Publicidade
Resultados da busca
Buscar neste site
3690 resultados encontrados com uma busca vazia
- Micromobilidade redefine trajetos urbanos na Europa com novos modelos de integração
A transformação da mobilidade urbana europeia entrou em uma nova fase e a micromobilidade está no centro dessa virada. Micromobilidade redefine trajetos urbanos na Europa com novos modelos de integração Um conjunto de cidades-piloto avança na criação de modelos de simulação que irão orientar como bicicletas, e-scooters, novos corredores de transporte e hubs de mobilidade poderão operar de forma integrada nos próximos anos. O trabalho, conduzido por um laboratório europeu especializado em inovação urbana, está desenvolvendo cenários personalizados para cada cidade envolvida, com o objetivo de identificar a melhor combinação entre infraestrutura existente, expansão do transporte público e uso crescente de meios leves de deslocamento. Regras mais eficientes mudam comportamento em Hannover Em Hannover, na Alemanha, um dos principais insights preliminares do estudo aponta para o impacto direto de regulações mais inteligentes. Ajustes recentes em zonas de velocidade reduzida, compartilhamento de vias e padronização de regras para veículos leves incentivaram moradores a adotar alternativas menos poluentes e mais rápidas para trajetos curtos. Segundo os especialistas ouvidos pelo EnergyChannel, a cidade vem observando: Aumento expressivo no uso de bicicletas elétricas , impulsionado por políticas de incentivo e espaços mais seguros; Redução de conflitos entre ciclistas, pedestres e automóveis , graças a novos modelos de organização urbana; Melhor aproveitamento dos hubs de mobilidade , que conectam transporte público com micromobilidade. O laboratório destaca que Hannover se tornou um exemplo importante de como ajustes regulatórios podem acelerar a adoção de soluções sustentáveis sem a necessidade de grandes obras. Sevilha ganha novo fôlego com bicicletas impulsionadas por turistas Já em Sevilha, na Espanha, o estudo revela que o ciclismo especialmente incentivado por visitantes tornou-se uma força inesperada na reorganização do tráfego urbano. O fluxo crescente de turistas usando bicicletas compartilhadas ajudou a: Pressionar pela ampliação de ciclovias e corredores verdes , hoje distribuídos por toda a região central; Estimular programas de educação e convivência no trânsito , voltados tanto a residentes quanto a visitantes; Criar uma economia local relacionada à micromobilidade , com novos serviços, oficinas e operadores privados. A tendência, segundo as projeções, deve continuar moldando as decisões municipais nos próximos anos, com Sevilha caminhando para consolidar-se como um dos destinos mais amigáveis ao ciclismo no sul da Europa. Um novo mapa de deslocamentos urbanos na Europa As simulações em desenvolvimento pretendem oferecer às cidades uma visão detalhada de como integrar: sistemas de bicicletas e patinetes compartilhados; corredores de ônibus e VLTs; hubs de mobilidade conectados ao transporte regional; zonas de baixa emissão e áreas de tráfego restrito. A expectativa é que essa abordagem integrada ajude a reduzir congestionamentos, emissões e custos operacionais, ao mesmo tempo que melhora a experiência de deslocamento para moradores e visitantes. Para o EnergyChannel, o movimento confirma uma tendência clara: a micromobilidade está deixando de ser um complemento e passando a ocupar papel estratégico no planejamento urbano europeu . Micromobilidade redefine trajetos urbanos na Europa com novos modelos de integração
- Geely vira protagonista e acirra disputa dos elétricos no Brasil com salto histórico em novembro
A corrida pelos veículos 100% elétricos ganhou um novo protagonista no Brasil. Em novembro, a Geely recém-chegada ao mercado e ainda com um portfólio reduzido protagonizou uma das maiores viradas do ano ao assumir a vice-liderança de vendas entre os BEVs. Foram 985 unidades emplacadas no mês, desempenho que colocou a marca chinesa diretamente atrás da líder BYD e à frente de fabricantes já estabelecidas no país. Imagem, crédito: Geely vira protagonista e acirra disputa dos elétricos no Brasil com salto histórico em novembro O avanço surpreendente consolida o EX2 como um dos modelos mais competitivos do segmento: sozinho, ele respondeu por 835 unidades, segundo dados da FENABRAVE. O EX5 completou o resultado mensal e ajudou a empurrar a Geely para um patamar que poucas estreantes alcançam tão rapidamente. Mercado desacelera, mas cresce no ano e a Geely se destaca no meio disso Mesmo com um recuo de 7,97% nas vendas de elétricos em relação a outubro, o mercado brasileiro manteve uma trajetória de expansão robusta: foram 7.202 BEVs emplacados em novembro, crescimento de 43,61% na comparação anual. No acumulado de 2025, o país já soma 67.913 elétricos vendidos alta de 21,75% sobre o mesmo período de 2024. A Geely, que iniciou suas operações há poucos meses, aparece na quarta colocação anual com 1.639 unidades, ultrapassando marcas tradicionais e sinalizando forte aceitação do consumidor brasileiro. A liderança geral permanece nas mãos da BYD, que registrou 4.485 emplacamentos em novembro. A Volvo segurou o terceiro lugar com 350 unidades e continua sendo a segunda força do ano no segmento premium. GM e Renault dividiram a quarta posição mensal, ambas com 296 unidades vendidas. No Top 10 também aparecem GWM, GAC, BMW, Omoda Jaecoo e JAC confirmando a diversidade de players que disputam a eletrificação no país. Por que a ascensão da Geely importa para o mercado brasileiro A arrancada da Geely ocorre em um momento em que o consumidor brasileiro demonstra maior confiança nos elétricos compactos e acessíveis exatamente a proposta dos modelos EX2 e EX5. O desempenho robusto em novembro reforça o potencial de crescimento da marca e sinaliza uma disputa cada vez mais equilibrada no segmento de entrada dos BEVs. Para o mercado, a ascensão acelerada da Geely funciona como um vetor de competitividade: amplia a oferta, pressiona preços e acelera a adoção de tecnologias importadas da China, hoje responsável por grande parte da inovação global em mobilidade elétrica. Top 10 BEVs – Novembro de 2025 BYD – 4.485 (62,27%) Geely – 985 (13,68%) Volvo – 350 (4,86%) GM – 296 (4,11%) Renault – 296 (4,11%) GWM – 214 (2,97%) GAC – 186 (2,58%) BMW – 78 (1,08%) Omoda Jaecoo – 67 (0,93%) JAC – 57 (0,79%) Top 10 BEVs – Acumulado Jan–Nov 2025 BYD – 49.995 (73,62%) Volvo – 4.587 (6,75%) GWM – 2.865 (4,22%) Geely – 1.639 (2,41%) GM – 1.597 (2,35%) Renault – 1.531 (2,25%) GAC – 1.177 (1,73%) BMW – 874 (1,29%) Omoda Jaecoo – 669 (0,99%) JAC – 536 (0,79%) Geely vira protagonista e acirra disputa dos elétricos no Brasil com salto histórico em novembro
- China avança em bateria sólida de nova geração e mira produção em escala já em 2027
A indústria chinesa de armazenamento de energia movimentou o setor automotivo nesta semana ao apresentar um dos desenvolvimentos mais ousados rumo à próxima geração de baterias de estado sólido. Créditos | Foto de: Li Auto A Sunwoda Electronic, em parceria tecnológica com a fabricante Li Auto, revelou um protótipo avançado de bateria polimérica que pode redefinir o padrão de desempenho dos veículos elétricos (VEs) a partir de 2027. Batizado de Xin-Bixiao , o novo sistema de armazenamento promete combinar alta densidade energética, durabilidade ampliada e custos industriais mais competitivos uma equação que hoje desafia fabricantes em todo o mundo. Segundo dados apresentados na Conferência de Desenvolvimento da Indústria de Baterias de Nova Energia , em Pequim, o eletrólito polimérico reticulado utilizado no projeto representa um avanço relevante em relação às soluções sulfuradas, que ainda enfrentam entraves de produção e estabilidade. Autonomia de 1.000 km e vida útil para mais de 1 milhão de quilômetros De acordo com a Sunwoda, a bateria atinge 400 Wh/kg de densidade energética e mantém desempenho consistente por mais de 1.200 ciclos suficiente para superar 1 milhão de quilômetros de rodagem em um veículo elétrico de uso cotidiano. Na prática, a tecnologia abre caminho para VEs com 1.000 km de autonomia por recarga , um patamar que reposiciona o mercado global e pressiona concorrentes europeus, japoneses e norte-americanos. O segredo da arquitetura está na utilização de ânodo de lítio metal com revestimento em gradiente , estratégia projetada para melhorar a condutividade iônica e minimizar a formação de dendritos, tradicional desafio que compromete segurança e longevidade em projetos de estado sólido. Laboratório já mira 520 Wh/kg e planos industriais avançam Um dos pontos que mais chamou atenção do EnergyChannel é a existência de uma versão de laboratório que já alcança 520 Wh/kg , utilizando a mesma base tecnológica. Embora ainda não esteja pronta para adoção automotiva, a demonstração reforça a velocidade das pesquisas chinesas e antecipa possíveis saltos de eficiência na segunda metade da década. Para levar a bateria ao mercado, a Sunwoda projeta concluir até o final de 2025 uma linha piloto de 0,2 GWh dedicada a células poliméricas de estado sólido . A empresa afirma que os equipamentos industriais estão instalados e passam pela fase final de calibração. Produção começa em 2026 e escala GWh em 2027 O cronograma divulgado pela fabricante estabelece produção inicial em pequenos lotes já para 2026 , com escala comercial em nível de gigawatts-hora a partir de 2027 . Montadoras chinesas e marcas premium globais já estão em conversas avançadas para integrar a Xin-Bixiao a futuros modelos topo de linha, o que coloca a tecnologia como candidata direta ao mercado internacional. Para o setor automotivo chinês, o impacto vai além da autonomia: trata-se de uma oportunidade para consolidar uma liderança global em inovação energética. Chen Shihua , vice-secretário-geral da Associação Chinesa dos Fabricantes de Automóveis, destacou que a chegada das baterias sólidas em massa “pode redefinir o equilíbrio competitivo dos veículos elétricos e fortalecer o domínio tecnológico da China” . Por que isso importa para o mercado global de energia? – Análise EnergyChannel Mudança de paradigma: Baterias de 400–520 Wh/kg colocam em xeque plataformas baseadas em lítio-ion convencional, que hoje giram entre 250–300 Wh/kg. Menos recargas, mais durabilidade: Autonomias de 1.000 km reduzem custos e devem acelerar a adoção de VEs em mercados que ainda hesitam por infraestrutura. Indústria em transição: A China avança rapidamente para dominar a cadeia de suprimentos e ditar o ritmo da próxima geração de tecnologias de armazenamento. Portas abertas para novos modelos de negócios: Montadoras premium tendem a adotar a tecnologia para criar versões de alta performance com diferenciação energética real. China avança em bateria sólida de nova geração e mira produção em escala já em 2027
- Brasil Avança na Modernização do Setor Elétrico com a Implementação de Medidores Inteligentes
Por FREDERICO BOSCHIN O governo brasileiro deu mais um passo decisivo para a modernização da sua infraestrutura energética, estabelecendo um quadro regulamentar robusto para a digitalização da rede de distribuição de energia elétrica do país. Brasil Avança na Modernização do Setor Elétrico com a Implementação de Medidores Inteligentes Através da Portaria Normativa MME Nº 111, de 18 de junho de 2025 , e da proposta detalhada na Nota Técnica N° 28/2025 , o Ministério de Minas e Energia (MME) delineia um plano ambicioso para acelerar o investimento em inovação e implementar medidores inteligentes em larga escala, prometendo um sistema elétrico mais eficiente, resiliente e transparente para milhões de brasileiros. A iniciativa visa substituir os medidores convencionais por dispositivos inteligentes, promovendo uma transformação digital gradual mas impactante, com um horizonte de implementação de até 10 anos. Objetivos Estratégicos da Digitalização. A referida Portaria Normativa estabelece que a digitalização vai além da simples troca de equipamentos; o objetivo é promover uma série de benefícios diretos para os consumidores e para o setor como um todo, incluindo: Inovação e Novos Serviços : Estimular a criação de novas soluções e serviços no setor elétrico; Abertura de Mercado : Favorecer a abertura do mercado de energia para consumidores de baixa tensão; Transparência e Eficiência : Aumentar a transparência sobre os dados de consumo e operação da rede, ajudando a reduzir perdas não técnicas (como furtos) e a inadimplência; Transição Energética : Impulsionar a transição para um modelo energético mais limpo e eficaz; e Modicidade Tarifária : Otimizar o uso e a operação dos sistemas elétricos para manter as tarifas justas. Uma Estratégia de Duas Fases para uma Rede Inteligente. A proposta do governo adota uma abordagem dupla, exigindo ação imediata a curto prazo enquanto prepara o terreno para uma transformação completa a longo prazo. FASE 1 – O IMPULSO DE CURTO PRAZO (PRIMEIROS 12 MESES) - Nos próximos 12 meses, todas as distribuidoras de energia elétrica deverão instalar um número adicional de medidores inteligentes correspondente a 4% das suas Unidades Consumidoras (UCs). Estima-se que esta ação inicial implemente cerca de 3,6 milhões de novos medidores em todo o Brasil. A meta é considerada bastante realista, visto que concessionárias como a Enel SP e a Copel já superaram este percentual nas suas áreas. A escolha das UCs que receberão os primeiros medidores será estratégica, priorizando áreas onde a tecnologia possa gerar os maiores benefícios, como locais com potencial para redução do consumo, dos custos operacionais e das perdas não técnicas. FASE 2 – A VISÃO DE LONGO PRAZO - Paralelamente, no mesmo período de 12 meses, as distribuidoras deverão realizar e apresentar à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) uma Análise de Custo-Benefício (ACB) detalhada sobre a implementação massiva de medidores inteligentes em toda a sua área de concessão. Se a análise for positiva, a empresa será obrigada a prosseguir com a implementação em larga escala ao longo da década seguinte. O que Torna um Medidor "Inteligente"? A nova regulamentação define um conjunto de funcionalidades mínimas que transformam um simples medidor numa poderosa ferramenta de gestão e empoderamento. As principais características incluem: Operações Remotas : Leitura de dados, assim como o corte e religamento dos serviços à distância, o que elimina a necessidade de visitas presenciais e agiliza o serviço. Empoderamento do Consumidor : Acesso dos consumidores aos seus dados de consumo através de aplicações, ampliando o uso do Open Energy , permitindo uma melhor gestão do uso de energia e dos custos. Segurança e Eficiência : Os medidores terão alarmes anti-fraude (anti-tamper), mecanismos de cibersegurança e permitirão uma deteção mais rápida de falhas na rede. Suporte a Energias Renováveis : A medição de energia e potência ativas de forma bidirecional é uma funcionalidade crucial para integrar a geração distribuída, como painéis solares. Tarifas Avançadas : A tecnologia permitirá a aplicação de tarifas baseadas no horário de uso (com, no mínimo, 4 postos tarifários programáveis), incentivando os consumidores a deslocarem o consumo para horários de menor procura. Custos e Benefícios da Modernização. O governo reconhece que este esforço de modernização implica um investimento significativo, que será incorporado na base regulatória e refletido nas tarifas de energia. Uma análise inicial estima que a implementação obrigatória dos primeiros 4% poderão ter um impacto tarifário médio de 0,93%. Contudo, a Nota Técnica enquadra este valor não como um custo, mas como um investimento estratégico com elevado potencial de retorno. As economias a longo prazo, resultantes da redução de despesas operacionais e de perdas de energia, deverão traduzir-se num alívio tarifário futuro. Para mitigar o impacto inicial, a proposta permite o uso de fundos do Programa de Eficiência Energética (PEE). Esta proposta abrangente será submetida a uma consulta pública, permitindo que a sociedade, os agentes do setor e os consumidores contribuam para a versão final da regulamentação. Esta iniciativa representa um dos passos mais significativos dos últimos anos para modernizar a infraestrutura energética do Brasil, abrindo caminho para uma rede elétrica mais inteligente, eficiente e focada no consumidor. Por FREDERICO BOSCHIN Advogado Sócio – Ferrari Boschin Advogados e Diretor Executivo – Noale Energia. Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – 2002; MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/RS) – 2007; Mestre em Direito Econômico pela Universidade de Lisboa (FDUL) – 2009; Pós Graduado em Engenharia de Energia pela PUC/RS – 2018; Pós Graduado em Regulação do Setor Elétrico pela UFRJ – 2024. Coordenador Regional (Santa Catarina) da Associação Brasileira de Energia Solar - ABSOLAR; Membro do Conselho de Infraestrutura (COINFRA) da Federação da Indústria do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS); Conselheiro Fiscal e Diretor de Energia Solar no Sindicato das Indústrias de Energias Renováveis do RS (SindienergiaRS); Professor do Curso de MBA em Energias Renováveis da PUC/RS – Disciplinas de Geração Distribuída; Professor do Curso de Pós-Graduação em Direito de Energia da PUC/MG – Disciplina de Geração Distribuída; Brasil Avança na Modernização do Setor Elétrico com a Implementação de Medidores Inteligentes
- Setor de baterias ganha novo impulso com parceria estratégica entre empresas dos EUA e da Coreia do Sul
O avanço das baterias de estado sólido acaba de ganhar um capítulo importante na indústria global de armazenamento de energia. Veículo de teste da Mercedes com bateria de estado sólido da Factorial | Imagem: Mercedes-Benz A norte-americana Factorial Energy , uma das startups mais avançadas na corrida por células de alta densidade energética, firmou um acordo de colaboração tecnológica com a sul-coreana Posco Future M , gigante na produção de materiais para baterias de próxima geração. A parceria mira o desenvolvimento de novos materiais catódicos e anódicos capazes de elevar o desempenho, a segurança e a viabilidade comercial das baterias de estado sólido tecnologia vista como o próximo salto no setor de veículos elétricos. Porque essa tecnologia é tão decisiva para o futuro dos veículos elétricos As baterias de estado sólido substituem os eletrólitos líquidos tradicionais por materiais sólidos, permitindo células mais compactas, com maior densidade energética e menor risco térmico. Isso se traduz em três avanços-chave para o consumidor final: Autonomia ampliada Carregamento mais rápido Níveis superiores de segurança Embora ainda em fase de pré-comercialização, demonstrações recentes da indústria reforçam o potencial dessa tecnologia. Em um teste recente, um veículo elétrico de luxo equipado com um protótipo de bateria de estado sólido percorreu mais de 1.200 quilômetros sem recarga um salto considerável frente às autonomias comerciais atuais e um indicativo de como essa inovação pode redefinir padrões globais. Parceria com montadoras e demonstrações de escala O avanço da Factorial Energy tem atraído atenção de grandes montadoras. A empresa já mantém cooperação tecnológica com marcas globais e prepara, junto a uma das maiores fabricantes do mundo, uma frota demonstrativa de veículos equipados com baterias de estado sólido prevista para chegar às ruas em 2026 . Esse movimento indica que a indústria começa a migrar da fase de pesquisa para testes práticos de integração em plataformas automotivas, um marco considerado essencial para o início da produção em larga escala. O que representa a entrada da Posco Future M no projeto A Posco Future M é uma das maiores fornecedoras de materiais avançados para baterias no mundo. A empresa sul-coreana passou a integrar o ecossistema da Factorial após testes bem-sucedidos com amostras de materiais catódicos para estado sólido, que demonstraram desempenho acima do esperado. Com o novo memorando de entendimento, as duas empresas pretendem: Desenvolver materiais específicos para baterias de estado sólido de próxima geração Criar uma cadeia de suprimentos global robusta e integrada Reduzir custos de produção em escala industrial Acelerar o cronograma de comercialização dessa tecnologia Essa cooperação reforça a estratégia de ambas em consolidar liderança em um mercado que deve movimentar bilhões de dólares ao longo da próxima década. O que esperar para os próximos anos Embora ainda não exista previsão de entrada massiva das baterias de estado sólido no mercado consumidor, a aproximação entre desenvolvedores de tecnologia e fornecedores estratégicos sugere que a maturidade comercial está cada vez mais próxima. A parceria entre Factorial Energy e Posco Future M confirma que a indústria global está mobilizada para transformar as baterias de estado sólido em uma solução comercialmente viável e não apenas em uma promessa tecnológica. Para o setor automotivo e para a transição energética mundial, trata-se de um passo crucial rumo a veículos elétricos mais competitivos, seguros e com autonomia muito além das atuais barreiras técnicas. Setor de baterias ganha novo impulso com parceria estratégica entre empresas dos EUA e da Coreia do Sul
- Colorado avança e impõe maior corte de emissões de gás já adotado por um estado americano
Em uma decisão que pode redefinir o futuro do aquecimento residencial nos Estados Unidos, o Colorado aprovou um novo e rigoroso padrão de descarbonização para as concessionárias de gás natural. Colorado avança e impõe maior corte de emissões de gás já adotado por um estado americano A Comissão de Serviços Públicos (PUC) aprovou, por 2 votos a 1, a exigência de que as distribuidoras reduzam 41% das emissões até 2035 , tomando como base os níveis de 2015 um nível de ambição que supera todas as propostas anteriores e fortalece o compromisso do estado com a neutralidade climática até 2050. A meta chega em um momento decisivo para o setor de energia. Enquanto alguns estados ensaiam políticas de transição, o Colorado se torna o primeiro a transformar em regra o que especialistas consideram inevitável: a migração acelerada de sistemas de aquecimento para tecnologias elétricas de alta eficiência, como bombas de calor , acompanhadas de medidas massivas de eficiência energética. Por que a decisão é histórica O Colorado já havia instituído, em 2021, uma legislação que obriga as concessionárias a oferecer soluções de aquecimento com emissões cada vez menores. Mas o corte de 41% inaugura uma nova fase: pela primeira vez, os reguladores definem metas de médio prazo que exigem ações estruturais e imediatas do setor. As alternativas consideradas mais eficientes segundo análises técnicas apresentadas ao governo incluem: substituição de equipamentos a gás por sistemas elétricos de alta performance ampliação de programas de isolamento térmico uso de redes térmicas e projetos-piloto de geotermia planejamento mais rigoroso para reduzir dependência de novos dutos e infraestrutura fóssil Estudos oficiais do próprio estado indicam que cumprir a nova meta evitará a emissão de 45,5 milhões de toneladas de gases de efeito estufa até 2035, além de reduzir poluentes atmosféricos que agravam asma, doenças cardiovasculares e problemas respiratórios. O impacto econômico estimado ultrapassa US$ 6 bilhões em benefícios e custos evitados . A disputa: metas conservadoras x ambição climática Durante o processo regulatório, as empresas de gás pressionaram por um corte bem menor entre 22% e 30% até 2035 argumentando que a eletrificação avançaria mais lentamente do que o previsto e poderia gerar custos extras aos consumidores. Essa proposta significaria, na prática, nenhum avanço adicional entre 2030 e 2035 . Órgãos estaduais inicialmente defenderam 41%, alinhados às obrigações da Lei de Aquecimento Limpo. Meses depois, suavizaram a recomendação para 31%. A Comissão, porém, decidiu restabelecer o nível mais robusto, destacando que a redução mais alta está de acordo com os requisitos legais e com a trajetória necessária para o estado alcançar emissões líquidas zero até meados do século. Impacto direto nas distribuidoras de gás A aprovação pressiona especialmente a Xcel Energy, maior distribuidora do estado, que mantém planos de investir mais de US$ 500 milhões por ano na infraestrutura de gás entre 2025 e 2029 um volume superior ao que pretende destinar à expansão de programas de aquecimento limpo. Especialistas alertam que seguir ampliando redes de gás pode criar um passivo financeiro duradouro. À medida que parte dos consumidores migra para tecnologias elétricas, aqueles que permanecerem dependentes do gás podem enfrentar tarifas mais altas , já que os custos da infraestrutura seriam divididos entre um grupo menor de usuários. Um novo sinal para os EUA A decisão do Colorado surge num momento em que estados como Massachusetts e Maryland desenvolvem suas próprias políticas de aquecimento limpo. O caso colorado se converte, agora, em referência nacional, mostrando que metas rigorosas podem ser implementadas ao mesmo tempo em que se promovem eficiência, inovação tecnológica e redução de custos públicos e privados. Enquanto isso, os incentivos federais para eletrificação residencial se aproximam do fim o que coloca ainda mais peso sobre decisões estaduais capazes de estruturar o mercado para a próxima década. O que vem pela frente As concessionárias devem apresentar planos detalhados de conformidade a cada quatro anos, e os próximos ciclos regulatórios definirão a velocidade real da transição. Embora o Colorado ainda não tenha antecipado metas além de 2035, os reguladores têm até 2032 para definir os padrões seguintes, que deverão aproximar o estado do compromisso de emissões zero até 2050 . O recado enviado pelo governo estadual é claro: o modelo tradicional baseado em gás fóssil está se tornando economicamente e ambientalmente insustentável. E os próximos anos serão decisivos para transformar o Colorado em um laboratório nacional da transição energética nas edificações. Colorado avança e impõe maior corte de emissões de gás já adotado por um estado americano
- Reino Unido desacelera nas vendas de carros elétricos, mas participação no mercado segue em alta
O mercado automotivo britânico viveu um novembro de contrastes. Enquanto o ritmo de crescimento nas vendas de veículos 100% elétricos (BEVs) avançou no menor nível dos últimos dois anos, a presença desses modelos no mercado continua a se consolidar sinal de que a transição energética no setor segue ativa, ainda que com novos desafios. Reino Unido desacelera nas vendas de carros elétricos, mas participação no mercado segue em alta Segundo levantamento do setor automotivo britânico consultado pelo EnergyChannel , foram registrados 39.965 novos carros elétricos a bateria em novembro , um crescimento de 3,6% na comparação anual. Mesmo com o avanço tímido, os BEVs alcançaram 26,4% de participação nas vendas de carros novos , ampliando sua fatia no mercado em 1,5 ponto percentual em relação ao ano passado. Cresce menos, mas cresce e domina cada vez mais o mercado Apesar de o crescimento ter sido o mais fraco desde 2023, os veículos totalmente elétricos já representam mais de um quarto das novas compras no país. E quando se amplia o olhar para todos os modelos eletrificados incluindo híbridos plug-in (PHEVs) e híbridos tradicionais (HEVs) a participação chega a 51,4% dos novos registros . Esse avanço mantém gasolina e diesel como minoria pelo terceiro mês consecutivo , um marco simbólico da mudança estrutural no consumo britânico. Queda geral do mercado afeta desempenho dos elétricos O desempenho morno dos elétricos ocorre em um mercado como um todo pressionado: o Reino Unido registrou 151.154 novos veículos , um recuo de 1,6% nas vendas totais — a sexta queda consecutiva em 2025 . A retração é explicada principalmente pela queda de 5,5% na demanda do consumidor individual , enquanto frotas corporativas (+0,2%) e empresas (+18%) ajudaram a segurar parte do volume. Novo imposto ainda não impactou os números mas preocupa Embora a discussão pública associe a desaceleração às mudanças fiscais anunciadas no Orçamento de Outono que prevê uma taxa de 3 centavos de libra por milha para veículos elétricos os dados de novembro ainda não refletem esse impacto, já que foram coletados antes da decisão. Para especialistas do setor, entretanto, a combinação entre incertezas regulatórias e a necessidade de ampliar incentivos pode estar influenciando a confiança dos consumidores. Sinal de alerta do setor “Mesmo com um mercado frágil, a adoção de veículos de emissão zero continua a avançar e isso é essencial. Mas o crescimento mais fraco em quase dois anos deve servir de alerta: não podemos considerar garantida a alta sustentada na demanda por elétricos.” O que esperar daqui para frente Com a nova taxação entrando em vigor e um mercado ainda oscilante, o desafio do Reino Unido será encontrar o equilíbrio entre políticas de arrecadação e estímulo à eletrificação. A trajetória recente mostra que a mobilidade elétrica já conquistou espaço mas sua expansão dependerá de previsibilidade econômica, infraestrutura de recarga e incentivos consistentes. O EnergyChannel seguirá acompanhando os desdobramentos da política britânica e seus impactos no futuro da eletromobilidade. Reino Unido desacelera nas vendas de carros elétricos, mas participação no mercado segue em alta
- BayWa r.e. fecha negociação de dois novos parques solares no Reino Unido e amplia presença no mercado europeu
A BayWa r.e. consolidou mais um movimento estratégico no mercado britânico de energia solar ao concluir a venda de dois grandes empreendimentos fotovoltaicos para a gestora internacional Capital Dynamics. BayWa r.e. fecha negociação de dois novos parques solares no Reino Unido e amplia presença no mercado europeu Juntos, os projetos Clump Farm (Leicestershire) e Yanel (North Somerset) ultrapassam 121 MWp de capacidade instalada reforçando a oferta de energia renovável em uma das regiões mais aquecidas da Europa para investimentos em geração limpa. Segundo apuração do EnergyChannel , os dois parques já contam com todas as autorizações de planejamento necessárias e foram desenvolvidos com foco em impacto ambiental positivo, incluindo ações para proteção de fauna e flora locais. Onde estão os projetos e qual o potencial energético Clump Farm Solar Park – Leicestershire Capacidade prevista: aprox. 77 MWp Destaque: projeto desenvolvido em amplo terreno rural, com integração de medidas de aumento de biodiversidade. Yanel Solar Park – North Somerset Capacidade prevista: 44 MWp Destaque: preparado para operar com soluções de gestão ambiental voltadas à restauração do solo e estímulo a habitats naturais. Ambos os empreendimentos foram estruturados em parceria com a Grune Energien Solar , reforçando o modelo colaborativo adotado pela BayWa r.e. na Europa. Empresa reforça estratégia de desenvolvimento e portfólio global Para a BayWa r.e., a transação simboliza mais um capítulo de um ciclo ativo de desenvolvimento e comercialização de ativos solares na Europa. Em comunicado enviado ao EnergyChannel , a empresa destacou que o fechamento reforça sua consistência no mercado britânico e internacional. John Milligan, diretor-geral da BayWa r.e. no Reino Unido, afirmou que os dois parques evidenciam o padrão de entrega das equipes técnicas e de desenvolvimento da companhia. Segundo ele, ver os projetos avançarem sob a gestão da Capital Dynamics fortalece o objetivo comum de ampliar o acesso à energia solar em larga escala no país. Já o COO global da BayWa r.e., Dr. Daniel Gaefke , destacou que as vendas recentes consolidam a estratégia da empresa de criar ativos de alto valor para investidores e operadores de longo prazo. “Os projetos representam o tipo de escala e qualidade que buscamos replicar em outros mercados, dentro e fora do Reino Unido”, reforçou. Capital Dynamics amplia exposição em renováveis Com a compra, a Capital Dynamics aumenta sua presença em infraestrutura solar em território britânico, segmento em que tem avançado com apetite nos últimos anos. A empresa deve assumir a fase final de construção e operação dos parques, somando os ativos a um portfólio crescente de geração distribuída e centralizada. Impacto para o mercado de energia solar no Reino Unido A transação reforça três tendências observadas pelo EnergyChannel no mercado britânico: Valorização de ativos prontos para construção (RTB) , cada vez mais disputados por investidores. Integração de critérios de biodiversidade como diferencial competitivo e regulatório. Consolidação de players globais , como BayWa r.e. e Capital Dynamics, no avanço da transição energética do país. Com mais esses dois projetos avançando para a fase de implantação, o Reino Unido amplia seu pipeline solar para atender às metas de neutralidade climática e expansão de renováveis até 2035. BayWa r.e. fecha negociação de dois novos parques solares no Reino Unido e amplia presença no mercado europeu
- Caixa amplia crédito e mira democratização da energia solar
Em um movimento que reforça a expansão das energias renováveis no país, a Caixa Econômica Federal anunciou uma nova linha de financiamento voltada exclusivamente para a instalação de sistemas de energia solar em residências de baixa renda. Caixa amplia crédito e mira democratização da energia solar A iniciativa busca reduzir barreiras de acesso e apoiar famílias que desejam diminuir a conta de luz e adotar uma fonte de energia mais sustentável. O programa estabelece que poderão participar famílias com renda mensal bruta de até R$ 9.600 , ampliando o alcance para um público que historicamente encontra dificuldades para financiar projetos fotovoltaicos. Segundo a Caixa, a medida responde ao crescimento da geração distribuída no país e à demanda crescente por soluções mais acessíveis. Condições mais flexíveis e foco em economia na conta de luz Embora os detalhes completos das taxas e prazos ainda não tenham sido divulgados oficialmente, a instituição informou que o financiamento contempla condições diferenciadas, permitindo parcelamento estendido e inclusão de equipamentos e instalação no mesmo contrato. A proposta é que a parcela mensal seja competitiva em relação ao valor atualmente pago nas contas de energia. Uma das metas do programa é estimular a independência energética de famílias que vivem em regiões com altos custos de eletricidade, além de incentivar a adoção de sistemas solares em áreas urbanas e rurais. Programa fortalece mercado fotovoltaico e deve beneficiar instaladores locais A abertura da nova linha de crédito deve movimentar empresas e instaladores credenciados em todo o Brasil. Profissionais do setor avaliam que a iniciativa pode impulsionar especialmente pequenos integradores, ampliando a demanda por projetos residenciais em comunidades de baixa e média renda. Especialistas consultados pelo EnergyChannel destacam que o programa chega em um momento estratégico: o país já ultrapassa 26 GW de capacidade instalada em geração distribuída, e o segmento residencial continua liderando novas conexões. Caminho para inclusão energética Com a iniciativa, a Caixa reforça sua atuação em projetos de impacto social, alinhando-se a metas ambientais e ao avanço da matriz energética limpa. A expectativa é que milhares de famílias tenham acesso a um sistema solar próprio algo que, até então, permanecia distante para grande parte da população. O EnergyChannel seguirá acompanhando os desdobramentos do programa, incluindo a confirmação das condições de financiamento e os impactos no setor fotovoltaico brasileiro. Caixa amplia crédito e mira democratização da energia solar
- Atiaia Renováveis anuncia nova diretora de Comercialização de Energia e Institucional
A Atiaia Renováveis, empresa de geração e comercialização de energia renovável do Grupo Cornélio Brennand, anuncia Regiane Yamanaka ao cargo de diretora de Comercialização de Energia e Institucional. Atiaia Renováveis anuncia nova diretora de Comercialização de Energia e Institucional A nomeação da executiva, que ingressou na companhia em 2020, reforça o compromisso da companhia com as soluções de energia renovável e o fortalecimento da comunicação estratégica com clientes e parceiros, além do relacionamento institucional. Com mais de 20 anos de experiência no setor elétrico, Regiane ingressou na Atiaia Renováveis como gerente de Inteligência de Mercado em 2020 e assumiu a gerência de Comercialização de Energia em 2023. É graduada em Administração de Empresas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com MBAs em Gestão Econômica e Financeira e em Big Data e Business Analytics, ambos pela Fundação Getulio Vargas (FGV), além de especialização em Gestão de Risco pelo Instituto Educacional BM&FBOVESPA. A executiva conta com passagens por organizações como a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e a AES Brasil. Sobre a Atiaia Renováveis A Atiaia Renováveis é uma empresa de geração e comercialização de energia renovável e tem como propósito ser um agente de transformação sustentável dos negócios de seus clientes e da vida das comunidades onde atua. A empresa, que é participante do Pacto Global da ONU, aplica as melhores práticas ESG de forma contínua em todos os seus processos e tem desenvolvido projetos de energia renovável, em linha com o seu planejamento estratégico. Nosso parque gerador contempla 556 MW, sendo 284 MW de usinas em operação e 272 MW de usinas pré-operacionais, todos empreendimentos de baixo impacto ambiental e fontes de energia limpa. Além disso, tem um pipeline de 1,7 GW em desenvolvimento de projetos em PCHs, solares e eólicos, os dois últimos destinados aos seus clientes no mercado livre de energia. Atiaia Renováveis anuncia nova diretora de Comercialização de Energia e Institucional
- SMA Grid Integration Executive Summit 2025 reúne líderes e expõe revolução tecnológica na estabilidade do sistema elétrico brasileiro
Por Ricardo Honório | Especial para o EnergyChannel São Paulo, 02 de dezembro de 2025 Num momento em que o sistema elétrico brasileiro enfrenta a maior transformação tecnológica desde a expansão hidrelétrica, o SMA Grid Integration Executive Summit 2025 reuniu, em São Paulo, algumas das principais lideranças do setor elétrico, especialistas internacionais, representantes do governo federal, ONS, empresas de tecnologia e investidores. SMA Grid Integration Executive Summit 2025 reúne líderes e expõe revolução tecnológica na estabilidade do sistema elétrico brasileiro A pauta central: estabilidade de rede , armazenamento de energia , inversores grid forming , cybersegurança e o avanço regulatório necessário para que o Brasil sustente sua transição energética com segurança e competitividade. O evento, promovido pela SMA Solar Technology , tornou-se rapidamente um dos encontros mais estratégicos do ano não como uma vitrine de produtos, mas como um fórum técnico de alto nível para discutir o futuro da operação elétrica em um país que já ultrapassa 90% de geração renovável instantânea em diversos períodos. A nova espinha dorsal do sistema elétrico: eletrônica de potência com papel protagonista O presidente da ABSAE , Markus Vlasits , abriu os debates reforçando que o Brasil está vivendo um ponto de inflexão na operação elétrica: “O inversor se tornou o coração do sistema elétrico moderno tanto para renováveis quanto para armazenamento. Ele deixa de ser apenas um conversor e passa a ser peça estratégica para autonomia do consumidor, segurança energética e modicidade tarifária.” Vlasits destacou que os desafios atuais resposta a perturbações, suporte à estabilidade, capacidade de curto-circuito e inércia sintética fazem dos inversores atores centrais da nova rede elétrica . A ABSAE defendeu que " grid forming" não é mais futuro: é uma necessidade imediata. Pontos-chave trazidos por Markus Vlasits: Inversores passam a cumprir funções históricas de máquinas síncronas. A estabilidade deixa de ser um efeito natural da geração convencional e passa a ser “prestada” pela eletrônica de potência. Debate sobre autonomia energética e tarifas precisa considerar tecnologia de controle avançado. Equipamentos de fabricantes globais como SMA tornam-se parte estratégica da segurança energética. Cibersegurança: a nova fronteira da infraestrutura crítica Num setor cada vez mais digitalizado, a proteção cibernética ganhou destaque especial. Luiz Fernando Moraes da Silva , diretor de Cibersegurança do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, alertou para a crescente exposição dos sistemas de energia: “Descarbonização, digitalização e descentralização trazem uma nova camada de risco. A infraestrutura elétrica passa a ser também uma infraestrutura digital. O governo está avançando em políticas, normativos e ações concretas para proteger o setor.” Luiz Fernando destacou que o governo está trabalhando em: Políticas nacionais de cibersegurança voltadas ao setor elétrico ; Padronização de requisitos mínimos para ativos digitais de energia ; Integração entre operadores, governo e empresas privadas para troca de inteligência; Apoio à criação de padrões para redes híbridas de TI e OT , cada vez mais comuns em plantas renováveis. Quando a rede perde inércia: o alerta técnico sobre o novo sistema elétrico O consultor e referência nacional em sistemas elétricos, José Marangon , trouxe uma explicação crucial para entender o momento do setor: “Estamos migrando de um sistema baseado em máquinas síncronas para um sistema baseado em inversores. Isso muda tudo.” Marangon lembrou que: A redução da inércia e da corrente de curto-circuito está por trás de eventos reais, como os apagões de agosto de 2023. Inversores convencionais não oferecem naturalmente as mesmas funções de estabilização que turbinas girantes oferecem. A tecnologia grid forming da SMA e de outros fabricantes já é capaz de suprir parte dessas lacunas, oferecendo inércia sintética , contribuição de corrente de falta e suporte avançado à estabilidade transitória . “Essa tecnologia não é apenas desejável ela é necessária para que a rede continue estável com a penetração massiva das renováveis.” Mercado, regulação e a experiência internacional: o que o Brasil precisa aprender O painel com Aaron Gerdemann , líder global de novos negócios da SMA, trouxe um panorama claro: o mundo não está fazendo ajustes está vivendo uma revolução energética . “É uma revolução, não uma transição gradual. O Reino Unido, por exemplo, criou um mercado aberto para compra de estabilidade. Fabricantes e investidores podem ofertar soluções tecnológicas para manter a rede segura. O Brasil deve seguir esse caminho.” Aaron detalhou casos da Austrália, Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido, onde: A estabilidade se tornou um serviço remunerado , não uma consequência da geração; Sistemas BESS grid forming substituem usinas térmicas em funções de estabilidade; A regulação evoluiu mais rápido do que a expansão de renováveis — o oposto da realidade latino-americana. SMA: experiência global e ambição de liderar o mercado brasileiro O gerente de vendas da SMA no Brasil, Henrique Almeida , reforçou que o evento foi pensado como um fórum técnico, e não comercial: “O objetivo foi compartilhar conhecimento global sobre estabilidade de rede. Sistemas de controle, comunicação, redundância cibernética tudo isso passa a ser tão importante quanto o inversor em si.” Henrique destacou: O Power Plant Manager da SMA como núcleo digital do sistema; A crescente demanda por segurança cibernética integrada à automação das usinas; A preocupação dos clientes com a complexidade técnica dos projetos de estabilidade; A importância de ter parceiros experientes: “A SMA é hoje a empresa com maior experiência global em serviços ancilares para estabilidade de rede.” ONS: aproximação com a indústria é crucial para o futuro Representando o Operador Nacional do Sistema (ONS) , André Della Rocca Medeiros destacou o valor do encontro: “Eventos como este ajudam o ONS a se aproximar da indústria de baterias e inversores avançados. Precisamos entender profundamente as características e possibilidades desses equipamentos para operá-los com segurança.” André reforçou: O ONS está estudando experiências internacionais para adaptar requisitos técnicos brasileiros; A regulação impacta diretamente a decisão de investimento em armazenamento; Baterias com controle avançado serão parte integrante da operação do sistema no futuro próximo. Cibersegurança na prática: vulnerabilidade e risco para sistemas elétricos O CEO da Vultus CyberSecurity, Alexandre Brum , apresentou dados inéditos sobre risco digital no setor elétrico brasileiro: “O setor vive um descompasso entre a evolução da TI e da OT. Isso cria superfícies de ataque perigosas. É fundamental integrar segurança desde a concepção dos projetos.” Entre os principais achados: O setor elétrico brasileiro está entre os mais atrativos para atacantes por seu valor estratégico; Vulnerabilidades crescem com redes híbridas, inversores conectados e sistemas SCADA expostos; A indústria precisa avançar em monitoramento, criptografia, hardening e políticas de compliance. Mercado responde: empresas buscam tecnologia para estabilidade imediata Para Carlos Café , fundador da Aevo Energia , o Brasil vive um momento crítico: “Estabilidade de rede é hoje o tema mais moderno das redes elétricas do mundo. A SMA é pioneira. Estamos aqui para aprender e replicar soluções reais no Brasil.” Ele reforçou que os estudos apresentados mostram aplicações já consolidadas na Alemanha, Austrália e Inglaterra e que o Brasil precisa acelerar. Modelagem, simulação e rigor técnico: o novo padrão exigido para o setor O engenheiro da SMA, Bruno Furtado , destacou que o desafio agora não é apenas construir sistemas de bateria, mas provar matematicamente que eles funcionam em condições extremas : “O Brasil está seguindo o caminho de mercados avançados. Equipamentos precisam atender requisitos rigorosos, e a performance simulada deve ser comprovada em campo. Esse é o grande desafio dos projetos.” Bruno apontou: A necessidade de modelos detalhados e validados junto ao ONS; Requisitos de grid forming que exigem tecnologia madura; Possibilidade de empilhamento de receitas para viabilizar economicamente os projetos. SMA na América Latina: educação, transferência tecnológica e impacto social Em entrevista exclusiva ao Power Storage Show (EnergyChannel) , apresentada por Peter Salles Geib , o gerente geral da SMA na América do Sul, Daniel Rosende , enfatizou que a educação técnica e a transferência de conhecimento são pilares do desenvolvimento regional: “Transferência tecnológica não é só importar equipamentos. É treinar pessoas, capacitar instaladores, formar equipes locais. Sem isso, não há transição energética justa.” Rosende detalhou: Programas contínuos de treinamento técnico com parceiros no Brasil, Chile e México; A importância de alinhar tecnologia com normas internacionais e locais; O compromisso da SMA em apoiar projetos-piloto e replicar modelos globais bem-sucedidos na região. Sobre o mercado brasileiro, Rosende foi enfático: “O Brasil é um dos maiores mercados energéticos do mundo. O potencial é enorme, mas a regulação precisa evoluir para permitir estabilidade e segurança com alta penetração renovável.” Ele também revelou casos de sucesso da SMA no Brasil, como: Gestão de demanda em indústria de grande porte (Coca-Cola); Showroom de estabilidade em Brasília; Primeiro sistema de irrigação off-grid com solar + baterias + térmica da América Latina. Conclusão: o Brasil está pronto falta acelerar regulatórios e integrar tecnologia O SMA Grid Integration Executive Summit 2025 deixou claro que o país tem: Mercado; Competência técnica; Experiência internacional disponível; Fabricantes prontos para entregar soluções avançadas. O que falta é sincronizar regulação, investimento e implementação técnica para que o Brasil lidere a próxima etapa da transição energética global. E, como resumiu Aaron Gerdemann na plenária final: “O futuro do setor elétrico não será uma adaptação será uma reinvenção.” Rodrigo Cardoso Gatti - Gerente Geral da SMA Brasil SMA Grid Integration Executive Summit 2025 reúne líderes e expõe revolução tecnológica na estabilidade do sistema elétrico brasileiro
- Último treinamento gratuito e presencial da SolaX Power em 2025 será em Uberlândia
A capacitação voltada aos profissionais que empreendem no setor de energia solar acontece no dia 11.12 Os participantes terão acesso a informações de mercado, além da parte técnica sobre os sistemas de armazenamento de energia, incluindo atividades práticas nos equipamentos Por Simone CesárioAssessoria de Imprensa da SolaX Power Com cerca de três mil profissionais capacitados nos últimos dois anos em todo o Brasil, a SolaX Power promove o seu último treinamento presencial de 2025, que contará com a presença de Hewerton Martins, presidente do Movimento Solar Livre. Será no dia 11 de dezembro, a partir das 9 horas, no SolaX Center – centro de treinamento da multinacional, localizado na rua Silviano Brandão, 98 – Fundinho – Uberlândia. Os interessados devem garantir sua participação efetuando a inscrição no link Treinamento Hands-On da SolaX Power | Uberlândia em Uberlândia - Sympla A capacitação, que engloba conceitos teóricos e práticos acerca dos sistemas de armazenamento de energia, será conduzida pelo time da SolaX Power - Gilberto Camargos e Matheus Henrique Marconi. Vale destacar que o espaço conta com equipamentos modernos que poderão ser explorados pelos participantes. Sobre a SolaX Power - Fundada em 2012, a SolaX Power é consolidada como uma das principais fornecedoras globais de soluções solares e de armazenamento. Sendo uma empresa de capital aberto na Bolsa de Valores de Xangai e uma das fabricantes pioneiras de inversores híbridos na Ásia, a SolaX Power caminha hoje para a sua quinta geração de inversores híbridos. Com mais de 3.000 funcionários em todo o mundo, 100 patentes globais e mais de 1.100 certificações de mercado, a empresa reforça sua posição como líder no setor. Último treinamento gratuito e presencial da SolaX Power em 2025 será em Uberlândia











