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Conta de energia deve pesar mais no bolso em 2026 e acender alerta no setor elétrico

Projeções indicam reajustes acima da inflação, com variações relevantes entre distribuidoras e pressão crescente sobre o modelo operacional do sistema


Conta de energia deve pesar mais no bolso em 2026 e acender alerta no setor elétrico
Conta de energia deve pesar mais no bolso em 2026 e acender alerta no setor elétrico

O consumidor brasileiro deve entrar em 2026 com um novo fator de pressão no orçamento doméstico: a conta de luz. Projeções para o próximo ano apontam que as tarifas de energia elétrica devem crescer em ritmo significativamente superior ao da inflação, reforçando um movimento que já vem sendo observado nos últimos ciclos tarifários.


Estimativas consolidadas do setor indicam que o reajuste médio nacional das tarifas pode ficar em torno de 7,6%, enquanto a inflação esperada para o período gira abaixo de 4%. Na prática, isso significa que a energia elétrica tende a subir quase o dobro do índice geral de preços, ampliando o impacto sobre famílias e empresas.


Altas concentradas e realidades regionais distintas

O comportamento das tarifas, no entanto, está longe de ser homogêneo. Algumas distribuidoras devem registrar aumentos bem acima da média nacional, superando com folga a inflação projetada. Entre os casos mais críticos estão concessionárias das regiões Nordeste e Sudeste, onde os reajustes estimados ultrapassam a casa dos 10%.


Esse descompasso reflete características estruturais distintas entre as áreas de concessão, como perfil de consumo, eficiência operacional, nível de perdas não técnicas e custos associados à compra de energia no mercado regulado.


Por outro lado, há distribuidoras que caminham na direção oposta e podem apresentar redução tarifária em 2026, ainda que em patamares modestos. Nessas áreas, fatores como revisões tarifárias específicas, recomposição de receitas passadas e melhorias pontuais na gestão contribuem para aliviar a pressão sobre o consumidor.


Custos estruturais seguem como vilões do reajuste

Na avaliação de especialistas do setor elétrico, os aumentos mais expressivos não são fruto de um único fator. O cenário atual combina custos de geração mais elevados, encargos setoriais persistentes e, sobretudo, um problema histórico que segue sem solução definitiva: o alto nível de perdas, incluindo furtos e ligações irregulares.


Esses custos acabam sendo repassados à tarifa, criando um círculo vicioso que penaliza o consumidor adimplente e compromete a sustentabilidade financeira das distribuidoras em regiões mais vulneráveis.


Curtailment deixa de ser exceção e vira problema estrutural

Além da pressão tarifária, o setor elétrico brasileiro enfrenta um desafio técnico-operacional que ganha peso ano após ano: o curtailment, ou seja, os cortes forçados na geração de energia, especialmente nas usinas solares e eólicas.


Em 2025, o volume de energia que deixou de ser injetado no sistema atingiu níveis históricos. Em média, quase um quarto da geração solar e cerca de um quinto da produção eólica foram limitados ao longo do ano, reflexo de gargalos na transmissão, restrições operativas e desequilíbrios regionais entre oferta e demanda.


Para 2026, a tendência é de agravamento gradual do problema. O curtailment já não é mais visto como um efeito colateral pontual da expansão renovável, mas como um elemento que influencia diretamente decisões de investimento, financiamentos e a precificação de novos projetos.


Setor cobra soluções estruturais

A leitura predominante no mercado é clara: sem mudanças estruturais, o modelo atual se torna cada vez menos eficiente. A expansão do armazenamento de energia, o avanço de soluções híbridas, a modernização da rede e a criação de mecanismos econômicos mais adequados para lidar com cortes de geração entram no centro do debate.


Para investidores, consumidores e formuladores de política pública, 2026 se desenha como um ano-chave. De um lado, tarifas pressionadas; de outro, um sistema elétrico que precisa evoluir rapidamente para sustentar a transição energética sem perder eficiência, previsibilidade e competitividade.


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