarão temas como inovação tecnológica, financiamento de microrredes, modelos de negócios sustentáveis, capacitação local e ajustes regulatórios necessários para impulsionar a universalização do acesso à energia. O encerramento reunirá especialistas e formuladores de políticas públicas para consolidar propostas e encaminhamentos que possam orientar um novo modelo de eletrificação para a Amazônia Legal. O evento conta com o apoio do CLIMARES – Centro de Pesquisa em Resiliência a Crises e Desastres Climáticos, do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela FAPESP (Processo 2024/00949-5), e do INCT-DAESF – Instituto Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico de Desenvolvimento das Aplicações da Energia Solar Fotovoltaica, financiado pelo FNDCT/CNPq (Processo 408486/2024-4). As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente por e-mail, enviando nome, e-mail e instituição de vínculo para comunicacao@iee.usp.br . Para mais informações, acesse: https://www.iee.usp.br/eventos/universalizando-o-acesso-a-energia-eletrica-na-amazonia-legal-desafios-e-solucoes-para-sistemas-isolados/ . Serviço: Evento: Universalizando o Acesso à Energia Elétrica na Amazônia Legal: Desafios e Soluções para Sistemas IsoladosData: 20 de outubro de 2025, das 9h às 17hLocal: Auditório do Instituto de Energia e Ambiente da USP – Av. Prof. Luciano Gualberto, 1289 – Cidade Universitária, São PauloInscrições: comunicacao@iee.usp.br Sobre a ABGD A Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) é a principal entidade representativa do setor de energias renováveis com foco em geração distribuída no Brasil. Fundada em 2015, abrangendo toda a cadeia produtiva de equipamentos e serviços do segmento. Atua de forma estratégica na defesa dos interesses do setor junto a órgãos reguladores, instituições governamentais e sociedade civil, promovendo políticas públicas, inovação tecnológica, sustentabilidade ambiental, eficiência energética e a democratização do acesso à energia limpa. A ABGD tem sido protagonista no avanço da geração própria de energia no país, impulsionando o crescimento do mercado e fortalecendo a transição energética brasileira. ABGD promove debate sobre universalização do acesso à energia elétrica na Amazônia Legal
- LEILÃO DE BATERIAS: A PRESSA ELEITORAL E O DESRESPEITO REGULATÓRIO
Por Arthur Oliveira Nos últimos meses, tenho acompanhado com atenção o avanço das discussões sobre o leilão de baterias proposto pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Créditos da imagem - TV Câmara - Portal da Câmara dos Deputados Como alguém que atua diretamente com temas regulatórios e de mercado de energia, é impossível não notar a pressa e o risco por trás dessa proposta. Sob a liderança do Ministro Alexandre Silveira, o MME pretende realizar, já em dezembro de 2025 , o primeiro leilão de sistemas de armazenamento em baterias (BESS) , com meta de contratar 2 GW de capacidade . O discurso oficial é o de garantir segurança energética, mas a forma e o ritmo do processo levantam dúvidas legítimas: trata-se de uma política de Estado ou de uma ação de palanque político às vésperas das eleições de 2026 , quando o Ministro deve deixar a pasta para disputar o pleito? O que se observa é um leilão sendo empurrado “a toque de caixa” , sem que a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) tenha concluído a regulamentação necessária especialmente sobre a “tarifa fio” , que define os encargos de transmissão e distribuição aplicáveis às baterias autônomas. Essa omissão cria um cenário de incerteza e instabilidade, no qual as decisões políticas atropelam as discussões técnicas. LEILÃO DE BATERIAS: A PRESSA ELEITORAL E O DESRESPEITO REGULATÓRIO Na prática, um processo feito às pressas, sem base regulatória sólida, tende a gerar custos mais altos , menor competição e risco regulatório ampliado e, como sempre, quem pagará a conta será o consumidor . Com esse pano de fundo, deixo abaixo uma análise direta sobre o que realmente está em jogo no chamado Leilão de Baterias : os interesses políticos, os riscos regulatórios e o custo oculto que pode recair sobre todos nós. O GOLPE REGULATÓRIO: LEILÃO SEM REGULAMENTAÇÃO O ponto mais crítico é o conflito entre o MME e a ANEEL. A ANEEL, em sua análise técnica, apontou a necessidade de regulamentar a incidência da tarifa fio para as baterias autônomas, que, no entendimento inicial, deveriam pagar duas vezes (ao carregar e ao descarregar), a chamada "dupla tributação". O MME, em vez de aguardar o processo regulatório, solicitou a retirada do tema de pauta da ANEEL em agosto de 2025, buscando uma solução mais "célere". A "solução" encontrada, e endossada pelo Diretor-Geral da ANEEL, Sandoval Feitosa, é a de que o leilão pode ser realizado regulamentado apenas pelo edital, enquadrando as baterias como "ativo de transmissão". Essa manobra, embora legalmente possível, é um atalho perigoso: "A agência entende que, para fazer licitação de baterias como ativo de transmissão, não necessitaríamos de uma regulamentação exaustiva, nós podemos regular por edital de cada licitação." Sandoval Feitosa, Diretor-Geral da ANEEL. A regulamentação via edital é uma "solução de gaveta" que cria regras ad hoc para o leilão, mas não resolve o problema regulatório de fundo para o desenvolvimento de um mercado amplo de armazenamento de energia no Brasil. AS CONSEQUÊNCIAS NEGATIVAS: QUEM PAGA A CONTA? A pressa política tem um preço, e ele será repassado para a tarifa de energia. A realização de um leilão em um ambiente de insegurança jurídica e regulatória aumenta o risco percebido pelos investidores. CONSEQUÊNCIA NEGATIVA DESCRIÇÃO CUSTO PARA O CONSUMIDOR INSEGURANÇA REGULATÓRIA A ausência de uma Resolução Normativa (RN) estável da ANEEL força os investidores a precificarem o risco de futuras mudanças nas regras (ex: incidência da tarifa fio). Aumento do Preço da Energia: Os investidores embutirão o risco regulatório nos lances, resultando em contratos mais caros e, consequentemente, em tarifas mais altas. RESTRICÃO DA CONCORRÊNCIA O prazo apertado e a falta de regras claras limitam a participação de novos players e empresas estrangeiras, favorecendo quem já tem acesso privilegiado à informação e capital. Contratação Não Otimizada: Menor concorrência leva a preços menos competitivos, resultando em um custo maior para o serviço de reserva de capacidade. DESALINHAMENTO TÉCNICO A antecipação do leilão, contrariando o cronograma técnico do próprio MME (que indicava 2026), sugere um desalinhamento com o planejamento de longo prazo do ONS e da EPE. Custos Desnecessários: Risco de contratação de ativos que não se encaixam perfeitamente nas necessidades futuras do Sistema Interligado Nacional (SIN), gerando encargos que poderiam ser evitados. DUPLA TRIBUTAÇÃO (RISCO) Se a questão da tarifa fio não for resolvida de forma definitiva e clara, o custo da dupla tributação será repassado para o consumidor. Aumento Direto na Tarifa: O custo operacional mais alto dos projetos de bateria, devido aos encargos, será integralmente repassado para a conta de luz. Em resumo, o custo da pressa política do MME será pago pelo consumidor final, por meio de tarifas de energia mais elevadas, devido ao risco regulatório e à falta de otimização na contratação. OS VERDADEIROS BENEFICIÁRIOS DO "TOQUE DE CAIXA" A aceleração do leilão, sob o pretexto de "segurança energética", beneficia diretamente: O MINISTRO: O ganho político é imediato. A contratação de 2 GW em baterias é um feito inédito que pode ser explorado em campanha eleitoral, cumprindo a promessa de estabilizar o sistema e mitigar a intermitência das renováveis. GRANDES EMPRESAS DE TRANSMISSÃO E GERAÇÃO: O enquadramento como ativo de transmissão favorece as grandes players do setor, com capacidade de investimento e experiência em leilões de infraestrutura . FORNECEDORES GLOBAIS DE BESS: A garantia de um mercado de 2 GW atrai os grandes fabricantes de baterias, que terão um mercado garantido, independentemente da instabilidade regulatória brasileira. O QUE ESPERAR? Apesar dos alertas técnicos e da clara instabilidade regulatória, a tendência é que o leilão ocorra em dezembro de 2025, como prometido pelo MME. O governo criará um fato consumado no mercado, forçando a ANEEL a adaptar sua regulamentação posterior aos contratos já assinados. O leilão pode ser um passo importante para a segurança energética, mas a forma como está sendo conduzido com a pressa eleitoral sobrepondo-se à maturidade regulatória – é um desserviço ao setor e, principalmente, ao consumidor, que arcará com o custo da insegurança e da falta de planejamento técnico. LEILÃO DE BATERIAS: A PRESSA ELEITORAL E O DESRESPEITO REGULATÓRIO
- Lloyds Bank e Octopus Energy lançam programa inédito para acelerar a adoção de bombas de calor no Reino Unido
Parceria oferece instalação gratuita de sistemas de aquecimento sustentável para novos clientes hipotecários até novembro de 2025 Lloyds Bank e Octopus Energy lançam programa inédito para acelerar a adoção de bombas de calor no Reino Unido Matéria jornalística — EnergyChannel Em uma ação que une o setor financeiro e o energético em prol da transição verde, o Lloyds Bank e a Octopus Energy anunciaram um programa inovador que promete impulsionar a adoção de bombas de calor de fonte de ar em residências no Reino Unido. A iniciativa oferece a instalação gratuita do sistema para novos clientes hipotecários e proprietários que refinanciarem seus imóveis até 24 de novembro de 2025 . O objetivo é claro: tornar o aquecimento residencial mais eficiente e acessível , reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e acelerando o cumprimento das metas climáticas britânicas. O Lloyds Bank, uma das maiores instituições financeiras do país, cobrirá integralmente os custos de instalação que excederem os subsídios governamentais, desde que a propriedade possua classificação energética EPC C ou D faixas intermediárias que representam grande parte do parque habitacional britânico. A parceira escolhida para executar a parte técnica do projeto é a Octopus Energy , líder no fornecimento de energia renovável no Reino Unido e referência em tecnologias de aquecimento limpas. A empresa será responsável por fornecer e instalar todas as bombas de calor, ampliando sua presença no segmento residencial. Com esta iniciativa, o Lloyds se torna o primeiro banco britânico a associar benefícios hipotecários diretos à eficiência energética das residências, um movimento que reflete a crescente integração entre o setor financeiro e a transição climática. Especialistas destacam que o programa pode servir como modelo para outras instituições financeiras europeias , estimulando tanto o mercado de tecnologias limpas quanto a valorização de imóveis sustentáveis. As bombas de calor, que utilizam energia do ar ambiente para gerar aquecimento, emitem até 70% menos CO₂ do que sistemas convencionais a gás uma diferença que pode ter impacto significativo na pegada de carbono nacional. Ao conectar crédito imobiliário e energia limpa, o projeto reforça a tendência de que o futuro das hipotecas também será verde . Lloyds Bank e Octopus Energy lançam programa inédito para acelerar a adoção de bombas de calor no Reino Unido
- Recorde de CO₂ em 2024 acende alerta global: planeta entra em rota de aquecimento prolongado, alerta ONU
Relatório da Organização Meteorológica Mundial revela níveis inéditos de gases de efeito estufa e alerta para impactos irreversíveis do uso contínuo de combustíveis fósseis. Recorde de CO₂ em 2024 acende alerta global: planeta entra em rota de aquecimento prolongado, alerta ONU Os níveis de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera atingiram um novo recorde histórico em 2024, marcando mais um passo na trajetória de aquecimento de longo prazo do planeta. O alerta foi emitido pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) , que também destacou o avanço nas concentrações de metano (CH₄) e óxido nitroso (N₂O) gases de efeito estufa com potencial de aquecimento muito superior ao do CO₂. De acordo com o relatório, a concentração média global de CO₂ ultrapassou 425 partes por milhão (ppm) um aumento de mais de 50% em relação aos níveis pré-industriais , que eram de aproximadamente 280 ppm. A OMM enfatiza que esse crescimento contínuo é impulsionado, principalmente, pela queima de combustíveis fósseis , pelo desmatamento e pelo aumento de incêndios florestais , que liberam grandes volumes de carbono acumulado no solo e na vegetação. “Esses dados não são apenas números em um gráfico. Eles representam o futuro do nosso clima, o impacto sobre a biodiversidade, os oceanos e a vida humana”, destacou o secretário-geral da OMM em comunicado. O dióxido de carbono é o principal gás de efeito estufa e responde por cerca de 75% das emissões globais responsáveis pelo aquecimento planetário . O acúmulo desse gás na atmosfera atua como uma “cobertura térmica”, retendo o calor que deveria ser dissipado para o espaço. O resultado é o aumento da temperatura média da Terra, que já se aproxima de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais limite estabelecido pelo Acordo de Paris como meta crítica para evitar danos climáticos irreversíveis. Além do CO₂, o metano e o óxido nitroso também atingiram níveis recordes em 2024. O metano, embora presente em menores quantidades, é 28 vezes mais potente que o dióxido de carbono em termos de aquecimento global. Já o óxido nitroso, frequentemente associado ao uso de fertilizantes agrícolas, também contribui fortemente para a destruição da camada de ozônio. A OMM alerta que, mesmo que todas as emissões fossem reduzidas imediatamente, os efeitos do excesso de CO₂ persistirão por séculos , devido à longevidade do gás na atmosfera. Isso significa que o planeta já está comprometido com décadas de aquecimento adicional , exigindo políticas climáticas mais agressivas e uma transição acelerada para fontes renováveis de energia . O relatório reforça a urgência de descarbonizar a economia global , acelerar o fim dos subsídios aos combustíveis fósseis e ampliar os investimentos em soluções de captura e armazenamento de carbono . Recorde de CO₂ em 2024 acende alerta global: planeta entra em rota de aquecimento prolongado, alerta ONU
- Enel SP sob pressão: renovação de concessão condicionada a exigências reforçadas, afirma ministro
Em pronunciamento recente, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira , reafirmou que a renovação da concessão da Enel Distribuição São Paulo dependerá estritamente do cumprimento de exigências regulatórias e técnicas ampliadas, um duro alerta para a concessionária com forte atuação no estado de São Paulo. Enel SP sob pressão: renovação de concessão condicionada a exigências reforçadas, afirma ministro Silveira enfatizou que, no atual ambiente regulatório, prorrogações antecipadas exigem que a prestadora demonstre capacidade de investimentos robustos e padrão de serviço elevado. Segundo ele, não basta atender aos critérios básicos: a Enel SP precisa superar novas exigências definidas após a revisão do marco regulatório do setor. Ainda conforme o ministro, esse endurecimento nas condições decorre de uma agenda de governança que visa aumentar a accountability e a eficiência no setor elétrico. Ele sinalizou que casos emblemáticos de deficiência como apagões recentes tornaram imperativo elevar o patamar mínimo de desempenho exigido em contratos futuros. Conflitos judiciais e impactos operacionais O processo de renovação da concessão já enfrenta palco judicial. A Justiça Federal paulista determinou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) suspenda a análise de prorrogação do contrato da Enel SP até que investigações sobre falhas nos apagões de 2023 e 2024 sejam concluídas. Nos autos, foi destacado que medidas como tempo médio de atendimento a emergências , índice de satisfação dos consumidores , o percentual de obras em atraso e outros parâmetros qualitativos precisam ser reavaliados. O tribunal argumentou que a prorrogação pressupõe a demonstração inequívoca de prestação de serviço adequado, algo ainda em análise. Também pesa contra a Enel SP a jurisprudência de deficiências operacionais: os apagões nas duas últimas temporadas (2023 e 2024) motivaram questionamentos públicos e sanções regulatórias. O novo paradigma contratual: o que muda O cerne da mudança está no decreto setorial vigente (Decreto 12.068/2024), que introduziu parâmetros mais rígidos para prorrogações de concessões no setor elétrico. O modelo exige que distribuidoras apresentem planos de investimento audaciosos , reforço na qualidade e novos indicadores de desempenho. Silveira mencionou que as novas exigências já valem para o ciclo de concessões em análise, e que, para o Brasil como um todo, estão previstos aportes bilionários por parte das distribuidoras até 2030. Para a Enel SP, o desafio é duplo: provar que aprendeu com as falhas do passado e satisfazer critérios ainda em fase de definição. E, enquanto isso, o debate jurídico e regulatório deverá definir até onde vai a tolerância do Estado para a prorrogação. Enel SP sob pressão: renovação de concessão condicionada a exigências reforçadas, afirma ministro
- Califórnia acelera rumo à mobilidade limpa: estado bate recorde histórico de vendas de elétricos e amplia rede pública de recarga
Com 29% das novas vendas de carros livres de emissões, o maior mercado automotivo dos EUA consolida sua liderança na transição para a eletromobilidade e investe em infraestrutura para sustentar o crescimento. Califórnia acelera rumo à mobilidade limpa: estado bate recorde histórico de vendas de elétricos e amplia rede pública de recarga A Califórnia, referência global em políticas ambientais e inovação tecnológica, acaba de atingir um novo marco na transição para a mobilidade elétrica. No terceiro trimestre de 2025, quase um terço dos carros novos vendidos no estado foi de modelos de emissão zero (ZEVs), estabelecendo um recorde histórico e consolidando o mercado californiano no mesmo patamar dos principais países europeus em participação de veículos elétricos. Segundo dados da Comissão de Energia da Califórnia (CEC) , os ZEVs categoria que engloba veículos 100% elétricos e híbridos plug-in — representaram 29,1% das vendas totais entre julho e setembro. Isoladamente, os veículos elétricos a bateria atingiram 25% de participação de mercado , o maior índice já registrado no estado. No acumulado do ano, a participação é de 21% , confirmando uma tendência de crescimento sustentado. O governador Gavin Newsom celebrou o resultado como um divisor de águas na jornada californiana rumo à descarbonização do transporte: “Estamos próximos de ver um terço de todos os carros novos vendidos na quarta maior economia do mundo serem veículos limpos. Isso é fruto de um estado que acredita na inovação e na responsabilidade ambiental”, afirmou. “Enquanto outros recuam, a Califórnia continua avançando em direção a um futuro com ar mais limpo e uma economia mais verde.” A comissária da CEC, Nancy Skinner , reforçou o impacto nacional do avanço californiano: “Os veículos de emissão zero não são mais uma promessa são o presente. A Califórnia está enviando uma mensagem clara a Washington: a mobilidade elétrica veio para ficar.” Expansão da infraestrutura de recarga O avanço nas vendas vem acompanhado por um robusto investimento em infraestrutura. A CEC contabiliza mais de 200 mil pontos públicos de carregamento e cerca de 800 mil carregadores domésticos em residências unifamiliares em todo o estado. Para garantir que o crescimento da frota elétrica seja sustentável, o governo estadual tem fortalecido programas de expansão e confiabilidade da rede de recarga. Em outubro, novas normas de desempenho e relatórios foram implementadas, exigindo maior transparência sobre o funcionamento dos pontos públicos. Entre os novos investimentos aprovados, destacam-se dois projetos do Programa Nacional de Fórmula para Infraestrutura de Veículos Elétricos (NEVI) , que instalarão 64 carregadores rápidos ao longo dos principais corredores rodoviários . Além disso, a CEC anunciou US$ 10 milhões em subsídios para a construção de mais de mil carregadores de nível 2 , priorizando comunidades de baixa renda e conjuntos habitacionais multifamiliares. Mais modelos, mais opções O número de modelos elétricos disponíveis também cresceu rapidamente: 146 opções estão disponíveis nas concessionárias californianas, contra 105 há um ano. Esse aumento reflete o compromisso da indústria automotiva com a eletrificação, impulsionado por metas ambientais rigorosas e pelo interesse crescente dos consumidores em reduzir custos de operação e emissões. Desafios e perspectivas Especialistas ainda observam com atenção o possível impacto da redução dos créditos fiscais federais para veículos elétricos, prevista para o próximo ano. No entanto, a solidez da política estadual aliada a uma infraestrutura cada vez mais abrangente — indica que a Califórnia continuará sendo um exemplo global de como políticas públicas e inovação de mercado podem acelerar a transição energética. Califórnia acelera rumo à mobilidade limpa: estado bate recorde histórico de vendas de elétricos e amplia rede pública de recarga
- Holanda lança novo leilão para parque eólico offshore de 1 GW e avalia modelo CfD para garantir estabilidade do setor
A Holanda deu mais um passo em sua estratégia de expansão da energia eólica offshore ao abrir, nesta quinta-feira (16), o processo de licitação para o parque eólico Nederwiek IA , com capacidade instalada de 1 gigawatt (GW) no Mar do Norte. O projeto faz parte do plano nacional de transição energética, que busca consolidar o país como um dos líderes europeus na geração renovável em alto-mar. Holanda lança novo leilão para parque eólico offshore de 1 GW e avalia modelo CfD para garantir estabilidade do setor O Ministério dos Assuntos Econômicos e Política Climática também estuda implementar o modelo de contratos por diferença (CfD) um mecanismo que garante estabilidade financeira aos investidores, reduzindo o risco de paralisação de projetos por variações no mercado de energia. A adoção do CfD está sendo avaliada como resposta aos desafios econômicos enfrentados por empreendimentos eólicos em toda a Europa, que vêm sofrendo com o aumento dos custos e a volatilidade dos preços de energia e matérias-primas. Com o Nederwiek IA , a Holanda reforça seu compromisso de atingir 21 GW de capacidade eólica offshore até 2030 , meta ambiciosa que integra o plano europeu de neutralidade climática. O novo parque será conectado à rede elétrica nacional por meio da operadora TenneT , responsável pela infraestrutura de transmissão no Mar do Norte. Especialistas apontam que a combinação de novos leilões com mecanismos financeiros de longo prazo pode criar um ambiente mais seguro para investidores e acelerar o ritmo de implantação de novos parques. “O CfD reduz incertezas e estimula a competitividade, elementos-chave para manter o avanço da energia eólica offshore na Europa”, afirmou um analista do setor. A licitação do Nederwiek IA marca o início de uma nova fase para o mercado eólico holandês, que aposta em estabilidade regulatória e inovação tecnológica para consolidar sua posição de destaque no cenário global de transição energética. Holanda lança novo leilão para parque eólico offshore de 1 GW e avalia modelo CfD para garantir estabilidade do setor











