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- Apple expande investimentos em energia limpa e anuncia 650 MW em novos projetos renováveis na Europa
Meta é garantir que toda a energia usada por clientes da marca seja proveniente de fontes renováveis até 2030 Apple expande investimentos em energia limpa e anuncia 650 MW em novos projetos renováveis na Europa A Apple anunciou um novo avanço em sua estratégia global de sustentabilidade com a assinatura de acordos para o desenvolvimento de 650 megawatts (MW) em energia solar e eólica na Europa. A iniciativa integra o plano da companhia de reduzir as emissões associadas ao uso de seus produtos e aproximar-se da meta de neutralidade de carbono até 2030 . De acordo com o relatório ambiental mais recente da empresa, quase um terço (29%) da pegada de carbono da Apple vem do uso cotidiano dos dispositivos por seus consumidores — uma parcela significativa do impacto ambiental da marca. Para compensar essa energia consumida, a empresa está investindo em novos empreendimentos renováveis em cinco países europeus: Grécia, Itália, Letônia, Polônia e Romênia . Esses projetos devem adicionar mais de 1 milhão de MWh de eletricidade limpa à rede europeia até o fim da década , o equivalente ao consumo anual de centenas de milhares de residências. O investimento total supera US$ 600 milhões , fortalecendo o compromisso da Apple com a transição energética e com o desenvolvimento econômico sustentável nas regiões envolvidas. “Até 2030, queremos que cada carga de iPhone e cada hora de uso de Mac sejam alimentadas por energia 100% limpa”, afirmou Lisa Jackson , vice-presidente de Meio Ambiente, Políticas e Iniciativas Sociais da Apple. “Esses novos projetos nos aproximam da nossa meta ‘Apple 2030’ e fortalecem as comunidades locais, criando empregos e estimulando economias sustentáveis em toda a Europa.” Além da Europa, a empresa já opera ou financia usinas solares e eólicas em mais de 20 países , buscando garantir que toda a cadeia de produção, distribuição e uso de seus produtos esteja alinhada ao compromisso de zerar emissões líquidas de carbono . Com o novo pacote de investimentos, a Apple reafirma seu papel de liderança na corrida global por soluções energéticas limpas e tecnológicas , reforçando a tendência de que grandes corporações de tecnologia passem a atuar também como agentes de transformação climática . Apple expande investimentos em energia limpa e anuncia 650 MW em novos projetos renováveis na Europa
- COP30 e o papel da logística reversa na transição para a economia circular
A COP30, que acontecerá em novembro, evidenciará assuntos voltados ao combate das mudanças climáticas, como economia circular e logística reversa, temas que são pilares fundamentais para a atuação e o propósito da Reciclus - Associação Brasileira para a Gestão de Logística Reversa de Produtos de Iluminação. COP30 e o papel da logística reversa na transição para a economia circular A economia circular é um modelo econômico que propõe um novo jeito de produzir e consumir, diferente do sistema tradicional linear, resumidamente baseado em “extrair, produzir, usar e descartar”. A ideia é fazer com que os produtos, materiais e recursos permaneçam em uso pelo maior tempo possível, sendo reutilizados, reciclados ou transformados em novos produtos ao final de sua vida útil. Em vez de gerar resíduos, tudo é pensado para voltar ao ciclo produtivo. A logística reversa é uma ferramenta essencial da economia circular, uma vez que permite que produtos e materiais, depois de usados, voltem ao ciclo produtivo. Esse fluxo funciona como um “caminho de volta”: o consumidor devolve o item (como lâmpadas fluorescentes, pilhas, embalagens etc.) a um ponto de entrega especializado, e as empresas responsáveis se encarregam de dar a destinação correta, seja por meio da reciclagem, do reaproveitamento de partes ou realizando o descarte ambientalmente adequado dos resíduos. A logística reversa está prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei nº 12.305/2010, e estabelece a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida desses produtos, visando a redução do impacto ambiental e do desperdício de recursos, além de estimular o consumo responsável. No caso das lâmpadas fluorescentes, foco de atuação da Reciclus, a logística reversa tem um papel essencial. Esses produtos contêm mercúrio - uma substância tóxica -, além de materiais como vidro e alumínio. Quando descartadas de forma incorreta, as lâmpadas fluorescentes causam sérios impactos ambientais, pois o mercúrio contido nelas contamina o solo, os lençóis freáticos e os animais, além de ser um risco para a saúde humana. Por meio da operação de logística reversa da Reciclus, o mercúrio é destinado de modo ambientalmente adequado, de acordo com a legislação de cada localidade, o vidro, majoritariamente, é reciclado e, consequentemente, reintroduzido em produções industriais, assim como os componentes metálicos. Esse ciclo evidencia a transformação de resíduos em recursos e reforça, na prática, os princípios da economia circular. Nesse sentido, a COP30 representa uma importante oportunidade para que o Brasil assuma protagonismo na transição para a economia circular, consolidando práticas como a logística reversa como pilares centrais das estratégias climáticas globais. Conectado a isso, a Reciclus desempenha um papel estratégico ao unir responsabilidade ambiental e compromisso social: de um lado, atua na mitigação dos riscos associados ao descarte inadequado de lâmpadas fluorescentes, viabilizando a coleta e o tratamento seguro de lâmpadas que contêm mercúrio; de outro, promove a conscientização e o engajamento por meio do Programa Reciclus Educa, que produz e distribui gratuitamente materiais de educação ambiental para escolas públicas e privadas de todo o país, fomentando a construção da consciência ambiental coletiva. A ação em prol de um presente e um futuro mais sustentáveis perpassa a integração entre política, tecnologia e educação, elementos que, juntos, transformam o ciclo de vida dos produtos e redefinem o significado do descarte. * João Pedro Gomes dos Santos é Engenheiro Ambiental da Reciclus. Sobre a Reciclus Desde 2017, a Reciclus – Associação Brasileira para a Gestão da Logística Reversa de Produtos de Iluminação – desempenha o papel de entidade gestora da logística reversa de lâmpadas com mercúrio no Brasil. A organização operacionaliza a coleta segura, o transporte e a destinação adequada em parceria com recicladoras e transportadoras homologadas. Desde o início de suas operações, foram coletadas mais de 51 milhões de lâmpadas fluorescentes nos quase 4 mil pontos de coleta disponibilizados pela Reciclus. Comprometida com a construção da Educação Ambiental, concentra esforços na produção e disseminação de conhecimento, especialmente para crianças e jovens, por meio do Programa Reciclus Educa. O objetivo é oferecer gratuitamente materiais educativos sobre educação ambiental para professores e alunos de escolas públicas e privadas. No total, até o momento, foram mais de 130 mil exemplares de "A Cartilha do Bem" e mais de 53 mil revistas "Turma da Mônica: Uma ideia brilhante" distribuídos por todo o Brasil. Além disso, o Programa já ultrapassou a marca de mil professores capacitados. COP30 e o papel da logística reversa na transição para a economia circular
- Paraguai endurece combate ao crime organizado e declara CV e PCC como organizações terroristas
Medida reflete o avanço das facções brasileiras além das fronteiras e coloca o país em sintonia com a política internacional de enfrentamento ao terrorismo e ao crime transnacional. Paraguai endurece combate ao crime organizado e declara CV e PCC como organizações terroristas Assunção — Em uma decisão que marca um novo capítulo na segurança regional da América do Sul, o governo do Paraguai classificou oficialmente o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas internacionais . O decreto foi publicado nesta sexta-feira (31) pelo presidente Santiago Peña , após meses de monitoramento por órgãos de inteligência e segurança nacional. A medida ocorre em meio à crescente preocupação das autoridades paraguaias com o avanço das facções criminosas brasileiras em território paraguaio, especialmente nas regiões de fronteira com o Brasil, como Pedro Juan Caballero e Ciudad del Este — áreas conhecidas por intensa movimentação de contrabando, tráfico de drogas e armas. “As estruturas do CV e do PCC apresentam características típicas de organizações terroristas internacionais, com redes financeiras e operacionais transnacionais”, destaca o decreto assinado por Peña. Análise de risco e presença no país De acordo com o Conselho de Defesa Nacional do Paraguai órgão que reúne os ministérios do Interior, Defesa e Relações Exteriores, as facções atuam com modus operandi semelhante ao de grupos terroristas , incluindo o uso de violência extrema, financiamento por meio de atividades ilícitas e controle territorial. As investigações apontam que integrantes das duas organizações estão operando no Paraguai há anos , utilizando o país como rota estratégica para o tráfico e a lavagem de dinheiro. A decisão segue o modelo adotado por outras nações que vêm ampliando o conceito de terrorismo para incluir organizações criminosas transnacionais que ameaçam a estabilidade social e econômica. Escalada regional e cooperação internacional O decreto surge após uma megaoperação policial no Rio de Janeiro , que resultou na morte de mais de 120 suspeitos ligados ao Comando Vermelho. O impacto dessas ações reforçou a urgência de uma postura mais dura frente ao crime organizado que opera sem fronteiras. Nos últimos meses, o Paraguai também incluiu em sua lista de organizações terroristas o Cartel de los Soles grupo vinculado ao regime venezuelano e as estruturas da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã , além das milícias do Hezbollah , Hamas , Al Qaeda e Estado Islâmico . Com isso, o país se posiciona como aliado estratégico dos Estados Unidos e de outras potências ocidentais na luta contra o terrorismo e o narcotráfico. Impactos e desafios Especialistas em segurança consultados pelo EnergyChannel afirmam que a medida representa um avanço institucional importante , mas alertam que o desafio será transformar a classificação em ações concretas de cooperação, inteligência e controle de fronteiras. “A declaração tem peso político e simbólico, mas o combate efetivo depende de integração regional e investimentos em tecnologia de monitoramento”, avalia um pesquisador do Centro de Estudos de Segurança do Cone Sul. A decisão do governo paraguaio pode abrir caminho para novos acordos bilaterais com o Brasil e ampliar o intercâmbio de informações sobre finanças ilícitas, movimentações de líderes criminosos e operações de tráfico. Conclusão A designação do Comando Vermelho e do PCC como organizações terroristas internacionais reforça a percepção de que o crime organizado na América do Sul ultrapassou há muito as fronteiras nacionais. O Paraguai dá um passo firme para alinhar sua política de segurança aos padrões internacionais e sinaliza que o enfrentamento ao narcotráfico e à corrupção financeira tornou-se uma questão de Estado . Paraguai endurece combate ao crime organizado e declara CV e PCC como organizações terroristas
- Solis impulsiona o futuro do armazenamento de energia e apresenta inovações para em Roadshow de Sucesso em Campinas
Campinas, Brasil — 10 de Outubro de 2025 — A Ginlong (Solis) Technologies, uma das líderes globais na fabricação de inversores fotovoltaicos, realizou com grande sucesso o Roadshow Solis Campinas no prestigiado Royal Palm Plaza. Solis impulsiona o futuro do armazenamento de energia e apresenta inovações para em Roadshow de Sucesso em Campinas O evento, focado nas tendências e inovações do setor, especialmente em armazenamento de energia, reuniu instaladores e profissionais do mercado para uma jornada de conhecimento e networking. O Roadshow destacou-se pela presença de parceiros estratégicos de renome: LONGi, Dyness e Canal Solar, que contribuíram com conteúdo técnico de alto valor, reforçando o compromisso da Solis em promover a excelência e a capacitação no mercado brasileiro. Foco em Armazenamento e Capacitação Técnica O evento teve como foco principal o armazenamento de energia, um elemento essencial para o futuro da matriz energética. A palestra do Canal Solar contribuiu significativamente ao compartilhar conhecimentos práticos com os instaladores, abordando o projeto e dimensionamento de sistemas híbridos com baterias, ferramentas que permitem simulações precisas. Dyness: apresentou inovações em baterias e trouxe ao público seu portfólio completo de baterias e tecnologias exclusivas. Durante sua participação, a empresa apresentou uma análise detalhada sobre as perspectivas do setor nos próximos anos, destacando o crescimento acelerado e a relevância estratégica dessa tecnologia no Brasil. A LONGi, referência global em módulos solares, marcou presença com a apresentação da linha Horizon Series. A empresa ofereceu conteúdo técnico valioso, ensinando os instaladores a reconhecerem as características dos módulos HPBC 2.0. Solis Revela Inovações Tecnológicas para 2025 Como anfitriã, a Solis utilizou o Roadshow de Campinas como palco para apresentar suas novidades e atualizações de produtos programadas para 2025, reafirmando sua posição de liderança como fabricante global de inversores fotovoltaicos. Atualizações na Linha de Inversores Residenciais: • Os modelos S6-GR1P(4-6)K-S e S6-GR1P(8-10)K03 receberam um aprimoramento significativo: a corrente de entrada foi ampliada para 21A. Este avanço torna os inversores totalmente compatíveis com os módulos fotovoltaicos de alta potência mais recentes do mercado. • Além disso, estes inversores agora contam com uma porta RS485 extra, facilitando a comunicação com sistemas e dispositivos terceiros, o que aumenta a flexibilidade e integração dos projetos residenciais. Inovações na Linha de Inversores Trifásicos: • O destaque na linha trifásica é o inversor S6-GC(50-75)K-LV. Sua nova construção simplificada elimina a necessidade de balanceamento de cargas devido aos power modules, resultando em um processo de instalação e projeto mais simples e dinâmicos. • A tensão de entrada deste modelo foi ampliada para 1.100V, permitindo o uso de strings mais longas, o que se traduz em redução de custos com cabos e maior eficiência para projetos comerciais e industriais. Grande Destaque: A Expansão da Linha de Inversores Híbridos O ponto alto da apresentação da Solis foi a demonstração de sua linha expandida de inversores híbridos, que atende a uma demanda crescente por soluções de autoconsumo com backup de energia: Linha Residencial: • Híbrido Split Phase 127/220V: Solução específica para o mercado brasileiro, compatível com redes split phase atendendo as cargas do backup em 127 e 220v, flexível como o Brasil precisa • S6-EH3P(7-10)K02-LV-YD-L: O primeiro inversor trifásico 220V compatível com baterias de baixa tensão (LV - 48V) da linha Solis. Com potência perfeita para chácaras, comércios e residências trifásicas. •Linha C&I (Comercial e Industrial): • S6-EH3P(30-50)K-H, S6-EH3P(75-125)K10-NV: São as linhas de Inversores híbrido de alta potência, ideais para grandes projetos C&I com baterias HV. Suportam 100% de overload, 21A de corrente de entrada e 2 portas backup, oferecendo toda a potência e flexibilidade para projetos de armazenamento de energia. Sobre a SolisFundada em 2005, a Ginlong (Solis) Technologies (Código de Ações: 300763.SZ ) é uma das maiores e mais experientes fabricantes de inversores fotovoltaicos de string. Sob a marca Solis, o portfólio da empresa utiliza tecnologia inovadora de inversores para oferecer confiabilidade de primeira classe, validada pelas certificações internacionais mais exigentes. Com uma cadeia de suprimentos global, P&D de nível mundial e capacidades avançadas de fabricação, a Ginlong otimiza seus inversores para cada mercado regional, oferecendo suporte a seus clientes com uma equipe de especialistas locais. Para mais informações, visite https://www.solisinverters.com/br . Solis impulsiona o futuro do armazenamento de energia e apresenta inovações para em Roadshow de Sucesso em Campinas
- JA Solar e 5B firmam parceria estratégica para acelerar expansão solar na Austrália Ocidental
Acordo firmado durante a All Energy Australia 2025 prevê fornecimento de mais de 100 MW em módulos fotovoltaicos da série DeepBlue 4.0 Pro para um dos maiores projetos solares da região. JA Solar e 5B firmam parceria estratégica para acelerar expansão solar na Austrália Ocidental Durante a edição 2025 da All Energy Australia , em Melbourne, a JA Solar e a empresa australiana 5B anunciaram um acordo histórico para fornecimento de módulos solares destinados a um projeto de mais de 100 MW na Austrália Ocidental . O contrato marca o maior volume de colaboração já firmado entre as duas companhias e reforça a crescente integração entre inovação tecnológica global e soluções de engenharia locais. O projeto utilizará os módulos de alta eficiência DeepBlue 4.0 Pro da JA Solar, reconhecidos mundialmente por sua durabilidade e desempenho em condições climáticas extremas. Esses módulos serão integrados ao sistema Maverick , tecnologia desenvolvida pela 5B que permite instalação rápida, modular e reimplantável de usinas solares — reduzindo custos e prazos de implantação de forma significativa. Segundo a 5B, o Maverick foi projetado para resistir a ventos de até 93 metros por segundo , garantindo segurança e estabilidade mesmo durante a temporada de tempestades severas na Austrália. Essa robustez, aliada à eficiência energética dos módulos da JA Solar, cria uma combinação que otimiza tanto o investimento inicial quanto a performance operacional a longo prazo. “Este acordo representa mais do que um contrato de fornecimento. É uma demonstração de como a tecnologia global e a engenharia local podem se unir para gerar impacto real”, afirmou Daniel Li , vice-presidente da JA Solar para Ásia Oriental e Pacífico Sul. “A sinergia entre os módulos DeepBlue 4.0 Pro e o sistema Maverick oferece soluções escaláveis, seguras e adaptadas às condições únicas do mercado australiano.” O anúncio contou com a presença de David Griffin , CEO da 5B, além de representantes técnicos e regionais das duas empresas, destacando o caráter estratégico da parceria. Com foco em acelerar a transição energética australiana , o projeto reflete um movimento mais amplo de cooperação internacional no setor solar, combinando tecnologia de ponta e inovação local para impulsionar a geração renovável em larga escala. JA Solar e 5B firmam parceria estratégica para acelerar expansão solar na Austrália Ocidental
- Mercado solar global deve ultrapassar US$ 115 bilhões até 2030, impulsionado pela Ásia e novas dinâmicas geopolíticas
Expansão industrial na Ásia-Pacífico, avanços tecnológicos e metas de descarbonização transformam o setor de módulos e inversores solares em um dos mais promissores da transição energética mundial. Mercado solar global deve ultrapassar US$ 115 bilhões até 2030, impulsionado pela Ásia e novas dinâmicas geopolíticas O mercado global de energia solar caminha para uma década de crescimento acelerado e transformação estrutural. De acordo com novas projeções analisadas pelo EnergyChannel , o valor combinado dos mercados de módulos fotovoltaicos e inversores solares deve alcançar US$ 115,8 bilhões até 2030 , impulsionado principalmente pelo avanço da região Ásia-Pacífico (APAC) e por políticas governamentais voltadas à soberania energética e à neutralidade de carbono. A região asiática, liderada por China, Índia, Japão e Coreia do Sul , responde por mais da metade da capacidade instalada global e deverá manter sua posição dominante. A estimativa é que o mercado asiático de módulos solares cresça de US$ 38,8 bilhões em 2024 para US$ 46,2 bilhões em 2030 , segundo análise de dados setoriais revisada pelo EnergyChannel. Transição energética ganha novo impulso global O crescimento do setor é sustentado por um conjunto de fatores interligados: queda dos custos de produção , avanço tecnológico , metas nacionais de energia limpa e expansão de fábricas solares nas principais economias mundiais. Além disso, a reconfiguração das cadeias de suprimento motivada por novas tarifas comerciais e restrições de importação em países como os Estados Unidos está acelerando os esforços de localização e diversificação industrial em toda a Ásia e também em regiões emergentes como o Oriente Médio e a África . “A indústria fotovoltaica está passando por uma mudança profunda, com cadeias produtivas mais regionais, tecnologias mais baratas e sistemas cada vez mais integrados”, afirma a analista de energia Bhavana Sri Pullagura , em entrevista analisada pelo EnergyChannel. “Mesmo com a redução dos preços dos módulos, o volume de instalação continuará crescendo, impulsionado pela competitividade da energia solar frente aos combustíveis fósseis.” Inversores solares e sistemas híbridos em alta Paralelamente, o mercado global de inversores solares vive uma nova onda de expansão, acompanhando a demanda por projetos de grande escala e soluções híbridas que combinam energia solar e armazenamento . Regulamentações mais rígidas de conectividade à rede e segurança cibernética também estão remodelando o setor, sobretudo na Europa e nos Estados Unidos . A Ásia segue como o principal polo de fabricação de inversores, mas Oriente Médio e África começam a despontar como novos mercados estratégicos, demandando equipamentos de alta capacidade e integração com baterias , fundamentais para grandes usinas solares em regiões de alta irradiância. Estratégias regionais e novos polos industriais Enquanto os países da APAC concentram esforços em aumentar escala e capacidade produtiva , Europa e Oriente Médio buscam fortalecer suas cadeias locais e garantir qualidade e independência tecnológica . Esse movimento está remodelando a dinâmica global de investimento e desenvolvimento de novos projetos solares. “Essas mudanças não são apenas econômicas, mas também estratégicas cada região busca garantir autonomia e competitividade no setor fotovoltaico”, avalia Pullagura. Expansão da energia solar até 2035 As perspectivas de longo prazo são ainda mais otimistas. A capacidade solar instalada global deve ultrapassar 4,8 terawatts (TW) até o fim desta década e atingir 7,5 TW até 2035 , consolidando a energia solar como o principal pilar da matriz elétrica global . Mercado solar global deve ultrapassar US$ 115 bilhões até 2030, impulsionado pela Ásia e novas dinâmicas geopolíticas
- Cambridge revela novo material orgânico que pode simplificar a produção de painéis solares
Descoberta de semicondutor radical orgânico com propriedades fotovoltaicas abre caminho para células solares mais leves, econômicas e sustentáveis. Cambridge revela novo material orgânico que pode simplificar a produção de painéis solares Por Redação EnergyChannel - 31 de outubro de 2025 Cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, anunciaram uma descoberta que pode transformar o modo como os painéis solares são produzidos. O grupo identificou propriedades fotovoltaicas inéditas em um material orgânico chamado poli(3-trifenilmetil-tiofeno) , ou P3TTM , que pode funcionar como semicondutor independente — sem a necessidade de combinar múltiplos componentes, como ocorre nas células solares tradicionais. O avanço representa um passo importante rumo à criação de painéis solares mais simples, leves e de baixo custo , feitos a partir de um único material. Uma revolução nos semicondutores orgânicos O estudo de Cambridge se destaca porque explora uma classe de materiais conhecida como radicais orgânicos , onde cada molécula contém elétrons desemparelhados característica que confere novas propriedades eletrônicas. Nos semicondutores convencionais, os elétrons permanecem emparelhados e pouco interagem entre si. No caso do P3TTM, porém, as moléculas exibem um comportamento coletivo peculiar: quando se organizam, seus elétrons desemparelhados alternam o alinhamento de spins, um fenômeno descrito como comportamento de Mott-Hubbard . “Essa interação faz com que os elétrons se alinhem de forma alternada, o que permite a movimentação de cargas após a absorção de luz”, explicou o pesquisador Biwen Li , autor principal do estudo. Como o material gera energia Quando exposto à luz, o P3TTM é capaz de transferir elétrons entre moléculas idênticas , criando cargas positivas e negativas processo essencial para gerar corrente elétrica. Em experimentos de laboratório, a equipe produziu uma célula solar experimental composta por camadas finas de P3TTM e outros elementos de suporte, como óxido de índio e estanho (ITO), buckminsterfulereno (C60) e alumínio (Al). Os resultados impressionaram: sob condições padrão de iluminação, o dispositivo alcançou uma eficiência de coleta de carga quase total , indicando que praticamente todos os fótons capturados foram convertidos em energia elétrica. Um novo paradigma na fotovoltaica orgânica Hoje, as células solares orgânicas dependem de duas substâncias distintas – uma doadora e outra aceitadora de elétrons – para converter luz em eletricidade. Essa complexidade limita tanto a eficiência quanto a escalabilidade da tecnologia. O P3TTM, por outro lado, pode realizar esse processo sozinho , simplificando radicalmente a fabricação de painéis e reduzindo custos de produção. “A energia que impulsiona esse movimento de elétrons, conhecida como Hubbard U , é o que permite a separação de cargas sem precisar de um segundo material”, destacaram os autores. Rumo a uma nova geração de painéis solares O estudo, publicado na revista científica Nature Materials sob o título “Intrinsic intermolecular photoinduced charge separation in organic radical semiconductors” , indica que os radicais orgânicos podem inaugurar uma nova era na energia solar orgânica com dispositivos mais sustentáveis, recicláveis e versáteis. “Este trabalho demonstra o potencial de desenvolver células solares e processos químicos movidos à energia solar baseados em um único componente, tanto em solução quanto em estado sólido”, concluíram os pesquisadores. Cambridge revela novo material orgânico que pode simplificar a produção de painéis solares
- A falsa modernização do setor elétrico e o risco de apagão democrático
Por Renato Zimmermann – Desenvolvedor de Negócios Sustentáveis e Ativista da Transição Energética A falsa modernização do setor elétrico e o risco de apagão democrático A Medida Provisória nº 1304/2025, aprovada em tempo recorde pelo Congresso Nacional no dia 30 de outubro, agora aguarda a sanção do presidente da República para se tornar lei. Sob o título sedutor de “modernização do setor elétrico”, o texto representa, na verdade, uma manobra desastrosa que ameaça retroceder conquistas importantes da transição energética brasileira. O setor elétrico vive um momento disruptivo, impulsionado por novas tecnologias como redes inteligentes, microrredes, sensores com inteligência artificial e medidores digitais. Essa evolução, no entanto, parece incompreendida por tecnocratas que, em vez de abraçarem a inovação, criaram narrativas e frentes nacionais de legitimidade questionável para frear o avanço da energia solar. O objetivo? Impedir que o direito do brasileiro de gerar sua própria energia se popularize e alcance as camadas menos favorecidas da sociedade. Por pouco, escolas, hospitais, residências, empresas e propriedades rurais teriam seu acesso à rede pública bloqueado sob a alegação de que a geração distribuída seria um privilégio dos ricos. Uma falácia conveniente para quem sempre se alimentou de subsídios e agora tenta impedir que o brasileiro comum se beneficie de uma revolução energética silenciosa. Instaladores de energia solar, pequenos empreendedores e ativistas tiveram que abandonar suas rotinas e correr para Brasília para defender esse mercado. A batalha foi intensa, e o verdadeiro beneficiado foi o cidadão comum, que quase perdeu o direito de gerar sua própria energia. A aprovação da MP 1304 será lembrada como um episódio semelhante à guerra das correntes nos Estados Unidos, há mais de um século — uma tentativa desesperada de travar o progresso tecnológico em nome de interesses centralizados. A medida aprovada pelo Senado em apenas cinco minutos consolida regras que favorecem o mercado livre de energia e o armazenamento em baterias. No entanto, é preciso deixar claro: mercado livre de energia não é sinônimo de modernização, mas apenas um modelo de negociação. A verdadeira modernização passa por inclusão, resiliência, democratização e sustentabilidade pilares ignorados pela MP. Para piorar, a medida beneficia a indústria do carvão e usinas ligadas a figuras poderosas, algumas já envolvidas em escândalos de corrupção. É um contrassenso em tempos de emergência climática. Se não fosse o olhar atento de ONGs como a ARAGUAYA e a articulação de entidades representativas dos produtores de energia solar, essa medida provisória teria passado despercebida pela opinião pública, devastando milhares de empregos e pequenas empresas e fechando o setor elétrico para novos protagonistas. A aprovação ocorreu sob protestos de organizações da sociedade civil, que enxergam na MP uma vitória parcial em uma guerra maior. Outros projetos de lei e medidas provisórias, igualmente nocivos, estão por vir muitos deles voltados para beneficiar novamente a geração de energia poluente vinculada a pessoas poderosas envolvidas em esquemas de corrupção que até parecem institucionalizados. O ativismo pela transição energética é um propósito deste autor. Acreditamos que ninguém deve ficar de fora dessa revolução. No entanto, a forma como o governo e o Congresso Nacional estão conduzindo as pautas de políticas públicas está equivocada. A agência reguladora, em sua inércia diante da evolução tecnológica e do jogo de lobbies, contribui para aumentar ainda mais a confusão. Assim a sociedade já não sabe mais em quem acreditar: nas narrativas seletivas dos oligopolistas ou numa regulação firme e transparente. Se o Brasil quiser ser protagonista na diplomacia climática e aproveitar de fato a revolução verde que o planeta exige para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, precisa alinhar seu discurso à prática. A MP 1304 é um alerta: estamos diante de uma encruzilhada entre o progresso e o retrocesso. Que a sociedade escolha o caminho da luz literalmente. A falsa modernização do setor elétrico e o risco de apagão democrático
- Felício Ramuth abre as portas para a minissérie sobre cidades inteligentes
EnergyChannel é mídia oficial do projeto dirigido por Ricardo Honório, que será gravado em 11 países Felício Ramuth abre as portas para a minissérie sobre cidades inteligentes O Vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth , recebeu a equipe do EnergyChannel para falar sobre o início das gravações da nova minissérie documental que abordará o futuro das cidades inteligentes. Com produção planejada para percorrer 11 países , o projeto promete mostrar soluções inovadoras e sustentáveis que já estão transformando a vida urbana ao redor do mundo. Em entrevista exclusiva, Ramuth destacou a importância de discutir o tema no contexto brasileiro e internacional: "Cidades inteligentes não são apenas tecnologia; são planejamento, inclusão e sustentabilidade. É fundamental mostrarmos como soluções inovadoras podem melhorar a vida das pessoas e o futuro das cidades." Felício Ramuth abre as portas para a minissérie sobre cidades inteligentes A minissérie, que terá Ricardo Honório como diretor, se propõe a explorar experiências concretas de gestão urbana, mobilidade, energia e conectividade em diferentes regiões do planeta. O EnergyChannel será a mídia oficial , trazendo cobertura completa e conteúdo exclusivo sobre cada etapa da produção. Durante o bate-papo, Ramuth ressaltou o papel do Brasil na discussão global sobre cidades inteligentes e a relevância de projetos que unam tecnologia e bem-estar social. O vice-governador também comentou sobre parcerias e inovações que já estão sendo implementadas no Estado de São Paulo, reforçando a visão de um futuro mais conectado e sustentável. A produção da minissérie marca o início de uma série de reportagens e entrevistas que o EnergyChannel trará aos seus leitores e espectadores, apresentando os bastidores das gravações e as soluções urbanas que estão moldando o mundo. "É uma honra participar desse projeto que combina conhecimento, tecnologia e comunicação. Mostrar experiências reais, que possam inspirar outras cidades, é uma oportunidade única para o Brasil e para toda a América Latina", concluiu Ramuth. Felício Ramuth abre as portas para a minissérie sobre cidades inteligentes
- Congresso avança com nova MP do setor elétrico: mudanças dividem o mercado de energia solar
Proposta relatada por Eduardo Braga é aprovada em Comissão Mista e segue para votação na Câmara e no Senado; setor solar critica impactos sobre a geração distribuída Congresso avança com nova MP do setor elétrico: mudanças dividem o mercado de energia solar Brasília – 30 de outubro de 2025 | EnergyChannel A Comissão Mista do Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (30) o relatório da Medida Provisória 1.304/2025, que propõe uma reestruturação profunda no marco regulatório do setor elétrico brasileiro. O texto, relatado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM), recebeu 22 votos favoráveis e 2 contrários , e agora segue para apreciação nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. A votação final precisa ocorrer até 7 de novembro , prazo limite para que a MP não perca validade. A proposta traz mudanças estruturais que envolvem desde a revisão de encargos e subsídios até a criação de novos instrumentos de incentivo à armazenagem de energia e ao uso mais eficiente das fontes renováveis. No entanto, o texto tem gerado forte debate dentro do setor solar , principalmente entre representantes da geração distribuída (GD) modelo que permite a consumidores produzirem sua própria energia elétrica. Setor solar reage a nova cobrança na geração distribuída Após intensa mobilização de associações e empresas de energia solar, o relator retirou do texto a cobrança de R$ 20 a cada 100 kWh compensados para sistemas de microgeração ou seja, pequenas instalações conectadas junto à carga. No entanto, a isenção não foi estendida aos sistemas de minigeração nem ao autoconsumo remoto , o que gerou críticas de boa parte do mercado. Entidades do setor argumentam que a manutenção dessa cobrança cria insegurança jurídica e desestimula novos investimentos em energia limpa, afetando diretamente o ritmo de expansão da GD no país. “A medida vai contra a lógica de um setor que mais gerou empregos verdes nos últimos anos e contribuiu para reduzir a pressão sobre o sistema elétrico nacional”, afirmou uma fonte ouvida pelo EnergyChannel . Termelétricas e biomassa ganham espaço no texto Por outro lado, a MP foi aprovada com inserções que beneficiam termelétricas movidas a carvão e biomassa , além de outros ajustes voltados à modernização da matriz elétrica. O texto, entretanto, não prevê a contratação compulsória de novas usinas a gás natural , ponto que vinha sendo defendido por parte da bancada de estados produtores. Especialistas avaliam que, apesar de avanços no debate sobre armazenamento e transição energética , o texto ainda reflete interesses divergentes entre setores tradicionais e fontes renováveis. “A transição energética precisa de estabilidade regulatória, e não de medidas que criem barreiras em segmentos estratégicos como o solar”, comentou um analista ouvido pela reportagem. Próximos passos Com a aprovação na Comissão Mista, a MP 1.304 segue agora para votação no plenário da Câmara e do Senado , onde deve enfrentar novas tentativas de modificação. Se aprovada dentro do prazo, a medida poderá redefinir pontos-chave da política energética brasileira influenciando desde o equilíbrio tarifário até os incentivos para tecnologias emergentes de armazenamento e geração distribuída. Congresso avança com nova MP do setor elétrico: mudanças dividem o mercado de energia solar
- Inquilinos e moradores de apartamentos agora podem investir em energia solar e baterias portáteis
A transição energética deixa de ser privilégio de casas próprias. Duas startups inovadoras estão abrindo caminho para que inquilinos e moradores de apartamentos tenham acesso a soluções de armazenamento de energia e solar, antes restritas a residências com espaço para painéis. Inquilinos e moradores de apartamentos agora podem investir em energia solar e baterias portáteis A Smartizer desenvolveu uma mini bateria portátil de 3,5 kWh , empilhável e fácil de transportar, ideal para quem muda de residência com frequência. Segundo o fundador Davood Dehestani, o lançamento está previsto para o início do próximo ano, em um projeto piloto com 500 a 1.000 unidades , em parceria com a Universidade Macquarie, especializada em inteligência artificial. Com preço estimado em cerca de US$ 2.000 por unidade valor significativamente menor que a média do mercado de US$ 570 por kWh – a bateria inclui um inversor compacto e opcionalmente um carregador para veículos elétricos. A promessa é que, ao carregar a bateria durante horários de menor custo de energia e usá-la nos picos de consumo, um inquilino pode economizar até US$ 600 por ano , com retorno do investimento em apenas três anos. “Não existe outro produto como este. É portátil, pode ser conectada a tomadas padrão e oferece flexibilidade para o usuário levar sua energia consigo”, afirma Dehestani. Ele destaca que a prioridade é o mercado australiano, mas a Europa também está no radar da empresa. A bateria de menor capacidade ainda não qualifica para o desconto federal de 30% em energia renovável, disponível apenas para sistemas de 5 kWh ou mais , mas a Smartizer já negocia com o Conselho de Energia Limpa possíveis isenções para inquilinos. Energia solar “em nuvem” Enquanto isso, a Solarcloud aposta em uma abordagem diferente: oferecer energia solar fracionada por meio da chamada “nuvem solar”. Lançada em outubro, a solução permite que qualquer pessoa compre blocos de energia solar de telhados comerciais e industriais na Austrália, Índia e Europa, sem precisar instalar painéis em sua residência. “Você continua investindo em energia solar e pagando sua conta de luz, mas a energia não precisa estar fisicamente no seu telhado. Funciona como uma bateria virtual que gera créditos na sua conta de energia, independentemente de quando você consome”, explica John Kennedy, CEO da Solarcloud. Os clientes podem adquirir blocos de 100 watts por US$ 149 cada, recebendo créditos trimestrais de acordo com a geração de energia. Por questões regulatórias, a Solarcloud não garante retorno fixo, mas oferece uma forma prática de investir em energia renovável sem manutenção ou custos extras de seguro. Essa inovação abre novas possibilidades para democratizar o acesso à energia limpa, especialmente para aqueles que vivem em apartamentos ou imóveis alugados, historicamente excluídos da revolução solar residencial. Inquilinos e moradores de apartamentos agora podem investir em energia solar e baterias portáteis
- Pedido de recuperação judicial da Ambipar revela opacidade do mercado financeiro
Dívidas sem garantia, auditorias viciadas e reação tardia: investidores sofrem prejuízos pela falta de transparência sistemática de empresas de capital aberto Pedido de recuperação judicial da Ambipar revela opacidade do mercado financeiro O escândalo da Ambipar em 2025 envolve uma série de problemas financeiros graves e suspeitas de irregularidades que levaram a empresa de uma posição de destaque como referência em gestão ambiental a uma crise corporativa profunda. Houve denúncias do sumiço de R$ 4,7 bilhões do caixa da empresa, suspeitas de mega fraude e irregularidades em operações financeiras, como em fundos de investimento em direitos creditórios. A crise fez com que as ações da Ambipar despencassem mais de 90% nos últimos meses, com pedidos de recuperação judicial tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, a fim de tentar reorganizar as finanças. Para Odair Rodrigues, CEO da B4, a primeira Bolsa de Ação Climática do Brasil, isso é resultado da saturação do mercado investidor como conhecemos hoje. Ele lembra outros casos recentes, como o da Oi, da Americanas e da Bombril, que enfrentam crises financeiras e recuperação judicial afetando, inclusive, sua performance na B3. O número de pedidos de recuperação judicial no Brasil disparou nos últimos anos. Em 2024, o País registrou recorde histórico de 2.273 pedidos, representando aumento de 61,8% em relação ao ano anterior, e o cenário segue em alta para 2025, com previsões de ultrapassar 3 mil pedidos no ano. “O futuro das bolsas de negociação será transparente, imutável, inclusivo e com rastreabilidade em tempo real.” O CEO explica ainda que, desde o começo das operações, há dois anos, a instituição defende uma abordagem descentralizada. “As pessoas estão procurando alternativas mais seguras e viáveis. E estão encontrando as criptomoedas. Enquanto a Bitcoin, a maior da América Latina, tem 200 milhões de usuários, a bolsa brasileira está em cerca de 20 milhões. Os EUA é o país com o maior número de investidores na bolsa de valores, pouco mais de 145 milhões.” Inclusivo, transparente, imutável Por “inclusivo”, Rodrigues quer dizer “com menos intermediários”. E argumenta que se no Brasil tivéssemos educação financeira nas escolas, não precisaríamos de consultor para ensinar a multiplicar, guardar ou gastar o dinheiro de forma equilibrada. “Quando a gente fala que a bolsa precisa ser transparente, é porque precisamos mostrar o que está acontecendo em tempo real e não esperar o fechamento de um pregão que, nos bastidores, pode sofrer ajustes para a divulgação de um número que pode ter sido manipulado de forma especulativa, sempre em nome do beneficiamento de um número menor de pessoas.” Já o registro imutável ocorre quando uma transação é registrada via blockchain, garantindo que mesmo um erro ou estorno pode ser conhecido e analisado. “Se as empresas adotarem o registro imutável e a rastreabilidade em tempo real, vai ficar muito difícil mentir em balanços patrimoniais e a contabilidade será fiel, porque as informações estarão públicas. Qualquer um terá acesso para fiscalizar as companhias.” No caso da Ambipar, o escândalo foi potencializado por uma mudança controversa em um contrato de empréstimo com o Deutsche Bank, a queda na confiança de investidores e a saída inesperada do diretor financeiro, que levantou suspeitas adicionais sobre a gestão da empresa. A Ambipar é hoje uma companhia sob forte escrutínio e intensa pressão do mercado e da justiça. Fundada em 1995 por Tércio Borlenghi Neto, ela tem sede em Belo Horizonte e atua em diversos países, sendo considerada uma multinacional no setor de soluções ambientais. A empresa começou com foco no gerenciamento de resíduos e na resposta a emergências ambientais, expandindo suas operações para vários segmentos e países ao longo dos anos. Sobre a B4 A B4 é a primeira Bolsa de Ação Climática do Brasil, criada com o propósito de reduzir as emissões de carbono e fortalecer o mercado de sustentabilidade por meio de tecnologia blockchain, garantindo rastreabilidade e segurança nas transações. Com operações iniciadas em 2023, a B4 trabalha para que empresas encontrem um ambiente transparente, conectando inovação tecnológica a práticas de responsabilidade ambiental. A expectativa é consolidar o Brasil como protagonista no mercado global de créditos de carbono, ampliando a liquidez e a confiança nesse segmento estratégico para a transição climática. https://b4.capital/ Pedido de recuperação judicial da Ambipar revela opacidade do mercado financeiro











