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Usinas Solares Flutuantes: A Nova Fronteira da Geração de Energia e os Desafios de Integrar Sustentabilidade e Aquicultura

Atualizado: 28 de set. de 2025

Por EnergyChannel – Jornalismo especializado em Energia


Usinas Solares Flutuantes: A Nova Fronteira da Geração de Energia e os Desafios de Integrar Sustentabilidade e Aquicultura
Usinas Solares Flutuantes: A Nova Fronteira da Geração de Energia e os Desafios de Integrar Sustentabilidade e Aquicultura

A transição energética avança em ritmo acelerado, e uma das soluções mais inovadoras para ampliar a geração renovável no Brasil e no mundo são as usinas solares flutuantes. Essa tecnologia, que instala painéis fotovoltaicos sobre reservatórios de água, não apenas potencializa a produção de energia limpa, como também ajuda a reduzir a evaporação da água um ponto estratégico em regiões de clima seco. Mas o caminho para popularizar esse modelo envolve desafios técnicos, regulatórios e até sociais, principalmente quando se compartilha o uso da água com atividades econômicas, como a aquicultura e a produção de camarão.


Locais mais estratégicos para usinas flutuantes no Brasil

O Brasil reúne condições privilegiadas para a adoção em larga escala. Os locais mais promissores incluem:

  • Reservatórios de hidrelétricas: aproveitam a infraestrutura existente, reduzem custos de conexão ao SIN e podem somar GW de capacidade.

  • Lagoas de tratamento de água e esgoto: além de gerar energia, contribuem para reduzir odores e perdas por evaporação.

  • Açudes no semiárido: onde cada gota de água é vital, os painéis ajudam a preservar o volume dos reservatórios.

  • Represas industriais e de mineração: transformam áreas improdutivas em polos de geração limpa.


Em termos de tamanho, o Brasil já tem projetos-piloto de 1 a 5 MW, mas há potencial para usinas acima de 100 MW, como já ocorre na China e na Índia. Segundo a Aneel, apenas 5% da área alagada de hidrelétricas seria suficiente para gerar mais de 50 GW de energia solar — quase toda a capacidade instalada de energia solar do país hoje.


Modelos de sucesso pelo mundo

Experiências internacionais mostram que o setor está maduro:

  • China: abriga a maior usina solar flutuante do mundo, em Huainan, com 320 MW, instalada sobre uma antiga mina de carvão alagada.

  • Japão: pioneiro em projetos de menor porte, com centenas de usinas flutuantes em reservatórios urbanos, ajudando no abastecimento de cidades.

  • Índia: aposta em megaprojetos acima de 100 MW para suprir a crescente demanda energética sem ocupar áreas agrícolas.

  • Europa: países como França e Holanda têm incentivado o uso de lagos industriais e áreas de dragagem para instalar sistemas de até 30 MW, com foco em sustentabilidade.

Esses exemplos servem de referência para o Brasil desenhar seu próprio modelo de expansão.


Cuidados com a segurança: ventos, ancoragem e manutenção

Um dos grandes desafios é garantir que os sistemas flutuantes suportem ventos fortes e variações no nível da água. Para isso:

  • Engenharia de ancoragem: é fundamental projetar sistemas robustos, que mantenham a estabilidade mesmo em tempestades.

  • Monitoramento climático: usinas de grande porte já usam sensores e alertas meteorológicos para ajustar a operação em eventos extremos.

  • Protocolos de manutenção: exigem equipes treinadas, uso de embarcações e EPI específicos, reduzindo riscos para trabalhadores.

Projetos bem-sucedidos no exterior mostram que a adoção de padrões internacionais de segurança é essencial para evitar danos à infraestrutura e ao meio ambiente.


Convivência com a aquicultura: o caso dos criadores de camarão

Em regiões do Nordeste, a criação de camarões em viveiros artificiais e açudes é uma das principais atividades econômicas locais. A instalação de painéis flutuantes precisa considerar:

  • Espaço compartilhado: áreas de criação não podem ser sombreadas de forma excessiva, já que a luz influencia o crescimento do fitoplâncton, base da cadeia alimentar dos camarões.

  • Qualidade da água: qualquer alteração de temperatura ou circulação precisa ser monitorada para não comprometer a produtividade.

  • Benefícios potenciais: a redução da evaporação pode ajudar a manter a salinidade estável, reduzindo perdas e melhorando a qualidade da água para os criadores.

  • Parcerias locais: integrar produtores de camarão em projetos de geração pode criar renda extra e reduzir custos energéticos para as fazendas.


Pesquisadores de universidades nordestinas já estudam modelos híbridos em que até 30% da área do viveiro pode ser coberta por painéis sem afetar a produção de camarões criando um ganha-ganha entre energia e aquicultura.


Futuro das usinas flutuantes no Brasil

Grandes players do setor solar já enxergam nas usinas flutuantes uma oportunidade de expansão. Projetos-piloto estão em operação em estados como Minas Gerais, São Paulo e Ceará, e o governo federal estuda formas de simplificar o licenciamento para acelerar a implantação.

Para que essa tecnologia se torne mainstream, será essencial:

  • Incentivos fiscais e linhas de crédito específicas.

  • Normas técnicas claras para evitar impactos ambientais.

  • Modelos de negócio que incluam comunidades ribeirinhas e produtores, como os criadores de camarão, na cadeia de valor.


Apollo Flutuantes: tecnologia brasileira em destaque

Uma das empresas que mais se destacam nesse cenário é a Apollo Flutuantes, que desenvolve soluções modulares para usinas solares flutuantes adaptadas à realidade brasileira.


Usinas Solares Flutuantes: A Nova Fronteira da Geração de Energia e os Desafios de Integrar Sustentabilidade e Aquicultura
Apollo Flutuantes: tecnologia brasileira em destaque

Seus diferenciais incluem:

  • Integração com hidrelétricas: aproveitando linhas de transmissão existentes.

  • Eficiência energética elevada: com ganhos de até 15% graças ao resfriamento natural dos módulos.

  • Sustentabilidade comprovada: reduzindo evaporação e impactos ambientais.

  • Escalabilidade: soluções para desde pequenos açudes até grandes reservatórios.

Projetos da Apollo já somam mais de 100 MW em desenvolvimento, colocando a empresa na liderança da transição energética nacional.


Conclusão

As usinas solares flutuantes são uma das soluções mais promissoras para ampliar a matriz energética brasileira de forma sustentável. Para os criadores de camarão e outras atividades de aquicultura, essa inovação pode significar não apenas novos desafios, mas também oportunidades de melhorar a eficiência hídrica e reduzir custos com energia.

O futuro aponta para uma coexistência inteligente entre energia limpa e produção de alimentos, criando um modelo de desenvolvimento que beneficia toda a sociedade.


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João Oliveira
27 de set. de 2025
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