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- China desacelera aprovação de novas termelétricas a carvão e indica virada estrutural na matriz energética
A expansão de novas usinas a carvão na China perdeu força ao longo de 2025 e pode marcar um ponto de inflexão no modelo energético do país. China desacelera aprovação de novas termelétricas a carvão e indica virada estrutural na matriz energética Dados analisados pelo EnergyChannel, com base em levantamentos recentes de organizações ambientais, indicam que a potência autorizada para novos projetos térmicos caiu significativamente entre janeiro e setembro, reforçando a tendência de retração observada desde o ano passado. Nos primeiros nove meses deste ano, foram aprovados 41,77 GW em novas plantas a carvão – volume considerado baixo quando comparado ao ritmo acelerado de 2022 e 2023. Mantido o cenário atual, 2025 deve terminar como o segundo ano com menos autorizações desde 2021 , evidenciando uma mudança gradual no comportamento regulatório. Queda se concentra em grandes projetos e afeta perfil das licenças A desaceleração não se distribui de forma uniforme. Os dados mostram que os projetos sem cogeração foram os mais impactados. Depois de atingirem um pico de 40 a 50 liberações anuais entre 2022 e 2023, o país aprovou apenas 23 novos empreendimentos em 2024 e 16 projetos de janeiro a setembro deste ano. Apesar disso, o padrão das plantas autorizadas permanece robusto: mais de 90% das novas unidades possuem porte igual ou superior a 660 MW , características típicas de termelétricas de grande escala um sinal de que a estratégia chinesa prioriza projetos que funcionem como reserva estratégica para o sistema elétrico. Investimentos continuam altos, mas dominados por grupos estatais O volume financeiro envolvido nos projetos aprovados segue expressivo. Entre janeiro e setembro, o investimento total estimado em novas termelétricas varia entre 171,5 e 181,5 bilhões de yuans . A distribuição, porém, revela a natureza do mercado: Empresas estatais centrais : ~40% Empresas estatais locais : ~45% Investidores privados : <10% Essa participação limitada de capital privado reforça que o carvão, na China, permanece como um instrumento estratégico de Estado — sobretudo para segurança energética e estabilidade da rede. Províncias do leste puxam retomada moderada; outras seguem em queda A geografia das aprovações também mudou em 2025. No leste chinês, províncias como Jiangsu (6,64 GW) e Henan (4,02 GW) voltaram a registrar volumes mais altos após um 2024 fraco. Juntas, lideram as liberações neste ano. Por outro lado, regiões tradicionalmente fortes no setor elétrico continuam reduzindo sua dependência do carvão: Shandong : 1,16 GW Guangdong : 0,42 GW Anhui : nenhuma autorização em 2025 Os números reforçam que parte do país já iniciou uma migração consistente para sistemas energéticos mais flexíveis, com maior integração de fontes renováveis. Carvão deixa de ser base e passa a ser recurso de apoio Especialistas em clima e energia apontam que a redução nas aprovações não é apenas técnica, mas também política. O discurso dominante nas províncias e nos órgãos reguladores defende que o carvão deve assumir um papel complementar , funcionando como reserva para momentos de pico e não mais como pilar central do suprimento nacional. Segundo analistas ouvidos pelo EnergyChannel, esse reposicionamento é fundamental para que a China avance na construção de um Novo Sistema Elétrico — modelo que prioriza a integração massiva de renováveis, armazenamento e recursos energéticos distribuídos. O que isso significa para o cenário global de energia A China concentra metade da capacidade de carvão do planeta e suas decisões regulatórias moldam o futuro do setor em escala mundial. A perspectiva de dois anos consecutivos de queda nas aprovações indica: desaceleração gradual, e não ruptura, do carvão como fonte primária; reforço na transição para energia solar, eólica e armazenamento; intenção do governo de limitar emissões e modernizar o sistema elétrico; maior atenção ao equilíbrio entre segurança energética e metas climáticas. Para o mercado internacional, o movimento é um sinal de que o carvão caminha para uma posição secundária na matriz chinesa ainda relevante, mas cada vez menos dominante diante da expansão acelerada das renováveis. China desacelera aprovação de novas termelétricas a carvão e indica virada estrutural na matriz energética
- CGN Brasil Energia inaugura empresa de serviços de O&M
CGN Fusion Energy oferece portfólio completo para operação e manutenção de ativos eólicos, solares e de transmissão CGN Brasil Energia inaugura empresa de serviços de O&M A CGN Brasil Energia anuncia o lançamento da CGN Fusion Energy S.A. , sua nova subsidiária dedicada a serviços de operação e manutenção (O&M) para parques eólicos, solares e ativos de transmissão. A criação da empresa une a experiência global do Grupo CGN ao sólido histórico da CGN Brasil no setor de energias renováveis. O objetivo é suprir uma demanda crescente do mercado, oferecendo soluções especializadas, integradas e de alta performance para a gestão técnica e operacional de ativos. Com foco em eficiência, segurança e inovação, a CGN Fusion disponibiliza um portfólio amplo, que inclui inspeções técnicas especializadas, análises de desempenho, gestão de peças sobressalentes, comissionamento, due diligence técnica e operacional, engenharia do proprietário e manutenção preventiva e preditiva. Segundo Rafael Rezende , gerente de Operação e Manutenção da CGN Brasil Energia, a nova empresa nasce para apoiar o mercado na maximização da disponibilidade dos ativos e na redução das perdas de geração, fortalecendo a excelência operacional e assegurando a sustentabilidade de longo prazo. “O lançamento da CGN Fusion reforça o posicionamento da CGN Brasil como uma das principais empresas de energia renovável do país, expandindo nossa atuação para serviços técnicos avançados. A iniciativa demonstra o compromisso da companhia com a inovação, com o fortalecimento da cadeia produtiva nacional e com o desenvolvimento de novas competências no mercado de O&M”, afirma Rezende. Parcerias estratégicas e atuação nacional A CGN Fusion inicia suas atividades com uma estrutura robusta, sendo responsável pela gestão de 1,6 GW dos ativos da CGN Brasil. A empresa atuará em todo o território nacional, adotando uma estratégia de massificação operacional que permite otimizar recursos, aumentar a eficiência das equipes e reduzir custos fixos. Cada projeto, parque ou usina é tratado como uma oportunidade contínua de aprendizado, evolução e inovação. De acordo com Jorge Junior , coordenador comercial da CGN Fusion o diferencial da empresa vai além de relações comerciais. “Buscamos inovação e desempenho superior tanto nos nossos ativos quanto nos de nossos parceiros. Com a escala global do Grupo CGN, aplicamos no Brasil estratégias de O&M consolidadas mundialmente, gerando valor no longo prazo.” Inovação contínua A CGN Fusion já nasce alinhada às tendências mais avançadas do setor energético, com iniciativas que incluem usinas híbridas, testes com baterias e retrofits tecnológicos. A empresa também desenvolveu um software próprio de performance, que otimiza resultados internos e amplia as soluções disponíveis ao mercado. “A criação da CGN Fusion reforça a visão estratégica de longo prazo da CGN no Brasil e na América Latina, consolidando nosso papel como parceiro confiável na transição energética e na construção de um futuro mais limpo e sustentável”, conclui Rezende. CGN Brasil Energia inaugura empresa de serviços de O&M
- Quando o Consumidor Residencial Deixa de Ser Carga e Passa a Ser Ativo do Sistema
Vem ano e passa ano e sempre temos uma discussão popular sobre eficiência energética onde acaba tendo um certo ar de diferença, a insistência em olhar para o consumo somente pela ótica do bolso. E a maioria das pessoas vai lembrar da fala “Tire a TV da tomada para economizar”. Se chegarmos no ponto de vista microeconômico, o conselho vai ser tecnicamente correto, mas no geral irrelevante. Cortar 1,5 W não muda a vida financeira de ninguém. A luzinha acesa, ao apagar, pode ajudar bem mais que no custo. O grande problema disso tudo é focar justamente na irrelevância da fatura individual, o olhar real seria pensar na agregação sistêmica, termos mais consciência em uma cultura de eficiência. Nos últimos 3 anos, temos em média 14 mil GWh mensal de consumo de energia residencial, isso daria uns 168 mil GWh ano , onde temos em torno de 84 milhões de consumidores . Se aplicarmos uma redução conservadora de 3%, estamos falando de 5 mil GWh/ano ou então 0,42 GWh/mês de energia “liberada”. Para o Operador Nacional do Sistema (ONS), visivelmente isso não é somente uma dica de economia doméstica. Isso é quase uma Usina Virtual de Energia (VPP) de grande porte, distribuída, instantânea e já conectada. É capacidade de despacho negativo e estrutural que não exige um licenciamento para funcionar, não solicita obras. Lógico que o cálculo aqui é hipotético, mas a ideia é mostrar a grandeza de não pensar somente no custo evitado. Evolução consumo residencial (Fonte: EPE) Então no final essa usina já existe. Falta somente o switch cultural e tecnológico para ativá-la. O fim da inércia residencial, entrando justamente em um novo mundo. Por quase um século, a residência foi tratada como uma "curva de carga passiva", um enorme buraco que somente drena elétrons. Esse paradigma morreu. O consumidor acaba sendo empurrado para um novo modelo e enxerga cada vez mais que: a Geração Distribuída (GD) transformou telhados em microcentros de produção; os medidores inteligentes vão trazer granularidade e verdade instantânea aos dados; a tarifa dinâmica está prestes a transformar preços em sinais de comportamento; e a abertura da baixa tensão ao Mercado Livre promete transformar o pagador de boletos em um agente de mercado ativo. Olhando o cenário como um todo, o standby deixa de ser somente a “luzinha vermelha” irritante na sala e vira a camada zero da Gestão Ativa de Demanda (DSM), temos aí uma nova oportunidade e ampliação que nem todos acabam comentando ao conversar sobre esses pontos. Basicamente saímos de um "inimigo doméstico" para de fato a inteligência de dados. O debate histórico, pautado no moralismo do “evite o desperdício”, envelheceu mal. A irrelevância financeira para quem consome muito (onde o standby não chega a 3% da conta) contrasta com o peso para quem consome pouco (onde pode bater 8%). Mas a estatística importante disso tudo é que quando o micro se soma, vira macro, e quando o macro se coordena, vira recurso energético . O desligamento manual é somente a pré-escola. O consumidor que hoje aprende a automatizar cortes de cargas inúteis, como do micro-ondas ocioso à iluminação externa desnecessária, vai estar, na prática, treinando para um futuro muito mais complexo. Ele está se preparando para alguns itens como: Resposta da Demanda, arbitragem com baterias, um possível curtailment remunerado, novas entrantes de reais VPP, e negociação ativa no Mercado Livre. Nessa lógica, gerenciar o standby deixa de ser somente avareza e vira um indicador de maturidade energética . E gosto de lembrar que equipamentos com Selo Procel A continuam indispensáveis, mas a eficiência do futuro não virá somente de hardware. Os consumidores capazes de interagir com a rede e tomar decisões baseadas em dados, vão ser grande força futuramente. Se conseguirmos criar uma cultura, apoiados por automação, dados e sinalização de preço correta, vamos acabar deixando a eficiência energética como a soma de eletrodomésticos desligados e passaremos a enxergá-la como inteligência coletiva aplicada para estabilidade da rede . O standby é somente a ponta do iceberg, é no detalhe de 1,5 W que começa a mudança de mentalidade que, escalada, pode segurar o sistema. Amo falar que a melhor energia não é solar, eólica ou hídrica. A energia mais barata, limpa e rápida de despachar continua sendo aquela que a gente não precisa consumir . Falta somente o incentivo correto. E como ponto final de reflexão, economizar e melhor no sistema como um todo, reduzir o custo e ainda ser mais ativo são pontos importantes, além de que toda essa movimentação ajuda na redução de emissões, ajudando assim também na sustentabilidade . Sobre o autor Felipe Figueiró é engenheiro eletricista, com dois MBAs focados em inovação, liderança e inteligência de mercado. Atua há mais de 11 anos no setor elétrico e tem como visão transformar dados em estratégias inteligentes e eficientes. Quando o Consumidor Residencial Deixa de Ser Carga e Passa a Ser Ativo do Sistema
- JinkoSolar perde fôlego no 3º trimestre e vê ritmo de remessas desacelerar
A JinkoSolar, uma das maiores fabricantes globais de tecnologia fotovoltaica, encerrou o terceiro trimestre de 2025 com uma retração no volume de remessas de módulos, células e wafers. Os números refletem um período de ajuste do mercado solar chinês, marcado por competição acirrada, margens mais apertadas e revisões de capacidade em diversas fabricantes. JinkoSolar perde fôlego no 3º trimestre e vê ritmo de remessas desacelerar Queda nas remessas e pressão competitiva De acordo com dados divulgados pela empresa, as entregas de módulos fotovoltaicos caíram para 20,0 GW entre julho e setembro , abaixo dos 24,3 GW registrados no trimestre anterior . O movimento também foi sentido nas demais linhas de produção: as remessas de células e wafers recuaram para 1,56 GW , frente aos 2,11 GW do segundo trimestre . Embora a queda trimestral tenha chamado atenção, a JinkoSolar destacou um ponto relevante: pela primeira vez, superou a marca de 1,5 GW de remessas de células e wafers em cada um dos três primeiros trimestres do ano , demonstrando estabilidade operacional mesmo em um cenário de desaceleração global. Sinal amarelo para a indústria fotovoltaica A retração acontece em um momento em que o setor solar enfrenta estoques elevados, consolidação tecnológica e um excesso de capacidade instalado na China . Esse conjunto de fatores tem levado os fabricantes a reduzir preços, rever projeções e repensar estratégias para preservar margens. Analistas ouvidos pelo EnergyChannel afirmam que as grandes companhias devem priorizar eficiência tecnológica e redução de custos nos próximos trimestres para manter competitividade. Para a JinkoSolar, o foco segue nas linhas de módulos de alta eficiência e no avanço de tecnologias como TOPCon e células N-type. O que esperar para o próximo trimestre A JinkoSolar ainda não divulgou projeções formais para o quarto trimestre, mas o mercado espera um leve reaquecimento das remessas , impulsionado por novos projetos utilitários e contratos internacionais que devem ser ativados até o final do ano. Apesar do trimestre mais fraco, a fabricante continua entre as líderes globais em distribuição de módulos, sustentando uma presença significativa em grandes mercados como Europa, América Latina e Sudeste Asiático. JinkoSolar perde fôlego no 3º trimestre e vê ritmo de remessas desacelerar
- Inovação flutuante: videomonitoramento aumenta a segurança e a eficiência na maior usina solar do Brasil
O sistema combina câmeras, radares e áudio em rede para melhorar a gestão operacional da UFF Araucária Inovação flutuante: videomonitoramento aumenta a segurança e a eficiência na maior usina solar do Brasil A Usina Solar Flutuante Araucária, considerada a maior usina de energia do Brasil, atingiu um novo nível de segurança, eficiência operacional e cuidado ambiental após implementar um sistema integrado de videomonitoramento desenvolvido pela Axis Communications em colaboração com a Aeon Security, Magos Systems e KWP Energía Sunlution. Localizada no interior de São Paulo e projetada para abastecer mais de 60.000 residências, a usina recebeu um investimento de US$ 87,7 milhões e opera com 10.500 painéis fotovoltaicos instalados sobre o reservatório, o que requer soluções tecnológicas capazes de enfrentar os desafios únicos das plataformas flutuantes, como o movimento constante da água, condições climáticas adversas, riscos de invasão e impactos ambientais. Inovação flutuante: videomonitoramento aumenta a segurança e a eficiência na maior usina solar do Brasil Para garantir a proteção contínua dos ativos e a segurança dos equipamentos, o projeto integrou câmeras bullet Axis em todo o perímetro, além de câmeras PTZ da série AXIS Q62, radares Magos e alto-falantes IP conectados à plataforma Security Monitor® da Aeon Security. Essa combinação permite detectar anomalias com precisão, diferenciar ameaças reais de interferências ambientais e ativar mensagens de áudio para dissuadir comportamentos suspeitos. A inteligência integrada permitiu reduzir drasticamente os alarmes falsos e ampliar a eficácia do monitoramento. De acordo com Anderson Jucá, diretor de operações da KWP Energia Sunlution, a solução trouxe um novo nível de confiabilidade à operação. “A integração entre o radar Magos e as câmeras PTZ da Axis garantiu maior precisão operacional. Calibramos a solução para diferenciar entre aves e pessoas, o que reduziu os alarmes falsos e aumentou a precisão do monitoramento”, afirma. Após um ano e meio de funcionamento, o sistema também se tornou uma ferramenta essencial para a eficiência operacional e a supervisão ambiental. Por meio das câmeras, as equipes acompanham em tempo real os movimentos dos técnicos nas cabines e na plataforma flutuante, identificam rapidamente as áreas que precisam de limpeza devido ao acúmulo de excrementos de aves e podem reconhecer incidentes ambientais antes que causem impactos na biodiversidade local. Isso trouxe benefícios diretos e indiretos para a manutenção, além de maior segurança para as pessoas que utilizam o reservatório para atividades recreativas. A tecnologia naturalmente ampliou seu papel dentro da usina. “Inicialmente, o foco era a proteção do patrimônio. Hoje, as câmeras da Axis desempenham um papel mais amplo e importante na gestão operacional da UFF Araucária”, destaca Anderson Jucá. Inovação flutuante: videomonitoramento aumenta a segurança e a eficiência na maior usina solar do Brasil O projeto reforça o potencial do Brasil no setor de energia solar flutuante, que atualmente soma aproximadamente 42 MWp instalados e deve atingir 1,5 GW em 2028. A Usina Solar Flutuante Araucária já tem planos de ampliar sua capacidade para 120 MW, operando em formato híbrido com a geração hidrelétrica para otimizar a produção e preservar o nível do reservatório. Para a empresa responsável pela usina, contar com um sistema de videomonitoramento autônomo, confiável e preparado para a expansão elimina um dos principais desafios das infraestruturas críticas. “Este projeto nos dá a confiança de que as próximas etapas, incluindo as ilhas mais distantes, serão realizadas com um sistema que funciona de forma segura e eficiente. Sabemos que podemos dormir tranquilos, com a certeza de que a tecnologia funciona”, conclui Anderson Jucá. Siga-nos nas nossas redes sociais: LinkedIn, Facebook , Twitter e Instagram Sobre a Axis Communications A Axis torna possível um mundo mais inteligente e seguro, criando soluções de rede que fornecem informações para melhorar a segurança e novas formas de fazer negócios. Como líder do setor em vídeo em rede, a Axis oferece produtos e serviços para vigilância e análise de vídeo, controle de acesso, intercomunicadores e sistemas de áudio. A Axis conta com mais de 3.800 funcionários dedicados em mais de 50 países e colabora com parceiros em todo o mundo para fornecer soluções aos clientes. A Axis foi fundada em 1984 e está sediada em Lund, na Suécia. Inovação flutuante: videomonitoramento aumenta a segurança e a eficiência na maior usina solar do Brasil
- SunPower avança em consolidação e mira liderança ao adquirir a Ambia Solar por US$ 37,5 milhões
Movimento reforça operações, dobra presença geográfica e coloca a companhia entre as cinco maiores empresas de energia solar residencial dos EUA SunPower avança em consolidação e mira liderança ao adquirir a Ambia Solar por US$ 37,5 milhões A SunPower deu mais um passo estratégico para acelerar sua participação no mercado solar norte-americano. A empresa anunciou o fechamento da compra da Ambia Solar por US$ 37,5 milhões, um movimento que amplia sua atuação para 45 estados e posiciona o grupo entre os cinco maiores players do segmento residencial nos Estados Unidos, segundo levantamento da Ohm Analytics. Com a conclusão rápida da operação, a SunPower revisou para cima sua projeção de receita para o quarto trimestre de 2025, agora estimada em US$ 88 milhões. A companhia também prevê registrar lucro operacional recorde no período e manter números positivos no primeiro trimestre de 2026 tradicionalmente considerado o trimestre mais fraco para o setor. Integração acelerada e reforço em vendas e operações De acordo com o CEO da SunPower, T.J. Rodgers, a aquisição fortalece dois pilares essenciais da companhia: gestão operacional e capacidade comercial. A Ambia chega com uma equipe reconhecida por eficiência, enquanto a Sunder outra aquisição recente já impulsiona o desempenho comercial da empresa. A Ambia também acrescenta 203 novos representantes ao time de vendas da SunPower, elevando o total para 2.027 profissionais. Rodgers afirma que a sinergia entre as equipes agilizou o desenho organizacional da nova estrutura e permitiu reduzir custos legais e prazos do processo de aquisição. No cronograma interno da empresa, a integração da Ambia já alcançou a fase "IR0", com plano formal concluído e mais de 400 marcos definidos. A integração da Sunder, iniciada anteriormente, está na fase "IR3" considerada a de maior atividade com mais de 200 etapas já concluídas. A expectativa é finalizar esse processo ainda no primeiro trimestre de 2026. Ambição de liderança nacional Para o CEO da Ambia, Conner Ruggio, a fusão cria uma plataforma robusta e preparada para disputar a liderança absoluta do mercado solar residencial dos EUA. Ele destacou que, já no primeiro dia após o fechamento, equipes de ambas as empresas assumiram responsabilidades integradas um sinal da sintonia operacional entre as companhias. A SunPower projeta que a incorporação da Ambia trará incremento imediato de receita e ganhos de eficiência, especialmente em função da complementaridade entre as áreas comerciais e operacionais. Cenário de consolidação e novas oportunidades A movimentação ocorre em um momento de consolidação do setor solar norte-americano. A SunPower vê espaço para ampliar sua participação por meio da aquisição de empresas regionais bem estruturadas. Com o suporte de seus conselheiros incluindo especialistas em tecnologia e mercado a companhia pretende continuar buscando oportunidades estratégicas nos próximos meses. A empresa também destaca que a Ambia mantém resiliência financeira mesmo diante de possíveis mudanças no crédito fiscal federal (ITC), o que reforça a segurança da aquisição. Sobre a SunPower e a Ambia A SunPower é uma das principais fornecedoras de soluções solares residenciais da América do Norte. Seu portfólio combina plataforma digital, serviços de instalação e sistemas de alta eficiência energética. Já a Ambia Solar atua em nove estados dos EUA e é reconhecida por oferecer soluções acessíveis e confiáveis de energia solar para consumidores residenciais. SunPower avança em consolidação e mira liderança ao adquirir a Ambia Solar por US$ 37,5 milhões
- Sacramento acelera mobilidade limpa com créditos para uso compartilhado de carros elétricos
A cidade de Sacramento deu mais um passo para transformar sua mobilidade urbana em um modelo de baixa emissão e alto impacto social. Como parte da implementação de seu Plano Diretor de Veículos Elétricos, a capital californiana lançou um novo incentivo que combate diretamente as emissões do transporte e amplia o acesso de moradores de baixa renda à mobilidade elétrica. Sacramento acelera mobilidade limpa com créditos para uso compartilhado de carros elétricos O programa, desenvolvido em parceria com o Distrito Metropolitano de Gestão da Qualidade do Ar de Sacramento, oferece créditos de US$ 100 para que famílias qualificadas utilizem veículos elétricos da Zipcar em sistemas de compartilhamento. A iniciativa chega em um momento estratégico, em que a cidade aposta em soluções práticas para estimular o uso de carros elétricos sem a necessidade de compra do veículo. Segundo a administração municipal, a medida cumpre duplo papel: fortalece políticas de redução de CO₂ no setor de transporte historicamente o maior emissor urbano e democratiza o acesso à tecnologia elétrica, permitindo que moradores utilizem o serviço em deslocamentos diários, compromissos profissionais ou compras essenciais. O crédito oferecido busca ainda derrubar uma barreira comum no processo de transição energética: o custo inicial para aderir à mobilidade elétrica. Com a solução de uso por demanda, Sacramento espera ampliar rapidamente o número de pessoas experimentando veículos elétricos, o que pode acelerar a aceitação pública e gerar novos avanços na infraestrutura de recarga. A iniciativa integra uma série de ações do Plano Diretor de Veículos Elétricos, que inclui expansão da rede pública de carregamento, incentivos operacionais e estratégias para reduzir emissões em comunidades mais vulneráveis. Para especialistas locais, Sacramento sinaliza que a mobilidade elétrica não deve ser apenas uma alternativa ambientalmente correta, mas também uma política pública acessível e capaz de beneficiar quem mais precisa um caminho que outros centros urbanos podem adotar em breve. Sacramento acelera mobilidade limpa com créditos para uso compartilhado de carros elétricos
- Roteiro proposto na COP30 converge com roadmap da Danfoss para cidades eficientes
Whitepaper global da Danfoss antecipa visão defendida pelo governo brasileiro ao apresentar um roadmap concreto para eficiência energética, eletrificação e integração setorial em centros urbanos Roteiro proposto na COP30 converge com roadmap da Danfoss para cidades eficientes O debate central da COP30 ganhou um novo impulso após o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, defender que o “compromisso” do encontro climático seja a elaboração de um “mapa do caminho” para a transição energética, com metas e etapas concretas para triplicar a energia renovável, dobrar a eficiência energética até 2030 e eliminar o desmatamento ilegal. A posição do governo dialoga diretamente com o whitepaper “ Roteiro para a descarbonização das cidades ”, lançado pela Danfoss, multinacional dinamarquesa, que propõe justamente um roadmap técnico e escalável para descarbonizar centros urbanos, responsáveis hoje por até 70% das emissões globais de carbono. O documento mostra que, apenas com tecnologias já disponíveis, seria possível preencher metade da lacuna necessária para manter o aquecimento global dentro da meta de 1,5°C definida pelo Acordo de Paris. Cidades no centro da transição: eficiência energética e eletrificação como pilares Segundo o relatório da Danfoss, a implementação imediata de soluções de eficiência energética e eletrificação em edifícios, transporte e integração setorial poderia gerar reduções substanciais já nesta década. Entre os principais achados: Eficiência energética é a base da transição. Se as cidades da Europa, EUA e China adotassem sistemas eficientes de aquecimento e refrigeração de edifícios, alcançariam 20% da contribuição necessária para a meta de 1,5°C. Eletrificação dos transportes é determinante. Eletrificar veículos particulares e transporte público preencheria 28% da descarbonização necessária para manter o limite de 1,5°C. Eficiência acelera a própria eletrificação. Tecnologias mais eficientes reduzem o tamanho de baterias, diminuem a demanda por infraestrutura de recarga e elevam o alcance dos veículos. O uso das soluções tecnológicas já disponíveis hoje pode suprir 50% das reduções esperadas para uma trajetória de 1,5°C. Para cidades que, segundo a ONU, concentrarão 70% da população mundial até 2050, o desafio, e a oportunidade, é ainda maior. Sem mudanças profundas, centros urbanos continuarão produzindo volumes de emissões “incompatíveis com qualquer meta climática relevante”, alerta o documento. COP30 pede ação imediata e o roadmap da Danfoss oferece caminhos concretos Durante a abertura de uma das sessões ministeriais da COP30, em Belém, Alckmin afirmou que “o tempo das promessas já passou” e que os países precisam de um roteiro claro sobre “ quem faz o quê, até quando e com quais recursos ”. Esse é exatamente o propósito da publicação técnica da Danfoss: entregar orientações práticas para prefeitos, gestores públicos e planejadores urbanos sobre como eliminar os principais motores de emissões nas cidades, gerando benefícios econômicos, sociais e ambientais. “A transição energética exige ações imediatas e coordenadas, e as cidades são o melhor lugar para começar. Nosso roadmap mostra que já existem tecnologias acessíveis e escaláveis, capazes de reduzir emissões em larga escala, melhorar a qualidade de vida e impulsionar a resiliência econômica, o que falta agora é acelerar a adoção dessas soluções” , afirma Kim Fausing, Presidente e CEO da Danfoss. Acesse o whitepaper completo: " Roteiro para a descarbonização das cidades" Roteiro proposto na COP30 converge com roadmap da Danfoss para cidades eficientes
- Trinasolar inicia agenda de capacitação técnica em seu novo Centro de Inovação na Facens em Sorocaba
São Paulo, 24 de novembro de 2025 – A Trinasolar, líder global em soluções fotovoltaicas e energia inteligente, realizará nos próximos dias 25 e 26 de novembro os primeiros treinamentos técnicos em seu novo Centro de Inovação e Capacitação, localizado no campus do Centro Universitário Facens, em Sorocaba (SP). Trinasolar inicia agenda de capacitação técnica em seu novo Centro de Inovação na Facens em Sorocaba O evento marca o início das atividades práticas do espaço, inaugurado em junho de 2025 em parceria com o Instituto de Pesquisa Facens (IP Facens), com apoio da coordenação do curso de Engenharia Elétrica e do comitê de sustentabilidade da instituição. O Centro representa uma ponte concreta entre a academia e a indústria, dedicado à pesquisa aplicada e à formação profissional de ponta. Profissionalização do Setor Fotovoltaico Com o setor solar em expansão acelerada, a iniciativa visa suprir a demanda por qualificação técnica especializada, além de preparar os profissionais para os desafios reais do campo, indo além da teoria para garantir a excelência na instalação e manutenção de grandes projetos solares. O curso é voltado para instaladores, integradores, EPCistas, desenvolvedores e engenheiros, oferecendo conteúdo prático, certificação e acesso direto às tecnologias mais recentes da fabricante. Trinasolar inicia agenda de capacitação técnica em seu novo Centro de Inovação na Facens em Sorocaba Destaques da Agenda A programação de dois dias foi desenhada para cobrir todo o ciclo de vida do projeto, desde as definições técnicas até o suporte pós-venda, culminando em um workshop prático intensivo. No primeiro dia, o foco do treinamento estará na fundamentação técnica e processos de instalação abordando os tópicos Soluções e Definições Técnicas, Documentação e Checklist, Processo de Instalação (Passo a Passo) e Suporte Inteligente . Já no segundo dia, o treinamento aprofunda a análise de valor e a prática de campo com Avaliação de Valor & Balance of System (BOS), Prevenção de Erros e o Workshop Prático de Montagem (Hands-on) . O evento será encerrado com uma certificação simbólica e reconhecimento aos profissionais que se destacarem nas atividades práticas. A parceria com a Facens no Brasil é parte de uma crescente rede global de colaborações com instituições acadêmicas, focada na formação de talentos, capacitação do mercado e avanço da pesquisa em tecnologias sustentáveis em escala mundial. Trinasolar inicia agenda de capacitação técnica em seu novo Centro de Inovação na Facens em Sorocaba Sobre a Trinasolar Fundada em 1997, a Trinasolar é a líder global em soluções inteligentes e armazenamento de energia. A empresa se dedica à inovação e ao desenvolvimento de módulos fotovoltaicos, armazenamento de energia, sistemas de rastreamento inteligente e soluções integradas de energia solar. Para mais informações, visite https://www.trinasolar.com/pt . Sobre o Centro Universitário Facens O Centro Universitário Facens é um hub de inovação e tecnologia - um Smart Campus - conceito premiado dentro e fora do país, que alinha o desenvolvimento de projetos aos eixos de cidades inteligentes e aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. É o 1º Campus 5G do Estado de São Paulo, está entre as top 10 universidades brasileiras, ocupa o 1º lugar no ranking internacional de sustentabilidade UI Green Metrics entre as universidades privadas brasileiras e é signatária do Pacto Global da ONU, em um espaço verde de 100 mil m², com mais de 60 laboratórios especializados e diversos Centros de Inovação. Nota máxima (5) no Ministério da Educação (MEC) e 43 estrelas no Guia da Faculdade (Quero Educação/Estadão), somente reforçam o compromisso em se manter como uma das melhores instituições privadas de ensino superior no Brasil. Seus 49 anos de história sempre priorizaram a integração do mercado com a academia, foco no desenvolvimento empreendedor e cidadão de seus estudantes e colaboradores, a busca constante por inovação social e tecnológica e o fomento por um ecossistema de educação completo. Oferece atualmente cursos de graduação, pós-graduação e extensão, abrangendo áreas da Saúde, Engenharia, Arquitetura e Urbanismo, Tecnologia, entre outros. Possui um Instituto de Pesquisas, IP Facens, que atua há mais de 20 anos com os serviços de pesquisa, desenvolvimento e inovação para conectar empresas, organizações sociais e órgãos públicos ao futuro. Trinasolar inicia agenda de capacitação técnica em seu novo Centro de Inovação na Facens em Sorocaba
- Estudo inédito confirma: geração distribuída reduz custos, fortalece o SIN e impulsiona a economia brasileira
EnergyChannel - A micro e minigeração distribuída (MMGD) ganha novo protagonismo no debate energético nacional. Um estudo técnico apresentado pela Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) considerado o mais completo já desenvolvido no país sobre o tema revela como a geração distribuída impacta positivamente a operação do sistema elétrico, reduz custos, fortalece a confiabilidade da rede e ainda estimula a economia brasileira. Estudo inédito confirma: geração distribuída reduz custos, fortalece o SIN e impulsiona a economia brasileira O material será lançado oficialmente nesta terça-feira (25), no Instituto de Energia e Ambiente da USP (IEE/USP), em São Paulo. Realizado em um momento decisivo para a regulamentação da Lei nº 14.300/2022, o levantamento traz dados inéditos que ajudam a quantificar o valor real da MMGD para consumidores, concessionárias e para o Sistema Interligado Nacional (SIN). Segundo a ABGD, os resultados oferecem base técnica sólida para orientar decisões da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e demais formuladores de políticas públicas. Redução de custos operacionais e menor dependência de térmicas Um dos destaques do estudo está na análise operacional do SIN. As simulações mostraram que a presença da MMGD reduz, em média, 30% do Custo Marginal de Operação (CMO) indicador que orienta o despacho de usinas pelo Operador Nacional do Sistema (ONS). Na prática, essa queda representa uma economia aproximada de R$ 40 milhões por mês em custos evitados com geração térmica, reduzindo a necessidade de acionamento de fontes fósseis. Além de aliviar o caixa do setor, essa dinâmica contribui para uma matriz mais limpa, com menor exposição à volatilidade de combustíveis e à oscilação de preços no mercado de energia. Mais confiabilidade nas redes de transmissão A pesquisa também analisou o impacto da MMGD no nível de alta tensão (AT). Os dados mostram que a geração distribuída ajuda a melhorar os índices de confiabilidade da transmissão, reduzindo a Energia Não Suprida (EENS) um dos principais indicadores de risco de interrupção em até 61% nos cenários de carga mínima. Essa redução significa um sistema mais resiliente, especialmente em momentos críticos, como períodos de baixa demanda ou oscilações inesperadas. Efeito multiplicador na economia: cada R$ 1 investido gera R$ 1,90 no PIB Utilizando um modelo econométrico (VARX) para medir efeitos diretos, indiretos e induzidos, o estudo quantificou o impacto econômico da MMGD. No segmento fotovoltaico, cada R$ 1 investido gera R$ 1,90 no PIB brasileiro , confirmando o forte potencial de geração de riqueza, empregos e renda. Esse resultado reforça o papel da MMGD como vetor de desenvolvimento regional e motor da cadeia produtiva do setor solar, especialmente em pequenas e médias cidades. Menos perdas técnicas e redes mais eficientes A partir de simulações realizadas em redes reais de distribuidoras como CEMIG-D, EDP-SP e Equatorial-PI, o estudo identificou que a expansão da MMGD pode reduzir até 51,6% das perdas técnicas na rede secundária. A diminuição das perdas representa ganho direto para distribuidoras e consumidores, com melhora na eficiência energética e na qualidade do fornecimento. Impacto ambiental: 60 milhões de toneladas de CO₂e evitadas Outro ponto de destaque é o efeito ambiental da geração distribuída. Ao deslocar a produção de usinas térmicas fósseis, a MMGD deve evitar a emissão acumulada de 60 milhões de toneladas de CO₂e até 2038 , contribuindo de maneira expressiva para as metas climáticas brasileiras e globais. Armazenamento em baterias: solução estratégica para a expansão da MMGD O estudo também aponta que os Sistemas de Armazenamento em Baterias (BESS) têm papel crucial na evolução da MMGD. A combinação entre geração distribuída e armazenamento pode eliminar subtensões e sobretensões, além de postergar sobrecargas no sistema desafios que surgem com o crescimento acelerado das instalações fotovoltaicas. Segundo a ABGD, a integração de BESS torna a rede mais flexível e abre caminho para novos modelos de negócios, como serviços ancilares e resposta da demanda. Transição energética com base distribuída Os resultados consolidam um entendimento cada vez mais evidente no setor: o futuro da energia no Brasil é distribuído . A MMGD não apenas democratiza o acesso à geração própria, mas fortalece o sistema elétrico como um todo, reduz custos, incentiva inovação e acelera a transição para uma matriz mais limpa. O lançamento do estudo da ABGD acontece nesta terça-feira, das 8h30 às 18h, no IEE/USP, e promete reunir especialistas, representantes de empresas, formuladores de políticas públicas e agentes do setor elétrico para discutir os próximos passos da regulamentação. Estudo inédito confirma: geração distribuída reduz custos, fortalece o SIN e impulsiona a economia brasileira
- Chicago avança rumo a uma nova paisagem urbana com 90% da meta de plantio já concluída
Chicago está prestes a completar uma das iniciativas ambientais mais ambiciosas de sua história recente. A cidade alcançou 90% da meta estabelecida em seu programa de expansão da cobertura arbórea, um esforço que combina política pública, participação comunitária e ações coordenadas entre diferentes departamentos municipais. Chicago avança rumo a uma nova paisagem urbana com 90% da meta de plantio já concluída Para marcar o avanço, autoridades locais participaram de um plantio simbólico no bairro de Austin, uma das regiões que recebem atenção prioritária dentro da estratégia climática da cidade. O prefeito, acompanhado de representantes dos Departamentos de Meio Ambiente, Ruas e Saneamento e Transportes, reforçou o compromisso de tornar a infraestrutura verde um pilar permanente da gestão urbana. Foco nos bairros que mais precisam O programa Our Roots Chicago eixo central da política de arborização da cidade foi desenvolvido para ampliar o acesso a áreas verdes em regiões historicamente negligenciadas. Esses bairros apresentam os menores índices de cobertura arbórea e, consequentemente, sofrem mais intensamente com ilhas de calor, enchentes e pior qualidade do ar. A iniciativa combina o plantio massivo, ações educativas e mobilização de voluntários, criando uma rede de engajamento local que fortalece o senso de pertencimento e estimula a preservação das novas árvores. Arborização como política climática Segundo gestores municipais, a expansão verde desempenha papel direto na adaptação climática de Chicago ajudando a reduzir temperaturas extremas, melhorar a drenagem urbana e ampliar a biodiversidade. A expectativa é que, ao concluir a meta, a cidade registre impactos positivos mensuráveis nos próximos anos, sobretudo em termos de mitigação da poluição e conforto térmico. Próximos passos Com a fase final do plantio prevista para os próximos meses, a prefeitura já estuda ampliar o programa, transformando o Our Roots Chicago em uma política contínua. A proposta inclui novas metas anuais, parcerias com organizações ambientais e incentivos para que moradores adotem e cuidem das árvores recém-plantadas. A cidade mira agora não apenas a conclusão da meta atual, mas a consolidação de uma infraestrutura verde permanente um legado que deve influenciar diretamente a qualidade de vida de milhões de moradores. Chicago avança rumo a uma nova paisagem urbana com 90% da meta de plantio já concluída
- Amazônia Sempre: O Plano de US$ 1 Bilhão do BID que Redesenha a Matriz Energética e a Bioeconomia na Região
Infraestrutura Resiliente e Inovação Verde: A Estratégia do Banco Interamericano de Desenvolvimento para um Futuro Sustentável na Floresta Amazônia Sempre: O Plano de US$ 1 Bilhão do BID que Redesenha a Matriz Energética e a Bioeconomia na Região O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) está redefinindo sua atuação na Amazônia com o programa "Amazônia Sempre", uma iniciativa robusta que se destaca pela sua abordagem holística e foco em resultados concretos. Longe de ser apenas mais um projeto de financiamento, o programa se consolida como um instrumento de transformação , mirando a infraestrutura resiliente e a bioeconomia como pilares para um desenvolvimento regional verdadeiramente sustentável. A eficácia do BID na região, que motivou o título original da matéria, reside na capacidade de articular grandes volumes de capital com projetos de impacto direto. Um dos anúncios mais recentes e significativos é o instrumento de US$ 1 bilhão destinado à Infraestrutura Resiliente e Cidades [1]. Embora o foco seja amplo, a intersecção com o setor de energia é inegável e crucial para o EnergyChannel. O Eixo da Energia Limpa e Conectividade Para uma região marcada por desafios logísticos e de acesso, a Aceleradora de Acesso à Energia Limpa da Amazônia (mencionada no escopo do programa) surge como um vetor de mudança. A estratégia do BID não se limita a grandes projetos hidrelétricos, mas sim a soluções descentralizadas e de baixo carbono. A expansão do acesso à energia e a modernização das redes de transmissão e distribuição são essenciais para o desenvolvimento econômico e a inclusão social, conforme destacado em parcerias recentes que somam centenas de milhões de dólares [2]. A conectividade digital, impulsionada por co-financiamentos de até US$ 324 milhões, também desempenha um papel indireto, mas vital, no setor energético [3]. Redes mais robustas e acessíveis facilitam a gestão de microrredes e a implementação de tecnologias de smart grid , permitindo que comunidades isoladas se beneficiem de fontes de energia renovável, como a solar e a eólica, de forma mais eficiente. Bioeconomia: A Nova Fronteira da Sustentabilidade O programa " Amazônia Sempre " aposta fortemente na bioeconomia , transformando a floresta em pé em um ativo econômico de alto valor agregado. O Fundo Fiduciário de Múltiplos Doadores para Bioeconomia e Gestão Florestal (AMDTF) e o Fundo de Bioeconomia da Amazônia são exemplos de como o BID está direcionando recursos para promover atividades econômicas alternativas e sustentáveis [4]. Para o EnergyChannel, a bioeconomia representa uma nova fonte de **biomassa sustentável** e a oportunidade de desenvolver cadeias de valor que integrem a produção de energia a partir de resíduos florestais ou agrícolas, alinhando a conservação ambiental com a geração de riqueza. A aprovação de financiamento ao Banco do Brasil para o Programa BB Amazônia, focado em bioeconomia e infraestrutura sustentável, reforça essa direção estratégica [5]. O sucesso do "Amazônia Sempre" será medido pela sua capacidade de equilibrar a conservação ambiental (combate ao desmatamento) com o desenvolvimento econômico inclusivo . Ao focar em infraestrutura resiliente e na bioeconomia, o BID não apenas "acerta em cheio", mas estabelece um novo padrão para o financiamento multilateral na maior floresta tropical do mundo. Amazônia Sempre: O Plano de US$ 1 Bilhão do BID que Redesenha a Matriz Energética e a Bioeconomia na Região











