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- Reino Unido acelera transporte autônomo: projeto SCALE transforma West Midlands em laboratório vivo de mobilidade inteligente
A região de West Midlands, no Reino Unido, dá um passo decisivo rumo ao futuro da mobilidade ao conquistar um dos principais reconhecimentos do setor europeu. Reino Unido acelera transporte autônomo: projeto SCALE transforma West Midlands em laboratório vivo de mobilidade inteligente O projeto SCALE – Solihull & Coventry Automated Links Evolution , dedicado à operação prática de ônibus autônomos, foi premiado no CiTTi Awards 2025 , reforçando o papel da região como polo estratégico para tecnologias de transporte inteligente. A iniciativa, conduzida pelo Conselho de Solihull em parceria com universidades, entidades de mobilidade e empresas especializadas em veículos autônomos, foi reconhecida como a mais relevante do país na categoria Veículos Conectados e Autônomos . O prêmio destaca a capacidade do SCALE de demonstrar, em ambiente real, a operação segura e contínua de ônibus autônomos de Nível 4 , um marco tecnológico que vai além das fases de testes e entra no terreno da prestação de serviço ao público. Operação inédita em ambiente real Financiado pelo governo britânico dentro do programa nacional de Comercialização de Mobilidade Conectada e Automatizada (CAM Deployment), o SCALE vem testando ônibus totalmente autônomos em um dos corredores de transporte mais movimentados do país, o UK Central Hub , área que reúne o centro de convenções NEC e, futuramente, a estação de alta velocidade HS2 Interchange . Entre março de 2024 e julho de 2025, três veículos Ohmio Lift operaram no campus do NEC, marcando o primeiro serviço de transporte autônomo para passageiros do Reino Unido. A operação contínua ajudou a consolidar evidências técnicas e regulatórias que sustentam o avanço do projeto para uma fase ampliada. SCALE 2 expande integração urbana Com os resultados positivos da primeira fase, o governo renovou o apoio e autorizou o lançamento do SCALE 2 , etapa que amplia a rota e rompe a barreira do ambiente controlado. Desde julho de 2025, os ônibus autônomos passaram a circular também pela rotatória de Bickenhill Parkway , conectando a estação Birmingham International ao Birmingham Business Park , um polo corporativo que chega a receber 10 mil pessoas por dia. A expansão reforça o objetivo central do projeto: provar que sistemas autônomos podem operar em vias urbanas complexas, integrados ao tráfego diário e às redes de transporte regionais. Colaboração público-acadêmica impulsiona resultados O consórcio responsável pelo SCALE reúne instituições-chave da mobilidade britânica, como: Warwick Manufacturing Group (Universidade de Warwick) Universidade de Coventry Transport for West Midlands Ohmio (fabricante dos veículos) NEC IPG , dRISK e autoridades locais A combinação de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e infraestrutura pública transformou o projeto em vitrine internacional para serviços autônomos, atraindo o interesse de países que buscam soluções comerciais para suas próprias redes de transporte. Transporte autônomo como política industrial O SCALE integra a Estratégia Industrial Moderna do Reino Unido e faz parte de um plano nacional que incentiva inovações em mobilidade conectada, manufatura avançada e digitalização do setor de transportes. O objetivo é posicionar o país na liderança da implantação comercial de sistemas autônomos não apenas em testes, mas em serviços efetivos, seguros e financeiramente viáveis. Com operações em expansão e um ecossistema robusto de parceiros, o SCALE se consolida como um dos exemplos mais avançados de mobilidade autônoma urbana no Reino Unido. E, ao demonstrar resultados tangíveis, o projeto coloca West Midlands como referência global para a transição rumo a cidades mais inteligentes, conectadas e eficientes. Reino Unido acelera transporte autônomo: projeto SCALE transforma West Midlands em laboratório vivo de mobilidade inteligente
- BlackRock Vê Ouro Verde: Por Que Ações de Energia Limpa São a Aposta Subvalorizada na Corrida da IA
A BlackRock, gigante de investimentos, sinaliza que ações de energia limpa e renovável, atualmente subvalorizadas, representam uma oportunidade de compra imperdível, desvinculada da volatilidade do boom da Inteligência Artificial. BlackRock Vê Ouro Verde: Por Que Ações de Energia Limpa São a Aposta Subvalorizada na Corrida da IA Ações de Energia Limpa, BlackRock, Investimento, Inteligência Artificial, Oportunidade, ESG, Sustentabilidade, Mercado Financeiro. Em um mercado financeiro obcecado pela euforia da Inteligência Artificial (IA) , a gigante de gestão de ativos BlackRock lança um olhar estratégico para um setor que, paradoxalmente, tem sido negligenciado: o de **energia limpa e renovável**. A tese da maior gestora de ativos do mundo é clara: as ações verdes, atualmente " desvalorizadas e baratas " (ou unloved and cheap , no jargão do mercado), representam uma oportunidade de compra singular para investidores com visão de longo prazo. O posicionamento da BlackRock, que administra trilhões de dólares, surge em um momento crucial. Enquanto empresas de tecnologia ligadas à IA e semicondutores atingem picos históricos, o setor de energia limpa enfrenta um período de baixa. Dados recentes mostram que as ações de energia renovável, como solar e eólica, chegaram a despencar para patamares não vistos em anos, reflexo de fatores macroeconômicos como taxas de juros elevadas e pressões inflacionárias que encareceram o capital e os projetos. A Desconexão Estratégica: IA e o Risco Existencial A principal distinção feita pela BlackRock reside na descorrelação entre o *boom* da IA e os fundamentos do setor de energia sustentável. Segundo Charles Lilford, gestor da BlackRock, a volatilidade e o risco de uma eventual "bolha da IA" não representam um "risco existencial" para as ações de energia limpa. Em outras palavras, mesmo que o entusiasmo pela IA arrefeça ou que haja uma correção no mercado de tecnologia, a transição energética global e a demanda por fontes limpas continuarão sendo vetores de crescimento estrutural. > "Não correlacionamos qualquer potencial 'colapso da IA' como um risco existencial para as ações de energia sustentável", afirmou o gestor da BlackRock à imprensa internacional [3]. Essa visão é fundamental para o EnergyChannel , pois sublinha que a demanda por energia limpa é impulsionada por regulamentações climáticas, compromissos corporativos de descarbonização (ESG) e a necessidade intrínseca de substituir combustíveis fósseis, e não apenas pelo ciclo de hype tecnológico. ### O Fator Energia na Equação da IA A ironia do mercado é que o próprio crescimento exponencial da Inteligência Artificial está intrinsecamente ligado à demanda por energia. Os grandes modelos de linguagem e os centros de dados que os suportam são notórios consumidores de eletricidade. A BlackRock entende que, a longo prazo, o aumento da demanda por energia gerado pela infraestrutura de IA beneficiará diretamente o setor de energia limpa. À medida que as empresas de tecnologia buscam fontes de energia mais baratas, confiáveis e, crescentemente, sustentáveis para alimentar seus *data centers*, a energia renovável se torna a solução lógica e econômica. Setor Status Atual Visão BlackRock Fator de Risco Tecnologia/IA Euforia, Altamente Valorizado Risco de Bolha/Correção Volatilidade do Hype Energia Limpa Subvalorizado, "Barato" Oportunidade de Compra Juros Altos, Custo de Capital Conexão IA aumenta a demanda por energia, beneficiando a fonte mais limpa e barata a longo prazo. Oportunidade de Entrada para o Investidor Estratégico Para o investidor que acompanha o EnergyChannel , a mensagem da BlackRock é um convite à reflexão estratégica. O momento de baixa, impulsionado por fatores cíclicos e não estruturais, cria uma janela de oportunidade. A desvalorização atual permite que investidores adquiram ativos de empresas com fundamentos sólidos e que estão na vanguarda da transição energética a preços mais atrativos. A BlackRock aposta que o mercado, atualmente distraído pela IA, eventualmente reconhecerá o valor intrínseco e a inevitabilidade do crescimento do setor verde. O investimento em ESG e sustentabilidade não é uma moda passageira, mas uma transformação econômica global. Ao desvincular o risco do setor de energia limpa da volatilidade da IA, a BlackRock reafirma que a aposta no "ouro verde" é uma jogada de valor, e não de especulação. É o momento de olhar além do *hype* e investir na infraestrutura que sustentará o futuro, inclusive o futuro da própria Inteligência Artificial. Referências [1] 'Unloved and cheap' green equities a buying opportunity amid AI spending, BlackRock says. *Environmental Finance*. [2] Ações de Energia Renovável Despencam a Patamares de Cinco Anos Atrás. *Obahia Post*. [3] BlackRock Manager Says AI Bust Won't Derail Clean-Tech Rise. *Bloomberg*.
- Brasil enfrenta “apagão às avessas”: Aneel aprova cortes temporários em usinas renováveis para evitar instabilidade elétrica
O Brasil vive um paradoxo energético raro: depois de anos lidando com risco de escassez hídrica, térmicas emergenciais e perspectiva de racionamento, o Sistema Interligado Nacional (SIN) passa agora por momentos de superoferta de energia renovável . Brasil enfrenta “apagão às avessas”: Aneel aprova cortes temporários em usinas renováveis para evitar instabilidade elétrica O volume crescente de eólicas, solares e geração distribuída tem criado situações de excesso de energia limpa , produzida justamente nas horas em que o sistema menos consegue absorver. Diante desse cenário, a Aneel aprovou um plano emergencial que autoriza o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a realizar cortes temporários e obrigatórios de geração em determinadas usinas renováveis especialmente as chamadas usinas Tipo III , conectadas à rede de distribuição. A decisão acende o alerta sobre um novo desafio do setor: como lidar com um sistema que está gerando mais energia limpa do que consegue operar com segurança . Quando energia demais vira risco Em um sistema elétrico, equilíbrio é tudo. A oferta precisa acompanhar a demanda quase em tempo real para que frequência e tensão se mantenham estáveis. Só assim se evita a perda de carga ou até apagões. Nos últimos anos, porém, a rápida expansão da energia eólica e solar , combinada ao forte avanço da micro e minigeração distribuída (MMGD) , principalmente no Nordeste, tem provocado uma queda significativa da carga líquida que é o consumo total menos a geração já conectada na ponta. Isso cria uma situação inédita: em alguns momentos do dia, há vento demais, sol demais e consumo de menos . Sem margem para controlar a operação, o ONS perde capacidade de ajustar o sistema e manter os parâmetros de segurança. Foi exatamente isso que ocorreu em 4 de maio e 10 de agosto , quando o SIN operou perigosamente próximo do limite técnico. O plano aprovado pela Aneel Para evitar episódios mais graves, a Aneel autorizou o ONS a executar cortes coordenados de geração nas usinas Tipo III sempre que houver risco de desequilíbrio no sistema. A operação seguirá um fluxo padronizado: Aviso prévio de 7 a 2 dias às distribuidoras sobre a possibilidade de acionamento; As distribuidoras notificam as usinas Tipo III conectadas às suas redes; Caso o risco se confirme, a geração será reduzida temporariamente ; Após cada acionamento, o ONS deve entregar um relatório técnico em até 30 dias , detalhando as condições operativas e o impacto da medida; As distribuidoras têm 20 dias para elaborar suas próprias instruções internas de operação. O motivo estrutural é claro:diferentemente das hidrelétricas e térmicas, as usinas Tipo III não são despachadas diretamente pelo ONS , o que dificulta o controle em momentos de emergência operativa. Quem entra na primeira fase A fase inicial do plano inclui 12 distribuidoras , responsáveis por aproximadamente 80% da potência instalada de usinas Tipo III no Brasil. Elas serão as primeiras a receber e executar eventuais ordens de redução. A lista completa deve ser detalhada nos próximos comunicados oficiais, mas abrange distribuidoras com grande volume de PCHs, biomassa, solares distribuídas e outros projetos conectados diretamente às redes locais. Por que isso está acontecendo agora? O momento atual é resultado de três tendências simultâneas: 1. Crescimento acelerado da energia eólica e solar O Brasil adicionou milhares de megawatts nos últimos anos, sobretudo no Nordeste, onde a geração variável é intensa. 2. Avanço explosivo da geração distribuída Consumidores que geram sua própria energia — principalmente com painéis solares — reduzem artificialmente a carga vista pelo sistema. 3. Baixa demanda em horários de pico renovável O consumo não cresce no mesmo ritmo da oferta, criando "vales" operativos que comprimem a carga líquida. Na prática, é energia sobrando justamente na hora em que o sistema tem menos elasticidade para operar. O que muda para o setor? A decisão da Aneel abre um capítulo importante no planejamento da transição energética no Brasil. Entre os principais impactos: Sinal regulatório de que o sistema precisa de mais flexibilidade — tecnologias como armazenamento, resposta da demanda e redes inteligentes ganham ainda mais relevância. Usinas de menor porte podem enfrentar perdas temporárias de receita , dependendo da frequência de acionamentos. O debate sobre modernização do SIN e modelos de mercado deve ganhar força , especialmente em um país que tende a se tornar uma potência renovável global. O desafio adiante: integrar mais energia limpa sem comprometer a operação O caso reforça uma lição central para o futuro energético brasileiro: não basta gerar energia limpa é preciso garantir que o sistema consiga operá-la com estabilidade . Com a expansão contínua das renováveis, o Brasil terá de acelerar investimentos em: sistemas de armazenamento, redes inteligentes, digitalização da distribuição, mecanismos mais avançados de despacho e previsibilidade. O país está em um momento estratégico. Transformar esse “excesso virtuoso” de energia renovável em segurança e competitividade será decisivo para o futuro da matriz elétrica nacional. Brasil enfrenta “apagão às avessas”: Aneel aprova cortes temporários em usinas renováveis para evitar instabilidade elétrica
- Brasil acelera descarbonização portuária e mira liderança logística em baixa emissão
O governo federal deu um passo estratégico para reposicionar o Brasil no mapa global da logística sustentável. Brasil acelera descarbonização portuária e mira liderança logística em baixa emissão O Ministério de Portos e Aeroportos anunciou a criação de dois novos programas o Programa Nacional de Descarbonização de Portos (PND-Portos) e o Programa Nacional de Descarbonização da Navegação (PND-Navegação) que estabelecem uma rota de modernização climática para um setor historicamente deixado à margem das agendas ambientais. A medida surge em um momento decisivo. Com a aproximação da COP30 e o avanço das regulações climáticas internacionais, especialmente as diretrizes da Organização Marítima Internacional (IMO), o transporte marítimo entra na era da precificação do carbono. Em breve, emissões deixarão de ser um dado técnico e se tornarão um componente direto dos custos logísticos globais, influenciando tarifas, rotas e competitividade entre países exportadores. Pressão global e risco competitivo O cenário internacional é claro: quem não reduzir emissões pagará mais para operar. O Brasil, que depende intensamente da navegação para escoar alimentos, minério e energia, entendeu que permanecer parado significaria perder espaço em mercados estratégicos ou arcar com custos crescentes impostos por regulações ambientais externas. Ao antecipar-se a esse movimento, o país tenta evitar um futuro em que exportar se torne mais caro simplesmente porque a infraestrutura portuária não acompanhou a transição energética global. O que está previsto nos novos programas Os programas lançados pelo governo reúnem medidas para tornar a cadeia logística mais eficiente e menos poluente, incluindo: Atualização de equipamentos portuários com tecnologias mais eficientes; Adoção de combustíveis de baixo carbono na navegação; Suprimento de energia renovável em portos , reduzindo o uso de geradores a diesel; Incremento da eficiência operacional , minimizando o tempo de embarque, desembarque e permanência de embarcações; Integração com conceitos de economia azul e iniciativas de preservação ambiental ligadas a ecossistemas costeiros. Essa agenda coloca os portos dentro de uma discussão maior que relaciona logística, clima e governança dimensões críticas para uma economia que quer se projetar globalmente como fornecedora de energia limpa e produtos de baixo impacto ambiental. De cenário periférico à agenda central Por décadas, o debate climático brasileiro avançou enquanto os portos permaneciam em segundo plano, tratados mais como gargalos de infraestrutura do que como vetores de descarbonização. Agora, com a crescente monetização das emissões, o setor assume protagonismo. Se a execução for bem-sucedida, o Brasil pode transformar uma vulnerabilidade logística em vantagem competitiva, posicionando-se como rota marítima de menor pegada de carbono em comparação a concorrentes internacionais. Infraestrutura como resposta geopolítica A descarbonização portuária deixou de ser tema ambiental e se tornou questão estratégica. Em um mercado global cada vez mais orientado por critérios ESG, cumprir metas climáticas significa defender competitividade, soberania econômica e participação nas cadeias globais de valor. No novo tabuleiro climático, infraestrutura vale mais que discurso. E, na disputa que se instala, quem reduz emissões ganha mercado quem atrasa, subsidia o concorrente. Com os novos programas, o Brasil tenta deixar claro que não pretende esperar a conta chegar. A transição portuária já começou, e a maré agora joga a favor de quem investir em eficiência, inovação e baixo carbono. Brasil acelera descarbonização portuária e mira liderança logística em baixa emissão
- Pequenas ações, grandes impactos: como a escola pode contribuir para um presente mais sustentável
Ações de educação ambiental da Reciclus incentivam a conscientização de estudantes e professores sobre o descarte correto de resíduos Pequenas ações, grandes impactos: como a escola pode contribuir para um presente mais sustentável Pensar a formação de cidadãos e cidadãs com foco nas questões ambientais tem sido cada vez mais urgente, especialmente em espaços educativos, como é o caso das escolas. Em um cenário em que a gestão de resíduos ainda é um desafio nacional, iniciativas de Educação Ambiental vêm para mostrar que pequenas ações, uma vez que integradas de forma contextualizada ao planejamento pedagógico, podem gerar impactos relevantes na construção da consciência ambiental coletiva. Entre esses resíduos, as lâmpadas fluorescentes merecem uma atenção especial por conterem mercúrio, um metal tóxico, que pode causar impactos negativos ao meio ambiente. O mercúrio, quando liberado no ambiente, pode chegar aos lençóis freáticos, contaminando, por meio de um processo chamado “bioacumulação”, peixes e outros seres vivos, prejudicando, assim, comunidades ribeirinhas e outras pessoas que tiverem contato com os animais contaminados. Por isso, a Reciclus , associação responsável pela logística reversa de lâmpadas fluorescentes no Brasil, por meio do Programa Reciclus Educa , atua em parceria com escolas da rede pública e privada, fomentando ações de educação ambiental. Atualmente, a Reciclus contabiliza mais de 51 milhões de lâmpadas coletadas e destinadas de forma ambientalmente correta. “A escola é um espaço de transformação. Quando uma criança aprende com o Programa Reciclus Educa a descartar corretamente lâmpadas e outros resíduos, esse conhecimento atravessa os muros da escola e chega às famílias, multiplicando consciência e transformando comunidades inteiras”, destaca Camilla Horizonte, Gerente Executiva da Reciclus. Desde sua criação, em 2021, o Programa Reciclus Educa impactou mais de 200 mil crianças e jovens e 3 mil professores em todo o país, oferecendo recursos pedagógicos de maneira gratuita e capacitações em educação ambiental. Entre eles estão a Cartilha do Bem – em parceria com a ABES-SP, Abree e Prolata – que aborda o descarte correto e o ciclo de vida de lâmpadas fluorescentes e outros resíduos, como eletrodomésticos, eletroeletrônicos e latas, e a revista em quadrinhos Turma da Mônica: Uma Ideia Brilhante, em parceria com o Instituto Maurício de Souza. Essas ações reforçam a importância da construção da educação ambiental desde a infância, de forma que a sustentabilidade não seja vista como um conceito distante da realidade, mas sim como um conjunto de atitudes simples e diárias. “Quando uma criança ou um jovem entende o porquê de uma ação, eles se tornam agentes de mudança em sua comunidade”, afirma Camilla. Com mais de 3,9 mil pontos de entrega voluntária (PEVs) espalhados por todos os estados do país, contabilizando mais de 900 municípios contemplados, a Reciclus continua incentivando escolas, prefeituras e redes de ensino a se tornarem parceiras na contribuição dessas ações, que estimulam também a economia circular. Para saber mais sobre o Programa Reciclus Educa, acesse: https://reciclus.org.br/reciclus-educa/ . E se você é educadora ou educador e deseja conhecer os recursos pedagógicos do Programa, envie um e-mail para: marketing@reciclus.org.br Sobre a Reciclus Desde 2017, a Reciclus – Associação Brasileira para a Gestão da Logística Reversa de Produtos de Iluminação – desempenha o papel de entidade gestora da logística reversa de lâmpadas com mercúrio no Brasil. A organização operacionaliza a coleta segura, o transporte e a destinação adequada em parceria com recicladoras e transportadoras homologadas. Comprometida com a construção da Educação Ambiental, concentra esforços na produção e disseminação de conhecimento, especialmente para crianças e jovens. Desde o início de suas operações, foram coletadas mais de 51 milhões de lâmpadas fluorescentes nos mais de 3,9 mil pontos de coleta disponibilizados pela Reciclus. A partir de 2022, a associação também dedica esforços à criação e disseminação de conhecimento por meio do Programa Reciclus Educa, especialmente para crianças e jovens. O objetivo é oferecer gratuitamente materiais educativos sobre educação ambiental para professores e alunos de escolas públicas e privadas. No total, até o momento, foram mais de 130 mil exemplares de "A Cartilha do Bem" e mais de 53 mil revistas "Turma da Mônica: Uma ideia brilhante" distribuídos por todo o Brasil. Além disso, o Programa já ultrapassou a marca de mil professores capacitados. Materiais do Programa Reciclus Educa: A Cartilha do Bem: aprendendo a cuidar do meio ambiente Revista em quadrinhos Turma da Mônica: Uma ideia brilhante E-book Investigar, Sentir e Pertencer Pequenas ações, grandes impactos: como a escola pode contribuir para um presente mais sustentável
- Baterias de Médio Porte Ganham Terreno na Virgínia e Apontam Novo Caminho para Redes Mais Baratas e Limpas
A região da península leste da Virgínia, nos Estados Unidos, tornou-se palco de uma movimentação estratégica no setor elétrico: a chegada de pequenas usinas de baterias conectadas à rede, capazes de aliviar gargalos energéticos provocados pelo avanço acelerado de centros de dados e pelo aumento do consumo residencial. Baterias de Médio Porte Ganham Terreno na Virgínia e Apontam Novo Caminho para Redes Mais Baratas e Limpas Diferente dos mega projetos de armazenamento que demandam anos de licenciamento e investimentos bilionários, essa nova geração de baterias de médio porte desponta como alternativa rápida, econômica e eficiente para reforçar a segurança energética e reduzir a dependência de termelétricas a gás usadas apenas em horários de pico. Uma nova escala para o armazenamento de energia Com capacidade de 10 MW e autonomia de quatro horas, os dois sistemas instalados nas pequenas cidades de Exmore e Tasley mostram como o armazenamento pode ser incorporado à rede sem ocupar extensas áreas rurais nem enfrentar barreiras regulatórias típicas de grandes parques solares ou eólicos. Cada instalação ocupa menos de meio hectare e foi concluída em cerca de um ano do licenciamento à operação comercial. Essa agilidade responde a uma necessidade crescente no leste da Virgínia: reforçar o atendimento elétrico sem expandir infraestrutura pesada. Os projetos foram instalados junto a subestações da cooperativa local A&N Electric, reduzindo a pressão sobre a rede e oferecendo uma fonte adicional de energia nos momentos mais críticos. Como as baterias podem reduzir a conta de luz Até que estejam integradas ao operador regional PJM Interconnection, as unidades funcionam diretamente com a cooperativa, suavizando oscilações de demanda. A expectativa, porém, é que a conexão ao PJM permita uma operação mais estratégica: carregar as baterias em horários de baixo consumo e preços mais baixos; descarregar nos momentos de pico, gerando receita adicional; repassar esse ganho para a conta de energia dos clientes locais. O modelo segue uma tendência nacional nos EUA, em que sistemas de armazenamento se transformam em ativos financeiros e ferramentas de estabilização da rede. Menos termelétricas de pico, mais eficiência As termelétricas a gás usadas como “usinas de pico” acionadas apenas quando a demanda sobe repentinamente são caras, poluentes e energeticamente ineficientes. Além de envolverem custos elevados de extração, transporte e queima do combustível, essas plantas normalmente operam com eficiência inferior à metade da energia potencial disponível no gás natural. Ao descarregar eletricidade justamente nos horários de maior estresse da rede, os novos sistemas de baterias ajudam a reduzir a necessidade de acionar essas usinas, diminuindo emissões, impactos locais e o custo operacional para as distribuidoras. As baterias também funcionam como amortecedores da produção solar, absorvendo excedentes durante o dia e devolvendo eletricidade à noite etapa essencial para integrar mais renováveis à matriz da região. O retrato de uma tendência nacional Instalações como as de Exmore e Tasley refletem um movimento que se acelera em diversos estados americanos: soluções de armazenamento menores, modulares e distribuídas começam a preencher uma lacuna entre: baterias residenciais acopladas a telhados solares; projetos gigantes de armazenamento para concessionárias. Essa escala intermediária permite rapidez na implantação, menor impacto territorial e retorno financeiro mais previsível — características valiosas em um momento em que o consumo elétrico cresce mais rápido do que a expansão da infraestrutura tradicional. Por que isso importa para o futuro da energia A demanda energética impulsionada por data centers, mobilidade elétrica e novos polos industriais tem colocado pressão inédita sobre as redes dos EUA. A adoção de baterias de médio porte surge como resposta imediata e eficaz, enquanto grandes obras de geração e transmissão ainda enfrentam longos prazos de execução. O modelo pode se repetir em outras regiões que convivem com a mesma equação: crescimento acelerado da carga + limitação da infraestrutura + pressões por energia mais limpa. Para a Virgínia, esse é mais um passo para modernizar o sistema elétrico e avançar na transição energética reduzindo custos, emissões e vulnerabilidades. Baterias de Médio Porte Ganham Terreno na Virgínia e Apontam Novo Caminho para Redes Mais Baratas e Limpas
- Após COP30, cidades pressionam por nova arquitetura de governança climática no Brasil
EnergyChannel | Análise Especial O encerramento da COP30 reacendeu uma discussão que vinha ganhando força nos bastidores: a necessidade de um sistema de governança climática no Brasil que integre de forma real e estruturada os governos municipais às decisões nacionais sobre clima, transição energética e adaptação. Após COP30, cidades pressionam por nova arquitetura de governança climática no Brasil Mesmo sem ocupar o centro do palco das negociações oficiais, as cidades brasileiras retornam da conferência com uma mensagem clara: não é possível cumprir metas climáticas sem incluir os municípios como protagonistas da política ambiental . Municípios querem sair da posição de “executores” e entrar no núcleo das decisões Embora mais de 80% da população brasileira viva em áreas urbanas, prefeituras ainda têm participação limitada na construção das políticas climáticas federais. A avaliação de especialistas e gestões municipais é que o País funciona, hoje, com uma governança fragmentada: o governo federal negocia compromissos na arena internacional, estados estruturam programas regionais e municípios são os responsáveis por implementar ações muitas vezes sem recursos, sem coordenação e sem voz nas decisões. Após a COP30, cidades passaram a defender uma governança multinível mais clara, permanente e bem financiada , com articulação envolvendo União, estados, municípios e sociedade civil. Clima já é tema central da gestão urbana e cidades pedem mecanismos nacionais Do enfrentamento às enchentes ao planejamento de energia limpa em equipamentos públicos, o clima já se tornou pauta prioritária das administrações municipais. Porém, segundo análises levantadas por entidades do setor, o Brasil ainda carece de: Marcos de financiamento contínuo para adaptação e mitigação no nível local; Integração entre planos municipais e metas nacionais , evitando retrabalhos ou políticas desconectadas; Estrutura técnica padronizada para inventários de emissões, projetos de eficiência energética e planejamento urbano resiliente; Plataformas de dados compartilhadas , permitindo que ações municipais alimentem os compromissos brasileiros assumidos na ONU. Transição energética depende cada vez mais das cidades Cidades são hoje o epicentro do consumo de energia no Brasil e concentram oportunidades estratégicas para acelerar a transição energética: Geração solar distribuída em telhados públicos e privados Eletromobilidade e infraestrutura de recarga Iluminação pública eficiente Programas de eficiência energética em prédios municipais Soluções baseadas na natureza para mitigação e adaptação Diante disso, prefeituras argumentam que continuar fora da formulação das políticas nacionais significa perder eficiência e atrasar metas climáticas — especialmente no cenário em que o Brasil busca liderar agendas globais de energia limpa. COP30 reforça tendência global: a força das cidades no clima Uma das conclusões da conferência foi que países que integram governos locais em sua governança climática avançam mais rápido em adaptação e redução de emissões . Modelos adotados na União Europeia, Estados Unidos e cidades asiáticas de alta densidade urbana demonstram que estratégias multinível são fundamentais para resultados de longo prazo. O movimento observado no pós-COP30 indica que as cidades brasileiras querem seguir essa lógica: mais envolvimento, mais estrutura e mais protagonismo. O próximo passo: institucionalizar a governança multinível A expectativa agora é que o tema avance na agenda federal de 2025, especialmente com o aumento dos eventos extremos, pressão internacional por resultados e ampliação das metas climáticas brasileiras. Diversas redes de cidades e organizações do setor já articulam propostas para oficializar: Um sistema nacional de governança climática multinível Fontes estáveis de financiamento climático para municípios Critérios nacionais para planejamento resiliente e energia limpa Integração digital entre dados urbanos e metas climáticas nacionais Conclusão O recado pós-COP30 é direto: o futuro da política climática brasileira passa pelas cidades . O Brasil só conseguirá cumprir seus compromissos internacionais se der aos municípios o espaço institucional, o financiamento e a governança necessários para atuar como agentes centrais da transição energética e da adaptação climática. O EnergyChannel seguirá acompanhando de perto os próximos desdobramentos desse debate que promete redefinir a forma como o País enfrenta os desafios climáticos nas próximas décadas. Após COP30, cidades pressionam por nova arquitetura de governança climática no Brasil
- Austrália inicia testes com locomotivas elétricas de 7 MWh em corredores de mineração
A indústria de mineração da Austrália iniciou uma nova fase de eletrificação pesada com a chegada das primeiras locomotivas de transporte de carga movidas exclusivamente por baterias produzidas no país. Os modelos, desenvolvidos pela Wabtec, começam a ser avaliados em uma das operações ferroviárias mais desafiadoras do planeta: o trajeto entre as minas de Pilbara e o Porto de Hedland, no extremo oeste australiano. Imagem, crédito: BHP | Austrália inicia testes com locomotivas elétricas de 7 MWh em corredores de mineração As locomotivas, encomendadas pela BHP para integrar sua rede logística de minério de ferro, foram projetadas para suportar temperaturas extremas e longas distâncias em ambientes áridos. Cada unidade é equipada com um sistema de baterias de 7 MWh , além de frenagem regenerativa capaz de recuperar energia durante os trechos de descida — recurso crucial para reduzir o consumo energético em percursos de alto volume e declividade acentuada. Primeira fase: comissionamento e testes em campo Com a chegada dos equipamentos, a BHP inicia agora o processo de validação operacional, que inclui protocolos de segurança, calibração dos sistemas de potência e testes em carga real. Somente após essa etapa as locomotivas deverão entrar em operação regular no transporte de minério. A expectativa do setor é que o desempenho das BELs Battery Electric Locomotives forneça dados estratégicos para futuras expansões. A eletrificação ferroviária é vista como um dos caminhos mais promissores para reduzir custos com diesel e emissões de gases de efeito estufa em cadeias logísticas de grande escala. Wabtec amplia presença na mineração australiana A chegada dos novos modelos consolida o avanço da Wabtec no mercado australiano de mineração. Além da BHP, outras gigantes do setor como Rio Tinto e Roy Hill já possuem pedidos de locomotivas elétricas para suas rotas internas de transporte. A empresa norte-americana vem apostando em sua plataforma FLXDrive , projetada para suportar condições severas de operação e integrar soluções de bateria de alta capacidade com sistemas avançados de regeneração energética. Pressão por descarbonização acelera adoção O movimento da BHP acompanha uma tendência global: mineradoras substituindo gradualmente locomotivas a diesel por modelos elétricos ou híbridos, especialmente em corredores fechados onde é possível otimizar recargas e monitorar o consumo energético. No caso da Austrália, o interesse se intensifica devido ao volume diário de trens de minério e à necessidade crescente de metas climáticas mais ambiciosas. Com os primeiros testes em solo australiano, as locomotivas de 7 MWh tornam-se um marco para a eletrificação pesada no país e podem abrir caminho para uma nova geração de equipamentos ferroviários de baixa emissão. Austrália inicia testes com locomotivas elétricas de 7 MWh em corredores de mineração
- Finlândia avança em armazenamento térmico e anuncia nova “super bateria de areia” para aquecer cidades
A transição energética ganha um novo capítulo no norte da Europa. Crédito da imagem: Polar Night Energy A finlandesa Polar Night Energy confirmou a construção de uma nova bateria de areia de grande escala , prometendo dobrar a capacidade do maior sistema já existente no mundo também criado pela empresa. A instalação irá atender a vila de Vääksy , reforçando o aquecimento urbano com uma solução renovável, de longa duração e livre de combustão. O projeto será implantado em parceria com a Lahti Energia , empresa regional responsável pela rede de aquecimento local. A expectativa é que o sistema entregue 2 MW de potência térmica e 250 MWh de armazenamento , marcando um salto relevante para aplicações industriais e urbanas de alta demanda. Como funciona a tecnologia de areia aquecida As baterias de areia utilizam grãos naturais como meio de armazenamento térmico , acumulando calor gerado a partir de excedentes de eletricidade renovável especialmente eólica e solar.Esse calor pode ser liberado sob demanda para: Aquecimento urbano (água quente e ar quente) Processos industriais de média e alta temperatura Suprimento térmico complementar em períodos de pico Além disso, a tecnologia está evoluindo para permitir a reconversão desse calor em eletricidade , ampliando a flexibilidade do sistema. Impacto direto na descarbonização Com a entrada em operação, a bateria deve reduzir de forma significativa o uso de combustíveis fósseis em Vääksy. Estimativas iniciais apontam para: 80% de redução no consumo de gás natural Queda relevante na queima de cavacos de madeira Corte de cerca de 60% nas emissões anuais da rede de aquecimento A tecnologia também permite participação em mercados de reserva e serviços auxiliares , ajudando a estabilizar a rede elétrica finlandesa cada vez mais abastecida por fontes intermitentes. Mais um recorde mundial finlandês A Polar Night Energy já havia inaugurado, em agosto, aquela que é hoje a maior bateria de areia em operação , instalada em Pornainen. Com 1 MW de potência térmica e 100 MWh de capacidade , o sistema atende a Loviisan Lämpö e se tornou referência global em armazenamento térmico de alta capacidade. A nova instalação em Vääksy será ainda mais robusta: 2.400 toneladas de areia como meio de armazenamento Silo cilíndrico com cerca de 14 metros de altura e 15 metros de diâmetro Operação prevista para meados de 2027 Um salto estratégico para o setor de calor renovável O avanço reforça o papel da Finlândia como laboratório energético a céu aberto. As baterias de areia emergem como alternativa de baixo custo, alta durabilidade e forte potencial de escala, especialmente para países com redes de aquecimento urbano extensas e metas climáticas ambiciosas. Para o setor global de energia limpa, o projeto representa mais do que um recorde: trata-se de uma nova fronteira no armazenamento de longo prazo , capaz de complementar tanto sistemas elétricos quanto térmicos. Finlândia avança em armazenamento térmico e anuncia nova “super bateria de areia” para aquecer cidades
- Brasil acelera corrida pelo armazenamento de energia: visão estratégica e novos mercados impulsionam expansão do setor
O armazenamento de energia deixou de ser tendência para se tornar peça central da transição energética no Brasil. A avaliação é de especialistas que acompanham a evolução do setor e observam uma mudança clara no comportamento do mercado: empresas, indústrias, consumidores residenciais e operadores de micro e macrorredes começam a enxergar valor estratégico nas soluções de Battery Energy Storage Systems (BESS) . Entre os nomes que têm analisado esse movimento está Márcio Takata, CEO da Greener , que destaca como o país entrou numa nova fase na qual armazenar energia não é apenas uma opção tecnológica, mas um diferencial competitivo para diversos segmentos. Armazenamento vira ativo estratégico para 2025–2030 O avanço da geração distribuída, a instabilidade tarifária e a necessidade de maior segurança energética criam um ambiente favorável para a consolidação do armazenamento em múltiplas escalas. Segundo Takata, o papel dos sistemas de baterias evoluiu rapidamente: “Armazenar energia não é mais um acessório. É um recurso fundamental para quem busca eficiência, segurança e competitividade no novo cenário elétrico brasileiro.” O EnergyChannel apurou que empresas de médio e grande porte já enxergam o BESS como ferramenta para: reduzir picos de demanda, garantir continuidade de operações críticas, integrar geração solar própria, flexibilizar consumo e melhorar payback de sistemas fotovoltaicos. Brasil acelera corrida pelo armazenamento de energia: visão estratégica e novos mercados impulsionam expansão do setor Mercados diferentes, motivações distintas mas todos crescentes A expansão do armazenamento atinge três grupos distintos, cada um com prioridades próprias: Residencial e pequeno comércio Consumidores buscam autonomia em casos de quedas de energia, integração com solar e proteção contra aumentos de tarifa. As soluções compactas e os híbridos têm impulsionado esse segmento. Setor industrial e comercial Empresas focam redução de custos operacionais e maior previsibilidade de gasto com energia, sobretudo em regiões com tarifas mais elevadas no horário de ponta. Microgrids e grandes projetos Para complexos logísticos, agronegócio, telecom e operações remotas, o armazenamento é vital para estabilidade elétrica, redução de uso de geradores e integração de alta demanda com energias renováveis. Maturidade do consumidor e demanda por conhecimento avançam juntas Takata destaca que as empresas estão entrando numa fase de entendimento mais profundo dos modelos de negócio viáveis para BESS no Brasil.A profissionalização desse mercado abre espaço para cursos e formações que abordam: análise financeira, desenho de aplicações, dimensionamento, estratégias comerciais, e criação de propostas de valor sólidas para cada perfil de cliente. O executivo reforça que capacitação é um dos pilares para destravar esse novo ciclo do setor: “Quem entender as motivações de cada cliente e souber traduzir isso em soluções práticas vai liderar o crescimento”. Transição energética brasileira passa por armazenamento e o momento é agora À medida que o país amplia sua matriz renovável e a geração distribuída evolui para um modelo cada vez mais complexo, o armazenamento desponta como tecnologia-chave para estabilidade, flexibilidade e novos serviços de energia. O EnergyChannel seguirá acompanhando essa transformação do avanço da cadeia produtiva aos impactos regulatórios e às oportunidades comerciais que já começam a movimentar o mercado. Brasil acelera corrida pelo armazenamento de energia: visão estratégica e novos mercados impulsionam expansão do setor
- Novo marco do setor elétrico altera futuro da energia no Brasil, diz CEO da Tyr
A sanção da lei que moderniza e fortalece a segurança do setor energético brasileiro chega em um momento estratégico: o Brasil mantém uma matriz majoritariamente renovável - mais de 80% da geração elétrica- ao mesmo tempo em que cresce a necessidade de reforço na infraestrutura, estabilidade do sistema e preparação para eventos climáticos extremos. Novo marco do setor elétrico altera futuro da energia no Brasil, diz CEO da Tyr A nova legislação busca aprimorar a governança, ampliar a previsibilidade regulatória e fortalecer os mecanismos de resposta do setor diante de falhas e situações críticas. Para empresas e investidores, o texto representa um sinal relevante de modernização e alinhamento às demandas de segurança e planejamento energético dos próximos anos. “A sanção dessa lei marca um movimento essencial para o futuro da energia no país. Pela primeira vez em décadas, avançamos de forma consistente para um modelo mais moderno, eficiente e orientado por dados. Esse é o tipo de evolução que coloca o Brasil no caminho certo, preparando consumidores, empresas e todo o ecossistema para uma nova fase da eletrificação”, avalia Eduardo Miranda, CEO da Tyr Energia. Um avanço importante que o setor ainda aguarda é a adoção do preço por oferta, modelo em que a energia passa a ser negociada de forma semelhante a uma bolsa de valores. Em vez de depender de projeções e simulações, o preço passa a refletir o custo real do sistema em cada momento, tornando a formação de preços mais transparente, competitiva e alinhada às condições instantâneas da operação elétrica. O sinal de preço funciona como um mecanismo que orienta onde vale a pena inovar. Quando algo fica caro, ele indica escassez e cria incentivos para desenvolver tecnologias mais eficientes, atrai investidores e viabiliza soluções ainda imaturas. Essa dinâmica também permite novos modelos de negócio, como assinaturas, pagamento por uso e preços dinâmicos. Além disso, ao incluir custos ambientais nos preços, abre espaço para tecnologias limpas e modelos sustentáveis. Por outro lado, quando certos insumos ficam muito baratos, como computação e armazenamento, isso estimula inovações digitais escaláveis. Assim, preços altos impulsionam inovação por necessidade, enquanto preços baixos promovem inovação por abundância. Novo marco do setor elétrico altera futuro da energia no Brasil, diz CEO da Tyr
- Brasil amplia diálogo para integração energética e mantém fluxo de 120 MW médios do Paraguai; Cone Sul reforça desafios e oportunidades
MME destaca critérios para novos acordos; Paraguai, Argentina, Chile e Uruguai apresentam limites estruturais, regulatórios e operacionais Brasil amplia diálogo para integração energética e mantém fluxo de 120 MW médios do Paraguai; Cone Sul reforça desafios e oportunidades Campinas, 27 de novembro de 2025 – O Ministério de Minas e Energia – MME trouxe novos elementos sobre a expansão da integração elétrica regional durante o segundo dia do Encontro Anual do Mercado Livre de Energia (EAML 2025), organizado pela Informa Markets em coorganização com a Associação Brasileira de Comercializadores de Energia ABRACEEL. O governo informou que mantém o recebimento de 120 MW médios do Paraguai no âmbito dos acordos bilaterais vigentes e reforçou que segurança energética é o ponto de partida para qualquer avanço. Segundo Cristiano Augusto Trein, Diretor do Departamento de Políticas para o Mercado do MME, a integração só evolui quando sustentada pela confiabilidade das interconexões. “Não há integração se a segurança energética não for rigorosamente respeitada”, afirmou. Ele observou que a previsibilidade nas trocas internacionais é essencial: “Precisamos ter capacidade de trocar energia de maneira confiável; se um suprimento é cortado, perde-se a confiança”. A discussão trouxe dados estruturais apresentados pelo Chile. Segundo Rodrigo Moreno, Chefe de Ensino do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidad de Chile, experiências internacionais mostram que a coordenação de sistemas melhora resultados ambientais, operacionais e econômicos. “Energia mais limpa, menores emissões e operação mais eficiente são resultados que melhoram quando coordenamos os países da região”, afirmou. A necessidade de reforçar o fluxo entre Brasil e Paraguai apareceu de forma clara. De acordo com Fábio Lucantonio, Diretor de Recursos Energéticos do Viceministério de Minas y Energía, o país pode atingir o limite de sua capacidade de geração até 2030. “Vamos precisar de nova geração”, disse. Ele explicou que a interconexão atual é unidirecional: “Pode mandar para o Brasil, mas não pode mandar do Brasil para o Paraguai”. Lucantonio reforçou o peso econômico da cooperação: “O capex da integração é muito menor que o capex da nova geração”. Os aspectos operacionais foram aprofundados pela Argentina. Juan Alberto Luchilo, Gerente de Análise e Controle Global da Cammesa, destacou que, apesar do bom funcionamento das operações semanais e do apoio em emergências, barreiras comerciais ainda limitam a aceitação de ofertas mais competitivas. “Existem limitações que impedem a aceitação de ofertas mais baratas”, afirmou, apontando que contratos de gás e condições econômicas locais reduzem o aproveitamento das oportunidades. O Uruguai defendeu ajustes regulatórios para ampliar o uso das complementaridades regionais. Para Andrés Osta, Diretor da Divisão de Assuntos Regulatórios do Ministério da Indústria, Energia e Mineração, é necessário revisar o tratamento dado às importações. “Uma integração plena deveria considerar ofertas de importação da mesma forma que geradores internos”, disse. O país também vê espaço para mecanismos que valorizem a flexibilidade das hidrelétricas brasileiras em momentos de oferta barata na região. Ao reunir as diferentes perspectivas, o painel apontou três fatores essenciais para o avanço da integração energética no Cone Sul: infraestrutura de transmissão capaz de garantir confiabilidade, regras comerciais que permitam o fluxo competitivo e estabilidade regulatória para sustentar acordos bilaterais mais amplos. Brasil amplia diálogo para integração energética e mantém fluxo de 120 MW médios do Paraguai; Cone Sul reforça desafios e oportunidades











