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  • Inovação que pavimenta o futuro da engenharia

    Como a integração entre engenharia e tecnologia redefine a qualidade do pavimento. Inovação que pavimenta o futuro da engenharia O avanço da pavimentação moderna depende da integração entre tecnologia e engenharia. Mais do que corrigir falhas estruturais, o setor busca hoje desenvolver soluções inteligentes que tornem o asfalto mais resistente, econômico e sustentável. Cada etapa do processo, da formulação dos ligantes ao controle de qualidade em campo, exige precisão técnica e inovação constante para garantir resultados duradouros nas vias brasileiras. Com esse propósito, a Fremix tem se destacado pela capacidade de transformar desafios em oportunidades de melhoria contínua. A empresa alia pesquisa, tecnologia e experiência prática para desenvolver produtos e processos que respondem às necessidades reais das obras. Em um dos seus cases mais recentes, a equipe técnica aplicou um ligante modificado de alto desempenho em uma rodovia com intenso tráfego de carga, reduzindo em até 30% o surgimento de deformações plásticas e prolongando a vida útil do pavimento. Outro exemplo vem de um projeto urbano, onde a combinação entre emulsões especiais e controle tecnológico rigoroso resultou em um acabamento superior, mesmo em trechos com elevado índice de umidade. O uso de soluções personalizadas e o acompanhamento técnico próximo permitiram entregar uma via com melhor aderência, conforto e resistência ao desgaste, fatores essenciais para a segurança e a durabilidade. Esses resultados refletem a filosofia de atuação da Fremix: unir conhecimento técnico à inovação para oferecer soluções que superam os desafios diários da pavimentação. Em um cenário em que eficiência e sustentabilidade são prioridades, a integração entre engenharia e tecnologia se mostra o caminho certo para construir infraestruturas mais seguras, modernas e de longa vida útil. Sobre a Fremix A Fremix é uma empresa líder em demolição, britagem e pavimentação, com quase três décadas de experiência. Comprometida com a inovação e a responsabilidade ambiental, a Fremix continua a transformar o setor de infraestrutura viária, oferecendo soluções de alta qualidade e sustentáveis. Inovação que pavimenta o futuro da engenharia

  • Toronto inaugura centro infantil-modelo e acelera corrida para emissões zero até 2040

    Toronto deu mais um passo estratégico rumo à neutralidade climática  com a entrega de seu primeiro edifício municipal operando com emissões zero de carbono . Toronto inaugura centro infantil-modelo e acelera corrida para emissões zero até 2040 O novo espaço, dedicado à educação infantil, foi projetado como um laboratório vivo de eficiência energética e descarbonização urbana e já se tornou referência para futuras construções públicas na cidade. Um marco para políticas climáticas urbanas A inauguração reforça o plano climático ambicioso de Toronto, que pretende zerar suas emissões até 2040 , uma década antes de muitas capitais globais. De acordo com autoridades locais, o centro infantil é o primeiro de uma série de empreendimentos que adotarão padrões rígidos de eficiência energética, eletrificação total e uso de materiais de baixo carbono. A edificação utiliza sistemas de climatização totalmente elétricos, isolamento térmico avançado e geração renovável integrada, reduzindo de forma estrutural a dependência de combustíveis fósseis. Além disso, sensores inteligentes monitoram em tempo real o desempenho energético e a qualidade interna do ar. Arquitetura voltada ao futuro Com design pensado para maximizar luz natural e reduzir perdas térmicas, o prédio combina: Bombas de calor de alta eficiência Ventilação com recuperação de energia Superfícies de construção com baixa pegada de carbono Sistema fotovoltaico de apoio Operação automatizada para otimização de consumo A cidade afirma que o modelo servirá de base para escolas, bibliotecas e centros comunitários que serão modernizados nos próximos anos. Educação infantil como símbolo de transformação A escolha de um centro de cuidados infantis para inaugurar essa nova fase não foi aleatória. Segundo gestores locais, o objetivo é conectar a agenda climática ao bem-estar das novas gerações, entregando espaços mais saudáveis e resilientes. O prédio oferece salas amplas, ventilação aprimorada e ambientes planejados para reduzir ruídos e maximizar conforto térmico benefícios diretos resultantes dos padrões de construção de emissão zero. Roteiro de descarbonização ganha tração Toronto tem se posicionado entre as cidades norte-americanas mais proativas em políticas climáticas. A entrega do novo edifício funciona como prova de conceito , mostrando que é possível unir infraestrutura social, inovação tecnológica e metas ambientais ambiciosas. Para os próximos anos, a prefeitura planeja ampliar as exigências de construção sustentável, acelerar a eletrificação da frota pública e expandir a geração renovável distribuída pilares essenciais para alcançar 2040 com emissões net zero. Toronto inaugura centro infantil-modelo e acelera corrida para emissões zero até 2040

  • Setor global de energia prepara megainvestimento de US$ 1 trilhão para redes inteligentes e renováveis até 2030

    Em um movimento que sinaliza a maior reorganização estrutural do setor elétrico em décadas, as principais concessionárias de energia do mundo anunciaram que irão direcionar mais de US$ 1 trilhão  para acelerar a transição energética até 2030. Créditos, sala de imprensa: Setor global de energia prepara megainvestimento de US$ 1 trilhão para redes inteligentes e renováveis até 2030 O pacote de investimentos, consolidado sob compromissos internacionais firmados por empresas e instituições financeiras, prevê uma expansão robusta das redes elétricas, novos sistemas de armazenamento e a ampliação em larga escala da geração de energia renovável. Segundo informações reunidas pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) , o montante anual aplicado pelo setor deve crescer de US$ 117 bilhões para US$ 148 bilhões  ao longo dos próximos anos — um salto estratégico motivado pela necessidade de preparar a infraestrutura global para um sistema mais limpo, descentralizado e digitalizado. Prioridade às redes e ao armazenamento: o novo eixo da transição A projeção mostra uma mudança clara no foco dos investimentos. Para cada dólar destinado a novas usinas renováveis, as concessionárias comprometem-se a aplicar US$ 1,24  em reforços e expansões de rede, além de novos sistemas de armazenamento em baterias. Ao EnergyChannel, especialistas destacam que essa virada representa a evolução natural de uma matriz elétrica que já cresce mais rápido do que a infraestrutura capaz de suportá-la. A capacidade instalada renovável deve triplicar até 2030 , tomando como base os níveis de 2023, exigindo um esforço global para evitar gargalos energéticos e garantir estabilidade. O conjunto de empresas participantes planeja entregar dezenas de milhares de quilômetros de linhas de transmissão novas ou modernizadas , além de expandir significativamente a instalação de baterias de grande porte. Divisão anual dos investimentos projetados US$ 66 bilhões/ano  → Projetos de energia renovável US$ 82 bilhões/ano  → Expansão de redes e soluções de armazenamento Apoio global financeiro e institucional O pacote de compromissos recebeu respaldo de organismos multilaterais e entidades internacionais de peso, fortalecendo a credibilidade e a coordenação dos esforços. Entre os apoiadores dos Princípios de Financiamento Climático para Redes Verdes  estão: Banco Africano de Desenvolvimento British International Investment Banco Interamericano de Desenvolvimento Banco de Desenvolvimento da África Oriental Climate Bonds Initiative Institutional Investors Group for Climate Change Asia Investor Group on Climate Change Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) Global Renewables Alliance GridWorks Climate High-Level Champions Governo do Reino Unido Segundo analistas, esse alinhamento institucional é essencial para destravar capital, reduzir riscos e acelerar o ritmo de implementação de projetos considerados críticos para a segurança energética global. Por que isso importa O investimento massivo marca uma nova fase da transição energética: a etapa em que o mundo deixa de olhar apenas para a expansão da geração renovável e passa a investir na inteligência, resiliência e flexibilidade das redes elétricas . Sem isso, dizem especialistas, a energia limpa não chega aos consumidores. Setor global de energia prepara megainvestimento de US$ 1 trilhão para redes inteligentes e renováveis até 2030

  • COP 30 e o setor elétrico: o Brasil no centro da transição energética global

    Por Marcelo Mendes   A realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima - COP30 em Belém coloca o Brasil sob os holofotes da transição energética global. COP 30 e o setor elétrico: o Brasil no centro da transição energética global Com toda essa grande movimentação, o mundo espera de nós, não apenas discursos sobre sustentabilidade, mas sim, demonstrações práticas de como uma economia emergente pode se desenvolver com base em uma matriz limpa, estável e competitiva. No entanto, para converter essa capacidade em liderança, é preciso fortalecer o setor elétrico em sua infraestrutura, regulamentação e capacidade para inovação. Sem dúvida, possuímos um ponto de partida vantajoso. Hoje, cerca de 90% da eletricidade consumida no País vem de fontes limpas, frente a uma média global de 40%. Os dados fazem parte de um documento com recomendações estratégicas para o fortalecimento da matriz elétrica brasileira apresentado pela Coalizão do Setor Elétrico, articulado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), com curadoria técnica e estratégica da PSR Consultoria ao embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30. O material teve o apoio de seis associações do setor e a participação de mais de 70 entidades, reunidas em quatro eixos temáticos: Geração, Transmissão, Distribuição e Consumo.  A pesquisa sugere ações práticas para assegurar que o País mantenha uma percentagem superior a 90% de energia renovável no setor, com uma diminuição de até 176 milhões de toneladas de CO₂ anualmente, unindo descarbonização e progresso industrial. Entre as demandas apresentadas no documento, destacam-se a modernização regulatória, a eliminação de subsídios ineficientes, o planejamento coordenado da ampliação da infraestrutura elétrica e o incentivo à inovação tecnológica. Esta é uma agenda madura, que destaca a importância do setor elétrico como líder na transição energética e mostra que o Brasil possui capacidade para liderar, com equilíbrio e responsabilidade, a nova economia de carbono reduzido. Com todo esse crescente debate, percebe-se claramente que o setor elétrico será sem dúvida, o coração da descarbonização da economia, como defendido por muitos especialistas. É ele que viabiliza a eletrificação de transportes, a indústria verde e o avanço das cidades inteligentes. No entanto, há um ponto de atenção, ou seja, precisamos discernir matriz limpa de sistema seguro. O Brasil precisa enfrentar a crescente complexidade da operação do sistema, compensando fontes intermitentes como solar e eólica e a geração firme, proveniente de hidrelétricas com reservatórios e térmicas de baixo carbono. Essa expansão das renováveis precisa vir acompanhada de investimentos robustos em transmissão, digitalização e armazenamento. Esse é o único caminho para garantir que a energia limpa gerada nos extremos do país chegue com confiabilidade aos grandes centros consumidores. Nos próximos anos, a estabilidade do setor dependerá de como enfrentaremos questões estruturais. Elas envolvem a atualização do marco regulatório, a previsibilidade dos leilões, o aprimoramento da precificação da energia e a integração tecnológica das redes. Um ponto para ser levado em consideração é de que a falta de uma regulamentação clara ainda impede que se atraiam investimentos de longo prazo, especialmente em iniciativas que precisam de segurança jurídica e um retorno gradual. Desafios que precisam de coragem e um planejamento regulatório. No entanto, ao olharmos para o futuro com uma perspectiva otimista, sem dúvida, a COP30 servirá para mostrar que o Brasil pode ser um líder não só em geração de energia limpa, mas sim, na governança climática. Para isso, debater agora o fortalecimento do setor energético incorporado a políticas que fomentem a fabricação local de equipamentos e que refletem na geração de empregos, aumento de renda e inovação, é mais do que necessário. Com a COP30, o Brasil vive um momento extremamente oportuno para ressaltar o quão o setor elétrico é indispensável para o desenvolvimento da sustentabilidade tão em pauta pelo momento. Para que o setor possa estar no centro da transição energética global precisamos mais do que nunca fomentar o debate da importância dele e agir com visão, ousadia e comprometimento a longo prazo.   Marcelo Mendes é gerente geral da KRJ Conexões. É economista e executivo de marketing e vendas do setor eletroeletrônico há mais de 15 anos, e com atuação em vários mercados internacionais. COP 30 e o setor elétrico: o Brasil no centro da transição energética global

  • O retrocesso da energia: lei que perpetua energias sujas é sancionada

    O repúdio à Lei nº 15.269 sancionada ontem é inevitável.  Nosso potencial está sendo barrado pela incapacidade de avançar em um verdadeiro “mapa do caminho” para a transição energética. O retrocesso da energia: lei que perpetua energias sujas é sancionada Por Renato Zimmermann é desenvolvedor de negócios sustentáveis e ativista da transição energética O eixo temático da COP, a transição energética era um dos mais esperado, mas se perdeu em meio aos lobbies das indústrias de petróleo e combustíveis fósseis, revelando que, apesar do discurso, o país segue prisioneiro de interesses poderosos. Entre esses interesses, a indústria do gás natural ocupa lugar de destaque. Nos últimos anos, grandes grupos empresariais vêm adquirindo usinas termelétricas em série, consolidando um poder que se estende sobre a política energética nacional. Embora nomes não sejam citados aqui, basta pesquisar quem é chamado de “rei do gás” para encontrar um dos protagonistas dessa concentração. O resultado é um setor elétrico cada vez mais dependente de contratos bilionários que favorecem poucos e perpetuam a lógica das energias fósseis.  Não por acaso, o ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, denunciou que medidas provisórias vinham sendo manipuladas para favorecer negócios bilionários ligados ao setor energético. Sua saída da estatal foi marcada por atritos com o governo e acusações de “intrigas palacianas”. Em entrevistas, Prates apontou que havia pressão para moldar políticas públicas em benefício de grupos específicos, especialmente no mercado de gás e termelétricas. Embora parte das denúncias tenha sido arquivada pela Comissão de Ética Pública, o episódio expôs a fragilidade institucional diante de interesses privados e reforçou a percepção de captura regulatória. O golpe final veio em 24 de novembro de 2025, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, sem vetos neste ponto, a Lei nº 15.269, oriunda da MP 1.304. O dispositivo pró-carvão perpetua a contratação obrigatória de energia de termelétricas a carvão mineral até 2040, além de prorrogar por 25 anos as concessões dessas usinas.  Trata-se de uma decisão que garante vida longa a uma das fontes mais poluentes da matriz elétrica brasileira, em contradição direta com os compromissos climáticos assumidos pelo país. Estima-se que os contratos movimentem bilhões de reais em subsídios e tarifas, recursos que poderiam ser destinados a armazenamento de energias limpas, como baterias de larga escala, na geração distribuída e sistemas de hidrogênio verde. O contraste é gritante: enquanto a Agência Nacional do Petróleo projeta R$ 609 bilhões em investimentos em petróleo e gás entre 2025 e 2029, sendo R$ 140 bilhões apenas em 2025, o setor solar prevê R$ 39 bilhões em aportes no mesmo ano, elevando a capacidade instalada para 64,7 GW. Há ainda planos de R$ 3,2 trilhões em renováveis até 2034, mas o curto prazo segue dominado por fósseis.  A COP30, abastecida por geradores a diesel, foi o retrato simbólico desse atraso. A ironia é que a Amazônia, palco da conferência, continua abastecida por gás e diesel, quando poderia ser referência mundial em projetos inovadores de energia solar, eólica e armazenamento. O entrave não é técnico, mas político: os interesses de grupos poderosos que articulam junto ao governo para manter privilégios e contratos. Os valores bilionários destinados à manutenção de carvão e gás poderiam inaugurar uma nova era energética, mais descentralizada, democratizada, digitalizada e limpa. Mas a MP 1.304 não modernizou absolutamente nada: apenas redesenhou contratos e fortaleceu energias sujas. O Brasil tem potencial para liderar uma revolução energética, mas escolheu ser refém do gás e do carvão. O resultado é um setor elétrico que não se moderniza, não se democratiza e não se descarboniza e uma sociedade que paga a conta desse atraso. A COP30 mostrou que o Brasil tem vozes fortes e diversificadas clamando por mudança. Mas também revelou que, quando se trata de energia, o país segue prisioneiro de lobbies poderosos. O repúdio à Lei nº 15.269 é inevitável: ela cristaliza um retrocesso histórico e compromete o futuro da transição energética. O Brasil poderia ser protagonista de uma matriz limpa e inovadora, mas preferiu perpetuar modelos comerciais que beneficiam poucos e atrasam muitos. O fechamento é amargo: a COP30 ficará marcada não pelo avanço da transição energética, mas pelo retrato de um país que pensa errado, investe mal e insiste em manter viva a energia suja em sua matriz. O retrocesso da energia: lei que perpetua energias sujas é sancionada

  • COP30 : Mulheres Inspiradoras que estão transformando o mundo

    A COP30, realizada em novembro de 2025 na cidade de Belém do Pará,  não foi apenas uma conferência climática,  foi um momento simbólico e concreto de transformação profunda. No coração da Amazônia, lideranças femininas de diferentes geografias, etnias e trajetórias subiram ao palco, deram voz à ciência, às comunidades tradicionais e à mobilização social.  COP30 : Mulheres Inspiradoras que estão transformando o mundo Entre elas, duas brasileiras que admiro profundamente ,Zilda Costa e Valcléia Lima , têm papel especial: representam conhecimento, dedicação, força e  amor ao próximo , principalmente a urgência de uma transição energética socialmente justa. Zilda Costa é uma profissional multifacetada, com uma trajetória marcante no setor energético. Ela ocupa o cargo de vice-presidente da ABGD (Associação Brasileira de Geração Distribuída) e outras mais funções.Sua carreira de mais de 20 anos inclui projetos de geração renovável, eficiência energética e mobilidade sustentável. Tem uma visão estratégica sobre a descarbonização da Amazônia, defendendo a substituição de embarcações movidas a diesel por fontes limpas, como baterias com energia solar , o que conecta diretamente com os temas centrais da COP30. Em reconhecimento à sua liderança, foi homenageada pela Câmara dos Deputados da Argentina durante um congresso latino-americano. Essa homenagem reforça seu papel como uma voz transformadora não apenas no Brasil, mas no continente, especialmente na agenda de energia limpa e acessível. Eu admiro profundamente sua competência técnica, sua visão estratégica e sua dedicação à justiça energética. - Valcléia Lima, é uma das mulheres mais influentes da Amazônia quando se trata de sustentabilidade e desenvolvimento comunitário. Ela é superintendente de Desenvolvimento Sustentável de Comunidades da FAS (Fundação Amazônia Sustentável.Sua história é poderosa: nasceu em Murumuru, comunidade quilombola próxima a Santarém (PA), e cresceu com a consciência da desigualdade e da força comunitária. Formada em Gestão Pública, com especialização em Inovação e Difusão Tecnológica, dedica-se há mais de 27 anos a projetos socioambientais , como o Programa Bolsa Floresta. Durante sua gestão na FAS,  ajudou a consolidar o Bolsa Floresta como um dos maiores programas de Pagamento por Serviços Ambientais do mundo, beneficiando milhares de famílias em unidades de conservação. Foi condecorada com a “Ordem do Mérito Legislativo” pela Assembleia Legislativa do Amazonas, em reconhecimento à sua trajetória em prol das comunidades tradicionais. Mais recentemente, Valcléia recebeu o Prêmio Mulheres da Energia 2025, na categoria “Impacto Social”, concedido pela ABGD, por seu trabalho em projetos de energia sustentável que transformam a vida de populações isoladas da Amazônia. Um de seus projetos de destaque é o “Sempre Luz”, que leva energia solar a comunidades ribeirinhas com painéis fotovoltaicos, baterias e inversores híbridos. Além disso, ela participou de formação na Universidade de Harvard, no programa de Liderança Executiva em Desenvolvimento da Primeira Infância, trazendo lições internacionais para aplicar em políticas comunitárias na Amazônia.  O Que Essas Mulheres Representam para a COP30 e Além A presença de Zilda Costa e Valcléia Lima na COP30 , mesmo que simbolicamente ou por suas redes de influência , reforça algo essencial: Justiça energética e social : Zilda traz a voz da geração distribuída, da tecnologia limpa e do armazenamento, conectando energia renovável à equidade. Sustentabilidade com propósito comunitário : Valcléia representa a Amazônia viva, valorizando população tradicional, bioeconomia e modelos de conservação que combinam floresta em pé com empoderamento social. Pluralidade de gênero e etnicidade : suas trajetórias mostram que liderar a transição climática não é privilégio de poucos elites ,mulheres negras, quilombolas, profissionais técnicas e gestoras de comunidades também são centrais para o futuro. Inovação institucional : ambas demonstram a capacidade de articular entre público, privado e terceiro setor para desenvolver soluções escaláveis e sustentáveis. Destacaria várias amigas inspiradoras: Elbia Gannoum, Renata Becket, Milena Rosa, Aline Pan e muitas outras que dedicam e inspiram nós mulheres. A presença de mulheres e  líderes internacionais : - Dame Jacinda Ardern, ex-primeira-ministra da Nova Zelândia, é uma das figuras políticas mais admiradas do século XXI. Nascida em 1980, Ardern se tornou a chefe de governo mais jovem da história moderna da Nova Zelândia e rapidamente se destacou por um estilo de liderança raro, baseado em empatia, comunicação transparente, firmeza ética e tomada de decisão centrada nas pessoas.Em 2024, foi oficialmente reconhecida com o título de Dame, concedido pela Ordem de Mérito da Nova Zelândia ,uma das maiores honrarias do país ,pelo seu legado de serviço público e impacto global. Essa distinção simboliza seu papel não apenas como gestora, mas como construtora de políticas humanas e inclusivas . Uma liderança que redefiniu o que significa governar com coragem, empatia e humanidade Patricia Espinosa Cantellano, nasceu no México, diplomata, multilateralista e voz influente no clima global.  Foi Ministra das Relações Exteriores do México de 2006 a 2012, durante o governo de Felipe Calderón.Atuou como embaixadora do México em   vários países, incluindo Alemanha (duas vezes), Áustria, Eslovênia e Eslováquia, além de representar o México em organizações internacionais nas Nações Unidas.  Em 2016, foi nomeada Secretária Executiva da UNFCCC (Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima), cargo que ocupou até 2022. Ela acredita firmemente que nenhum país pode enfrentar a crise climática sozinho. Ela defende que a governança global deve ser inclusiva, democrática e conectada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Para ela, a mudança climática é uma oportunidade difícil, urgente, mas também uma porta para reinventar modelos de desenvolvimento mais justos e resilientes. Laurence Tubiana Laurence Tubiana é economista, diplomata e acadêmica francesa. fundou, em 2002, o IDDRI (Institut du Développement Durable et des Relations Internationales) em Paris, que é um think tank muito influente sobre políticas de meio ambiente e desenvolvimento sustentável. Foi designada como representante especial da França para a COP21, a conferência climática em que se firmou o Acordo de Paris, sendo considerada uma das arquitetas principais deste marco.  Que o legado delas inspire mais mulheres a ocupar tanto os corredores dos organismos internacionais quanto as margens dos rios da Amazônia, pois é nesse entrelaçamento de saberes que reside o futuro sustentável que queremos construir. COP30 mostrou ao mundo que a transição climática não é apenas um processo técnico, econômico ou político  é, antes de tudo, um movimento profundamente humano. E poucas vozes simbolizam essa virada de consciência quanto as mulheres que hoje escrevem, com coragem e lucidez, os capítulos mais urgentes da história planetária. De Dame Jacinda Ardern, que ensinou ao mundo que a empatia também governa, a Patricia Espinosa e Laurence Tubiana, arquitetas invisíveis de acordos que moldam o século, vemos surgir uma diplomacia que respira ciência sem perder o coração. Ao lado delas, Zilda Costa e Valcléia Lima mostram que a transformação também nasce nos territórios, nas comunidades, nas florestas, nas usinas solares, nas associações que tecem futuro com as próprias mãos. São mulheres que equilibram técnica e emoção, política e solidariedade, desenvolvimento e dignidade. O que une todas elas é mais do que o compromisso com o clima: é a crença inabalável de que nenhuma solução é legítima se não incluir pessoas , especialmente aquelas historicamente excluídas. Representam a pluralidade do planeta: diferentes etnias, origens, idades, profissões e visões que se entrelaçam para criar um tecido social mais forte, mais justo e mais capaz de enfrentar o que vem pela frente. As conquistas dessas líderes provam que a sustentabilidade não é uma meta distante: ela acontece quando políticas se encontram com afetos; quando ciência dialoga com territórios; quando governantes e comunidades se reconhecem como parte da mesma casa comum. Elas nos lembram que proteger o planeta é, sobretudo, proteger vidas  e que não há projeto de futuro sem humanização, diversidade e coragem moral. Se a COP30 acendeu novas esperanças, foi porque o mundo, enfim, começou a ouvir mulheres que não pedem espaço , elas transformam espaços. Elas não esperam pelos próximos anos ,elas constroem os próximos anos. E, por isso, são hoje os rostos mais brilhantes da transição climática global. Aprendemos com elas, a fazer política com empatia, ciência com justiça, energia com propósito e futuro com humanidade. Kátia Rezende Moreira Esse é o legado que permanecerá quando a COP30 ficar para trás, um legado vivo, pulsante e feminino, guiando o planeta rumo ao que ele sempre mereceu: um amanhã possível. Principais fontes usadas  :  site oficial COP30; Wikipedia ; FAZ Por Head comercial PV Mob, Analista de negócios O&M e mobilidade veicular, Gestora de parcerias estratégicas, Especialista B2B, Consultora comercial, Agente de soluções e oportunidades. Graduação em Comunicação social – Jornalismos e Gestão comercial (em andamento). Prêmio Excelência Técnica pelo Congresso Brasileiro mulheres da energia - ABGD 2025. Colunista do Portal Solar e EnergyChannel. COP30 : Mulheres Inspiradoras que estão transformando o mundo

  • Transição energética deixa de ser tendência e vira estratégia de mercado para empresas paranaenses

    Associadas à AHK Paraná, Roadimex e Tecnotam mostram como inovação, economia circular e ESG fortalecem a competitividade e a cooperação Brasil-Alemanha Transição energética deixa de ser tendência e vira estratégia de mercado para empresas paranaenses A transição energética e a busca por modelos de negócios mais sustentáveis já são realidades incorporadas às estratégias de empresas que desejam se manter competitivas em um mercado cada vez mais exigente. No Paraná, companhias associadas à Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Paraná (AHK Paraná) vêm se destacando ao aliar inovação, compromisso ambiental e integração internacional. Dados da Agência Internacional de Energia (IEA) revelam que o avanço da transição energética global exigirá uma ação coordenada e acelerada, especialmente nos setores produtivos. A expectativa é de que a capacidade de energias renováveis seja triplicada até 2030 para garantir a estabilidade climática. Com soluções nas áreas de gestão de resíduos, economia circular, energia limpa e descarbonização, empresas como Roadimex Ambiental e Tecnotam Embalagens Industriais demonstram que é possível crescer, gerar valor e, ao mesmo tempo, reduzir impactos ambientais significativos. Premiada duas vezes pela Associação Comercial do Paraná por sua Gestão Sustentável, a Roadimex Ambiental desenvolve projetos que transformam desafios ambientais em oportunidades reais. A empresa atua como uma plataforma de soluções que conecta empresas, governos e comunidades para implementar tecnologias voltadas à transição climática, valorização de materiais e fortalecimento de cadeias produtivas locais. “As soluções ambientais precisam ser implementadas de forma prática, economicamente viável e com legado positivo para os territórios”, afirma Cris Baluta, diretora da Roadimex Ambiental. Para ela, a AHK Paraná cumpre um papel essencial nesse processo. “A AHK é uma catalisadora de projetos binacionais que combinam o conhecimento técnico alemão, a diversidade produtiva brasileira e a urgência global de soluções climáticas. Essa colaboração fortalece a construção de modelos de desenvolvimento sustentável que beneficiam pessoas, cidades e ecossistemas inteiros.” Na indústria, a Tecnotam Embalagens Industriais traduz seu compromisso com a sustentabilidade por meio de soluções reutilizáveis e certificadas, adequadas ao transporte de produtos perigosos, homologadas pelo Inmetro e pela Marinha do Brasil. A empresa detém as certificações ISO 9001 e 14001 (gestão de qualidade e gestão ambiental, respectivamente), mantém monitoramento constante de consumo energético e emissões atmosféricas e integra desde 2016 o programa estadual Selo Clima Paraná, alcançando em 2025 a Categoria A, nível máximo de reconhecimento. “Renovar é um processo que consiste em cuidar do hoje para garantir o futuro. É reutilizar de forma criativa. É restaurar sem perder a qualidade e sem desperdiçar os recursos naturais. Fazemos isso dando vida nova a embalagens utilizadas nas mais diversas aplicações da indústria”, explica Jefferson Duarte, gerente de Qualidade e Meio Ambiente da Tecnotam. A empresa também iniciou o uso da plataforma Vankka Carbon Score, que possibilita o rastreamento e a redução da pegada de carbono de suas operações, uma ferramenta que conheceram em um evento promovido pela própria AHK Paraná. “Foi através de um evento da Câmara Brasil-Alemanha do Paraná que conhecemos a plataforma Vankka Carbon Score”, lembra Jefferson. Além disso, a Tecnotam está construindo seu primeiro Relatório de Sustentabilidade, que será publicado em 2026. A atuação da empresa também está diretamente ligada à logística reversa, especialmente no tratamento de embalagens vazias não limpas, conforme estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010). “O mundo se renova. Nossas embalagens também”, resume Jefferson. Neste cenário, o papel da AHK Paraná tem sido essencial para preparar empresas brasileiras para os novos padrões ambientais e fomentar cooperação binacional com a Alemanha, país referência em transição energética, indústria limpa e formação técnica. Por meio de grupos de trabalho, eventos, missões empresariais e conexões com especialistas, a Câmara tem impulsionado a troca de conhecimento entre as mais de 180 empresas associadas. A experiência da Roadimex e da Tecnotam mostra que investir em tecnologias sustentáveis, desempenho ambiental monitorado e inovação contínua é uma exigência do mercado global e da sociedade. E as empresas paranaenses associadas à AHK estão prontas para liderar esse novo ciclo.   Sobre a AHK Paraná -  Estimular a economia de mercado por meio da promoção do intercâmbio de investimentos, comércio e serviços entre a Alemanha e o Brasil, além de promover a cooperação regional e global entre os blocos econômicos. Essa é a missão da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná), entidade atualmente dirigida por Lourdes Manzanares, a primeira diretora mulher da AHK Paraná. Transição energética deixa de ser tendência e vira estratégia de mercado para empresas paranaenses

  • Licenciamento Ambiental: a nova lei mudou o jogo para a energia solar?

    A recém-sancionada Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025) promete modernizar o marco regulatório, mas, para o setor de energia solar e armazenamento, o cenário imediato é de uma calmaria que precede uma inevitável tempestade regulatória em nível estadual. Licenciamento Ambiental: a nova lei mudou o jogo para a energia solar? Por Daniel Pansarella A nova legislação, que unifica e atualiza regras com mais de 40 anos, gerou expectativas no mercado de infraestrutura. Contudo, ao contrário do que se poderia esperar, a lei não traz dispositivos específicos para empreendimentos solares fotovoltaicos ou para os estratégicos sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS). Na prática, a Lei nº 15.190/2025 mantém a lógica já praticada pelos órgãos ambientais, definindo padrões gerais de avaliação do potencial poluidor e os instrumentos de avaliação ambiental.  Para o setor de energias renováveis, isso significa que, no curto prazo, nada muda . A responsabilidade de internalizar e regulamentar a nova lei recai sobre os estados, que são os entes competentes para o licenciamento. É nesse campo que a verdadeira batalha pela agilidade e segurança jurídica será travada. O que a nova lei realmente traz para a mesa? Apesar da ausência de especificidade, a lei consolida práticas e introduz conceitos que podem, indiretamente, beneficiar o setor. A formalização de modalidades de licenciamento simplificadas, como o procedimento bifásico (que aglutina licenças como LP/LI ou LI/LO) e a Licença Ambiental Única (LAU), oferece uma padronização mínima e maior segurança jurídica. Muitos estados já adotavam estudos simplificados para usinas solares, mas a positivação em lei federal é um avanço inegável. Outro ponto de destaque é a dispensa de licenciamento para obras de serviço público de distribuição de energia elétrica de até 138 kV. Isso pode acelerar a conexão de novos projetos à rede, um dos gargalos históricos do setor. Da mesma forma, o tratamento dado à infraestrutura de conexão, como linhas de transmissão e subestações, é um ponto de otimização. A nova lei permite que a Licença de Instalação (LI) já contemple condicionantes que viabilizem a operação imediata após a conclusão da obra, funcionando como uma licença de operação antecipada para a infraestrutura de conexão. Ponto Relevante da Lei nº 15.190/2025 Impacto Potencial para o Setor Solar e BESS Dispensa para Obras de Distribuição (Art. 8º, VI) Acelera a conexão de projetos de até 138 kV, reduzindo custos e prazos. Modalidades de Licenciamento Simplificadas (Art. 20) Oferece segurança jurídica e padronização para procedimentos já adotados por alguns estados. Infraestrutura de Conexão (Art. 5º, § 4º) Agiliza a energização de projetos ao permitir a operação da infraestrutura de conexão logo após a instalação. Prazos Máximos (Art. 47) Estabelece prazos de 3 a 10 meses para análise das licenças, o que pode reduzir a morosidade dos processos. O desafio da fragmentação e o papel do CONAMA A grande questão que permanece em aberto é como os estados irão traduzir as diretrizes da nova lei em suas próprias normas. A ausência de uma tipologia federal específica para projetos fotovoltaicos e de armazenamento mantém a porta aberta para a fragmentação regulatória . Hoje, um projeto de 5 MW pode ser isento de licenciamento em São Paulo, enquanto no Amazonas, um projeto de 10 MW já exige um Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) completo. Essa heterogeneidade é um entrave para investidores com portfólios nacionais, que precisam navegar em um cipoal de regras distintas, aumentando custos e a imprevisibilidade dos projetos. A esperança do setor se volta agora para a futura regulamentação da lei pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), que terá a incumbência de definir as tipologias e os critérios de enquadramento para empreendimentos não detalhados na lei. A futura regulamentação pelo CONAMA será determinante para esclarecer o tratamento de projetos fotovoltaicos e de BESS, podendo criar um padrão nacional que finalmente destrave investimentos e acelere a transição energética no país. Até lá, o setor de energia solar e armazenamento de energia, embora beneficiado por algumas otimizações processuais, continua em um compasso de espera. A nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental não foi a bala de prata que muitos esperavam, mas pode ter sido o tiro de partida para uma corrida regulatória que, se bem conduzida, tem o potencial de consolidar o Brasil como uma potência em energia limpa. Este artigo reflete uma análise sobre a Lei nº 15.190/2025 com base nas informações publicamente disponíveis e não constitui parecer jurídico. Licenciamento Ambiental: a nova lei mudou o jogo para a energia solar?

  • MP 1.304 avança na abertura do mercado livre: precificação horária e gestão inteligente de energia devem ganhar força no novo cenário

    Por Fred Menezes, diretor de Comercialização da Armor Energia A Medida Provisória 1.304, aprovada recentemente, representa uma evolução em relação à MP 1.300 e traz um texto mais equilibrado, embora com pontos positivos e negativos, avalia Fred Menezes, diretor de comercialização da Armor Energia. MP 1.304 avança na abertura do mercado livre: precificação horária e gestão inteligente de energia devem ganhar força no novo cenário A medida trouxe ganhos importantes para o setor de comercialização de energia, que enxerga com otimismo a abertura total do mercado livre, prevista em até 24 meses para consumidores industriais e 36 meses para os demais. O novo ambiente de mercado também deve estimular produtos e contratos com modulação horária de consumo, tendência já consolidada em países desenvolvidos. “Ainda se fala pouco sobre isso, mas o futuro do setor passa pela precificação horária e pela gestão inteligente do uso da energia”, avalia. Para acompanhar essa transformação, a Armor Energia está investindo em tecnologia e análise de dados. “Com a abertura total, o volume de dados vai crescer exponencialmente. Saber operacionalizar essa nova realidade exigirá inovação e capacidade analítica”, conclui Menezes. Entre os pontos de atenção que foram vetados, destacam-se o ressarcimento para geração eólica e solar relativo ao curtailment e a restrição de novos arranjos de autoprodução apenas a novas usinas. Segundo a justificativa do governo, a medida poderia gerar ineficiência no sistema elétrico, elevar custos para a cadeia produtiva e, consequentemente, para os consumidores. A lei manteve, entretanto, a prorrogação das concessões das usinas a carvão mineral nacionais. Menezes observa que os prazos para a abertura do mercado são curtos diante da complexidade técnica e regulatória das mudanças. “Os prazos são apertados, considerando tudo o que precisa ser feito e testado. Acreditamos que seja possível cumprir o cronograma, mas com pouca margem para erros”, comenta. Com relação aos impactos, a abertura tende a reduzir custos e aumentar a eficiência do setor elétrico. “Ao permitir que os consumidores escolham seu fornecedor e negociem condições mais vantajosas, a abertura trará economia e maior competitividade ao setor”, destaca. MP 1.304 avança na abertura do mercado livre: precificação horária e gestão inteligente de energia devem ganhar força no novo cenário

  • Brasil Mantém Termelétricas a Carvão e Impõe Freio às Renováveis, Acende Alerta para o Futuro Energético

    Em contraste com o discurso internacional assumido na COP30, o governo federal decidiu avançar com a prorrogação dos contratos de usinas a carvão no Sul do país e vetou dispositivos que ampliariam compensações às fontes renováveis. As decisões, publicadas na sanção da reforma do setor elétrico, reposicionam o Brasil em um momento estratégico da transição energética global e levantam dúvidas sobre a coerência da política energética nacional. Brasil Mantém Termelétricas a Carvão e Impõe Freio às Renováveis, Acende Alerta para o Futuro Energético A medida reforça proteções à indústria fóssil, evita mudanças defendidas por refinarias privadas no cálculo de royalties do petróleo e barra um mecanismo que poderia garantir até R$ 6 bilhões em ressarcimentos a geradores solares e eólicos afetados por cortes de produção (curtailment). Carvão ganha sobrevida em pleno avanço das renováveis A renovação dos contratos das termelétricas a carvão incluída no texto da MP 1304/2025 durante tramitação no Congresso será sancionada integralmente, segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD/MG). Na prática, o governo estende ao Rio Grande do Sul e ao Paraná o mesmo benefício concedido a Santa Catarina em 2022. Silveira defendeu que o país ainda depende dessas usinas para garantir segurança de suprimento. A fala contrasta com o momento do setor: o Brasil possui uma das maiores matrizes renováveis do mundo e recordes sucessivos de geração solar e eólica. Veto a compensações mais amplas enfraquece previsibilidade para investidores Outro ponto central da sanção foi o veto ao dispositivo que autorizava compensações amplas às renováveis pelos cortes de geração. Caso aprovado, o mecanismo poderia resultar em custos adicionais de até R$ 6 bilhões para o setor, segundo o governo. O Executivo decidiu manter apenas a solução mais restrita proposta pelo relator da MP, senador Eduardo Braga (MDB/AM), com ressarcimentos pagos via Encargo de Serviço do Sistema (ESS) rateado entre todos os consumidores. Para especialistas ouvidos pelo EnergyChannel, o veto pode ter impacto direto na confiança de investidores , pois reduz previsibilidade financeira em um período de expansão acelerada do setor solar e eólico. Petroleiras blindadas e royalties preservados O governo também rejeitou mudanças no cálculo do preço de referência do petróleo para royalties uma demanda das refinarias privadas. O Ministério de Minas e Energia argumenta que o veto é importante para viabilizar o projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), da Petrobras. Curiosamente, a própria Petrobras indicou que o início da operação do SEAP deve ser adiado, com confirmação prevista no plano de negócios 2026–2030. Análise EnergyChannel — O risco de seguir na direção contrária da transição energética A decisão de fortalecer combustíveis fósseis e limitar compensações às renováveis vai na contramão da tendência internacional. Para o EnergyChannel, o movimento acende três alertas: 1. Populismo energético concentra poder e reduz autonomia do consumidor A manutenção de térmicas ineficientes aprofunda a dependência de modelos centralizados e caros de geração.Em vez de estimular geração distribuída, armazenamento e microrredes que democratizam a energia a decisão reforça estruturas antigas que concentram poder econômico e político. 2. Risco estratégico para a competitividade do Brasil Enquanto EUA, Europa, China e Oriente Médio ampliam investimentos em hidrogênio verde, armazenamento e eletrificação, o Brasil corre o risco de: encarecer sua energia, perder capacidade exportadora em cadeias industriais verdes, e afastar investidores internacionais. 3. Sinal contraditório em pleno auge da corrida das renováveis Extensões de contratos a carvão e vetos a mecanismos de proteção às renováveis passam ao mercado a mensagem de que o governo prioriza o curto prazo e não uma estratégia coerente de transição. Para um país que poderia liderar a descarbonização global, a opção por modelos fósseis de alta emissão não apenas destoa da COP30 , mas também compromete a visão de longo prazo necessária para reduzir custos e garantir segurança energética moderna. Conclusão — O Brasil não pode perder a janela da transição energética Num momento em que energia é sinônimo de soberania e competitividade, priorizar carvão e minimizar instrumentos de equilíbrio para as renováveis é uma escolha estratégica arriscada.O EnergyChannel defende que o país precisa acelerar a modernização do setor elétrico, garantir previsibilidade regulatória e ampliar o protagonismo das tecnologias limpas não recuar. Brasil Mantém Termelétricas a Carvão e Impõe Freio às Renováveis, Acende Alerta para o Futuro Energético

  • Alemanha habilita primeira usina solar a operar como “estabilizadora” da rede elétrica

    Em um movimento considerado histórico por especialistas europeus, a Alemanha acaba de habilitar, pela primeira vez, uma usina solar fotovoltaica para atuar diretamente no balanceamento e estabilização da rede elétrica nacional função tradicionalmente dominada por usinas térmicas e hidrelétricas. Alemanha habilita primeira usina solar a operar como “estabilizadora” da rede elétrica A planta Schkölen , instalada no estado da Turíngia e com capacidade de 37,4 MWp , recebeu a pré-qualificação oficial para prestar serviços de controle automático de frequência (aFRR) . O processo envolveu a desenvolvedora Enerparc , sua subsidiária comercializadora Sunnic Lighthouse , a empresa nórdica Entelios  e a operadora de transmissão 50Hertz , responsável por uma das principais áreas da rede elétrica alemã. Solar deixa de ser apenas geradora e passa a ser peça de estabilidade A autorização marca um salto técnico relevante: pela primeira vez, uma usina fotovoltaica montada no solo atende aos requisitos rígidos do mercado alemão de serviços ancilares aqueles responsáveis por manter a frequência da rede estável em 50 Hz e evitar blecautes. Na prática, o projeto provou ser capaz de: Responder em segundos  a oscilações de demanda; Aumentar ou reduzir  sua entrega energética conforme solicitado pela operadora; Atuar como “amortecedor” da rede em momentos críticos. Essa capacidade abre espaço para que fontes renováveis, antes vistas como variáveis e limitadas, assumam funções estratégicas no sistema elétrico. Por que isso importa para o setor de energia? Especialistas descrevem o caso como uma virada de chave  para a transição energética europeia. Ao mostrar que parques solares podem prestar serviços de rede, a Alemanha reduz: Dependência de termelétricas a gás e carvão para estabilização; Custos operacionais do sistema elétrico; Emissões associadas ao despacho de reserva rápida. Para a Enerparc, o marco reforça o potencial tecnológico de sistemas fotovoltaicos combinados com controle avançado e inteligência de operação. Para o mercado europeu, abre portas para dezenas de usinas solares seguirem o mesmo caminho. O que vem a seguir Com o sucesso de Schkölen, operadores de rede devem acelerar a criação de novos modelos de remuneração para que fontes renováveis prestem serviços auxiliares de forma competitiva. A expectativa é que outros parques solares e até projetos híbridos combinando fotovoltaica e baterias busquem qualificação ainda em 2025. Schkölen se torna, assim, um laboratório real  da nova fase da transição energética: usinas renováveis que não apenas geram energia limpa, mas também mantêm a rede funcionando com segurança e precisão . Alemanha habilita primeira usina solar a operar como “estabilizadora” da rede elétrica

  • Atiaia Renováveis avança nas grandes concretagens de suas usinas hidrelétricas em construção em Goiás

    Serão aplicados aproximadamente 100 mil m³ de concreto nos dois empreendimentos: Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Taboca e Usina Hidrelétrica (UHE) Estrela Atiaia Renováveis avança nas grandes concretagens de suas usinas hidrelétricas em construção em Goiás A Atiaia Renováveis, empresa de geração e comercialização de energias renováveis do Grupo Cornélio Brennand, avança em uma das etapas mais importantes nas obras da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Taboca e da Usina Hidrelétrica (UHE) Estrela, situadas nos municípios de Jataí, Serranópolis e Itarumã, no Estado de Goiás, com 29,8 MW e 48,4 MW de capacidade instalada respectivamente. Os empreendimentos seguem na fase das grandes concretagens, etapa fundamental para a consolidação das principais estruturas civis e para a garantia da eficiência operacional das futuras usinas. Com cerca de 800 trabalhadores nos canteiros, as atividades envolvem a construção do circuito hidráulico de geração, composto por tomada d’água, conduto forçado e casa de força, além de vertedouro, muros de encosto, barragens de terra e blocos de ligação. Ao todo, serão aplicados aproximadamente 100 mil m³ de concreto, volume superior ao utilizado na construção do Estádio do Maracanã (80 mil m³).  “O complexo hidrelétrico em construção representa um marco para o Estado de Goiás e para o portfólio da Atiaia Renováveis. Além de Estrela ser nossa primeira UHE, o fato de construí-las de forma simultânea nos permite otimizar custos, ampliar a oferta de emprego e o desenvolvimento da economia na região, além de promover a geração de energia limpa com manejo responsável dos recursos naturais. É um empreendimento que une engenharia de excelência, inovação e compromisso com o desenvolvimento sustentável”, afirma Marcelo Costanzo, gerente de Projetos da Atiaia Renováveis. Localizadas no rio Verde (ou Verdinho, como é popularmente conhecido), a PCH Taboca e a UHE Estrela foram viabilizadas por meio do Leilão de Energia Nova A-5, realizado em outubro de 2022, do qual a Atiaia Renováveis saiu vencedora. A energia gerada pelas usinas será comercializada no Ambiente de Contratação Regulada (ACR), com início de fornecimento previsto para janeiro de 2027, fortalecendo e dando robustez ao sistema elétrico nacional.   Sobre a Atiaia Renováveis A Atiaia Renováveis é uma empresa de geração e comercialização de energia renovável e tem como propósito ser um agente de transformação sustentável dos negócios de seus clientes e da vida das comunidades onde atua. A empresa, que é participante do Pacto Global da ONU, aplica as melhores práticas ESG de forma contínua em todos os seus processos e tem desenvolvido projetos de energia renovável, em linha com o seu planejamento estratégico. Nosso parque gerador contempla 556 MW, sendo 284 MW de usinas em operação e 272 MW de usinas pré-operacionais, todos empreendimentos de baixo impacto ambiental e fontes de energia limpa. Além disso, tem um pipeline de 1,7 GW em desenvolvimento de projetos em PCHs, solares e eólicos, os dois últimos destinados aos seus clientes no mercado livre de energia. Atiaia Renováveis avança nas grandes concretagens de suas usinas hidrelétricas em construção em Goiás

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