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  • Microinversor vs inversor string: qual tecnologia realmente entrega mais valor na energia solar?

    Durante anos, o modelo de inversores string dominou o mercado de energia solar. Simples, consolidado e amplamente difundido, ele foi responsável por viabilizar a expansão da geração distribuída em diversos países incluindo o Brasil. Mas, à medida que o setor amadurece, uma nova pergunta começa a ganhar força: O modelo tradicional ainda é o mais eficiente, seguro e inteligente para os sistemas atuais? A comparação com os microinversores  deixa claro que a resposta depende — e cada vez mais do nível de exigência do projeto. Duas arquiteturas, duas lógicas A principal diferença entre as tecnologias está na forma como a energia é convertida e gerenciada. Inversor string Vários módulos conectados em série (string) Um único inversor central Conversão DC/AC concentrada Microinversor Um inversor por módulo Conversão individual no painel Sistema distribuído Essa diferença estrutural impacta diretamente performance, segurança e operação . Performance: teoria vs realidade Em condições ideais de laboratório, ambos os sistemas podem apresentar desempenhos semelhantes. Mas no mundo real, o cenário muda. Inversor string O desempenho da string é limitado pelo pior módulo Perdas em caso de: sombra parcial sujeira localizada mismatch entre módulos Microinversor Cada módulo opera de forma independente MPPT individual maximiza a geração Menor impacto de interferências pontuais Resultado: em cenários reais, sistemas com microinversores tendem a apresentar maior geração ao longo do tempo. Segurança: o fator que ganha relevância Com a evolução do setor, segurança deixou de ser secundária e passou a ser decisiva. Inversor string Presença de alta tensão DC ao longo do sistema Maior risco de arco elétrico Exige cuidados rigorosos de instalação Microinversor Conversão imediata para AC no módulo Redução significativa de tensão DC Menor risco elétrico estrutural Em mercados mais maduros, esse fator já influencia normas, seguros e decisões de projeto. Monitoramento e gestão A forma como os sistemas são monitorados também muda completamente. String Monitoramento por inversor ou por string Menor granularidade Diagnóstico mais lento Microinversor Monitoramento módulo a módulo Identificação precisa de falhas Gestão proativa Isso reduz custos operacionais e aumenta a previsibilidade da geração. Flexibilidade de projeto Nem todo telhado é ideal e é aqui que as diferenças ficam evidentes. String Limitações em layouts complexos Sensível a orientações diferentes Expansão mais restrita Microinversor Alta adaptabilidade Ideal para telhados irregulares Expansão simples e modular Custo: análise além do investimento inicial Um dos principais argumentos a favor dos inversores string ainda é o custo inicial mais baixo. Mas essa análise, isolada, pode ser incompleta. O que entra na conta real: Geração ao longo do tempo Custos de manutenção Tempo de diagnóstico Riscos operacionais Vida útil do sistema Quando analisado no ciclo completo, o custo-benefício pode se inverter dependendo da aplicação. Onde cada tecnologia faz mais sentido A escolha não é absoluta — ela é estratégica. ✔️ Inversor string: Grandes usinas com condições homogêneas Projetos com foco em CAPEX reduzido ✔️ Microinversores: Residencial Comercial de pequeno e médio porte Telhados complexos Ambientes com exigência de segurança Projetos que priorizam performance e controle A mudança de critério no mercado O setor começa a migrar de uma lógica simples: “Qual sistema é mais barato?” Para uma análise mais completa: “Qual sistema entrega mais valor ao longo do tempo?” E essa mudança favorece tecnologias que oferecem: Maior eficiência real Mais segurança Mais inteligência operacional Conclusão: não é substituição, é evolução Os microinversores não surgem necessariamente para substituir os inversores string em todos os cenários. Mas representam uma evolução clara na forma de pensar sistemas solares. A decisão deixa de ser baseada apenas em custo inicial e passa a considerar performance, risco e gestão energética. Próximo episódio No próximo capítulo: Por que Europa e Ásia aceleraram o uso de microinversores e o que isso sinaliza para o Brasil Microinversor vs inversor string: qual tecnologia realmente entrega mais valor na energia solar?

  • 🌞 Energia Solar: Tudo o Que o Consumidor Precisa Saber

    Episódio 21 – Vou vender o imóvel: o que acontece com a energia solar? A energia solar é um investimento de longo prazo, mas a vida do consumidor muda. Venda do imóvel, mudança de cidade ou troca de residência levantam uma pergunta importante: o que acontece com o sistema de energia solar quando o imóvel é vendido? Neste episódio, o EnergyChannel explica como a energia solar se comporta em uma venda de imóvel e quais cuidados o proprietário deve ter . 🏡 Energia solar faz parte do imóvel Em instalações tradicionais, o sistema fotovoltaico é integrado ao imóvel. Isso significa que, ao vender a casa ou o prédio, a energia solar normalmente acompanha a propriedade. O sistema passa a beneficiar o novo proprietário. 💰 A energia solar valoriza o imóvel? Em muitos casos, sim. Um imóvel com energia solar oferece: Conta de luz reduzida Maior previsibilidade de custos Diferencial competitivo no mercado Esses fatores podem aumentar a atratividade do imóvel para compradores. 🧾 E se o sistema estiver financiado? Quando há financiamento, a situação exige atenção. O proprietário deve verificar: Se o financiamento está atrelado ao CPF ou ao imóvel Possibilidade de quitação antecipada Transferência da dívida ao comprador Esses pontos precisam ser tratados na negociação. 🔄 Transferência de titularidade Além da venda, é necessário ajustar: Titularidade da conta de energia Cadastro do sistema junto à distribuidora Acesso ao monitoramento do inversor A empresa instaladora pode auxiliar nesse processo. ⚠️ Remover o sistema é uma opção? Tecnicamente, é possível remover o sistema, mas isso envolve: Custo adicional Risco de danos Nova homologação em outro local Na maioria dos casos, manter o sistema no imóvel é mais vantajoso. 🧭 Como apresentar a energia solar ao comprador O vendedor pode destacar: Histórico de economia na conta de luz Vida útil restante do sistema Garantias dos equipamentos Informação clara aumenta a confiança do comprador. 🔎 Energia solar não é um problema, é um ativo Quando bem explicada, a energia solar deixa de ser uma dúvida e passa a ser um diferencial positivo na negociação imobiliária. No próximo episódio, o EnergyChannel avança para um tema técnico que gera muitas dúvidas: 👉 O que acontece quando falta energia na rua? O sistema funciona? 📌 Série Especial EnergyChannel Energia Solar: Tudo o Que o Consumidor Precisa Saber Um guia completo, independente e didático criado pelo EnergyChannel para ajudar o consumidor brasileiro a entender, comparar e decidir com segurança sobre a energia solar. 🌞 Energia Solar: Tudo o Que o Consumidor Precisa Saber

  • Atrasos na Ferrovia de MT ameaçam frete mais barato e travam economia regional

    Ferrovia Estadual de MT Atrasos na Ferrovia de MT ameaçam frete mais barato e travam economia regional Uma das obras mais importantes para o Estado de Mato Grosso, a ferrovia que ligará o sul do estado à região central, no município de Lucas do Rio Verde (MT), tem enfrentado sucessivos atrasos na entrega de seus segmentos sob responsabilidade da empresa Rumo S.A. Inicialmente, a conclusão do trecho entre Rondonópolis e o novo terminal de Dom Aquino, às margens da BR-070, estava prevista para o segundo semestre de 2026. O prazo, no entanto, não será cumprido diante dos atrasos nas obras. O cenário preocupa produtores e a população, já que mantém elevados os custos logísticos e impede a redução esperada no frete. A expectativa era de que houvesse uma diminuição significativa dos custos logísticos a partir da safra 2026/2027, o que não deverá ocorrer. Com isso, o frete continuará sendo direcionado ao município de Rondonópolis, fazendo com que os municípios próximos ao novo terminal deixem de arrecadar impostos relevantes, gerando perdas significativas para a economia local e regional. Outro ponto que causa apreensão é a suspensão dos investimentos para a continuidade do empreendimento. Conforme o cronograma inicial, as obras dos trechos subsequentes deveriam ter início em janeiro de 2026; entretanto, até o momento, não houve contratação de empresas para a execução das atividades, ampliando as incertezas sobre o avanço do projeto. Além disso, as construtoras responsáveis pela execução da obra vêm enfrentando dificuldades financeiras, o que tem provocado atrasos nos pagamentos a fornecedores locais. Empresas de Rondonópolis e região já buscaram esclarecimentos junto à Rumo S.A., porém, até o momento, não obtiveram respostas, o que agrava ainda mais o cenário de insegurança, prejudica a cadeia produtiva local e compromete a continuidade das obras. Essa situação amplia a preocupação de produtores e empresários, uma vez que os atrasos podem impactar diretamente o escoamento da soja, principal produto do estado, especialmente nos períodos críticos de safra, gerando riscos logísticos, aumento de custos e perda de competitividade. Diante de todo o cenário exposto, a população e os produtores dos municípios próximos ao novo terminal manifestam crescente preocupação com o não cumprimento dos prazos previstos, tendo em vista os prejuízos à economia local, à geração de empregos e ao desenvolvimento regional. Assim, torna-se imprescindível que o Governo do Estado atue de forma efetiva para garantir a manutenção dos investimentos previstos, acompanhar a situação financeira das empresas envolvidas, cobrar transparência da concessionária e assegurar a continuidade dessa obra estratégica, fundamental para o crescimento sustentável e o desenvolvimento de Mato Grosso. Atrasos na Ferrovia de MT ameaçam frete mais barato e travam economia regional

  • BIOCOMBUSTÍVEIS - O Antídoto Brasileiro frente à Crise Energética Global

    Por Cidinho Santos A história mostra que grandes crises energéticas costumam abrir caminhos para mudanças estruturais. Foi assim na década de 1970, quando o Brasil, pressionado pelo choque do petróleo, criou o Pró-Álcool e deu início a uma das cadeias produtivas mais eficientes do mundo. Agora, diante das incertezas no tabuleiro geopolítico e de uma nova escalada global dos combustíveis fósseis, o Brasil se encontra em uma posição singular, com a oportunidade de ampliar, avançar e consolidar uma maior participação dos biocombustíveis na matriz energética nacional. O mundo vive um cenário de instabilidade energética. Enquanto os tambores de guerra ecoam no Oriente Médio e as tensões escalam em regiões vitais para o suprimento de energia, o preço do barril de petróleo voltou a assombrar as economias globais, superando os US$ 100, impulsionado pelo risco de interrupções no fornecimento global. Isso impacta diretamente o custo do diesel, do transporte, dos fertilizantes e, consequentemente, de toda a cadeia produtiva. No Brasil, esse efeito já é sentido no campo. O diesel mais caro pressiona o frete, encarece a produção, diminui a margem e reduz a competitividade. Mas, ao contrário de muitos países, temos uma vantagem estratégica clara, que ameniza estes impactos e pode ganhar muito mais protagonismo, passando a ser um verdadeiro triunfo contra a volatilidade do mercado internacional: os biocombustíveis. Esse não é um ativo trivial. É, hoje, um diferencial competitivo e um escudo econômico. O Brasil construiu, ao longo de décadas, com visão e persistência, a indústria de biocombustíveis mais sofisticada do mundo. Dispomos de matéria prima abundante, integração da cadeia produtiva, alta tecnologia de processamento e capacidade de escala como poucos países, sendo ambientalmente mais responsáveis, despontando ainda na vanguarda da descarbonização. O etanol e o biodiesel, por exemplo, deixaram de ser apostas para se tornarem pilares da matriz energética nacional, com misturas obrigatórias entre as mais significativas do planeta. Além disso, a maior parte da frota nacional está preparada para utilizar diferentes combinações de combustíveis, o que dá flexibilidade ao sistema. Contudo, precisamos avançar muito mais para não sermos vítimas da subutilização do nosso potencial. Mato Grosso é um exemplo claro disso. O estado é líder na produção de grãos e maior produtor de etanol de milho do País. Para se ter uma ideia, na produção total de etanol, saímos de 2,44 bilhões de litros na safra 19/20 - com equilíbrio de produção de etanol de cana de açúcar e de milho e devemos alcançar na safra 26/27, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) cerca de 8,44 bilhões de litros, sendo 86% desse montante oriundo da produção de etanol de milho, o que representa um aumento exponencial de 500% somente deste produto, no período. Nesse interim, o estado também praticamente dobrou sua produção de biodiesel, alcançando um recorde de 2,30 bilhões de litros em 2025, consolidando-se como segundo maior produtor do Brasil. Ou seja, temos matéria-prima, escala e tecnologia para ampliar ainda mais nossa participação na matriz energética nacional. O que falta, portanto, não é capacidade produtiva, mas decisão política. Nesse contexto, a necessidade da ampliação agora da mistura de biodiesel ao diesel para 20% - o chamado B20 e do etanol na gasolina para 35% (E35), deixa de ser apenas uma agenda setorial e passa a ser uma decisão estratégica de Estado. Elevar a mistura de biocombustíveis aos combustíveis fósseis é uma medida concreta, de impacto imediato. Isso reduz a dependência de combustíveis fósseis importados, protege a economia das oscilações internacionais e ainda fortalece a cadeia produtiva nacional, gerando emprego e renda, atraindo investimentos e promovendo o desenvolvimento regional. Diante de um cenário internacional marcado por incertezas, o Brasil não pode hesitar. Ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética não é apenas desejável — é necessário. Sem contar que neste momento, por exemplo, o preço do óleo diesel A S10 importado está em R$ 6,40/litro, valor mais alto que o biodiesel, comercializado a R$ 5,15/litro, segundo dados oficiais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o que reafirma mais um benefício direto, com redução do valor final para o consumidor. Ou seja, precisamos fazer escolhas que fortaleçam a produção interna, reduzam as nossas vulnerabilidades, protejam o consumidor e reafirmem a autonomia do país em um mundo cada vez mais volátil. Se há uma lição a ser tirada da atual crise energética global é que: depender excessivamente de fontes externas e concentradas de energia é um risco estratégico. Nosso país é um gigante energético que ainda não despertou completamente para o seu próprio potencial. Temos todas as condições de estabelecer alternativas reais ao petróleo, com competitividade de mercado e produção 100% nacional. O que falta é transformar isso em política de Estado, com previsibilidade e regulamentação, que garantam segurança aos investimentos para ampliação da capacidade produtiva com confiança e estabilidade. O futuro da energia está sendo disputado agora. E, graças à sua trajetória, o Brasil já saiu na frente nesta competição. Temos o remédio nas mãos. Temos biocombustíveis. É hora de usar essa vantagem estratégica para proteger nossa economia e mostrar que o futuro, além de verde, é produzido em solo brasileiro! ————— Cidinho Santos é ex-senador por MT, empresário do agronegócio e CEO do Grupo MC Empreendimentos e Participações BIOCOMBUSTÍVEIS - O Antídoto Brasileiro frente à Crise Energética Global

  • Loram South America entrega novas máquinas à MRS em contrato bilionário de operação e manutenção ferroviária

    Equipamentos de alta tecnologia serão operados pela própria multinacional em um modelo que foca na expansão da atuação da empresa na América do Sul Pela primeira vez, a MRS contará com uma máquina dedicada ao esmerilhamento de AMVs e PNs, ativos considerados fundamentais para a operação ferroviária | Créditos: João Marcos ElYark A Loram South America deu início a um contato estimado em R$ 1 bilhão com a MRS Logística, que contempla a aquisição de duas novas máquinas esmerilhadoras e a prestação de serviços, oficializado após a entrega dos equipamentos durante cerimônia realizada no pátio ferroviário P1-07, na divisa dos municípios de Jeceaba e São Brás do Suaçuí (MG). A entrega do maquinário, realizada no dia 12 de março, marca o início de um acordo de 15 anos, no qual a empresa será responsável pela operação e pela manutenção dos equipamentos. Pela primeira vez, o contrato entre as companhias segue o modelo Operation and Maintenance (O&M), no qual a operadora ferroviária realiza a aquisição das máquinas, enquanto a Loram assume integralmente a operação técnica e manutenção. A iniciativa reforça a presença da empresa no setor ferroviário brasileiro e amplia a parceria de longa data entre as duas companhias. A entrega do maquinário, realizada no dia 12 de março, marca o início de um acordo de 15 anos, no qual a empresa será responsável pela operação e pela manutenção dos equipamentos | Créditos: João Marcos ElYark O evento contou com a presença de executivos das duas empresas e de representantes do setor ferroviário, incluindo o presidente da MRS Logística, Guilherme Segalla de Mello; o Chief Operating Officer (COO) Global da Loram, Luke Olson; e o acionista da companhia, Mike Mannix, além de representantes do setor ferroviário nacional e de autoridades públicas. O momento simbólico da entrega foi marcado pelo corte de faixa realizado em conjunto por colaboradoras da Loram e da MRS, em reconhecimento à crescente presença de mulheres na indústria ferroviária. O momento simbólico da entrega foi marcado pelo corte de faixa realizado em conjunto por colaboradoras da Loram e da MRS, em reconhecimento à crescente presença de mulheres na indústria ferroviária | Créditos: João Marcos ElYark As duas máquinas entregues são equipamentos de grande porte voltados à manutenção da infraestrutura ferroviária e foram projetadas para restaurar o perfil dos trilhos, remover irregularidades microscópicas e prevenir falhas prematuras, contribuindo diretamente para ampliar a vida útil dos componentes e a segurança da operação ferroviária. O primeiro equipamento é a RG426, uma esmerilhadora de linha corrida equipada com 90 rebolos, considerada uma das maiores do mundo em sua categoria. A máquina é capaz de operar a velocidades superiores a 25 km/h, dependendo das condições da linha, possui oito carros e reúne tecnologias avançadas de esmerilhamento e monitoramento. O segundo equipamento é a RGS27, uma máquina especializada na manutenção de pontos críticos da ferrovia, como aparelhos de mudança de via (AMVs) e passagens de nível (PNs). O equipamento opera a uma velocidade média de 18 km/h e é capaz de realizar três ciclos de esmerilhamento em AMVs em aproximadamente cinco minutos. As máquinas também contam com modernos sistemas integrados de mitigação de incêndios, projetados para controlar as faíscas geradas durante o processo de esmerilhamento dos trilhos. Fabricados na unidade da Loram em Hamel, Minnesota, nos Estados Unidos, os equipamentos levaram cerca de um ano para serem produzidos e foram transportados ao Brasil por via marítima. Após a chegada ao país, passaram por etapas de preparação antes da entrega oficial à operadora ferroviária. Fundada nos Estados Unidos há mais de 70 anos, a Loram tornou-se referência global em manutenção ferroviária com atuação em dezenas de países. A parceria entre a MRS e a Loram teve início em 2002, com a aquisição da primeira máquina esmerilhadora pela companhia ferroviária, e vem sendo ampliada ao longo das últimas duas décadas com a incorporação de novos modelos e tecnologias. “Em 2023, passamos a contar também com a Loram na operação e manutenção, o que aumentou significativamente a disponibilidade e a confiabilidade dos equipamentos”, afirma a gerente-geral de engenharia da MRS, Anelise Salzane. Segundo a executiva, a chegada dos novos equipamentos representa um avanço na estratégia de manutenção da ferrovia. Pela primeira vez, a companhia contará com uma máquina dedicada ao esmerilhamento de AMVs e PNs, ativos considerados fundamentais para a operação ferroviária. Segundo o consultor de engenharia da manutenção de vias da MRS e CEO da International Heavy Haul Association (IHHA), Antônio Merheb, a modernização acompanha a expansão da operação ferroviária da companhia. “À medida que a MRS amplia sua capacidade de transporte, torna-se essencial investir em tecnologias que aumentem a segurança e a eficiência da via permanente. Nesse sentido, a Loram tem sido uma parceira importante da MRS.” Para a Loram, o projeto representa um avanço na presença da empresa no mercado ferroviário brasileiro e reforça o papel da companhia como fornecedora global de soluções tecnológicas para manutenção de infraestrutura ferroviária. “Estamos trazendo para o Brasil o que existe de mais avançado no mundo em manutenção ferroviária. Essa tecnologia contribui não apenas para a operação da MRS, mas também para o desenvolvimento do setor ferroviário nacional”, ressalta o diretor executivo da Loram South America, Murilo Martins. De acordo com o diretor comercial da empresa, Rafael Araújo, parte da cadeia produtiva dos equipamentos envolve fornecedores nacionais, contribuindo para o desenvolvimento da indústria ferroviária local. “Embora as máquinas sejam fabricadas fora do Brasil, há um processo de nacionalização de componentes que fomenta a geração de empregos e fortalece a cadeia ferroviária no país”, destaca. Após a entrega, as máquinas passarão por processos de integração e testes operacionais no próprio pátio P1-07 da MRS. O início das atividades está previsto para 1º de abril, quando os equipamentos começarão a atuar na manutenção da malha ferroviária administrada pela companhia. Sobre a Loram A Loram South America é uma empresa americana do setor logístico ferroviário fundada há 70 anos e que iniciou suas operações no Brasil há mais de três anos. Atualmente, está presente em 27 países e é líder nos serviços de manutenção de trilhos, serviços de inspeção e otimização de infraestrutura e equipamentos ao redor do mundo. Seu conceito é “Eficiência ferroviária de ponta a ponta”, que sintetiza o propósito da Loram de oferecer soluções completas, combinando expertise técnica e inovação em cada etapa do serviço. Mais informações:   https://loram.com/pt-br/ . Loram South America entrega novas máquinas à MRS em contrato bilionário de operação e manutenção ferroviária

  • Empilhadeiras autônomas são destaque na Intermodal 2026

    A novidade, apresentada de 14 a 16 de abril, na Intermodal South America, em São Paulo, marca a estreia no país de uma nova frente de automação da intralogística. Trazidos ao Brasil pelo Grupo KMR, por meio da Heli Brasil, os modelos da linha AGV operam com navegação autônoma, recursos de segurança, reconhecimento de posição e diferentes configurações para movimentação interna. A aposta mira setores como logística, portos e agronegócio e reforça a atuação da empresa, que já lidera o mercado brasileiro de empilhadeiras elétricas e mantém rede com mais de 150 dealer's. Empilhadeiras autônomas são destaque na Intermodal 2026 Abril, 2026  - A Intermodal South America, maior feira de logística das Américas, realizada de 14 a 16 de abril, em São Paulo, é o palco da primeira apresentação no Brasil das empilhadeiras autônomas da Heli, trazidas ao país pelo Grupo KMR, por meio da  Heli Brasil . A novidade marca a entrada da empresa em uma nova frente de automação da intralogística e chega respaldada pela estrutura que o grupo já consolidou no mercado nacional, com liderança em empilhadeiras elétricas, rede de mais de 150 dealers, pós-venda robusto e estoque estratégico de peças para toda a linha. Os equipamentos fazem parte da linha AGV, sigla para Automated Guided Vehicle, linha de veículos guiados automaticamente, capazes de operar em rotas pré-definidas com funções de segurança e transferência de carga. Os modelos apresentam diferentes configurações para movimentação interna, como pallet transporters, stackers, reach trucks, contrabalançadas, wide leg stackers, tuggers e underride AGVs, além de recursos como recarga lateral automática, troca entre modo manual e automático com um clique, tecnologia de reconhecimento de posição do pallet e navegação SLAM, sistema que permite localizar o equipamento e mapear o ambiente simultaneamente. “A presença dessa tecnologia na Intermodal reforça a evolução da intralogística no Brasil, que já avança na adoção de soluções autônomas em diferentes operações. Com a linha AGV, ampliamos nossa atuação em projetos mais complexos, com foco em eficiência, previsibilidade e integração com sistemas de controle. É um movimento alinhado à trajetória da Heli Brasil no país e à força que o Grupo KMR construiu em rede, atendimento e suporte técnico”, afirma Kelly Rech, presidente do conselho do Grupo KMR e cofundadora da Heli Brasil.Nos projetos já desenvolvidos com essa tecnologia, a operação contínua contribui para reduzir custos, elevar a eficiência e ampliar a integração com sistemas de gestão e controle. Os modelos autônomos foram desenvolvidos para atender operações em setores como logística, portos e agronegócio. “Esses modelos mostram que a automação da intralogística já pode ser aplicada de forma concreta em diferentes operações. São equipamentos desenvolvidos para atender demandas por segurança, previsibilidade e alto desempenho, com potencial para transformar a rotina de movimentação de cargas no país. Com esses novos equipamentos, a Heli está abrindo caminho para uma nova etapa do setor, mais conectada à lógica de eficiência contínua e operação inteligente”, explica a presidente.  SERVIÇO Intermodal South America 2026 Data:  14 a 16 de abril de 2026 Horário:  das 13h às 21h Local:  Distrito Anhembi - Av. Olavo Fontoura, 1.209, Santana, São Paulo (SP), CEP 02012-021, Portão 38 - Estande K023 Ingressos:   https://www.intermodal.com.br/credenciamento/   Sobre o Grupo KMR O Grupo KMR é responsável pela divisão de empilhadeiras Heli no Brasil, liderando também a divisão de ferramentas manuais e elétricas Harden e a marca própria para linha amarela, HVR MAC. Com uma trajetória sólida e visão de longo prazo, o grupo é o responsável por consolidar as marcas globais no mercado nacional, unindo tradição industrial, inovação e excelência em atendimento. A Heli Brasil hoje conta com uma rede de mais de 150 pontos de venda de máquinas, peças e pós-vendas, com cobertura em todo o território nacional. O grupo garante capilaridade de atendimento e pós-vendas estruturado, com o maior estoque de peças do segmento. A fábrica Heli (Anhui Forklift Group) está entre as sete maiores do mundo, com produção anual superior a 330 mil equipamentos e presença em mais de 180 países. No Brasil, a divisão de empilhadeiras da marca Heli é uma unidade de negócio do Grupo KMR, se consolidou como líder em empilhadeiras elétricas e pioneira em soluções sustentáveis, oferecendo o maior e mais diversificado portfólio, entre equipamentos elétricos, a combustão e rebocadores. Mais informações:   https://helibrasil.com/ Empilhadeiras autônomas são destaque na Intermodal 2026

  • Honeywell impulsiona primeiro projeto de Etanol-to-Jet (ETJ) em larga escala da Petrobras na América Latina

    Projeto na refinaria REPLAN prevê produção de até 10 mil barris por dia de combustível sustentável de aviação. Honeywell impulsiona primeiro projeto de Etanol-to-Jet (ETJ) em larga escala da Petrobras na América Latina CHARLOTTE, Carolina do Norte, 14 de abril de 2026  – A Honeywell (NASDAQ: HON) anunciou hoje que a Petrobras selecionou a tecnologia de processo Ethanol-to-Jet (ETJ), da Honeywell UOP, para o desenvolvimento de um projeto em sua refinaria REPLAN, em Paulinia, São Paulo. Uma vez aprovado, o projeto deverá produzir até 10.000 barris por dia de combustível sustentável de aviação (SAF), representando a primeira iniciativa de ETJ em grande escala na América Latina. A tecnologia de processo ETJ da Honeywell UOP utiliza etanol como uma matéria-prima renovável amplamente disponível, oferecendo um caminho economicamente viável para ampliar rapidamente a produção de SAF. O uso do etanol pela Petrobras como insumo reforça ainda mais seu compromisso com o avanço de soluções energéticas sustentáveis e a redução das emissões de carbono na aviação. “A Honeywell tem uma longa trajetória no fornecimento de tecnologias de processo inovadoras e expertise técnica para reduzir os custos de produção de combustíveis renováveis e ajudar os clientes a aproveitar novas opções de matérias-primas”, afirmou Ken West, presidente e CEO da Honeywell Process Technology. “Com a tecnologia de etanol-para-querosene de aviação da Honeywell, a Petrobras está posicionada para oferecer soluções de energia de baixo carbono, aproveitando subprodutos agrícolas abundantes para a produção de combustível e ajudando a atender à demanda global.” Com a demanda por SAF projetada para crescer significativamente, refinarias já estão recorrendo a soluções tecnológicas replicáveis e confiáveis, capazes de acelerar a produção e apoiar os compromissos crescentes do setor de aviação com operações de menor emissão de carbono. Ao utilizar etanol do Brasil reconhecido como uma das indústrias de biocombustíveis mais eficientes do mundo, a futura unidade ETJ da REPLAN deverá ajudar companhias aéreas nacionais e internacionais a reduzir emissões ao longo do ciclo de vida e ampliar o acesso a combustíveis renováveis de aviação. A iniciativa reforça a posição do Brasil como um potencial líder global na produção de SAF. “O Brasil reúne escala, matéria-prima e parceiros tecnológicos necessários para se tornar uma potência global em combustível sustentável de aviação”, afirmou José Fernandes, presidente da Honeywell América Latina. Honeywell impulsiona primeiro projeto de Etanol-to-Jet (ETJ) em larga escala da Petrobras na América Latina “Este projeto é um marco importante para a região e demonstra como a colaboração estratégica pode acelerar o papel do Brasil na transição energética.” Petrobras e Honeywell mantêm uma relação de longa data, que abrange tecnologias de refino, processamento de gás natural e sistemas avançados de automação, incluindo a implementação do sistema Experion PKS da Honeywell em instalações da Petrobras. Nos últimos anos, a colaboração foi ampliada para combustíveis renováveis, incluindo a decisão da Petrobras, em 2024, de licenciar a tecnologia de processo HEFA da Honeywell UOP para produzir SAF e diesel renovável na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão, utilizando matérias-primas como óleo de soja e sebo bovino. Sobre a Honeywell A Honeywell é uma empresa operacional integrada que atende a uma ampla variedade de setores e regiões em todo o mundo, com um portfólio sustentado por nosso sistema operacional Honeywell Accelerator e pela plataforma Honeywell Forge. Como parceira de confiança, ajudamos organizações a resolver os desafios mais difíceis e complexos do mundo, oferecendo soluções práticas e inovações para os setores aeroespacial, de automação predial, automação industrial, automação de processos e tecnologia de processos, que contribuem para tornar o mundo mais inteligente e seguro, além de mais protegido e sustentável. Para mais notícias e informações sobre a Honeywell, visite  www.honeywell.com/newsroom . Honeywell impulsiona primeiro projeto de Etanol-to-Jet (ETJ) em larga escala da Petrobras na América Latina

  • 🚨 BREAKING NEWS | ENERGYCHANNEL

    Um incêndio de grandes proporções atingiu uma instalação da BYD nesta terça-feira (14), na cidade de Shenzhen, um dos principais polos tecnológicos da China. De acordo com informações iniciais, o fogo começou em uma garagem utilizada como área de estacionamento para veículos de teste e unidades sucateadas. Imagens que circulam nas redes mostram chamas intensas se espalhando por uma longa extensão do edifício, levantando preocupações imediatas sobre segurança e possíveis impactos operacionais. Em nota oficial, a BYD confirmou que o incêndio foi totalmente controlado pelas equipes de emergência locais e destacou que não houve vítimas . Embora a empresa não tenha detalhado as causas do incidente, o episódio reacende discussões sobre segurança em ambientes que concentram veículos elétricos, especialmente em áreas com baterias de íons de lítio um ponto sensível para toda a indústria global de mobilidade elétrica. Contexto EnergyChannel A BYD é hoje uma das maiores fabricantes de veículos elétricos do mundo, com forte expansão internacional e papel estratégico na transição energética. Incidentes como este, mesmo sem vítimas, tendem a gerar atenção global sobre protocolos de segurança, armazenamento e testes de veículos eletrificados. ⚠️ Situação atual: Incêndio controlado Nenhuma vítima registrada Causas ainda sob investigação A equipe do EnergyChannel segue acompanhando o caso e trará atualizações ao longo do dia. 🚨 BREAKING NEWS | ENERGYCHANNEL

  • EUA iniciam bloqueio marítimo ao Irã e elevam risco geopolítico no coração do mercado de energia

    A escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã entrou em um novo patamar. Washington iniciou um bloqueio estratégico aos portos iranianos, em uma medida que amplia significativamente o risco de instabilidade no Oriente Médio região responsável por uma parcela crítica do fornecimento global de energia. EUA iniciam bloqueio marítimo ao Irã e elevam risco geopolítico no coração do mercado de energia A ação, interpretada como uma tentativa de sufocar economicamente Teerã, tem potencial para gerar impactos diretos no fluxo de petróleo e gás natural, pressionando mercados internacionais e reacendendo preocupações sobre segurança energética. Em resposta, o governo iraniano sinalizou que poderá retaliar, aumentando o temor de uma escalada militar com efeitos sistêmicos. Entre os principais pontos de atenção está o risco de interrupções no tráfego marítimo em rotas estratégicas, especialmente no Estreito de Ormuz por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo. Energia no centro da crise O movimento dos EUA não ocorre em um vácuo político. Ele se insere em um contexto mais amplo de disputas geopolíticas, sanções econômicas e reposicionamento de poder global. No entanto, é no setor energético que seus efeitos tendem a ser mais imediatos e amplificados. Qualquer restrição ao comércio iraniano pode reduzir a oferta global de petróleo, elevando os preços internacionais e impactando diretamente economias dependentes de importação. Ao mesmo tempo, países exportadores podem se beneficiar de uma valorização das commodities, criando um novo rearranjo de forças no mercado. Efeito dominó nos mercados globais A ameaça de retaliação por parte do Irã adiciona um elemento de imprevisibilidade. Analistas já consideram cenários que vão desde sanções ampliadas até confrontos indiretos na região, com possíveis impactos em infraestrutura energética crítica, como oleodutos, terminais portuários e rotas marítimas. Esse ambiente de incerteza tende a acelerar movimentos já em curso, como: diversificação de matrizes energéticas investimentos em segurança energética avanço de energias renováveis como estratégia de redução de dependência Pressão sobre cadeias globais Além do petróleo, a crise pode afetar cadeias logísticas globais, elevando custos de transporte e seguros marítimos. Isso impacta não apenas o setor de energia, mas também o comércio internacional como um todo. Empresas e governos passam a operar em um cenário de maior volatilidade, onde decisões estratégicas precisam considerar riscos geopolíticos cada vez mais complexos. Um novo capítulo na geopolítica da energia O bloqueio aos portos iranianos marca um momento crítico na dinâmica global de poder. Mais do que um episódio isolado, ele reforça a crescente interdependência entre geopolítica e energia. Para o mercado, o sinal é claro: a transição energética não ocorre em paralelo aos conflitos globais ela está diretamente inserida neles. O desenrolar dessa crise poderá não apenas influenciar os preços no curto prazo, mas também redefinir estratégias energéticas de longo prazo em diversas regiões do mundo. EUA iniciam bloqueio marítimo ao Irã e elevam risco geopolítico no coração do mercado de energia

  • China acelera nova fronteira da energia solar com megaprojeto híbrido inédito

    A China está mais uma vez redefinindo os limites da transição energética global. No deserto da região de Xinjiang, o país constrói um dos projetos mais ambiciosos já vistos no setor solar: um complexo híbrido que combina geração fotovoltaica em larga escala com tecnologia de energia solar concentrada. A construção da unidade CSP começou no final de 2024. | Imagem: China Energy Engineering Corp O empreendimento reúne impressionantes 1,35 gigawatts (GW) de capacidade em painéis fotovoltaicos tecnologia já consolidada e dominante no mundo com outros 150 megawatts (MW) provenientes de um sistema de concentração solar baseado em torres de sal fundido. O modelo híbrido não apenas amplia a capacidade instalada, mas também resolve um dos principais desafios das energias renováveis: a intermitência. Diferentemente das usinas solares convencionais, a tecnologia de concentração solar permite armazenar energia térmica por meio de sais fundidos aquecidos a altas temperaturas. Esse calor pode ser convertido em eletricidade mesmo após o pôr do sol, garantindo fornecimento contínuo e maior estabilidade ao sistema elétrico um diferencial estratégico em escala industrial. Com investimento estimado em US$ 950 milhões, o projeto simboliza uma nova geração de infraestrutura energética, em que eficiência, armazenamento e previsibilidade caminham juntos. Mais do que um avanço tecnológico, trata-se de uma resposta direta à crescente demanda por energia limpa confiável, especialmente em regiões com alto potencial solar e necessidade de estabilidade na rede. A escolha de Xinjiang não é por acaso. A região oferece vastas áreas disponíveis, alta incidência solar e condições ideais para projetos de grande escala. Ao mesmo tempo, reforça a estratégia chinesa de interiorização da produção energética, conectando polos remotos a centros urbanos por meio de linhas de transmissão de ultra-alta tensão. Esse movimento também evidencia uma tendência global: a integração entre diferentes tecnologias renováveis como caminho para acelerar a transição energética sem comprometer a segurança do fornecimento. Projetos híbridos como este começam a ganhar protagonismo em diversos mercados, mas a escala chinesa ainda se mantém incomparável. Para o setor, o recado é claro. O futuro da energia solar não será definido apenas pela expansão da capacidade instalada, mas pela inteligência na combinação de tecnologias, armazenamento e gestão da geração. No cenário internacional, iniciativas como essa colocam pressão sobre outros países — inclusive o Brasil para avançarem não apenas em volume, mas em sofisticação tecnológica e integração de sistemas. A nova usina em Xinjiang não é apenas mais um projeto solar. É um sinal de para onde o setor energético global está caminhando. China acelera nova fronteira da energia solar com megaprojeto híbrido inédito

  • Serviços financeiros e soluções integradas ganham protagonismo na estratégia do setor de energia 

    Subsidiárias do Grupo CPFL fortalecem serviços financeiros para clientes, fornecedores e parceiros, e reforçam a diversificação de receitas da companhia diretor executivo da Alesta e da CPFL Total,  Fernando Antonaglia   As operações financeiras relacionadas ao ecossistema da CPFL Energia vêm ganhando escala nos últimos anos. Em 2025, a Alesta e a CPFL Total alcançaram EBITDA combinado superior a R$ 100 milhões, resultado que reflete a evolução operacional das duas empresas e a ampliação gradual de suas frentes de atuação.   Desde 2021, quando o resultado somava R$ 36 milhões, o crescimento acumulado foi de 180%, impulsionado pelo início e expansão das operações de financiamento das faturas de energia e antecipação de recebíveis aos fornecedores do Grupo, aliadas ao crescimento sustentável do uso da própria fatura de energia como meio de arrecadação - modelo da CPFL Total que facilita o acesso dos clientes a serviços de empresas parceiras.   Para o diretor executivo da Alesta e da CPFL Total, Fernando Antonaglia , os resultados refletem a consolidação das operações e o amadurecimento do modelo ao longo dos últimos anos. “ Os números mostram a evolução de uma plataforma capaz de ampliar o acesso a soluções financeiras de forma simples e escalável. Em cinco anos, aumentamos o volume de operações, o número de parceiros atendidos e a previsibilidade para toda a cadeia. E tudo isso conectado com pilares estratégicos do Grupo CPFL como foco no cliente, inovação, digitalização e um cuidado perene com o crescimento sustentável” , afirma.   Criada em 2012, a CPFL Total atua como um hub de serviços, conectando parceiros e clientes da CPFL Energia e viabilizando a contratação de soluções financeiras vinculadas à fatura de energia como meio de arrecadação de serviços terceiros, tais como cartões de benefícios, seguros, assistências, microcrédito, entre outros.   Já a Alesta, financeira lançada em 2021, atua no financiamento de contas de energia em atraso para clientes das distribuidoras do grupo e na antecipação de recebíveis para prestadores de serviço, contribuindo para o equilíbrio financeiro da cadeia de fornecedores.  diretor executivo da Alesta e da CPFL Total, Fernando Antonaglia Números relevantes   A operação de antecipação da Alesta apresentou crescimento expressivo, passando de R$ 933 milhões em 2022 (quando a Alesta iniciou a operação de antecipação), para R$ 1,5 bilhão em 2025 em montante antecipado. No período, o número de fornecedores atendidos saltou de 478 para 609.   No financiamento de contas de energia, ainda neste recorte de cinco anos, a Alesta alcançou um volume total financiado de R$ 353,7 milhões entre 2021 e 2025, distribuídos em cerca de 347 mil contratos de financiamento, contribuindo para a redução da inadimplência e maior previsibilidade de caixa para as distribuidoras do grupo.   Na CPFL Total, a expansão ocorreu por meio do aumento da escala de serviços com cobrança integrada à fatura de energia. Nos últimos cinco anos, foram registradas mais de 73 milhões de inserções de serviços e seguros em conta, fortalecendo o relacionamento entre parceiros e clientes atendidos pelas distribuidoras da CPFL Energia. Em 2021, a empresa contava com 65 parceiros e encerrou 2025 com 200 - um crescimento de 207%.   “ Esse avanço acompanha uma tendência de integração entre serviços essenciais e produtos financeiros. A evolução da receita bruta das duas empresas, de R$ 48,9 milhões em 2021 para R$ 152,9 milhões em 2025, e da base de parceiros demonstra o potencial do modelo para ampliar eficiência, fortalecer a cadeia e sustentar o crescimento nos próximos anos ”, finaliza Antonaglia. Serviços financeiros e soluções integradas ganham protagonismo na estratégia do setor de energia

  • GUERRA NO GOLFO PRESSIONA ENERGIA GLOBAL

    Bloqueio dos EUA ao Irã coloca 20% do petróleo mundial em risco e reacende crise energética GUERRA NO GOLFO PRESSIONA ENERGIA GLOBAL O mercado global de energia voltou ao centro de uma das maiores tensões geopolíticas da década. A decisão dos Estados Unidos de impor um bloqueio naval contra o Irã no estratégico Estreito de Ormuz marca uma nova escalada no conflito no Oriente Médio com impactos diretos no preço do petróleo, segurança energética e cadeias globais de suprimento. Reuters Reuters The Guardian Reuters O gatilho: colapso diplomático e ação militar Após semanas de negociações em Islamabad, consideradas as mais relevantes entre os dois países desde 1979, as conversas fracassaram. Como resposta, o governo de Donald Trump anunciou o bloqueio marítimo de portos iranianos, com início imediato. A operação visa impedir a entrada e saída de embarcações ligadas ao Irã, além de interceptar navios que paguem taxas ao país para atravessar a região prática que Washington classifica como “extorsão global”. Especialistas alertam que a medida representa uma operação militar complexa e de longo prazo, com alto risco de retaliação iraniana. 🌊 Estreito de Ormuz: o gargalo energético do planeta O ponto central da crise é o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo . Qualquer interrupção nesse corredor marítimo tem efeito imediato sobre: Preços globais de petróleo Custos de transporte e logística Segurança energética de países dependentes de importação Com o anúncio do bloqueio, o barril já ultrapassou US$ 100 , refletindo o aumento do risco sistêmico. Efeito dominó: energia, inflação e economia global A escalada militar já começa a gerar impactos concretos: 📊 Petróleo com alta superior a 50% desde fevereiro 💰 Pressão inflacionária global crescente 📉 Queda em bolsas internacionais, especialmente setores sensíveis como aviação ⚡ Ganhos momentâneos para empresas de energia Além disso, organismos internacionais alertam que milhões de pessoas podem ser empurradas para a pobreza  devido ao choque combinado de energia, alimentos e crescimento econômico mais lento. Risco de escalada e resposta do Irã O Irã reagiu com firmeza. A Guarda Revolucionária afirmou que qualquer presença militar próxima ao estreito poderá ser interpretada como violação de cessar-fogo elevando o risco de confrontos diretos. Relatórios indicam que o país ainda mantém capacidade relevante de ataque assimétrico, incluindo: Embarcações rápidas armadas Minagem marítima Ataques a navios comerciais Esse tipo de estratégia já impactou o fluxo de mais de 2 mil embarcações na região . Nova geopolítica da energia Em meio à crise, os EUA tentam reposicionar seu papel no mercado global, incentivando países afetados a substituírem o petróleo do Oriente Médio por exportações americanas. No entanto, analistas apontam que a capacidade dos EUA não é suficiente para compensar totalmente uma disrupção prolongada no Estreito de Ormuz. O que isso significa para o setor de energia? Para o ecossistema energético global incluindo o Brasil o cenário aponta para três tendências claras: 1. Aceleração da transição energética Crises geopolíticas reforçam a necessidade de diversificação da matriz, com crescimento de renováveis e armazenamento. 2. Valorização de ativos estratégicos Infraestrutura energética, logística e produção local ganham protagonismo. 3. Volatilidade estrutural O mercado entra em um novo ciclo de instabilidade, onde eventos geopolíticos passam a ditar preços e investimentos. Análise EnergyChannel O bloqueio no Estreito de Ormuz não é apenas um evento militar é um divisor de águas para o sistema energético global. Mais do que uma crise pontual, o episódio evidencia a fragilidade estrutural da dependência de rotas críticas e reforça uma mensagem clara para governos e empresas: Segurança energética agora é estratégia não apenas operação. GUERRA NO GOLFO PRESSIONA ENERGIA GLOBAL

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