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- Série Especial EnergyChannel - Tudo de Energia: o ecossistema que quer preparar o Brasil para a nova economia da energia
Episódio 2 Como nasceu o Tudo de Energia Série Especial EnergyChannel - Tudo de Energia: o ecossistema que quer preparar o Brasil para a nova economia da energia Se a transição energética está transformando o setor de energia em todo o mundo, uma pergunta começa a surgir com cada vez mais força dentro do mercado brasileiro: Quem está preparando os empreendedores para atuar nessa nova economia da energia? Nos últimos anos, o Brasil assistiu a um crescimento impressionante do setor solar. A geração distribuída se expandiu rapidamente, milhares de sistemas foram instalados e uma nova cadeia de negócios começou a se formar em torno dessa tecnologia. Esse movimento trouxe inovação, democratizou o acesso à geração de energia e abriu espaço para o surgimento de novas empresas em diferentes regiões do país. Mas ao mesmo tempo, essa expansão também revelou um fenômeno curioso dentro do mercado. Grande parte dos profissionais que ingressaram no setor passou a enxergar o mercado energético quase exclusivamente pela ótica da energia solar. Embora o solar tenha desempenhado um papel fundamental na expansão das renováveis no Brasil, ele representa apenas uma parte de um setor muito mais amplo, que envolve diferentes tecnologias, soluções energéticas e novos modelos de negócio. Foi justamente a partir dessa percepção que começou a nascer a ideia por trás do *Tudo de Energia*. A percepção de uma lacuna no mercado Para muitos profissionais que acompanham de perto a evolução do setor energético, o crescimento acelerado do solar revelou também uma lacuna importante. Enquanto o mercado avançava em tecnologia e equipamentos, ainda existia pouca estrutura voltada para desenvolver a mentalidade empreendedora dentro do setor energético . Em outras palavras, muitos profissionais estavam aprendendo a trabalhar com um produto específico, mas poucos estavam sendo preparados para compreender o setor energético como um ambiente mais amplo de oportunidades de negócios . Foi a partir dessa reflexão que o especialista e pesquisador *Merivaldo Britto* começou a estruturar um projeto com uma proposta diferente: criar um ambiente voltado ao desenvolvimento de empreendedores preparados para atuar dentro da nova economia da energia. Uma visão de ecossistema A ideia central do projeto não era simplesmente oferecer treinamentos técnicos ou cursos voltados a uma tecnologia específica. A proposta era mais ampla. O objetivo seria construir um *ecossistema capaz de conectar conhecimento, visão estratégica e desenvolvimento de negócios dentro do setor energético*. Assim nasceu o conceito do Tudo de Energia. Mais do que um programa de formação, o projeto foi pensado como um ambiente onde profissionais pudessem ampliar sua compreensão sobre o mercado energético e desenvolver uma visão mais estratégica sobre as oportunidades que surgem com a transição energética. Dentro dessa lógica, o empreendedor deixa de atuar apenas como executor de projetos e passa a assumir um papel mais ativo na construção de novos modelos de negócio dentro do setor. Os pilares da iniciativa Para estruturar essa proposta, o projeto foi concebido a partir de três pilares principais. O primeiro deles apresentado no episódio anterior desta série é o *empreendedorismo energético*. A ideia é estimular uma mentalidade inovadora capaz de enxergar o setor energético para além de uma única tecnologia ou modelo de negócio. Os demais pilares do projeto estão ligados à construção de conhecimento, conexão com o mercado e desenvolvimento de novas oportunidades dentro do setor. Juntos, esses elementos formam a base do ecossistema que o Tudo de Energia pretende desenvolver. Preparando o mercado para a nova economia da energia O surgimento de iniciativas como o Tudo de Energia reflete uma mudança importante que começa a acontecer dentro do setor energético. À medida que novas tecnologias surgem e diferentes soluções energéticas passam a se integrar, cresce também a necessidade de profissionais capazes de compreender o mercado de forma mais estratégica. A transição energética não é apenas uma mudança tecnológica. Ela representa também uma transformação na forma como energia é produzida, consumida, comercializada e gerenciada. Nesse novo cenário, empreendedores capazes de navegar por esse ambiente complexo podem desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento do setor. Um movimento que começa a ganhar forma Ao propor a criação de um ecossistema voltado ao desenvolvimento de empreendedores energéticos, o *Tudo de Energia* busca contribuir para esse processo de transformação. A iniciativa parte da premissa de que preparar pessoas para compreender o setor energético em sua totalidade pode ser tão importante quanto desenvolver novas tecnologias. Porque no centro da nova economia da energia não estão apenas equipamentos ou sistemas. Estão também as pessoas que serão responsáveis por transformar inovação em soluções concretas para o mercado. No próximo episódio desta série especial do EnergyChannel, vamos aprofundar um dos conceitos centrais dessa transformação: por que o mercado energético vai muito além do produto solar e quais oportunidades surgem a partir dessa visão mais ampla do setor. https://tudodeenergia.com.br/ Série Especial EnergyChannel - Tudo de Energia: o ecossistema que quer preparar o Brasil para a nova economia da energia
- BIPV e novas soluções estruturais ampliam fronteiras da energia solar no Brasil
Ecossistema liderado por Eduardo Lopes aposta em inovação, capacitação e integração para transformar projetos fotovoltaicos Entrevista com lideranças da Garantia Solar e Inox Par revela como o setor avança para além do modelo tradicional de geração distribuída. Durante uma visita técnica à Garantia Solar, em Guarulhos (SP), executivos liderados por Eduardo Lopes, diretor comercial da Inox Par, apresentaram uma nova abordagem para o mercado fotovoltaico brasileiro. O foco está na diversificação de aplicações, com destaque para o BIPV (Building Integrated Photovoltaics), estruturas leves e soluções integradas que ampliam o potencial de geração e eficiência energética em diferentes tipos de edificações. Do modelo tradicional à energia integrada à arquitetura O setor solar brasileiro, que historicamente se apoiou em sistemas convencionais de telhado e solo, começa a avançar para modelos mais sofisticados. Entre eles, o BIPV se destaca por integrar a geração de energia à própria estrutura da edificação como fachadas, coberturas e elementos arquitetônicos. Segundo Eduardo Lopes, esse movimento amplia significativamente o campo de atuação dos integradores. “Não se trata apenas de instalar painéis, mas de repensar o uso dos espaços disponíveis para geração de energia”, explicou durante a visita. A proposta inclui desde telhados leves com módulos flexíveis até estruturas translúcidas que combinam estética, iluminação natural e geração elétrica. Limitações estruturais impulsionam inovação Um dos desafios recorrentes no Brasil é a limitação estrutural de galpões e edificações antigas, que muitas vezes não suportam o peso de módulos fotovoltaicos tradicionais. Nesse contexto, tecnologias mais leves como módulos flexíveis e soluções como o modelo Galaxy surgem como alternativas viáveis. Esses sistemas permitem a instalação em superfícies antes consideradas inviáveis, ampliando o mercado potencial da energia solar. Além disso, projetos recentes mostram aplicações em ambientes industriais, incluindo unidades da indústria automotiva, onde soluções híbridas combinam geração solar, armazenamento em baterias e até integração com eletropostos. Eficiência energética além da geração Outro ponto destacado é que o BIPV não se limita à geração de energia. Em muitos casos, ele contribui para a eficiência térmica das edificações. Instalações em fachadas, por exemplo, podem reduzir a incidência direta de radiação solar, diminuindo a carga térmica interna e, consequentemente, o consumo de energia com climatização. Esse efeito combinado altera a lógica tradicional de análise baseada apenas no payback energético. A integração com conceitos de construção sustentável também reforça essa tendência, alinhando projetos a certificações ambientais e metas de descarbonização. Capacitação e novos modelos de negócio A complexidade dessas soluções exige um novo perfil de integrador. Segundo os executivos, a adoção de projetos mais avançados depende diretamente de qualificação técnica e planejamento multidisciplinar. Para isso, o ecossistema formado por empresas como Inox Par, Garantia Solar e parceiros estruturais e elétricos busca oferecer suporte completo desde engenharia até execução. Entre as iniciativas está a oferta de programas de capacitação voltados a integradores interessados em atuar com BIPV, estruturas especiais e aplicações não convencionais, como usinas flutuantes. Energia solar em novos ambientes: da água aos retrofit Outro destaque é o avanço de soluções em ambientes não tradicionais, como reservatórios de água e áreas industriais degradadas. Sistemas flutuantes, por exemplo, permitem a instalação de usinas solares em lagos e represas, com montagem rápida e menor impacto no uso do solo. Já no segmento de retrofit, os desafios são maiores. Projetos em edificações existentes exigem adaptações elétricas e estruturais, além de análises detalhadas de segurança e desempenho. Segundo especialistas envolvidos, essa etapa demanda integração entre engenharia civil e elétrica, com atenção a fatores como dimensionamento, proteção e compatibilidade com a infraestrutura existente. Tendência global começa a ganhar escala no Brasil Embora amplamente adotado em mercados mais maduros, como Europa e Ásia, o BIPV ainda está em fase inicial na América Latina. No entanto, o cenário começa a mudar impulsionado por novas demandas do mercado. A busca por edificações mais eficientes, aliada à valorização de ativos sustentáveis e à pressão por metas ambientais, tende a acelerar a adoção dessas soluções no país. Para Eduardo Lopes, o momento é estratégico. “Estamos diante de uma transformação no setor. Quem entender essa mudança agora terá vantagem competitiva nos próximos anos”, afirmou. Análise final A evolução do mercado solar no Brasil aponta para um cenário mais complexo e tecnológico, onde a geração distribuída deixa de ser apenas uma solução energética e passa a integrar o conceito de infraestrutura inteligente. Combinando inovação, engenharia e novos modelos de negócio, soluções como o BIPV podem redefinir o papel da energia solar nas cidades, aproximando o setor de tendências globais de sustentabilidade e eficiência. BIPV e novas soluções estruturais ampliam fronteiras da energia solar no Brasil
- Entrevista EnergyChannel: Ana Carolina destaca a importância estratégica do comprador no mercado de energia
PowerShift 2026: o papel estratégico das compras ganha protagonismo na nova economia da energia Entrevista EnergyChannel: Ana Carolina destaca a importância estratégica do comprador no mercado de energia A transformação do setor elétrico brasileiro não acontece apenas nos campos da geração, tecnologia ou regulação. Um novo vetor, muitas vezes silencioso, começa a ganhar protagonismo nessa nova dinâmica: o processo de decisão de compra dentro das empresas. Esse foi um dos pontos que emergiram durante o PowerShift – O Futuro da Energia em Debate 2026 , realizado em São Paulo, reunindo especialistas, empresas e lideranças para discutir o futuro da energia no Brasil. A cobertura especial do EnergyChannel , liderada pelo jornalista Ricardo Honório , acompanhou de perto os debates e trouxe entrevistas exclusivas com personagens que atuam em diferentes camadas do ecossistema energético incluindo áreas que, até pouco tempo, não eram vistas como centrais para o setor. Organizado pela Bright Strategies , o PowerShift consolida-se como um dos principais fóruns de discussão sobre a modernização do setor elétrico, abordando temas como: abertura do mercado de energia digitalização e inovação armazenamento e novas tecnologias experiência do consumidor novos modelos de negócio A edição de 2026 contou com o patrocínio da Thopen Energy , reforçando o papel das empresas que impulsionam a evolução do setor por meio de tecnologia, inteligência de mercado e soluções inovadoras. Entrevista EnergyChannel: Ana Carolina destaca a importância estratégica do comprador no mercado de energia Durante a cobertura do evento, o EnergyChannel entrevistou Ana Carolina , representante do projeto Café com Comprador , uma iniciativa que vem ganhando relevância ao conectar profissionais responsáveis pelas decisões de compra dentro das empresas. Em um setor cada vez mais complexo como o de energia, o papel desses profissionais se torna decisivo. Café com Comprador: conectando informação, estratégia e decisão Segundo Ana Carolina, o Café com Comprador atua como um hub de conteúdo e networking voltado a profissionais da área de compras aqueles que, na prática, estão do outro lado da mesa nas negociações com fornecedores. Esses profissionais são responsáveis por entender as demandas internas das empresas e buscar soluções no mercado, o que inclui desde aquisições simples até contratos altamente complexos, como a compra de energia. A iniciativa surge justamente da necessidade de ampliar o acesso à informação e promover a troca de experiências entre compradores. Hoje, o projeto reúne uma rede ativa de profissionais que compartilham: experiências práticas de negociação análises de mercado indicações de fornecedores estudos e tendências No caso específico do setor energético, essa troca se torna ainda mais relevante, dada a complexidade técnica e regulatória envolvida nas decisões. Energia: uma decisão de compra cada vez mais complexa Ao longo da entrevista, Ana Carolina destacou que a contratação de energia está longe de ser uma decisão simples. Diferente de outras aquisições corporativas, os contratos de energia envolvem múltiplas variáveis, como: perfil de consumo da empresa localização e operação das unidades modelo de contratação (mercado livre ou regulado) variações tarifárias cenários econômicos e regulatórios Além disso, muitas empresas operam em diferentes regiões ou até países, o que exige análises comparativas entre mercados distintos. Esse nível de complexidade transforma o comprador em um agente estratégico dentro das organizações. O comprador como agente estratégico na transição energética Um dos principais insights trazidos pela entrevista é a mudança de percepção sobre o papel do profissional de compras. Se antes essa função era vista como operacional, hoje ela assume um caráter estratégico especialmente em áreas como energia, onde decisões podem impactar diretamente a competitividade da empresa. Segundo Ana Carolina, o comprador moderno precisa: desenvolver conhecimento técnico entender o mercado energético analisar riscos e oportunidades construir uma rede sólida de contatos traduzir informações complexas para a liderança da empresa Além disso, iniciativas como encontros e eventos especializados — incluindo grupos focados exclusivamente em compra de energia — ajudam a elevar o nível de maturidade desses profissionais. Informação e networking como diferenciais competitivos Outro ponto central destacado pela executiva é o papel do networking na tomada de decisão. A troca entre profissionais permite identificar oportunidades, evitar erros e construir estratégias mais eficientes. No contexto da energia, onde decisões envolvem contratos de longo prazo e alto impacto financeiro, o acesso à informação qualificada pode fazer toda a diferença. Eventos como o PowerShift, nesse sentido, cumprem um papel fundamental ao aproximar diferentes agentes do mercado — desde fornecedores até compradores finais. PowerShift: integrando todos os elos do setor energético A presença de iniciativas como o Café com Comprador no PowerShift reforça a evolução do próprio evento, que passa a incorporar não apenas players tradicionais do setor elétrico, mas também áreas estratégicas que influenciam diretamente o mercado. Ao integrar diferentes perspectivas — técnica, regulatória, comercial e corporativa — o evento contribui para uma visão mais completa da transformação energética em curso. O apoio da Thopen Energy fortalece esse movimento, posicionando a empresa como uma das impulsionadoras do debate sobre inovação, eficiência e novos modelos de consumo energético. Um novo olhar sobre o futuro da energia A entrevista com Ana Carolina revela que o futuro da energia não será definido apenas por tecnologia ou regulação, mas também pela forma como decisões são tomadas dentro das empresas. O comprador, antes invisível no debate energético, passa a ocupar um papel central — conectando estratégia, informação e execução. Para o EnergyChannel , trazer essa perspectiva é essencial para ampliar o entendimento sobre a transformação do setor e mostrar que a transição energética é, acima de tudo, um movimento sistêmico. 📌 Destaque editorial EnergyChannel A energia do futuro será definida não apenas por quem gera ou distribui, mas também por quem decide como e de quem comprar. Entrevista EnergyChannel: Ana Carolina destaca a importância estratégica do comprador no mercado de energia
- Alta da gasolina impulsionada por guerra no Irã pode acelerar adoção de carros elétricos e híbridos
Escalada dos preços dos combustíveis pressiona consumidores e reacende interesse por mobilidade elétrica Alta da gasolina impulsionada por guerra no Irã pode acelerar adoção de carros elétricos e híbridos Crise energética no Oriente Médio reforça o papel dos veículos eletrificados na transição energética global. A escalada dos preços da gasolina provocada pelo conflito no Oriente Médio, envolvendo o Irã e a interrupção de fluxos estratégicos de petróleo, começa a influenciar o comportamento de consumidores e o mercado automotivo global. Embora o impacto imediato ainda seja limitado, especialistas apontam que a continuidade da alta pode acelerar a adoção de veículos elétricos e híbridos como alternativa ao combustível fóssil. Choque geopolítico pressiona preços dos combustíveis Desde o início do conflito no final de fevereiro, os preços da gasolina dispararam em diversas regiões. Dados recentes indicam aumentos de cerca de 7% no Reino Unido, 8% na União Europeia e até 27% nos Estados Unidos, refletindo o impacto direto das tensões sobre o mercado energético global. O principal fator por trás dessa escalada é a interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do transporte global da commodity. A instabilidade logística elevou os preços do barril e pressionou toda a cadeia de combustíveis. Consumidores começam a reagir O aumento no custo da gasolina já começa a alterar o comportamento de parte dos consumidores, especialmente na Europa. Revendedores de veículos elétricos registraram aumento na demanda, impulsionado pelo receio de novos reajustes nos combustíveis. Plataformas de venda e concessionárias indicam crescimento no interesse por modelos elétricos e híbridos, refletindo uma busca por previsibilidade de custos energéticos. Historicamente, choques no preço do petróleo têm sido gatilhos para mudanças estruturais no setor automotivo. Crises anteriores, como a dos anos 1970, levaram à migração para veículos mais eficientes tendência que pode se repetir agora em um contexto de eletrificação. Mudança estrutural ainda depende de tempo Apesar do aumento na procura, analistas alertam que mudanças significativas no comportamento de compra não ocorrem de forma imediata. A transição tende a acontecer apenas quando os preços atingem níveis considerados críticos ou se mantêm elevados por períodos prolongados. Estudos de mercado indicam que consumidores costumam reagir com mais intensidade quando a gasolina ultrapassa determinados “limiares psicológicos”, como US$ 4 ou até US$ 6 por galão, especialmente nos Estados Unidos. Além disso, fatores como incentivos governamentais, custo dos veículos e infraestrutura de recarga continuam sendo determinantes para a expansão da mobilidade elétrica. Impacto na indústria automotiva e energética A volatilidade dos preços de combustíveis está forçando montadoras e governos a revisarem estratégias. Em alguns mercados, políticas de incentivo à eletrificação voltam a ganhar força, enquanto fabricantes aceleram investimentos em veículos elétricos e híbridos. Ao mesmo tempo, a crise reforça a vulnerabilidade dos sistemas energéticos baseados em combustíveis fósseis, especialmente em contextos geopolíticos instáveis. Transição energética ganha novo argumento econômico Além da agenda ambiental, o atual cenário adiciona um fator econômico decisivo à transição energética: a previsibilidade de custos. Enquanto os preços da gasolina seguem sujeitos a choques geopolíticos, a eletricidade tende a apresentar maior estabilidade, especialmente quando proveniente de fontes renováveis como solar e eólica. Esse diferencial pode se tornar um dos principais motores de adoção de veículos elétricos nos próximos anos. Análise: crise pode acelerar mudança estrutural no transporte O atual choque no mercado de combustíveis ilustra como eventos geopolíticos podem acelerar transformações já em curso. Embora a transição para veículos elétricos não ocorra de forma imediata, a combinação de preços elevados, instabilidade e avanço tecnológico cria um ambiente favorável à mudança. Se os preços da gasolina permanecerem altos, o setor de mobilidade elétrica pode entrar em uma nova fase de crescimento global, consolidando-se como peça-chave na transição energética. Alta da gasolina impulsionada por guerra no Irã pode acelerar adoção de carros elétricos e híbridos
- Queda do petróleo após retomada de exportações do Iraque revela fragilidade do mercado global
Reabertura de fluxo via Turquia alivia pressão momentânea, mas tensões no Oriente Médio mantêm preços elevados Queda do petróleo após retomada de exportações do Iraque revela fragilidade do mercado global Mercado reage à retomada parcial da oferta, enquanto riscos geopolíticos continuam dominando o cenário energético global. Os preços do petróleo registraram queda moderada após o Iraque retomar parte de suas exportações por meio de um oleoduto até a Turquia, trazendo alívio temporário ao mercado global. No entanto, o cenário permanece altamente volátil devido à continuidade do conflito no Oriente Médio, que segue limitando a oferta e pressionando os preços da energia. Retomada das exportações reduz pressão imediata A reativação do fluxo de petróleo do norte do Iraque até o porto turco de Ceyhan trouxe sinais de alívio para o mercado internacional. A retomada ocorre após um acordo entre o governo central iraquiano e autoridades regionais, permitindo o envio inicial de cerca de 100 mil a 250 mil barris por dia. Esse movimento ajudou a reduzir levemente os preços do petróleo, com o Brent recuando após uma sequência de altas impulsionadas pelo conflito regional. Oferta ainda limitada mantém preços elevados Apesar da retomada parcial, a capacidade total de produção e exportação do Iraque segue significativamente reduzida. A produção do país caiu drasticamente após a interrupção das rotas pelo Golfo, operando em cerca de um terço dos níveis anteriores ao conflito. Além disso, o Estreito de Ormuz responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo continua com tráfego restrito, impedindo uma normalização completa da oferta. Mercado reage, mas volatilidade persiste A queda nos preços reflete uma reação imediata do mercado à expectativa de aumento da oferta. No entanto, analistas destacam que o impacto é limitado, já que a retomada via Turquia não compensa totalmente a perda de exportações do sul do Iraque. Com o Brent ainda acima de US$ 100 por barril, o mercado segue pressionado por riscos geopolíticos e incertezas sobre a continuidade dos fluxos energéticos. Geopolítica continua sendo o principal fator de risco O conflito envolvendo o Irã segue como o principal vetor de instabilidade. Ataques a infraestruturas energéticas, restrições ao transporte marítimo e tensões militares têm impactado diretamente a oferta global. A região concentra uma das maiores reservas de petróleo do mundo, e qualquer interrupção prolongada pode gerar efeitos sistêmicos na economia global, incluindo inflação e desaceleração econômica. Impacto no equilíbrio energético global A situação evidencia a dependência global de rotas estratégicas e de poucos grandes produtores. Mesmo pequenas alterações na oferta são suficientes para gerar oscilações relevantes nos preços. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação energética, tanto em termos de fontes quanto de rotas logísticas, incluindo investimentos em infraestrutura alternativa e produção descentralizada. Transição energética ganha relevância estratégica A volatilidade do petróleo em meio a crises geopolíticas fortalece o argumento econômico para a transição energética. Fontes renováveis, armazenamento de energia e eletrificação do consumo ganham destaque como alternativas mais previsíveis e resilientes em comparação aos combustíveis fósseis, altamente expostos a choques externos. Análise: alívio momentâneo em um mercado estruturalmente pressionado A queda recente dos preços do petróleo não representa uma mudança estrutural, mas sim um ajuste pontual diante da retomada parcial da oferta. O cenário global continua marcado por incertezas, e a dependência de regiões geopoliticamente sensíveis permanece como um dos principais riscos para o setor energético. A médio prazo, esse tipo de instabilidade tende a acelerar investimentos em segurança energética, inovação e transição para fontes mais sustentáveis. Queda do petróleo após retomada de exportações do Iraque revela fragilidade do mercado global
- Gestão digital amplia eficiência e retorno dos sistemas fotovoltaicos
ENERGIA SOLAR Gestão digital amplia eficiência e retorno dos sistemas fotovoltaicos Tecnologia permite acompanhar geração e envio de energia à rede em temporeal, elevando o valor da energia solar O avanço da energia solar no Brasil tem levado o setor a uma nova etapa: a dagestão inteligente dos sistemas fotovoltaicos. Mais do que gerar energia,consumidores e empresas passam a buscar ferramentas que permitam entender,controlar e otimizar o desempenho de cada quilowatt produzido. Gestão digital amplia eficiência e retorno dos sistemas fotovoltaicos Nesse cenário, plataformas digitais de monitoramento e gerenciamento surgemcomo aliadas para maximizar o retorno do investimento em energia solar, como arecém-lançada SEMS+, da GoodWe, uma gigante na fabricação de inversoresfotovoltaicos e em soluções de armazenamento de energia. A tecnologia permiteacompanhar, em tempo real, quanto está sendo gerado, quanto está sendoconsumido no local e qual volume está sendo enviado à rede elétrica. Essa visibilidade muda a forma como a energia solar é utilizada no dia a dia.Ao identificar horários de maior geração e maior consumo, é possível ajustarhábitos, redistribuir cargas e aproveitar melhor a energia produzida, reduzindoperdas e aumentando a autossuficiência. Outro avanço importante é o uso de inteligência artificial para analisar odesempenho do sistema fotovoltaico. A tecnologia identifica quedas de produção,falhas em equipamentos e comportamentos fora do padrão, permitindo açõescorretivas rápidas e evitando prejuízos ao longo do tempo. Segundo o vice-presidente da GoodWe para a América Latina, Fábio Mendes, osetor solar vive um momento de maturidade. “A energia solar deixou de ser apenas uma fonte alternativa. Hoje, o desafio éextrair o máximo desempenho dos sistemas instalados, com gestão inteligente,dados confiáveis e decisões baseadas em informação”, destaca. Para o agronegócio, a indústria e o comércio, esse nível de controle representaganho operacional e segurança energética. Já no segmento residencial, significamais clareza sobre o retorno do sistema solar e maior controle sobre o consumodiário. Com a evolução das plataformas digitais, o setor solar caminha para um modeloem que geração e gestão andam juntas. A energia produzida passa a sermonitorada, analisada e otimizada continuamente, consolidando a tecnologia comoum pilar fundamental para eficiência, economia e sustentabilidade. Gestão digital amplia eficiência e retorno dos sistemas fotovoltaicos
- Sindenergia participa de debate com bancada federal sobre impactos da escala 6x1 em MT
REDUÇÃO DE JORNADA Sindenergia participa de debate com bancada federal sobre impactos da escala 6x1 em MT Estudo da FIEMT aponta perda de 155 milhões de horas de trabalho por ano e aumento de até R$ 5,1 bilhões na folha de pagamento Representantes do setor produtivo de Mato Grosso se reuniram nesta segunda-feira (16) com a bancada federal para discutir os impactos da possível mudança na jornada de trabalho, que pode alterar o modelo atual da escala 6x1. O encontro ocorreu durante café da manhã promovido pela Aliança do Setor Produtivo, com participação de entidades empresariais, entre elas o Sindenergia, no plenário da Fecomércio. Estudo do Observatório de Mato Grosso do Sistema Fiemt estima que a alteração pode provocar perda superior a 155 milhões de horas de produção por ano no estado. Para manter o nível atual da atividade econômica, as empresas teriam de optar entre novas contratações ou pagamento de horas extras. No cenário de horas extras, o aumento na folha de pagamento pode chegar a R$ 5,1 bilhões por ano, alta de 14,88%. Já no caso de novas contratações, o custo adicional estimado é de R$ 3,4 bilhões, crescimento de 9,92%. O presidente do Sindenergia, Carlos Garcia, afirmou que o debate sobre a jornada precisa considerar os impactos para a competitividade do país. “A redução da jornada é um tema importante, mas precisa ser discutido com responsabilidade. Setores estratégicos, como energia e agroindústria, operam de forma contínua e podem sofrer impactos significativos se houver mudanças abruptas sem planejamento e sem transição”, disse. Segundo levantamento do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), 82,61% dos dirigentes sindicais industriais avaliam que a alteração da jornada teria impacto negativo na produtividade, com aumento de custos, redução da produção e perda de competitividade. Sindenergia participa de debate com bancada federal sobre impactos da escala 6x1 em MT
- Rússia enfrenta dificuldades para aproveitar alta do petróleo diante de ataques e condições climáticas adversas
Interrupções operacionais e riscos logísticos limitam ganhos mesmo com preços elevados no mercado global Rússia enfrenta dificuldades para aproveitar alta do petróleo diante de ataques e condições climáticas adversas Produção e exportação de petróleo russo sofrem impactos simultâneos de fatores geopolíticos e ambientais, afetando o equilíbrio energético global. A Rússia tem enfrentado obstáculos para capitalizar a recente valorização dos preços do petróleo no mercado internacional, em meio a interrupções causadas por condições climáticas severas e ataques com drones em infraestruturas energéticas estratégicas. O cenário reforça a vulnerabilidade operacional do setor petrolífero russo e levanta preocupações sobre a estabilidade da oferta global de energia. Pressões simultâneas sobre produção e exportação Apesar do aumento nos preços do petróleo impulsionado por tensões geopolíticas e ajustes na oferta global, a Rússia não tem conseguido maximizar seus ganhos. Dados recentes indicam que exportações de petróleo e derivados foram impactadas por uma combinação de fatores externos, incluindo tempestades em regiões portuárias e ataques direcionados a instalações críticas. Essas interrupções afetam diretamente a logística de escoamento da produção, especialmente em terminais estratégicos de exportação. Como resultado, volumes significativos deixaram de ser comercializados em momentos de alta demanda, reduzindo o potencial de receita do país. Infraestrutura energética sob risco crescente Os ataques com drones têm se tornado uma ameaça recorrente à infraestrutura energética russa, atingindo refinarias, oleodutos e instalações de armazenamento. Esse tipo de ofensiva, além de causar danos diretos, gera incerteza operacional e eleva custos com segurança e manutenção. A vulnerabilidade exposta coloca pressão adicional sobre a cadeia de suprimentos de energia e evidencia a importância de sistemas resilientes em ambientes de risco geopolítico elevado. Impacto no mercado global de energia A dificuldade da Rússia em aproveitar plenamente a alta do petróleo contribui para um cenário de maior volatilidade no mercado energético global. Como um dos maiores exportadores de petróleo do mundo, qualquer limitação em sua capacidade de fornecimento tem efeitos imediatos sobre preços e estratégias de abastecimento em diversas regiões. Além disso, a instabilidade na produção reforça a busca por diversificação energética, especialmente em países dependentes de importações. Esse movimento pode acelerar investimentos em fontes renováveis, armazenamento de energia e alternativas como o hidrogênio verde. Transição energética ganha novo impulso O cenário atual reforça uma tendência já em curso: a redução da dependência de combustíveis fósseis em contextos geopolíticos instáveis. Interrupções frequentes na cadeia de petróleo evidenciam os riscos associados a sistemas energéticos centralizados e altamente dependentes de poucos fornecedores. Nesse contexto, soluções como energia solar, eólica e sistemas de armazenamento ganham protagonismo, não apenas por razões ambientais, mas também estratégicas e econômicas. Análise: entre resiliência e transformação A incapacidade da Rússia de capitalizar plenamente a alta do petróleo ilustra um ponto crítico para o setor energético global: preço alto não garante lucro quando há fragilidade operacional. Para investidores e formuladores de políticas públicas, o episódio reforça a necessidade de resiliência energética, diversificação de fontes e investimentos em infraestrutura mais segura e distribuída. A médio e longo prazo, eventos como esse tendem a acelerar a transformação do setor energético global, reduzindo a centralidade do petróleo e ampliando o espaço para tecnologias limpas e descentralizadas. Rússia enfrenta dificuldades para aproveitar alta do petróleo diante de ataques e condições climáticas adversas
- Sindenergia MT prepara nova edição do Encontro da Indústria do Setor Elétrico e libera mídia kits
Sindenergia MT prepara nova edição do Encontro da Indústria do Setor Elétrico e libera mídia kits O Sindenergia MT iniciou os preparativos para a edição 2026 do Encontro da Indústria do Setor Elétrico, principal fórum de integração, negócios e debate do setor em Mato Grosso. O evento está marcado para os dias 12 e 13 de maio, na UNISENAI, em Cuiabá, e já conta com a abertura dos mídia kits para empresas interessadas em patrocinar a iniciativa. Sindenergia MT prepara nova edição do Encontro da Indústria do Setor Elétrico e libera mídia kits A proposta do encontro é reunir, em um mesmo espaço, empresas, lideranças, profissionais e instituições que atuam direta ou indiretamente na cadeia elétrica, promovendo debates técnicos, networking qualificado e a apresentação de soluções que impactam o futuro do setor no estado. Para o presidente do Sindenergia MT, Carlos Garcia, o evento se consolidou como um ambiente estratégico para o fortalecimento do setor elétrico mato-grossense. “O Encontro da Indústria do Setor Elétrico é o espaço onde o setor se encontra para trocar experiências, discutir desafios e apontar caminhos. Para as empresas, é uma oportunidade de posicionar a marca, gerar conexões estratégicas e dialogar com quem efetivamente decide e investe em energia em Mato Grosso”, afirma. O evento é direcionado a engenheiros eletricistas, indústrias, empresas do setor, prestadores de serviços, fornecedores, gestores, instituições públicas, autoridades e estudantes em formação. A programação inclui painéis temáticos, debates técnicos e uma área de exposição voltada à inovação e às novas tecnologias aplicadas ao setor elétrico. Na edição de 2025, o encontro reuniu mais de 1,2 mil participantes e contou com mais de 20 estandes de fabricantes, projetistas, construtores, comercializadores e geradores de energia. Os debates abordaram soluções para geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia, além de temas como transição energética e descarbonização da indústria. Também estiveram em pauta fontes com forte potencial em Mato Grosso, como energia solar, hídrica, gás natural, hidrogênio verde e biometano, reforçando o papel do estado na agenda energética nacional. Com a liberação dos mídia kits, o Sindenergia MT abre espaço para que empresas se conectem de forma direta ao público do evento e ampliem sua visibilidade em um ambiente altamente qualificado. “Patrocinar o encontro é investir em relacionamento, conhecimento e no fortalecimento de um setor essencial para o desenvolvimento econômico do estado”, destaca Carlos Garcia. As empresas interessadas já podem solicitar o mídia kit e obter informações sobre as cotas de patrocínio por meio do @sindenergia. O sindicato também orienta que profissionais e organizações reservem a data e acompanhem os próximos anúncios da programação oficial do evento. Sindenergia MT prepara nova edição do Encontro da Indústria do Setor Elétrico e libera mídia kits
- Trael mira mercado dos EUA e inicia estratégia de expansão global no setor de transformadores
DE MT PARA O MUNDO Trael mira mercado dos EUA e inicia estratégia de expansão global no setor de transformadores Participação na Distributech 2026 reforça posicionamento da empresa mato-grossense para atender à crescente demanda por equipamentos impulsionada por data centers e eletrificação de veículos A Trael, fabricante mato-grossense de transformadores, deu um passo importante em sua estratégia de expansão internacional ao participar da Distributech 2026, principal evento mundial voltado ao setor de transmissão e distribuição de energia elétrica. Realizada entre os dias 2 e 5 de fevereiro, em San Diego, nos Estados Unidos, a feira reuniu mais de 20 mil profissionais do setor energético, com mais de 800 especialistas e cerca de 700 empresas expositoras discutindo os desafios e as oportunidades da transformação da rede elétrica global. A presença da empresa no evento integrou o Pavilhão Brasil, iniciativa coordenada pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), em parceria com a ApexBrasil. Ao todo, 31 empresas brasileiras apresentaram soluções tecnológicas e produtos voltados para eficiência energética, digitalização, automação, segurança e sustentabilidade, reforçando a competitividade internacional do setor eletroeletrônico nacional. Trael mira mercado dos EUA e inicia estratégia de expansão global no setor de transformadores No caso da Trael, o objetivo foi claro: iniciar uma jornada de posicionamento global como fornecedora de soluções para o mercado de transformadores, com foco inicial no mercado norte-americano. Segundo o engenheiro da empresa, Elton Jeser, o cenário atual dos Estados Unidos cria uma oportunidade estratégica para novos fornecedores internacionais. “O objetivo da Trael na feira foi apresentar a empresa para o mercado americano e se colocar como uma opção de fornecimento de transformadores, principalmente transformadores pedestal. Existe hoje uma demanda crescente por esses equipamentos impulsionada pela expansão das redes de energia, pelo avanço dos data centers ligados à inteligência artificial e pela eletrificação de veículos”, explica. Segundo ele, o aumento do consumo de energia tem pressionado a cadeia de fornecimento no país. “Os fabricantes americanos não estão conseguindo suprir essa demanda e os prazos de entrega ultrapassam 12 meses. Isso abriu espaço para novos fornecedores internacionais”, afirma. Com mais de 30 anos de experiência na fabricação de transformadores, a Trael vê nesse cenário uma oportunidade de ampliar sua presença global, tendo como diferencial competitivo justamente a capacidade produtiva e prazos mais competitivos. Estratégia de internacionalização A estratégia de internacionalização, no entanto, não começou agora. Segundo o gerente comercial e de marketing da Trael e diretor de Inovação do Sindenergia, Dimas Alexandre Yamanaka, a empresa já possui histórico de exportações, principalmente para países da América do Sul, e passou a estudar com mais atenção o mercado norte-americano diante do aumento da demanda energética. “A Trael exporta há mais de 20 anos para a América do Sul e já realizou operações para mercados da América Central e África. Nos últimos anos começamos a observar uma demanda reprimida muito forte nos Estados Unidos, impulsionada pela transformação digital, pelo avanço da inteligência artificial, pelos data centers e pela eletrificação veicular”, explica. Segundo ele, esse movimento levou a empresa a ampliar sua estrutura industrial voltada à produção de transformadores de média força. “A Trael construiu uma nova planta voltada a produtos mais engenheirados, como transformadores pedestal, equipamentos subterrâneos e transformadores para aplicações industriais e solares. Estamos falando de equipamentos entre 300 e 3 mil kVA, um nicho importante dentro do portfólio para atender esse tipo de mercado”, afirma. Yamanaka também destaca que a presença na feira teve um papel estratégico não apenas empresarial, mas também institucional. Como diretor de inovação do Sindenergia, ele acompanhou de perto as tendências tecnológicas do setor energético. “Como diretor de inovação do Sindenergia, também estávamos atentos às novidades e às tendências de mercado relacionadas a data centers, inteligência artificial e à evolução do consumo de energia. Além disso, existe um papel institucional importante de estarmos próximos de entidades como a Abinee, que representam a indústria eletroeletrônica brasileira e ajudam a abrir portas para empresas nacionais no cenário internacional”, afirma. Durante a Distributech, a empresa apresentou seu portfólio ao público internacional, com destaque para o transformador pedestal — conhecido no mercado norte-americano como pad mounted — considerado um dos principais produtos com potencial de entrada no país. Outro diferencial apresentado foi o transformador autoregulável, tecnologia já utilizada no Brasil em parceria com a MR, além de ferramentas digitais como um tour virtual em realidade virtual pela fábrica da empresa. “A ideia foi mostrar para o mercado americano que a Trael tem condições de atender essa demanda com qualidade e velocidade. Nosso complexo industrial é organizado em plantas dedicadas para diferentes linhas de produção, o que nos dá flexibilidade para atender transformadores de distribuição, média força e força em diferentes capacidades”, destaca. Ele ressalta ainda que a entrada em mercados mais exigentes contribui para elevar o nível técnico da empresa e ampliar sua competitividade internacional. “Essa interação com mercados mais exigentes promove maturidade técnica, qualificação das equipes e melhoria contínua dos processos. Além de ampliar escala e reduzir riscos, também abre novos mercados e fortalece a marca da empresa no cenário internacional”, afirma. Para o executivo, o movimento também traz reflexos positivos para o próprio estado de Mato Grosso, ao diversificar a base industrial local. “Mato Grosso é muito associado ao agronegócio, mas quando empresas industriais ampliam seu portfólio e começam a acessar novos mercados, isso fortalece toda a economia. A indústria de transformação ganha escala, gera mais tecnologia, qualificação e amplia a diversidade do parque industrial do estado”, pontua. A Distributech 2026 abordou temas centrais para o futuro do setor elétrico, como modernização e confiabilidade das redes, integração de energias renováveis, inteligência artificial aplicada ao sistema elétrico, digitalização, cibersegurança e infraestrutura para veículos elétricos. Trael mira mercado dos EUA e inicia estratégia de expansão global no setor de transformadores
- GoodWe lança avanço da gestão digital de energia no mercado brasileiro
INOVAÇÃO NO SETOR ELÉTRICO GoodWe lança avanço da gestão digital de energia no mercado brasileiro O lançamento do SEMS+, nova plataforma inteligente de gerenciamento de energia da GoodWe, simboliza uma mudança em curso no mercado elétrico brasileiro: a transição para um modelo em que o consumo de energia deixa de ser apenas acompanhado no fim do mês e passa a ser gerenciado de forma contínua. GoodWe lança avanço da gestão digital de energia no mercado brasileiro O evento, que será realizado em formato online com especialistas do setor, reúne um debate cada vez mais presente entre consumidores, empresas e integradores: a necessidade de ferramentas que ofereçam clareza, previsibilidade de custos e apoio à tomada de decisão em um cenário de tarifas variáveis e aumento da geração distribuída. A proposta da nova plataforma é atender a essa demanda ao integrar monitoramento, análise de dados e inteligência artificial em um único ambiente. O usuário passa a acompanhar diariamente seu consumo, identificar horários de maior gasto, avaliar o desempenho do sistema e agir antes que o impacto apareça na conta de energia. Para o vice-presidente da GoodWe para a América Latina, Fabio, o lançamento reflete uma mudança estrutural no setor. “O mercado está mais maduro e exige soluções que vão além da geração de energia. O consumidor quer entender o que acontece com seu consumo ao longo do dia e ter condições reais de planejar e otimizar seus gastos”, afirma. O avanço da digitalização energética também dialoga com a realidade de diferentes segmentos. No ambiente residencial, o controle em tempo real contribui para educação do consumo e mudança de hábitos. Já no comércio, na indústria e no agronegócio, a gestão digital se torna uma ferramenta de eficiência operacional e redução de riscos. Durante o evento de lançamento, os especialistas vão apresentar como a tecnologia pode ser aplicada na prática, desde pequenos sistemas até operações de maior porte, reforçando o papel da informação como elemento central da nova dinâmica do setor elétrico. Ao colocar o gerenciamento energético no centro do debate, o lançamento do SEMS+ evidencia um movimento mais amplo do mercado: o de transformar a energia em um ativo monitorado diariamente, com decisões baseadas em dados, previsibilidade e inteligência. Sobre a GoodWe A GoodWe é uma empresa global líder no setor de energia limpa e sustentável, comprometida em fornecer soluções inovadoras e de alta qualidade para um futuro mais verde. Com um portfólio diversificado que inclui inversores solares, tecnologias de armazenamento de energia e sistemas BIPV, a GoodWe está presente em mais de 100 países, destacando-se por sua excelência em inovação e desempenho. Com uma capacidade de produção de inversores solares de 35 GW e 2,1 GWh em baterias, a GoodWe já alcançou uma instalação acumulada de 71,2 GW, abrangendo telhados residenciais, comerciais, sistemas industriais e usinas, com soluções que variam de 0,7 kW a 350 kW. Reconhecida mundialmente, a fabricação da GoodWe adota processos avançados de automação e as tecnologias mais sofisticadas, garantindo qualidade superior e máxima eficiência. Atualmente, a empresa conta com uma equipe global de 5.000 colaboradores, sendo 1.000 dedicados exclusivamente à pesquisa e desenvolvimento, reforçando seu compromisso com a inovação contínua. A GoodWe é a escolha de confiança para quem busca soluções energéticas confiáveis e sustentáveis. GoodWe lança avanço da gestão digital de energia no mercado brasileiro
- 🌞 Energia Solar: Tudo o Que o Consumidor Precisa Saber
Episódio 13 – Painéis solares: o que realmente importa na escolha Quando o consumidor começa a pesquisar energia solar, uma das primeiras dúvidas surge diante de dezenas de marcas, modelos e promessas: qual painel solar escolher? Potência, eficiência, garantia e preço aparecem como fatores decisivos, mas nem todos têm o mesmo peso na prática. Neste episódio, o EnergyChannel explica o que realmente importa na escolha dos painéis solares , indo além do marketing e focando no que impacta o desempenho e a durabilidade do sistema. 🔋 Painel solar não é tudo igual Apesar de visualmente semelhantes, os painéis solares variam em: Tecnologia das células Eficiência de conversão Qualidade dos materiais Processo de fabricação Certificações e testes Essas diferenças influenciam diretamente a geração de energia ao longo dos anos. ⚡ Potência nominal: o que ela significa? A potência do painel, medida em watts-pico (Wp), indica quanto ele pode gerar em condições ideais de teste. Um painel mais potente não é necessariamente melhor, mas pode ajudar a reduzir a quantidade de módulos necessários no projeto. O mais importante é o conjunto do sistema , não apenas o número impresso na etiqueta. 📊 Eficiência importa… até certo ponto A eficiência indica quanto da luz solar é convertida em energia elétrica. Painéis mais eficientes ocupam menos espaço, o que pode ser decisivo em telhados pequenos. Em telhados amplos, a diferença de eficiência pode ter impacto reduzido no resultado final. 🧱 Qualidade construtiva e durabilidade Um bom painel solar precisa resistir por décadas a: Sol intenso Chuva e umidade Variações térmicas Ventos e granizo Por isso, qualidade de vidro, moldura, encapsulamento e certificações são mais relevantes do que pequenas diferenças de eficiência. 🛡️ Garantia: o que observar com atenção Existem dois tipos principais de garantia: Garantia contra defeitos de fabricação Garantia de desempenho ao longo do tempo Painéis de fabricantes consolidados costumam oferecer garantias mais claras e confiáveis. 🏭 Marca importa? Marca não é tudo, mas importa. Fabricantes com histórico, presença global e estrutura de suporte reduzem riscos para o consumidor no longo prazo. Mais importante do que o nome é a capacidade da empresa honrar a garantia ao longo dos anos. ⚠️ Cuidado com comparações simplistas Escolher um painel apenas pelo maior Wp ou menor preço pode comprometer o desempenho e a vida útil do sistema. O painel precisa estar alinhado ao projeto, ao inversor e às condições do local. 🧭 O que o consumidor deve priorizar Na prática, o consumidor deve buscar: Painéis certificados Fabricantes confiáveis Garantias claras Compatibilidade com o projeto Um bom projeto equilibra desempenho, durabilidade e custo. 🔎 Tecnologia certa evita frustração futura Entender o papel do painel solar ajuda o consumidor a fugir de promessas vazias e focar no que realmente gera resultado ao longo do tempo. No próximo episódio, o EnergyChannel avança no sistema: 👉 Inversores solares: o cérebro da energia solar 📌 Série Especial EnergyChannel Energia Solar: Tudo o Que o Consumidor Precisa Saber Um guia completo, independente e didático criado pelo EnergyChannel para ajudar o consumidor brasileiro a entender, comparar e decidir com segurança sobre a energia solar. 🌞 Energia Solar: Tudo o Que o Consumidor Precisa Saber











