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- Gotion recua de projeto bilionário de fábrica de baterias nos EUA após impasse político e resistência local
Decisão encerra planos de investimento de US$ 2,36 bilhões em Michigan; controvérsias ambientais e tensões geopolíticas pesaram na desistência do projeto Gotion recua de projeto bilionário de fábrica de baterias nos EUA após impasse político e resistência local Por EnergyChannel A fabricante chinesa de células de bateria Gotion High-Tech , que tem a Volkswagen como principal acionista , desistiu oficialmente de construir uma megafábrica de baterias no estado de Michigan, nos Estados Unidos um projeto que desde 2022 enfrentava forte oposição local, críticas políticas e incertezas regulatórias. O empreendimento, anunciado com pompa há dois anos, previa um investimento de US$ 2,36 bilhões para erguer uma unidade em uma área de 211 hectares nos distritos de Big Rapids e Green Township , com a criação de 2.350 empregos diretos . A iniciativa, no entanto, nunca saiu do papel. De acordo com a Michigan Economic Development Corporation (MEDC) , o subsídio estadual de US$ 125 milhões , prometido para apoiar a construção, nunca chegou a ser liberado . Pior: o órgão agora tenta reaver US$ 23,6 milhões já desembolsados, utilizados para a compra do terreno. Em carta enviada à Gotion, a MEDC afirmou que a empresa havia violado o contrato de subsídio por não ter realizado nenhuma obra no local por mais de 120 dias . A companhia recebeu um prazo de 30 dias para se manifestar, e respondeu, por meio de seus advogados, que a acusação era “ totalmente falsa ” e que enfrentava uma “ onda de ataques ” políticos e comunitários que inviabilizaram o andamento do projeto. Segundo o documento, a Gotion teria buscado um diálogo “ aberto e honesto ” com o governo estadual sobre a viabilidade futura da planta, em meio à crescente pressão local. Protestos e disputa política Desde o anúncio, o projeto se tornou alvo de protestos e disputas partidárias . Moradores e grupos ambientais de Green Township argumentavam que a fábrica representava riscos ao meio ambiente especialmente pelo uso de água e produtos químicos em uma região predominantemente rural. Além disso, o envolvimento de uma empresa com ligação direta à China alimentou a desconfiança pública, em meio à crescente rivalidade geopolítica entre Washington e Pequim. O congressista republicano John Moolenaar , presidente de um comitê especial sobre a China, comemorou o bloqueio do financiamento e disse que a decisão foi uma “vitória para a segurança nacional” . Moolenaar trabalhou junto à comunidade local para impedir o uso de subsídios federais em empresas com capital chinês. A controvérsia foi tamanha que, em uma eleição de revogação em 2023 , a antiga administração municipal de Green Township que apoiava o projeto foi retirada do poder . Durante as campanhas de 2024, Donald Trump e JD Vance transformaram o caso em um tema eleitoral central, reforçando a rejeição pública à presença de empresas chinesas em setores estratégicos. Impactos e cenário global A Gotion, sediada em Hefei, na China , é considerada uma das principais fornecedoras de baterias da Volkswagen . Desde 2020, a montadora alemã detém cerca de 26% a 30% da companhia, e as duas empresas mantêm parcerias tecnológicas em projetos de produção de células na Alemanha , por meio da subsidiária PowerCo . Com a desistência da planta em Michigan, a expansão da Gotion nos EUA entra em compasso de espera , em um momento em que o país busca reduzir a dependência de componentes importados e fortalecer sua cadeia doméstica de baterias . Gotion recua de projeto bilionário de fábrica de baterias nos EUA após impasse político e resistência local
- O futuro é híbrido: a rede deixará de ser protagonista para se tornar suporte
Por Gilberto Camargos - Diretor-executivo da SolaX Power no Brasil “As baterias são o ‘Solar 2.0’: a evolução que complementa o solar”, Gilberto Camargos, diretor-executivo da SolaX Power O futuro é híbrido: a rede deixará de ser protagonista para se tornar suporte O debate sobre a transição energética no Brasil tem provocado reflexões acerca das ações da sociedade, questões regulatórias e desenvolvimento de tecnologias que proporcionem a efetividade no uso dessas fontes de energia limpa. Nesse cenário, há um fator que tem se tornado inevitável: o protagonismo dos sistemas de armazenamento nesse processo de transição energética. Há pilares que sustentam essas discussões, dentre eles, o impacto da conta de energia no orçamento das famílias. Este é um momento, por exemplo, no qual os brasileiros estão sendo impactados pela bandeira tarifária vermelha. É inegável que a questão financeira é o impulsionador para o aumento na busca de fontes de energias renováveis pelos brasileiros, como a solar, que tem apresentado crescimento expressivo. De acordo com o Balanço Energético Nacional (BEN) 2025, divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), o índice de renovabilidade do setor residencial alcançou 71,8% em 2024. Mas esse cenário também tem provocado outro ponto de discussão: o aumento da produção de energia solar enviado para a rede pode impactar o sistema elétrico brasileiro? No início de 2025, a Aneel divulgou um relatório que alertava sobre o risco ao sistema elétrico de alguns estados brasileiros devido ao excesso de energia solar injetado na rede. Essa realidade nos impõe uma discussão que mira uma solução que se mostra cada vez mais necessária: a dos sistemas a dos sistemas de armazenamento de energia. Com o mundo em busca de soluções sustentáveis, essa solução tem se apresentado como estratégica, pois se trata de um sistema que envolve baterias recarregáveis para o armazenamento de energia elétrica em períodos de menor demanda e liberá-la durante os picos. E isso significa estabilidade da rede elétrica. As baterias são o ‘Solar 2.0’, ou seja, a evolução que complementam o solar. Diferente do solar, que passou por um processo de validação longo, as baterias já entram em um cenário mais consolidado e validado. Dessa forma, esses sistemas chegam como alternativas técnicas para reduzir perdas e ampliar a autonomia dos sistemas, contribuindo para a estabilidade, continuidade e eficiência do fornecimento de energia elétrica. Contudo, o setor aguarda a publicação de edital para o primeiro leilão de armazenamento, cuja discussão foi adiada pela Aneel no último dia 12 de agosto, após pedido de vista de um dos diretores, tendo em vista divergências provocas em razão do regime tarifário a ser aplicado. Vale destacar que o leilão tem gerado a expectativa de alavancar o setor, que deve atrair cerca de R$ 70 bilhões em investimentos até 2034, segundo a Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae). Essa regulamentação é essencial para as diretrizes do setor. O Brasil é deficiente de qualidade energética e, por isso, o brasileiro busca soluções que proporcionem segurança quando o assunto é energia. Estamos nos aproximando do período de chuvas e, consequentemente, dos recorrentes apagões que atingem grandes centros, como São Paulo, escancarando a iminente necessidade de segurança energética no Brasil. Nesse sentido, podemos afirmar que o híbrido é uma solução necessária diante de um cenário que clama por alternativas que propiciem sustentabilidade, segurança e estabilidade energética. O futuro é híbrido: a rede deixará de ser protagonista para se tornar suporte
- REVOLUÇÃO NA ÁGUA: TECNOLOGIA BRASILEIRA CRIA VEÍCULO AUTÔNOMO PARA CONSTRUÇÃO E MANUTENÇÃO DE USINAS SOLARES FLUTUANTES
O Desafio da Logística Offshore e a Solução Inovadora da Apollo Flutuantes REVOLUÇÃO NA ÁGUA: TECNOLOGIA BRASILEIRA CRIA VEÍCULO AUTÔNOMO PARA CONSTRUÇÃO E MANUTENÇÃO DE USINAS SOLARES FLUTUANTES O crescimento exponencial das Usinas Fotovoltaicas Flutuantes (UFFs) no Brasil e no mundo, como a megaprojeto de 69 MWp em Tocantins da Apollo Flutuantes, impõe desafios logísticos e operacionais sem precedentes. A construção, ancoragem e manutenção de estruturas que podem pesar milhares de toneladas em reservatórios de grande porte exigem ferramentas especializadas e, acima de tudo, seguras. Em resposta a essa demanda crítica, a empresa Apollo Flutuantes desenvolveu e patenteou uma embarcação multifuncional de apoio, o **Flutuante de Manutenção e Combate a Incêndios (FMCI)**. Este veículo aquático representa um salto tecnológico, integrando funções de engenharia pesada, logística e segurança em uma única plataforma autônoma e sustentável. FMCI: O "Canivete Suíço" das UFFs O FMCI é uma barcaça de fundo plano e baixo calado, projetada para operar em ambientes de reservatório. Sua característica mais notável é a propulsão e operação 100% elétrica, alimentada por centenas de painéis fotovoltaicos bifaciais instalados em seu teto e amuradas. Este sistema gera energia suficiente para alimentar propulsores, guindastes, sistemas de navegação e toda a hotelaria de bordo, eliminando o consumo de combustíveis fósseis e alinhando a operação com o princípio de energia limpa da UFF. A versatilidade do FMCI se manifesta em três fases cruciais do ciclo de vida de uma UFF: 1. Fase de Implantação e Engenharia Na etapa inicial, a precisão é vital. O FMCI atua como um veículo de mapeamento de alta tecnologia: Batimetria de Precisão : Equipado com sonares, o flutuante realiza a batimetria do fundo do lago, gerando modelos 3D detalhados. Essa informação é essencial para o projeto preciso dos sistemas de ancoramento e o trajeto dos cabos de Média Tensão (MT). Instalação de Ancoragem Pesada: O FMCI é o responsável pelo transporte e instalação suave das poitas de concreto, que podem pesar até 15 toneladas, em posições exatas definidas por DGPS. Reboque de Módulos Gigantes: Com módulos de ilhas fotovoltaicas que superam 280 toneladas, o manuseio humano é inviável. O FMCI assume a função de rebocador, arrastando os módulos pré-montados até o ponto de ancoragem final. Lançamento de Cabos de MT: A embarcação transporta e faz a puxada dos pesados carretéis de cabos de Média Tensão e OPGW, interligando as ilhas e a subestação coletora em terra. 2. Fase de Operação e Manutenção (O&M) Com uma vida útil de até 30 anos, a fase de O&M exige resiliência. O FMCI se transforma em uma oficina flutuante de alta capacidade: Transporte e Suporte: Serve como transporte seguro para equipes e equipamentos. Manutenção Pesada : Sua estrutura permite a troca de equipamentos de grande porte, como transformadores a seco de 2,5 MWca. Com trilhos e guinchos de arrasto, a embarcação é capaz de suportar e manusear cargas combinadas que podem exceder 18 toneladas (trafo novo + trafo defeituoso). Inspeção Subaquática: Um Veículo de Operação Remota (ROV) embarcado realiza inspeções detalhadas do sistema de ancoragem, da superfície inferior das ilhas e dos cabos de MT submersos. 3. Segurança e Resposta a Emergências A função de Combate a Incêndios é um diferencial de segurança crucial. O FMCI está equipado com: Sistema de Combate de Alto Fluxo: Duas motobombas diesel de 320 cv alimentam canhões monitores e armários de hidrantes. Capacidade de Resposta: O conjunto lança até 8.000 litros de água por minuto a uma distância de até 90 metros. Segurança da Equipe: O combate é realizado do lado de fora da ilha, a partir do FMCI, garantindo que as equipes de segurança patrimonial e de manutenção não fiquem sem rota de fuga, priorizando a eficácia e a segurança. O Futuro da Infraestrutura Solar Flutuante A inovação representada pelo FMCI da Apollo Flutuantes não é apenas uma ferramenta, mas um novo padrão de segurança e eficiência para a infraestrutura de energia solar flutuante. Ao otimizar a construção e garantir a longevidade das UFFs com uma operação de baixo impacto ambiental, a tecnologia brasileira se posiciona na vanguarda da transição energética global. REVOLUÇÃO NA ÁGUA: TECNOLOGIA BRASILEIRA CRIA VEÍCULO AUTÔNOMO PARA CONSTRUÇÃO E MANUTENÇÃO DE USINAS SOLARES FLUTUANTES
- O Teto da CDE e o Fim da "Conta Aberta": Entenda a Revolução Tarifária que Pode Mudar a Sua Conta de Luz
Por EnergyChannel O setor elétrico brasileiro está à beira de uma das suas maiores transformações regulatórias em mais de duas décadas. O Teto da CDE e o Fim da "Conta Aberta": Entenda a Revolução Tarifária que Pode Mudar a Sua Conta de Luz A Medida Provisória (MPV) 1.304/2025, e o consequente Projeto de Lei de Conversão (PLV) relatado pelo Senador Eduardo Braga, propõem um mecanismo inédito que promete frear o crescimento exponencial da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e, finalmente, trazer um alívio para o bolso do consumidor: a imposição de um teto orçamentário para o encargo e a criação do Encargo de Complemento de Recursos (ECR). O Dilema da CDE: Subsídios em Rota de Colisão com a Tarifa A CDE, criada em 2002, tinha como propósitos iniciais a universalização do serviço e o fomento à competitividade da energia renovável. No entanto, ao longo dos anos, se tornou um repositório de diversos subsídios e custos setoriais, elevando-se a um patamar insustentável. Para 2025, o orçamento da CDE, custeado majoritariamente pelos consumidores via tarifa, atingiu a marca de aproximadamente R$ 50 bilhões, um aumento vertiginoso que pressiona o custo final da energia. O cerne da MPV 1.304/2025 é transformar a CDE de uma "conta aberta" para um orçamento com limites claros. O PLV estabelece que o valor total dos recursos arrecadados para a CDE por meio de quotas será limitado ao valor nominal total das despesas definido no orçamento de 2026, com correção anual pelo IPCA. "Essa medida é fundamental para conter o crescimento descontrolado desse encargo setorial que custeia subsídios tarifários, que têm pressionado as tarifas de energia elétrica e comprometido a competitividade da indústria nacional e o poder de compra dos consumidores residenciais." - Trecho do Relatório da MPV 1.304/2025. O ECR: A Nova Regra do Jogo para os Beneficiários A grande inovação para garantir a modicidade tarifária é a criação do **Encargo de Complemento de Recursos (ECR)**. Este mecanismo será acionado caso a CDE precise de recursos além do teto estabelecido. A diferença crucial é que o ECR não será pago por todos os consumidores, mas sim pelos próprios **beneficiários dos subsídios** que geraram o excesso de custos. A proposta visa promover a justiça tarifária ao demandar uma contribuição daqueles que mais oneram a CDE. No entanto, o texto preserva os programas sociais e essenciais, isentando do pagamento do ECR: O pagamento do ECR será escalonado, com os agentes arcando com 50% do custo em 2027 e 100% a partir de 2028, permitindo uma transição gradual para o novo modelo. Gás Natural e Infraestrutura: O Novo Eixo Estratégico Além das mudanças no setor elétrico, a MPV 1.304/2025 também traz um foco estratégico no mercado de **gás natural**, visando a redução dos preços e o desenvolvimento industrial. O texto confere à Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) a responsabilidade de celebrar contratos, representando a União, para o escoamento, transporte e processamento do gás natural. A PPSA ganha, assim, um papel de destaque na comercialização do gás da União, com o objetivo de ofertá-lo a preços mais competitivos. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) passa a ter a atribuição de determinar as condições de acesso, incluindo o valor, aos sistemas integrados de escoamento, processamento e transporte. Essa medida busca garantir que a infraestrutura de gás seja acessível e que o recurso possa chegar ao consumidor final a preços mais atrativos, impulsionando o uso do gás como vetor de desenvolvimento industrial e energético. Segurança e Flexibilidade: O Papel do Armazenamento Outro ponto de modernização do setor elétrico é o foco na segurança energética e na flexibilidade operacional . Com a crescente inserção de fontes intermitentes como a eólica e a solar, o sistema elétrico exige mecanismos que garantam o suprimento mesmo quando o sol e o vento não estão disponíveis. O PLV propõe a valorização dos sistemas de armazenamento de energia , como as baterias de grande escala. A inclusão desses sistemas no planejamento da expansão da rede básica e a definição de regras de remuneração e acesso são vistas como cruciais para aumentar a flexibilidade do sistema, reduzir os impactos da intermitência e garantir a estabilidade operacional, um desafio crescente para o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Conclusão: Um Novo Marco para o Consumidor A MPV 1.304/2025 e o PLV representam um movimento decisivo do Congresso Nacional para reequilibrar a balança entre os subsídios setoriais e o custo da energia para o consumidor. Ao impor um teto à CDE e criar o ECR, o Brasil caminha para um modelo mais transparente e justo, onde os custos são rateados de forma mais equitativa. As mudanças no gás natural e o foco na flexibilidade do sistema elétrico complementam a reforma, desenhando um novo marco regulatório com potencial para impactar a economia e a vida de milhões de brasileiros. O Teto da CDE e o Fim da "Conta Aberta": Entenda a Revolução Tarifária que Pode Mudar a Sua Conta de Luz
- O Sol Sob Nuvens: A Encruzilhada Regulatória da Energia Solar no Brasil
Por Daniel Pansarella O Sol Sob Nuvens: A Encruzilhada Regulatória da Energia Solar no Brasil O Brasil vive um paradoxo solar. De um lado, celebramos a marca impressionante de mais de 59 GW de capacidade instalada, somando geração centralizada e distribuída, um feito que nos posiciona como protagonistas globais na transição energética e que foi responsável pela criação de mais de 1,7 milhão de empregos acumulados, segundo dados da ABSOLAR. Do outro, uma nuvem de incerteza, densa e carregada de instabilidade regulatória, ameaça ofuscar o brilho de um dos setores mais dinâmicos da nossa economia. A Medida Provisória (MP) 1304, em tramitação no Congresso, é o novo epicentro deste temor, e seus efeitos já são sentidos: empresas estrangeiras começam a fechar escritórios, investimentos são suspensos e o fantasma do desemprego volta a assombrar milhares de famílias. O debate em torno da MP 1304 é complexo e revela a colisão de duas realidades. O governo, por meio do parecer do Senador Eduardo Braga, argumenta que as medidas são cruciais para frear a escalada da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que atingiu a cifra alarmante de R$ 49,2 bilhões em 2025, e para modernizar a infraestrutura elétrica do país. A proposta de um teto para a CDE e a criação de incentivos fiscais para sistemas de armazenamento de energia (baterias) são, inegavelmente, passos técnicos importantes e necessários para a segurança e flexibilidade do sistema. Contudo, a forma como se pretende alcançar esses objetivos está gerando uma onda de choque no mercado. A realidade do setor, que investiu e planejou seus negócios com base em um marco legal estabelecido (Lei 14.300/2022), é de profunda insegurança jurídica. A proposta de antecipar o fim de benefícios e, principalmente, a criação de uma nova cobrança de R$ 20,00 a cada 100 kWh compensados para novos projetos de geração distribuída, é vista pelas associações do setor como uma "dupla cobrança" e um "duro golpe" que pode inviabilizar a expansão da modalidade. Ponto da MP 1304/PLV Perspectiva do Governo (Parecer) Perspectiva do Mercado (Críticas) Teto para a CDE Controlar o aumento exponencial dos encargos e aliviar a conta de luz do consumidor. Criação do Encargo de Complemento de Recursos (ECR), que pode transferir custos e gerar imprevisibilidade. Nova Cobrança (GD) Não abordado diretamente no parecer, mas parte das discussões para equilibrar o sistema. Considerada uma "dupla cobrança" que quebra a isonomia e a segurança jurídica da Lei 14.300. Incentivos ao Armazenamento Modernizar a rede, aumentar a flexibilidade e confiabilidade do sistema elétrico. Amplamente elogiado como um avanço necessário, mas que não compensa a instabilidade gerada em outras áreas. Segurança Jurídica O parecer afirma respeitar os contratos existentes e o marco legal vigente. O mercado sente que as regras estão sendo alteradas no meio do jogo, minando a confiança de quem investiu. Essa sensação de instabilidade não é apenas retórica. Ela tem consequências concretas. Recentemente, a multinacional alemã BayWa re Solar Trade anunciou sua retirada das operações no Brasil, citando, entre os motivos, a necessidade de focar em mercados com "maior potencial de crescimento sustentável" e os "desafios ainda maiores no Brasil devido a mudanças legislativas constantes". É um sinal de alerta impossível de ignorar. O capital é avesso ao risco, e o maior risco para qualquer investidor de longo prazo é a imprevisibilidade regulatória. Quando uma empresa estrangeira faz as malas, o impacto é local e imediato. A alegação de que milhares de empregos foram ceifados nos últimos meses reflete a paralisação de projetos e a retração de empresas que, sem um horizonte claro, pisam no freio. Conforme alerta a Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), a medida pode ser um "desastre para o mercado", um "desincentivo gigantesco" que afeta diretamente quem já investiu e desestimula novas instalações. O governo não está errado em buscar soluções para a modicidade tarifária e a robustez do sistema elétrico. Os desafios técnicos são reais: o Brasil enfrenta cortes crescentes de geração solar e eólica (curtailment) por falta de infraestrutura adequada para absorver a energia intermitente, com estados como Minas Gerais chegando a cortar 39% da geração solar em momentos críticos. O sistema precisa de flexibilidade, armazenamento e modernização. O erro reside na aparente falta de coordenação e na escolha de um caminho que penaliza justamente o agente que mais tem contribuído para a descentralização e democratização da energia no Brasil: o cidadão e o empreendedor que investiram em sua própria geração. A geração distribuída, com seus mais de 3 milhões de pequenas usinas, alivia a carga sobre as redes, reduz perdas elétricas e gera economia para milhões de brasileiros, um benefício que parece ser subestimado na equação do Ministério da Fazenda. É preciso ser realista: o governo não vai simplesmente deixar seguir como está. A pressão fiscal é real, a CDE está insustentável e o sistema elétrico enfrenta desafios técnicos concretos com a intermitência das renováveis. O problema não é a necessidade de ajustes, mas a forma como estão sendo conduzidos. O momento exige resiliência do setor, mas, acima de tudo, segurança jurídica e diálogo genuíno entre governo e mercado. O setor solar não clama por subsídios eternos, mas por regras claras e estáveis que permitam planejar investimentos de longo prazo. As alterações propostas pela MP 1304, embora contenham méritos técnicos importantes como o incentivo às baterias e o teto para a CDE, estão afugentando investimentos e colocando em risco um legado de crescimento e inovação. A questão central é: como equilibrar a necessidade de modernização do sistema com a preservação da confiança dos investidores? Não se constrói uma potência energética sustentável sobre as areias movediças da incerteza. O Congresso Nacional tem agora a responsabilidade de encontrar um equilíbrio que não sufoque o sol com a burocracia e a ingerência, mas que também não ignore as necessidades reais de ajuste do sistema elétrico. O desafio é grande, mas não intransponível. O futuro do setor, e de milhares de empregos, depende dessa capacidade de construir pontes entre as necessidades fiscais do Estado e a confiança necessária para atrair e manter investimentos privados. O Sol Sob Nuvens: A Encruzilhada Regulatória da Energia Solar no Brasil
- Empresa inova ao utilizar borra de café como matéria-prima para produção de biomassa em forma de pellets
Projeto de crédito de carbono foi criado durante a pandemia Empresa inova ao utilizar borra de café como matéria-prima para produção de biomassa em forma de pellets A preocupação com o meio ambiente se tornou pauta global a partir da década de 1970. Desde então, diversas ações têm sido empregadas, em um esforço mundial para combater as mudanças climáticas. Em 1997, por exemplo, foi criado um sistema de incentivos para que países e empresas adotassem práticas mais sustentáveis: a geração de crédito de carbono. No Brasil, existem vários projetos voltados para a geração de crédito de carbono, muitos focados em reflorestamento. De acordo com o Painel de Carbono Florestal (Idesam), 99% dos créditos têm emissão na Amazônia Legal. Porém, mesmo que a Amazônia detenha a maior parte desses projetos, há muitos deles sendo desenvolvidos no país. Entre eles, destaque para um projeto criado no Paraná, em 2019, no início da pandemia da covid-19. Pellets a partir da borra de café O corretor de proteína animal, Luiz Zolet, com o isolamento imposto pela covid-19, começou a pensar em uma outra forma de renda. Ao recolher o lixo de uma vizinha, que havia sido revirado por um cachorro, ele deixou pra trás um filtro de café com a borra, pois o mesmo estava úmido. Vários dias depois, incomodado com aquele resíduo exposto, o corretor resolveu recolhê-lo, e reparou que a borra havia secado. Foi nesse momento que bateu um insight: e se essa borra de café pudesse ser reaproveitada de alguma forma? A partir dessa ideia, Zolet começou, por conta própria, a fazer pesquisas que pudessem ajudá-lo a descobrir como esse resíduo poderia ser reaproveitado. Afinal, cerca de 8 mil toneladas de borra de café são descartadas por dia no Brasil. Um volume muito grande para ter como destino apenas o aterro sanitário. Com a ajuda de um laboratório, realizou a caracterização da borra de café e viu que poderia separar um óleo. Mas o processo para a separação de misturas tornou-se economicamente inviável. Mas Zolet não desistiu e continuou com as pesquisas. Dessa forma, ele chegou ao desenvolvimento de pellets a partir da borra de café. A ideia prosperou e Zolet conseguiu que a ideia se tornasse parte, por um período de seis meses, de uma incubadora de empresas no Paraná, como startup de inovação. Com o incentivo financeiro do governo do Paraná, começou a produzir biomassa em forma de pellets, utilizando como matéria-prima a borra de café instantâneo. Estava criada, oficialmente, a empresa Bricoffee, em março de 2022. “A decomposição de borra de café leva de 50 a 60 dias. Com o desenvolvimento de pellets, a Bricoffee tira do meio ambiente um passivo ambiental muito grande e transforma esse resíduo em biocombustível para que possa ser utilizado por pequenas, médias e grandes indústrias”, explica o empresário. Em agosto de 2024, no entanto, o empresário resolveu, mais uma vez inovar ao transferir a sede da empresa para Varginha, no sul de Minas Gerais. De acordo com Zolet, o volume de matéria-prima necessário para transformar o resíduo em pellet é muito grande e a cidade possui grandes empresas fornecedoras. Patente requerida Ainda em 2022, outro passo importante foi dado com o pedido de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). De acordo com Zolet, a solicitação foi baseada na inovação ao se utilizar a borra de café como matéria-prima. “O processo de peletização e extrusão utilizado com base no reaproveitamento de subprodutos, especificamente a borra de café, resíduos agrícolas, agroindustriais e florestais, além de permitir uma redução no impacto ambiental, gera um combustível sólido com alto poder calorífico, superior aos de pinus e eucalipto, sendo uma fonte de energia limpa”. Os pellets são chamados de lenhas ecológicas, pois são queimados em substituição à lenha, evitando dessa forma o desmatamento. Podem ser aplicados em vários tipos de atividades industriais, comerciais e até residenciais, como aquecimento de aviários, aquecimento de água em hotéis e clubes, fornos industriais e comerciais, bem como aquecimento de ambientes residenciais. “Atualmente, a Bricoffee tem capacidade de produção de 12 toneladas/dia de pellets. Mas já estamos com um projeto para ampliar a empresa com mais uma linha de produção e aumentar nossa capacidade produtiva para algo em torno de 20 a 25 toneladas/dia. Nossa expectativa é que essa nova linha esteja pronta até junho de 2026 e, assim, possamos reduzir de forma gigante esses resíduos de café”, finaliza Zolet. Empresa inova ao utilizar borra de café como matéria-prima para produção de biomassa em forma de pellets
- Agenda 2050 propõe ações para descarbonizar e (neo)industrializar o Brasil
Estudo lançado durante o Brazil Windpower 2025 indica que a descarbonização industrial pode gerar 19 GW adicionais de demanda por energia limpa e elevar o PIB em até 6,8% Agenda 2050 propõe ações para descarbonizar e (neo)industrializar o Brasil São Paulo, 29 de outubro de 2025 – O relatório “Agenda 2050: Propostas para descarbonizar e (neo)industrializar o Brasil”, lançado durante o Brazil Windpower 2025, projeta que a transição energética e a reindustrialização verde podem adicionar 19 gigawatts (GW) à demanda nacional de energia e ampliar o Produto Interno Bruto (PIB) em até 6,8% nas próximas duas décadas. Coordenado pelo economista Luciano Coutinho, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o estudo foi desenvolvido com apoio técnico da Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (ABEEólica). A pesquisa aponta que a eletrificação de processos industriais, a adoção de combustíveis limpos e a expansão das renováveis são pilares para um novo ciclo de crescimento produtivo e competitivo. Eólica como motor da nova industrialização O relatório mostra que o Brasil conta hoje com 36 GW de capacidade instalada em energia eólica, colocando o país entre os seis maiores produtores do mundo. Cada real investido no setor gera três vezes mais impacto econômico agregado do que a média de outros segmentos.Nos municípios que receberam empreendimentos eólicos, o crescimento econômico foi 21% superior e o IDH, 20% maior, reforçando os efeitos sociais da geração limpa. A Agenda 2050 também estima que o avanço da eletromobilidade, da produção de hidrogênio verde e da descarbonização da indústria pesada criará demanda adicional de até 19 GW em novas fontes renováveis até 2040, consolidando o setor eólico como vetor estratégico da reindustrialização verde. Competitividade e segurança energética Durante a apresentação, Luciano Coutinho afirmou que o Brasil reúne condições únicas para liderar a descarbonização industrial. “A eletrificação da economia é inevitável. O país precisa acelerar investimentos, modernizar a regulação e converter energia limpa em vantagem competitiva global”, disse. Coutinho também destacou que a descarbonização total da indústria brasileira até 2040 depende de incentivos temporários e de uma política energética rebalanceada para reduzir distorções entre fontes renováveis e térmicas. “A energia verde deve ser o núcleo de uma nova política industrial”, afirmou. Eólica offshore: diversificação e escala Para Julia Paletta, Country Head for Brazil da Ocean Energy Pathway (OEP), a eólica offshore amplia a segurança energética e reduz a pressão sobre o uso da terra. Ela lembrou que o setor vive um momento de rápida escalabilidade global, impulsionado por investimentos da China, que já reformula mais de 3 000 GW de capacidade elétrica renovável.“O Brasil pode atender sua demanda interna e se tornar fornecedor global de energia limpa. É hora de transformar nossas vantagens naturais em vantagens competitivas”, afirmou. Rumo a uma política industrial verde O documento propõe a criação de um Plano Nacional de Descarbonização Industrial, com metas para eletrificação de processos, incentivo à inovação tecnológica e mecanismos de exportação de equipamentos e serviços da cadeia eólica. Também recomenda novos instrumentos de financiamento e integração entre políticas de energia, indústria e meio ambiente. 📅 Confira a programação completa: https://www.brazilwindpower.com.br/pt/congresso.html 📰 Credenciamento à imprensa: https://www.brazilwindpower.com.br/pt/imprensa.html Serviço:Brazil Windpower 2025Data: 28 a 30 de outubro de 2025 Local: São Paulo Expo – São Paulo/SP Mais informações: www.brazilwindpower.com.br Sobre a Informa Markets A Informa Markets conecta pessoas e mercados por meio de soluções digitais, conteúdo especializado, feiras de negócios, eventos híbridos e inteligência de mercado, construindo uma jornada de relacionamento e negócios entre empresas e mercados 365 dias por ano. Presente em mais de 30 países, atua há mais de 29 anos na América Latina e conta hoje com três unidades de negócios: Brasil, México e Latam Hub, responsáveis pela entrega de mais de 30 eventos híbridos, portais de notícia e plataformas digitais de conexão e negócios.Para saber mais, acesse: www.informamarkets.com.br Sobre a ABEEólica A Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (ABEEólica) congrega mais de 140 empresas de toda a cadeia produtiva do setor eólico e tem como principal objetivo trabalhar pelo crescimento, consolidação e sustentabilidade dessa indústria no Brasil. www.abeeolica.org.br Sobre o GWEC O GWEC é uma organização baseada em membros que representa todo o setor de energia eólica. Os membros do GWEC representam mais de 1.500 empresas, organizações e instituições em mais de 80 países, incluindo fabricantes, desenvolvedores, fornecedores de componentes, institutos de pesquisa, associações nacionais de energia eólica e renovável, fornecedores de eletricidade, empresas financeiras e de seguros. https://gwec.net Agenda 2050 propõe ações para descarbonizar e (neo)industrializar o Brasil
- Primeiro dia de Intersolar Summit Sul 2025 empolga mercado regional de energia solar fotovoltaica
Abertura do evento, nesta terça (28/10), em Porto Alegre, debateu o atual cenário da geração distribuída no país, seus desafios e oportunidades. Créditos da imagem | Carol Negreiro | Exposição e congresso reúnem algumas das principais empresas do setor. “O Brasil dispõe de um enorme potencial solar, mas a expansão exige esforços, inovação e coragem”. Com essas palavras, o CEO da empresa alemã Solar Promotion International GmbH,Dr. Florian Wessendorf, deu as boas-vindas aos participantes da segunda edição do Intersolar Summit Brasil Sul 2025, um dos principais eventos do setor de energia fotovoltaica do País, que ocorre entre hoje e amanhã em Porto Alegre, no Centro de Eventos da FIERGS. Na abertura do Congresso, entre alguns dos dados que chamaram a atenção, está o fato do Estado do Paraná ter crescido em geração distribuída e, junto ao Rio Grande do Sul, colocou a região Sul ocupando os primeiros lugares na produção nacional de energia solar fotovoltaica. As participações do presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, do consultor especialista no tema, Celso Mendes, e do diretor-geral da NewCharge Energy, Markus Vlasits, marcaram questões de como e de por que é preciso debater e tomar decisões sobre a expansão da energia solar de modo “descontaminado” das questões políticas. “A energia elétrica de fonte renovável como a solar é democrática e já está madura o suficiente para que o acesso seja cada vez mais difundido”, comentou Celso Mendes. Para o presidente executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia, o momento é de mudar. “Sempre ouvimos falar que o Brasil é um País com potencial fotovoltaico enorme. Pois, passou da hora de deixar a inovação tecnológica aflorar em favor do desenvolvimento”, disparou. Segundo ele, hoje o Brasil tem 258 gigawatts de potência instalada na matriz como um todo. 61,8 gigawatts são da fonte solar fotovoltaica, então, ela representa 24% da matriz elétrica. É a segunda maior fonte do Brasil atrás das hidrelétricas. “Foram mais de 277 bilhões de reais em investimentos na fonte solar no país nos últimos 13 anos, atraindo 1,8 milhão de empregos. Só no ano passado foram gerados por volta de 450 mil novos empregos pela fonte solar, e isso também ajudou a evitar 96 milhões de toneladas de CO2 a serem emitidos na atmosfera”, disse. A energia solar na Região Sul Sauaia destacou, também, o panorama do Sul do Brasil. Segundo ele, são 9 gigawatts em operação nos três estados, 43 bilhões em investimentos trazidos pelo setor solar, 270 mil empregos gerados no histórico acumulado dos últimos 13 anos e 13 bilhões de reais em arrecadação. “O estado do Paraná lidera a região Sul em terceiro lugar no ranking nacional com 3,8 gigawatts. O Rio Grande do Sul está atualmente em quarto lugar, com 3,5 gigawatts, e Santa Catarina está atualmente em décimo primeiro no ranking com 1,5 gigawatts em operação”, explica. Sobre a energia produzida na região Sul, 45% dessa potência solar distribuída está em telhados de residências, 22% em empresas de comércio e serviço, 21% em produtores rurais, e 10% em pequenas indústrias. O executivo aponta que os principais gargalos que o setor enfrenta são a inversão de fluxo de potência no caso da geração solar de pequeno porte, destacando um risco de mudanças no arcabouço legal e regulatório desfavoráveis, “Temos a necessidade de mais fiscalização sobre as distribuidoras e no quesito da concorrência, para que haja uma concorrência mais adequada entre pequenos e grandes negócios, e também a falta do cálculo dos benefícios e custos da geração distribuída que está previsto em lei que precisa ser feito pela agência nacional de energia elétrica”, detalha. Outro ponto levantado foi os cortes de geração em usinas de grande porte. “Isso tem imposto um severo prejuízo para as usinas solares de grande porte, incompatível com os investimentos e com as regras que estavam em vigor quando essas usinas foram construídas. A gente tem acompanhado muito de perto esses temas junto ao governo federal, a ANEEL, o Congresso Nacional, para buscar resolver esses gargalos para o mercado e para o setor”, completa. Alerta estratégico e futuro - Conforme o diretor-geral da NewCharge Energy, Markus Vlasits, o Brasil caminha para um cenário de colapso do sistema interligado nos próximos anos. “Estamos caminhando para um impasse. A triste realidade, é que o sistema elétrico brasileiro não está preparado para o montante de energia renovável que somos capazes de criar. Estou muito preocupado com os cenários de colapso físico do sistema interligado e do colapso financeiro de empresas em 2026 e 2027. Precisamos repensar como precificamos a energia elétrica. Mas também temos soluções, capacidade de inovar e de superar as adversidades”, frisa. Em sua segunda edição regional, após ter estreado em 2023 e cancelado no ano passado devido às consequências da enchente histórica no Rio Grande do Sul, o Intersolar Summit Brasil Sul 2025 se estende até esta quarta-feira (29) com uma vasta programação que inclui palestras técnicas, painéis de debate, apresentações de projetos inovadores e uma feira com expositores de diferentes segmentos do setor. A programação completa do Congresso pode ser conferida em: https://www.intersolar-brasil.com/sul/programa-do-congresso . Serviço Quando: 28 e 29 de outubro de 2025 / Onde: Centro de Eventos da Fiergs – Av. Assis Brasil, 8787 – Sarandi – Porto Alegre/RS Exposição: 10h às 19h - ENTRADA GRATUITA Congresso: 10h30 às 17h30 CONGRESSO: 29/10: R$ 580,00 MINICURSOS: 29/10: R$ 230,00 Organização e Realização: Solar Promotion Internacional e Aranda Eventos e Congressos. Primeiro dia de Intersolar Summit Sul 2025 empolga mercado regional de energia solar fotovoltaica
- Abertura do Brazil Windpower 2025 reforça aliança entre governos e setor produtivo pela transição energética e pela industrialização verde
Evento reúne governadores, ministros e lideranças internacionais e lança a "Agenda 2050", estudo que propõe caminhos para descarbonizar e (neo)industrializar o Brasil Abertura do Brazil Windpower 2025 reforça aliança entre governos e setor produtivo pela transição energética e pela industrialização verde O primeiro dia do Brazil Windpower 2025, maior evento de energia eólica da América Latina, foi marcado pelo lançamento do estudo “Agenda 2050: Propostas para descarbonizar e (neo)industrializar o Brasil” e pela assinatura da Carta da Coalizão dos Projetos Eólicos Offshore, firmada pelos governos do Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Organizado pela Informa Markets e coorganizado pela Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (ABEEólica) e o Global Wind Energy Council (GWEC), o encontro reuniu autoridades federais, estaduais e lideranças internacionais em torno de uma agenda comum de desenvolvimento sustentável e industrialização verde. A presidenta do Conselho da ABEEólica, Laura Porto, defendeu medidas urgentes para restabelecer o equilíbrio econômico e regulatório do setor.“Vivemos um momento crítico. A indústria enfrenta restrições de transmissão, cortes de geração e insegurança regulatória. Precisamos agir e agir já”, afirmou.Na sequência, a presidente-executiva da entidade, Elbia Gannoum, lançou o Manifesto da Indústria de Energia Eólica, destacando a urgência de uma retomada sustentável e o papel estratégico do setor na COP30.“O vento é vetor de desenvolvimento, soberania e oportunidade. A energia eólica simboliza uma transição que é ambiental, econômica e social”, declarou. Governos reforçam o papel dos estados na transição energética O evento contou com a presença dos governadores Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte), Jerônimo Rodrigues (Bahia) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), além do representante do Governo do Rio de Janeiro, Sérgio Coelho, e do ministro dos Transportes, Renan Filho, representando o Governo Federal. Fátima Bezerra, que governa o estado responsável por 32% da geração eólica nacional, defendeu que a transição energética também deve ser social e inclusiva. “O vento que sopra no nosso litoral precisa gerar emprego, renda e oportunidades reais de transformação”, disse. Jerônimo Rodrigues, governador da Bahia, apresentou o avanço do Proterner, política estadual de transição energética, e destacou a atuação conjunta do Consórcio Nordeste. Segundo ele, a energia eólica interioriza o desenvolvimento e deve garantir que as comunidades recebam benefícios diretos da nova economia. Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, afirmou que o país deve agir agora para se posicionar globalmente. O estado possui 50 projetos licenciados e 16 GW em desenvolvimento onshore, além de potencial superior a 100 GW offshore. “A transição energética é uma oportunidade enquanto for transição. Quando o mundo completar essa jornada, quem não tiver agido agora ficará para trás”, pontuou. Representando o Governo do Rio de Janeiro, Sérgio Coelho destacou a importância da indústria marítima e do desenvolvimento de cadeias produtivas locais: “A energia offshore é uma nova fronteira de desenvolvimento. Estamos unindo tecnologia, sustentabilidade e geração de empregos qualificados”, afirmou. Agenda 2050 propõe nova política industrial verde A diretora do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciana Costa, lembrou que o banco financiou quase 50% da capacidade eólica instalada no Brasil e segue apoiando a expansão onshore e offshore. Ela afirmou que o país entra agora em uma nova fase de investimento. “O Brasil já fez a primeira onda da transição energética. O desafio agora é financiar a segunda, com infraestrutura, dados, hidrogênio verde e data centers hyperscale”, disse. O economista Luciano Coutinho, ex-presidente do BNDES, apresentou o estudo “Agenda 2050”, que propõe medidas para eletrificar processos industriais e impulsionar a neoindustrialização verde. O relatório estima que o Brasil pode gerar 19 gigawatts (GW) adicionais de demanda por energia limpa e elevar o PIB em até 6,8% até 2040 com a descarbonização da indústria. Segundo Coutinho, cada investimento em energia eólica gera três vezes mais impacto econômico que a média de outros setores, e municípios com parques eólicos crescem 21% mais rápido, com IDH 20% superior à média nacional. Expansão onshore e offshore A diretora do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciana Costa, destacou que o banco financiou quase 50% da capacidade eólica instalada no Brasil e segue apoiando a expansão onshore e offshore. “O Brasil já fez a primeira onda da transição energética. O desafio agora é financiar a segunda, com infraestrutura, dados, hidrogênio verde e data centers hyperscale.” O economista Luciano Coutinho, ex-presidente do BNDES, apresentou o relatório “Agenda 2050”, que propõe medidas para eletrificar processos industriais e impulsionar a neoindustrialização verde.O estudo aponta que o Brasil pode gerar 19 gigawatts (GW) adicionais de demanda por energia limpa e elevar o PIB em até 6,8% até 2040 com a descarbonização da indústria. Segundo Coutinho, cada investimento em energia eólica gera três vezes mais impacto econômico que a média de outros setores, e municípios com parques eólicos crescem 21% mais rápido, apresentando IDH 20% superior. Setor privado reforça competitividade e inovação Durante o painel de lançamento, a executiva Julia Paletta, Country Head da Ocean Energy Pathway (OEP), defendeu que a energia eólica offshore deve ser a âncora da estratégia de Power Shoring , posicionando o Brasil como fornecedor global de energia limpa. “A energia eólica é uma oportunidade econômica e de resiliência. É hora de transformar nossas vantagens naturais em vantagens competitivas”, disse. O CEO do Global Wind Energy Council (GWEC), Ben Backwell, reforçou que a transição energética é um caminho irreversível e que o Brasil deve manter o foco em tecnologias de futuro.“O país tem os melhores recursos eólicos e solares do mundo. Voltar ao passado é desperdiçar uma vantagem que nenhum outro possui”, afirmou. Brasil chega à COP30 com protagonismo renovado Encerrando a cerimônia, Elbia Gannoum destacou que o Brasil chega à COP30, que será realizada em Belém (PA), como referência global em energia limpa e inovação.“O Brasil tem a matriz elétrica mais renovável do mundo. O vento que sopra aqui é o mesmo que move o planeta rumo à descarbonização”, afirmou. Com mais de 36 GW de capacidade instalada e uma cadeia produtiva 80% nacionalizada, o país consolida sua posição como líder em energia eólica na América Latina e reforça o papel da indústria como motor da transição energética, da geração de empregos e da nova industrialização verde. 📅 Confira a programação completa: https://www.brazilwindpower.com.br/pt/congresso.html 📰 Credenciamento à imprensa: https://www.brazilwindpower.com.br/pt/imprensa.html Serviço:Brazil Windpower 2025Data: 28 a 30 de outubro de 2025 Local: São Paulo Expo – São Paulo/SP Mais informações: www.brazilwindpower.com.br Sobre a Informa Markets A Informa Markets conecta pessoas e mercados por meio de soluções digitais, conteúdo especializado, feiras de negócios, eventos híbridos e inteligência de mercado, construindo uma jornada de relacionamento e negócios entre empresas e mercados 365 dias por ano. Presente em mais de 30 países, atua há mais de 29 anos na América Latina e conta hoje com três unidades de negócios: Brasil, México e Latam Hub, responsáveis pela entrega de mais de 30 eventos híbridos, portais de notícia e plataformas digitais de conexão e negócios.Para saber mais, acesse: www.informamarkets.com.br Sobre a ABEEólica A Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (ABEEólica) congrega mais de 140 empresas de toda a cadeia produtiva do setor eólico e tem como principal objetivo trabalhar pelo crescimento, consolidação e sustentabilidade dessa indústria no Brasil. www.abeeolica.org.br Sobre o GWEC O GWEC é uma organização baseada em membros que representa todo o setor de energia eólica. Os membros do GWEC representam mais de 1.500 empresas, organizações e instituições em mais de 80 países, incluindo fabricantes, desenvolvedores, fornecedores de componentes, institutos de pesquisa, associações nacionais de energia eólica e renovável, fornecedores de eletricidade, empresas financeiras e de seguros. https://gwec.net Abertura do Brazil Windpower 2025 reforça aliança entre governos e setor produtivo pela transição energética e pela industrialização verde
- Reforma do setor elétrico incorpora medidas para gás natural e petróleo em novo relatório do Senado
Proposta de Eduardo Braga amplia escopo da MP 1304/2025, inclui incentivos para armazenamento de energia e redefine regras para royalties e gasodutos. Foto: Andressa Anholete /Agência Senado | Reforma do setor elétrico incorpora medidas para gás natural e petróleo em novo relatório do Senado A Medida Provisória 1304/2025, inicialmente voltada à modernização do setor elétrico, ganhou contornos mais amplos com a inclusão de dispositivos que impactam diretamente a indústria de petróleo e gás natural. O relatório, apresentado nesta terça-feira (28) pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM) à Comissão Mista do Congresso, propõe desde novos mecanismos de financiamento para gasodutos até a revisão do cálculo de royalties sobre o petróleo produzido no país. Entre os principais pontos do novo texto, está a autorização para que recursos do Fundo Social sejam utilizados em linhas de crédito voltadas a projetos de “infraestrutura estratégica no setor de gás natural” . O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) ficará responsável por definir os critérios e diretrizes que enquadram os empreendimentos nessa categoria. Braga também propõe que o CNPE estabeleça limites de reinjeção de gás natural nos projetos de exploração e produção, especialmente nas áreas que ainda serão leiloadas. A prática — usada pela indústria para manter a pressão dos reservatórios e reduzir emissões — tem sido alvo de debate por limitar a oferta de gás ao mercado brasileiro. “A intenção é garantir que parte desse gás seja efetivamente disponibilizada para consumo interno, fortalecendo a segurança energética nacional”, argumentou Braga durante a leitura do relatório. Outro ponto sensível é a proposta de revisão do preço de referência do petróleo utilizado no cálculo de royalties, que passaria a ser regulamentado por decreto presidencial. A medida tende a ampliar a base de arrecadação, o que preocupa as empresas produtoras. Em nota, o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) expressou “profunda preocupação” com o dispositivo. Incentivos ao armazenamento e abertura do mercado livre O relatório também trouxe novidades para o setor elétrico, com incentivos inéditos à adoção de sistemas de armazenamento de energia . A proposta prevê isenção total de tributos federais para a compra e importação de baterias, limitada a R$ 1 bilhão em renúncia fiscal . A medida responde a uma demanda antiga do setor, que enfrenta custos elevados para importar equipamentos de armazenamento. Outra frente de destaque é a abertura total do mercado livre de energia para consumidores de baixa tensão, que deverá ocorrer em até três anos após a sanção da lei . A mudança é vista como um passo fundamental para ampliar a concorrência e oferecer mais opções aos consumidores residenciais e pequenos negócios. Termelétricas e indenizações O texto resgata ainda o polêmico dispositivo de contratação obrigatória de termelétricas , um tema que vem sendo debatido desde a privatização da Eletrobras. O relatório prevê penalidades por improbidade administrativa caso as contratações previstas não sejam efetivadas. No que diz respeito às indenizações por cortes de geração , Braga propõe que elas ocorram apenas em casos de desequilíbrio elétrico comprovado , sem que os recursos sejam retirados da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) . “O risco energético é do gerador”, destacou o senador. A leitura do relatório levou a um pedido de vista coletiva , suspendendo a reunião da Comissão Mista. A nova rodada de debates está marcada para esta quarta-feira (29). Se não for votada até 7 de novembro , a MP perde a validade. Reforma do setor elétrico incorpora medidas para gás natural e petróleo em novo relatório do Senado
- BYD transforma fábrica na Bahia em base estratégica para expansão de veículos elétricos na América Latina
Instalação brasileira deve impulsionar exportações e reduzir barreiras comerciais, consolidando o país como centro logístico da montadora chinesa no continente. Foto: Divulgação/BYD | BYD transforma fábrica na Bahia em base estratégica para expansão de veículos elétricos na América Latina A fábrica da BYD em Camaçari (BA) está se consolidando como um ponto de virada na estratégia global da montadora chinesa. Com planos ambiciosos de crescimento na América Latina, a companhia pretende transformar a unidade baiana em um polo de exportação para mercados vizinhos, aproveitando acordos comerciais regionais e a localização estratégica do Brasil. Em entrevista à Bloomberg Línea , o vice-presidente da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, destacou que a operação na Bahia “tem condições plenas de se tornar um hub exportador de veículos elétricos e híbridos”, conectando a produção local a países da América do Sul e Central. A iniciativa é vista como parte essencial da estratégia da empresa para contornar tarifas e barreiras comerciais impostas por alguns mercados fora da China. A produção nacional permite que a BYD reduza custos logísticos, ganhe competitividade e fortaleça sua presença em regiões onde a demanda por veículos elétricos cresce rapidamente. Além dos carros elétricos, o complexo fabril em Camaçari deve ampliar a linha de produção para incluir chassis de ônibus, baterias e componentes estratégicos, integrando o Brasil à cadeia global de fornecimento da empresa. O investimento faz parte de um plano de longo prazo para consolidar o país como referência em mobilidade elétrica na América Latina. A BYD vem apostando fortemente na transição energética brasileira. Em 2023, a marca superou 6 mil emplacamentos no país e já projeta novos modelos para 2026, incluindo veículos 100% elétricos de produção nacional. O movimento reforça a tendência de regionalização da produção automotiva, em que o Brasil assume papel-chave na estratégia de sustentabilidade e expansão industrial da companhia. Com o avanço da infraestrutura de recarga e o interesse crescente por soluções de baixo carbono, o mercado latino-americano desponta como uma das novas fronteiras da eletromobilidade. E, segundo Baldy, a BYD quer estar no centro dessa transformação: “O Brasil reúne todas as condições para ser o coração da nossa operação na América Latina”, afirmou. BYD transforma fábrica na Bahia em base estratégica para expansão de veículos elétricos na América Latina
- Brasil prepara primeiro grande leilão de baterias para abril de 2026 e mira R$ 10 bilhões em investimentos
O Brasil deve realizar em abril de 2026 o primeiro leilão nacional voltado exclusivamente à contratação de sistemas de armazenamento de energia em baterias. A informação foi confirmada a interlocutores do setor que participaram das reuniões do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante missão oficial à Ásia. Imagem: reprodução linkedin MME | Brasil prepara primeiro grande leilão de baterias para abril de 2026 e mira R$ 10 bilhões em investimentos A iniciativa marca um passo decisivo na estratégia do governo para acelerar a modernização da matriz elétrica e garantir mais estabilidade ao sistema em meio à expansão das fontes renováveis. Segundo apuração do EnergyChannel , o Ministério de Minas e Energia (MME) prepara para novembro a abertura de uma consulta pública de 20 dias , etapa que definirá as bases do edital do certame. A expectativa é que sejam contratados até 2 GW de capacidade em sistemas de baterias (BESS) o equivalente a cerca de 8 GWh em armazenamento de quatro horas , volume suficiente para suprir o consumo médio de energia de uma cidade de médio porte por um período prolongado. A Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (ABSAE) estima que a medida pode destravar até R$ 10 bilhões em novos investimentos , atraindo tanto fabricantes quanto integradores de tecnologia interessados em atuar no mercado brasileiro. A entidade aponta ainda que há cerca de 18 GW em projetos de BESS prontos para cadastramento , indicando uma forte demanda reprimida por oportunidades no setor. Durante a viagem à Indonésia, Silveira apresentou o modelo regulatório brasileiro a gigantes globais da indústria, como Huawei Digital Power, BYD, CATL, Envision, Sungrow e HyperStrong , que demonstraram interesse em parcerias tecnológicas e investimentos em infraestrutura de armazenamento de larga escala. O leilão será estruturado dentro do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) instrumento que garante potência firme ao sistema elétrico nacional. Pela primeira vez, o modelo incluirá um produto específico de armazenamento , permitindo que baterias sejam contratadas para fornecer suporte à rede nos momentos de pico e compensar a intermitência de fontes como solar e eólica. De acordo com o MME, o novo certame representa um marco na transição energética brasileira , com potencial de posicionar o país como um dos principais destinos de investimentos em tecnologias de armazenamento na América Latina. Além de fortalecer a segurança energética, a medida deve impulsionar a cadeia produtiva nacional e fomentar o desenvolvimento de soluções de gestão inteligente de energia. "O Brasil está pronto para inaugurar uma nova fase do seu setor elétrico mais digital, flexível e resiliente" , afirmou Silveira durante o encontro em Jacarta. A expectativa é que, após a consulta pública, o edital definitivo seja publicado ainda no primeiro trimestre de 2026, abrindo espaço para que empresas nacionais e estrangeiras disputem a implantação dos primeiros grandes sistemas de baterias em escala comercial do país. Brasil prepara primeiro grande leilão de baterias para abril de 2026 e mira R$ 10 bilhões em investimentos











