2026 começa com ressaca atípica e chuvas intensas no Sul
- EnergyChannel Brasil

- 8 de jan.
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O ano de 2026 começou com um fenômeno atípico nas praias do Sudeste e do Sul do país, uma ressaca que deixou o mar agitado, invadiu a faixa de areia e causou erosão do solo. O que chamou a atenção foi a intensidade da agitação marítima nesta época do ano, já que as maiores ressacas costumam ocorrer no outono e no inverno. O fenômeno observado foi ocasionado pela passagem de uma intensa frente fria, que trouxe ainda outra consequência: a formação da primeira Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) do ano.
O sistema provocou chuvas significativas, especialmente em Minas Gerais e no Espírito Santo. Algumas cidades chegaram a registrar, em apenas 5 dias, quase todo o volume de precipitação esperado para o mês inteiro.

Agora, a chuva perdeu intensidade, e os modelos meteorológicos mostram que não deve voltar a chover de forma persistente no interior do Brasil até o final de janeiro, pelo menos.
Apesar das chuvas intensas registradas no último fim de semana, a situação dos reservatórios que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo continua preocupante. Em entrevista a Guilherme Queiroz e Filipe Vidon, de O Globo, o meteorologista Celso Luís de Oliveira Filho, da Tempo OK – Meteorologia, explicou por que os volumes recentes não foram suficientes para reverter o quadro de seca.
Segundo Oliveira, o cenário ideal para a recuperação dos reservatórios envolve chuvas distribuídas ao longo de vários dias consecutivos, mesmo que com volumes menores. Esse padrão permite que o solo absorva a água de forma gradual, tornando-se mais permeável.
“No cenário atual, mesmo que chova 150 mm em 24 horas, grande parte da água se perde por escoamento superficial ou evaporação, já que o solo está denso e compactado”, explica o meteorologista.
No começo da semana, a passagem da primeira frente fria de 2026 foi marcada por chuva e temperaturas mais baixas logo nos primeiros dias de janeiro. O sistema organizou um corredor de umidade, dando origem a primeira ZCAS do ano, com chuva intensa nos estados doSudeste e parte do Centro-Oeste do Brasil.
Maria Clara Sassaki, porta-voz da Tempo OK – Meteorologia, falou sobre a frente fria que sucedeu o calor intenso na semana do Natal e do Ano Novo em entrevista à jornalista Elisa Veeck, da CNN Brasil.
Previsão de altas temperaturas para o fim de semana no Sudeste
Entre hoje (08) e amanhã (09), ocorre o enfraquecimento e, consequentemente, a desconfiguração da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), cessando as chuvas em grande parte do Sudeste.
A passagem de um sistema frontal sobre o Sul do Brasil favorecerá grande volumes de chuva em parte do Centro-Sul do país. Os maiores valores de precipitação ocorrerão na região Sul e em Mato Grosso do Sul, especialmente no final de semana.
Os baixos valores de chuva sobre o Sudeste são influenciados pela presença da Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS), mais próximo à costa do país, o que desfavorece o avanço do sistema frontal sobre o interior do Brasil.

Vale destacar ainda que, com a falta de chuva e o fortalecimento dos ventos do quadrante norte, a temperatura tendem a ficar mais elevadas no Sudeste, especialmente no interior de São Paulo.
O Nordeste também enfrenta um período de temperaturas bastante elevadas, com máximas acima dos 35°C no norte da Bahia, no interior de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará, além do norte do Piauí e do Maranhão.
Condições climáticas reforçam perspectiva positiva para a energia eólica em janeiro
As condições atmosféricas durante o mês de janeiro devem favorecer a geração de energia eólica no Nordeste. A fraca atuação do La Niña e a menor presença de sistemas meteorológicos organizados sobre a região reduzem as instabilidades e mantêm os ventos mais constantes e intensos.
Com a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) posicionada mais ao norte e a Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) mais estável, os ventos tendem a ficar acima da média climatológica, especialmente entre a Bahia e o Rio Grande do Norte, que concentram mais de metade da capacidade eólica instalada do Nordeste. Entre os dias 8 e 24 de janeiro, o cenário é considerado altamente favorável, com potencial para tornar janeiro de 2026 um dos períodos mais produtivos para o setor eólico nos últimos anos.
Confira o texto completo no site da Tempo OK – Meteorologia.
2026 começa com ressaca atípica e chuvas intensas no Sul










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