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ONU alerta: 9 em cada 10 vazamentos de metano continuam sem controle, apesar de avanço em monitoramento global

Relatório do PNUMA mostra que, embora o uso de satélites tenha ampliado a detecção de emissões, governos e empresas ainda falham em responder rapidamente aos vazamentos agravando o impacto do gás mais perigoso para o aquecimento global depois do CO₂.


ONU alerta: 9 em cada 10 vazamentos de metano continuam sem controle, apesar de avanço em monitoramento global
ONU alerta: 9 em cada 10 vazamentos de metano continuam sem controle, apesar de avanço em monitoramento global

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) divulgou um novo relatório que acende um sinal de alerta sobre a lentidão mundial no combate às emissões de metano — um dos gases mais nocivos para o equilíbrio climático do planeta. Segundo o estudo An Eye on Methane 2025, cerca de 90% dos vazamentos de metano detectados por satélite continuam sem qualquer resposta prática, mesmo após notificações oficiais enviadas a dezenas de países.


O levantamento é resultado do Methane Alert and Response System (MARS), uma plataforma global criada pela ONU que utiliza imagens de satélite de alta resolução e algoritmos de inteligência artificial para identificar emissões anormais. Apesar de o sistema representar um avanço inédito em transparência e monitoramento ambiental, os dados revelam um abismo entre a capacidade de detectar e a disposição de agir.

“Estamos vendo progresso na detecção, mas não na resposta. O planeta precisa de ação imediata, não apenas de informação”, destacou Inger Andersen, diretora executiva do PNUMA, ao comentar o relatório.


Um gás pequeno, mas com efeito devastador

O metano (CH₄) é responsável por cerca de 30% do aquecimento global registrado desde a Revolução Industrial. Embora tenha um tempo de permanência na atmosfera menor que o do dióxido de carbono (CO₂), o gás tem um potencial de aquecimento até 80 vezes mais forte o que o torna especialmente perigoso a curto prazo.


As principais fontes de emissão são a produção de petróleo e gás natural, a agropecuária intensiva (especialmente o gado bovino) e o tratamento de resíduos orgânicos. Em todos esses setores, soluções tecnológicas para capturar e reduzir as emissões já existem, mas a aplicação ainda é limitada.


Vazamentos ignorados e riscos crescentes

De acordo com o PNUMA, os alertas enviados a 33 países incluem vazamentos de grandes proporções, com alguns episódios liberando toneladas de metano em poucas horas. Mesmo assim, em nove de cada dez casos, não há registro público de medidas corretivas seja por parte de governos, seja de empresas.


Essa falta de resposta imediata preocupa especialistas porque o metano é um gás de ação rápida: conter suas emissões pode gerar impactos positivos quase instantâneos na desaceleração do aquecimento global. “Ignorar vazamentos identificados é desperdiçar uma das ferramentas mais eficazes que temos para reduzir o aumento da temperatura global nesta década”, alerta o relatório.


Caminhos para reverter o cenário

O PNUMA recomenda que países e empresas criem protocolos obrigatórios de resposta a alertas de metano, com prazos curtos para inspeção e mitigação. O relatório também destaca a importância de transparência pública permitindo que comunidades, imprensa e investidores acompanhem como os alertas são tratados.


Além disso, a ONU defende a adoção de tecnologias de captura e reaproveitamento do gás em setores como energia e agricultura, transformando o metano em uma fonte de energia aproveitável em vez de uma ameaça climática.


Um chamado à ação imediata

Para os especialistas da ONU, o desafio agora é político. A tecnologia já permite ver o problema com clareza inédita mas o mundo ainda hesita em agir.“O metano é o gás da urgência climática. Cada vazamento ignorado é uma oportunidade perdida de frear o aquecimento global”, conclui o relatório.


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