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  • Cinema ao ar livre movido a energia limpa de bicicletas estreia em Penha (SC)

    A cidade catarinense recebe no dia 22 de novembro, às 19h, o BikeCine, projeto itinerante que transforma pedaladas em eletricidade e convida o público a gerar a energia da própria sessão. Gratuito e ao ar livre, o evento exibirá curtas-metragens e o longa "Divertida Mente 2", da Disney Pixar, no espaço da sala de vendas do Amazon Parques & Resorts, empreendimento com temática amazônica em construção que adota a sustentabilidade como um de seus pilares. Cinema ao ar livre movido a energia limpa de bicicletas estreia em Penha (SC) Novembro de 2025. Um cinema movido a pedaladas estreia em Penha (SC). O BikeCine é itinerante e utiliza apenas energia limpa gerada pelo próprio público. A sessão gratuita ao ar livre será realizada no sábado, 22 de novembro, às 19h, na área da sala de vendas do Amazon Parques & Resorts, apoiador local e primeiro complexo turístico e hoteleiro do mundo com temática amazônica. A sala fica localizada perto do Beto Carrero World, na Avenida Alfredo Brunetti, no bairro Armação. Cinema ao ar livre movido a energia limpa de bicicletas estreia em Penha (SC) Criado no Brasil em 2024, o projeto já percorreu mais de 30 cidades, com cerca de 80 sessões e mais de 10 mil espectadores. A programação inclui uma seleção de curtas e, em seguida, a exibição do longa Divertida Mente 2, animação da Disney Pixar. Os ingressos já estão disponíveis  neste link  e serão distribuídos presencialmente no local, uma hora antes do evento. Cinema ao ar livre movido a energia limpa de bicicletas estreia em Penha (SC) O cinema contará com 150 cadeiras e, para quem quiser gerar energia, há estações de bicicletas. São 16 no total, com 12 unidades fixas e quatro bases para acoplar a bicicleta do próprio participante. O evento também oferece o pedal de mão, pensado para crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida, o que amplia a acessibilidade e incentiva a participação de todos. “O filme, principalmente para Penha, foi pensado para pessoas de todas as idades. Os curtas-metragens que abrem a programação, trazem o tema da sustentabilidade, cultura popular e meio ambiente, uma forma de lazer e de sensibilizar a população para esses temas”, comenta Marco Costa, coordenador geral e idealizador do BikeCine. Cinema ao ar livre movido a energia limpa de bicicletas estreia em Penha (SC) Para Roberto Kwon, CEO do Amazon Parques & Resorts, o apoio ao BikeCine reforça o compromisso do empreendimento com a sustentabilidade, um dos pilares do projeto em construção. “Ficamos felizes em apoiar uma iniciativa que proporciona lazer, conscientização e energia limpa. O cinema itinerante simboliza o uso responsável dos recursos e o envolvimento da comunidade em práticas sustentáveis. Essa ação está em sintonia com o conceito do Amazon, que propõe experiências integradas à natureza e alinhadas ao futuro que queremos construir”, afirma. O resort localizado a poucos minutos do Beto Carrero World, eleito o segundo melhor parque temático do mundo no Travellers' Choice Awards 2025, incorpora soluções sustentáveis desde a concepção do projeto. O empreendimento contará com miniusinas solares compostas por mais de 200 placas fotovoltaicas, sistemas de reúso de água e captação de chuva, além de tratamento próprio de esgoto com tecnologia de lodos ativados. O paisagismo inspirado na Amazônia valoriza espécies nativas e áreas verdes integradas, enquanto o uso de materiais de baixo impacto ambiental e o aproveitamento da iluminação natural reforçam o compromisso do complexo com eficiência energética e preservação ambiental.O BikeCine em Penha é viabilizado por meio da Lei Rouanet, incentivo a projetos culturais, com patrocínio da Águas de Penha e Instituto Aegea, apoio da Prefeitura de Penha, Secretaria de Turismo e Amazon Parques & Resorts, realização BikeCine, Ministério da Cultura e Governo Federal, do lado do povo brasileiro. Como funciona a energia que move o cinema itinerante Em vez de usar energia elétrica tradicional, o cinema funciona apenas pelas pedaladas dos participantes. As bicicletas estão ligadas a um sistema que transforma o movimento das rodas em eletricidade, por meio de um gerador. Essa energia abastece todos os equipamentos da sessão, como a tela inflável, projetor e o som, o que garante o funcionamento completo do cinema sem depender da rede elétrica, sem emissão de poluentes e sem causar impactos ao meio ambiente. Durante a sessão, as bicicletas geram cerca de 2.500 watts por hora, com cada participante produzindo em média 200 watts. Um painel exibe em tempo real o nível de energia e avisa quando é necessário intensificar as pedaladas para manter a projeção.  SERVIÇO O que:  BikeCine Quando / Hora:   22 de novembro, às 19h Local:  Avenida Alfredo Brunetti, no bairro Armação. I ngressos gratuitos com inscrições:  https://bikecine.com.br/ Sobre o Amazon Parques & Resorts Fundada em 2020, o Amazon Parques & Resorts tem como meta a implementação de empreendimentos imobiliários desenhados para o entretenimento, bem-estar e hotelaria alinhados às novas práticas do mundo contemporâneo consciente. Atua com a comercialização imobiliária e de multipropriedade com conceito de arquitetura sustentável, proporcionando entretenimento de qualidade, alinhado às práticas contemporâneas de economia e fortalecendo uma rede de iniciativas de comunidades.  http://www.amazonparqueseresorts.com.br/ Cinema ao ar livre movido a energia limpa de bicicletas estreia em Penha (SC)

  • Pressões ambientais externas reacendem disputa sobre limites da autorregulação no agronegócio

    Advogada especialista em Direito Agrário alerta que acordos privados, como a Moratória da Soja, podem impor exigências além da lei e comprometer a segurança jurídica dos produtores Pressões ambientais externas reacendem disputa sobre limites da autorregulação no agronegócio A intensificação de exigências internacionais para que produtores brasileiros comprovem de forma contínua a inexistência de dano ambiental como condição para exportar commodities, especialmente a soja, reacendeu um debate jurídico sensível no país. Para a advogada especialista em Direito Agrário e do Agronegócio, Márcia de Alcântara, do escritório Celso Cândido de Souza Advogados, parte dessas exigências ultrapassa a pauta da sustentabilidade e pode entrar em choque com princípios constitucionais e da ordem econômica, sobretudo quando assumem caráter padronizado e coordenado por grandes agentes privados.  Segundo ela, quando tradings internacionais reunidas em associações que concentram parcela expressiva do mercado firmam pactos com auditorias e monitoramentos próprios, acabam impondo obrigações ambientais adicionais às previstas em lei. “Esses acordos privados transferem ao produtor o ônus de provar continuamente que não causa dano ambiental, invertendo a presunção de legalidade e de boa-fé de quem cumpre o Código Florestal e demais normas”, explica. Márcia observa que esse tipo de exigência, quando se torna condição para o acesso ao mercado, tensiona princípios como a segurança jurídica e o devido processo. “Quando a obrigação é padronizada e coordenada por agentes dominantes, deixa de ser mera cláusula contratual e passa a se aproximar de uma restrição coletiva, com efeito de boicote”, afirma. Moratória da Soja e coordenação setorial Entre os casos emblemáticos está a chamada Moratória da Soja, que proíbe a compra do grão oriundo de áreas desmatadas após 2008 na Amazônia. Para a advogada, o modelo de funcionamento da moratória se assemelha a uma forma de regulação privada, com possíveis implicações concorrenciais. “Há três pontos críticos nesse arranjo: a coordenação por associações que concentram parcela relevante do mercado; a troca de informações sensíveis e listas de exclusão que não são públicas; e a imposição de padrões mais severos do que a legislação brasileira. Esse conjunto pode configurar conduta anticoncorrencial, conforme o artigo 36 da Lei 12.529/2011”, avalia.  Ela acrescenta que cobranças financeiras ou bloqueios comerciais aplicados a produtores que não apresentem documentação adicional de regularidade ambiental podem representar penalidades privadas sem respaldo legal. O tema, segundo Márcia, já vem sendo acompanhado tanto pela autoridade antitruste quanto pelo Judiciário. Marco jurídico recente Nos últimos meses, a controvérsia ganhou contornos institucionais. Uma decisão liminar do ministro Flávio Dino, no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão de processos judiciais e administrativos ligados à Moratória da Soja até o julgamento de mérito, para evitar decisões contraditórias e permitir uma análise concentrada do conflito. Paralelamente, o Cade decidiu aguardar o posicionamento do STF antes de seguir com as investigações, embora mantenha atenção sobre a troca de informações sensíveis entre empresas durante o período. Entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Aprosoja-MT defendem que a atuação concorrencial do Estado não seja paralisada. Elas argumentam que há indícios de coordenação de compra e que a suspensão integral das apurações pode esvaziar a tutela concorrencial.  Entre os principais questionamentos estão a extrapolação normativa de acordos privados, a falta de transparência nos critérios de exclusão e a substituição da regulação pública por padrões privados de alcance global. “Esses arranjos acabam por substituir o papel do Estado, criando regras opacas e sem devido processo ao produtor”, pontua Márcia. Possíveis desfechos A especialista mapeia dois possíveis desfechos para o impasse. Caso o STF decida a favor dos produtores, será reforçada a soberania regulatória do Estado brasileiro, com o reconhecimento de que critérios ambientais devem ser definidos por normas públicas claras e transparentes. A decisão poderia irradiar efeitos para outras cadeias produtivas como carne, milho e café, estabelecendo parâmetros de ESG proporcionais e auditáveis. Em sentido contrário, validar a autorregulação privada abriria espaço para padrões globais com camadas adicionais de exigência, elevando custos de conformidade e reduzindo a concorrência. Para Márcia, o Brasil já conta com um dos arcabouços ambientais mais robustos do mundo. O Código Florestal impõe a manutenção de Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente, exige o Cadastro Ambiental Rural georreferenciado e conta com sistemas de monitoramento por satélite e mecanismos de compensação ambiental. Além disso, o país dispõe de políticas estruturantes como a Política Nacional do Meio Ambiente, o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e a Política Nacional sobre Mudança do Clima.  “Esse conjunto garante previsibilidade ao produtor regular e comprova que o país possui um marco ambiental sólido. Por isso, exigências externas precisam respeitar a proporcionalidade, a transparência e o devido processo. Caso contrário, correm o risco de ferir a legislação brasileira e distorcer a concorrência”, conclui. Pressões ambientais externas reacendem disputa sobre limites da autorregulação no agronegócio

  • Thopen Energy participa do programa “Cultura & Design IV”, da TV Cultura, e destaca o papel da energia limpa na transformação do Brasil

    São Paulo, Novembro de 2025 – Em participação no programa Cultura & Design IV, da TV Cultura, o CRO da Thopen Energy, João Pedro Neves, se uniu à Cinthya Achon Parada, sócia-diretora da Pedra Forte Investimentos, para um bate-papo sobre os caminhos da transição energética no Brasil e as oportunidades de democratização do acesso à energia limpa e mais econômica. Thopen Energy participa do programa “Cultura & Design IV”, da TV Cultura, e destaca o papel da energia limpa na transformação do Brasil O encontro teve como foco principal desmistificar a complexidade do setor elétrico, mostrar como a abertura do mercado de energia se assemelha à transformação já vivida por outros setores no país como telecomunicações e reforçar o papel da informação como ferramenta de empoderamento. “Nosso objetivo é reduzir as assimetrias que ainda existem entre quem consome energia e quem domina sua operação. A energia pode e deve ser simples, acessível e sustentável”, afirmou João Neves durante a entrevista. A conversa também abordou o impacto concreto que a Thopen vem gerando por meio de soluções baseadas em fontes renováveis, como solar, eólica, hídrica, biomassa e biogás. Um dos destaques do episódio foi a apresentação da Usina de Biogás São João, localizada na Zona Leste de São Paulo, que transforma resíduos do aterro sanitário em energia limpa. O Coordenador de O&M da unidade, José Rogério, explicou como o processo de captação, compressão e sincronização do biogás permite que a energia seja injetada na rede com eficiência, evitando a liberação de metano na atmosfera e contribuindo diretamente para a mitigação de gases de efeito estufa. “O gás extraído do aterro é tratado e convertido em energia, que é despachada para a rede de distribuição da Enel. É um processo técnico que representa uma solução ambiental e energética ao mesmo tempo”, explicou Rogério. A participação da Pedra Forte Investimentos, representada por Cinthya Achon Parada, reforçou a conexão entre o setor financeiro e a nova matriz energética brasileira. Segundo ela, a entrada de investidores neste mercado tem revelado um cenário muito mais acessível e prático do que se imaginava com retornos sustentáveis tanto no aspecto ambiental quanto no econômico. O programa evidenciou o compromisso da Thopen em construir uma plataforma energética cada vez mais livre, tecnológica e conectada às necessidades reais da sociedade. A empresa já atua com mais de 250 mil unidades consumidoras sob gestão e mantém seu foco em ampliar o acesso à energia limpa com simplicidade, previsibilidade e impacto positivo. Assista ao episódio completo: Sobre a Thopen Energy A Thopen é a maior plataforma de energia livre do Brasil em número de unidades consumidoras. Com atuação nacional, integra soluções de geração, comercialização e gestão de energia, com foco em fontes renováveis e inovação tecnológica. Seu propósito é transformar o conhecimento sobre energia em liberdade para empresas e pessoas. Thopen Energy participa do programa “Cultura & Design IV”, da TV Cultura, e destaca o papel da energia limpa na transformação do Brasil

  • O lançamento do BOTOH2 durante a COP30 marca um avanço histórico na transição energética e na gestão de resíduos na Amazônia.

    No dia 12 de novembro, durante a COP30 em Belém, foi lançado oficialmente o BOTOH2, o primeiro barco da América Latina movido a hidrogênio verde. A cerimônia ocorreu na Ilha do Combu, localizada às margens do rio Guamá, conhecida por sua rica biodiversidade e por abrigar comunidades ribeirinhas que vivem em estreita relação com os ecossistemas amazônicos. O lançamento do BOTOH2 durante a COP30 marca um avanço histórico na transição energética e na gestão de resíduos na Amazônia. Desenvolvido pelo instituto de inovação da Itaipu Binacional, o Itaipu ParqueTec, o projeto é resultado de mais de uma década de investimentos em pesquisa e inovação. A embarcação foi concebida com tecnologia 100% brasileira, utilizando equipamentos e fornecedores nacionais, como a WEG. O BOTOH2 representa um marco na descarbonização das atividades náuticas e na promoção da economia circular na região amazônica. O lançamento do BOTOH2 durante a COP30 marca um avanço histórico na transição energética e na gestão de resíduos na Amazônia. A embarcação possui duas fontes de energia integradas: energia solar fotovoltaica e energia química do hidrogênio. No teto do barco, placas solares captam a luz do sol e a convertem em energia elétrica, que serve como apoio ao sistema principal. Já o hidrogênio é produzido por meio da eletrólise da água, processo que separa o hidrogênio do oxigênio utilizando eletricidade. Esse hidrogênio é armazenado em cilindros e convertido em energia elétrica por uma célula combustível, que alimenta um motor elétrico silencioso, limpo e sem emissão de gases de efeito estufa. O gestor do Centro de Tecnologias de Hidrogênio do ParqueTec, Daniel Cantane, explicou que o motor foi desenvolvido internamente pela equipe de cientistas do projeto. A célula combustível realiza uma conversão eletromecânica da energia química do hidrogênio em eletricidade, garantindo alta eficiência e sustentabilidade. Segundo Daniel, a usina de geração de hidrogênio já está pronta e será instalada em Belém até maio de 2026, quando também será construído o primeiro posto de abastecimento náutico a hidrogênio da América Latina, com um píer específico para esse fim. A obra estrutural está sendo conduzida pela Universidade Federal do Pará (UFPA), com apoio da Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp). Falando ao microfone, Irineu Colombo da Itaipú ParqueTec | presença do ministro Celso Sabino, e o Paraguai Iruan, Verri da parte brasileira. Durante o evento, diversas autoridades estiveram presentes, entre elas o ministro do Turismo, Celso Sabino, que destacou a importância da transição energética para o turismo sustentável e para as populações ribeirinhas. Também participaram o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, o diretor-geral paraguaio, Justo Zacarias Irún, e o diretor-superintendente do Itaipu ParqueTec, Irineu Colombo. Enio Verri ressaltou que o projeto poderá inaugurar um novo ciclo na transição energética brasileira, especialmente no setor de transporte fluvial. O BOTOH2 será utilizado inicialmente para a coleta de resíduos recicláveis nas ilhas da região de Belém. A embarcação integra o programa Coleta Mais, iniciativa da Itaipu Binacional que promove a valorização dos catadores e a criação de Unidades de Valorização de Recicláveis (UVRs). Em Belém, quatro cooperativas estão sendo estruturadas com novos equipamentos e capacitação profissional para operar essas unidades. Segundo Stella Guimarães, superintendente de Comunicação Social da Itaipu Binacional, os catadores devem ser reconhecidos como agentes ambientais, papel fundamental na construção de uma economia circular sustentável. O projeto também contempla ações de educação ambiental voltadas para comunidades e escolas, com o objetivo de melhorar o aproveitamento dos recicláveis e fomentar soluções inovadoras. A Itaipu ParqueTec será responsável por treinar as equipes locais, garantindo a continuidade do projeto e o desenvolvimento de novas embarcações com funcionalidades ampliadas. A iniciativa representa uma resposta concreta aos desafios de saneamento ambiental na Amazônia, onde a coleta de resíduos ainda é feita majoritariamente por embarcações movidas a combustíveis fósseis. Com o BOTOH2, abre-se uma nova etapa de sustentabilidade, inclusão social e inovação tecnológica. O lançamento do BOTOH2 durante a COP30 marca um avanço histórico na transição energética e na gestão de resíduos na Amazônia.

  • O futuro da mobilidade urbana será elétrico, solar e inteligente

    Por Rica Legname  A combinação entre veículos elétricos e energia solar deixou de ser uma tendência e já representa um dos movimentos mais transformadores da mobilidade urbana mundial, incluindo o Brasil, que está entrando com força nessa agenda. A convergência dessas tecnologias une competitividade, inovação e sustentabilidade, criando um ecossistema energético descentralizado e mais eficiente. O futuro da mobilidade urbana será elétrico, solar e inteligente Segundo o Balanço Energético Nacional 2025, publicado pela Empresa de Pesquisa Energética, em parceria com o Ministério de Minas e Energia (MME), o número de veículos eletrificados plug-in, ou seja, aqueles que podem ser recarregados na tomada, licenciados no Brasil saltou de cerca de 1,9 mil unidades em 2020 para mais de 215 mil em 2024, um crescimento exponencial que ilustra a mudança de comportamento do consumidor e das empresas. Só em 2024, as vendas de veículos elétricos e híbridos cresceram acima de 80% no país. Este avanço expressivo foi impulsionado tanto pelos modelos 100% elétricos (BEV) quanto pelos híbridos plug-in (PHEV), que juntos representaram 71% do total de vendas no segmento, com 125.624 unidades. Analistas de mercado, inclusive, projetam que a frota eletrificada brasileira pode ultrapassar 1 milhão de unidades antes de 2030. Esse avanço está diretamente ligado à queda de custos de tecnologia, aumento da oferta de modelos e incentivos estaduais, além da busca por soluções de mobilidade que reduzam a pegada ambiental. Paralelamente, o setor solar brasileiro vive sua melhor fase: No início de 2025, o país ultrapassou a marca de 55 GW de potência instalada em energia solar, consolidando-se a segunda maior fonte da matriz elétrica nacional e responsável por mais de 20% da capacidade total. Integrar energia solar e veículos elétricos representa o ápice desse movimento e vai muito além da instalação de painéis ou carregadores. A verdadeira transformação depende de sistemas inteligentes capazes de conectar geração, consumo e operação em tempo real. São essas plataformas de gestão e dados que permitem que a energia solar se torne efetivamente mobilidade, transformando o sol em combustível renovável e nacional para veículos individuais, frotas corporativas e transporte público.       Essa sinergia contribui para a descentralização energética, amplia a autonomia urbana e fortalece a segurança energética do país ao reduzir a dependência aos combustíveis fósseis e variações tarifárias. Mais do que uma convergência tecnológica, trata-se da criação de uma infraestrutura híbrida e de um modelo de mobilidade urbana mais limpo, eficiente e inteligente. Além dos benefícios ambientais e econômicos, a combinação entre energia solar e mobilidade elétrica estimula uma nova economia, capaz de gerar empregos qualificados, acelerar a inovação em armazenamento e redes inteligentes, ampliar a competitividade industrial e criar modelos de negócio baseados em energia inteligente, infraestrutura de recarga e serviços digitais. Sem dúvida alguma, esses são ganhos que se estendem às cidades, com impacto direto na qualidade do ar, na redução de ruídos e na melhoria das condições de saúde pública. Embora existam desafios, como a necessidade de expansão da infraestrutura de recarga, regulamentação contínua e avanço em tecnologias de armazenamento, o ritmo de adoção indica que o país está em trajetória consistente. A transição energética e a mobilidade elétrica não são mais debates futuristas, pois elas já estão moldando o presente e posicionando o Brasil como protagonista entre os mercados emergentes de energia limpa. O futuro da mobilidade urbana será elétrico, solar e inteligente. E esse futuro já começou. Basta observar o crescimento da geração solar nas cidades, a expansão da frota eletrificada e o surgimento de soluções que conectam energia renovável e o transporte, seja ele público ou não. Estamos testemunhando o início de uma transformação estrutural que redefine não apenas a maneira como nos movemos, mas também como produzimos e consumimos energia. É o sol, literalmente, movendo pessoas, empresas e cidades rumo a um novo modelo de desenvolvimento e, mais do que uma tendência, isso representa uma resposta concreta e estruturante aos desafios do século XXI. Por Rica Legname, sócio-fundador da Spott. O futuro da mobilidade urbana será elétrico, solar e inteligente

  • Com 17 mil t de emissões evitadas na natureza para seus clientes, VR Energia destaca os benefícios do mercado livre durante Convenção de Supermercados no RS e projeta nova fase a partir de 2026 com fo

    Empresa reforça sua presença junto ao varejo supermercadista e amplia o diálogo sobre eficiência, sustentabilidade e economia no setor;   VR Energia destaca que o fim dos subsídios marca o amadurecimento do setor elétrico e exige estratégia na compra e gestão de energia. Com 17 mil t de emissões evitadas na natureza para seus clientes, VR Energia destaca os benefícios do mercado livre durante Convenção de Supermercados no RS e projeta nova fase a partir de 2026 com fo     Brasil, 13 de novembro de 2025 A VR Energia, especializada em gestão e comercialização de energia elétrica, marcou presença de destaque na Convenção Regional de Supermercados Litoral, realizada nos dias 28 e 29 de outubro, em Tramandaí (RS). Como uma das únicas gestoras independentes do país a participar de eventos multissetoriais, a empresa se posicionou ao lado do varejo supermercadista gaúcho, aproximando o setor das oportunidades e benefícios do mercado livre de energia com proposta de uma economia mais sustentável.    Com estande próprio e uma equipe técnica presente durante os dois dias do evento, a VR Energia que aposta em soluções personalizadas, aliando análise de consumo, gestão de contratos e integração com fontes renováveis como eólica e solar, promoveu trocas intensas de conhecimento e informação com empresários e executivos do setor, explicando como a migração para o mercado livre pode representar redução de até 35% nos custos com energia, além de ampliar a autonomia e previsibilidade na gestão energética.    “Estar presente em um evento como a Convenção Regional é fundamental para mostrar ao varejo que a energia pode ser uma decisão estratégica e sustentável. O supermercadista é um gestor que busca eficiência e competitividade, e o mercado livre oferece exatamente isso”,  destaca Viviane Rosa, CEO e fundadora da VR Energia.    A feira, uma das mais relevantes do setor no Rio Grande do Sul, foi 30% maior que em 2024, reunindo mais de 6,3 mil visitantes, 158 expositores e movimentando R$ 26,3 milhões em negócios. A presença da VR Energia reforçou o compromisso da empresa com a inovação e o diálogo intersetorial, levando o tema da transição energética para o centro das discussões sobre gestão e redução de custos operacionais.  Energia como vantagem competitiva A MP 1304 estabelece o fim gradativo da energia incentivada, limitando os descontos de até 50% na TUSD/TUST para novos contratos de fontes renováveis (solar, eólica, PCH e biomassa). Na prática, isso encerra um ciclo de subsídios que impulsionou a expansão da geração limpa e a entrada de consumidores no Mercado Livre de Energia (ACL). O texto prevê respeito aos contratos já firmados até a sanção presidencial, o que torna novembro um mês decisivo para migrações e fechamento de novos acordos. Esse movimento cria alta volatilidade no curto prazo e uma corrida de consumidores buscando garantir os incentivos antes do corte.  Segundo a CEO da VR Energia,  “a partir de 2027, espera-se um ambiente com mais liberdade de escolha para os consumidores, maior foco em inteligência de compra, previsibilidade e sustentabilidade, e menos dependência de subsídios. Em resumo, o fim da energia incentivada marca o início de uma nova fase do setor elétrico: mais madura, competitiva e orientada à gestão inteligente. Quem se posicionar agora com estratégia e informação entrará em 2026 mais forte, previsível e sustentável. Com a MP 1304, o setor elétrico brasileiro entra em uma nova fase: o fim da energia incentivada marca o início de um mercado mais competitivo, técnico e orientado à gestão eficiente”. Expansão e liderança nacional  Com mais de 150 empresas atendidas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, a VR Energia expandiu em 2025 suas operações para São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, consolidando-se como uma das principais gestoras independentes de energia do país.  Entre seus clientes do setor supermercadista estão redes como Macrotri e Primaz (Viamão/RS) e os supermercados Aguiar e Duarte (Porto Alegre) — que já se beneficiam dos ganhos de eficiência e da redução de custos proporcionados pela gestão energética da companhia.  Até setembro de 2025, a VR Energia alcançou a marca de R$ 52 milhões em economia líquida gerada para seus clientes, o equivalente à redução de 17 mil toneladas de emissões de CO₂ na atmosfera.  “Chegar a esse resultado é motivo de orgulho. Cada empresa que opta pelo mercado livre contribui não apenas para reduzir custos, mas também para transformar a matriz energética brasileira em algo mais limpo e eficiente”,  ressalta Viviane. Sobre a VR Energia  A VR Energia é uma gestora e comercializadora independente de energia elétrica, com foco em consultoria estratégica, gestão de contratos e integração com fontes renováveis. A empresa atua nos estados da região Sul e Sudeste, oferecendo soluções sob medida para empresas que desejam migrar para o mercado livre de energia, reduzir custos e adotar práticas sustentáveis. Mais informações:  https://www.instagram.com/vr.energia_/ Com 17 mil t de emissões evitadas na natureza para seus clientes, VR Energia destaca os benefícios do mercado livre durante Convenção de Supermercados no RS e projeta nova fase a partir de 2026 com foco em sustentabilidade e gestão inteligente

  • Braskem Idesa enfrenta queda de liquidez no México e acende sinal de alerta entre credores

    Joint venture da Braskem com a mexicana Idesa encerra o terceiro trimestre com apenas US$ 46 milhões em caixa, valor que pressiona o pagamento de compromissos financeiros até novembro. Braskem Idesa enfrenta queda de liquidez no México e acende sinal de alerta entre credores Matéria EnergyChannel: A Braskem Idesa, joint venture entre a brasileira Braskem (com 75% de participação) e o grupo mexicano Idesa, atravessa um momento de atenção no mercado financeiro. A companhia reportou apenas US$ 46 milhões em caixa no fechamento de setembro de 2025 , menos da metade do volume registrado no trimestre anterior, o que intensificou o alerta entre investidores e credores internacionais. O recuo expressivo na liquidez ocorre em meio a obrigações financeiras de curto prazo , incluindo o pagamento de US$ 33,5 milhões em cupons de títulos  com vencimento no próximo dia 17. A situação reacende questionamentos sobre a capacidade da empresa de equilibrar fluxo de caixa e dívida num contexto desafiador para a indústria petroquímica latino-americana. Fundada em 2010, a Braskem Idesa opera o Complexo Petroquímico de Etileno XXI , localizado em Nanchital, no estado de Veracruz, México um dos maiores projetos industriais do setor na região. A planta tem capacidade anual de produção de mais de 1 milhão de toneladas de polietileno , insumo essencial para a fabricação de embalagens, tubos e componentes plásticos. Nos últimos anos, a joint venture enfrentou dificuldades logísticas e contratuais  relacionadas ao fornecimento de gás natural, além da volatilidade nos preços do petróleo e de matérias-primas. Apesar disso, a empresa vinha buscando reequilibrar sua estrutura financeira por meio de renegociações com credores e ajustes operacionais . Com a recente queda de caixa, o mercado acompanha de perto os próximos passos da companhia e de suas controladoras. A Braskem, listada nas bolsas de São Paulo e Nova York, afirmou que segue monitorando a situação financeira da joint venture , mas não antecipou medidas adicionais até o momento. A expectativa é que as negociações com credores e possíveis ajustes de capital sejam intensificadas nas próximas semanas, em busca de garantir liquidez e continuidade operacional  no México. Braskem Idesa enfrenta queda de liquidez no México e acende sinal de alerta entre credores

  • Brasil se prepara para era da energia a partir do lixo: modelo PPP garante segurança jurídica e atrai capital verde para usinas WTE

    Por Sebastião Carlos Martins Brasil se prepara para era da energia a partir do lixo: modelo PPP garante segurança jurídica e atrai capital verde para usinas WTE As Unidades de Recuperação Energética (WTE) surgem como alternativa estratégica para transformar resíduos sólidos em energia limpa, impulsionando a transição climática brasileira rumo à COP30. Um novo marco para o futuro dos resíduos urbanos O Brasil está diante de uma mudança estrutural em sua gestão de resíduos sólidos. Com mais de 40% do lixo urbano ainda destinado a aterros inadequados ou lixões, o país precisa alinhar suas práticas à Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) e às metas do Novo Marco de Saneamento (Lei 14.026/2020). Nesse contexto, as Unidades de Recuperação Energética (WTE, do inglês Waste-to-Energy)  ganham protagonismo como solução tecnológica e ambiental capaz de transformar passivos urbanos em fontes renováveis de energia e combustíveis sustentáveis. De acordo com especialistas do setor, as WTE não substituem completamente os aterros, mas devem ser tratadas como solução prioritária sendo os aterros uma alternativa apenas quando comprovadamente inviáveis técnica ou economicamente. Essa abordagem coloca o Brasil em linha com países da União Europeia, da OCDE e com as diretrizes de descarbonização previstas nos compromissos internacionais de clima. PPPs: o elo entre sustentabilidade e viabilidade econômica A implantação de uma usina WTE demanda investimentos de grande porte e operação contínua por décadas. Por isso, o modelo mais adequado é o das Parcerias Público-Privadas (PPP) , que garantem estabilidade jurídica, equilíbrio financeiro e repartição clara de responsabilidades entre o poder público e a iniciativa privada. As PPPs proporcionam segurança para investidores, permitindo que o setor privado financie, construa e opere plantas de recuperação energética com metas contratuais de desempenho ambiental e eficiência. Já os municípios asseguram o fornecimento contínuo de resíduos e o cumprimento das exigências legais da Política Nacional de Resíduos. Para o engenheiro Sebastião Carlos Martins , CEO da DBEST PLAN e especialista em viabilidade econômico-financeira de projetos sustentáveis, esse modelo é “a ponte entre a necessidade pública e a capacidade técnica e financeira do setor privado”. “A PPP é a espinha dorsal da transição energética dos resíduos. Ela cria previsibilidade, estabilidade regulatória e atrai capital verde internacional”, afirma Martins. Segurança jurídica e governança: pilares da confiança Projetos WTE exigem um alto nível de confiança institucional. Por isso, a segurança jurídica  é apontada como o elemento central para garantir a sustentabilidade de longo prazo dessas iniciativas. Entre os instrumentos que fortalecem esse ambiente de previsibilidade estão: Contratos de longo prazo  (geralmente acima de 25 anos), que permitem amortizar investimentos e garantir operação contínua; Matriz de riscos objetiva , definindo quem assume riscos tecnológicos, operacionais e regulatórios; Mecanismos financeiros de proteção , como contas escrow (que asseguram o fluxo de pagamentos), seguros de performance e fundos de reserva; Indicadores de performance (KPIs)  que medem eficiência energética, emissões e cumprimento de metas ambientais. Esses mecanismos reduzem litígios, evitam desequilíbrios econômicos e reforçam a credibilidade dos projetos fatores decisivos para atrair investidores internacionais e fundos de infraestrutura verde. Incentivos fiscais como motores de desenvolvimento, não de renúncia A discussão sobre incentivos fiscais para projetos WTE costuma gerar controvérsias. No entanto, o especialista defende que benefícios tributários temporários funcionam como investimento e não como renúncia . A lógica segue o princípio da Curva de Laffer , que demonstra que uma carga tributária equilibrada pode ampliar a base de arrecadação. Ao estimular empreendimentos que geram empregos, novas cadeias produtivas e energia limpa, os municípios passam a arrecadar mais no médio prazo. “Reduzir a tributação inicial de projetos estratégicos não significa perder receita, e sim criar novas fontes de arrecadação sustentável. É uma escolha inteligente de política pública”, reforça Martins. Fiscalização e transparência como vetores de modernização A legislação brasileira determina que Tribunais de Contas e Ministérios Públicos  exijam dos municípios justificativas técnicas antes da adoção de aterros, priorizando sempre soluções com maior aproveitamento energético. Essa fiscalização, longe de ser uma barreira, torna-se uma força motriz da modernização do setor de resíduos. A transparência contratual, aliada à adoção de mecanismos de governança e métricas auditáveis , garante que a gestão dos resíduos urbanos seja não apenas ambientalmente correta, mas também financeiramente sustentável e socialmente justa. WTE e a rota climática até a COP30 Com a COP30  prevista para ocorrer no Brasil, as WTE representam uma oportunidade estratégica de projeção internacional. A tecnologia permite reduzir as emissões de metano gás até 84 vezes mais potente que o CO₂, ao mesmo tempo em que gera energia elétrica, vapor, combustíveis verdes (como SAF e biodiesel) e fertilizantes organominerais . Além de seu impacto ambiental, o modelo estimula a reindustrialização verde , cria empregos qualificados e posiciona o país como referência em soluções integradas para economia circular e descarbonização urbana. Conclusão: um caminho sem volta para a sustentabilidade A implantação das Unidades de Recuperação Energética no Brasil é mais que um avanço tecnológico é uma decisão política e econômica de longo prazo . A combinação entre PPPs bem estruturadas, segurança jurídica, incentivos inteligentes e fiscalização efetiva desenha um cenário de transformação profunda na forma como o país lida com seus resíduos. Para Sebastião Carlos Martins, “a WTE é mais do que uma solução de engenharia: é uma estratégia de Estado para o desenvolvimento sustentável, devendo estar integrada a programas como o PAC e o Plano de Parcerias de Investimentos”. À medida que a transição energética se acelera, as WTEs despontam como instrumentos de convergência entre meio ambiente, economia e inovação um passo decisivo para o Brasil cumprir seu papel de liderança climática na COP30 e além. Brasil se prepara para era da energia a partir do lixo: modelo PPP garante segurança jurídica e atrai capital verde para usinas WTE

  • Biomassa em debate: modelo industrial de energia “verde” na América Latina acende alerta sobre impactos sociais e ambientais

    Enquanto governos promovem a biomassa como solução para descarbonizar a economia, estudos apontam riscos de desmatamento, escassez hídrica e concentração de terras na região. Biomassa em debate: modelo industrial de energia “verde” na América Latina acende alerta sobre impactos sociais e ambientais A crescente aposta da América Latina na biomassa como alternativa energética sustentável vem gerando novas discussões sobre o verdadeiro custo ambiental e social dessa transição. Um novo levantamento do Biomass Action Network , em parceria com a Global Forest Coalition , coloca em evidência os impactos da produção de energia a partir de biomassa em escala industrial, especialmente em países como Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai. O estudo aponta que, apesar de ser apresentada como uma fonte “limpa” e “renovável”, a biomassa tem sido associada a desmatamento, perda de biodiversidade, exploração trabalhista e conflitos fundiários em comunidades rurais. “Aço verde” e monoculturas: um modelo que preocupa De acordo com o relatório, a produção de carvão vegetal utilizado na fabricação de “aço verde” no Brasil e no Paraguai depende de milhões de toneladas de madeira oriunda de plantações de eucalipto e pinus. Essas monoculturas, embora classificadas como florestas renováveis, acabam substituindo ecossistemas nativos, comprometendo recursos hídricos e, em muitos casos, levando à expulsão de comunidades locais. Além disso, denúncias de condições precárias de trabalho e casos de trabalho análogo à escravidão ainda são recorrentes em regiões produtoras de carvão vegetal, o que coloca em xeque a narrativa de sustentabilidade associada a esse tipo de energia. Setor de papel, celulose e agronegócio intensificam o uso da biomassa Outro ponto destacado no documento é a integração crescente de usinas termelétricas a biomassa nas operações de empresas de celulose e papel. Essas indústrias utilizam resíduos florestais e agrícolas como combustível para gerar energia, o que, segundo o estudo, mascara a intensificação de modelos produtivos baseados em grandes plantações e na exploração intensiva de recursos naturais. No agronegócio, a biomassa vem sendo usada para o aquecimento e secagem de grãos e no abastecimento de refinarias de etanol, ampliando o vínculo entre o setor energético e a concentração de terras em poucas mãos. Efeitos sobre clima, biodiversidade e comunidades Os impactos ambientais vão além da perda de cobertura vegetal. O uso intensivo de água nas plantações de eucalipto e a queima de biomassa em larga escala também geram desequilíbrios hídricos e emissões indiretas de carbono. O relatório ainda critica o que chama de “contabilidade climática falha”, já que parte das emissões de biomassa não é devidamente contabilizada em inventários oficiais. Socialmente, o avanço das plantações industriais de biomassa tem gerado tensões com povos indígenas, comunidades quilombolas e agricultores familiares, que veem suas terras sendo disputadas por grandes corporações e projetos de energia. COP30 e o papel do Brasil na bioeconomia global A publicação surge em um momento estratégico: às vésperas da COP30, que será sediada em Belém (PA), o Brasil pretende apresentar a bioenergia como um dos pilares de sua política de descarbonização. O compromisso “Belém 4X”, que busca quadruplicar a produção de biocombustíveis até 2035, é citado no relatório como exemplo de como o discurso da “transição verde” pode ocultar práticas insustentáveis. Os autores defendem que uma verdadeira transição energética deve priorizar modelos de manejo florestal comunitário, agroecologia e sistemas descentralizados de energia renovável pautados por justiça social e participação local. Um novo olhar para a transição energética Para o EnergyChannel , o debate em torno da biomassa industrial é essencial para repensar o papel da América Latina na transição energética global. O continente reúne vastos recursos naturais e potencial para liderar uma revolução verde, mas também enfrenta desafios históricos de desigualdade, exploração e concentração fundiária. Como destaca o relatório, “a descarbonização não pode ocorrer à custa de comunidades e ecossistemas”. O futuro da energia sustentável na região dependerá de políticas que equilibrem eficiência climática, responsabilidade social e respeito aos direitos territoriais. Biomassa em debate: modelo industrial de energia “verde” na América Latina acende alerta sobre impactos sociais e ambientais

  • Oracle acelera agenda ESG com uso estratégico de tecnologia sustentável e inteligência de dados

    Empresa aposta em soluções baseadas em nuvem, inteligência artificial e gestão de dados para ajudar organizações a mensurar e reduzir seus impactos ambientais e sociais. Oracle acelera agenda ESG com uso estratégico de tecnologia sustentável e inteligência de dados A Oracle está reposicionando sua atuação no mercado global de tecnologia com um foco crescente na sustentabilidade e na integração de métricas ESG (ambientais, sociais e de governança). A companhia vem desenvolvendo ferramentas que utilizam inteligência de dados, automação e computação em nuvem para permitir que empresas não apenas monitorem seus indicadores, mas também ajam com base em informações precisas para reduzir emissões, melhorar eficiência e gerar valor sustentável. Segundo executivos da Oracle, o desafio atual das empresas não está apenas em coletar dados ESG, mas em transformá-los em decisões práticas de gestão. A empresa tem investido em plataformas que cruzam dados de energia, emissões de carbono, logística, cadeia de suprimentos e governança corporativa em tempo real. Isso permite que gestores visualizem, em um único painel, o impacto de suas operações e implementem estratégias imediatas de mitigação e eficiência. “Os relatórios ESG deixaram de ser uma exigência burocrática. Hoje, são ferramentas estratégicas que direcionam inovação, reputação e competitividade”, destacam fontes da companhia. A Oracle tem trabalhado com clientes dos setores de energia, manufatura, agronegócio e finanças para implementar soluções que automatizam o rastreamento de carbono e otimizam o uso de recursos reduzindo custos e fortalecendo o compromisso ambiental. Entre os exemplos recentes, a empresa aponta o uso de inteligência artificial para prever o consumo energético de data center's e ajustar automaticamente a operação para reduzir a pegada de carbono. Além disso, a infraestrutura em nuvem da Oracle é alimentada majoritariamente por fontes renováveis, alinhando a própria operação da companhia às metas globais de neutralidade climática. Outro ponto central da estratégia da Oracle é a transparência de dados. As soluções oferecidas permitem que as empresas atendam às novas exigências de relatórios ESG internacionais, incluindo as normas da União Europeia e as recomendações do International Sustainability Standards Board (ISSB). A tecnologia, segundo a Oracle, tem papel fundamental em garantir que os números divulgados sejam confiáveis, auditáveis e comparáveis entre diferentes setores. Com a combinação de nuvem verde, IA e análise avançada de dados, a Oracle busca se consolidar como uma das principais fornecedoras de infraestrutura digital sustentável no mundo. A empresa acredita que o futuro das metas ESG depende menos de promessas e mais da capacidade de mensurar e agir e é exatamente nesse ponto que a tecnologia se torna protagonista. Oracle acelera agenda ESG com uso estratégico de tecnologia sustentável e inteligência de dados

  • Irlanda acelera a transição elétrica: Brite EV adota plataforma inteligente da GreenFlux para expandir rede de recarga

    Parceria entre a irlandesa Brite EV Charging e a holandesa GreenFlux promete elevar a eficiência e confiabilidade da infraestrutura de carregamento de veículos elétricos no país. Irlanda acelera a transição elétrica: Brite EV adota plataforma inteligente da GreenFlux para expandir rede de recarga A mobilidade elétrica da Irlanda ganha um novo impulso com a decisão da Brite EV Charging , uma das principais operadoras locais de infraestrutura de recarga, de adotar o sistema inteligente de gestão de carregamento da GreenFlux . A integração da tecnologia holandesa marca um avanço na digitalização e eficiência energética das estações da Brite, começando pela cidade de Galway , no oeste do país. O projeto-piloto, instalado no Brite Ultra Hub  da Sandy Road, já opera com seis carregadores rápidos de 300 kW CC , quatro unidades de 240 kW CC  e oito carregadores de 22 kW CA , totalizando uma capacidade de 1 MVA suficiente para abastecer até 18 veículos simultaneamente . Além da potência, o local se destaca pela infraestrutura de segurança ativa  e pela integração de sistemas corporativos de faturamento , otimizando o uso para frotas e motoristas de aplicativos. Outro ponto de destaque é o hub rápido no Galway Retail Park , voltado para o público em movimento de consumidores a operadores logísticos. Ambos os locais passam a ser operados pelo Charge Point Management System (CPMS)  da GreenFlux, uma plataforma de controle que permite monitorar, programar e otimizar o carregamento em tempo real . Com o aplicativo Charge Assist , também desenvolvido pela GreenFlux, os usuários podem verificar a disponibilidade dos pontos, iniciar e encerrar sessões remotamente , efetuar pagamentos digitais seguros  e planejar rotas com base na autonomia do veículo , reforçando a experiência conectada e fluida que o setor busca oferecer. “A parceria com a GreenFlux nos coloca na vanguarda da mobilidade elétrica irlandesa”, afirmou Colin Barry , diretor-geral da Brite EV Charging. “Ao unir engenharia local com tecnologia europeia consolidada, criamos uma rede confiável, inteligente e preparada para o futuro — exatamente o que motoristas, empresas e frotas precisam.” O avanço também é visto como estratégico para o plano de descarbonização do país. Segundo Suthalan Gnanes , diretor executivo da GreenFlux, “a expansão da mobilidade elétrica na Irlanda depende de uma infraestrutura capaz de crescer com o mercado e oferecer a melhor experiência de carregamento possível. É isso que o nosso software e os serviços de roaming gerenciado estão entregando à Brite.” A expectativa é que a parceria sirva de modelo para outras operadoras europeias  interessadas em automatizar e escalar redes de recarga pública e corporativa , reduzindo custos operacionais e aumentando a confiabilidade do serviço um passo essencial para o futuro elétrico do continente. Irlanda acelera a transição elétrica: Brite EV adota plataforma inteligente da GreenFlux para expandir rede de recarga

  • Malásia dá passo estratégico na transição energética com nova biorrefinaria liderada por Petronas, Enilive e Euglena

    Projeto marca a entrada da Malásia na rota dos biocombustíveis avançados, com capacidade de processar até 650 mil toneladas de biomassa por ano. Malásia dá passo estratégico na transição energética com nova biorrefinaria liderada por Petronas, Enilive e Euglena Em um movimento que reforça a transição energética no Sudeste Asiático, a Petronas , gigante malaia do setor de petróleo e gás, anunciou o início da construção de uma biorrefinaria de grande escala  em parceria com a Enilive , subsidiária de biocombustíveis da italiana Eni , e a japonesa Euglena , referência em biotecnologia de microalgas. A cerimônia de inauguração do projeto marcou o início oficial das obras, consolidando uma nova etapa no desenvolvimento de combustíveis sustentáveis na região. O empreendimento, localizado na Malásia, será capaz de processar até 650 mil toneladas de biomassa por ano , incluindo resíduos agrícolas e óleos vegetais usados, com o objetivo de produzir combustíveis renováveis de baixa pegada de carbono — como diesel verde (HVO) , combustível sustentável de aviação (SAF)  e nafta renovável . De acordo com as empresas envolvidas, a nova planta tem potencial para reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa  em comparação com os combustíveis fósseis convencionais, contribuindo para as metas climáticas da Malásia e fortalecendo o papel do país como hub de energia limpa no Sudeste Asiático . A Enilive , braço verde da Eni, traz para o projeto sua experiência em conversão de refinarias tradicionais em biorrefinarias, enquanto a Euglena  atua na pesquisa e aplicação de microalgas para produção de biocombustíveis de próxima geração. Já a Petronas  lidera a operação local e coordena o fornecimento de biomassa e a infraestrutura de integração com a cadeia logística do país. “Esta colaboração representa um marco importante para a Malásia e para toda a indústria de energia renovável na Ásia. Estamos unindo tecnologia, inovação e compromisso climático em um mesmo propósito: acelerar a descarbonização”, destacou um porta-voz da Petronas durante a cerimônia. A previsão é que a biorrefinaria entre em operação comercial nos próximos anos , impulsionando o desenvolvimento de tecnologias verdes e consolidando o país como um polo estratégico na produção de combustíveis sustentáveis para o mercado global. Malásia dá passo estratégico na transição energética com nova biorrefinaria liderada por Petronas, Enilive e Euglena

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