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- Brasil avança no mercado de armazenamento de energia: MME lança consulta pública para novo leilão de potência com baterias
Ministério de Minas e Energia abre consulta sobre o LRCAP 2026, que prevê contratação de sistemas de armazenamento a partir de 30 MW e pode destravar bilhões em investimentos no setor. Brasil avança no mercado de armazenamento de energia: MME lança consulta pública para novo leilão de potência com baterias O Ministério de Minas e Energia (MME) deu um passo importante para a consolidação do mercado de armazenamento de energia no Brasil. Foi aberta nesta segunda-feira (10) a consulta pública sobre a minuta da portaria que estabelece as diretrizes do Leilão de Reserva de Capacidade – LRCAP 2026 (Armazenamento) , voltado exclusivamente à contratação de sistemas com baterias. O documento, publicado no Diário Oficial da União, ficará disponível por 20 dias para contribuições e sugestões de agentes do setor. O objetivo é definir as bases para o primeiro leilão nacional voltado à potência elétrica proveniente de sistemas de armazenamento , em linha com o avanço global das soluções de bateria na matriz energética. De acordo com a proposta inicial, o certame contemplará sistemas com potência mínima de 30 MW, capazes de entregar energia em sua capacidade máxima por quatro horas diárias. Os contratos terão duração de 10 anos e início de suprimento previsto para 1º de agosto de 2028 . Leilão deve impulsionar investimentos bilionários Segundo a Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (ABSAE) , há atualmente cerca de 18 GW em projetos de baterias prontos para cadastramento. A expectativa é que a contratação de apenas 2 GW já possa destravar investimentos de aproximadamente R$ 10 bilhões . O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) deverá indicar os pontos de conexão no Sistema Interligado Nacional (SIN) que oferecem maior benefício operacional, e os projetos localizados nessas áreas terão bônus competitivo no leilão. A minuta prevê que o LRCAP 2026 será realizado em abril de 2026 , sob responsabilidade da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) . O produto contratado será o “Potência Armazenamento” , que exige a disponibilidade de potência em megawatts, reforçando a função estratégica das baterias no equilíbrio entre oferta e demanda do sistema. Regras mais flexíveis e foco na inovação Um dos destaques do edital é a flexibilização dos requisitos de licenciamento ambiental . De forma excepcional, não será necessário apresentar Licença Prévia, de Instalação ou de Operação para a habilitação técnica medida que busca acelerar a entrada de novos agentes e fomentar a competitividade. Além disso, os sistemas poderão operar de forma independente ou compartilhando o ponto de conexão com outras usinas geradoras, sem necessidade de habilitação pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Cada instalação deverá ter capacidade de recarga completa em até seis horas. Os empreendimentos também poderão ser acionados para equilibrar o sistema em períodos de excedente energético , conforme determinação do ONS reforçando o papel das baterias na transição para uma matriz mais flexível, eficiente e resiliente. Próximos passos regulatórios Ainda está em discussão na ANEEL a definição sobre como o armazenamento será enquadrado se como unidade consumidora, geradora ou uma categoria híbrida. Essa questão é crucial para determinar tarifas, encargos e a forma de contratação do uso dos sistemas de transmissão e distribuição. O tema já provocou divergências entre os diretores da agência e atrasou, em agosto, a votação da Consulta Pública nº 39, que tratava das regras para remuneração e acesso de sistemas de armazenamento. Com o avanço da consulta pública e a previsão de leilão para 2026, o Brasil dá mais um passo em direção à modernização de seu setor elétrico , abrindo espaço para novas tecnologias e consolidando as baterias como peça central da transição energética nacional . Brasil avança no mercado de armazenamento de energia: MME lança consulta pública para novo leilão de potência com baterias
- O&M Solar amplia presença nacional e lança novo modelo de operação inteligente para usinas fotovoltaicas
Com atuação em todas as regiões do Brasil, empresa aposta em inovação tecnológica, equipes multidisciplinares e metodologia própria para elevar a performance das plantas solares e reduzir o tempo de resposta a falhas. O&M Solar amplia presença nacional e lança novo modelo de operação inteligente para usinas fotovoltaicas Matéria original – EnergyChannel A O&M Solar, empresa brasileira especializada em operação e manutenção de usinas de energia solar fotovoltaica, vem consolidando sua atuação em todo o país com uma estratégia que combina tecnologia, inteligência operacional e atendimento personalizado. Fundada em 2019, a companhia nasceu da experiência de seus sócios na construção de sistemas solares desde 2015 trajetória que hoje sustenta a eficiência de contratos com alguns dos maiores players da geração distribuída no Brasil. O&M Solar amplia presença nacional e lança novo modelo de operação inteligente para usinas fotovoltaicas Segundo César Augusto Marcos , sócio-diretor da O&M Solar, a empresa construiu sua reputação ao traduzir a vivência de campo em soluções sob medida para cada cliente. “Hoje conseguimos oferecer diferentes formatos de contrato, desde o modelo full O&M até planos parciais ou focados apenas em performance e planejamento. O importante é entender a estrutura e as necessidades de cada usina e adaptar o serviço de forma inteligente”, explica. Operação multicanal e resposta em tempo real A O&M Solar estruturou um modelo de operação multicanal, que integra monitoramento, engenharia e campo em um fluxo contínuo de respostas. No centro de operações, a empresa utiliza algoritmos próprios que acompanham o desempenho das usinas em tempo real, classificando os ativos com um sistema de sinalização inspirado em semáforos: verde para operação normal, vermelho para falhas críticas e roxo para subperformance quando há perda parcial de eficiência em equipamentos como inversores, strings ou trackers. “Esse sistema nos permite agir antes que o problema se torne uma parada. O time de operações identifica o alerta, aciona imediatamente a engenharia de performance e, em seguida, as equipes de campo. Isso reduz drasticamente o tempo de resposta e garante mais geração de energia para o cliente”, detalha Marcos. Treinamento e padronização: o foco de 2025 A empresa também implementou uma nova metodologia de capacitação para suas equipes, que inclui treinamentos técnicos, protocolos operacionais e padronização de processos em todas as regiões. A O&M Solar opera atualmente com times próprios e parceiros no Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste , todos supervisionados por profissionais que atuaram em construção e comissionamento de usinas solares. Esses “times volantes” são responsáveis por atender rapidamente situações emergenciais e operações programadas. “Nosso foco é garantir resposta rápida, qualidade técnica e segurança em campo. A padronização e o treinamento contínuo têm elevado a performance e a satisfação dos clientes”, afirma o diretor. Expansão e maturidade do mercado de O&M Com seis grandes contratos em execução e novas negociações em andamento, a O&M Solar projeta um 2026 de crescimento e consolidação. A estratégia, segundo Marcos, passa pela busca de eficiência operacional e pela maturidade do setor de O&M no Brasil. “O mercado de operação e manutenção precisa evoluir em profissionalização e equilíbrio de custos. Nosso papel é entregar o máximo de performance com uma relação custo-benefício justa para o investidor. Estamos preparados para isso”, conclui. Empresas e investidores interessados podem entrar em contato com o time comercial da O&M Solar para definir modelos de operação personalizados, que considerem o porte da usina, as metas de desempenho e a estrutura técnica disponível. O&M Solar amplia presença nacional e lança novo modelo de operação inteligente para usinas fotovoltaicas
- Nova norma da ABNT redefine critérios de segurança para sistemas fotovoltaicos em edificações: o que muda na prática?
Matéria exclusiva EnergyChannel em colaboração com João Souza - Responsável Tecnico da Ecori Energia Solar 10 de novembro de 2025 Nova norma da ABNT redefine critérios de segurança para sistemas fotovoltaicos em edificações: o que muda na prática? A segurança das instalações solares fotovoltaicas no Brasil ganhou uma atualização importante. No dia 6 de novembro de 2025 , a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou a segunda edição da norma ABNT NBR 17193:2025 , documento que estabelece diretrizes para prevenção de incêndios e riscos elétricos em sistemas solares instalados em edificações . A principal mudança introduzida pela Emenda 1 altera o espaçamento mínimo exigido entre os módulos fotovoltaicos instalados em coberturas uma medida que impacta diretamente os projetos de engenharia e segurança no setor. Mudança no espaçamento: o que muda a partir de agora A nova redação da norma determina que deve ser previsto um afastamento mínimo de 1 metro, no sentido horizontal ou vertical, a cada 40 metros lineares de módulos fotovoltaicos instalados em coberturas . Antes, a exigência era de 2 metros a cada 16 metros lineares , o que representava um espaço significativamente maior entre os módulos. De acordo com a ABNT, o ajuste tem caráter emergencial , voltado à segurança em situações de incêndio ou acesso emergencial , e não está relacionado a requisitos de manutenção. Ou seja, nada impede que projetistas adotem afastamentos maiores conforme o contexto da instalação. A atualização também reforça a possibilidade de substituição dos corredores de acesso por barreiras resistentes ao fogo classificadas como EI-60 ou EW-60 conforme a NBR 16945 que devem se elevar ao menos 1 metro acima do plano dos módulos, criando compartimentos que reduzem o risco de propagação de chamas. Contexto e origem da NBR 17193 Publicada originalmente em fevereiro de 2025 , a NBR 17193:2025 foi a primeira norma brasileira a tratar de forma detalhada a segurança contra incêndio e choque elétrico em sistemas fotovoltaicos . O texto foi elaborado pela Comissão de Estudo de Segurança contra Incêndio em Estruturas Fotovoltaicas (CE-024:102.007) , ligada ao Comitê Brasileiro de Segurança contra Incêndio (ABNT/CB-024) . Inspirada em referências internacionais como o relatório técnico IEC/TR 63226:2021 e as normas NFPA e NOM-001-SEDE-2012 , a norma passou por consultas públicas e mais de 12 reuniões técnicas que reuniram especialistas do IPT, Corpo de Bombeiros, universidades, fabricantes e distribuidores do setor solar. Onde a norma se aplica A NBR 17193 é específica para sistemas solares instalados sobre edificações , sejam elas residenciais, comerciais, industriais ou públicas . Ela não se aplica a usinas de solo , a menos que os circuitos fotovoltaicos entrem em edificações como ocorre, por exemplo, quando inversores são instalados dentro de casas ou galpões. Também estão fora do escopo as instalações de iluminação pública , equipamentos automotivos e sistemas embarcados . Uma nova norma, atualmente em fase de elaboração pela ABNT, deve complementar a NBR 17193 abordando requisitos de segurança para sistemas fotovoltaicos de solo . Requisitos técnicos: três pilares da norma A NBR 17193:2025 estabelece medidas obrigatórias para proteger pessoas e edificações contra riscos elétricos e incêndios em sistemas solares. Entre os principais pontos, destacam-se: Proteção contra arco elétrico (AFPE) Instalações com tensão superior a 120 V e corrente acima de 20 A por circuito devem contar com dispositivo de proteção contra arco elétrico integrado ao inversor ou instalado externamente.Essa exigência complementa a Portaria Inmetro nº 515 , que cobre apenas inversores de até 75 kVA. Função de Desligamento Rápido (FDR) Para evitar choques durante emergências, a norma define que circuitos fotovoltaicos devem reduzir a tensão para até 120 V dentro do arranjo e até 35 V fora do arranjo , em até 30 segundos após o acionamento da função. O desligamento pode ser automático , quando a energia geral é cortada, ou manual , por meio de uma chave de desligamento rápido instalada em local visível e de fácil acesso, a chave deve estar do lado de fora da edificação Afastamento entre módulos e cobertura Caso o fabricante não especifique o espaçamento mínimo entre os módulos e o telhado, a norma recomenda 18 cm como padrão de segurança. Impacto para o mercado solar A atualização da NBR 17193 deve influenciar diretamente o dimensionamento e a aprovação de projetos solares junto a órgãos de licenciamento, Corpo de Bombeiros e seguradoras. Para integradores e projetistas, o desafio será adaptar os novos requisitos sem comprometer o desempenho energético e o custo das instalações. Já para fabricantes e distribuidores, cresce a responsabilidade de oferecer equipamentos certificados e soluções que atendam plenamente às exigências da norma . Como acessar a norma A NBR 17193:2025 pode ser consultada e adquirida no site oficial da ABNT .Profissionais com registro ativo no CONFEA/CREA/MÚTUA têm acesso gratuito para leitura digital e desconto na aquisição do documento completo. Próximos passos Especialistas esperam que a nova emenda acelere a padronização dos projetos fotovoltaicos no país e contribua para reduzir riscos elétricos e incêndios em telhados solares uma demanda crescente diante da expansão da geração distribuída no Brasil. No próximo artigo, o EnergyChannel abordará os impactos práticos da norma no mercado, as implicações legais e as soluções tecnológicas já disponíveis que atendem às exigências da ABNT. Nova norma da ABNT redefine critérios de segurança para sistemas fotovoltaicos em edificações: o que muda na prática?
- Sungrow anuncia novo Diretor Comercial para liderar novos desafios em 2026
Executivo assume com a missão de consolidar e fortalecer a liderança da Sungrow no mercado brasileiro e impulsionar o crescimento com foco no armazenamento de energia e inversores solares. Sungrow anuncia novo Diretor Comercial para liderar novos desafios em 2026 Brasil, 10 de novembro de 2025 - A Sungrow, líder mundial em inversores fotovoltaicos e soluções de armazenamento de energia (BESS), anuncia a nomeação de Eduardo Gama como novo Diretor Comercial da Sungrow Power Supply Co., Ltd. no Brasil. O executivo assume a liderança das áreas de Vendas e Marketing, com o desafio de fortalecer a presença da marca no país e conduzir a estratégia de expansão da empresa diante dos novos desafios e oportunidades do setor solar em 2026. Com mais de uma década de experiência no mercado de energia solar, Eduardo Gama acumula resultados expressivos em estratégia comercial, expansão de mercado, crescimento de vendas e desenvolvimento de parcerias estratégicas. Sua trajetória é marcada por uma gestão orientada a dados, visão analítica e pela capacidade de transformar planejamento em execução de alto impacto. Antes de ingressar na Sungrow, o executivo ocupou posições de liderança comercial em importantes fabricantes de módulos fotovoltaicos, como Astroenergy Solar, Jinko Solar e Canadian Solar, consolidando sua expertise no desenvolvimento de negócios e relacionamento com grandes players do setor. Eduardo Gama é graduado em Relações Internacionais e Economia pela FACAMP – Faculdades de Campinas, e possui formação executiva em Administração e Gestão de Negócios pela Fundação Getulio Vargas (FGV). “Estamos em uma fase estratégica de consolidação e transformação do setor solar brasileiro, que vive o amadurecimento do mercado e enfrenta desafios como o curtailment e o fluxo reverso. As soluções de armazenamento surgem como caminho natural para garantir estabilidade e previsibilidade ao crescimento da energia solar no país. A expectativa é de uma nova onda de expansão para 2026, impulsionada pela adoção de tecnologias mais inteligentes e integradas. A Sungrow segue em trajetória de crescimento acelerado no Brasil. Com mais de oito anos de atuação, somos líderes de mercado e nos destacamos pela oferta de inversores disruptivos, altamente eficientes e conectados, que elevam o desempenho e a confiabilidade dos projetos fotovoltaicos. Contamos ainda com grandes diferenciais competitivos, como estrutura própria de suporte técnico, engenharia, comissionamento, pós-venda e warehouses locais, garantindo agilidade logística e atendimento especializado em todo o território nacional”, destaca Eduardo Gama, Diretor Comercial da Sungrow. Na América Latina, a Sungrow já superou 25 GW em equipamentos comercializados — sendo 70% no Brasil, um crescimento de 25% em relação a 2024. Em nível global, a empresa registrou aumento de 40% na receita no primeiro semestre de 2025, impulsionada pelo salto de 120% no segmento de armazenamento de energia (BESS) — considerado essencial para a estabilidade e o futuro da matriz solar. Sungrow anuncia novo Diretor Comercial para liderar novos desafios em 2026 Sobre a Sungrow A Sungrow, líder mundial em tecnologia de energia renovável, é pioneira em soluções de energia sustentável há mais de 28 anos. Até junho de 2025, a Sungrow havia instalado 870 GW de conversores eletrônicos de energia ao redor do mundo. A empresa é reconhecida como a mais rentável do mundo em inversores fotovoltaicos e armazenamento de energia (BloombergNEF). Suas inovações impulsionam projetos de energia limpa globalmente, apoiadas por uma rede de 520 pontos de serviço que garantem uma excelente experiência ao cliente. Na Sungrow, estamos comprometidos em construir pontes para um futuro sustentável por meio de tecnologia de ponta e serviço sem precedentes. Para mais informações, visite: www.sungrowpower.com Sungrow anuncia novo Diretor Comercial para liderar novos desafios em 2026
- Curtailment causa perdas de R$ 1,7 bilhão e expõe falhas de conectividade na geração renovável brasileira
Entre janeiro e agosto de 2025, o setor de energia renovável no Brasil registrou perdas de R$ 1,7 bilhão (US$ 315 milhões) por conta do curtailment , segundo a H2-CCS Network. O termo, que descreve a redução forçada da geração de energia devido a limitações na rede elétrica, tem se tornado um dos maiores desafios do setor. Curtailment causa perdas de R$ 1,7 bilhão e expõe falhas de conectividade na geração renovável brasileira À medida que cresce a participação das fontes limpas na matriz, o sistema nacional enfrenta dificuldades para escoar toda a energia produzida, principalmente em regiões com infraestrutura de transmissão insuficiente. Apenas em agosto, as geradoras renováveis acumularam prejuízos de R$ 881 milhões, conforme o portal Click Petróleo e Gás. A geração solar centralizada foi a mais impactada: em junho, 27,8% do potencial de injeção foi desperdiçado, segundo dados da Megawhat. Nos primeiros oito meses do ano, a média de energia solar cortada chegou a 13,7%, superior aos 9,7% registrados entre abril e dezembro de 2024. O problema ameaça a previsibilidade financeira das geradoras e atrasa o avanço da transição energética no país. Para enfrentar o curtailment , especialistas defendem o uso de tecnologias que ampliem a conectividade e o controle das plantas de geração. De acordo com Cláudio Calonge, CEO da Briskcom , provedora de soluções de conectividade via satélite fundada em 2003 e especializada em operações de missão crítica, a falta de conectividade adequada nas regiões de geração é hoje um dos principais gargalos tecnológicos do setor. “Temos clientes com parques eólicos e solares localizados a centenas de quilômetros de centros urbanos, onde a comunicação é instável. Quando a supervisão de dados e alertas ocorre com atraso, o operador perde a capacidade de reagir rapidamente e minimizar perdas. É nesse ponto que a conectividade de alta disponibilidade se torna decisiva”, explica o executivo. Segundo Calonge , a conectividade deixou de ser um diferencial tecnológico e passou a ser uma condição básica para a eficiência das usinas. “Não adianta termos parques solares altamente produtivos se a informação não chega com a mesma velocidade da geração. A comunicação é o elo que garante que toda a inteligência do sistema, como sensores, algoritmos e centros de controle, funcione de forma integrada. Sem isso, a inovação fica pela metade”, afirma. Nesse cenário, soluções de comunicação via satélite e redes híbridas têm ganhado espaço como alternativa para reduzir perdas e garantir a operação contínua das usinas. Ao combinar diferentes tecnologias, essas redes asseguram conectividade mesmo em áreas remotas, permitindo o monitoramento em tempo real e a tomada de decisão baseada em dados. Para Calonge , esse tipo de infraestrutura é o que permitirá ao setor avançar com segurança rumo à digitalização. “A comunicação confiável é o que transforma dados em ação. É ela que permite reagir a tempo, evitar desperdícios e manter a eficiência mesmo em condições adversas”, destaca o executivo. Sobre a Briskcom A Briskcom é uma provedora de soluções de conectividade via satélite para negócios que operam em locais remotos. Fundada em 2003, a empresa é especializada em projetos complexos para ambientes em missão crítica, oferecendo tecnologia de ponta e suporte personalizado para diversos setores da indústria, sobretudo de energia. Site: www.briskcom.com.br Curtailment causa perdas de R$ 1,7 bilhão e expõe falhas de conectividade na geração renovável brasileira
- Previsão de calor intenso e tempestades: veja como economizar energia e proteger a instalação elétrica
Com as transformações no clima discutidas amplamente neste mês na COP30, especialistas da Andra dão dicas junto a sugestões de hábitos mais sustentáveis Com a previsão de altas temperaturas e tempestades cada vez mais frequentes, especialistas da Andra dão dicas para reduzir o consumo de energia, adotar hábitos sustentáveis, além de proteger a parte elétrica de casas e empresas. Previsão de calor intenso e tempestades: veja como economizar energia e proteger a instalação elétrica O calor intenso que se aproxima com a chegada do verão deve provocar um aumento significativo no consumo de energia elétrica. Segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o consumo médio no país atingiu 77 mil megawatts em fevereiro de 2025, o maior índice em seis meses, impulsionado pelo uso de ar-condicionado e ventiladores. Além disso, dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) mostram que o Brasil registrou mais de 8 mil ocorrências de tempestades elétricas em 2024, o que aumenta o risco de acidentes domésticos e danos à rede elétrica residencial. Para orientar o público, a Andra, referência no mercado de comercialização e distribuição de materiais elétricos no Brasil, apresenta dicas práticas e eficientes. Segundo Lucas Vieira, gerente Andra e especialista em soluções elétricas: “Pequenas mudanças na forma como utilizamos os aparelhos elétricos podem gerar economia significativa. Ajustar a temperatura do ar-condicionado, utilizar ventiladores estrategicamente, optar por lâmpadas e equipamentos mais eficientes e preparar a parte elétrica para tempestades são passos simples que fazem diferença na conta de luz e na segurança de casa.” Além da economia financeira, essas práticas têm impacto ambiental: “Com a aproximação da COP30 e os debates sobre mudanças climáticas, é fundamental pensarmos em sustentabilidade. O uso consciente de energia contribui para reduzir emissões e ajuda a mitigar os efeitos do aquecimento global”, completa Lucas. Dicas práticas para economizar energia com o aumento do calor: Ar-condicionado: mantenha a temperatura entre 23°C e 25°C, limpe filtros regularmente e evite deixar portas e janelas abertas. Faça manutenção elétrica preventiva: verifique cabos, tomadas, disjuntores e conexões regularmente para evitar perdas de energia e garantir o funcionamento seguro e eficiente dos equipamentos. Substitua lâmpadas e equipamentos por eficientes: opte por LEDs em vez de lâmpadas incandescentes ou fluorescentes, que podem consumir até 80% menos energia, e prefira eletrodomésticos com selo de eficiência energética. Aparelhos em stand-by: desligue equipamentos quando não estiverem em uso. Automatize e instale sensores: sistemas de automação residencial e sensores de presença podem controlar iluminação e dispositivos eletrônicos, garantindo que aparelhos sejam desligados automaticamente quando não estão em uso. Considere energia renovável: a instalação de painéis solares e o investimento em outras fontes de energia renovável ajudam a reduzir a dependência da rede elétrica convencional e contribuem para a sustentabilidade. Dicas para proteger a instalação elétrica durante tempestades: Desligue aparelhos sensíveis: desconecte computadores, TVs, eletrodomésticos e outros equipamentos durante tempestades com raios. Use protetores contra surtos: para uma solução mais prática e permanente, instale DPS no quadro de distribuição de energia da sua residência. Esses dispositivos funcionam como "válvulas de escape", desviando a energia excedente de um surto para o sistema de aterramento, protegendo toda a rede da casa. Evite ligações improvisadas: não sobrecarregue tomadas com múltiplos aparelhos ou extensões durante tempestades. Aterramento Adequado: Certifique-se de que sua instalação elétrica possua um sistema de aterramento adequado e em boas condições. O aterramento é crucial para que o DPS funcione corretamente, direcionando os surtos elétricos para o solo. Planeje iluminação de emergência: tenha lanternas ou luzes de emergência à mão caso ocorra queda de energia. Evite contato com água e energia: não toque em aparelhos ou tomadas molhadas durante tempestades. Com essas medidas, é possível enfrentar o calor que se aproxima sem sustos na conta de luz, contribuindo para a economia doméstica e para práticas mais sustentáveis no dia a dia. Sobre a ANDRA: Há quae 50 anos no mercado, a ANDRA Group ( www.andra.com.br ) é referência no mercado de comercialização e distribuição de materiais elétricos no Brasil. A marca está presente nas regiões Sul e Sudeste e Centro-Oeste com unidades distribuídas nas cidades de São Paulo, Santos, São José dos Campos, Sorocaba, Osasco, Campinas, Cajamar, Guarulhos, Curitiba, Maringá, Cascavel, Belo Horizonte, Goiânia e Joinville, possui 1700 colaboradores e mais de 45 mil itens dos principais fornecedores a pronta entrega, oferecendo soluções no mercado industrial, comercial e residencial. Todas as suas unidades contam com atendimento especializado e consultoria técnica, dando suporte aos clientes. Além de um setor para projetos de Eficiência Energética, Gestão de Contratos, Automação, Projetos de CFTV e uma filial dedicada para montagem de painéis elétricos, localizada no Paraná. A ANDRA Group inclui a ANDRA Materiais Elétricos, AYLA Iluminação, ANDRA Engenharia e FECVA Materiais Elétricos Industriais. Previsão de calor intenso e tempestades: veja como economizar energia e proteger a instalação elétrica
- Inteligência Artificial e câmeras térmicas redefinem a segurança em usinas solares no Brasil
Com soluções integradas e alta tecnologia, a Solar Safety transforma o monitoramento e a prevenção de riscos no setor fotovoltaico, unindo segurança patrimonial, eficiência operacional e manutenção preditiva. Inteligência Artificial e câmeras térmicas redefinem a segurança em usinas solares no Brasil Durante a cobertura do 360 Solar 2025 , o EnergyChannel conversou com Jeferson Braga , sócio-diretor comercial da Solar Safety , empresa especializada em soluções de segurança integradas para usinas solares. A companhia vem se destacando no mercado por oferecer projetos completos baseados em inteligência artificial, câmeras térmicas e sistemas perimetrais inteligentes , que não apenas registram incidentes, mas previnem invasões, incêndios e falhas operacionais . Inteligência Artificial e câmeras térmicas redefinem a segurança em usinas solares no Brasil Segundo Braga, o mercado fotovoltaico amadureceu ao ponto de compreender que segurança é um ativo essencial . “Durante muito tempo, o CFTV era visto apenas como um sistema de filmagem. Hoje, ele se tornou parte do desempenho da usina. Quando a segurança falha, o prejuízo não é só financeiro é também na geração de energia”, explica. Inteligência Artificial e câmeras térmicas redefinem a segurança em usinas solares no Brasil Da vigilância à prevenção inteligente A Solar Safety nasceu da percepção de que os EPCistas empresas responsáveis pela construção e operação das usinas tinham dificuldades em lidar com o tema da segurança eletrônica. “Eles dominavam engenharia, construção, mas quando chegava a parte de CFTV, era um gargalo. A gente se especializou para resolver essa dor, oferecendo um pacote completo de engenharia, projeto e execução turnkey , pronto para integrar com o sistema de gestão das usinas”, comenta Braga. A tecnologia empregada vai muito além das câmeras convencionais. Câmeras térmicas inteligentes são capazes de identificar alterações de temperatura em inversores, transformadores e cabos , emitindo alertas automáticos antes que o problema evolua para um incêndio ou falha grave. “Tudo que dá problema primeiro esquenta. A câmera térmica detecta isso antes do prejuízo acontecer”, destaca. Em um dos casos relatados, uma usina parceira conseguiu evitar um incêndio milionário graças à detecção antecipada de uma anomalia térmica. “Em outra ocasião semelhante, antes de instalarmos as câmeras, a mesma empresa teve um prejuízo de R$ 3 milhões. Dessa vez, o alerta veio a tempo e o foco foi controlado em minutos”, conta Braga. Três pilares de proteção A estratégia da Solar Safety combina três pilares principais : Câmeras térmicas fixas para vigilância perimetral e detecção de calor; Speed domes motorizadas , que fazem rondas automáticas e seguem invasores em tempo real; Cornetas IP com mensagens de voz e sirenes de alta potência (120 dB), que atuam como pronta resposta e inibem ações criminosas no local. Além disso, a empresa vem aplicando fibra óptica sensitiva em cercas perimetrais uma inovação recente no Brasil. Essa tecnologia utiliza inteligência artificial embarcada para identificar e classificar o tipo de toque no alambrado, distinguindo entre um humano, um animal ou até o movimento do vento. “A fibra detecta exatamente o ponto da tentativa de invasão com precisão de até cinco metros. Isso muda o jogo da segurança perimetral”, explica o executivo. Eficiência operacional e integração total Os sistemas da Solar Safety são integrados ao Hik Central , plataforma de gestão da Hikvision, que centraliza alarmes, imagens e relatórios em um painel inteligente. Isso permite que operadores de O&M (Operação e Manutenção) gerenciem múltiplas usinas remotamente , cruzando dados e emitindo relatórios de desempenho e incidentes. “Com as informações cruzadas, o operador sabe exatamente onde há maior incidência de alarmes, quais áreas precisam de reforço de iluminação e onde estão os principais riscos. É segurança e inteligência de operação trabalhando juntas”, diz Braga. Personalização e projeto sob medida A Solar Safety atua exclusivamente com projetos personalizados. Cada usina recebe um desenho técnico adaptado à sua topografia, número de inversores, distância entre equipamentos e padrões de operação. “A gente não trabalha com prateleira. Cada cliente tem um fluxo diferente, e nós entregamos projetos completos com memorial descritivo, lista de equipamentos e instalação em campo , tudo dentro do conceito turnkey”, afirma o diretor. Um novo padrão para o setor solar Com mais de 12 usinas atendidas apenas em Minas Gerais e expansão para outras regiões do país, a Solar Safety vem consolidando um novo padrão de segurança no setor. O foco é tornar a proteção um componente ativo da eficiência energética , reduzindo custos, evitando perdas e garantindo a confiabilidade da operação. “Nosso papel é ser o braço técnico do EPCista, garantindo que ele não precise se preocupar com dezenas de contratos e fornecedores. A gente entrega tudo pronto, seguro e inteligente”, conclui Braga. Matéria produzida por EnergyChannel – cobertura exclusiva do 360 Solar 2025 📍 Florianópolis, SC 🔗 www.energychannel.co Inteligência Artificial e câmeras térmicas redefinem a segurança em usinas solares no Brasil
- O DILEMA DA TARIFA DE TRANSMISSÃO E O SINAL LOCACIONAL NO SETOR ELÉTRICO
Por Arthur Oliveira O DILEMA DA TARIFA DE TRANSMISSÃO E O SINAL LOCACIONAL NO SETOR ELÉTRICO O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 365/2022, de autoria do deputado Danilo Forte (UNIÃO-CE), foi apresentado em 19 de outubro de 2022 e propõe sustar as Resoluções Normativas nº 1.024 e nº 1.041 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Essas resoluções alteraram a metodologia de cálculo da Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão (TUST), intensificando o chamado sinal locacional um mecanismo tarifário que define quanto cada agente do setor elétrico paga pelo uso da rede de transmissão de acordo com o impacto que causa sobre ela. Em termos simples, quanto mais distante o ponto de geração estiver dos principais centros de consumo, maior tende a ser a tarifa de transmissão aplicada a esse agente. Na prática, as novas regras aumentaram o custo da TUST para geradores situados em regiões mais afastadas da carga, como o Norte e o Nordeste, e reduziram os custos para empreendimentos localizados no Sul e Sudeste, próximos dos grandes centros consumidores. A ANEEL justificou a medida como uma forma de corrigir distorções históricas e alinhar o sistema brasileiro a práticas internacionais, defendendo que as tarifas reflitam com maior precisão o uso efetivo e os custos reais da infraestrutura de transmissão. A REAÇÃO POLÍTICA E A MOBILIZAÇÃO DO NORDESTE A decisão provocou forte reação entre parlamentares do Nordeste, que enxergaram nas resoluções uma ameaça ao equilíbrio federativo do setor elétrico. O autor do PDL, deputado Danilo Forte, afirmou que a mudança da ANEEL “encarece artificialmente os novos projetos de geração renovável nas regiões que mais contribuem para a diversificação da matriz nacional”. Para ele, o modelo tarifário pune justamente as regiões com maior potencial natural como o Nordeste, líder em energia eólica e solar e favorece aquelas que já dispõem de infraestrutura consolidada. Na Câmara dos Deputados, o PDL foi aprovado em 9 de novembro de 2022, por 210 votos a favor e 71 contrários, após parecer favorável do deputado Juscelino Filho (UNIÃO-MA), também nordestino, que destacou a importância de proteger a competitividade da geração renovável na região. O texto seguiu para o Senado, onde obteve apoio do senador Cid Gomes (PSB-CE), relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). No entanto, em 5 de novembro de 2025, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) apresentou pedido de vista coletiva, adiando a votação e ampliando o debate sobre os impactos econômicos e políticos do modelo. A VISÃO DO RELATOR NO SENADO E O EMBATE NA CCJ O senador Cid Gomes defendeu a constitucionalidade do PDL 365/2022 e argumentou que as resoluções da ANEEL “provocaram impactos econômicos expressivos e assimétricos entre as regiões do país, comprometendo o desenvolvimento das fontes renováveis e o equilíbrio federativo”. Em sua avaliação, o modelo criado pela agência “pune quem está longe da carga e beneficia quem já possui infraestrutura consolidada”, contrariando os princípios de desenvolvimento regional equilibrado. Cid também alertou que o aumento do custo da TUST pode desestimular investimentos em novas usinas de geração no Norte e Nordeste, justamente as regiões com maior potencial de energia limpa. Segundo o relator, “a geração vai ser mais cara nos lugares que já têm menos infraestrutura isso estabelece a pior lógica possível: o incentivo à concentração da renda e à desigualdade regional”. A POSIÇÃO DA ANEEL E DOS GRANDES CONSUMIDORES Por outro lado, a ANEEL e entidades representativas dos grandes consumidores de energia, como a ABRACE Energia, defenderam a manutenção das resoluções. A agência argumenta que as novas metodologias seguem práticas internacionais e foram amplamente discutidas em consultas públicas. Já a ABRACE alertou que a aprovação do PDL representaria um retrocesso regulatório, lembrando que a Lei nº 9.427/1996 confere à ANEEL competência exclusiva para fixar as tarifas de transmissão. Segundo a entidade, a revogação das resoluções criaria insegurança jurídica e poderia elevar custos para consumidores do Norte e Nordeste, que atualmente se beneficiam de tarifas mais baixas devido à redistribuição dos encargos. Assim, o debate ultrapassa o campo técnico e assume contornos políticos: trata-se de definir quem deve arcar com o custo da interligação do sistema elétrico nacional e de que forma esse custo deve ser socializado entre as regiões. UMA QUESTÃO DE EFICIÊNCIA OU DE JUSTIÇA REGIONAL? O embate em torno do sinal locacional vai muito além da engenharia tarifária. Ele traduz uma disputa entre duas visões de país: de um lado, os que defendem uma precificação estritamente econômica e concentrada nos custos de transmissão; de outro, aqueles que valorizam o papel estratégico do desenvolvimento regional e da transição energética equilibrada. O modelo proposto pela ANEEL, ao intensificar o sinal locacional, acaba por ampliar desigualdades estruturais, penalizando justamente o Nordeste a região que mais tem atraído investimentos em energia eólica e solar e que contribui decisivamente para a diversificação da matriz elétrica nacional. O verdadeiro desafio não é apenas buscar eficiência tarifária, mas assegurar justiça federativa e sustentabilidade no longo prazo. O sistema elétrico brasileiro, fortemente interligado e geograficamente diverso, requer políticas que conciliem competitividade e equidade, sem inviabilizar os investimentos em geração limpa nas regiões que lideram a transição energética do país. O FUTURO DO PDL 365/2022 E SUAS IMPLICAÇÕES PARA O SETOR Com o pedido de vista na CCJ, o PDL 365/2022 ainda aguarda nova data para votação no Senado. Seu desfecho será decisivo para o futuro da política tarifária no país. Caso aprovado, as resoluções da ANEEL serão suspensas, restabelecendo a metodologia anterior e abrindo espaço para revisão do modelo. Caso rejeitado, a decisão consolidará o novo paradigma do sinal locacional como princípio de precificação da rede. Independentemente do resultado, o episódio expõe a urgência de uma política energética que una previsibilidade regulatória, incentivo à geração renovável e equilíbrio regional. O desafio é construir um sistema tarifário que, ao buscar eficiência, não sacrifique o desenvolvimento sustentável e a coesão federativa pilares essenciais para a transição energética justa que o Brasil precisa liderar. O DILEMA DA TARIFA DE TRANSMISSÃO E O SINAL LOCACIONAL NO SETOR ELÉTRICO
- Siemens e GIZ se unem para desfossilizar a indústria e descarbonizar a economia no Brasil
Acordo que será firmado às vésperas da COP30 une tecnologia e cooperação internacional para acelerar a descarbonização e o avanço da energia limpa no país Assinatura reforça relação entre Siemens e GIZ, consolidando o compromisso conjunto com soluções sustentáveis e de impacto global Siemens e GIZ se unem para desfossilizar a indústria e descarbonizar a economia no Brasil A Siemens Brasil, líder global em tecnologia e automação industrial, e a GIZ ( Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit) , agência alemã de cooperação internacional, oficializou no dia 8 de novembro, em São Paulo, a assinatura do Memorando de Entendimento (MoU) Journey for Climate Action . O documento foi firmado por Pablo Fava, CEO da Siemens Brasil, Jochen Quinten, diretor nacional da GIZ no Brasil, e Dr. Markus Francke, diretor de Energia da GIZ no país. A iniciativa aconteceu às vésperas da COP30, que será realizada em Belém (PA), entre os dias 10 e 21 de novembro, e reforça o papel do Brasil como protagonista global na agenda climática. Siemens e GIZ já atuam de forma integrada em diversas áreas de tecnologia e sustentabilidade. O objetivo da assinatura é fortalecer essa parceria estratégica, com foco no desenvolvimento de soluções conjuntas para a descarbonização da economia, o uso eficiente de recursos naturais e a expansão de fontes de energia limpa – conectando inovação tecnológica e cooperação internacional. O memorando concentra-se em áreas estratégicas para a transição ecológica, como o avanço dos combustíveis sustentáveis de aviação (SAF), o uso do hidrogênio verde (H₂V), o aço verde e os data centers sustentáveis, além da promoção da inteligência artificial verde e de capacitações tecnológicas e digitais responsáveis. Além disso, também contempla estudos e ações voltadas à desfossilização da indústria, à exploração de minerais críticos para a transição energética e à rastreabilidade de cadeias produtivas, incluindo o agronegócio. Entre os compromissos do acordo, destacam-se o desenvolvimento de projetos-piloto inovadores com foco em viabilidade técnica e comercial e o mapeamento de oportunidades para substituir fontes fósseis por alternativas limpas e sustentáveis. Estão previstas ainda missões técnicas e workshops para promover a troca de conhecimento, o fortalecimento de redes colaborativas e a identificação de sinergias entre iniciativas públicas e privadas. A Journey for Climate Action cria também uma estrutura de governança colaborativa para garantir a implementação e o monitoramento das iniciativas, promovendo um modelo de desenvolvimento sustentável baseado em inovação, eficiência e impacto social. Com essa iniciativa, Siemens e GIZ reafirmam o compromisso com a transição energética e o futuro sustentável do Brasil, alinhando-se às metas globais de descarbonização e combate às mudanças climáticas. Sobre a Siemens Brasil A Siemens Brasil iniciou suas primeiras atividades em 1867, com a instalação da linha telegráfica pioneira entre o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul. Em 1905, ocorria a fundação da empresa no País. Ao longo de sua história, a empresa contribuiu ativamente para a construção e para a modernização da infraestrutura brasileira, com um portfólio de tecnologias inovadoras que capacita seus clientes a acelerarem sua própria transformação digital e a alcançarem maior sustentabilidade. Além disso, oferece serviços financeiros, gestão imobiliária corporativa e serviços de negócios indiretos. O Grupo Siemens é formado pela Siemens Brasil, Siemens Healthineers e Mobility e está presente em praticamente todo o território nacional. Conta atualmente com sete centros de Pesquisa e Desenvolvimento, com o SITRAIN - Centro de excelência para clientes do setor industrial -, além do Digital Experience Center (DEX), um ambiente que permite uma experiência imersiva pelo ecossistema de soluções e serviços da companhia. Para mais informações acesse: www.siemens.com.br ou nosso Relatório Institucional e ESG. Sobre a GIZ A Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH é uma empresa do Governo da Alemanha que atua em mais de 120 países. Ela apoia o governo alemão na cooperação internacional para o desenvolvimento sustentável. No Brasil, atua, principalmente, com foco na proteção e uso sustentável da floresta tropical, no desenvolvimento socioeconômico, na promoção da educação profissional e de emprego, na transição justa nos setores de energias renováveis e transformação urbana. Em conjunto com seus parceiros brasileiros, a GIZ trabalha para desenvolver soluções eficazes e contribuir para a construção de um futuro mais justo e sustentável. Siemens e GIZ se unem para desfossilizar a indústria e descarbonizar a economia no Brasil
- Warm Up do Energy Solutions Show promove debate sobre o futuro da energia corporativa no Brasil
Evento em parceria com o Cubo Itaú reunirá líderes do setor para discutir transição energética, inovação e estratégias de descarbonização empresarial Warm Up do Energy Solutions Show promove debate sobre o futuro da energia corporativa no Brasil São Paulo, 10 de novembro de 2025 — O mercado de energia brasileiro terá pela primeira vez um evento dedicado exclusivamente aos grandes consumidores industriais de energia. O Energy Solutions Show 2026, que será realizado nos dias 22 e 23 de abril no Distrito Anhembi, em São Paulo, promove seu aquecimento oficial no próximo dia 12 de novembro, com o evento "Energy ao Cubo", no Cubo Itaú. A iniciativa surge em resposta à crescente demanda de empresas do Grupo A de consumidores — indústrias e grandes corporações que enfrentam pressão por redução de custos operacionais e metas de descarbonização. Segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o setor industrial representa 32% do consumo energético nacional. "Identificamos uma lacuna no mercado. Existem eventos para o setor elétrico, mas nenhum voltado especificamente para quem consome energia em larga escala e busca soluções práticas", explica Leonardo Benedicto, Diretor de Negócios na Informa Markets Latam , organizadora do Energy Solutions Show. Agenda técnica e estratégica O Energy ao Cubo reunirá executivos de empresas como Sabesp, Natura e Accenture para debater estratégias de gestão energética e cases de sucesso em eficiência. A programação matinal focará em temas regulatórios e mercado livre de energia, enquanto o período vespertino será dedicado a inovação e startups do setor. Entre os palestrantes confirmados estão Gisele Cunha de Abreu (Sabesp), Fábio Balladi (GUD Energia), Rodrigo Borges (Aurora Energy Research), Roberto Falco (Accenture) e Gustavo Naciff (EPE). O evento também contará com Denise Leal (Natura), Marcos Mesquita (Copa Energia) e Alexandre Barroso de Oliveira (Auren Energia). Foco em soluções práticas Diferentemente de eventos tradicionais do setor elétrico, o Energy Solutions Show 2026 terá como público-alvo gestores de energia de indústrias, shopping centers, hospitais e grandes redes de varejo. O objetivo é conectar essa demanda com fornecedores de tecnologias para eficiência energética, geração distribuída e automação. "O mercado livre de energia cresceu 15% em 2024, mas muitas empresas ainda não sabem como aproveitar essas oportunidades. Queremos ser essa ponte", afirma Leonardo Benedicto . Premiação reconhece inovação O encerramento do Energy ao Cubo incluirá a Premiação de Cases do Setor, que destacará soluções desenvolvidas por startups da comunidade do Cubo Itaú nas áreas de eficiência energética e descarbonização corporativa. O evento tem Copa Energia como mantenedora e apoio de Auren Energia, Cemig, ISA Energia Brasil, Seagems, Lead Energy e Energy Solutions Show. Transição energética em pauta O timing do evento coincide com o momento em que empresas brasileiras intensificam investimentos em transição energética. Levantamento da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace) indica que 78% das empresas do Grupo A planejam investir em eficiência energética nos próximos dois anos. A realização do Energy Solutions Show 2026 também se alinha às metas do Novo Marco Legal do Gás e às diretrizes do Plano Nacional de Energia 2050, que prevê maior participação de renováveis na matriz energética industrial. Serviço Energy ao Cubo - Warm Up do Energy Solutions ShowData: 12 de novembro de 2025Horário: 9h às 18hLocal: Cubo Itaú (Alameda Vicente Pinzon, 54, Vila Olímpia, São Paulo)Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/energy-ao-cubo/3168182 Warm Up do Energy Solutions Show promove debate sobre o futuro da energia corporativa no Brasil
- ABB vai eletrificar a maior mina de lítio dos Estados Unidos
Em fase de implantação, Thacker Pass, em Nevada, terá sistema elétrico concebido e comissionado pela empresa ABB vai eletrificar a maior mina de lítio dos Estados Unidos São Paulo, 10/11/2025 -- A fabricante de equipamentos elétricos ABB anunciou um contrato com a Lithium Americas Corp. para eletrificar Thacker Pass, o maior depósito de lítio já identificado e de potencial comprovado nos Estados Unidos, localizado no Norte de Nevada. A ABB será responsável por criar pacotes de eletrificação para todas as fases da extração, com conjuntos de cubículos, centros de controle de motores, inversores de frequência, sistemas auxiliares de distribuição e de gerenciamento de energia, abrangendo todos os processos da unidade, da extração ao beneficiamento mineral. Especificadas para operação em ambientes hostis, as tecnologias serão disponibilizadas em módulos otimizados, já prontos para implantação, e integradas às plataformas digitais da ABB, que vão monitorar a saúde de ativos, os indicadores de produtividade e otimizar o uso de energia ao longo de toda a extração. A ABB ficará a cargo do processo de engenharia, desde a concepção de soluções de eletrificação, automação e digitalização até as respectivas implementações finais. As equipes da empresa já trabalham com os times de engenharia e de procurement da Lithium Americas e da construtora Bechtel para definir as primeiras especificações e prioridades da eletrificação. “A parceria com a ABB é um marco em nossa jornada para produzir lítio em Thacker Pass com responsabilidade e segurança”, afirmou Richard Gerspacher, EVP de Capital Projects da Lithium Americas. “A tecnologia e a expertise da empresa vão apoiar a disponibilização de lítio para o mercado americano, com benefícios econômicos para trabalhadores, empresas e comunidades.” A ABB tem ampla experiência na eletrificação aplicada à mineração, com implantações já realizadas em todos os tipos de minas, em diversas partes do mundo. O portfólio da empresa reúne soluções para viabilizar a transição energética do segmento por meio da integração de tecnologias de eletrificação, automação e digitalização. Thacker Pass tem previsão de iniciar operações em 2027. Quando operacional, o projeto deverá disponibilizar até 40 mil toneladas anuais de carbonato de lítio, volume suficiente para produzir baterias para cerca de 800 mil automóveis elétricos por ano. ABB vai eletrificar a maior mina de lítio dos Estados Unidos
- Agropalma anuncia retomada na produção de biodiesel no Pará
Empresa inaugura usina de biocombustíveis que transformará resíduos em energia limpa para abastecer o mercado local; Planta industrial é a primeira do estado a utilizar somente tecnologia enzimática, considerada a mais moderna do setor; Com o biodiesel produzido pela companhia, cerca de 39 mil toneladas de CO2 deixarão de ser lançadas por ano na atmosfera Agropalma anuncia retomada na produção de biodiesel no Pará São Paulo, 10 de novembro de 2025 - A Agropalma, empresa brasileira reconhecida mundialmente como referência na produção sustentável de soluções com óleo de palma, anuncia a retomada na fabricação de biodiesel com a inauguração de uma nova planta industrial no Pará. O marco representa o retorno da companhia ao mercado de biocombustíveis após um hiato de 15 anos. A nova planta é a primeira de reação 100% enzimática no estado paraense e uma das primeiras a utilizar essa inovação no Brasil. A tecnologia é a mais moderna do setor e substitui o ácido sulfúrico e o metilato de sódio, em um processo considerado menos agressivo tanto ao maquinário como ao meio ambiente. Ela permite que a indústria utilize qualquer tipo de matéria-prima oleosa, incluindo óleos com alta acidez e resíduos graxos. Ação estratégica A usina foi estrategicamente instalada em Belém (PA) a cerca de 20 quilômetros das principais bases distribuidoras de combustível da região. Com capacidade e autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para produzir 36.000 m³/ano, a Agropalma projeta uma produção anual inicial de até 19.000 m³ de biodiesel, que visa atender de forma prioritária o mercado paraense, a fim de suprir uma demanda de 7% desse combustível no estado – com possibilidade de ampliação para 14%. O atual panorama de consumo do biocombustível no Pará foi um dos principais incentivos à volta da Agropalma ao segmento, onde atuou com pioneirismo entre 2005 e 2010. Em 2024 o estado precisou importar 268 milhões de litros de biodiesel para atender à sua demanda. Desse total, ao menos 79% do produto importado tiveram como origem o óleo de soja, vindo principalmente das regiões Centro-Oeste e Sul. Quanto à parcela do combustível que tem como base os resíduos da cadeia de palma, principal produção agrícola paraense, um fenômeno chamou a atenção: os subprodutos eram vendidos externamente para voltar como produto final. Diante desse contexto, a companhia entendeu que existia uma lacuna que poderia ser preenchida com a fabricação e circulação local do insumo, fortalecendo também a economia regional. Mudanças no mercado O investimento tornou-se ainda mais viável graças à clareza regulatória sobre o percentual obrigatório de biodiesel no diesel. Neste ano, a porcentagem que em 2022 era de 10% atingiu os 15%, já com expectativa de alcançar 20% em 2030. Essa determinação impulsiona a demanda pelo produto no longo prazo, indicando um mercado garantido e com potencial de crescimento. A expectativa é de que, somente no Pará, o consumo do biocombustível aumente 50% em um período de cinco anos, passando de 448 milhões para 674 milhões de litros ao ano. “Estamos muito contentes por retornar ao ramo do biodiesel em um momento que existe um direcionamento e crescimento desse setor. É um movimento em consonância com a busca por ações de inovação ecológica e uma transição justa”, afirma André Gasparini, diretor Comercial, de Marketing e P&D da Agropalma. Gasparini aponta que as transformações do cenário tecnológico e normativo foram essenciais para esse movimento da empresa. “No passado, nossa planta só rodava com uma única matéria-prima. No mercado, inicialmente, não havia obrigatoriedade da mistura de biodiesel no diesel. O volume recomendado era pequeno e, mesmo quando se tornou obrigatório, ainda gerava baixa demanda. O processo de venda era todo feito por leilão. Hoje, a situação é completamente diferente”, compara. O diretor da Agropalma explica que a produção do biocombustível cumprirá uma função estratégica de dar uma destinação mais nobre aos subprodutos dos processos produtivos da companhia: “esse é um investimento operacional, ambiental e financeiramente mais vantajoso”. Compromisso com a economia circular A construção da nova usina reforça o posicionamento vanguardista da Agropalma com a sustentabilidade e a formação de uma economia circular. Com o biodiesel - o subproduto, que antes era comercializado como resíduo, transforma-se em um produto de maior valor agregado. Oleoginosos, como o óleo de lagoa e o ácido graxo, provenientes do processo de extração e refino, e outros produtos que não atingiram a especificação para ser refinados e comercializados, passarão a fechar a cadeia de óleo de palma, que já é reconhecidamente robusta. “A cadeia da palma construída pela Agropalma é verticalizada, mas tem circularidade”, ressalta Fabrício Menezes de Souza, coordenador da Planta de Biodiesel da Agropalma. “A geração do biodiesel, que parece ser o último estágio desse conjunto, na verdade, moverá toda a cadeia produtiva mais uma vez. Todo o CO2 produzido nas operações, será absorvido pela plantação, que, com a luz solar e a fotossíntese, produzirá naturalmente mais frutos que resultarão em mais óleo - e assim sucessivamente.” A companhia estima que a produção de biocombustível acarretará benefícios ambientais mensuráveis, que poderão ser calculados via o programa RenovaBio. A nota de eficiência final será mensurada por uma agência externa baseada em observação de pelo menos seis meses de produção da indústria, mas estimativas iniciais apontam que: O biodiesel fabricado e utilizado evitará a emissão de 39 mil toneladas de CO2 por ano na atmosfera; Essa redução de CO2 é equivalente a tirar 19,7 mil carros das ruas de circulação por ano; “Ao nos permitir transformar a maneira como os subprodutos da cadeia da palma e outros resíduos oleosos são tratados, possibilitando a reciclagem em escala industrial e gerando um combustível limpo, estamos contribuindo para o desenvolvimento e a sustentabilidade da nossa região”, atesta Souza. Impacto social A obra e o funcionamento da nova planta da Agropalma motivaram um impacto social positivo, consolidando a economia e o progresso local do estado nortista: ao todo, entre diretos e indiretos, mais de 340 empregos foram gerados. Para Edison Henrique Delboni, Diretor Industrial da Agropalma, o projeto representa um marco na história da empresa. "A construção da usina foi desafiadora e envolveu mais de 300 pessoas em campo. No entanto, foi uma experiência de mudança de vida para muitos”, declara. Ao investir em uma tecnologia industrial pioneira no Pará e estimular a economia circular e a diminuição de carbono, a Agropalma posiciona a palma como protagonista na transição energética. A usina já está operando, realizando homologações para comercialização. O projeto já é um exemplo prático e local do potencial do agronegócio paraense para soluções climáticas, alinhando-se diretamente aos temas de sustentabilidade e desenvolvimento responsável que serão debatidos na COP30, em Belém. “Estamos moldando hoje o futuro que desejamos, assumindo o papel de que somos a mudança que queremos ver no mundo”, conclui Delboni. Agropalma anuncia retomada na produção de biodiesel no Pará Sobre a Agropalma A Agropalma é uma empresa brasileira reconhecida em todo o mundo como referência na produção sustentável de soluções com óleo de palma. Sua trajetória começou em 1982, no município de Tailândia (PA), e sua atuação perfaz toda a cadeia produtiva – da fabricação de mudas ao óleo refinado e gorduras especiais às soluções de alto valor agregado. Atualmente, a companhia conta com seis indústrias de extração de óleo bruto, duas refinarias e um terminal de exportação alfandegado, e emprega cerca de 5 mil colaboradores. A Agropalma também foi pioneira em implementar, há mais de 20 anos, um programa de Agricultura Familiar com palma, que beneficia hoje mais de 300 agricultores parceiros. Guiada pelo compromisso com o planeta e as pessoas, a empresa segue avançando em suas práticas para tornar a palma sustentável uma referência brasileira. Para mais informações, acesse: www.agropalma.com.br . Agropalma anuncia retomada na produção de biodiesel no Pará











