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- Europa Ajusta Rota Climática e Fixa Meta de 90% de Corte nas Emissões Até 2040
Bruxelas avança com a política climática mais ambiciosa da década, mas credita parte do esforço a compensações externas e reacende debate sobre competitividade industrial. A União Europeia deu hoje um passo decisivo na definição de sua estratégia climática para os próximos 15 anos. Em votação que movimentou o Parlamento Europeu, os deputados aprovaram uma redução de 90% das emissões até 2040 , estabelecendo o tom da diplomacia ambiental do bloco às vésperas da COP30. Europa Ajusta Rota Climática e Fixa Meta de 90% de Corte nas Emissões Até 2040 O plano, que recebeu 379 votos favoráveis , consolida a primeira grande atualização da rota europeia rumo à neutralidade climática de 2050. Mas o acordo também abriu espaço para controvérsias: até 5% da meta poderá ser cumprida por créditos de carbono adquiridos no exterior , mecanismo que divide especialistas e governos. Nova Meta, Novos Conflitos: Europa Entre a Ciência e a Pressão Econômica A decisão final ficou abaixo das recomendações do conselho científico europeu, que defendia uma redução integral e sem compensações. Ainda assim, a UE segue mais avançada que outras grandes economias, como China e EUA, cujos compromissos atuais não preveem cortes tão profundos antes de meados do século. O resultado reflete uma combinação de pressões internas: custos industriais crescentes , disputas geopolíticas e tarifas internacionais , aumento dos gastos militares , e demandas por previsibilidade regulatória . Capitais com forte peso industrial defenderam flexibilizações, argumentando que metas rígidas poderiam comprometer a competitividade do bloco e abrir novas disputas comerciais. Créditos de Carbono no Centro do Debate A permissão para usar créditos de carbono estrangeiros marca a entrada definitiva desse mecanismo na arquitetura climática europeia pós-2030. A decisão cria margem de manobra para alguns governos, mas também introduz desafios de governança. A Comissão Europeia terá de estabelecer regras estritas para garantir que somente compensações de alta integridade ambiental sejam aceitas com critérios de adicionalidade, permanência e verificação alinhados ao futuro Quadro de Certificação de Remoção de Carbono da UE . Para empresas e investidores, o recado é claro: o compliance climático ficará mais complexo, mais conectado a rastreabilidade e mais sensível ao preço do carbono. O Que Vem Agora: Setores em Disputa e Negociações Decisivas As próximas semanas serão de intensa negociação entre Parlamento e governos nacionais. As discussões vão definir como o esforço será distribuído entre: energia, indústria pesada, transportes, construção civil e agricultura. Essas definições terão impacto direto em investimentos estratégicos, matriz energética, competitividade industrial e no valor futuro das emissões no mercado europeu (ETS). Para CEOs e investidores, três pontos merecem atenção imediata: 1. Estabilidade regulatória A meta de 2040 balizará planos de transição, relatórios de sustentabilidade e projeções de longo prazo. 2. Preço e governança do carbono Mudanças no ETS podem alterar custos no aço, cimento, aviação, transporte marítimo e setores químicos. 3. Pressões geopolíticas Tensões comerciais, subsídios globais e maiores gastos militares podem influenciar o ritmo das políticas ambientais. UE Envia Sinal Forte à COP30, mas Missão Agora é Entregar Resultados A votação coloca o bloco europeu novamente como referência global, apesar das divergências internas. Para parceiros internacionais, a mensagem é dupla: a Europa permanece comprometida com metas agressivas , mas enfrenta os mesmos dilemas entre segurança, competitividade e clima que marcam a política global. A partir de agora, o desafio será transformar uma meta ambiciosa em políticas concretas e manter a coesão num cenário em que energia, defesa e comércio disputam prioridades. A COP30 deverá ser o primeiro grande teste diplomático da nova estratégia. Europa Ajusta Rota Climática e Fixa Meta de 90% de Corte nas Emissões Até 2040
- COP30 e Bill Gates: “Verdades Difíceis” ou Erros Estratégicos?
Por Daniel Lima – ECOnomista Ao sediar a COP30, o Brasil não pode se limitar a discursos inspiradores precisa ser exemplo vivo de ação climática. Receber o mundo na Amazônia exige mais do que hospitalidade: exige coragem política, transparência ambiental e compromisso real com a preservação . COP30 e Bill Gates: “Verdades Difíceis” ou Erros Estratégicos? Não basta ser o país da biodiversidade; é preciso ser o país da liderança ecológica . A COP em Belém é um holofote global e sob esse foco, o Brasil será julgado não pelas promessas que fizer, mas pelas florestas que proteger, pelas emissões que cortar e pelas comunidades que incluir. É hora de transformar o protagonismo climático em legado. Mas vamos às “três verdades difíceis” ou duras de engolir sobre o clima, divulgadas por Bill Gates às vésperas da COP30. COP30 e Bill Gates: “Verdades Difíceis” ou Erros Estratégicos? 1. “Reduzir emissões é caro e difícil” Faço o seguinte questionamento: Reduzir emissões é custo ou investimento ? A ideia de que reduzir emissões é “caro e difícil”, como defende Bill Gates, ignora um fator essencial — o custo da inação é muito maior. Veja por quê: Desastres climáticos como enchentes, tornados, secas, incêndios e ondas de calor causam trilhões em prejuízos anuais e milhares de mortes que poderiam ser evitadas. Investimentos em energia limpa têm se tornado cada vez mais acessíveis. A energia solar com armazenamento, por exemplo, já é mais barata que combustíveis fósseis em muitos países. Políticas de redução de emissões geram empregos verdes, melhoram a saúde pública e reduzem desigualdades. Essa visão ignora os avanços tecnológicos e o potencial de inovação verde, especialmente em países em desenvolvimento. A frase de Gates pode parecer pragmática, mas desvia o foco do que realmente importa: evitar perdas irreparáveis . Vidas estão se perdendo e isso não tem preço. O verdadeiro desafio não é financeiro, mas político e ético . COP30 e Bill Gates: “Verdades Difíceis” ou Erros Estratégicos? 2. “A adaptação é mais urgente que a mitigação” Essa afirmação parte de uma lógica pragmática: como os efeitos das mudanças climáticas já estão em curso, precisamos nos preparar para enfrentá-los. No entanto, essa visão pode ser perigosa se usada para justificar a inação frente às causas do problema. Por que as duas devem caminhar juntas? Mitigação atua sobre as causas das mudanças climáticas, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa para evitar o agravamento do aquecimento global. Adaptação lida com os efeitos já em curso como secas, enchentes, elevação do nível do mar para minimizar os danos. O IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) é claro: mitigação e adaptação são complementares e interdependentes. A COP30, inclusive, tem como um de seus objetivos centrais equilibrar os investimentos em ambas . Priorizar apenas a adaptação é como enxugar gelo: não resolve o problema, só retarda o colapso. COP30 e Bill Gates: “Verdades Difíceis” ou Erros Estratégicos? A ideia de que a tecnologia sozinha pode salvar o planeta é sedutora — mas profundamente incompleta. Essa visão ignora o papel central das pessoas, das políticas públicas e da cultura. Por que essa visão é limitada? Tecnologia não muda comportamentos: painéis solares não funcionam se não forem instalados. Carros elétricos não reduzem emissões se a matriz energética continuar suja. Engajamento social é essencial: sem educação ambiental, participação cidadã e pressão política, as soluções tecnológicas ficam restritas a uma elite. Justiça climática exige inclusão: comunidades vulneráveis precisam ser protagonistas da transição não apenas consumidoras passivas de inovação. A tecnologia é ferramenta, não solução final. Mudança de mentalidade coletiva é tão urgente quanto inovação . COP30 e Bill Gates: “Verdades Difíceis” ou Erros Estratégicos? Verdades difíceis exigem escolhas corajosas As “verdades difíceis” de Bill Gates não são sentenças definitivas são provocações que exigem resposta. E a COP30 é o palco ideal para essa resposta vir do Brasil, com coragem, exemplo e ação. Reduzir emissões não é caro quando comparado ao custo de vidas perdidas. Adaptar-se sem mitigar é como construir muros contra um mar que não para de subir. Confiar apenas na tecnologia é esquecer que são as pessoas que movem o mundo. A Amazônia não é cenário é protagonista. E o Brasil, ao sediar a COP30, tem a chance histórica de mostrar que liderança climática se faz com floresta em pé, povo engajado e políticas que transformam verdades difíceis em soluções estratégicas. Que essa conferência seja o início de uma nova narrativa: menos desculpas, mais futuro. Sobre o autor: Economista com MBA em Arquitetura, Construção e Gestão de Construções Sustentáveis, Daniel Lima construiu uma carreira plural e estratégica, atuando nos setores público, privado e terceiro setor. Com ampla experiência em projetos sustentáveis e captação de recursos nacionais e internacionais, Daniel se destacou como Coordenador Geral do PRODETUR — Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste, onde liderou iniciativas de impacto regional. Atualmente, é especialista e consultor em energia solar e armazenamento de energia, Diretor da GVD Energia, CEO da Agrosolar Investimentos Sustentáveis, e Conselheiro da Energia Verde do Brasil – EVBIO, contribuindo para a transição energética e o fortalecimento da economia verde no país. Seu trabalho une visão econômica, inovação tecnológica e compromisso ambiental pilares essenciais para um futuro mais justo e sustentável. COP30 e Bill Gates: “Verdades Difíceis” ou Erros Estratégicos?
- Painel sobre José Lutzenberger e documentário “Sociedade Regenerativa” movimentam agenda cultural da COP30 em Belém
O domingo, 16 de novembro, foi marcado por uma das atividades mais significativas da programação cultural da COP30: o painel “O Legado de Lutzenberger” e a estreia nacional do documentário Sociedade Regenerativa. Crédito: Elisângela Wanzeler fotógrafo O evento foi realizado na Casa BNDES, instalada no Complexo dos Mercedários, edifício histórico do século XVIII restaurado com apoio do BNDES e que, após a conferência, será gerido pela Universidade Federal do Pará (UFPA). O painel reuniu nomes de destaque da ciência e do ativismo ambiental. A Dra. Irene Carniatto, referência nacional em educação ambiental e detentora de 22 prêmios, participou do debate antes de seguir para a Argentina, onde será homenageada por sua trajetória. Também esteve presente o jornalista e articulador climático Sérgio Xavier, atual coordenador do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima e enviado especial da COP30, nomeado pelo presidente da conferência, André Corrêa do Lago. O gaúcho Arnildo Schildt, com 24 participações em COPs e uma centena de projetos ambientais no currículo, compartilhou sua experiência e destacou a importância da mobilização territorial. O cientista Paulo Nobre, pesquisador do INPE e referência internacional em mudanças climáticas, também integrou o painel, trazendo uma perspectiva científica inspirada por Lutzenberger. O homenageado, José Lutzenberger, foi lembrado como um dos grandes precursores do ambientalismo no Brasil. Sua virada de vida ocorreu em 1971, aos 45 anos, quando rompeu com a multinacional química BASF, onde atuava como executivo, ao se opor ao uso de agrotóxicos. A partir de então, dedicou-se integralmente à defesa do meio ambiente, atuando por mais de 30 anos até sua morte em 2002. Em 2026, será celebrado o centenário de seu nascimento. Durante o debate, os painelistas destacaram a influência de Lutzenberger na organização da RIO-92, quando ocupava o cargo de Ministro do Meio Ambiente no governo Collor. Embora tenha sido exonerado pouco antes da conferência, sua atuação nas etapas preparatórias foi fundamental para a formulação de uma agenda ambiental propositiva. A RIO-92 resultou na criação da UNFCCC, estrutura da ONU que organiza as COPs até hoje. Outro ponto de destaque foi sua atuação em defesa da Floresta Amazônica, tema recorrente em seus artigos, conferências e denúncias internacionais. Lutzenberger também foi lembrado por sua profunda ética ambiental, sua base filosófica sólida e sua amizade com figuras como Chico Mendes, Ailton Krenak e James Lovelock. Foi ele quem introduziu no Brasil a Teoria de Gaia, que entende o planeta como um organismo vivo e interdependente — conceito que norteou grande parte de sua militância. Após o painel, o público assistiu ao documentário Sociedade Regenerativa, dirigido por Pedro Zimmermann e produzido pela OKNA Produções. O filme retrata o Rincão Gaia, espaço criado por Lutzenberger no interior do Rio Grande do Sul, onde práticas regenerativas como agroflorestas, bioconstruções e educação ambiental são aplicadas. Com depoimentos de pensadores como Lara Lutzenberger, Rualdo Menegat, Mia Couto e Ailton Krenak, o documentário propõe caminhos para uma convivência mais harmônica entre humanidade e natureza. Durante sua fala, Paulo Nobre propôs uma ideia ousada: renomear o BNDES como Banco Nacional de Desenvolvimento Ecológico, Econômico e Social, alinhando sua missão aos desafios do século XXI. A proposta foi bem recebida pelos demais painelistas e deverá ser encaminhada à presidência do banco, especialmente em um momento em que o financiamento climático é um dos eixos centrais da COP30. Enquanto isso, a Blue Zone, espaço reservado às negociações diplomáticas, permaneceu fechada neste domingo, conforme o cronograma oficial. A pausa serviu para revisão de documentos e preparação para a reta final da conferência. A Green Zone, voltada ao público geral, também suspendeu suas atividades, o que ampliou a visibilidade dos eventos paralelos espalhados por Belém. A homenagem a Lutzenberger foi mais do que um tributo: foi um lembrete de que sua visão ética, científica e política permanece atual. A sugestão de rebatizar o BNDES é prova de que seu pensamento continua influenciando decisões estratégicas. O evento foi, sem dúvida, um dos momentos mais marcantes da programação cultural da COP30. Painel sobre José Lutzenberger e documentário “Sociedade Regenerativa” movimentam agenda cultural da COP30 em Belém Por Renato Zimmermann – Desenvolvedor de negócios sustentáveis e ativista da transição energética.
- COP30 – O evento não para nem aos finais de semana
Por Renato Zimmermann – Desenvolvedor de negócios sustentáveis e ativista da transição energética Blue Zone: onde o mundo negocia o futuro Na Blue Zone, espaço reservado às delegações oficiais, diplomatas e técnicos climáticos, os trabalhos de sábado seguiram intensos. COP30 – O evento não para nem aos finais de semana É ali que acontecem os debates mais estratégicos, negociações multilaterais e a redação de documentos que podem se transformar em tratados internacionais. Embora ainda não tenha sido divulgado nenhum acordo final, rascunhos de compromissos climáticos começaram a circular, especialmente nos eixos de financiamento climático, transição energética e justiça ambiental. Os países seguem apresentando suas NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas) compromissos voluntários assumidos por cada nação para reduzir emissões de gases de efeito estufa e se adaptar às mudanças climáticas. A entrega das NDCs é um termômetro da seriedade com que cada governo encara a COP, e embora muitos países tenham atualizado suas metas, ainda há ausências preocupantes. A condução dos eixos temáticos como biodiversidade, transição energética, financiamento e adaptação tem avançado com ritmo desigual. Enquanto alguns grupos técnicos mostram progresso, outros enfrentam impasses, especialmente nas metas de descarbonização e compensações climáticas. O Mutirão Global pela Ação Climática A presidência brasileira da COP30 lançou o Mutirão Global pela Ação Climática, uma proposta inovadora que busca mobilizar governos, movimentos sociais, juventudes, povos originários, setor privado e academia em torno de uma agenda coletiva e transformadora. Mais que um evento, o mutirão é um método contínuo de mobilização que começa antes, atravessa e segue além da COP um chamado para que todos os territórios se tornem protagonistas da mudança. Green Zone: cultura, ciência e participação A Green Zone, instalada no Parque da Cidade, funcionou normalmente no sábado com oficinas, exposições, debates e apresentações culturais voltadas à bioeconomia, inovação e justiça climática. No domingo, porém, a programação será suspensa, com retorno previsto para segunda-feira. Isso faz com que os eventos paralelos ganhem força aos domingos, ocupando espaços alternativos como universidades, centros culturais e auditórios parceiros. Passeata da Cúpula dos Povos: vozes que ecoam O ponto alto da semana foi a Passeata da Cúpula dos Povos, que reuniu cerca de 70 mil pessoas pelas ruas de Belém. A marcha percorreu cerca de 4 km entre o Mercado de São Brás e a Aldeia Amazônica, sob um sol de 30 °C, com palavras de ordem por justiça climática, demarcação de territórios e fim do racismo ambiental. Estiveram presentes lideranças indígenas, como Sônia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas, referência na luta por direitos originários. Também participaram autoridades como Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, e representantes de movimentos sociais de todos os continentes. Entre as celebridades, marcaram presença Camila Pitanga, Seu Jorge e Maria Gadú, que se apresentaram em apoio à causa. Apesar da grande mobilização, não foram registrados incidentes graves, e a segurança pública atuou com reforço e bloqueios viários para garantir a fluidez do ato. Importante destacar que Ailton Krenak não participou da passeata, por decisão própria. Em entrevistas recentes, ele criticou a condução da COP30, afirmando que a conferência foi “sequestrada pela perspectiva econômica” e que o clima virou mercado. Krenak também condenou a licença concedida à Petrobras para perfurar na Foz do Amazonas, apontando contradições entre o discurso ambiental e as ações políticas. É preciso dizer: quem busca apenas os holofotes sem compromisso real com a causa ambiental contribui pouco para a transformação que precisamos. A passeata foi marcada por emoção, diversidade e reivindicações concretas — como o lançamento de uma carta da Cúpula dos Povos com propostas para uma transição justa e ações efetivas de mitigação climática. Enquanto isso, na Casa BNDES… Este colunista não participou da passeata. Estava focado na organização do painel “Legado Lutzenberger” , que acontece neste domingo às 17h na Casa BNDES, dentro da agenda cultural da COP30, o CINECOP. Terei a honra de mediar o debate com Sérgio Xavier, enviado especial da COP30 e coordenador do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima; Dra. Irene Carniatto, referência em educação ambiental; e Arnildo Schildt, articulador de dezenas de projetos ambientais. Também coordeno o lançamento do documentário “ Sociedade Regenerativa” , filmado no Rincão Gaia, espaço criado por José Lutzenberger. Reflexão final Enquanto propostas, compromissos e pactos climáticos são costurados na Blue Zone, é nos espaços paralelos que o chamado à ação ganha corpo. O mutirão de vozes nacionais e globais está ecoando e é nele que reside a esperança de uma virada civilizatória. Que a COP30 não seja apenas mais uma conferência, mas o início de uma nova consciência planetária. Por Renato Zimmermann – Desenvolvedor de negócios sustentáveis e ativista da transição energética
- BYD eleva o padrão do armazenamento de energia com sistema Haohan e redefine densidade para usinas em larga escala
Matéria – EnergyChannel Créditos da imagem | BYD | BYD eleva o padrão do armazenamento de energia com sistema Haohan e redefine densidade para usinas em larga escala A B YD Energy Storage deu um passo decisivo no mercado global de armazenamento de energia ao apresentar o Haohan, seu novo sistema BESS de alta densidade, projetado para elevar a eficiência das usinas de grande porte e reduzir drasticamente a ocupação de espaço. A solução chega em um momento em que governos e empresas intensificam investimentos em energia limpa e enfrentam o desafio de expandir infraestrutura sem ampliar a pegada física dos projetos. Com uma configuração que pode atingir até 14,5 MWh por sistema , o Haohan se posiciona como uma das maiores capacidades disponíveis no segmento. Em um volume equivalente ao de um contêiner padrão de 20 pés, a tecnologia alcança 10 MWh úteis , superando com folga a média atual do setor, que permanece entre 6 e 7 MWh em soluções similares. A estratégia da BYD foca em maximizar densidade energética sem abrir mão de segurança — um ponto sensível em grandes plantas de armazenamento. Ao reduzir a quantidade de contêineres necessários para entregar a mesma potência instalada, o Haohan não só diminui custos operacionais e de implantação, como também simplifica o gerenciamento das usinas. Entre os destaques da solução estão: Maior densidade por área ocupada , permitindo que projetos de grande escala avancem mesmo em regiões com restrições de espaço. Menos módulos e infraestrutura , o que reduz tempo de instalação, aumenta eficiência logística e diminui custos de manutenção. Gestão operacional simplificada , com sistemas integrados que facilitam o monitoramento e ampliam a confiabilidade das operações. Para o setor, a chegada do Haohan representa mais do que um avanço técnico: é um indicativo de que a corrida por maior densidade energética pode redefinir os padrões das próximas gerações de BESS utilitários. Segundo a BYD, o objetivo é claro: acelerar a transição energética global e permitir que grandes projetos se tornem mais eficientes, escaláveis e integrados às demandas de eletrificação em ritmo crescente. Com a nova solução, a fabricante reforça sua posição como uma das líderes mundiais na transformação do mercado de armazenamento e aponta para um futuro em que alta capacidade e baixo impacto físico caminham lado a lado. BYD eleva o padrão do armazenamento de energia com sistema Haohan e redefine densidade para usinas em larga escala
- Baterias ganham protagonismo e podem redefinir o sistema elétrico brasileiro até 2040, aponta nova análise
EnergyChannel – Novembro de 2025 Um novo levantamento da Aurora Energy Research revela que o Brasil está diante de uma das maiores oportunidades de transformação no setor elétrico desde a expansão das renováveis. Baterias ganham protagonismo e podem redefinir o sistema elétrico brasileiro até 2040, aponta nova análise A popularização dos sistemas de armazenamento em baterias (BESS) pode aliviar gargalos estruturais, reduzir desperdícios de energia solar e melhorar a eficiência econômica do mercado nos próximos 15 anos. Segundo a análise, a incorporação de baterias nos próximos Leilões de Reserva de Capacidade (LRCAP) teria impacto direto na redução de curtailment quando usinas são obrigadas a cortar geração por falta de capacidade na rede. Caso 40% da capacidade contratada nesses leilões venha de BESS, o corte de produção solar poderia cair até 46% em 2040. Menos desperdício, mais valor e maior previsibilidade O relatório mostra que o armazenamento traria um novo equilíbrio ao sistema. A energia solar, frequentemente produzida em horários de baixa demanda, ganharia maior valor de mercado: os preços de captura para os geradores solares poderiam subir mais de R$ 20/MWh . Ao mesmo tempo, a diferença média entre os preços de maior e menor demanda — o spread diário teria queda de cerca de R$ 40/MWh , sinalizando maior estabilidade operacional. Impacto econômico e ambiental Além de reduzir perdas e aumentar a previsibilidade do setor, o uso estratégico de baterias também geraria benefícios financeiros. A análise estima que os custos relacionados à contratação de capacidade poderiam cair 14% , enquanto as emissões de CO₂ seriam reduzidas em 37% , impulsionando um mercado mais competitivo e ambientalmente equilibrado. Especialistas destacam um ponto de virada no setor Para Rodrigo Borges, Líder de Mercado da Aurora Energy Research no Brasil, o país vive um momento decisivo. “Com uma matriz limpa e uma geração renovável em expansão acelerada, o Brasil convive diariamente com o desafio do curtailment. As baterias aparecem como a alternativa mais rápida e eficiente para dar flexibilidade ao sistema e reduzir perdas”, afirma. Segundo ele, o estudo reforça a importância de aprimorar o desenho dos próximos leilões de capacidade, incorporando o armazenamento como peça central da estratégia energética brasileira. Regulação será determinante para a próxima década A Aurora recomenda ajustes regulatórios que permitam que BESS participe de forma mais competitiva nos LRCAP, garantindo previsibilidade aos investidores e maior eficiência ao sistema. A modelagem apresentada também analisa riscos e aponta oportunidades de mercado para que o armazenamento cumpra o papel de estabilizador da rede. Baterias ganham protagonismo e podem redefinir o sistema elétrico brasileiro até 2040, aponta nova análise
- Transição energética impulsiona reposicionamento de carreira no mercado livre de energia
Abertura total do setor até 2028 amplia oportunidades para profissionais de diferentes áreas e idades Transição energética impulsiona reposicionamento de carreira no mercado livre de energia São Paulo, novembro de 2025 — O mercado de trabalho tem passado por transformações profundas com o avanço da tecnologia, o surgimento de novos modelos de negócio e a crescente valorização da aprendizagem contínua. No setor elétrico, essas mudanças têm se refletido na expansão do mercado livre de energia, que vem se consolidando como um dos campos mais promissores para quem busca reposicionamento de carreira. O setor é hoje um dos que mais enfrentam dificuldades para encontrar profissionais qualificados. 85% das empresas da área, no Brasil, relatam esse problema, segundo pesquisa da consultoria global de recursos humanos ManpowerGroup. Esse cenário de escassez, aliado ao ritmo acelerado da transição energética, abre espaço para que profissionais de diferentes formações e idades migrem para uma área em plena expansão e com grande potencial de impacto econômico e ambiental. Segundo Joana Waldburger, diretora comercial da TYR Energia, a transição energética e a busca por soluções de baixo carbono estão ampliando significativamente as oportunidades no setor. “Hoje vemos profissionais de diversas áreas, de advogados e economistas a comunicadores e consultores, encontrando novas formas de atuação dentro do mercado livre de energia”, afirma. A executiva explica que o segmento tem se mostrado especialmente atrativo para pessoas em processo de reorientação profissional. “Ao construir a rede de parceiros comerciais da TYR Energia, que hoje já soma mais de 300 profissionais distribuídos em todo o país, testemunhei inúmeros casos bem-sucedidos de reposicionamento de carreira”, diz a executiva. Entre os exemplos estão homens e mulheres na faixa dos 50 e 60 anos que transformaram décadas de experiência em um ativo valioso. Contadores, corretores de imóveis e consultores financeiros têm encontrado na representação comercial uma nova forma de atuação. Esses parceiros são responsáveis por apresentar aos clientes as vantagens da migração para o mercado livre de energia como economia na conta de luz e acesso a fontes renováveis e recebem comissão por cada contrato firmado. Setor abre oportunidades e treinamento para ‘novatos’ Um dos fatores que mais contribuem para a atratividade do modelo é sua característica democrática. Não é necessário ter conhecimento técnico prévio para ingressar na área: as comercializadoras varejistas oferecem treinamento e suporte para que o parceiro possa atuar com segurança e credibilidade. “O mercado livre de energia é movido por confiança. O cliente precisa entender que a migração é vantajosa e segura, e o parceiro comercial é peça-chave nesse processo, justamente por conhecer o contexto e o histórico de quem está do outro lado”, explica Joana. Com a abertura total prevista até o fim de 2027 , quando empresas conectadas à baixa tensão e consumidores residenciais poderão migrar para o mercado livre, a expectativa é que o setor se torne ainda mais dinâmico e atraente. Para Joana, esse cenário representa uma janela de oportunidade única : “Quem busca uma nova trajetória profissional deve observar o setor de energia com atenção. Escolher uma empresa sólida para representar, estar aberto ao aprendizado e se permitir explorar esse novo universo são passos essenciais para construir uma carreira de sucesso nesse mercado.”Com a abertura total do setor até 2027, o impulso já conta com cenário global favorável: o crescimento expressivo de empregos em renováveis, combinado à forte demanda por talentos especializados, coloca o setor no radar de quem busca transição de carreira. Sobre a TYR Energia Fundada em 2018, a TYR Energia é pioneira no mercado livre de energia no estado do Rio de Janeiro e atende empresas de diversos setores, como supermercados, shopping centers, condomínios, hospitais e postos de combustíveis. Segunda maior comercializadora do Rio de Janeiro e uma das maiores do Brasil, a TYR Energia está presente em mais de 37 cidades brasileiras, em diversas regiões do país. Transição energética impulsiona reposicionamento de carreira no mercado livre de energia
- PPPs ganham protagonismo na viabilização das usinas Waste-to-Energy e colocam o Brasil na rota da energia limpa
Parcerias Público-Privadas redesenham o futuro das usinas Waste-to-Energy no Brasil. Com a COP30 e a crescente pressão global por soluções climáticas de impacto imediato, o Brasil entra em um novo ciclo de debates sobre o uso energético de resíduos urbanos. PPPs ganham protagonismo na viabilização das usinas Waste-to-Energy e colocam o Brasil na rota da energia limpa Em meio a esse cenário, as usinas Waste-to-Energy (WTE) que transformam resíduos sólidos urbanos em eletricidade, combustíveis verdes e fertilizantes voltam ao centro da pauta, impulsionadas por um instrumento decisivo: as Parcerias Público-Privadas (PPPs). Estudos recentes conduzidos pela DBEST PLAN, que seguem padrões técnicos aceitos por financiadores nacionais e internacionais, mostram que a adoção de PPPs é hoje o caminho mais seguro para consolidar juridicamente, financeiramente e operacionalmente projetos WTE de grande porte no país. Por que as PPPs se tornaram indispensáveis? Projetos que tratam mais de 500 toneladas de resíduos por dia exigem estruturas robustas, contínuas e com riscos industriais acima da média. A tecnologia envolve altos investimentos, operação em regime 24/7 e um ambiente regulatório que precisa ser claro e previsível fatores que tornam as PPPs essenciais para atrair capital privado e garantir estabilidade contratual. Segundo especialistas ouvidos pelo EnergyChannel, as PPPs permitem: Alocação eficiente de riscos, dividindo responsabilidades entre governo e operadores privados; Garantia de abastecimento contínuo de RSU, condição vital para manter o fluxo energético e financeiro da planta; Mecanismos de reequilíbrio econômico, fundamentais para um contrato de 20 a 30 anos; Criação de KPIs ambientais e operacionais, que asseguram performance mínima e reduzem incertezas; Acesso a financiamentos internacionais, cada vez mais direcionados a projetos com governança ESG. WTE: uma solução que vai além da geração elétrica Ao contrário do modelo tradicional baseado em aterros sanitários caro, poluente e tecnologicamente ultrapassado as usinas WTE operam como hubs integrados de energia limpa e economia circular. A partir de tecnologias como pirólise, gaseificação e sínteses químicas avançadas, é possível transformar resíduos urbanos e biomassa em: SAF (Sustainable Aviation Fuel) e diesel renovável, Hidrogênio verde, Eletricidade, Biochar, Fertilizantes organominerais. Essa multiplicidade de produtos torna o modelo menos exposto às oscilações de mercado e mais interessante para investidores, especialmente em um contexto de transição energética acelerada. PPPs ganham protagonismo na viabilização das usinas Waste-to-Energy e colocam o Brasil na rota da energia limpa Garantias e governança: os pilares da segurança financeira Para tornar um projeto WTE realmente bancável, é indispensável criar estruturas que protejam o fluxo de caixa e reduzam riscos contratuais. Entre os mecanismos destacados pela DBEST PLAN, estão: Fundos garantidores, que evitam atrasos de pagamento do poder público; Escrow accounts, que destinam receitas prioritariamente ao pagamento de financiadores; Seguros de performance e operação, essenciais dada a complexidade industrial; Garantias reais sobre equipamentos, valorizadas por bancos e multilaterais. Esses instrumentos são frequentemente exigidos por agentes financeiros internacionais — e são raros em projetos tradicionais de saneamento, o que reforça a necessidade de PPPs estruturadas especialmente para WTE. Monte Carlo: a ferramenta que reduz a incerteza A modelagem probabilística conhecida como Simulação de Monte Carlo se tornou um diferencial decisivo para avaliar riscos de usinas WTE. A técnica testa milhares de cenários variando: composição e poder calorífico do resíduo, produtividade da planta, preços de SAF e biodiesel, câmbio, custos de manutenção, indisponibilidade operacional, variações de CAPEX, atrasos na obra. A partir dessas simulações, o investidor obtém curvas probabilísticas para IRR, NPV, ROI e payback, além de estimativas reais de riscos contratuais. Para projetos de alta complexidade tecnológica, como WTE, o método não é um diferencial é uma exigência de financiadores. COP30: uma vitrine global para o potencial brasileiro Com a COP30 sendo realizada em Belém, o Brasil passa a ter uma oportunidade histórica de mostrar ao mundo que pode unir política pública, inovação tecnológica e economia circular. As usinas WTE que reduzem emissões de metano, eliminam aterros, produzem energia renovável e geram empregos se encaixam diretamente nas metas climáticas mais urgentes. Além disso, projetos alinhados ao combate ao metano têm acesso facilitado a: Fundos verdes, Linhas de crédito climáticas, Investimentos ESG, Apoio de multilaterais internacionais. Uma agenda estratégica para o PAC e o PPI Diante da relevância ambiental e econômica, especialistas defendem que o Brasil incorpore o tratamento energético de resíduos como prioridade nos programas federais de investimento, como PAC e PPI. A adoção de PPPs estruturadas aparece como a única forma capaz de: garantir a implementação de novas unidades WTE, oferecer estabilidade regulatória, atrair capital nacional e internacional, assegurar operação com disponibilidade acima de 90%, e entregar previsibilidade financeira ao longo de décadas. Conclusão: WTE é segurança energética, ambiental e financeira A expansão de usinas WTE no Brasil depende diretamente de uma tríade: governança forte, gestão de riscos e PPPs bem estruturadas. Sem isso, os projetos não alcançam a segurança necessária para atrair investidores. Com isso, o país tem potencial para se tornar referência global na conversão de resíduos em energia limpa um movimento alinhado à economia de baixo carbono e às metas climáticas reforçadas pela COP30. PPPs ganham protagonismo na viabilização das usinas Waste-to-Energy e colocam o Brasil na rota da energia limpa
- Homenagem a José Lutzenberger marca programação paralela da COP30 em Belém
Neste domingo, 16 de novembro, às 17h, a Casa BNDES em Belém será palco de um evento especial da programação paralela da COP30: uma homenagem ao legado de José Lutzenberger, com painel de especialistas e o lançamento nacional do documentário Sociedade Regenerativa. Haverá certificado de participação para quem precisar. Homenagem a José Lutzenberger marca programação paralela da COP30 em Belém 📍 Local e como chegar O evento será realizado na Casa BNDES, localizada no histórico Complexo dos Mercedários, no bairro da Cidade Velha, próximo à Praça Frei Caetano Brandão. O espaço foi restaurado com recursos do BNDES e será administrado pela Universidade Federal do Pará (UFPA). O prédio, datado do século XVIII, abrigou o antigo convento da Ordem dos Mercedários e possui grande valor histórico e arquitetônico, sendo um marco da presença religiosa e cultural na formação urbana de Belém. Para chegar de ônibus, as linhas que passam pela Av. Portugal ou pela Rua Siqueira Mendes são as mais indicadas. A parada mais próxima fica a poucos metros do complexo. Painel de especialistas e lançamento de documentário A programação começa às 17h com um painel que reúne: • Irene Carniatto, bióloga e pós-doutora em educação ambiental; • Sérgio Xavier, enviado especial da COP30 e coordenador do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima; • Arnildo Schildt, participante de 24 edições da COP e coordenador de vários projetos de preservação de ativos ambientais. O painel abordará a atuação de José Lutzenberger na organização da RIO-92, sua luta pela preservação da Floresta Amazônica e seu legado para a consciência ambiental. O ponto alto será o lançamento nacional do documentário “Sociedade Regenerativa”, dirigido por Pedro Zimmermann e produzido pela OKNA Produções. O filme foi gravado no Rincão Gaia, no Rio Grande do Sul uma área de 30 hectares transformada por Lutzenberger em um santuário ecológico. Fundado em 1987, o espaço é mantido pela Fundação Gaia e está aberto à visitação, oferecendo trilhas, agroflorestas, bioconstruções e atividades de educação ambiental voltadas à regeneração da relação entre seres humanos e natureza. Quem foi José Lutzenberger Engenheiro agrônomo, escritor e ativista, José Lutzenberger (1926–2002) foi um dos pioneiros do ambientalismo no Brasil. Fundador da Agapan, recebeu o Prêmio Nobel Alternativo (Right Livelihood Award) em 1988 e atuou como Ministro do Meio Ambiente. Lutzenberger foi amigo e colaborador de Chico Mendes e Ailton Krenak, com quem compartilhou a visão de uma convivência harmônica entre humanidade e natureza. Rumo ao centenário O ano de 2026 marcará o centenário de nascimento de José Lutzenberger, e este momento na COP30 é o início da mobilização para uma série de eventos que irão celebrar sua trajetória e legado. A Fundação Gaia será responsável pela organização das comemorações, com atividades previstas no decorrer do próximo ano. CINECOP: cultura na COP30 Este evento integra a programação do CINECOP, iniciativa cultural promovida pelo BNDES e pela Presidência da COP30, que reúne exibições audiovisuais voltadas à temática ambiental e regenerativa. A homenagem a Lutzenberger é uma das ações que reforçam o papel da cultura na construção de uma nova consciência ecológica. Homenagem a José Lutzenberger marca programação paralela da COP30 em Belém
- UE e Reino Unido iniciam virada histórica para integrar mercados de carbono e simplificar comércio agroalimentar
Movimento abre caminho para regulamentações convergentes, redução de custos logísticos e um novo modelo de cooperação climática pós-Brexit. UE e Reino Unido iniciam virada histórica para integrar mercados de carbono e simplificar comércio agroalimentar Bruxelas e Londres deram um passo concreto rumo a uma relação econômica mais integrada. A União Europeia autorizou o início de negociações formais com o Reino Unido para dois acordos considerados estratégicos para o futuro da descarbonização e do setor agroalimentar: um regime sanitário e fitossanitário unificado (SPS) e a conexão direta entre os mercados de carbono dos dois lados do Canal da Mancha. A decisão confirmada pelo Conselho da UE é vista por autoridades europeias como uma guinada pragmática que busca reduzir atritos persistentes desde o Brexit, enquanto constrói uma base sólida para políticas climáticas e comerciais mais coordenadas. Agroalimentos: proposta pode eliminar barreiras e reduzir custos para exportadores No centro das conversas está o alinhamento das regras sanitárias e fitossanitárias aplicadas a animais, plantas e derivados. Para empresas de alimentos, varejo e logística, a mudança é significativa: com um regime SPS comum, a maioria das inspeções físicas e certificações deixaria de ser exigida , trazendo previsibilidade para um setor pressionado por custos elevados, riscos sanitários e burocracia crescente. O modelo também reforçaria a posição da Irlanda do Norte, que permaneceria com acesso facilitado tanto ao mercado único europeu quanto ao território britânico um ponto sensível desde a implementação do Quadro de Windsor. Executivos do setor afirmam que um sistema baseado em alinhamento regulatório e não apenas reconhecimento mútuo pode cortar despesas operacionais e devolver ao comércio agroalimentar o nível de fluidez existente antes da saída britânica do bloco. Mercados de carbono conectados podem redefinir o mapa climático da Europa O segundo eixo das negociações tem impacto ainda maior: a possibilidade de interligar o Sistema de Comércio de Emissões da UE (ETS) ao sistema britânico. Se concretizado, o acordo criaria um dos maiores e mais integrados mercados de carbono do mundo , permitindo a negociação cruzada de créditos, a padronização de preços e a criação de um ambiente mais estável para investimentos em descarbonização. Os setores inicialmente contemplados incluem: geração de energia, calor industrial, manufatura pesada, aviação e transporte marítimo. A tendência é que outras indústrias de alta emissão sejam incorporadas gradualmente, criando incentivos alinhados em toda a região. Para investidores e gestores de portfólio, a interligação reduziria incertezas, aproximaria métricas de risco climático e daria mais clareza às avaliações de longo prazo. Impactos diretos no CBAM e nas regras de fronteira Um mercado de carbono unificado teria efeito imediato no Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM) da UE. Com preços e padrões equivalentes, produtos britânicos poderiam receber isenção de taxas na entrada do bloco. Londres, que prepara seu próprio CBAM, também se beneficiaria de regras mais simples para importadores e exportadores. Os setores que mais dependem de dados robustos de emissões como aço, cimento, alumínio, fertilizantes e eletricidade pedem clareza urgente para evitar dupla tributação e reduzir a complexidade logística no transporte de bens entre as duas economias. Governança, prazos e o que as empresas devem monitorar A Comissão Europeia já está autorizada a abrir diálogos imediatos com o Reino Unido. Qualquer acordo final precisará ser aprovado pelos Estados-membros antes de entrar em vigor. Para líderes empresariais, os próximos meses exigem atenção especial a três pontos: Alinhamento do preço do carbono : impacto direto na viabilidade de novos projetos industriais e energéticos. Simplificação do comércio agroalimentar : oportunidade para revisar cadeias de suprimento e reduzir custos. Previsibilidade regulatória : maior estabilidade em um momento em que mercados globais de carbono se tornam mais fragmentados. O que isso significa para o futuro da cooperação climática Em um cenário de transição energética acelerada, a aproximação entre UE e Reino Unido pode se tornar um modelo internacional de integração entre políticas ambientais e regras de comércio. Caso avance, o acordo representará uma das ligações transfronteiriças de carbono mais robustas já implementadas e um exemplo para países que buscam equilibrar soberania, competitividade e cooperação climática. Para o EnergyChannel, analistas ouvidos destacam que as negociações representam um raro momento de convergência pós-Brexit e podem redefinir os parâmetros regulatórios que regerão o comércio e a descarbonização da Europa nas próximas décadas. UE e Reino Unido iniciam virada histórica para integrar mercados de carbono e simplificar comércio agroalimentar
- Parceria global busca acelerar a eletrificação de máquinas de construção
Belém, Brasil — 14 de novembro de 2025 | COP30 — A Climate and Clean Air Coalition (CCAC), o International Council on Clean Transportation (ICCT) e a C40 Cities anunciaram hoje uma parceria estratégica para acelerar a transição global para maquinários móveis não rodoviárias de zero emissão, começando pelo setor de equipamentos de construção. Parceria global busca acelerar a eletrificação de máquinas de construção A colaboração ampliará esforços em nível municipal, nacional e regional para substituir máquinas a diesel por alternativas elétricas, reduzindo poluentes climáticos, melhorando a qualidade do ar urbano e promovendo uma transição justa para trabalhadores do segmento e para a indústria. O setor não rodoviário composto majoritariamente por máquinas de construção e agrícolas emite mais de 1 bilhão de toneladas de CO₂, 3 milhões de toneladas de metano (CH₄) e 250 mil toneladas de carbono negro por ano, ultrapassando a pegada climática de todo o setor marítimo global. Apenas as máquinas de construção respondem por cerca de 40% dessas emissões, tornando o segmento uma das oportunidades mais relevantes e imediatas para ação. O Ministro do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Andreas Bjelland Eriksen, lançou a parceria durante um evento no Pavilhão Super Pollutant Solutions, na COP30. “Esta colaboração será fundamental para trazer as emissões do setor não rodoviário para o centro da agenda climática. A eletrificação das máquinas de construção é um bom ponto de partida, área em que a Noruega e a cidade de Oslo têm experiência relevante. Para avançar, é essencial derrubar as barreiras que dificultam a adoção dessas tecnologias.” “Maquinários não rodoviários são a próxima fronteira para enfrentarmos as mudanças climáticas e a poluição do ar”, afirmou Martina Otto, Head of Secretariat da Climate and Clean Air Coalition (CCAC). “Eletrificar equipamentos de construção é uma forma rápida e muito visível de reduzir o carbono negro um potente poluente climático de curta duração ao mesmo tempo em que proporciona um ambiente mais silencioso e saudável para trabalhadores e cidadãos. Esta parceria reúne liderança política, expertise técnica e conhecimento prático para avançarmos nessa direção.” Os benefícios vão além do clima. Nos principais mercados, os equipamentos não rodoviários são responsáveis por 50% a 70% do material particulado (MP) e cerca de 30% dos óxidos de nitrogênio (NOx) provenientes de fontes móveis dois dos principais responsáveis pela má qualidade do ar e pela formação de ozônio. Substituir motores a diesel por motores elétricos ajuda as cidades a se aproximarem das diretrizes de qualidade do ar da Organização Mundial da Saúde (OMS) e gera benefícios imediatos para a saúde da população urbana. Felizmente, cada vez mais governos estão estabelecendo metas e políticas de transição para emissões zero no setor não rodoviário, impulsionados pelo rápido avanço tecnológico e por um mercado em expansão. A maquinaria elétrica já evoluiu em diversos tipos de equipamentos incluindo minicarregadeiras e escavadeiras compactas com oferta crescente de modelos e desempenho cada vez mais comparável ao do diesel nos principais ciclos de operação. Fabricantes têm investido em linhas eletrificadas, sinalizando uma clara evolução: de projetos-piloto pontuais para uma fase de maior maturidade de mercado. “Estamos vendo um progresso tecnológico notável no setor não rodoviário”, afirmou Drew Kodjak, presidente e CEO do ICCT. “Hoje, dezenas de modelos elétricos já estão disponíveis em várias categorias de máquinas de construção, e os governos estão começando a alinhar políticas industriais, de qualidade do ar e climáticas para acelerar sua adoção. Esta parceria vai conectar tecnologia, políticas públicas e implementação, ajudando países e cidades a desenvolver e aplicar padrões e programas de incentivo, e tornar as máquinas de construção de zero emissão a nova norma.” As cidades estão no centro desse esforço. Elas sofrem diretamente com o ruído e a poluição dos canteiros de obras e a maior parte da atividade de construção ocorre dentro de seus limites. Muitas já demonstram que a eletrificação é viável por meio de projetos-piloto e programa de incentivo. “As cidades estão na linha de frente tanto do problema quanto da solução”, afirmou Mark Watts, Executive Director da C40 Cities. “Ao eletrificar equipamentos de construção, protegemos a saúde da população, reduzimos o ruído e poluentes climáticos. Trabalhando com a CCAC e o ICCT, vamos ajudar as cidades a avançar dos pilotos para a implementação em larga escala, criando políticas que alinhem oferta e demanda para equipamentos de construção zero emissão e promovam uma transição justa e resiliente para todos.” Esta parceria marca um ponto de virada para um setor frequentemente negligenciado. Juntos, CCAC, ICCT e C40 vão elevar o tema dos maquinários não rodoviários na agenda climática global, trazendo a atenção e os investimentos necessários para uma transformação em grande escala. Parceria global busca acelerar a eletrificação de máquinas de construção
- Japão e Sindienergia-RS: em visita a Porto Alegre, embaixador conhece primeiro projeto-piloto de energia eólica offshore flutuante do Brasil
Na sede da entidade, Teiji Hayashi foi recebido para uma apresentação sobre os avanços do projeto Aura Sul Wind e tratar de cooperação em energias renováveis Japão e Sindienergia-RS: em visita a Porto Alegre, embaixador conhece primeiro projeto-piloto de energia eólica offshore flutuante do Brasil PORTO ALEGRE (RS) - O Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul (Sindienergia-RS) recebeu nesta quinta-feira, 13 de novembro, o embaixador do Japão no Brasil, Teiji Hayashi , para uma agenda institucional. O destaque do encontro foi a apresentação do Aura Sul Wind , o primeiro projeto-piloto de eólica offshore flutuante do Brasil . Representando um marco para a transição energética no País, quando instalado deverá ser a maior turbina eólica offshore flutuante do mundo em capacidade de geração de energia nesse segmento, a iniciativa é liderada pela empresa japonesa JB Energy, em parceria com a Portos RS, UFRGS, além do Sindienergia-RS , da ABEEólica e um consórcio internacional que une empresas, entidades e esferas de governo do Brasil e do Japão. Previsto para a cidade de Rio Grande, em área próxima ao porto, tem previsão para iniciar a fase de testes em 2029. “O Rio Grande do Sul se posiciona como referência nacional em energia renováveis, com altíssimo potencial para evoluir muito mais. Queremos, juntos, desenhar as próximas etapas para a efetiva implantação deste projeto grandioso e inédito, que simboliza não apenas a força da inovação, mas também a harmonia entre nações que compartilham o mesmo compromisso com o desenvolvimento sustentável”, destacou em seu pronunciamento, a presidente do Sindienergia-RS, Daniela Cardeal . Durante a visita, o embaixador Hayashi e a representante da embaixada do Japão no Brasil, Ritsuko Kawashima , conheceram os progressos do projeto - que contempla estudos de favorabilidade para o desenvolvimento de offshore wind na região do RS, medições meteorológicas (ventos, onda e correnteza), avanços em hidrodinâmica, ancoragem, integração casco-turbina e transmissão elétrica, além de impactos socioambientais. “Expandir a cooperação tecnológica e as relações econômicas entre os dois países no setor de energias é um dos nossos focos. Temos muito interesse em ampliar parcerias e trazer mais empresas do Japão para agregar em empreendimentos como esse, por exemplo”, afirmou Hayashi . Japão e Sindienergia-RS: em visita a Porto Alegre, embaixador conhece primeiro projeto-piloto de energia eólica offshore flutuante do Brasil A apresentação aos visitantes foi conduzida pelo CEO da JB Energy e pesquisador da Universidade de Tóquio, no Japão, Rodolfo Gonçalves , e pela professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) , Adriane Petry - coordenadora do NIEPIEE (Núcleo de Integração de Estudos, Pesquisa e Inovação em Energia Eólica). “O Aura Sul Wind utilizará tecnologia japonesa de plataformas flutuantes em concreto - solução de menor custo e impacto ambiental, já validada internacionalmente. Entre os avanços que tivemos nos últimos meses, destaco a definição da localização - que será a 60 quilômetros da saída do Porto de Rio Grande e lâmina d’água de 45 metros - e o início de tratativas para o estudo de licenciamento ambiental, junto ao Governo Federal (Ibama e Ministério de Minas e Energia) e Marinha do Brasil”, revelou Rodolfo. Após a primeira agenda, os parceiros técnicos participaram de uma reunião de trabalho para tratar dos próximos passos do projeto e das oportunidades de cooperação no setor. Está previsto que, ainda no primeiro semestre de 2026, se iniciem as medições de vento em alto mar. Também estiveram presentes na agenda com o embaixador do Japão no Brasil representantes de entidades como Portos RS, INVEST RS e a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) . Sobre o Aura Sul Wind – O Aura Sul Wind é o primeiro projeto-piloto de energia eólica offshore flutuante do Brasil . Concebido em parceria internacional formada por JB Energy (Japan Blue Energy Co.), Sindienergia-RS, Ming Yang Smart Energy, Portos RS, Technomar Engenharia, Blue Aspirations Brazil e UFRGS, com apoio da ABEEólica e de órgãos governamentais, a iniciativa ainda está aberta ao ingresso de novos parceiros e investidores. A plataforma será instalada em águas profundas próximas ao porto da cidade de Rio Grande (RS) e deverá iniciar sua fase de testes em 2029, consolidando o estado como polo estratégico de inovação e descarbonização na América Latina, e servindo de benchmark regulatório para o Brasil. Japão e Sindienergia-RS: em visita a Porto Alegre, embaixador conhece primeiro projeto-piloto de energia eólica offshore flutuante do Brasil Na sede da entidade, Teiji Hayashi foi recebido para uma apresentação sobre os avanços do projeto Aura Sul Wind e tratar de cooperação em energias renováveis PORTO ALEGRE (RS) - O Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul (Sindienergia-RS) recebeu nesta quinta-feira, 13 de novembro, o embaixador do Japão no Brasil, Teiji Hayashi , para uma agenda institucional. O destaque do encontro foi a apresentação do Aura Sul Wind , o primeiro projeto-piloto de eólica offshore flutuante do Brasil . Representando um marco para a transição energética no País, quando instalado deverá ser a maior turbina eólica offshore flutuante do mundo em capacidade de geração de energia nesse segmento, a iniciativa é liderada pela empresa japonesa JB Energy, em parceria com a Portos RS, UFRGS, além do Sindienergia-RS , da ABEEólica e um consórcio internacional que une empresas, entidades e esferas de governo do Brasil e do Japão. Previsto para a cidade de Rio Grande, em área próxima ao porto, tem previsão para iniciar a fase de testes em 2029. “O Rio Grande do Sul se posiciona como referência nacional em energia renováveis, com altíssimo potencial para evoluir muito mais. Queremos, juntos, desenhar as próximas etapas para a efetiva implantação deste projeto grandioso e inédito, que simboliza não apenas a força da inovação, mas também a harmonia entre nações que compartilham o mesmo compromisso com o desenvolvimento sustentável”, destacou em seu pronunciamento, a presidente do Sindienergia-RS, Daniela Cardeal . Durante a visita, o embaixador Hayashi e a representante da embaixada do Japão no Brasil, Ritsuko Kawashima , conheceram os progressos do projeto - que contempla estudos de favorabilidade para o desenvolvimento de offshore wind na região do RS, medições meteorológicas (ventos, onda e correnteza), avanços em hidrodinâmica, ancoragem, integração casco-turbina e transmissão elétrica, além de impactos socioambientais. “Expandir a cooperação tecnológica e as relações econômicas entre os dois países no setor de energias é um dos nossos focos. Temos muito interesse em ampliar parcerias e trazer mais empresas do Japão para agregar em empreendimentos como esse, por exemplo”, afirmou Hayashi . A apresentação aos visitantes foi conduzida pelo CEO da JB Energy e pesquisador da Universidade de Tóquio, no Japão, Rodolfo Gonçalves , e pela professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) , Adriane Petry - coordenadora do NIEPIEE (Núcleo de Integração de Estudos, Pesquisa e Inovação em Energia Eólica). “O Aura Sul Wind utilizará tecnologia japonesa de plataformas flutuantes em concreto - solução de menor custo e impacto ambiental, já validada internacionalmente. Entre os avanços que tivemos nos últimos meses, destaco a definição da localização - que será a 60 quilômetros da saída do Porto de Rio Grande e lâmina d’água de 45 metros - e o início de tratativas para o estudo de licenciamento ambiental, junto ao Governo Federal (Ibama e Ministério de Minas e Energia) e Marinha do Brasil”, revelou Rodolfo. Após a primeira agenda, os parceiros técnicos participaram de uma reunião de trabalho para tratar dos próximos passos do projeto e das oportunidades de cooperação no setor. Está previsto que, ainda no primeiro semestre de 2026, se iniciem as medições de vento em alto mar. Também estiveram presentes na agenda com o embaixador do Japão no Brasil representantes de entidades como Portos RS, INVEST RS e a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) . Sobre o Aura Sul Wind – O Aura Sul Wind é o primeiro projeto-piloto de energia eólica offshore flutuante do Brasil . Concebido em parceria internacional formada por JB Energy (Japan Blue Energy Co.), Sindienergia-RS, Ming Yang Smart Energy, Portos RS, Technomar Engenharia, Blue Aspirations Brazil e UFRGS, com apoio da ABEEólica e de órgãos governamentais, a iniciativa ainda está aberta ao ingresso de novos parceiros e investidores. A plataforma será instalada em águas profundas próximas ao porto da cidade de Rio Grande (RS) e deverá iniciar sua fase de testes em 2029, consolidando o estado como polo estratégico de inovação e descarbonização na América Latina, e servindo de benchmark regulatório para o Brasil. Japão e Sindienergia-RS: em visita a Porto Alegre, embaixador conhece primeiro projeto-piloto de energia eólica offshore flutuante do Brasil











