Artigo 2/12: Deng Xiaoping e a Revolução Silenciosa que Transformou o Mundo
- Daniel Pansarella

- 15 de jan.
- 1 min de leitura
Autor: Daniel Pansarella
(Série: O Ecossistema Chinês - 2/12)

Para entender como a China construiu o maior ecossistema industrial do planeta, precisamos voltar a 1978. Naquele ano, Deng Xiaoping iniciou as reformas de abertura econômica que transformariam um país agrário e isolado na segunda maior economia do mundo.
A filosofia de Deng era pragmática: "Não importa se o gato é preto ou branco, desde que pegue ratos." Essa frase resume a essência da transformação chinesa. O país abandonou a rigidez ideológica e abraçou o que funcionava. A estratégia era clara: atrair capital estrangeiro, absorver tecnologia, e construir capacidade produtiva própria.
Mas Deng não fez isso de forma caótica. Ele adotou a abordagem de "cruzar o rio sentindo as pedras", testando políticas em pequena escala antes de expandi-las nacionalmente. As Zonas Econômicas Especiais (ZEEs) foram o laboratório desse experimento. Shenzhen, uma vila de pescadores em 1980, foi transformada em uma metrópole de mais de 12 milhões de habitantes e o epicentro da manufatura de eletrônicos.
O modelo funcionou porque combinou planejamento estatal com incentivos de mercado. O Estado chinês direcionou investimentos massivos em infraestrutura, educação e pesquisa, enquanto permitia que empresas competissem e inovassem. Essa combinação única criou um ambiente onde o ecossistema industrial pôde florescer.
As reformas de Deng não foram apenas econômicas; foram uma revolução silenciosa que redefiniu o equilíbrio de poder global. No próximo artigo, vamos explorar como as Zonas Econômicas Especiais se tornaram o motor dessa transformação.
Artigo 2/12: Deng Xiaoping e a Revolução Silenciosa que Transformou o Mundo











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