Desaceleração nas tensões comerciais impulsiona suspensão de restrições tecnológicas dos EUA contra a China
- EnergyChannel Brasil

- há 3 dias
- 2 min de leitura
Por EnergyChannel — 12 de fevereiro de 2026

Em um movimento que sinaliza uma possível descompressão nas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, o governo norte-americano decidiu suspender temporariamente uma série de importantes restrições tecnológicas voltadas a empresas chinesas, em antecipação ao encontro bilateral planejado para abril entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping.
Fontes ligadas ao governo afirmam que medidas que antes estavam em andamento incluindo a proibição das operações da operadora estatal China Telecom em território americano e restrições sobre equipamentos chineses em data centers dos EUA foram colocadas em pausa. Outras propostas suspensas incluem a proibição de vendas de roteadores produzidos pela TP-Link, além de restrições ao acesso ao mercado norte-americano por braços de operadoras como China Unicom e China Mobile e até um projeto que barraria a entrada de caminhões elétricos chineses no mercado dos EUA.
Diplomacia e interesses estratégicos
A suspensão dessas medidas ocorre em meio a uma trégua comercial formalizada em outubro passado, quando Trump e Xi firmaram um acordo para reduzir atritos econômicos e adiar possíveis restrições chinesas sobre a exportação de minerais de terras raras, materiais críticos para a fabricação de semicondutores, baterias e outras tecnologias de ponta.
Autoridades do Departamento de Comércio dos EUA defenderam as ações, afirmando que continuam monitorando riscos à segurança nacional provenientes de tecnologia estrangeira, mas ressaltaram que, no atual contexto de negociação diplomática, algumas iniciativas foram adiadas para evitar antagonizar Pequim antes da cúpula.
No entanto, analistas de segurança e comércio apontam que a pausa nas restrições pode deixar a infraestrutura tecnológica dos EUA mais exposta a riscos externos, sobretudo em um momento em que o crescimento de centros de dados e aplicações de inteligência artificial impulsiona ainda mais a demanda por equipamentos e tecnologia de rede.
Críticas e reações
Críticos do movimento alertam que, embora a redução de atritos comerciais possa ser vista como um passo positivo para a estabilidade econômica global, suspender restrições sem um plano claro de segurança pode criar vulnerabilidades estruturais. Alguns especialistas destacam que centros de dados e sistemas críticos conectados à internet são alvos potenciais se componentes importados não atenderem a critérios robustos de proteção.
Por outro lado, representantes de empresas como a TP-Link Systems Inc. enfatizam que suas operações nos Estados Unidos são conduzidas com tecnologia e gestão locais, com padrões de segurança que atendem às exigências da indústria rejeitando a ideia de que suas soluções representam ameaça à infraestrutura americana.
O que vem a seguir?
A medida faz parte de uma estratégia mais ampla de Washington de aliviar tensões e buscar cooperação com Pequim tanto em comércio quanto em eixos tecnológicos antes da reunião de alto nível prevista para abril. Autoridades chinesas já manifestaram apoio à cooperação bilateral que promova “respeito mútuo, coexistência pacífica e ganhos para ambos os lados”.
Especialistas ressaltam, contudo, que a dinâmica entre os dois maiores mercados do mundo continua complexa: enquanto a escalada de rivalidade tecnológica tem motivado políticas protecionistas em anos recentes, a interdependência econômica especialmente em áreas como inteligência artificial, semicondutores e minerais estratégicos torna improvável uma ruptura completa.
Desaceleração nas tensões comerciais impulsiona suspensão de restrições tecnológicas dos EUA contra a China










Comentários