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- Aneel avalia possibilidade de redução nas tarifas de Itaipu e abre debate sobre repasse ao consumidor
Durante audiência pública na Câmara dos Deputados, representantes da agência destacaram que há espaço para rever o custo da energia produzida por Itaipu, um dos principais contratos do sistema elétrico brasileiro. Aneel avalia possibilidade de redução nas tarifas de Itaipu e abre debate sobre repasse ao consumidor A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indicou nesta semana que há margem para reduzir a tarifa de energia proveniente da usina hidrelétrica de Itaipu , um dos pilares do suprimento elétrico nacional. A declaração foi feita durante audiência pública na Câmara dos Deputados, que discutiu o impacto dos custos de Itaipu na conta de luz dos brasileiros. De acordo com técnicos da Aneel, o fim do pagamento da dívida da usina com o Paraguai , quitada em fevereiro de 2024, cria espaço para uma revisão tarifária significativa. Atualmente, o custo da energia de Itaipu é repassado às distribuidoras e influencia diretamente o valor final pago pelos consumidores. “Há uma oportunidade de reequilíbrio, que pode gerar alívio tarifário no médio prazo, desde que sejam mantidos os critérios de modicidade e sustentabilidade econômica”, afirmou um dos diretores da Aneel durante a audiência. A discussão ocorre em meio a um cenário de recomposição das tarifas de energia no país , após um período de forte oscilação de custos relacionados à geração, encargos setoriais e à desoneração de subsídios. Especialistas defendem que o novo patamar de Itaipu pode representar um dos fatores mais relevantes para estabilizar as contas do setor elétrico em 2026 . Além da Aneel, representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), da Eletrobras e de entidades do setor elétrico participaram do debate. A expectativa é que o tema avance nas próximas semanas com a realização de estudos técnicos que deverão embasar uma proposta formal de redução da tarifa aplicada a Itaipu Binacional. A usina, que responde por cerca de 8% de toda a energia consumida no Brasil , tem papel estratégico na matriz elétrica e na integração energética com o Paraguai. Caso a revisão tarifária seja confirmada, os benefícios poderão se refletir tanto nas distribuidoras quanto nos consumidores residenciais e industriais. O EnergyChannel continuará acompanhando os desdobramentos das discussões em Brasília e as possíveis repercussões para o mercado de energia elétrica no Brasil. Aneel avalia possibilidade de redução nas tarifas de Itaipu e abre debate sobre repasse ao consumidor
- Maine e Connecticut unem esforços para acelerar projetos de energia renovável
Por EnergyChannel Maine e Connecticut unem esforços para acelerar projetos de energia renovável Maine e Connecticut estão testando uma abordagem inédita para acelerar a implantação de projetos de energia limpa, avaliando oportunidades em conjunto com o objetivo de aproveitar os incentivos federais antes que estes expirem. A iniciativa pode servir de modelo para outras regiões que buscam cumprir metas ambiciosas de descarbonização. “É um movimento de colaboração e coordenação que indica o caminho que veremos no futuro”, afirma Francis Pullaro, presidente da associação de energia limpa Renew Northeast . O prazo para desenvolvimento de projetos comerciais de energia limpa está apertado. Os créditos fiscais da Lei de Redução da Inflação de 2022 impulsionaram investimentos de mais de US$ 360 bilhões até junho de 2024. Agora, com o programa sendo gradualmente encerrado, parques solares e eólicos precisam iniciar construção até julho de 2026 ou entrar em operação até o final de 2027 para manter a elegibilidade aos incentivos. Maine e Connecticut, que têm como meta gerar 100% de sua energia a partir de fontes limpas até 2040, estão entre os estados mais ativos na corrida para concluir projetos a tempo. Recentemente, Maine recebeu propostas para até 1.600 GWh de energia renovável, selecionando um projeto hidrelétrico e quatro solares em setembro. Connecticut, por sua vez, lançou licitação para projetos solares e eólicos terrestres, com prazo final em 10 de outubro, permitindo participação de outros estados. O Departamento de Recursos Energéticos do Maine aproveitou a oportunidade e solicitou que a comissão estadual de serviços públicos participasse do processo de Connecticut. Cada estado continuará avaliando os projetos de acordo com seus critérios, mas o compartilhamento de informações deve tornar o desenvolvimento mais eficiente e reduzir custos para os consumidores. “Faz sentido para Maine aproveitar esse esforço e garantir contratos economicamente viáveis”, comenta Jamie Dickerson, do Acadia Center , organização de defesa ambiental. Embora Maine e Connecticut já tenham buscado colaborações antes, esta é a primeira vez que ambos os estados tentam sincronizar licitações em um cronograma tão curto. Experiências anteriores incluem acordos de Massachusetts para comprar parte da energia de um parque eólico terrestre em Maine e licitação conjunta de energia eólica offshore entre Connecticut, Massachusetts e Rhode Island. Pullaro acredita que esse esforço é apenas o começo de uma cooperação mais ampla na região da Nova Inglaterra, especialmente com o prazo para créditos fiscais federais se aproximando rapidamente. Maine e Connecticut unem esforços para acelerar projetos de energia renovável
- Mercado global de geração elétrica a gás natural deve movimentar mais de US$ 120 bilhões até 2030 com avanço de tecnologias flexíveis e papel estratégico na transição energética
Crescimento é impulsionado por aumento da demanda por eletricidade, busca por fontes mais limpas que o carvão e investimentos em usinas de ciclo combinado e infraestrutura de GNL. Mercado global de geração elétrica a gás natural deve movimentar mais de US$ 120 bilhões até 2030 com avanço de tecnologias flexíveis e papel estratégico na transição energética O mercado mundial de geração de energia a partir do gás natural está em expansão acelerada e deve atingir US$ 122,5 bilhões até 2030 , segundo levantamento do EnergyChannel Intelligence Unit com base em dados globais do setor. O avanço representa uma taxa média de crescimento anual de 4,8% e reflete o papel cada vez mais relevante do gás como combustível de transição na matriz energética global. A combinação entre segurança energética, flexibilidade operacional e redução de emissões tem impulsionado a adoção de novas plantas movidas a gás natural em diferentes regiões. O crescimento é liderado por países que enfrentam desafios de intermitência na geração renovável e necessitam de fontes despacháveis para garantir estabilidade ao sistema elétrico. Gás natural: o elo entre confiabilidade e descarbonização Com as economias globais migrando para uma matriz mais limpa, o gás natural tem se consolidado como alternativa estratégica frente a combustíveis mais poluentes, como carvão e óleo combustível. Além de emitir cerca de 50% menos CO₂ que o carvão , o gás natural permite a rápida ativação de turbinas , funcionando como suporte essencial para compensar variações de geração solar e eólica. Segundo especialistas ouvidos pelo EnergyChannel , o avanço de turbinas de ciclo combinado e sistemas de cogeração tem elevado a eficiência das plantas, reduzindo perdas energéticas e custos operacionais. Tecnologias de turbinas aeroderivativas e unidades modulares também estão ganhando espaço por sua agilidade e custo de implantação mais baixo. Usinas médias e ciclo aberto ganham destaque Entre os diferentes segmentos, as usinas de ciclo aberto que oferecem partidas e desligamentos rápidos devem registrar o crescimento mais expressivo até o fim da década. Esse formato é particularmente atrativo para suprimento de picos de demanda e estabilidade de rede , fatores essenciais em sistemas elétricos com alta participação de renováveis. Outro destaque está nas plantas de 201 a 500 MW , que combinam escala intermediária e flexibilidade operacional , sendo ideais para atender zonas industriais e centros urbanos. Além da rapidez de implantação, essas usinas exigem menor investimento inicial e apresentam melhor equilíbrio entre eficiência e custo . Ásia-Pacífico lidera expansão com foco em segurança energética A região Ásia-Pacífico desponta como o principal motor de crescimento do setor. Países como China, Índia e Filipinas estão acelerando projetos de geração a gás natural e expandindo terminais de GNL (gás natural liquefeito) para reforçar a segurança do suprimento energético. A conversão de usinas a carvão para gás na China, aliada a políticas de incentivo fiscal nas Filipinas e à crescente demanda por eletricidade em centros urbanos e data centers, está transformando o perfil energético regional. Além disso, a expansão de gasodutos e terminais de importação em países do Sudeste Asiático amplia a capacidade de integração com fontes renováveis e contribui para reduzir emissões no processo de industrialização . Desafios e perspectivas Apesar do otimismo, o mercado ainda enfrenta desafios relacionados à volatilidade dos preços internacionais do gás , à dependência de importações e à competição com energias renováveis mais baratas . No entanto, especialistas apontam que a combinação entre regulamentações ambientais mais rigorosas , novas tecnologias de captura de carbono e infraestrutura de hidrogênio poderá fortalecer o papel do gás natural na próxima década. Empresas globais como GE Vernova, Siemens Energy, Mitsubishi Heavy Industries e Wärtsilä lideram o desenvolvimento de soluções de alta eficiência, investindo em turbinas híbridas e em sistemas preparados para operar com mistura de hidrogênio , preparando o terreno para uma geração elétrica mais limpa e flexível. Conclusão O gás natural continua a se firmar como pilar fundamental da transição energética mundial , oferecendo equilíbrio entre segurança de fornecimento e redução de emissões. Com projeções de crescimento sólido até 2030 e inovações tecnológicas em curso, o setor se posiciona como um componente-chave na construção de uma matriz global mais resiliente e sustentável . Mercado global de geração elétrica a gás natural deve movimentar mais de US$ 120 bilhões até 2030 com avanço de tecnologias flexíveis e papel estratégico na transição energética
- Mercado global de tubos para petróleo e gás deve alcançar US$ 81 bilhões até 2035 impulsionado por infraestrutura e inovação industrial
Avanço tecnológico, modernização de redes de transporte e políticas de segurança energética ampliam demanda por tubulações especializadas em todo o mundo, com destaque para Ásia e América Latina. Mercado global de tubos para petróleo e gás deve alcançar US$ 81 bilhões até 2035 impulsionado por infraestrutura e inovação industrial EnergyChannel – 30 de outubro de 2025 O mercado global de tubos para a indústria de petróleo e gás deve atingir cerca de US$ 81 bilhões até 2035 , um crescimento expressivo em relação aos US$ 63 bilhões estimados para 2025 , conforme levantamento de mercado analisado pelo EnergyChannel . O avanço, equivalente a uma expansão de 2,5% ao ano , reflete o fortalecimento das cadeias de energia, os investimentos em infraestrutura e o uso de tecnologias de soldagem e materiais avançados. A evolução do setor está ligada ao aumento da demanda por eficiência operacional , modernização de dutos e integração entre os segmentos upstream e midstream , especialmente em economias emergentes da Ásia e da América do Sul. Infraestrutura e tecnologia lideram a transformação Entre 2025 e 2030, o mercado deve adicionar cerca de US$ 8,3 bilhões em valor, impulsionado por projetos de modernização e por inovações em revestimentos anticorrosivos e sistemas de automação industrial . Já entre 2030 e 2035, espera-se uma expansão de US$ 9,7 bilhões , com foco em sistemas de alta pressão e materiais de última geração para ambientes extremos. O uso de tubulações especializadas pode elevar a eficiência das operações entre 40% e 60% , reduzindo custos de manutenção e ampliando a vida útil das redes. Essas melhorias vêm sendo impulsionadas por programas governamentais de segurança energética, novas normas de desempenho e avanços no processo de fabricação soldado e sem costura , que tornam a instalação mais simples e confiável. Panorama global Os tubos soldados seguem dominando o mercado, com 55% de participação , graças à combinação de resistência, custo competitivo e automação no processo de soldagem . Já os tubos sem costura , que representam 45% , permanecem preferidos para aplicações de alta pressão em projetos offshore e perfuração profunda. Em termos de materiais, o aço carbono lidera com 70% de participação , enquanto o aço inoxidável responde por cerca de 20% , e os materiais compósitos , ainda em nichos específicos, somam 10% . Ásia e América Latina puxam o crescimento O dinamismo do setor tem forte influência de países como Índia, China e Brasil , que ampliam investimentos em infraestrutura energética e refinarias. Índia : programas do Ministério do Petróleo estão impulsionando modernização e expansão das redes urbanas. China : parcerias industriais e padronização nacional elevam a eficiência das tubulações. Brasil : aumento de 25% na utilização anual de dutos offshore reforça a retomada do setor. Na Europa , o mercado deve crescer de US$ 15,2 bilhões em 2025 para US$ 19,6 bilhões em 2035 , sustentado pela precisão da engenharia alemã e pela transição energética controlada. Já Estados Unidos e Arábia Saudita mantêm destaque em projetos de integração e segurança operacional. Desafios e oportunidades Apesar do cenário positivo, o segmento ainda enfrenta barreiras regulatórias , altos custos de certificação e escassez de mão de obra técnica em algumas regiões. Outro fator de atenção é o avanço das fontes renováveis , que pode redirecionar investimentos no médio prazo. Ainda assim, analistas do setor avaliam que os fabricantes de tubos devem continuar crescendo ao apostar em tecnologias inteligentes , monitoramento em tempo real e serviços integrados de manutenção . Competitividade e players globais O mercado é concentrado: cerca de 25 empresas dominam o fornecimento global, com Tenaris, Vallourec e TMK entre as líderes, responsáveis por até 40% do volume total .Empresas como ArcelorMittal , JFE e Nippon Steel mantêm posições de destaque em segmentos regionais e em nichos de inovação. Para manter competitividade, os fabricantes vêm investindo em plataformas digitais de análise preditiva , capacitação técnica e novas parcerias industriais que integram toda a cadeia — da produção de tubos à operação em campo. Perspectiva O setor de tubos para petróleo e gás deve manter um ritmo de crescimento sólido até 2035, sustentado pela combinação entre demanda energética global , avanços em materiais e engenharia e programas de segurança e eficiência . Mesmo com a transição para fontes mais limpas, a infraestrutura de transporte de hidrocarbonetos seguirá essencial na matriz energética mundial nas próximas décadas e o papel dos tubos industriais continuará estratégico para a segurança e a eficiência das redes globais de energia. Mercado global de tubos para petróleo e gás deve alcançar US$ 81 bilhões até 2035 impulsionado por infraestrutura e inovação industrial
- Nova tecnologia promete destravar eletrificação de frotas e reduzir custos de infraestrutura nos EUA
Parceria entre The Mobility House e Itron inaugura projeto-piloto em Nova York com soluções inteligentes para evitar gargalos na rede elétrica e acelerar a transição para veículos de emissão zero. Nova tecnologia promete destravar eletrificação de frotas e reduzir custos de infraestrutura nos EUA A corrida pela eletrificação de frotas comerciais nos Estados Unidos acaba de ganhar um novo impulso tecnológico. A empresa The Mobility House , especializada em soluções de carregamento inteligente, e a Itron , referência em sistemas de gestão e monitoramento de redes elétricas, uniram forças em um projeto inovador em Nova York que pode redefinir a forma como frotas elétricas se conectam à infraestrutura de energia. O projeto apoiado pela Autoridade de Pesquisa e Desenvolvimento de Energia do Estado de Nova York (NYSERDA) testa um modelo de conexão de serviço flexível , uma abordagem que permite ampliar a eletrificação de frotas sem a necessidade de atualizações caras e demoradas nas redes de distribuição . Na prática, a iniciativa combina duas tecnologias avançadas: o sistema IntelliFLEX DERMS , da Itron, e o ChargePilot , da The Mobility House. Essa integração cria um gerenciamento dinâmico da carga, ajustando automaticamente o consumo de energia dos carregadores conforme a capacidade disponível da rede elétrica em tempo real. “Estamos eliminando um dos maiores obstáculos à eletrificação de frotas o atraso na conexão com a rede”, explica Greg Hintler , CEO da The Mobility House na América do Norte. “Com essa solução, as empresas poderão expandir suas frotas elétricas com segurança e previsibilidade, sem depender de grandes obras de infraestrutura.” A chamada conexão flexível atua como uma ponte entre concessionárias e operadores de frotas: ela permite que as distribuidoras de energia concedam autorização para novos pontos de carregamento, mesmo em áreas onde a rede opera no limite da capacidade. Isso é possível porque o sistema inteligente monitora o consumo e ajusta o carregamento dos veículos para garantir que o uso não ultrapasse os limites técnicos do sistema. Para o setor elétrico, a novidade representa um avanço significativo na chamada inteligência de borda da rede conceito que leva o controle e o processamento de dados diretamente para os pontos de consumo. “Essa colaboração mostra o potencial de nossas soluções para permitir uma eletrificação mais rápida e econômica”, comenta Don Reeves , vice-presidente sênior da Itron. “As concessionárias passam a ter mais flexibilidade e os clientes finais se beneficiam de menor custo e agilidade.” A primeira fase do projeto prevê a instalação de cinco carregadores em uma frota de ônibus escolares em Staten Island , Nova York. Já na segunda etapa , o sistema será expandido para dez novos carregadores em outro ponto do estado, ampliando o escopo do teste e validando o modelo em diferentes cenários de rede. Se comprovado o sucesso da iniciativa, o modelo poderá ser replicado em larga escala nos Estados Unidos, oferecendo uma alternativa concreta para reduzir custos e acelerar o cronograma de descarbonização do transporte público e privado. Nova tecnologia promete destravar eletrificação de frotas e reduzir custos de infraestrutura nos EUA
- A Revolução Silenciosa: Como os eVTOLs Estão Redefinindo a Mobilidade Urbana e a Matriz Energética
Por EnergyChannel A promessa de " carros voadores " sempre pertenceu ao reino da ficção científica. Hoje, essa promessa está a poucos anos de se tornar uma realidade palpável, impulsionada por uma convergência de tecnologias de baterias, motores elétricos e sistemas de controle autônomo. A Revolução Silenciosa: Como os eVTOLs Estão Redefinindo a Mobilidade Urbana e a Matriz Energética O que o mercado chama de eVTOLs (veículos elétricos de pouso e decolagem vertical) e a indústria de Mobilidade Aérea Urbana (UAM) não é apenas sobre fugir do trânsito, mas sim sobre uma profunda transformação na matriz energética do transporte aéreo. Para o EnergyChannel, o foco recai sobre a bateria , o coração elétrico desta revolução. O Cenário Atual: Da Ficção ao Protótipo O setor de UAM deixou a fase de conceito e entrou na fase de prototipagem avançada e certificação. Liderado por gigantes da aviação e startups inovadoras, o desenvolvimento de eVTOLs está em ritmo acelerado. Empresas como a brasileira Eve Air Mobility (uma spin-off da Embraer), a americana Joby Aviation e a alemã Lilium estão na vanguarda, com planos de iniciar operações comerciais já em 2027. O eVTOL é essencialmente um drone de passageiros. Diferente dos helicópteros, ele usa múltiplos rotores elétricos, o que garante um voo mais silencioso, zero emissão de carbono durante a operação e, crucialmente, uma manutenção mais simples. A Corrida do Investimento e a Projeção de Mercado O mercado de UAM está atraindo bilhões de dólares em capital. O investimento total no setor de eVTOLs atingiu cerca de US$ 24,8 bilhões no início de 2025, com projeções de que o mercado de Mobilidade Aérea Urbana cresça de aproximadamente US$ 3,6 bilhões em 2024 para US$ 45,4 bilhões até 2036 , representando uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) impressionante. A Eve Air Mobility , por exemplo, garantiu um financiamento significativo do BNDES para apoiar o desenvolvimento e a fabricação de seu eVTOL, demonstrando o apoio institucional ao projeto brasileiro. A Embraer, através da Eve, projeta uma demanda global por 30 mil aeronaves e um potencial de receita de US$ 280 bilhões ao longo de vinte anos, impulsionada pelos desafios de mobilidade nas grandes cidades. Regulamentação: O Céu Não é Sem Lei A principal barreira para o lançamento comercial não é mais a tecnologia, mas sim a regulamentação e a infraestrutura . Agências como a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) no Brasil, a FAA (Federal Aviation Administration) nos EUA e a EASA (European Union Aviation Safety Agency) na Europa estão trabalhando ativamente para criar o arcabouço legal para a AAM (Advanced Air Mobility). O processo de certificação é rigoroso, garantindo a segurança das aeronaves, do tráfego aéreo e da infraestrutura terrestre (os vertiportos ). A ANAC, por exemplo, publicou o "Panorama e Perspectivas 2023" sobre AAM, detalhando os desafios de integrar esses novos veículos ao espaço aéreo existente e a necessidade de construir vertiportos em locais estratégicos, já que a simples adaptação de helipontos se mostrou insuficiente. Ficha Técnica: A Bateria no Centro do Debate Para o EnergyChannel, a ficha técnica dos eVTOLs revela o ponto nevrálgico da tecnologia: a bateria de íon-lítio . A densidade de energia é o fator limitante. A autonomia atual, na faixa de 100 a 250 km, é ideal para o conceito de táxi aéreo urbano e interurbano de curta distância. A demanda por potência é extrema, especialmente nas fases de decolagem e voo pairado hover , o que coloca um estresse significativo nas baterias, exigindo ciclos de carga e descarga mais intensos do que em carros elétricos. O Futuro da Bateria : A evolução da química das baterias, como as de metal de lítio, promete aumentar a densidade de energia e a vida útil, permitindo mais ciclos de voo e, potencialmente, maior alcance. Benefícios Sociais e Acessibilidade: Para Quem é o Céu? Inicialmente, o serviço de eVTOL será um luxo, focado em rotas premium (aeroportos, centros financeiros) e com um custo por passageiro que se assemelha ao de um táxi aéreo ou helicóptero. A expectativa, no entanto, é que a escala de produção e a automação ( com a futura eliminação do piloto ) reduzam drasticamente o custo. Quem vai usar? 1. Fase 1 (Curto Prazo): Executivos, turistas de alto poder aquisitivo e serviços de emergência. A realidade será para poucos. 2. Fase 2 (Médio Prazo): À medida que o custo cai, o eVTOL pode se integrar ao transporte público de massa, conectando cidades e bairros distantes de forma rápida, segura e limpa, aliviando o trânsito terrestre e reduzindo a poluição sonora e atmosférica nas áreas urbanas. O benefício social primário é a descompressão urbana e a redução do tempo de deslocamento, fatores que impactam diretamente a qualidade de vida e a produtividade econômica. Projeção de Futuro: Viagens Inter países? A pergunta sobre viagens entre países depende diretamente da evolução da bateria. A autonomia atual de 250 km é suficiente para rotas regionais (ex: São Paulo a Campinas, ou Munique a Frankfurt). Para viagens internacionais de longa distância, como Brasil para Argentina ou EUA para Europa, a tecnologia de eVTOLs como a conhecemos hoje não é viável . Essas aeronaves são projetadas para voar em altitudes mais baixas (cerca de 3.000 metros) e em velocidades que não competem com jatos comerciais. Para voos intercontinentais, seriam necessárias densidades de energia que as baterias de íon-lítio atuais não conseguem oferecer, ou uma infraestrutura de recarga massiva e rápida, o que é inviável para longas travessias. O futuro da AAM é, portanto, regional e urbano . A verdadeira revolução será a capacidade de realizar viagens de 100-200 km em minutos, com energia limpa, transformando a logística e o transporte de passageiros nas megacidades do século XXI. A Revolução Silenciosa: Como os eVTOLs Estão Redefinindo a Mobilidade Urbana e a Matriz Energética
- United Airlines acelera a transição verde nos céus dos EUA com nova fase de uso de combustível sustentável
Por EnergyChannel A transição energética do setor aéreo acaba de ganhar impulso com uma expansão significativa da parceria entre a United Airlines e a finlandesa Neste, uma das líderes globais em biocombustíveis renováveis. United Airlines acelera a transição verde nos céus dos EUA com nova fase de uso de combustível sustentável A companhia americana passa a utilizar combustível sustentável de aviação (SAF) em três dos principais aeroportos do país Houston, Newark e Washington D.C. marcando um novo capítulo na descarbonização do transporte aéreo. A United é a primeira aérea comercial a operar regularmente com SAF nesses terminais, incorporando o biocombustível às suas rotas a partir do Aeroporto Intercontinental George Bush (Houston), do Newark Liberty International (Nova Jersey) e do Dulles International (Washington D.C.). De acordo com Lauren Riley , diretora de Sustentabilidade da United Airlines, o movimento representa mais do que um compromisso ambiental é uma ação concreta rumo à neutralidade de carbono. “A indústria será julgada pelas suas ações, não pelas suas promessas. Estamos focados em transformar o discurso sobre sustentabilidade em resultados reais”, afirma Riley. Biocombustível chega à infraestrutura tradicional O SAF da Neste começou a ser entregue em Houston em julho e chegará aos demais aeroportos até o final de 2025. O combustível, produzido a partir de matérias-primas 100% renováveis como óleo de cozinha usado e gordura animal residual, é misturado ao querosene convencional nos terminais da própria Neste, utilizando a infraestrutura de dutos já existente. A tecnologia permite reduzir em até 80% as emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida do combustível, sem necessidade de modificações nos motores ou sistemas de abastecimento das aeronaves. Atualmente, o SAF é certificado para ser misturado em até 50% com o combustível fóssil. Desafios estruturais e necessidade de incentivos Apesar do avanço, o setor ainda enfrenta barreiras para escalar o uso do SAF. Riley reconhece que o crescimento do mercado depende de apoio político e econômico consistente: “O progresso que conquistamos exigiu inovação, colaboração e políticas públicas que viabilizem a expansão. Ainda há muito a ser feito para tornar o SAF competitivo em larga escala.” A Neste também reforça esse ponto. Carl Nyberg , vice-presidente sênior de energia renovável da empresa, defende que os estados americanos adotem políticas semelhantes às já aplicadas na Califórnia e em Illinois, onde créditos fiscais aceleraram a adoção do SAF. “A descarbonização da aviação exige estrutura regulatória clara, incentivos e visão de longo prazo. É uma jornada que só avança com colaboração entre governo e indústria”, destaca Nyberg. Produção ainda distante da demanda global Atualmente, a capacidade global de produção de SAF da Neste é de 1,5 milhão de toneladas por ano , o que representa apenas uma fração da demanda mundial por querosene de aviação. A meta da empresa é ampliar esse volume para 2,2 milhões de toneladas até 2027 , mas, mesmo assim, o combustível sustentável continuará cobrindo apenas uma pequena parcela das necessidades do setor. Com as emissões da aviação já retomando níveis próximos aos de 2019, a pressão sobre as companhias aéreas cresce. O desafio é equilibrar o aumento do tráfego aéreo com as metas de neutralidade de carbono até 2050 e, nesse contexto, a expansão da parceria entre United e Neste torna-se um marco estratégico para o setor. A iniciativa não apenas fortalece o papel da United como líder em sustentabilidade na aviação norte-americana, mas também sinaliza um novo padrão de operação para toda a indústria: voar mais longe com menos carbono . United Airlines acelera a transição verde nos céus dos EUA com nova fase de uso de combustível sustentável
- Iberdrola supera expectativas e capta €1 bilhão em emissão de título verde híbrido
Data: 30 de outubro de 2025 Por: Redação EnergyChannel A Iberdrola anunciou a conclusão bem-sucedida de uma nova emissão de título híbrido verde no valor de €1 bilhão (aproximadamente US$ 1,16 bilhão), marcando mais um passo importante na estratégia de financiamento sustentável da companhia. A operação teve forte demanda global e reforça o protagonismo da empresa espanhola na transição energética internacional. Iberdrola supera expectativas e capta €1 bilhão em emissão de título verde híbrido Forte demanda do mercado por títulos verdes A colocação despertou um interesse expressivo entre investidores institucionais de diferentes regiões. O volume de pedidos ultrapassou em várias vezes o montante ofertado, evidenciando o apetite crescente do mercado por ativos sustentáveis com rentabilidade de longo prazo. A ampla diversificação geográfica e o elevado número de participantes demonstram a consolidação dos títulos verdes como instrumento financeiro estratégico para empresas comprometidas com metas climáticas. Estrutura e objetivo da emissão O novo título híbrido da Iberdrola é de caráter perpétuo, com opção de recompra a partir de 2031, e oferece um cupão anual de 3,75% , um dos mais competitivos do setor desde 2022. Os recursos captados serão direcionados para o refinanciamento de um título híbrido com vencimento em 2026 , além de reforçar o caixa destinado a novos investimentos em geração renovável e modernização de redes elétricas. Com essa operação, a Iberdrola mantém sua política de gestão financeira sustentável , equilibrando o custo de capital com o compromisso de manter uma matriz energética cada vez mais limpa. Consolidação da liderança verde A empresa já é reconhecida como uma das maiores emissoras de títulos sustentáveis da Europa, e o sucesso dessa nova emissão consolida sua liderança no mercado global de finanças verdes. Atualmente, a Iberdrola possui mais de 45 GW de capacidade renovável instalada , somando projetos de energia eólica, solar, hidrelétrica e offshore em mais de 20 países. O resultado reforça a confiança do mercado na solidez da companhia e na sua estratégia de crescimento baseada em inovação, descarbonização e eficiência energética. Tendência global e reflexos no setor A operação da Iberdrola reflete uma tendência crescente no setor de energia: a busca por instrumentos de financiamento alinhados a metas ESG (ambientais, sociais e de governança) .Empresas de energia ao redor do mundo têm adotado cada vez mais os títulos verdes como alternativa de captação com condições vantajosas e maior credibilidade junto a investidores institucionais. No cenário latino-americano, esse movimento serve como referência para players do setor que buscam ampliar o acesso a capital internacional e fortalecer seus compromissos de sustentabilidade. Conclusão Com a nova emissão verde, a Iberdrola não apenas reforça sua posição entre as líderes globais em energia limpa, como também demonstra que o mercado financeiro sustentável segue em plena expansão , com investidores cada vez mais dispostos a apoiar companhias que combinam rentabilidade, responsabilidade ambiental e visão de longo prazo. Iberdrola supera expectativas e capta €1 bilhão em emissão de título verde híbrido
- Reino Unido aposta em “revolução verde” para criar 400 mil novos empregos até 2030
Plano nacional prevê duplicar a força de trabalho em energia limpa, investir £50 bilhões e garantir condições de trabalho justas e qualificadas Créditos Ag ESG | Reino Unido aposta em “revolução verde” para criar 400 mil novos empregos até 2030 O Reino Unido deu um passo decisivo para consolidar sua posição entre as potências da transição energética global. O governo britânico apresentou o Plano Nacional de Empregos em Energia Limpa , um projeto que pretende gerar 400 mil novos postos de trabalho até 2030 , ampliando a força de trabalho do setor para 860 mil profissionais . A iniciativa faz parte da estratégia do país para se tornar uma “superpotência em energia limpa”, combinando investimentos privados de £50 bilhões com políticas de qualificação técnica, inclusão social e fortalecimento sindical. Formação e capacitação técnica em larga escala Um dos pilares do plano é o investimento em formação profissional voltada à transição energética . O governo vai criar cinco Institutos de Excelência Técnica dedicados a cursos em engenharia elétrica, construção sustentável, soldagem e gestão de projetos. Mais de £100 milhões serão aplicados em capacitação técnica , enquanto outros £1,2 bilhão anuais serão destinados à expansão de programas educacionais que beneficiarão 1,3 milhão de jovens até o final da década. Ao todo, 31 ocupações prioritárias foram identificadas — de encanadores e eletricistas a engenheiros e gestores — representando quase 40% dos futuros empregos diretos no setor. Novas oportunidades regionais e requalificação de trabalhadores A demanda por profissionais será especialmente forte na Escócia, no leste da Inglaterra e no noroeste britânico , cada uma com potencial de criar entre 50 mil e 60 mil empregos diretos . Regiões industriais tradicionais estão recebendo investimentos bilionários que reforçam essa tendência. O projeto nuclear Sizewell C , em Suffolk, deve empregar 10 mil pessoas no pico da construção, enquanto os complexos de captura de carbono Acorn e Viking deverão gerar 35 mil vagas combinadas . Para apoiar a transição de trabalhadores de combustíveis fósseis para energias limpas, o governo destinou £20 milhões à requalificação de profissionais do setor de petróleo e gás , especialmente na Escócia e no Mar do Norte. O programa Energy Skills Passport , criado para facilitar a migração de engenheiros offshore para as renováveis, será ampliado para os setores nuclear e de redes elétricas . Trabalho justo e inclusão social Mais do que criar empregos, o plano busca garantir condições de trabalho dignas, bem remuneradas e sindicalizadas . Uma nova Carta do Trabalho Justo , elaborada em parceria com sindicatos e empresas do setor eólico, vai vincular o acesso a incentivos públicos a salários justos, negociação coletiva e direitos trabalhistas robustos . A legislação também será atualizada para equiparar as proteções trabalhistas dos empregados offshore às do setor de petróleo e gás, estendendo o salário mínimo nacional para além das águas territoriais britânicas. O secretário de Energia, Ed Miliband , destacou que o plano é “ pró-trabalhador, pró-emprego e pró-sindicato ”, ressaltando que “ a energia limpa é a resposta para levar trabalho bom e seguro a todas as regiões do país ”. Inclusão de jovens, veteranos e ex-detentos O governo britânico também incluiu metas de mobilidade social na estratégia. Programas especiais vão oferecer oportunidades de requalificação a veteranos das Forças Armadas, jovens recém-formados e ex-detentos , grupos identificados como tendo habilidades transferíveis relevantes para o setor de energia limpa. Estudos oficiais mostram que os cargos de nível inicial no setor pagam 23% a mais do que funções equivalentes em outras áreas, tornando a energia limpa uma porta de entrada para o crescimento econômico e social . Um modelo global de transição justa Embora o Reino Unido ainda esteja atrás da Alemanha e da Escandinávia em densidade de empregos verdes, o novo plano busca reduzir essa distância com uma política industrial coordenada e focada na transição justa conceito que alia descarbonização e inclusão econômica. O Escritório de Empregos em Energia Limpa , criado para supervisionar a implementação do programa, atuará na coleta de dados, integração de políticas e articulação entre governo, empresas e sindicatos. Com isso, o país oferece previsibilidade aos investidores e um roteiro de crescimento sustentável , posicionando-se como um dos principais polos de inovação, tecnologia e trabalho qualificado no cenário global de energia limpa. “Empregos em energia limpa estão por toda parte em comunidades costeiras, cidades e polos industriais. Este plano leva oportunidades diretamente à porta das pessoas”, concluiu Miliband. Reino Unido aposta em “revolução verde” para criar 400 mil novos empregos até 2030
- H&M fecha parceria global com a Recover para impulsionar o uso de algodão reciclado em larga escala
Por EnergyChannel | Sustentabilidade e Economia Circular A transição para uma moda verdadeiramente circular acaba de ganhar um novo impulso. A gigante sueca H&M assinou um acordo plurianual com a Recover , empresa espanhola especializada em soluções de reciclagem têxtil, para incorporar o algodão reciclado RCotton em suas futuras coleções em todo o mundo. H&M fecha parceria global com a Recover para impulsionar o uso de algodão reciclado em larga escala O movimento representa mais um passo da H&M em direção à meta de utilizar 100% de materiais reciclados ou de origem sustentável até 2030 , com um marco intermediário de 30% de conteúdo reciclado até 2025 . Segundo a empresa, o percentual atual já chega a 29,5% , um avanço expressivo frente aos últimos anos. Revolução têxtil com DNA circular A Recover , com sede em Madri e unidades na Europa, Ásia e Américas, é uma das líderes mundiais na transformação de resíduos têxteis tanto de sobras industriais quanto de peças pós-consumo em novas fibras de algodão reciclado. Seu produto mais emblemático, o RCotton , é obtido através de um processo mecânico que dispensa o uso de produtos químicos, mantendo alta qualidade e rastreabilidade completa. Com essa tecnologia, a empresa busca fechar o ciclo da moda , fornecendo matérias-primas recicladas a grandes marcas que desejam reduzir a dependência de algodão virgem e diminuir a pegada ambiental da cadeia de suprimentos. “A rastreabilidade e a consistência de qualidade são essenciais para que a moda circular se torne realidade. Nosso trabalho com a H&M mostra que inovação e escala podem caminhar juntas”, afirmou Anders Sjöblom , CEO da Recover. Moda sem desperdício: uma nova lógica de produção A parceria surge após uma colaboração iniciada em 2024, quando as duas companhias desenvolveram produtos-piloto com algodão reciclado. Agora, o acordo consolida a produção comercial em larga escala , o que deve acelerar a introdução de tecidos reciclados nas linhas principais da H&M. Para Ulf Krigsman , chefe de materiais e componentes da H&M, o objetivo é claro: dissociar o crescimento da marca do uso de recursos naturais. “Queremos que nossos produtos mantenham o valor máximo dentro de um ciclo contínuo. Investir em infraestrutura e em fornecedores como a Recover é essencial para tornar a moda reciclada acessível e escalável”, declarou Krigsman. Impacto e tendência global O avanço da H&M ocorre em um momento em que o setor da moda enfrenta pressão crescente por transparência, rastreabilidade e redução de impacto ambiental . Iniciativas como essa não apenas reduzem o uso de água e energia na produção de algodão, mas também evitam que toneladas de resíduos têxteis acabem em aterros ou incineradores. Com a parceria, a H&M reforça sua posição entre as líderes globais na transição para uma economia têxtil circular, enquanto a Recover consolida seu papel estratégico como fornecedora de fibras sustentáveis para grandes marcas internacionais. H&M fecha parceria global com a Recover para impulsionar o uso de algodão reciclado em larga escala
- Sistemas isolados e armazenamento de energia configura uma das próximas ondas de desenvolvimento para a energia solar no Brasil
Painel do Intersolar Summit Brasil Sul 2025 escancarou a evidente necessidade de que haja política pública que acelere as instalações com baterias. Sistemas isolados e armazenamento de energia configura uma das próximas ondas de desenvolvimento para a energia solar no Brasil Com bastante procura de público e conteúdo altamente técnico, a palestra “Sistemas isolados e armazenamento de energia”, que ocorreu na parte da tarde da programação do Intersolar Summit Brasil Sul 2025, reuniu especialistas de diferentes áreas para discutir o excedente de produção de energia para uso posterior. O encontro contou com a presença do diretor-geral da New Charge Energy e presidente da Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae), Markus Vlasits; o professor associado da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), prof. Dr. Leandro Michels; o diretor executivo de engenharia da UCB Power, Thiago Pereira Soares; e o gestor de engenharia da EDP Brasil, Paulo Faria. Em sua fala, Markus Vlasits destacou os sistemas isolados, ou off-grid, que são aqueles que não estão conectados à rede pública, e citou como exemplo os sistemas solares. Para ele, o armazenamento de energia é fundamental para garantir que exista um funcionamento contínuo, especialmente em períodos noturnos ou nublados, e isso é feito por meio do uso de baterias, que armazenam o excesso de produção. “Sistemas isolados também existem no mundo agro, há uma demanda reprimida por energia elétrica, especialmente em lugares remotos onde prestadoras não possuem estrutura adequada de fornecimento”, destacou. O executivo destacou que o maior uso de armazenamento no Brasil dependerá, especialmente, de políticas públicas adequadas, a exemplo do marco legal e marco regulatório; tratamento tributário adequado, contratação competitiva de BESS para prestação de serviços públicos e precificação da energia. O professor Dr. Leandro Michels ressaltou que no Brasil, com dimensões continentais, há um armazenamento de energia por geração hídrica especialmente na região Sudeste. “Para segurar o sistema todo sem apagão temos que reduzir a geração. O sistema de energia solar básico não colabora com o pico de potência, redução de rampa e com zero inércia. Com inovação tecnológica, inversores, podemos fazer a mudança”, disse, e acrescentou que “aos poucos trabalhar na descarbonização do nosso sistema de eletricidade.” Thiago Pereira Soares, por sua vez, explicou que o conceito de operação no Brasil é formado por três maneiras de como a energia chega até o consumidor final: sistema interligado nacional; sistemas isolados; e as localidades remotas, que são os locais mais afastados. Como exemplo, ele destacou que, no Amazonas, cerca de 1 milhão de pessoas não têm acesso à energia elétrica. Hoje, são 195 localidades que integram esse grupo. Nesse contexto, ele apontou a necessidade do uso do modelo de transição energética sustentável 4D, conceito que descreve as quatro grandes transformações que a matriz energética global está enfrentando: descarbonização, descentralização, digitalização e diversificação. “Esse modelo tem como objetivo acelerar a substituição dos combustíveis fósseis por fontes de energia renovável, criando um sistema mais eficiente e limpo “, explica. Finalizando a atividade, Paulo Faria celebrou o fato de que a matriz energética brasileira é referência em geração renovável, mas destacou que ela está sujeita à limitações de flexibilidade e intermitência. “As usinas inflexíveis limitam o controle por geração. A intermitência de geração de fontes eólicas e solares gera imprevisibilidade para o controle do equilíbrio geração-demanda. Cerca de 20% da capacidade instalada total de geração MMGD não é controlada pelo ONS atualmente”, explicou. Por fim, Faria trouxe o fato de que o sistema BESS (da sigla Battery Energy Storage System), “é uma ferramenta importante para uso no sistema elétrico, e já possui viabilidade em algumas regiões, com previsão de expansão”, finalizou. Sistemas isolados e armazenamento de energia configura uma das próximas ondas de desenvolvimento para a energia solar no Brasil
- O Brasil pode (e deve) ser líder em sistemas agrivoltaicos
Modelo que combina geração elétrica e agricultura no mesmo terreno já tem mostrado resultados expressivos ao redor do mundo. O Brasil pode (e deve) ser líder em sistemas agrivoltaicos A energia solar está transformando a forma do manejo no campo brasileiro. Com ampla incidência solar e um agronegócio consolidado, o País reúne as condições ideais para se tornar referência global em sistemas agrivoltaicos. A integração é a combinação da geração de eletricidade por meio de painéis solares com o cultivo agrícola no mesmo ambiente. Mais do que isso, a sombra dos painéis colabora para alguns tipos de cultura que não podem passar o dia todo sob sol. Nesta quarta-feira (29), último dia de Intersolar Summit Brasil Sul 2025, em Porto Alegre, o público acompanhou o painel especial sobre o tema. O modelo já tem mostrado resultados expressivos em países como Alemanha, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão e França. O Brasil, por sua vez, desponta como um terreno fértil para expandir essa tecnologia. A gerente de Novos Negócios SunR Reciclagem Fotovoltaica, Laís Cassanta Vidotto, faz um comparativo, entre a Alemanha, referência no tema. “O Brasil é 24 vezes territorialmente maior que a Alemanha e tem um potencial global de irradiação horizontal [quantidade total de energia solar] de 2.100kwh/m²/ano enquanto eles têm apenas a metade desse potencial. O ganho não é só econômico. Pode promover fixação de população em área rural, mais resiliência para uma determinada comunidade e impactar positivamente o ambiente local”, salienta. O sistema agrivoltaico reforça o papel estratégico do agronegócio na transição energética global. O Brasil pode (e deve) ser líder em sistemas agrivoltaicos A palestrante pondera, no entanto, que a falta de diretrizes e regulação nacional, aliada aos problemas de custo de investimento e manutenção, especialmente para agricultura familiar, pode ser um entrave para o desenvolvimento do sistema no País. “O baixo poder de investimento dos pequenos produtores rurais, aliado ao nível de instrução no campo é um desafio. Faltam normas específicas, além de profissionais especializados com conhecimento técnico na área para auxiliar com dados sobre cultura agrícola e de animais”, diz. Produção de alimentos e energia limpa - Hoje, é possível encontrar painéis fotovoltaicos alimentando bombas de irrigação, sistemas de refrigeração de alimentos, cercas elétricas e até estufas inteligentes. Com painéis fotovoltaicos estrategicamente posicionados sobre as lavouras, é possível gerar eletricidade sem competir por espaço com a produção agrícola. Essa convivência harmoniosa traz benefícios múltiplos: reduz o impacto do sol direto sobre as plantações, melhora a eficiência no uso da água e aumenta a produtividade em determinadas culturas. É o que destaca o diretor do Laboratório de Energia Solar Fotovoltaica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Ricardo Rüther. “Os painéis solares vieram para ajudar o agricultor. E não para competir com o espaço que seria de um pé de alface, por exemplo. O alface necessita de 5 a 6 horas diárias de sol. Em alguns locais a incidência solar chega a 11 horas diárias, e as placas auxiliam no manejo correto da iluminação no campo. Não adianta nada ter energia e estar de barriga vazia”, exemplifica ele. O Brasil pode (e deve) ser líder em sistemas agrivoltaicos











