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China desacelera aprovação de novas termelétricas a carvão e indica virada estrutural na matriz energética

A expansão de novas usinas a carvão na China perdeu força ao longo de 2025 e pode marcar um ponto de inflexão no modelo energético do país.


China desacelera aprovação de novas termelétricas a carvão e indica virada estrutural na matriz energética
China desacelera aprovação de novas termelétricas a carvão e indica virada estrutural na matriz energética

Dados analisados pelo EnergyChannel, com base em levantamentos recentes de organizações ambientais, indicam que a potência autorizada para novos projetos térmicos caiu significativamente entre janeiro e setembro, reforçando a tendência de retração observada desde o ano passado.


Nos primeiros nove meses deste ano, foram aprovados 41,77 GW em novas plantas a carvão – volume considerado baixo quando comparado ao ritmo acelerado de 2022 e 2023. Mantido o cenário atual, 2025 deve terminar como o segundo ano com menos autorizações desde 2021, evidenciando uma mudança gradual no comportamento regulatório.


Queda se concentra em grandes projetos e afeta perfil das licenças


A desaceleração não se distribui de forma uniforme. Os dados mostram que os projetos sem cogeração foram os mais impactados. Depois de atingirem um pico de 40 a 50 liberações anuais entre 2022 e 2023, o país aprovou apenas 23 novos empreendimentos em 2024 e 16 projetos de janeiro a setembro deste ano.


Apesar disso, o padrão das plantas autorizadas permanece robusto: mais de 90% das novas unidades possuem porte igual ou superior a 660 MW, características típicas de termelétricas de grande escala um sinal de que a estratégia chinesa prioriza projetos que funcionem como reserva estratégica para o sistema elétrico.


Investimentos continuam altos, mas dominados por grupos estatais


O volume financeiro envolvido nos projetos aprovados segue expressivo. Entre janeiro e setembro, o investimento total estimado em novas termelétricas varia entre 171,5 e 181,5 bilhões de yuans. A distribuição, porém, revela a natureza do mercado:

  • Empresas estatais centrais: ~40%

  • Empresas estatais locais: ~45%

  • Investidores privados: <10%


Essa participação limitada de capital privado reforça que o carvão, na China, permanece como um instrumento estratégico de Estado — sobretudo para segurança energética e estabilidade da rede.


Províncias do leste puxam retomada moderada; outras seguem em queda


A geografia das aprovações também mudou em 2025. No leste chinês, províncias como Jiangsu (6,64 GW) e Henan (4,02 GW) voltaram a registrar volumes mais altos após um 2024 fraco. Juntas, lideram as liberações neste ano.


Por outro lado, regiões tradicionalmente fortes no setor elétrico continuam reduzindo sua dependência do carvão:

  • Shandong: 1,16 GW

  • Guangdong: 0,42 GW

  • Anhui: nenhuma autorização em 2025


Os números reforçam que parte do país já iniciou uma migração consistente para sistemas energéticos mais flexíveis, com maior integração de fontes renováveis.

Carvão deixa de ser base e passa a ser recurso de apoio


Especialistas em clima e energia apontam que a redução nas aprovações não é apenas técnica, mas também política. O discurso dominante nas províncias e nos órgãos reguladores defende que o carvão deve assumir um papel complementar, funcionando como reserva para momentos de pico e não mais como pilar central do suprimento nacional.


Segundo analistas ouvidos pelo EnergyChannel, esse reposicionamento é fundamental para que a China avance na construção de um Novo Sistema Elétrico — modelo que prioriza a integração massiva de renováveis, armazenamento e recursos energéticos distribuídos.


O que isso significa para o cenário global de energia


A China concentra metade da capacidade de carvão do planeta e suas decisões regulatórias moldam o futuro do setor em escala mundial. A perspectiva de dois anos consecutivos de queda nas aprovações indica:


  • desaceleração gradual, e não ruptura, do carvão como fonte primária;

  • reforço na transição para energia solar, eólica e armazenamento;

  • intenção do governo de limitar emissões e modernizar o sistema elétrico;

  • maior atenção ao equilíbrio entre segurança energética e metas climáticas.


Para o mercado internacional, o movimento é um sinal de que o carvão caminha para uma posição secundária na matriz chinesa ainda relevante, mas cada vez menos dominante diante da expansão acelerada das renováveis.


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