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- Armazenamento de energia deve ganhar impulso no Brasil com soluções para indústria e agro
No cenário brasileiro de energia, o armazenamento em baterias (BS, na sigla em inglês) surge como protagonista em um momento de transformações regulatórias e busca por eficiência energética. Armazenamento de energia deve ganhar impulso no Brasil com soluções para indústria e agro Durante o recente evento do setor, Silvia Resende , especialista em soluções de armazenamento de energia, destacou o potencial do BS para superar desafios e gerar oportunidades de rentabilidade para empresas. Segundo Resende, o mercado corporativo é atualmente o principal destino das baterias, especialmente em aplicações “atrás do medidor”, que permitem que indústrias e comércios façam o chamado load shifting . Na prática, isso significa carregar as baterias quando a energia elétrica está mais barata e utilizá-las nos horários de pico — entre 18h e 21h quando o custo da energia dispara. “Antes, esse papel era desempenhado por geradores a diesel, mas com os preços do combustível e sua volatilidade, as baterias oferecem uma solução mais econômica e sustentável”, explica. Além do setor industrial, o segmento agro também desponta como um campo promissor para o armazenamento de energia. Em usinas híbridas, muitas vezes isoladas da rede elétrica ou com fornecimento irregular, as baterias podem ser combinadas com geradores a diesel para otimizar a operação. Ao integrar uma fonte renovável, como uma usina fotovoltaica (UFV), os sistemas conseguem reduzir o custo operacional (OPEX), diminuir o investimento em diesel e ainda aproveitar energia limpa. O gerador atua apenas como complemento em momentos de baixa geração solar, evitando a necessidade de expandir excessivamente o parque de baterias. “Vejo que, a partir do próximo ano, o BS vai se tornar um verdadeiro motor do mercado de energia no Brasil. Estamos antecipando essa tendência para preparar empresas e investidores para o novo ciclo de crescimento”, projeta Resende. Com a combinação de redução de custos, sustentabilidade e maior controle sobre o consumo, o armazenamento de energia ganha força como estratégia-chave para o setor industrial e agrícola brasileiro, prometendo transformar a maneira como energia é produzida, armazenada e consumida no país. Armazenamento de energia deve ganhar impulso no Brasil com soluções para indústria e agro
- Huasun leva energia solar de alta eficiência para projeto ecológico de 200MW no deserto da Mongólia Interior
A Huasun Energy forneceu seus módulos solares de heterojunção (HJT) de alta eficiência para o Projeto de Integração Fotovoltaica e Controle da Desertificação da Fazenda Florestal Xinhua , com capacidade de 200MW, localizado no distrito de Linhe, na cidade de Bayan Nur, Mongólia Interior, China. Huasun leva energia solar de alta eficiência para projeto ecológico de 200MW no deserto da Mongólia Interior A iniciativa combina geração de energia renovável com restauração ecológica, reforçando a transição do país para uma matriz energética de baixo carbono. Módulos HJT resistentes ao clima extremo do deserto Bayan Nur, na borda nordeste do Deserto Ulan Buh, é uma das principais regiões chinesas para combate à desertificação, com mais de 210 mil hectares de terra arenosa . Para o projeto, a Huasun forneceu os módulos Himalaya G12 HJT , capazes de suportar altas temperaturas, intensa radiação solar e frequentes tempestades de areia. Huasun leva energia solar de alta eficiência para projeto ecológico de 200MW no deserto da Mongólia Interior Os módulos oferecem potência de até 730W , bifacialidade de 95% e alto desempenho em condições extremas, aumentando a geração de energia em ambientes de alta refletividade como desertos. Com design de vidro duplo e estrutura de aço, os módulos garantem durabilidade frente à abrasão da areia e à infiltração de água. Análises do sistema indicam que a tecnologia HJT pode reduzir os custos de BOS em cerca de 3,5%, aumentar a geração no primeiro ano em 2,4% e elevar a taxa interna de retorno (IRR) em 0,46% em comparação com módulos fotovoltaicos convencionais. Espera-se que o projeto produza 360 milhões de kWh por ano , atendendo a mais de 100 mil residências, além de evitar a queima de 123 mil toneladas de carvão e reduzir emissões de CO₂ em 271,7 mil toneladas, SO₂ em 65,6 toneladas e NOx em 73,4 toneladas anualmente. Huasun leva energia solar de alta eficiência para projeto ecológico de 200MW no deserto da Mongólia Interior Fotovoltaico aliado à restauração ecológica O projeto também contempla 1.600 hectares de restauração ecológica e plantio sob os módulos de espécies tolerantes à seca, estabilizando o solo e gerando renda agrícola adicional. O modelo integra “geração de energia + restauração ambiental + agricultura moderna” , oferecendo soluções sustentáveis para regiões áridas. Huasun leva energia solar de alta eficiência para projeto ecológico de 200MW no deserto da Mongólia Interior Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) , cerca de 35% das terras do mundo estão afetadas ou ameaçadas pela desertificação. A tecnologia HJT da Huasun já foi aplicada em projetos de grande escala em desertos e regiões semiáridas da Mongólia Interior e de Xinjiang, totalizando mais de 2GW de participação em projetos . Huasun leva energia solar de alta eficiência para projeto ecológico de 200MW no deserto da Mongólia Interior Com seus produtos de alta eficiência e expertise técnica, a Huasun Energy segue impulsionando soluções de energia renovável confiáveis em ambientes desafiadores, contribuindo para a restauração ecológica e para a redução de carbono na China. Huasun leva energia solar de alta eficiência para projeto ecológico de 200MW no deserto da Mongólia Interior
- ONU alerta: meta de 1,5°C no aquecimento global deve ser ultrapassada na próxima década
O mundo está prestes a atravessar um limite crítico no combate às mudanças climáticas. Segundo o mais recente relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o aumento médio da temperatura global deve ultrapassar a meta de 1,5 grau Celsius ainda nesta década, um dos principais objetivos estabelecidos pelo Acordo de Paris em 2015. ONU alerta: meta de 1,5°C no aquecimento global deve ser ultrapassada na próxima década O Relatório Anual de Lacunas de Emissões aponta que o progresso global na redução de gases de efeito estufa segue lento e insuficiente. “Reverter essa tendência exigirá cortes drásticos e imediatos nas emissões, caso contrário a ultrapassagem será inevitável”, afirmou o PNUMA. Anne Olhoff, principal autora do estudo, destacou que ações rápidas podem atrasar o momento em que o limite de 1,5°C será ultrapassado, mas já não é mais possível evitar a transgressão completamente. O Acordo de Paris estabeleceu como meta limitar o aquecimento global a 2°C acima dos níveis pré-industriais , com objetivo ideal de 1,5°C. No entanto, mesmo se todas as promessas recentes de redução de emissões forem cumpridas, o mundo deve enfrentar um aumento de 2,3°C a 2,5°C , alerta o relatório. Apesar de pequenas melhorias em relação à projeção do ano passado cerca de 0,3°C a menos os esforços anunciados por países como a China ainda são insuficientes. Em setembro, a China comprometeu-se a reduzir suas emissões entre 7% e 10% em relação ao pico até 2035 , mas especialistas avaliam que, historicamente, o país tem metas modestas que costuma superar, sem alterar significativamente o panorama global. O relatório reforça que o tempo para mudanças profundas está se esgotando. Para especialistas, o caminho passa por ações mais ambiciosas e imediatas , incluindo investimentos em energia limpa, transição industrial e políticas globais mais firmes, caso o mundo queira evitar impactos climáticos ainda mais severos nas próximas décadas. ONU alerta: meta de 1,5°C no aquecimento global deve ser ultrapassada na próxima década
- J-POWER prepara expansão estratégica e negocia aquisição do negócio eólico onshore da Mitsubishi Heavy Industries no Japão
A operação, prevista para ser concluída até 2026, reforça o posicionamento da J-POWER como uma das principais forças no avanço da energia renovável japonesa. J-POWER prepara expansão estratégica e negocia aquisição do negócio eólico onshore da Mitsubishi Heavy Industries no Japão A japonesa J-POWER (Electric Power Development Co. Ltd.) confirmou estar em negociações avançadas para adquirir o negócio de energia eólica onshore da Mitsubishi Heavy Industries (MHI) , em uma movimentação que pode redesenhar o mapa da geração renovável no Japão. O acordo, que já conta com um memorando de entendimento entre as partes, deve ser finalizado até abril de 2026 . A iniciativa marca um passo decisivo da J-POWER em sua estratégia de expansão no setor de energia limpa e descarbonização , reforçando o compromisso da empresa com a transição energética e o crescimento sustentável do mercado doméstico japonês. Segundo informações divulgadas, ainda não foram revelados os valores envolvidos na operação , mas o foco está na integração das capacidades técnicas e operacionais das duas companhias. A MHI , que atua na fabricação de turbinas eólicas desde os anos 1980, acumula um histórico de mais de 4.200 unidades fornecidas para 11 países , com presença marcante no Japão e na América do Norte. Já a J-POWER , uma das líderes em geração de energia renovável no país, ocupa atualmente a segunda posição no mercado eólico japonês e vê na aquisição uma oportunidade de ampliar sua base tecnológica, além de consolidar o fornecimento de serviços de operação, manutenção e desenvolvimento de novos projetos eólicos . “A incorporação das operações da MHI vai impulsionar nossa capacidade de inovação e permitir o crescimento contínuo do portfólio eólico da empresa”, destacou a J-POWER em nota oficial. O negócio também reflete uma tendência crescente entre as grandes empresas japonesas de energia e indústria pesada: reorganizar ativos e consolidar operações no segmento de renováveis , em resposta às metas nacionais de neutralidade de carbono até 2050. Para a Mitsubishi Heavy Industries, a transação representa uma reestruturação estratégica que permitirá concentrar esforços em tecnologias emergentes de descarbonização , como hidrogênio, captura de carbono (CCUS) e sistemas energéticos avançados. Com a conclusão prevista para o início do ano fiscal de 2026, a operação deve reforçar a competitividade do setor eólico japonês e posicionar a J-POWER como um dos principais protagonistas na geração de energia sustentável no país. J-POWER prepara expansão estratégica e negocia aquisição do negócio eólico onshore da Mitsubishi Heavy Industries no Japão
- 360 Solar 2025: setor fotovoltaico brasileiro entra em nova era de consolidação, estratégia e serviços
Evento em Florianópolis destaca maturidade do mercado solar, avanços em regulação e o papel das baterias e da gestão de energia no futuro da geração distribuída 360 Solar 2025: setor fotovoltaico brasileiro entra em nova era de consolidação, estratégia e serviços O 360 Solar 2025 marcou mais uma edição de um dos encontros mais relevantes do setor fotovoltaico brasileiro, reunindo integradores, fabricantes, investidores e especialistas para discutir o novo momento do mercado de energia solar no país. Diferente dos anos anteriores, o foco desta edição vai além da expansão tecnológica o evento reflete uma virada estratégica: o amadurecimento do setor e sua transição de um mercado de produtos para um ecossistema de serviços, gestão e eficiência. Nos painéis e discussões, o principal destaque ficou para as mudanças regulatórias previstas para os próximos anos , com atenção especial à nova dinâmica da geração distribuída , à abertura gradual do mercado livre de energia e às transformações nos modelos de negócios das usinas solares . Segundo Frederico Boschin, Diretor Executivo e Advogado da Noale Energia , que falou ao EnergyChannel, o Brasil vive um momento de consolidação após um ciclo de crescimento acelerado que, em cinco anos, levou o país a ultrapassar a marca de 45 GW instalados em geração distribuída um feito alcançado por poucos países no mundo. Agora, o desafio é evoluir em qualidade, gestão e rentabilidade. “O mercado amadureceu. Chegou o momento de revisar práticas, entender o que funcionou e o que deve ser abandonado. É um setor mais estável, mas que exige decisões mais estratégicas”, afirmou Boschin. De produtos a serviços: a nova lógica do setor solar Um dos temas recorrentes do 360 Solar foi a transição de foco do mercado: menos sobre painéis e inversores, mais sobre O&M (Operação e Manutenção) , gestão de ativos , monitoramento inteligente e viabilidade econômica de longo prazo . A instabilidade econômica global e a volatilidade cambial também foram lembradas como fatores que exigem planejamento financeiro e análise de risco mais sofisticada por parte dos integradores e investidores. O evento reforçou que a próxima fase do setor solar no Brasil é de consolidação — um período marcado pela compra e venda de ativos, pela identificação de usinas bem projetadas e pela correção de contratos que, no passado, foram firmados sem maturidade técnica suficiente. Desafios técnicos e o papel das baterias Com o rápido avanço da geração distribuída, o país enfrenta novos desafios, como a saturação e a oneração das redes elétricas . Esse gargalo tem impulsionado o debate sobre o armazenamento de energia , com as baterias assumindo papel central no equilíbrio entre produção e consumo, e na redução do congestionamento da rede. Os especialistas destacaram que a integração entre geração solar e armazenamento inteligente é a próxima fronteira tecnológica e regulatória do setor no Brasil. Aprendizado global e inovação local O 360 Solar também reforçou a importância de olhar para experiências internacionais. Países com mercados mais maduros já enfrentaram e superaram desafios semelhantes, oferecendo modelos e soluções que podem ser adaptados ao contexto brasileiro . “O Brasil não precisa reinventar o setor. O caminho é observar o que deu certo lá fora e adaptar às nossas particularidades. A inovação está em aprender com o mundo e tropicalizar as soluções”, destacou Boschin. Um setor em transição A atmosfera do evento reflete o momento do mercado: menos euforia, mais estratégia; menos volume, mais qualidade . O setor solar brasileiro amadurece com base em conhecimento, gestão e visão de longo prazo preparando-se para uma década que promete ser decisiva na transição energética do país. 360 Solar 2025: setor fotovoltaico brasileiro entra em nova era de consolidação, estratégia e serviços
- Huasun Energy e New Time, da Itália, firmam cooperação estratégica em tecnologia HJT e aplicação BIPV na Europa
Uma delegação liderada por Paulo Camati , presidente da New Time , fabricante italiana de vidro e materiais fotovoltaicos para construção, visitou recentemente a sede da Huasun Energy , em Xuancheng, na China . Huasun Energy e New Time, da Itália, firmam cooperação estratégica em tecnologia HJT e aplicação BIPV na Europa O encontro contou com a presença do presidente da Huasun, Xiaohua Xu , e de executivos da empresa, que receberam o grupo para discutir novas formas de cooperação no campo da integração fotovoltaica em edificações (BIPV) e da tecnologia heterojunction (HJT) de alta eficiência no mercado europeu. Reconhecida como uma das líderes globais em soluções solares de alto desempenho, a Huasun Energy tem alcançado avanços contínuos nas tecnologias HJT e tandem perovskita . A empresa desenvolveu uma célula tandem HJT-perovskita com eficiência recorde de conversão de 34,02% , estabelecendo um novo marco para o setor e abrindo caminho para aplicações fotovoltaicas em edificações, transportes e outros cenários de uso integrado . Durante a visita, a equipe da New Time conheceu as instalações de pesquisa e desenvolvimento e as linhas de produção de células HJT da Huasun. Com base em suas sinergias tecnológicas e forças complementares , as duas companhias definiram planos de cooperação em três eixos principais: Produção local na Europa – promover conjuntamente a fabricação de módulos solares HJT de alta eficiência da Huasun em território europeu, atendendo à crescente demanda regional por produtos solares sustentáveis e de origem local. Soluções personalizadas de BIPV – desenvolver produtos adaptados aos padrões de construção europeus , combinando a tecnologia HJT da Huasun com a experiência da New Time em integração energética predial, permitindo a expansão de fachadas e telhados solares em edifícios comerciais e públicos . Inovação em agrivoltaicos – criar módulos fotovoltaicos verticais e semitransparentes alinhados às novas políticas europeias para o setor, unindo inovação tecnológica e oportunidades de mercado. Com a União Europeia avançando em sua agenda climática “ Fit for 55 ”, a integração de energias renováveis e a melhoria da eficiência energética de edifícios tornaram-se prioridades estratégicas. Por meio dessa parceria, a Huasun pretende oferecer soluções tecnológicas que acelerem a descarbonização do setor de construção na Europa . “A colaboração com a New Time representa uma união entre tecnologia e conhecimento de mercado”, destacou Xiaohua Xu , presidente da Huasun Energy. “A Europa será o ponto de partida para expandirmos globalmente soluções solares eficientes, esteticamente integradas e sustentáveis.” Huasun Energy e New Time, da Itália, firmam cooperação estratégica em tecnologia HJT e aplicação BIPV na Europa Huasun Energy e New Time, da Itália, firmam cooperação estratégica em tecnologia HJT e aplicação BIPV na Europa
- DHL acelera eletrificação global e aposta em energia limpa para descarbonizar suas operações até 2050
Com mais de 39 mil veículos elétricos em circulação, a gigante da logística quer transformar dois terços de sua frota até 2030 e reduzir drasticamente as emissões do transporte aéreo e rodoviário. Créditos: DHL acelera eletrificação global e aposta em energia limpa para descarbonizar suas operações até 2050 A DHL está dando um passo decisivo em sua jornada rumo à descarbonização total. A multinacional de logística e transporte anunciou que pretende eletrificar 66% de sua frota global de coleta e entrega até 2030, reforçando seu compromisso de neutralizar emissões em todos os modais até 2050. Hoje, a empresa já opera cerca de 39 mil veículos elétricos , o que representa 41% de sua frota global . O plano é expandir rapidamente essa proporção, implementando novos caminhões e veículos comerciais leves elétricos em todos os mercados onde atua , desde grandes centros urbanos até regiões logísticas estratégicas. Segundo Toby Groom , Diretor Global de Soluções Logísticas para Veículos Elétricos da DHL, a meta é ousada, mas necessária: “Nossas emissões atingiram o pico em 2021. A partir desse ponto, precisamos de reduções reais e estruturais. Dobrar nossa frota elétrica foi apenas o começo — agora precisamos garantir infraestrutura energética sólida e abastecida por fontes renováveis, para que a transição não transfira o problema das emissões de um setor para outro.” Groom reconhece que o custo dos caminhões elétricos ainda é um desafio podendo ser até três vezes superior ao dos modelos a diesel , mas destaca que a companhia vê a transição como investimento estratégico e inevitável. Transporte aéreo: o maior desafio da descarbonização Responsável por 68% das emissões totais da DHL , o transporte aéreo é o ponto mais crítico da estratégia de sustentabilidade da companhia. Para reduzir esse impacto, a empresa está ampliando o uso de combustíveis de aviação sustentáveis (SAF) , que já representam 3,5% de seu mix total de combustível . A DHL firmou parcerias com a Neste e a Shell , duas das principais fornecedoras globais de SAF, para acelerar a produção e pressionar por políticas públicas de incentivo à adoção desse tipo de combustível. Infraestrutura verde e inovação circular O compromisso ambiental da DHL vai além da frota. Todos os novos edifícios da companhia são projetados para serem neutros em carbono , incorporando energia solar, bombas de calor e sistemas de automação energética . A empresa também criou Centros de Excelência em Veículos Elétricos , com unidades na Austrália, que desenvolvem soluções em reciclagem de baterias e economia circular , apoiando a expansão global da frota elétrica. Visão de longo prazo: rumo a 2050 A meta final da DHL é zerar suas emissões líquidas em todos os modais de transporte até 2050 . O plano inclui: Aviação: transição do SAF para aeronaves movidas a hidrogênio e baterias elétricas , que já estão em fase de teste nos Estados Unidos. Transporte marítimo: adoção gradual de biocombustíveis, metanol e amônia verde . Logística terrestre: frota 100% elétrica e infraestrutura energética renovável. “A descarbonização não é mais uma opção é uma responsabilidade. Estamos transformando nossa operação global para que eficiência e sustentabilidade caminhem juntas”, afirma Groom. DHL acelera eletrificação global e aposta em energia limpa para descarbonizar suas operações até 2050
- A nova corrida pelo petróleo na América do Sul ameaça travar a transição energética e reabrir feridas antigas
Enquanto Brasil, Guiana e Argentina ampliam a exploração de combustíveis fósseis, o continente corre o risco de repetir erros do passado e atrasar o avanço das energias limpas. A nova corrida pelo petróleo na América do Sul ameaça travar a transição energética e reabrir feridas antigas EnergyChannel | Reportagem Especial Sob as águas turvas da foz do Rio Amazonas, uma disputa silenciosa entre natureza e ambição energética começa a tomar forma. A mesma região onde cientistas descobriram um raro recife de corais de águas profundas um ecossistema com mais de 9 mil quilômetros quadrados agora desperta o interesse das gigantes do petróleo. O governo brasileiro autorizou novas licenças para perfuração na costa norte, reacendendo o debate sobre o custo ambiental e econômico de insistir em uma matriz fóssil no século XXI. A descoberta de grandes reservas petrolíferas na América do Sul reacendeu o apetite global por combustíveis fósseis em uma região que, paradoxalmente, tem um dos maiores potenciais do mundo para energias renováveis. Na Guiana, empresas internacionais já produzem mais de 650 mil barris de petróleo por dia , após uma descoberta histórica em 2015. A rápida expansão transformou o pequeno país em um novo polo do petróleo mundial e no maior produtor per capita do planeta . Mais ao sul, a Argentina vive um fenômeno semelhante. O campo de Vaca Muerta , um dos maiores depósitos de xisto do mundo, colocou o país na rota dos grandes produtores globais. Analistas preveem que a produção argentina ultrapassará 1 milhão de barris diários até 2030 , um marco que pode reequilibrar as contas públicas, mas também reforçar a dependência de combustíveis fósseis. Os riscos de um crescimento fóssil em um mundo em transição Especialistas alertam que a nova corrida pelo petróleo na América do Sul pode gerar ganhos econômicos imediatos, mas tende a custar caro no longo prazo. “Investir em ativos fósseis hoje é correr contra a maré da transição energética global”, explica um analista ouvido pelo EnergyChannel . “O mundo caminha para uma economia de baixo carbono, e insistir em petróleo significa correr o risco de criar ativos encalhados projetos que perdem valor antes mesmo de recuperar o investimento.” Além das questões econômicas, há o impacto ambiental. A exploração de petróleo em áreas sensíveis, como a foz do Amazonas, ameaça ecossistemas ainda pouco estudados e coloca em xeque compromissos climáticos assumidos por países da região. Enquanto isso, o avanço das fontes renováveis como solar, eólica e hidrogênio verde pode ser retardado pela priorização de investimentos em combustíveis fósseis. Lições do passado: a corrupção e o peso do petróleo A história recente do Brasil serve como alerta. Durante o boom do pré-sal, a estatal Petrobras se tornou símbolo do poder energético sul-americano e também de um dos maiores escândalos de corrupção da história. Bilhões de dólares foram desviados de contratos superfaturados, em um esquema que envolveu executivos, empreiteiras e políticos de alto escalão. O episódio expôs um dos riscos mais críticos da dependência do petróleo: a vulnerabilidade de sistemas públicos e privados à corrupção e à má gestão. Ao contrário das energias renováveis, que tendem a ser mais descentralizadas e transparentes, o setor fóssil concentra poder e recursos em poucos atores uma combinação perigosa para democracias frágeis. O desafio: crescer sem retroceder A América do Sul vive um dilema. De um lado, a oportunidade de gerar riqueza rápida com a exportação de petróleo; de outro, a urgência de se posicionar como líder da economia verde global. Países como o Chile e o Uruguai já mostram que é possível trilhar um caminho alternativo, com investimentos maciços em energia solar e eólica. No entanto, se Brasil, Argentina e Guiana optarem por repetir o modelo fóssil de desenvolvimento, correm o risco de comprometer não apenas o meio ambiente, mas também o futuro de suas economias em um mundo que acelera rumo à descarbonização. Conclusão: A nova fronteira petrolífera da América do Sul revela o choque entre duas eras: a do combustível fóssil e a da energia limpa. O continente tem nas mãos os recursos naturais e tecnológicos para liderar a transição energética global mas essa liderança exigirá coragem política, visão de longo prazo e a disposição de aprender com os erros do passado. A nova corrida pelo petróleo na América do Sul ameaça travar a transição energética e reabrir feridas antigas
- Maersk e Unilever inauguram nova era da logística verde na Arábia Saudita com primeira van elétrica do país
Iniciativa pioneira integra energia solar, refrigeração sustentável e transporte com emissão zero no Parque Logístico de Jeddah, apoiando as metas de descarbonização da Visão Saudita 2030. Crédito: Maersk e Unilever inauguram nova era da logística verde na Arábia Saudita com primeira van elétrica do país A transição elétrica chega à logística saudita A transformação energética da Arábia Saudita acaba de ganhar um novo impulso. A gigante dinamarquesa Maersk , em parceria com a Unilever , apresentou a primeira van elétrica de entrega do país , marcando um marco histórico no transporte sustentável da região. O veículo já está em operação no Parque Logístico de Jeddah , um dos centros de distribuição mais avançados do Oriente Médio, totalmente alimentado por energia solar. O lançamento se conecta diretamente à Visão Saudita 2030 , plano nacional que busca reduzir em 278 milhões de toneladas as emissões anuais de carbono e elevar a participação de fontes renováveis a 50% da matriz energética do país. Energia limpa do telhado ao asfalto O novo centro logístico da Maersk em Jeddah conta com um sistema solar de 64 mil metros quadrados e um sistema de refrigeração baseado em amônia e água do mar , eliminando o uso de refrigerantes convencionais e reduzindo drasticamente o consumo de energia.A van elétrica, que atenderá inicialmente as operações da Unilever com o Grupo BinDawood , percorrerá até 3.500 quilômetros mensais em um raio de entrega de 50 quilômetros, operando integralmente com eletricidade de origem solar. “Essa transição representa uma redução prática de 100% nas emissões em comparação com os caminhões a diesel”, explicou Ahmed El Esseily , diretor-geral da Maersk Arábia Saudita. Segundo ele, a infraestrutura em expansão e o apoio do governo abrem caminho para a expansão de rotas de emissão zero em todo o Reino . Um novo modelo de colaboração sustentável Para ambas as empresas, o projeto simboliza mais do que a eletrificação de uma frota: é a consolidação de um modelo colaborativo de descarbonização logística . A Maersk e a Unilever vêm reestruturando suas operações na região, concentrando armazéns e otimizando cadeias de suprimentos para reduzir emissões uma iniciativa que já diminuiu em 5% o impacto ambiental de suas atividades conjuntas. A Maersk, presente em mais de 120 países, está implementando soluções logísticas de baixa emissão em 14 mercados, entre eles Índia, China, EUA e Brasil. A companhia pretende alcançar emissões líquidas zero até 2040 , integrando biocombustíveis, eletrificação e tecnologias digitais de eficiência energética. A Unilever, por sua vez, mantém a meta de neutralizar suas emissões em toda a cadeia de valor até 2039 , incluindo transporte, armazenagem e distribuição. A empresa planeja reduzir pela metade suas emissões logísticas até 2030, com forte foco na eletrificação de frotas regionais . Arábia Saudita acelera a logística limpa O projeto também se insere em um movimento mais amplo de diversificação econômica e energética da Arábia Saudita . O setor de transporte, tradicionalmente dependente do diesel, é hoje um dos pilares do Programa Nacional de Desenvolvimento Industrial e Logístico , que busca atrair investimentos privados para soluções sustentáveis e inovadoras. Especialistas apontam que a iniciativa Maersk-Unilever pode servir como modelo piloto para outras economias do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) , onde o avanço da mobilidade elétrica ainda enfrenta desafios relacionados à infraestrutura e às condições climáticas extremas. Impacto global e visão de futuro O lançamento da van elétrica saudita reforça o compromisso de grandes corporações globais em alinhar inovação tecnológica com metas climáticas ambiciosas . Para a Maersk, o projeto é um passo estratégico para consolidar sua liderança em logística de baixo carbono em mercados emergentes. Já para a Unilever, representa uma aplicação prática de seus compromissos ESG, com impacto direto na redução das emissões de Escopo 3 , que abrangem toda a cadeia de suprimentos. À medida que a infraestrutura de mobilidade elétrica avança no Oriente Médio, ambas as empresas planejam expandir a frota elétrica para novas rotas e parceiros , ampliando o impacto positivo sobre o clima e demonstrando o papel decisivo do setor privado na transição energética global . Maersk e Unilever inauguram nova era da logística verde na Arábia Saudita com primeira van elétrica do país
- Huasun Energy divulga seu terceiro Relatório ESG consecutivo: a jornada sustentável de um unicórnio da energia solar
Desde que o Ministério das Finanças da China publicou, em 2024, o esboço do “Padrão Básico de Divulgação de Sustentabilidade Empresarial” , um número crescente de líderes industriais passou a incorporar os princípios ESG em sua gestão de cadeia de suprimentos. Huasun Energy divulga seu terceiro Relatório ESG consecutivo: a jornada sustentável de um unicórnio da energia solar Enquanto os mercados de capitais debatem quando a divulgação de relatórios ESG deixará de ser voluntária e se tornará obrigatória para empresas listadas em bolsa, a Huasun Energy o unicórnio fotovoltaico mais jovem do mundo e referência global em tecnologia HJT (heterojunção) já estabeleceu um padrão exemplar.Pelo terceiro ano consecutivo , a empresa publica voluntariamente relatórios ESG independentes, demonstrando que, mesmo sem exigências de mercado, a transparência e a responsabilidade ambiental fazem parte de seu DNA corporativo. Huasun Energy divulga seu terceiro Relatório ESG consecutivo: a jornada sustentável de um unicórnio da energia solar Responsabilidade corporativa e inovação sustentável Como uma companhia não listada em bolsa, a Huasun tem se destacado por adotar altos padrões de responsabilidade corporativa , traduzidos em ações concretas.A empresa alia inovação tecnológica, controle de qualidade e gestão sustentável da cadeia produtiva , refletindo o compromisso de uma nova geração de marcas chinesas com resiliência, responsabilidade social e desenvolvimento sustentável . Huasun Energy divulga seu terceiro Relatório ESG consecutivo: a jornada sustentável de um unicórnio da energia solar Nos últimos anos, o ESG passou a integrar os critérios centrais de avaliação nos mercados financeiros globais. Empresas com bom desempenho ambiental e social acessam financiamentos mais baratos , enquanto as menos alinhadas enfrentam barreiras crescentes.De acordo com projeção da Bloomberg, os ativos globais ligados ao ESG podem atingir US$ 50 trilhões até 2025 , consolidando o conceito como um dos principais indicadores de valor corporativo de longo prazo . Huasun Energy divulga seu terceiro Relatório ESG consecutivo: a jornada sustentável de um unicórnio da energia solar De opção a compromisso: o pioneirismo ESG das empresas não listadas O conceito ESG vem ganhando força acelerada no mercado chinês, enquanto em países como Estados Unidos e Europa já é parte do “DNA estratégico” de grandes companhias privadas como Patagonia e IKEA , que há décadas integram a sustentabilidade ao ciclo de vida de seus produtos.Na China, empresas não listadas como Huawei e ByteDance também incorporaram princípios ESG a suas operações, não apenas como ferramenta de competitividade global, mas como estratégia de desenvolvimento de alta qualidade . A Huasun foi além: desde 2022, publica relatórios ESG anuais, realiza verificação interna de emissões de carbono e implementa normas ambientais rigorosas, como o Procedimento de Controle de Operações Ambientais e o Regulamento de Gestão de Resíduos Sólidos .Essas medidas definem protocolos claros para a gestão de resíduos, efluentes e emissões, buscando reduzir continuamente o impacto ambiental em todas as etapas da produção e entrega . Resultados expressivos em 2024 O Relatório ESG 2024 da Huasun apresenta resultados notáveis.Segundo verificação de terceiros, o rastro de carbono dos módulos HJT da empresa caiu para 366,12 kg CO₂eq/kWp , valor 11,78% inferior ao padrão nacional proposto no esboço de norma “Requisitos de Avaliação de Baixo Carbono para Módulos Fotovoltaicos de Exportação”.O presidente da companhia, Jimmy Xu , afirmou no relatório que a meta para 2025 é reduzir esse número para menos de 300 kg CO₂eq/kWp , impulsionado por três inovações tecnológicas: uso de silício granular com lingotamento CCZ , wafers ultrafinos de 90 µm , e estruturas de módulos com baixo teor de carbono . Em 2024, a empresa também instalou 59,07 MW de energia solar em telhados próprios , um aumento de 115% em relação ao ano anterior , alcançando 177 milhões de kWh de consumo anual de energia renovável — o equivalente a uma usina dedicada de geração distribuída.Com isso, a Huasun integra energia limpa em todos os níveis de sua produção , transformando a meta de “ fabricação zero carbono ” em um resultado mensurável de valor ambiental e financeiro . Inovação, patentes e impacto social Sob sua estratégia de “Tecnologia + Indústria” , a Huasun conquistou 4 projetos nacionais e 2 plataformas de inovação na província de Anhui em 2024.A empresa também participou da elaboração de 20 normas do setor , incluindo 4 nacionais e 11 industriais.Ao final de 2024, havia solicitado 365 patentes , das quais 185 já foram concedidas . Com cerca de 5.100 empregos criados na cidade de Xuancheng e receita anual de RMB 7,6 bilhões crescimento de 10%, a Huasun reforça seu compromisso com o desenvolvimento regional.Durante o período de relatório, todos os colaboradores receberam treinamentos de saúde e segurança , resultando em zero acidentes fatais de trabalho . “Acreditamos que o verdadeiro valor de uma empresa vai além do sucesso comercial está em sua capacidade de gerar bem-estar duradouro para a sociedade”, afirmou Jimmy Xu. De responsabilidade consciente a valor compartilhado Segundo dados da Wind , até maio de 2025, 2.458 empresas listadas na China haviam publicado relatórios ESG de 2024 uma taxa de 45,43% , em alta em relação ao ano anterior.Dessas, 1.759 mantiveram a prática por três anos consecutivos , demonstrando que o ESG está se consolidando como um imperativo de valor . Huasun Energy divulga seu terceiro Relatório ESG consecutivo: a jornada sustentável de um unicórnio da energia solar Para a Huasun, publicar três relatórios ESG consecutivos é mais do que uma iniciativa voluntária: é uma declaração de valor e visão de futuro .A empresa constrói, assim, um ciclo estratégico de sustentabilidade , fortalecendo a confiança de parceiros, investidores e comunidades. “O valor de uma empresa está em aquecer os negócios com humanidade, redefinir padrões para o setor e criar impacto duradouro para a sociedade.” Com três anos de relatórios consistentes, a Huasun não apenas registra seu próprio crescimento, mas também se torna referência em implementação ESG entre empresas não listadas da China mostrando ao mundo o comprometimento e a inteligência sustentável das marcas chinesas de nova geração . Huasun Energy divulga seu terceiro Relatório ESG consecutivo: a jornada sustentável de um unicórnio da energia solar
- A Omissão Institucional e o Desrespeito à Lei 12.305/2010
Por Sebastião Carlos Martins A Omissão Institucional e o Desrespeito à Lei 12.305/2010: Atrasos na Transição Energética e Climática Brasileira 1. Introdução: a urgência de cumprir a Lei Passados mais de treze anos desde a promulgação da Lei nº 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), o Brasil ainda convive com um cenário alarmante: a maioria dos municípios brasileiros continua enviando seus resíduos sólidos urbanos (RSU) diretamente para aterros sanitários, contrariando frontalmente o art. 9º da PNRS, que determina que a destinação final deve ser o último recurso e apenas para rejeitos sem aproveitamento tecnológico possível. Essa negligência representa não apenas descumprimento legal, mas também falha grave de gestão pública, uma vez que impede o aproveitamento energético, industrial e econômico dos RSU, viola os princípios constitucionais de eficiência e responsabilidade administrativa (art. 37 da Constituição Federal) e gera prejuízos diretos à sociedade, ao meio ambiente e à economia nacional. 2. A responsabilidade legal e o dever de agir A Lei 12.305/2010 e o Novo Marco do Saneamento (Lei 14.026/2020) são explícitos: prefeitos e governadores são responsáveis diretos pela destinação ambientalmente adequada dos resíduos sólidos. O não cumprimento dessa obrigação pode configurar ato de improbidade administrativa, sujeito à responsabilização pelos órgãos de controle. Do mesmo modo, o Tribunal de Contas da União (TCU) e os Ministérios Públicos Federal e Estaduais (MPF e MPE) possuem o dever institucional de fiscalizar e assegurar o cumprimento da PNRS, garantindo que os recursos públicos destinados à gestão de resíduos não perpetuem práticas ineficientes e contrárias à lei. A omissão desses órgãos contribui para o agravamento da crise ambiental e energética nacional. Quando TCU e MP deixam de agir, tornam-se coniventes com um modelo de gestão ultrapassado, que transforma o RSU — um ativo energético e industrial de alto valor em passivo ambiental e fonte de emissão contínua de gases de efeito estufa. 3. As consequências econômicas e ambientais da omissão A persistência do modelo de deposição em aterros implica perdas irreparáveis para o país: Desperdício energético e industrial: os RSU possuem poder calorífico suficiente para gerar biocombustíveis sustentáveis (SAF, biodiesel, etanol 2G), hidrogênio verde e fertilizantes organominerais, transformando lixo em riqueza.Esgotamento prematuro de aterros e contaminação do solo e da água, com altos custos municipais de remediação e saúde pública. Emissões desnecessárias de metano e CO₂, contrariando compromissos internacionais de descarbonização e os princípios da transição energética justa. Perda de competitividade econômica, pois o Brasil deixa de aproveitar um recurso renovável e abundante, dependente apenas de gestão técnica e institucional. Enquanto isso, países que cumprem suas leis ambientais e valorizam os resíduos como insumo energético avançam em direção a economias circulares e sustentáveis, captando investimentos verdes e reduzindo suas emissões líquidas. 4. A oportunidade tecnológica e a prova de viabilidade A DBEST PLAN – Eng. e Tecnologia da Informação, em seus estudos de viabilidade econômica e financeira, demonstraram que a valorização energética do RSU é tecnicamente comprovada e financeiramente atrativa. Utilizando rotas como gaseificação, pirólise catalítica e síntese de Fischer-Tropsch, é possível produzir SAF e coprodutos industriais com Taxas Internas de Retorno (TIR) superiores a 20% ao ano e paybacks médios de 6 a 8 anos, quando o projeto é financiado com recursos internacionais a juros próximos de 3% a.a. Além disso, a aplicação da Simulação de Monte Carlo ferramenta probabilística que mensura a variação de CAPEX, OPEX, produtividade e preço garante transparência e confiabilidade técnica às análises de risco, oferecendo aos investidores e financiadores um retrato realista da atratividade econômica dos projetos. Essas soluções são sustentáveis, replicáveis e capazes de transformar os RSU em fonte estratégica de energia limpa, atendendo simultaneamente às agendas ambiental, industrial, social e energética do país. 5. A falsa solução do biogás e o equívoco do biometano Nos últimos anos, observa-se a adoção crescente de projetos de produção de biometano a partir do biogás gerado em aterros sanitários. Embora essa prática reduza parcialmente as emissões de metano e contribua para mitigar impactos ambientais, trata-se de uma solução de baixa eficiência energética e alto custo logístico, pois depende de captação limitada e transporte caro até pontos de consumo ou injeção em gasodutos. Em contrapartida, as Unidades de Recuperação de Energia (UREs) que processam o RSU na origem permitem o aproveitamento integral da biomassa urbana, produzindo biocombustíveis líquidos de alto valor agregado (como SAF e diesel sintético) e fertilizantes organominerais insumos estratégicos para a segurança alimentar e energética do país. A insistência em priorizar o aproveitamento energético apenas dos gases dos aterros, em vez da valorização integral do RSU, parece atender aos interesses de um sistema consolidado em torno da manutenção dos aterros sanitários, perpetuando contratos, concessões e receitas que pouco contribuem para a verdadeira transição energética brasileira. Ainda que o aproveitamento do biogás seja ambientalmente atenuante, ele não cumpre o espírito nem a letra da Lei 12.305/2010, que determina o máximo aproveitamento energético e industrial dos resíduos sólidos urbanos, antes que se considere qualquer disposição final em aterros. 6. O chamado à responsabilidade institucional A Omissão Institucional e o Desrespeito à Lei 12.305/2010 O Brasil possui tecnologia, competência e capacidade técnica para transformar um problema urbano em uma solução energética estratégica. Falta, porém, vontade política e fiscalização efetiva. É dever dos TCU, MPF, MPE, governadores e prefeitos garantir o cumprimento da Lei 12.305/2010, promovendo a destinação adequada dos resíduos sólidos urbanos com aproveitamento energético e produtivo. A sociedade brasileira não pode mais arcar com o custo de omissões institucionais que comprometem o futuro ambiental e econômico do país. 7. Conclusão: a omissão que custa o futuro A não aplicação da PNRS e a ausência de fiscalização efetiva são hoje as principais causas do atraso da transição energética, climática e ambiental no Brasil. Essa omissão, disseminada entre administrações municipais e estaduais e tolerada pelos órgãos de controle, perpetua o desperdício de recursos, a emissão de poluentes e a estagnação de políticas públicas sustentáveis. A COP30 é a oportunidade para expor essa verdade: a transição energética não depende apenas de tecnologia, mas de cumprimento da lei, responsabilidade institucional e vontade política. Enquanto prefeitos, governadores, o TCU e o MP permanecerem inertes e o país continuar tratando o biogás como solução final em vez de alternativa intermediária, o potencial energético do RSU continuará sendo desperdiçado, e a sociedade brasileira seguirá arcando com os custos sociais, econômicos e ambientais dessas omissões. Eng. Sebastião Carlos MartinsCEO – DBEST PLAN – Eng. e Tecnologia da InformaçãoEspecialista em Análise de Viabilidade Econômico-Financeira de Projetos de Energia Limpa A Omissão Institucional e o Desrespeito à Lei 12.305/2010
- Apagão em meio ao inverno: Ucrânia enfrenta nova onda de ataques à infraestrutura elétrica
Milhões de pessoas vivem sem luz e aquecimento após ofensiva russa que atinge rede energética ucraniana. Apagão em meio ao inverno: Ucrânia enfrenta nova onda de ataques à infraestrutura elétrica A Ucrânia volta a mergulhar na escuridão. Após uma das maiores ofensivas russas desde o início da guerra, o sistema elétrico do país sofreu danos severos, provocando apagões em praticamente todas as regiões e deixando milhões de cidadãos sem energia em pleno início do inverno. De acordo com o Ministério da Energia da Ucrânia, os ataques do fim de semana miraram diretamente subestações e linhas de transmissão, forçando cortes de emergência e um rígido esquema de racionamento. Em Kiev, a capital, os moradores enfrentam períodos de até 12 horas diárias sem eletricidade. “Foi um dos maiores ataques balísticos contra nossa infraestrutura desde 2022”, declarou a ministra da Energia, Svitlana Grynchuk . “Estamos restabelecendo o sistema em etapas, mas a escala dos danos é imensa”, afirmou. Rotina moldada pelos apagões Com as temperaturas caindo para um dígito em boa parte do país, os ucranianos voltam a adaptar suas rotinas à ausência de luz. Geradores a diesel tornaram-se itens essenciais e famílias inteiras organizam horários de refeições, estudos e trabalho conforme os períodos de fornecimento. “Agora planejamos até quando podemos cozinhar ou tomar banho de acordo com o cronograma dos cortes”, contou Larysa , moradora da cidade de Dnipro , onde um drone russo atingiu um edifício residencial na madrugada de domingo. “Os estilhaços caíram sobre minha cama. Não sei como sobrevivi.” Ataques noturnos e dificuldade de defesa Segundo o presidente Volodymyr Zelensky , nove regiões foram atingidas entre sábado e domingo, resultando em pelo menos 15 mortes e dezenas de feridos. Dos 45 mísseis lançados, apenas nove foram interceptados pelas forças de defesa aérea, que também enfrentaram centenas de drones kamikaze . Zelensky destacou a dificuldade de interceptar mísseis balísticos de alta velocidade, pedindo reforço urgente de sistemas como o Patriot , fornecido pelos Estados Unidos. “Precisamos de mais defesas aéreas e de mais mísseis. Só assim poderemos proteger nossas cidades e nossa rede energética”, afirmou. Rússia mira energia e indústria Em comunicado, o Ministério da Defesa da Rússia confirmou que os ataques foram direcionados a instalações energéticas e industriais que, segundo Moscou, “sustentam a capacidade militar da Ucrânia”. O governo russo afirmou ter utilizado mísseis Kinzhal e outros armamentos de longo alcance na operação. Desde o início da invasão, a infraestrutura elétrica ucraniana tem sido um dos principais alvos do Kremlin, especialmente durante o inverno. As ofensivas periódicas provocam não apenas colapsos no fornecimento de energia, mas também agravam o impacto humanitário e dificultam a operação de hospitais e serviços essenciais. Energia como arma de guerra O conflito, que completará três anos em fevereiro de 2025, mostra que a energia continua sendo uma das frentes mais estratégicas da guerra. Para especialistas, os ataques visam enfraquecer a resistência ucraniana e pressionar a população civil, transformando a eletricidade em instrumento de coerção. Com o sistema elétrico nacional fragilizado e as temperaturas em queda, a Ucrânia enfrenta mais uma temporada de incertezas em um cenário onde a escuridão, literalmente, se tornou parte da guerra. Apagão em meio ao inverno: Ucrânia enfrenta nova onda de ataques à infraestrutura elétrica











