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- Conheça quatro estratégias para viabilizar projetos de energia solar em regiões de baixa irradiação
Avanços em painéis, baterias e gestão energética tornam possível gerar mais energia mesmo quando o sol aparece menos Conheça quatro estratégias para viabilizar projetos de energia solar em regiões de baixa irradiação O setor solar brasileiro segue em ritmo acelerado. A capacidade instalada já ultrapassa 60 GW, o que representa cerca de um quarto da matriz elétrica nacional e coloca o país entre os maiores geradores de energia fotovoltaica do mundo. Além disso, as projeções para o fim do ano indicam a adição de mais de 13 GW. Na geração distribuída, o crescimento também impressiona: já são mais de 3,7 milhões de sistemas instalados em residências, comércios e propriedades rurais, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). Com a maturidade do mercado solar no Brasil e a expansão acelerada da geração distribuída, a discussão deixou de ser apenas “ter sol suficiente” e passou a ser “como gerar mais com menos luz solar”. Segundo Rodrigo Bourscheidt, CEO da Energy+, rede de tecnologia em energias renováveis, a combinação de quatro estratégias é essencial para viabilizar projetos em regiões de baixa irradiação: Use painéis mais eficientes - Existem diferentes categorias de painéis solares, e alguns conseguem aproveitar melhor a luz mesmo quando o sol é mais fraco. As tecnologias mais novas, como TOPCon e HJT, produzem mais energia na mesma área do que os painéis tradicionais do tipo PERC , que usam uma camada na parte traseira da célula para reduzir perdas de luz. “Em regiões com baixa incidência solar, essa eficiência extra faz muita diferença para garantir bom desempenho e retorno financeiro”, explica Bourscheidt. Aposte em painéis que geram dos dois lados - Painéis bifaciais conseguem captar luz tanto pela frente quanto pelo verso. “Quando instalados sobre superfícies claras ou refletivas, como pisos pintados, telhados claros ou estruturas elevadas, eles recebem luz indireta extra e aumentam a produção. Essa solução é especialmente útil em locais onde o sol é fraco ou muda bastante ao longo do dia”, orienta o executivo Utilize microinversores e otimizadores - Em telhados com sombra parcial, diferentes inclinações ou obstáculos, um painel pode acabar prejudicando a produção dos outros. Segundo Rodrigo, “microinversores e otimizadores evitam isso ao permitir que cada painel trabalhe de forma independente. Na prática, eles reduzem perdas e fazem o sistema render mais, mesmo em locais com condições menos ideais”. Combine energia solar com baterias e gestão inteligente - Armazenar energia em baterias e usar sistemas de controle que decidam automaticamente quando consumir ou guardar energia ajuda a aproveitar melhor o que foi gerado. “Em regiões de sol fraco ou variável, essa combinação garante mais autonomia, protege contra quedas de energia e permite usar eletricidade solar nos horários mais caros da conta”, diz Bourscheidt. “Não existe uma solução única e sim um projeto bem feito”, afirma Rodrigo. “Em locais com baixa incidência solar, a diferença está nos detalhes: escolher a tecnologia de painel mais adequada, usar acompanhamento solar quando fizer sentido, aproveitar os ganhos de albedo , que são os reflexos da luz em superfícies claras, como pisos ou telhados que devolvem luminosidade para o painel e integrar armazenamento. É assim que transformamos pouco sol em mais eficiência”, conclui o CEO da Energy+. Sobre a Energy+ Fundada em 2019, em Toledo no Paraná (PR), a Energy+ é uma rede de tecnologia em energias renováveis que oferece soluções voltadas para a geração de energia distribuída. Figurando entre as 50 maiores empresas do segmento no Brasil, a Energy+ atua desde o desenvolvimento e a construção, até o financiamento e operações da cadeia de energia solar. Conheça quatro estratégias para viabilizar projetos de energia solar em regiões de baixa irradiação
- ABB e E.ON decidem atuar em eficiência energética
Empresas unem forças para oferecer projetos de economia de energia que não demandam investimento inicial ABB e E.ON decidem atuar em eficiência energética São Paulo, 5/01/2026 -- A fabricante de equipamentos elétricos ABB e a consultoria europeia especializada em gestão energética E.ON firmaram parceria para explorar oportunidades no mercado de projetos de eficiência energética. Pelos termos do acordo, a ABB e E.ON vão oferecer prioritariamente a indústrias de transformação projetos de eficiência energética que aliam as respectivas expertises das empresas, no caso da ABB, equipamentos e sistemas elétricos de alta eficiência e, no da E.ON, soluções financeiras e de gestão de operações. Em comunicado , as duas empresas disseram querer atuar com projetos de eficiência energética remunerados pela economia de energia gerada, ou seja, que se pagam no tempo, de forma que seus clientes possam modernizar seu parque de máquinas para economizar energia e reduzir emissões sem a necessidade de investimento inicial. “A parceria aborda uma barreira crítica identificada pela Agência Internacional de Energia: o financiamento, que atrasa a implementação de medidas de eficiência energética”, afirmou Christoph Hiesgen, head de Desenvolvimento de Negócios da E.ON, no comunicado. “Com a oferta de soluções completas, ABB e E.ON podem remover obstáculos de investimento e tornar a eficiência energética acessível, mensurável e lucrativa”, seguiu o executivo. A parceria da ABB com a E.ON terá como foco o mercado europeu, onde a demanda por energia limpa resiliente e projetos de descarbonização estão em alta, de forma especial na indústria alimentícia, química, siderúrgica, de vidro, papel e celulose, além do setor de data centers. Modelo similar de negócio, no entanto, já é utilizado pela ABB em outras partes do mundo, inclusive no Brasil. No país sul-americano, a fabricante de equipamentos elétricos, em parceria com a consultoria Vitalux-Ecoativa, estruturou um projeto com essas características para a Companhia Águas de Joinville (CAJ) , empresa pública de saneamento responsável pelo abastecimento de cerca de 600 mil moradores da cidade de Joinville, em Santa Catarina. O projeto contemplou a modernização de 17 motobombas de uma estação que coleta água para metade da população de Joinville, com a troca de motores antigos por modelos de padrão IE4, 20% mais eficientes do que os motores IR3 exigidos no Brasil, motores IE5 ainda mais eficientes do que os IE4, inversores de frequência e soluções digitais. A modernização será viabilizada com a economia de energia gerada pelos novos equipamentos e sistemas, de cerca de 8.000 MWh por ano, ou R$ 4,7 milhões, nas projeções da Vitalux-Ecoativa, que ainda serão verificadas. Além disso, o projeto deve mitigar 800 toneladas de CO2 por ano do balanço de carbono da empresa pública. “Nossa abordagem conjunta permitirá que empresas mantenham foco no ‘core-business’, enquanto cuidamos da infraestrutura de energia”, disse no texto Erich Labuda, presidente da Divisão Motion Services da ABB. ABB e E.ON decidem atuar em eficiência energética
- Transição Energética e Soberania
Por Marcelo Santos Rodrigues Os acontecimentos recentes envolvendo a Venezuela me levaram a retomar a relembrar a leitura de O Novo Mapa , de Daniel Yergin. Não como um exercício teórico, mas como parte do meu hábito profissional de revisitar obras estruturantes sempre que o contexto global emite sinais claros de mudança. Essa releitura reforçou minha convicção : a transição energética precisa ser compreendida como uma agenda estratégica de soberania nacional, e não como um debate ideológico ou conjuntural . Yergin não escreve apenas sobre energia. Ele escreve sobre poder, segurança e estratégia. Energia continua sendo variável de poder Uma das mensagens mais consistentes de O Novo Mapa é que, apesar das transformações tecnológicas, a energia permanece no centro da estabilidade econômica e geopolítica dos países. O livro demonstra como conflitos, alianças e rearranjos de poder sempre estiveram associados ao controle de recursos energéticos e de infraestrutura crítica. A guerra na Ucrânia deixou essa realidade explícita. Os episódio recente envolvendo a Venezuela reforçam a mesma lógica histórica: países com relevância energética seguem sendo peças centrais no tabuleiro global , especialmente quando enfrentam fragilidades institucionais. Essa constatação independe de alinhamentos políticos. Trata-se de uma agenda estrutural. A transição amplia não elimina a geopolítica da energia Ao revisitar a livro de Yergin, fica evidente que a transição energética não substitui a geopolítica da energia . Ela a amplia e a torna mais sofisticada. Hoje, além do petróleo e do gás, entram definitivamente no centro da estratégia nacional: sistemas elétricos resilientes, armazenamento de energia, minerais críticos (Terras Raras), hidrogênio e novos vetores, digitalização e controle de dados energéticos. Na prática, as grandes potencias estão conduzindo suas transições com objetivos claros: reduzir dependências, fortalecer suas indústrias e proteger sua segurança energética. O discurso ambiental existe, mas a lógica predominante é estratégica. O Brasil no novo mapa energético O Brasil possui atributos relevantes para ocupar uma posição de destaque nesse novo mapa: matriz elétrica limpa, liderança em biocombustíveis e enorme potencial em minerais críticos. Soma-se a isso a oportunidade de avançar em armazenamento, modernização de redes e soluções descentralizadas. Mas reforço um alerta que considero fundamental : vantagem natural não se converte automaticamente em soberania energética . Sem coordenação entre política energética, política industrial, tecnologia e desenvolvimento territorial, o país corre o risco de continuar exportando atributos naturais e importando soluções estratégicas. Transição energética como política de Estado Tenho defendido de forma consistente que a transição energética no Brasil precisa ser tratada como política de Estado . Isso significa: planejamento de longo prazo, previsibilidade regulatória, fortalecimento de cadeias produtivas locais, investimento em infraestrutura e armazenamento, governança clara sobre ativos estratégicos. Sem essa abordagem, a transição pode até avançar tecnicamente, mas continuará frágil do ponto de vista da soberania. Conclusão Revisitar O Novo Mapa neste momento ajuda a separar narrativa de estratégia. O mundo está redesenhando seus mapas energéticos, e esse processo não é neutro nem automático. A transição energética é inevitável.O protagonismo é uma escolha. Para quem atua no setor de energia, infraestrutura e políticas públicas, recomendo fortemente a leitura de O Novo Mapa , de Daniel Yergin. É uma obra que ajuda a interpretar o presente com menos paixão e mais racionalidade estratégica. No novo mapa da energia, soberania não é discurso.É construção contínua. Marcelo Santos Rodrigues é executivo sênior dos setores de energia e infraestrutura, com atuação em transição energética, armazenamento de energia e estratégia. É Advisor da UCB Power , Co-Founder e Conselheiro da ABSAE – Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de energia & Partner da MR Partners , onde atua na aceleração de negócios de impacto e no apoio estratégico a empresas, investidores e conselhos.Colunista – Energy Channel Transição Energética e Soberania
- 2026: A Economia em Transição Climática
Entramos em 2026 com uma certeza difícil de ignorar: a crise climática deixou de ser episódica e passou a ser estrutural. Se em 2025 os sinais eram de alerta, agora o impacto é consolidado. 2026: A Economia em Transição Climática O custo econômico se multiplica em áreas como seguros, energia, alimentos e saúde, e tanto Estados quanto empresas se veem em uma zona inédita de responsabilização. A adaptação climática já não é uma opção, mas prioridade orçamentária. Sustentabilidade, antes discurso, tornou-se compliance obrigatório. A aprovação da Lei Federal nº 15.042, de dezembro de 2024, que instituiu o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), é um marco nesse processo. A legislação cria mecanismos de mercado para regular emissões e responsabilizar empresas, e sua implantação gradual impactará todos os setores da economia. Quem não se adapta paga mais caro seja em multas, em perda de competitividade ou em reputação. Setores já em adaptação • Agronegócio : A agricultura de baixo carbono já é realidade em várias regiões. Técnicas como plantio direto, integração lavoura-pecuária-floresta e uso de bioinsumos estão sendo ampliadas. Grandes exportadores sabem que mercados internacionais exigem rastreabilidade e comprovação de práticas sustentáveis. • Energia : O setor elétrico acelera a transição para fontes renováveis. A expansão da energia solar e eólica, somada a investimentos em biomassa e hidrogênio verde, mostra que o Brasil tem potencial para liderar a matriz energética limpa. Empresas de petróleo e gás, por sua vez, enfrentam pressão para diversificar portfólios e reduzir emissões. • Indústria : A indústria pesada, como siderurgia e cimento, já investe em tecnologias de captura e armazenamento de carbono. O setor automotivo acelera a produção de veículos elétricos e híbridos, enquanto a indústria química busca alternativas menos poluentes para processos produtivos. • Serviços financeiros : Bancos e seguradoras incorporam riscos climáticos em suas análises. Linhas de crédito verdes e seguros adaptados a eventos extremos tornam-se instrumentos obrigatórios. Investidores exigem relatórios ESG detalhados e auditados. • Tecnologia e inovação : Startups e empresas de tecnologia desenvolvem soluções para monitoramento de emissões, eficiência energética e economia circular. A inteligência artificial é aplicada para prever eventos climáticos e otimizar cadeias produtivas. Novos empregos e competências A transição abre espaço para milhares de novos empregos. Engenheiros ambientais e energéticos, gestores de riscos climáticos, auditores de compliance verde, especialistas em economia circular e comunicadores ambientais serão cada vez mais demandados. Universidades e academias precisam adaptar currículos, e entidades de classe devem oferecer capacitação inclusiva, garantindo que oportunidades não fiquem restritas às grandes consultorias. Democratizar o acesso é essencial para criar uma economia dinâmica e competitiva. Ética e filosofia como cerne É fundamental lembrar que a crise climática não pode ser transformada em mero balcão de negócios. O cerne da questão é ético e filosófico: trata-se da sobrevivência coletiva. Pensadores como Hans Jonas já alertavam para a responsabilidade pelo futuro, e essa responsabilidade precisa guiar empresas, governos e cidadãos. Oportunismo não pode substituir compromisso. Reflexão final 2026 é o ano em que o discurso se torna prática. Empresas que antes tratavam sustentabilidade como marketing agora precisam provar resultados. Governos que adiavam decisões enfrentam pressões orçamentárias. E cidadãos que viam a crise climática como distante agora sentem seus efeitos no bolso e na saúde. O otimismo está em perceber que, se a ética for o guia, a transição energética e ecológica pode gerar inovação, inclusão e prosperidade. O Brasil tem a chance de liderar, mas precisa garantir que essa transformação seja democrática e inclusiva. 2026: A Economia em Transição Climática
- Petróleo venezuelano fora do radar da China pode redesenhar fluxos globais de energia
A reorganização do poder político na Venezuela e a sinalização de controle direto dos Estados Unidos sobre o setor petrolífero do país latino-americano tendem a provocar efeitos assimétricos sobre o mercado global de energia com impactos específicos para a China, maior compradora histórica do petróleo venezuelano. Foto, reprodução; Venezuela pode redesenhar fluxo global de petróleo ao excluir China do novo arranjo energético A possibilidade de interrupção ou redirecionamento das exportações da Venezuela surge após declarações de Washington indicando que a produção local passará a ser administrada por empresas americanas, com vendas concentradas em mercados considerados estratégicos. A exclusão explícita da China desse novo arranjo marca uma inflexão relevante na geopolítica energética internacional. Impacto limitado no curto prazo, estrutural no longo Apesar do peso simbólico da Venezuela no fornecimento de petróleo para a China, o impacto imediato sobre o abastecimento chinês tende a ser moderado. O petróleo venezuelano respondeu por uma fatia relativamente pequena das importações totais chinesas em 2025, o que reduz riscos de descontinuidade no curto prazo. Além disso, volumes significativos de petróleo venezuelano sujeitos a sanções seguem armazenados em navios-tanque e estruturas offshore, funcionando como um colchão temporário de oferta. Esse estoque pode amortecer choques iniciais enquanto Pequim ajusta sua estratégia de compras. Um petróleo difícil de substituir O desafio maior para a China não está no volume, mas na qualidade do petróleo venezuelano . Trata-se de um óleo pesado, com alto teor de enxofre e sedimentos, utilizado de forma estratégica na produção de betume insumo essencial para obras de infraestrutura, pavimentação rodoviária e projetos urbanos de grande escala. Substituir esse tipo específico de petróleo exige ajustes técnicos nas refinarias ou a busca por fornecedores alternativos com características semelhantes, o que pode elevar custos e pressionar cadeias industriais ligadas à construção civil. Sinal de alerta no sistema financeiro chinês O novo cenário também começa a reverberar no sistema financeiro da China. Autoridades regulatórias passaram a mapear a exposição de bancos, seguradoras e grandes credores a ativos, financiamentos e projetos vinculados à Venezuela. Esse movimento indica uma avaliação preventiva de riscos, especialmente diante da incerteza sobre contratos, garantias e fluxos futuros associados ao setor energético venezuelano. Reconfiguração geopolítica em curso Mais do que um episódio isolado, a mudança no controle do petróleo da Venezuela reforça uma tendência mais ampla: a fragmentação dos mercados energéticos globais em blocos geopolíticos. Para a China, o episódio pode acelerar a diversificação de fornecedores e fortalecer investimentos em segurança energética, refino avançado e alternativas ao petróleo pesado. Para os Estados Unidos, o movimento amplia sua influência direta sobre um dos maiores reservatórios de petróleo do mundo, reposicionando a Venezuela como ativo estratégico em um cenário global cada vez mais competitivo. Petróleo venezuelano fora do radar da China pode redesenhar fluxos globais de energia
- OPEP+ Mantém Estratégia de Contenção de Oferta e Impulsiona Preços em Meio à Volatilidade Geopolítica
O grupo OPEP+, liderado pela Arábia Saudita e Rússia, confirmou a manutenção de seus cortes de produção até o final do primeiro trimestre de 2026. A decisão, alinhada com a gestão estratégica da oferta, visa sustentar a estabilidade dos preços do petróleo no mercado global, que já reage com alta em função das crescentes tensões geopolíticas. OPEP+ Mantém Estratégia de Contenção de Oferta e Impulsiona Preços em Meio à Volatilidade Geopolítica Contexto e Decisões Estratégicas A decisão, ratificada em 30 de novembro de 2025, reafirma o compromisso dos principais produtores de petróleo em gerenciar ativamente o balanço entre oferta e demanda. O movimento é uma resposta direta à incerteza econômica global e ao crescimento contínuo da produção de países não-membros, como os Estados Unidos, Brasil e a emergente Guiana. Ao estender os cortes, o cartel sinaliza que sua prioridade de curto prazo é a sustentação do preço do barril, em detrimento da disputa por fatia de mercado. A manutenção das cotas de produção é um mecanismo regulatório que busca mitigar a volatilidade do mercado, especialmente em um cenário onde a demanda global, embora crescente (com projeções da OPEP de 1,4 milhão de barris por dia de aumento em 2026), ainda é sensível a choques macroeconômicos. A estratégia de contenção de oferta tem sido o principal fator de suporte para os preços do Brent e do WTI, que iniciaram o ano de 2026 em patamares elevados. Impactos para o Mercado Global A política de contenção da OPEP+ gera impactos multifacetados nos pilares econômico, regulatório e tecnológico do setor de energia. A volatilidade adicional introduzida por eventos geopolíticos, como a recente turbulência na Venezuela, reforça a percepção de risco no fornecimento, permitindo que a OPEP+ mantenha sua política restritiva com maior justificativa de mercado. A Venezuela, detentora das maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, representa um fator de incerteza que, paradoxalmente, beneficia a estratégia de preços do cartel no curto prazo. Leitura Estratégica EnergyChannel A decisão da OPEP+ de estender os cortes de produção é um movimento pragmático que reflete a prioridade do grupo em proteger suas receitas em um ambiente de incerteza. O mercado deve interpretar essa ação como um sinal claro de que a gestão ativa da oferta permanecerá a tônica em 2026, independentemente das pressões externas por maior produção. Para as economias globais, isso sinaliza a persistência de um piso de preço elevado para o petróleo, o que manterá a pressão sobre os bancos centrais no combate à inflação e acelerará a busca por soluções de segurança energética fora da dependência de produtores tradicionais. A longo prazo, essa política pode inadvertidamente catalisar a inovação e o investimento em tecnologias de energia limpa, alterando fundamentalmente a matriz energética global. OPEP+ Mantém Estratégia de Contenção de Oferta e Impulsiona Preços em Meio à Volatilidade Geopolítica
- Belo Monte gerou quase 10% da energia demandada pelo país na semana do Ano Novo
Onda de calor que atinge a região Sudeste contribuiu para aumento do consumo nacional, que ficou acima de 91 GW nos horários de pico, entre domingo (28) e quinta-feira (1°) Belo Monte gerou quase 10% da energia demandada pelo país na semana do Ano Novo A onda de calor que atinge a região Sudeste contribuiu de forma significativa para o aumento do consumo de energia elétrica no país nos últimos dias do ano de 2025, que ficou acima do previsto pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico. Em capitais como Rio de Janeiro e São Paulo, as temperaturas foram até 8°C superiores ao esperado para o período, o que demandou uma maior carga do Sistema Interligado Nacional. Com o consumo de energia acima dos 91 GW nos horários de pico, entre domingo (28) e quinta-feira (1°), a Usina Hidrelétrica Belo Monte gerou 8,55 GW, em média. O número equivale a 9,3% da demanda nacional e ao consumo de 28 milhões de residências. Já no feriado de 1° de janeiro, Dia da Confraternização Universal, o pico da carga demandada pelo país atingiu 85 GW. Na ocasião, Belo Monte gerou 7,2 GW, o que representa 8,5% do total e o consumo de 23,6 milhões de residências. Na semana do Natal, entre segunda (22) e sábado (27), o calor também contribuiu para o aumento da demanda. Com isso, o consumo de energia no país atingiu, durante o horário de pico, valores entre 85 GW e 100 GW. A contribuição de Belo Monte nesses momentos ficou entre 5 e 7% do total, o suficiente para atender a até 19,6 milhões de residências. Os números revelam o quanto a geração da energia de Belo Monte é essencial para o Brasil. Enquanto o Sudeste e o Centro-Oeste estão no verão, preservando água para que os níveis dos reservatórios da região estejam mais altos quando há menos chuva, no Norte do Brasil, onde fica a hidrelétrica, entra o inverno amazônico, com maior disponibilidade de água para a geração, devido ao aumento da ocorrência da chuva. Ao contrário de outras hidrelétricas, Belo Monte não possui reservatório de acumulação, já que é uma usina fio d’água. Por isso, o período de maior geração de energia é também o período mais chuvoso. A dinâmica mostra que o empreendimento funciona como bateria do sistema elétrico, devido à sua importância para a recuperação dos reservatórios do Sudeste e do Centro-Oeste, reduzindo a pressão sobre eles e a necessidade de acionamento de outras fontes de energia poluentes. O ano de 2025 Em 2025, o Complexo Belo Monte teve resultados superiores aos registrados em 2024, que registrou menos chuva devido ao fenômeno El Niño. Com isso, as usinas do Complexo fecharam o ano passado com a geração de 30.691 GWh, o que corresponde a um atendimento de consumo médio de 6% da carga anual do país. Com essa energia produzida, a usina seria capaz de suprir cerca de 21 dias de consumo nacional médio ao longo do ano. Até outubro a companhia se manteve na liderança do ranking de produção no Brasil, o que reforça sua relevância no cenário nacional. Sobre a Usina Hidrelétrica Belo Monte A Usina Belo Monte é a maior hidrelétrica 100% brasileira, a 5ª maior do mundo e uma das principais geradoras de energia limpa e renovável do país. Localizada no município de Vitória do Xingu, no Pará, tem papel estratégico no Sistema Interligado Nacional (SIN), contribuindo para uma matriz elétrica de baixa emissão de carbono e para o desenvolvimento sustentável da região amazônica. Altamira-PA, 02 de janeiro de 2026 Belo Monte gerou quase 10% da energia demandada pelo país na semana do Ano Novo
- Infraestrutura 4.0: EUA Desbloqueiam US$ 1,5 Bilhão para Projetos de Transporte Sustentável e Conectividade
O Departamento de Transportes dos Estados Unidos (USDOT) anunciou a abertura de um novo ciclo de financiamento que injetará US$ 1,5 bilhão na modernização da infraestrutura de transporte do país. O investimento, canalizado através do programa Better Utilizing Investments to Leverage Development (BUILD), visa impulsionar projetos de grande impacto regional e local, com foco em sustentabilidade e inovação. Infraestrutura 4.0: EUA Desbloqueiam US$ 1,5 Bilhão para Projetos de Transporte Sustentável e Conectividade A iniciativa representa um passo estratégico na agenda de infraestrutura americana, utilizando recursos provenientes da Lei de Investimento em Infraestrutura e Empregos (IIJA) de 2021. O programa BUILD, que evoluiu de seus antecessores TIGER e RAISE, é desenhado para financiar empreendimentos que, por sua natureza multimodal e multijurisdicional, teriam dificuldade em obter suporte por meio de programas de subsídios mais tradicionais. O Foco na Transição Energética e na Resiliência Para o EnergyChannel, o aspecto mais relevante deste financiamento reside na ênfase dada aos critérios de seleção. O USDOT deixou claro que os projetos de sucesso deverão demonstrar um alinhamento com objetivos cruciais para a transição energética e a resiliência climática. Os critérios de avaliação priorizam: * **Sustentabilidade Ambiental:** Projetos que reduzam a pegada de carbono do setor de transportes, promovam a eficiência energética e integrem soluções de energia limpa, como a infraestrutura para veículos elétricos (EVs) e o uso de materiais de baixo impacto. * **Inovação e Tecnologia:** Adoção de tecnologias de transporte inteligente (ITS), sistemas de gestão de tráfego avançados e a digitalização de portos e corredores logísticos. * **Conectividade Comunitária:** Melhoria da qualidade de vida e da mobilidade, garantindo que as novas infraestruturas promovam o acesso equitativo e a coesão social. Este foco sinaliza que o investimento de US$ 1,5 bilhão não se destina apenas a reparar estradas e pontes, mas sim a construir a **Infraestrutura 4.0**, uma rede de transporte mais inteligente, resiliente e alinhada com as metas federais de descarbonização. Detalhes do Financiamento e Elegibilidade O Aviso de Oportunidade de Financiamento (NOFO) estabelece diretrizes claras para a distribuição dos recursos. O programa BUILD é competitivo, e os subsídios são concedidos a uma ampla gama de entidades elegíveis, incluindo governos estaduais e locais, condados, agências de trânsito, autoridades portuárias e governos tribais. Categoria de Financiamento Valor Mínimo do Subsídio Valor Máximo do Subsídio Projetos Rurais US$ 1 milhão US$ 25 milhões Projetos Urbanos US$ 5 milhões US$ 25 milhões Projetos de Planejamento Não há mínimo US$ 25 milhões O limite máximo de US$ 25 milhões por projeto permite que o USDOT apoie uma variedade de empreendimentos, desde a fase inicial de planejamento até a construção de capital em larga escala. O prazo final para a submissão de propostas é 24 de fevereiro de 2026, indicando um cronograma agressivo para a alocação desses fundos. Em suma, o aporte de US$ 1,5 bilhão via programa BUILD é um catalisador para a modernização da infraestrutura de transporte dos EUA, com um claro mandato para a sustentabilidade e a inovação. O EnergyChannel continuará monitorando como esses fundos serão utilizados para acelerar a integração de soluções energéticas avançadas no setor de mobilidade. Infraestrutura 4.0: EUA Desbloqueiam US$ 1,5 Bilhão para Projetos de Transporte Sustentável e Conectividade
- São Silvestre de 2025 pode ser uma das mais quentes
Desde 1989, quando a tradicional Corrida de São Silvestre passou a ser disputada no período da tarde, o calor se consolidou como um dos principais desafios enfrentados pelos corredores. A mudança para o período da manhã, em 2011, com largada às 9h, reduziu significativamente a exposição às temperaturas extremas que marcaram as edições vespertinas. São Silvestre de 2025 pode ser uma das mais quentes Calor nos anos anteriores Com largada realizada por volta das 8h da manhã (9h quando havia o horário de verão), a São Silvestre reúne atletas de diferentes níveis, muitos dos quais completam os 15 km em aproximadamente duas horas. Isso faz com que grande parte do pelotão retorne à Avenida Paulista já próximo das 10h (11h no horário de verão) , horário em que a temperatura costuma subir de forma mais acentuada na cidade de São Paulo. Nesse contexto, os registros ao longo da última década mostram que, mesmo após a mudança definitiva para o período da manhã, a São Silvestre continuou convivendo com edições marcadas pelo calor. A previsão para a centésima edição da São Silvestre indica um cenário que se aproxima, e em alguns aspectos pode até superar, os anos mais quentes já registrados desde 2011. O meteorologista Paulo Lombardi, afirma que valores semelhantes aos anos de 2016 e 2019 podem ser alcançados: A expectativa é de cerca de 26°C no momento da largada, com elevação ao longo da manhã, podendo alcançar valores próximos de 31°C na chegada, na Avenida Paulista. Caso se confirme, a prova deste ano ficará em patamar semelhante ao observado em edições como 2016 e 2019, quando o calor teve papel decisivo no desgaste físico dos corredores, especialmente entre os atletas amadores que permanecem mais tempo no percurso. São Silvestre de 2025 pode ser uma das mais quentes O meteorologista Celso Oliveira afirma que a atual onda de calor que influencia o tempo em São Paulo reforça essa preocupação, já que remete a cenários já vividos em anos recentes e às condições enfrentadas em algumas das provas mais quentes da era matutina. Dentro desse cenário, determinadas edições acabaram ficando na memória dos corredores pelas altas temperaturas ao longo do percurso, como mostram os dados a seguir: 2016 – largada com 26,8°C e chegada próxima dos 30°C , uma das provas mais desgastantes da era matutina. 2019 – temperaturas elevadas desde cedo ( 26,6°C na largada ) e 30,6°C na chegada , considerada por muitos atletas como a edição mais quente do período. 2014 e 2015 – mesmo com largadas menos quentes, a elevação ao longo do percurso levou a chegadas acima de 26°C , exigindo atenção redobrada à hidratação. 2024 – marcou o retorno de calor intenso, com 24,6°C na largada e 28,4°C na chegada , reacendendo o debate sobre os impactos do clima na prova. Recomendações para os atletas Diante da possibilidade de mais uma edição da São Silvestre disputada sob temperaturas elevadas, a atenção dos corredores precisa ir além do desempenho esportivo. O calor impõe ajustes na preparação e na estratégia de prova, tornando alguns cuidados fundamentais para enfrentar os 15 km com mais segurança e conforto. Hidratação antecipada: comece a se hidratar nos dias que antecedem a prova, mantendo ingestão regular de água e líquidos com sais minerais. Ritmo controlado: ajuste o ritmo desde a largada, evitando forçar o desempenho nas primeiras subidas, quando o desgaste térmico é maior. Aproveite os pontos de apoio: utilize todos os postos de hidratação disponíveis ao longo do percurso, mesmo que não sinta sede. Roupas adequadas: prefira vestuário leve, de cores claras e tecidos respiráveis, que facilitem a dissipação do calor. Proteção contra o sol: boné ou viseira podem ajudar a reduzir a exposição direta ao sol, especialmente nos trechos finais da prova. Atenção aos sinais do corpo: tontura, náusea, calafrios ou exaustão excessiva são alertas para reduzir o ritmo ou buscar atendimento médico. São Silvestre de 2025 pode ser uma das mais quentes
- Hidrogênio Vence a Bateria: Drone Chinês Quebra Recorde Mundial e Redefine a Autonomia Aérea
A revolução da mobilidade aérea não tripulada acaba de atingir um novo patamar de eficiência e sustentabilidade. Hidrogênio Vence a Bateria: Drone Chinês Quebra Recorde Mundial e Redefine a Autonomia Aérea Em um feito que marca a transição definitiva da indústria de drones para fontes de energia limpa, o veículo aéreo não tripulado (VANT) Tianmushan-1 , desenvolvido na China, conquistou o título de recordista mundial do Guinness ao completar um voo ininterrupto de 188,605 quilômetros . Este marco, alcançado em um voo de mais de quatro horas, não apenas supera em cerca de 300% a autonomia dos drones multirotores convencionais movidos a bateria, mas também consolida a célula de combustível de hidrogênio como a tecnologia-chave para missões de longa distância e alto desempenho. O Tianmushan-1, fruto da pesquisa do Laboratório Tianmushan da Universidade Beihang, demonstra que a era dos VANTs de zero emissão e super-autonomia já começou. Hidrogênio Vence a Bateria: Drone Chinês Quebra Recorde Mundial e Redefine a Autonomia Aérea A Superioridade da Célula de Combustível O grande diferencial do Tianmushan-1 reside em seu sistema de propulsão. Enquanto as baterias de íon-lítio sofrem com a relação peso-energia, o sistema de **célula de combustível de hidrogênio** do drone oferece uma densidade energética significativamente maior. Isso permite que o VANT permaneça no ar por 240 minutos (quatro horas) com uma única carga de hidrogênio, mantendo um peso vazio de 19 kg e capacidade de carga útil de até 6 kg. A robustez do projeto é outro ponto crucial. O drone foi testado para operar em condições extremas, suportando variações de temperatura de -40°C a 50°C . Essa resistência térmica, combinada com a capacidade de voar **além da linha de visão (BVLOS)** por até 100 km, o torna ideal para ambientes inóspitos e missões críticas onde a falha não é uma opção. A tabela a seguir detalha as especificações que garantiram o novo recorde mundial: Característica Detalhe Técnico Impacto no Desempenho Duração do Voo 4 horas, 17 minutos e 55 segundos Permite missões de inspeção e monitoramento contínuas. Distância Recorde 188,605 km 300% superior à média de drones a bateria. Propulsão Célula de Combustível de Hidrogênio Zero emissões e alta densidade energética. Resistência Térmica -40°C a 50°C Operacionalidade garantida em climas extremos. Carga Útil Até 6 kg Suficiente para sensores avançados e equipamentos de comunicação. O Impacto Econômico e Comercial A autonomia estendida do Tianmushan-1 não é apenas um triunfo da engenharia; é uma revolução econômica para a logística e serviços aéreos. A eliminação da necessidade de pousos frequentes para troca de baterias resulta em uma redução de até 50% nos custos operacionais para missões de longo alcance. Com a produção em massa prevista para iniciar em abril de 2025 , o Tianmushan-1 está posicionado para capturar uma fatia significativa do mercado global de VANTs. As aplicações comerciais são vastas e urgentes: Inspeção de Infraestrutura: Monitoramento de longos trechos de oleodutos, gasodutos e linhas de transmissão de energia. Logística de Emergência: Entrega rápida de suprimentos médicos e equipamentos em áreas de difícil acesso. Monitoramento Ambiental: Patrulhas ecológicas e mapeamento de grandes áreas sem a necessidade de reabastecimento constante. Vigilância e Segurança: Patrulhamento de fronteiras e áreas remotas com maior tempo de permanência no ar. O mercado de drones a hidrogênio está em franca expansão, com projeções indicando um crescimento anual composto (CAGR) de 13,6% a 25% até 2030. O sucesso do Tianmushan-1 serve como um catalisador, acelerando a adoção da tecnologia de célula de combustível e solidificando a China como líder global na próxima geração de mobilidade aérea. O recorde não é apenas um número; é a prova de que o hidrogênio é o futuro da autonomia no céu. Hidrogênio Vence a Bateria: Drone Chinês Quebra Recorde Mundial e Redefine a Autonomia Aérea
- Baterias de sódio avançam e prometem revolucionar veículos elétricos e armazenamento de energia
Nova geração de baterias com vida útil superior a cinco décadas pode reduzir custos, aumentar segurança e transformar o mercado global de energia Baterias de sódio avançam e prometem revolucionar veículos elétricos e armazenamento de energia O mercado global de armazenamento de energia acaba de entrar em uma nova fase. Uma nova geração de baterias à base de sódio surge como alternativa tecnológica ao lítio, prometendo durabilidade inédita, maior segurança operacional e redução significativa de custos ao longo do ciclo de vida. A tecnologia apresenta uma vida útil estimada em mais de 55 anos , com desempenho superior a 10 mil ciclos completos de carga e descarga , patamar que supera em até cinco vezes a durabilidade média das baterias de íons de lítio convencionais atualmente utilizadas em veículos elétricos e sistemas estacionários. Alta densidade energética e desempenho para mobilidade elétrica Um dos principais avanços dessa nova arquitetura está na densidade energética, que atinge 175 Wh/kg , aproximando-se dos níveis já consolidados do lítio. Na prática, isso permite aplicações diretas em veículos elétricos, com autonomia estimada de até 500 quilômetros , sem comprometer peso, eficiência ou desempenho. Esse avanço posiciona as baterias de sódio como uma solução viável não apenas para mobilidade urbana, mas também para frotas comerciais, transporte de longa distância e aplicações industriais. Segurança elevada e risco mínimo de incêndio Outro diferencial relevante está no quesito segurança. A tecnologia foi submetida a mais de 20 testes rigorosos , atendendo aos critérios mais recentes do padrão técnico GB 38031-2025 , um dos mais exigentes do setor de baterias. Os resultados indicam ausência de risco de incêndio térmico , um dos principais desafios enfrentados pelas baterias de lítio, especialmente em ambientes de alta temperatura, impactos mecânicos ou falhas internas. Essa característica amplia significativamente o potencial de uso em áreas urbanas, instalações críticas e sistemas de armazenamento em larga escala. Sódio: abundância, menor custo e independência geopolítica Diferentemente do lítio, cuja cadeia de suprimentos é concentrada em poucas regiões do mundo, o sódio é um elemento amplamente disponível, extraído de fontes abundantes e distribuídas globalmente. Essa característica reduz a dependência geopolítica, mitiga riscos de abastecimento e contribui para a estabilidade dos custos de produção. Do ponto de vista econômico, a adoção do sódio tende a reduzir o custo total por quilowatt-hora ao longo da vida útil da bateria, tornando a tecnologia especialmente atrativa para aplicações de longo prazo. Impacto direto no setor solar e no armazenamento estacionário Além dos veículos elétricos, o avanço das baterias de sódio abre novas oportunidades no setor de energia renovável. Sistemas de armazenamento estacionário , microrredes e soluções off-grid solares podem se beneficiar diretamente da longa vida útil, da estabilidade química e da segurança elevada. Em projetos de energia solar distribuída, especialmente em regiões remotas ou com infraestrutura limitada, essa tecnologia pode reduzir custos de manutenção, aumentar a confiabilidade do sistema e ampliar o acesso à energia limpa. Mercado global em expansão acelerada As projeções indicam que o mercado de baterias de sódio pode alcançar cerca de US$ 2 bilhões já em 2025 , impulsionado pela demanda crescente por soluções de armazenamento mais seguras, duráveis e economicamente viáveis. Com a confirmação da produção em escala industrial a partir de 2025 , a tecnologia entra definitivamente no radar de montadoras, integradores de sistemas de energia, utilities e desenvolvedores de projetos renováveis. Uma nova etapa para o armazenamento de energia A evolução das baterias de sódio sinaliza uma mudança estrutural no setor energético global. Ao combinar longa durabilidade, segurança elevada, autonomia competitiva e menor dependência de matérias-primas críticas, essa tecnologia pode acelerar a transição energética e redefinir os padrões de armazenamento para as próximas décadas. Para o setor solar, de mobilidade elétrica e de armazenamento estacionário, trata-se de um avanço que pode transformar não apenas a tecnologia, mas também a economia e a sustentabilidade dos projetos de energia limpa. Baterias de sódio avançam e prometem revolucionar veículos elétricos e armazenamento de energia
- Fim dos Cabos? Finlândia Lidera a Revolução da Energia Sem Fio com Três Tecnologias Disruptivas
A busca por sistemas de energia mais limpos, inteligentes e eficientes tem impulsionado a engenharia a redefinir a forma como a eletricidade é entregue. Fim dos Cabos? Finlândia Lidera a Revolução da Energia Sem Fio com Três Tecnologias Disruptivas No centro dessa transformação, a Finlândia emerge como um polo de inovação, desenvolvendo pesquisas que prometem um futuro onde a eletricidade se move pelo ar, eliminando a dependência de cabos em diversas aplicações. Embora a ideia de **transmissão de energia sem fio** remonte aos experimentos de Nikola Tesla, a abordagem finlandesa é moderna, cientificamente validada e, mais importante, está se tornando uma realidade prática para o mercado. O avanço não se resume a uma única invenção, mas a um conjunto de tecnologias complementares desenvolvidas por instituições de ponta, como a Universidade de Helsinki e a Universidade de Oulu, em colaboração com empresas privadas. Este ecossistema de inovação está pavimentando o caminho para um novo paradigma energético, focado em flexibilidade, segurança e redução do desperdício eletrônico. As Três Frentes da Inovação Finlandesa A pesquisa finlandesa está focada em três métodos distintos para a **transmissão de eletricidade pelo ar**, cada um com aplicações específicas e um potencial disruptivo único. 1. A Eletricidade Guiada por Ondas Sonoras Uma das descobertas mais impressionantes vem da Universidade de Helsinki, onde pesquisadores demonstraram a capacidade de guiar faíscas elétricas através do ar utilizando **ondas ultrassônicas** de alta frequência. O conceito, que parece ter saído da ficção científica, baseia-se na criação de um caminho controlado no ar. As ondas sonoras atuam como um "fio temporário e invisível", permitindo que a energia elétrica percorra essa rota de forma precisa. Embora esta tecnologia ainda esteja em fase laboratorial e não seja adequada para grandes volumes de energia, ela abre portas para aplicações futuristas, como conexões elétricas sem contato físico e interfaces inteligentes que podem ser ativadas por meio de caminhos elétricos desenhados no espaço. É uma revolução na forma como a eletricidade pode ser direcionada sem condutores metálicos. 2. O Poder da Luz: Transmissão a Laser Em paralelo, empresas finlandesas como a Winse Power estão investindo no sistema "power-by-light". Esta tecnologia utiliza **lasers de diodo de alta potência** para transportar energia. O feixe de laser viaja pelo ar ou por fibras ópticas e atinge um receptor fotovoltaico especializado, que converte a luz de volta em eletricidade. A principal vantagem desse método é o **isolamento galvânico total**, o que significa que não há contato elétrico entre a fonte e o receptor. Isso é crucial para a segurança em ambientes de alto risco, como instalações industriais, usinas de alta tensão ou equipamentos militares. Além disso, é ideal para alimentar sensores remotos e dispositivos de Internet das Coisas (**IoT**) que exigem isolamento elétrico completo. 3. O "Wi-Fi" da Energia: Radiofrequência (RF) Na Universidade de Oulu, o foco está na **transmissão de energia por radiofrequência (RF)**. O princípio é similar ao das redes Wi-Fi, mas, em vez de dados, são ondas de rádio de baixa frequência que transportam a energia. Pequenos dispositivos, como sensores e microchips, são equipados com antenas especiais capazes de capturar essa energia. Atualmente, esta solução é limitada a eletrônicos de **baixa potência**, mas seu impacto potencial é gigantesco. Ao permitir que milhões de sensores e rastreadores sejam alimentados sem a necessidade de baterias descartáveis, a tecnologia RF finlandesa se posiciona como uma solução fundamental para a **sustentabilidade** e a redução do lixo eletrônico em escala global. Comparativo das Tecnologias de Transmissão Sem Fio Para entender o escopo e a aplicação de cada inovação, é útil compará-las: Tecnologia Princípio de Funcionamento Aplicações Atuais Potencial de Mercado Ondas Ultrassônicas Guiar faíscas elétricas por ondas sonoras. Conexões elétricas sem contato em laboratório. Interfaces inteligentes, robótica de precisão. Laser (Power-by-Light) Transmissão de energia via feixes de laser. Sensores remotos, isolamento em ambientes de risco. Indústria 4.0, equipamentos médicos, defesa. Radiofrequência (RF) Transmissão de energia por ondas de rádio. Dispositivos de Internet das Coisas (IoT) de baixa potência. Cidades inteligentes, eliminação de baterias descartáveis. O Futuro Sem Fios: Impacto no Design e na Sustentabilidade É fundamental esclarecer que a Finlândia ainda não substituiu suas linhas de transmissão de alta tensão. O que está em curso é a criação de soluções práticas para aplicações de pequeno e médio porte. No entanto, o sucesso desses testes lança as bases para uma transformação profunda no design de ambientes e na infraestrutura urbana. A flexibilidade é a palavra-chave. Em casas e escritórios, a tecnologia RF pode permitir que dispositivos sejam carregados continuamente, eliminando a desordem dos cabos e aumentando a liberdade de *design*. Em um cenário mais amplo, as cidades inteligentes podem se beneficiar imensamente: câmeras de segurança, sensores de tráfego e iluminação pública poderiam ser alimentados sem a necessidade de escavações e instalações complexas, reduzindo custos e tempo de manutenção. A segurança industrial também é um ponto de inflexão. Áreas de alta tensão ou ambientes perigosos podem ser monitorados e alimentados sem a necessidade de fiação física, minimizando o risco de acidentes e falhas elétricas. Em última análise, a inovação finlandesa não é apenas sobre conveniência; é sobre eficiência energética e sustentabilidade . Menos cabos significam menos cobre extraído e menos lixo eletrônico. Ao integrar essas tecnologias, a Finlândia está liderando a transição para um sistema energético mais limpo, seguro e adaptável, provando que o futuro da energia está, literalmente, no ar. Fim dos Cabos? Finlândia Lidera a Revolução da Energia Sem Fio com Três Tecnologias Disruptivas











