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Anfavea intensifica pressão contra isenção à BYD e alerta para risco de desindustrialização no setor automotivo

Com o fim do regime especial para veículos CKD e SKD se aproximando, a indústria automotiva cobra do governo uma mudança de rota na política de incentivos


Anfavea intensifica pressão contra isenção à BYD e alerta para risco de desindustrialização no setor automotivo
Anfavea intensifica pressão contra isenção à BYD e alerta para risco de desindustrialização no setor automotivo

A poucos dias do encerramento da isenção do imposto de importação para veículos eletrificados montados a partir de kits desmontados (CKD e SKD), o setor automotivo brasileiro entrou em um novo capítulo de tensão. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) intensificou a pressão sobre o governo federal contra a renovação do benefício fiscal, apontando riscos relevantes para o emprego, a indústria nacional e a cadeia produtiva.


O regime especial, criado como medida temporária em 2025, permitiu a importação de veículos parcialmente desmontados com alíquota zero dentro de uma cota específica. Na prática, o modelo tem sido utilizado por fabricantes que ainda não operam com produção totalmente nacionalizada, com destaque para a BYD, que avança na montagem de veículos em sua unidade industrial na Bahia.


Alerta para empregos e efeito cascata na cadeia produtiva

A Anfavea avalia que a manutenção da isenção pode gerar impactos significativos sobre o nível de produção local. Segundo a entidade, a consolidação do modelo CKD e SKD, sem exigências mais rigorosas de nacionalização, pode resultar na eliminação de até 69 mil empregos diretos no setor automotivo.


Além disso, a associação projeta efeitos indiretos sobre fornecedores de autopeças, logística, serviços industriais e centros de engenharia, com reflexos sobre mais de 200 mil postos de trabalho ao longo da cadeia. Para a entidade, o risco vai além do emprego e atinge a própria estrutura industrial do país.


Pressão contra a estratégia de montagem parcial

No centro do debate está a preocupação com o que a indústria chama de “industrialização de baixo impacto”. Para a Anfavea, a ampliação do uso de veículos montados a partir de kits importados reduz o valor agregado local, enfraquece a base de fornecedores nacionais e compromete investimentos em inovação, pesquisa e desenvolvimento.


A entidade defende que a política industrial para veículos eletrificados deve estimular fábricas completas, com produção de componentes, desenvolvimento tecnológico no país e geração de empregos qualificados, evitando modelos que se aproximem de uma importação disfarçada.


BYD e a disputa pelo modelo de transição

Do outro lado da disputa, a BYD sustenta que o uso do regime CKD e SKD faz parte de uma fase de transição enquanto amplia gradualmente sua capacidade produtiva no Brasil. A montadora chinesa busca consolidar sua presença no mercado nacional de veículos eletrificados, que cresce em ritmo acelerado impulsionado pela eletrificação da frota.

A possibilidade de prorrogação da isenção, no entanto, encontrou forte resistência das montadoras já estabelecidas no país, que veem no benefício um fator de desequilíbrio competitivo e um risco à sustentabilidade da indústria local no longo prazo.


Decisão estratégica para o futuro do setor

Com o prazo da isenção se esgotando, o governo federal se vê diante de uma decisão estratégica que pode redefinir os rumos da indústria automotiva brasileira. O desafio envolve conciliar a atração de novos investimentos em mobilidade elétrica com a preservação do parque industrial, da geração de empregos e da arrecadação.

Para o setor, o desfecho dessa discussão será determinante não apenas para a competitividade do mercado automotivo, mas também para o papel do Brasil na nova geografia industrial global, cada vez mais orientada pela eletrificação e pela transição energética.


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