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- ABREN anuncia a chegada da DOPP como nova associada
ABREN anuncia a chegada da DOPP como nova associada Com mais de 13 anos de trajetória, a empresa brasileira atua em toda a cadeia do biogás, desde a concepção e engenharia até a construção das plantas, com excelência técnica e foco em inovação. Brasília (DF), 17 de junho de 2025 – A Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN) anuncia a chegada da empresa brasileira DOPP como nova associada. Com mais de 13 anos de atuação, a DOPP atua em toda a cadeia do biogás, desde a concepção e engenharia até a construção das plantas, com excelência técnica e foco em inovação. A companhia trabalha com desenvolvimento de soluções completas, versáteis e personalizadas para biodigestores, biogás, energia e sistemas verticais de armazenamento. De acordo com Yuri Schmikte, presidente da ABREN, “a chegada da DOPP marca uma nova etapa de colaboração estratégica para o fortalecimento do setor de energia de resíduos no Brasil. Mais do que compartilhar experiências e tecnologias, a DOPP pode contribuir ativamente para o desenvolvimento e a transformação do setor ampliando fronteiras, fomentando boas práticas e impulsionando a valorização energética de resíduos em âmbito nacional”. “Juntamente com nossa sócia alemã, LIPP, a DOPP oferece, além de produtos de alta qualidade de nível internacional, mais de 50 anos de expertise em fermentadores. É um diferencial gigantesco, garantido por uma empresa que é sinônimo de pioneirismo, qualidade e desempenho em todo o planeta. O Brasil tem um potencial gigantesco ainda bastante inexplorado, e estamos vivenciando o início de uma nova onda de metanização. Vemos a parceria com a ABREN como estratégica, permitindo a ambos irmos além. Não nos limitamos a fornecer tecnologia, nosso objetivo é participar ativamente do crescimento dos mercados de biogás e aproveitamento energético de resíduos, sempre visando um futuro mais sustentável”, destaca Nattan Lima, Gerente de Negócios em Energia da DOPP. A empresa contribui ainda para o desenvolvimento sustentável e a economia circular, levando suas soluções únicas aos setores de saneamento, agronegócio, indústria e construção civil. Seus sistemas estão presentes nas cadeias de biogás, biometano, energia elétrica, cogeração e armazenamento, contribuindo de forma ativa para a transição energética no país. Outro diferencial competitivo da DOPP é a utilização, com exclusividade, do sistema alemão Lipp de Dobra Dupla, indicado para as mais exigentes demandas referentes a tanques ou silos. Essa parceria fortalece a presença da DOPP no Brasil e na América Latina com tecnologias exclusivas, como os aços Verinox® e o método construtivo Dobra-Dupla®, ambos de padrão internacional e alto desempenho. Para saber mais sobre a DOPP, confira o site institucional da empresa. Sobre a ABREN: A Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN) é uma entidade nacional, sem fins lucrativos, que tem como missão promover a interlocução entre a iniciativa privada e as instituições públicas, nas esferas nacional e internacional, e em todos os níveis governamentais. A ABREN representa empresas, consultores e fabricantes de equipamentos de recuperação energética, reciclagem e logística reversa de resíduos sólidos, com o objetivo de promover estudos, pesquisas, eventos e buscar por soluções legais e regulatórias para o desenvolvimento de uma indústria sustentável e integrada de tratamento de resíduos sólidos no Brasil. A ABREN integra o Global Waste to Energy Research and Technology Council (Global WtERT), instituição de tecnologia e pesquisa proeminente que atua em diversos países, com sede na cidade de Nova York, Estados Unidos, tendo por objetivo promover as melhores práticas de gestão de resíduos por meio da recuperação energética e da reciclagem. O Presidente Executivo da ABREN, Yuri Schmitke, é o atual Vice-Presidente LATAM do Global WtERT e Presidente do WtERT – Brasil. Conheça mais detalhes sobre a ABREN acessando o site , Linkedin , Facebook , Instagram e YouTube da associação. ABREN anuncia a chegada da DOPP como nova associada
- EnergyChannel estreia como mídia oficial da SNEC e anuncia cobertura inédita em formato de TV profissional para a SNEC Brasil 2026
O EnergyChannel, principal plataforma de conteúdo especializada em energia renovável, sustentabilidade e inovação tecnológica, acaba de dar um importante passo em sua trajetória internacional: tornou-se a mídia oficial da SNEC, maior evento de energia solar e transição energética do mundo. A partir de agora, o canal terá presença garantida em todas as edições globais da feira, incluindo a aguardada estreia da SNEC Brasil 2026 , que será realizada em março, em São Paulo. EnergyChannel estreia como mídia oficial da SNEC e anuncia cobertura inédita em formato de TV profissional para a SNEC Brasil 2026 Durante a SNEC 2025, realizada em Xangai, o EnergyChannel marcou presença de forma inédita e estratégica, integrando o seleto grupo de mídias oficiais da Ásia. A equipe do canal — comandada pelo jornalista e fundador Ricardo Honório — ocupou o estúdio de imprensa especial da feira, onde foram conduzidas entrevistas exclusivas com executivos e representantes das maiores empresas globais de energia, armazenamento, mobilidade elétrica e tecnologias limpas. "Nosso objetivo é ir além dos formatos tradicionais de cobertura. Estamos preparando um novo conceito de TV profissional ao vivo, com estúdio próprio, circuito de transmissão de alta qualidade e conteúdo pensado para o público que acompanha as tendências da transição energética mundial", destaca Honório. Segundo ele, a estreia deste novo formato acontecerá na primeira edição da SNEC Brasil , em 2026, com transmissão multiplataforma e espaço dedicado à análise de mercado, tendências e bastidores do setor. EnergyChannel estreia como mídia oficial da SNEC e anuncia cobertura inédita em formato de TV profissional para a SNEC Brasil 2026 SNEC Brasil: o que esperar da estreia no país? A chegada da SNEC ao Brasil representa um marco importante para o mercado de energia solar e renovável na América Latina. O evento, já consolidado como a maior vitrine tecnológica da Ásia, promete atrair as principais marcas globais, integradores, fabricantes e especialistas do setor energético mundial para debater soluções voltadas ao mercado brasileiro e regional. A escolha do EnergyChannel como mídia oficial reforça o compromisso do evento com a disseminação de informação de qualidade, análise de mercado e conteúdo técnico acessível para todos os agentes da cadeia produtiva — de instaladores a investidores. EnergyChannel estreia como mídia oficial da SNEC e anuncia cobertura inédita em formato de TV profissional para a SNEC Brasil 2026 EnergyChannel: referência em jornalismo setorial e inovação em mídia energética Ao assumir a cobertura oficial da SNEC globalmente, o EnergyChannel consolida sua posição como uma das principais fontes de informação e análise do setor de energia renovável, ampliando sua atuação editorial nas áreas de sustentabilidade, meio ambiente, inovação tecnológica, eficiência energética e mobilidade elétrica . O projeto de TV profissional — que será inaugurado oficialmente na SNEC Brasil — nasce com a proposta de romper com os velhos formatos de comunicação corporativa e técnica, adotando uma abordagem moderna, dinâmica e multiplataforma, capaz de conectar o público técnico com o mercado de negócios e inovação. "Não queremos repetir fórmulas conhecidas. Queremos criar um modelo de TV setorial que reflita a transformação que o setor energético global está vivendo", afirma Ricardo Honório. EnergyChannel estreia como mídia oficial da SNEC e anuncia cobertura inédita em formato de TV profissional para a SNEC Brasil 2026 Fique ligado Acompanhe o EnergyChannel para receber, em primeira mão, as novidades da SNEC Brasil 2026, entrevistas exclusivas, análises de mercado e toda a cobertura internacional dos maiores eventos do setor energético. EnergyChannel estreia como mídia oficial da SNEC e anuncia cobertura inédita em formato de TV profissional para a SNEC Brasil 2026 EnergyChannel estreia como mídia oficial da SNEC e anuncia cobertura inédita em formato de TV profissional para a SNEC Brasil 2026 EnergyChannel estreia como mídia oficial da SNEC e anuncia cobertura inédita em formato de TV profissional para a SNEC Brasil 2026 EnergyChannel estreia como mídia oficial da SNEC e anuncia cobertura inédita em formato de TV profissional para a SNEC Brasil 2026
- AE Solar aposta em inovação personalizada e módulos verticais para ampliar eficiência e aplicações no setor solar global
Direto da SNEC 2025, Xangai (China) — A fabricante alemã AE Solar apresentou na SNEC 2025 uma série de inovações que refletem a aposta da empresa em personalização extrema de módulos fotovoltaicos e em soluções adaptáveis a diferentes perfis de aplicação — de projetos residenciais até uso agrícola e integração arquitetônica (BIPV). AE Solar aposta em inovação personalizada e módulos verticais para ampliar eficiência e aplicações no setor solar global A companhia mostrou ao mercado global o potencial dos seus painéis customizados, capazes de receber impressões visuais específicas sob demanda. Segundo a empresa, o cliente pode definir o design do módulo solar, desde padrões gráficos até imagens personalizadas — uma proposta inovadora que amplia o uso dos módulos não apenas como fonte de energia, mas também como elemento estético de fachadas e coberturas. AE Solar aposta em inovação personalizada e módulos verticais para ampliar eficiência e aplicações no setor solar global Design e eficiência: carports solares com transparência ajustável Entre os destaques no estande da AE Solar estão os sistemas para carports solares — coberturas para veículos equipadas com módulos de transparência variável. A fabricante oferece duas opções principais: uma com transparência de 8%, indicada para maior sombreamento, e outra que alcança até 40% de transparência, com potência de geração de até 430 W. Ambas as versões possuem certificação DIBT, garantindo confiabilidade e segurança para aplicações em estacionamentos residenciais, comerciais e industriais. Essa flexibilidade de design não apenas favorece a integração arquitetônica, mas também permite adequação aos diferentes níveis de iluminação natural exigidos pelo projeto, sem comprometer a geração de energia. Design e eficiência: carports solares com transparência ajustável Terra Module: solução vertical exclusiva para máxima durabilidade e eficiência bifacial Um dos lançamentos mais aguardados foi o inovador Terra Module , uma solução que revoluciona o arranjo tradicional das células fotovoltaicas. Ao inverter o posicionamento das células para uma orientação vertical — algo inédito no setor —, a AE Solar conseguiu resolver um dos principais desafios dos módulos convencionais: a concentração de carga de vento e o risco de microtrincas. Solução vertical exclusiva para máxima durabilidade e eficiência bifacial Com a nova configuração, a força dos ventos se distribui de maneira homogênea por toda a superfície do painel, reduzindo pontos de tensão e aumentando a durabilidade mecânica. Além disso, a empresa reposicionou todos os componentes que tradicionalmente causam sombreamento nas células — como caixas de junção e cabos — para fora da área ativa, garantindo uma captação de luz superior nas faces frontal e traseira do módulo bifacial. AE Solar aposta em inovação personalizada e módulos verticais para ampliar eficiência e aplicações no setor solar global Essa abordagem minimiza as perdas por sombreamento parcial, especialmente importante em usinas agrovoltaicas ou projetos com incidência de sombreamento variável. Inovação como diferencial competitivo global Com foco em soluções modulares, personalizáveis e tecnologicamente avançadas, a AE Solar busca ampliar sua presença em mercados exigentes, como Europa, Ásia e América Latina — incluindo o Brasil, onde aplicações BIPV e carports solares ganham espaço em projetos de geração distribuída. EnergyChannel apurou que essas novas soluções serão levadas para outras feiras internacionais ao longo de 2025, com a expectativa de iniciar negociações com integradores e distribuidores nos principais mercados emergentes. Análise EnergyChannel: A proposta da AE Solar sinaliza uma evolução no conceito de módulos fotovoltaicos, que passam a ser mais do que simples geradores de energia: tornam-se elementos integrados à arquitetura e ao design urbano, com flexibilidade para atender às demandas específicas de cada projeto — um caminho que pode redefinir o papel dos módulos solares na construção civil e em sistemas agrovoltaicos. AE Solar aposta em inovação personalizada e módulos verticais para ampliar eficiência e aplicações no setor solar global
- DAH Solar aposta em soluções integradas de armazenamento e híbridos para o mercado brasileiro
Direto da SNEC 2025, Xangai (China) — A DAH Solar, tradicional fabricante de módulos fotovoltaicos reconhecida globalmente por suas tecnologias de borda infinita (full screen), apresentou durante a SNEC 2025 sua nova linha de soluções voltadas para armazenamento e sistemas híbridos — um passo estratégico que reforça a expansão da empresa além dos módulos convencionais e mira diretamente nas demandas crescentes de mercados como o Brasil. DAH Solar aposta em soluções integradas de armazenamento e híbridos para o mercado brasileiro Em entrevista exclusiva ao EnergyChannel , Felipe Santos, Diretor Regional da DAH Solar para a América Latina, revelou que a companhia investe pesado em inovação para oferecer aos integradores soluções completas que unam geração, armazenamento e gestão inteligente de energia. DAH Solar aposta em soluções integradas de armazenamento e híbridos para o mercado brasileiro Novas soluções híbridas para projetos comerciais e residenciais O estande da empresa destacou a nova geração de inversores híbridos trifásicos com potência variando de 8 a 12 kW, ideais para aplicações comerciais que exigem maior robustez e flexibilidade operacional. Ao lado desses equipamentos, a marca apresentou baterias de baixa tensão com capacidade de 15 kWh — produto que já passa por processo de certificação e deve chegar ao mercado brasileiro nos próximos meses. A linha de inversores monofásicos híbridos também recebeu atenção especial. A DAH Solar prepara o lançamento no Brasil de um modelo de 7,5 kW, desenvolvido para atender os critérios do programa Fast Track, o que deve facilitar sua homologação e adoção por integradores locais. Complementando o portfólio, foram exibidas baterias modulares de 2,5 kWh e 5 kWh, todas de baixa tensão, voltadas para sistemas residenciais ou de pequeno porte. All-in-One: solução compacta para residências e pequenos negócios Entre as inovações apresentadas, a grande aposta da DAH Solar é a solução all-in-one plug & play , que combina em um único equipamento um inversor híbrido de 2.4 kW com uma célula de bateria de 2,5 kWh. O sistema compacto e escalável — que permite expansão modular até 12,5 kWh — foi projetado para atuar tanto como backup em casos de falha na rede quanto como solução de otimização de consumo (peak shaving) em ambientes residenciais e comerciais. Segundo a empresa, o equipamento permite conexões diretas de módulos fotovoltaicos ou da rede elétrica, simplificando a instalação e reduzindo custos operacionais — características que prometem atrair o mercado brasileiro, especialmente em projetos urbanos e comerciais que buscam autonomia energética. DAH Solar aposta em soluções integradas de armazenamento e híbridos para o mercado brasileiro Brasil: prioridade no plano global da DAH Solar Felipe Santos enfatizou que o mercado brasileiro está no centro da estratégia de expansão da DAH Solar: “As soluções apresentadas aqui em Xangai já estão em processo de certificação para o Brasil. A expectativa é disponibilizá-las ao mercado nacional nos próximos seis meses, ampliando as opções de armazenamento acessíveis para integradores e consumidores brasileiros”, afirmou. O executivo também antecipou que todos os novos produtos serão oficialmente apresentados ao público brasileiro durante a Intersolar South America, maior evento do setor na região, marcado para o segundo semestre deste ano. DAH Solar aposta em soluções integradas de armazenamento e híbridos para o mercado brasileiro Análise EnergyChannel: A entrada definitiva da DAH Solar no segmento de storage representa um movimento alinhado à tendência global de descentralização energética. Para o mercado brasileiro — em especial no contexto de Geração Distribuída (GD) e tarifas horárias — soluções híbridas e sistemas all-in-one podem acelerar a adoção de modelos de consumo mais inteligentes e economicamente viáveis. DAH Solar aposta em soluções integradas de armazenamento e híbridos para o mercado brasileiro
- TSUNESS apresenta soluções inovadoras em microinversores e armazenamento de energia com foco no mercado brasileiro
Direto de Xangai, China — A TSUNESS, referência global em soluções MLPE (Module Level Power Electronics), marcou presença na SNEC 2025, a maior feira de energia solar do mundo, revelando ao mercado novas tecnologias em microinversores e sistemas de armazenamento híbrido, com foco estratégico para expansão na América Latina — especialmente no Brasil. TSUNESS apresenta soluções inovadoras em microinversores e armazenamento de energia com foco no mercado brasileiro No estande da marca, a empresa apresentou a nova linha de microinversores monofásicos e trifásicos, projetados para atender desde instalações residenciais de pequeno porte até usinas fotovoltaicas de maior escala. A solução, que cobre potências entre 300W e 3.3kW, inclui modelos otimizados para um, dois, quatro ou seis módulos, oferecendo flexibilidade e eficiência para projetos de diferentes perfis. Segundo Victor Curi Segato, Head of LATAM da TSUNESS, a grande aposta está na versatilidade dos equipamentos: “Oferecemos ao integrador brasileiro opções de conectividade via Wi-Fi ou RS485 — ou ambas — o que garante redundância e controle total da usina. Com uma DTU integrada ao medidor inteligente, é possível implementar a funcionalidade Zero Grid, evitando injeção na rede quando necessário e possibilitando o gerenciamento completo da geração e consumo de energia”, destacou em entrevista exclusiva ao EnergyChannel. A tecnologia já é utilizada em países como China, Malásia e Tailândia, e a expectativa da marca é ampliar essa oferta para o mercado brasileiro nos próximos meses. Soluções híbridas e armazenamento residencial no radar da TSUNESS Outro destaque apresentado pela empresa é o Micro Hybrid Storage Unit , uma solução all-in-one que combina microinversor e sistema de armazenamento em um único equipamento compacto e de fácil instalação — produto que também está sendo preparado para o mercado brasileiro. TSUNESS apresentou alternativas de armazenamento Além do modelo híbrido, a TSUNESS apresentou alternativas de armazenamento AC, ampliando seu portfólio para atender residências e comércios que necessitam de soluções independentes de armazenamento de energia. Com esta ampliação, a marca reforça sua estratégia de transição: de especialista global em microinversores para provedora completa de sistemas de energia inteligente. “É um passo natural para a TSUNESS, que nasceu com foco total em MLPE, ingressar agora no segmento de storage. Essa evolução tecnológica nos permite atender as novas demandas do mercado — não só na China, mas em regiões de forte expansão, como o Brasil e toda a América do Sul”, comentou Segato. TSUNESS apresenta soluções inovadoras em microinversores e armazenamento de energia com foco no mercado brasileiro Mercado brasileiro em prioridade global Executivos da matriz reforçaram durante o evento a importância estratégica da América Latina nos planos da empresa. Segundo a direção global da TSUNESS, o Brasil é visto como um dos mercados mais promissores do mundo para a adoção de tecnologias de microinversores e armazenamento residencial. “Nossa missão é democratizar o acesso a soluções energéticas inteligentes, acessíveis e de alta eficiência. O Brasil, com seu potencial solar imenso e mercado de energia distribuída em crescimento acelerado, é peça-chave nessa visão”, afirmou um dos porta-vozes da empresa em conversa com o EnergyChannel. Análise EnergyChannel: A entrada da TSUNESS no segmento de storage e a diversificação de seu portfólio reforçam a tendência global de sistemas híbridos e soluções integradas. No Brasil, onde o mercado de geração distribuída avança rapidamente, a oferta de microinversores inteligentes combinados a baterias pode ser um diferencial importante para integradores que buscam flexibilidade e maior controle energético em seus projetos. TSUNESS apresenta soluções inovadoras em microinversores e armazenamento de energia TSUNESS apresenta soluções inovadoras em microinversores e armazenamento de energia com foco no mercado brasileiro
- JA Solar aposta em inovação tecnológica e mira expansão no mercado brasileiro de armazenamento de energia
Direto de Xangai, China — A JA Solar apresentou na SNEC 2025, uma das maiores feiras globais de energia renovável, uma série de inovações que reafirmam sua estratégia para manter a liderança em soluções fotovoltaicas e, agora, também em armazenamento de energia. Entre os destaques, a fabricante revelou um vidro antipoeira exclusivo e novos módulos de alta potência, além de reforçar sua atenção ao mercado latino-americano, especialmente o Brasil. JA Solar aposta em inovação tecnológica e mira expansão no mercado brasileiro de armazenamento de energia Tecnologia proprietária para ganho real de eficiência Um dos diferenciais revelados pela empresa é o vidro com tecnologia patenteada antipoeira, que reduz significativamente o acúmulo de partículas na superfície dos módulos. De acordo com a JA Solar, a solução será integrada à linha de produção ainda este ano e promete ganhos concretos de eficiência ao longo da operação dos sistemas, especialmente em regiões de clima seco ou com alta concentração de poeira — um avanço que pode beneficiar projetos instalados em boa parte do território brasileiro. “Esse vidro proporciona uma diferença visível na quantidade de sujeira acumulada em comparação aos módulos convencionais, o que significa mais eficiência e menos necessidade de limpeza frequente”, explicou Gabriel Magdalon, Country Manager da JA Solar no Brasil, em entrevista exclusiva ao EnergyChannel. Novos módulos de até 700W e soluções para diferentes ambientes A fabricante chinesa também destacou sua linha de módulos TopCon de última geração, com potências que variam de 630W a mais de 700W, pensados para atender desde usinas de grande porte até aplicações específicas, como ambientes com alta umidade, regiões litorâneas com maresia, áreas sujeitas à neve ou até locais industriais com exposição a amônia. JA Solar aposta em inovação tecnológica e mira expansão no mercado brasileiro de armazenamento de energia “A JA desenvolve produtos sob medida para cada condição climática ou aplicação industrial. Isso permite oferecer módulos que não só entregam alta performance e eficiência, mas também longa durabilidade em ambientes adversos — desde desertos até granjas”, ressaltou Magdalon. rmazenamento de energia entra no radar da JA Solar Outro movimento estratégico da empresa é a entrada decidida no mercado de armazenamento de energia. A JA Solar revelou na feira suas novas soluções de storage, voltadas tanto para geração centralizada quanto para usos comerciais, industriais e residenciais. A expectativa é que essas soluções também cheguem ao mercado brasileiro nos próximos meses. JA Solar aposta em inovação tecnológica e mira expansão no mercado brasileiro de armazenamento de energia “O mercado latino-americano, especialmente o Brasil, é hoje uma prioridade para a JA Solar em storage. Estamos avaliando as melhores soluções para atender as demandas locais, seja em grandes projetos, seja no segmento residencial”, destacou o executivo. Além dos produtos, a empresa prometeu reforçar a estrutura de suporte técnico, comercial e de pós-venda no Brasil, de olho no crescimento da demanda por sistemas híbridos e armazenamento no país. Brasil no centro da estratégia global Durante o evento, a equipe da matriz da JA Solar recebeu representantes do time brasileiro, que reforçaram a importância do mercado nacional para a estratégia global da companhia. Segundo Magdalon, o Brasil concentra hoje o maior volume de negócios da JA Solar na América Latina e será peça-chave na expansão da linha de storage da marca. “Nosso compromisso com o mercado brasileiro vai além do fornecimento de produtos. Queremos estar presentes com suporte completo — da pré-venda ao pós-venda — e com soluções customizadas para o perfil e os desafios do país”, concluiu. JA Solar aposta em inovação tecnológica e mira expansão no mercado brasileiro de armazenamento de energia Análise EnergyChannel: A aposta da JA Solar em armazenamento mostra que o mercado global está amadurecendo para soluções integradas — módulos e baterias lado a lado. Para o Brasil, país com forte geração solar distribuída, essa combinação pode ser decisiva para enfrentar os desafios de estabilidade e eficiência energética nos próximos anos. JA Solar aposta em inovação tecnológica e mira expansão no mercado brasileiro de armazenamento de energia JA Solar aposta em inovação tecnológica e mira expansão no mercado brasileiro de armazenamento de energia
- Parcerias Estratégicas: o motor invisível da transição energética a infraestrutura invisível da transição
Nos avanços da transição energética global, da expansão da energia solar fotovoltaica ao desenvolvimento de cadeias de hidrogênio verde e complexos eólicos offshore, há um componente tão fundamental quanto subestimado: as parcerias estratégicas. Elas são o ponto de conexão entre tecnologia, capital, regulação e escala. Mais do que uma formalidade, representam a infraestrutura invisível que permite que projetos energéticos ganhem viabilidade técnica, econômica e política. Parcerias Estratégicas: o motor invisível da transição energética a infraestrutura invisível da transição A transição energética deixou de ser uma pauta restrita à inovação tecnológica ou à disponibilidade de financiamento. Trata-se, hoje, de uma dinâmica complexa e interdependente, na qual nenhum ator, seja governo, empresa, startup, investidor ou academia, possui, isoladamente, todos os recursos necessários para conduzir projetos transformadores em larga escala. Nesse cenário, as parcerias passam a ser mecanismos essenciais de articulação multissetorial, que destravam gargalos históricos e aceleram o avanço de soluções sustentáveis. Segundo a IRENA (2024), mais de 70% dos projetos de energia renovável em países emergentes envolvem algum grau de cooperação interinstitucional ou internacional. Isso mostra que a transição energética do século XXI é, acima de tudo, uma construção coletiva. O novo ecossistema colaborativo da energia A atual configuração do setor energético exige um redesenho completo das relações institucionais, comerciais e tecnológicas que sustentam a cadeia de valor. A transição energética não pode mais ser conduzida com modelos de gestão fragmentados ou estratégias isoladas. A complexidade dos desafios, desde a descarbonização da matriz até a segurança energética e a integração de novas tecnologias, impõe a necessidade de governança colaborativa e articulação multissetorial contínua. Governos nacionais e subnacionais atuam sob pressão crescente para atingir metas climáticas ambiciosas, como as previstas no Acordo de Paris e em compromissos assumidos na COP28. Ao mesmo tempo, fundos de investimento e instituições financeiras vêm reorientando suas carteiras para ativos sustentáveis e exigem maior transparência e desempenho ESG nos projetos apoiados. Já as empresas incumbentes do setor elétrico enfrentam a urgência de reconfigurar seus portfólios diante de novos riscos regulatórios, mudanças de comportamento dos consumidores e avanços tecnológicos disruptivos. Nesse ambiente, startups e scale-ups emergem como polos de inovação com propostas tecnológicas ágeis, mas que frequentemente dependem de alianças estratégicas para viabilizar escala e acesso a mercados. Esse cenário complexo e dinâmico deu origem a um ecossistema colaborativo multifacetado, onde diferentes atores interagem de forma interdependente e, muitas vezes, assimétrica. Entre os principais agentes envolvidos, destacam-se: Produtores de energia renovável, atuando em segmentos como solar, eólica, bioenergia, pequenas centrais hidrelétricas e hidrogênio verde; Fabricantes de equipamentos e sistemas de armazenamento, com foco em baterias, eletrolisadores, inversores e tecnologias de grid inteligente; Setor financeiro, incluindo bancos de desenvolvimento, fundos climáticos, investidores institucionais e fintechs de impacto; Agências reguladoras e formuladores de política pública, responsáveis por criar o ambiente institucional que garante previsibilidade e segurança jurídica; Universidades, centros de pesquisa e think tanks, que contribuem com conhecimento técnico, modelos de simulação e validação científica; Grandes consumidores industriais, especialmente nos setores chamados hard-to-abate , como siderurgia, cimento, petroquímica, papel e celulose, que demandam soluções energéticas sob medida. Nenhum desses agentes, por si só, detém todos os elementos necessários para liderar um projeto energético robusto, inovador e escalável. É justamente nesse ponto que as parcerias estratégicas se consolidam como estruturas essenciais de cooperação e cocriação. Elas não apenas distribuem funções, responsabilidades e riscos, como também geram sinergias que aumentam a eficiência operacional, a credibilidade institucional e a resiliência dos projetos frente a incertezas políticas, tecnológicas e econômicas. Além disso, as parcerias se tornaram um vetor importante de conformidade regulatória e viabilização econômica, especialmente em contextos que envolvem fontes intermitentes, novos modelos de comercialização de energia e critérios ESG rigorosos. Em um mundo cada vez mais multipolar e regulado, a capacidade de articular soluções em rede será determinante para o sucesso dos atores do setor. Os desafios reais da colaboração Embora as parcerias estratégicas se consolidem como estruturas fundamentais para a transição energética, sua construção e manutenção envolvem desafios complexos e multifatoriais, que variam conforme o contexto geográfico, regulatório e institucional. Em mercados em desenvolvimento, como o brasileiro, essas dificuldades tendem a ser mais acentuadas devido a fatores estruturais, históricos e normativos. Entre os principais entraves, destacam-se: Alinhamento de interesses e horizontes de tempo : Os parceiros de um projeto raramente compartilham as mesmas expectativas de retorno, tolerância ao risco ou ciclos de investimento. Enquanto investidores institucionais buscam previsibilidade e retornos de médio prazo, startups priorizam inovação acelerada e validação tecnológica. Já agentes públicos costumam operar com ciclos políticos curtos e metas de impacto social, o que pode gerar desalinhamentos estratégicos. Governança compartilhada e poder decisório : Um dos pontos mais sensíveis em parcerias multissetoriais é a definição de estruturas claras de governança. Ausência de processos transparentes de tomada de decisão, instâncias de revisão periódica e canais para resolução de impasses pode levar à paralisação de iniciativas ou à perda de confiança entre os envolvidos. A governança deve garantir equilíbrio entre representatividade e agilidade. Ambiente regulatório instável ou fragmentado : Mudanças inesperadas em programas de incentivos, subsídios, regras de conexão à rede ou marcos de geração distribuída impactam diretamente a confiança entre os parceiros. No Brasil, por exemplo, revisões frequentes nos leilões de energia ou na legislação que rege o mercado livre geram incertezas que afetam a modelagem financeira e jurídica de novos projetos. Integração tecnológica e operacional : Projetos de transição energética frequentemente exigem a combinação entre tecnologias emergentes (como baterias, hidrogênio verde ou redes inteligentes) e infraestruturas tradicionais. Essa integração demanda não apenas planejamento técnico detalhado, mas também acordos sobre propriedade intelectual, protocolos de interoperabilidade e cronogramas de desenvolvimento coordenados. Assimetria de conhecimento e de capacidade de execução : Muitas parcerias envolvem atores de naturezas muito distintas — como multinacionais com grande capacidade técnica e startups locais com inovação ágil, mas poucos recursos; ou governos municipais atuando com empresas internacionais. Nesses casos, é necessário um esforço deliberado de alinhamento cultural, institucional e técnico, para garantir fluidez na comunicação e eficiência na execução. Barreiras jurídicas e culturais : Parcerias internacionais também enfrentam entraves ligados a diferentes culturas jurídicas, linguagens técnicas e normas de compliance. A falta de padronização contratual e de práticas comuns pode gerar insegurança e atrasos na estruturação de joint ventures, consórcios ou acordos bilaterais. É importante destacar que esses desafios não invalidam o modelo colaborativo. Pelo contrário: eles reforçam a importância de desenhar estruturas contratuais modernas, com mecanismos flexíveis de adaptação, além de investir em governança sólida e transparente. A clareza dos objetivos, o compartilhamento equilibrado de riscos e a institucionalização de canais de diálogo contínuo são elementos essenciais para o sucesso de qualquer parceria no setor energético. Onde as parcerias aceleram o setor Mesmo diante de um ambiente regulatório desafiador e de processos decisórios complexos, o histórico recente evidencia que parcerias estratégicas bem estruturadas têm o potencial de desbloquear gargalos e acelerar significativamente a implementação da transição energética. Quando bem concebidas, essas alianças atuam como catalisadores de projetos de alto impacto, ampliando o alcance, a viabilidade e a sustentabilidade das iniciativas. Entre os benefícios mais recorrentes, destacam-se: Captação de capital de longo prazo , especialmente relevante para projetos com alto CAPEX (investimento de capital), como usinas híbridas que combinam geração solar e armazenamento, plantas de hidrogênio verde que demandam infraestrutura de eletrolisadores e logística dedicada, ou ainda redes de transmissão inteligente que conectam novas fontes renováveis a centros urbanos e industriais. Parcerias entre empresas e instituições financeiras multilaterais, por exemplo, têm permitido acesso a financiamentos em condições mais competitivas e com prazos mais adequados ao ciclo de maturação desses empreendimentos. Compartilhamento e diluição de riscos , tanto operacionais quanto financeiros, regulatórios ou tecnológicos. Quando diferentes agentes entram em um projeto com expertise complementar, é possível distribuir responsabilidades de forma mais eficiente e robusta, reduzindo a exposição de cada parceiro e tornando o projeto mais resiliente a variações externas. Aceleração da curva de aprendizado tecnológico , com ganhos expressivos em eficiência e tempo. Através da colaboração entre startups, universidades, institutos de pesquisa e empresas tradicionais, ocorre transferência de conhecimento em tempo real, desenvolvimento conjunto de soluções inovadoras e adoção mais rápida de tecnologias emergentes, como sistemas de armazenamento em larga escala, softwares de previsão meteorológica aplicados a energia eólica, ou modelos de precificação dinâmica no mercado livre. Maior legitimidade institucional e social , fator crítico em projetos com forte interface pública ou impactos locais relevantes. Em concessões, leilões, licitações e projetos com financiamento público, a composição de consórcios diversos, que incluem atores com histórico comprovado, tende a elevar a confiança dos órgãos reguladores e das comunidades envolvidas. Parcerias com universidades e instituições locais também aumentam o capital social do projeto e facilitam processos de licenciamento e aceitação. Expansão para novos mercados , sobretudo por meio de alianças transnacionais . Empresas que estabelecem parcerias com players já inseridos em outras geografias conseguem navegar com mais segurança pelas diferenças legais, culturais e logísticas, reduzindo o tempo de entrada e os custos de adaptação regulatória. Isso é especialmente importante em setores como o de hidrogênio verde, que exige construção de cadeias logísticas integradas e cooperação internacional para certificação, transporte e comercialização. Casos emblemáticos ao redor do mundo demonstram como essa lógica tem se consolidado. Na Europa, consórcios público-privados foram essenciais para destravar projetos de eólica offshore nos mares do Norte e Báltico, combinando expertise técnica, financiamento de longo prazo e suporte político. No Oriente Médio, iniciativas lideradas por coalizões multinacionais viabilizaram megausinas de hidrogênio com apoio direto de fundos soberanos e acordos de compra antecipada. Já na América Latina, destacam-se projetos híbridos de energia solar com baterias em regiões de baixa confiabilidade elétrica, desenvolvidos em parceria entre empresas privadas, centros de pesquisa locais e organismos multilaterais. Esses exemplos comprovam que parcerias bem estruturadas funcionam como mecanismos de transformação sistêmica, com impacto que vai além da viabilidade individual de um projeto, elas contribuem para o fortalecimento da infraestrutura institucional, técnica e regulatória dos países onde são implementadas. Em mercados em transição como o Brasil, essa abordagem tem potencial para acelerar a inserção de novas tecnologias, atrair capital estrangeiro, desenvolver a indústria nacional e ampliar a segurança energética em regiões vulneráveis. Como estruturar parcerias estratégicas eficientes Para que uma parceria estratégica no setor de energia cumpra seu papel como catalisadora de projetos transformadores, não basta apenas reunir os atores certos. É necessário estruturar os acordos com base em princípios sólidos, mecanismos de governança claros e uma visão de longo prazo. A ausência desses elementos tende a gerar desalinhamentos que comprometem não apenas a eficácia do projeto, mas também sua viabilidade financeira e política. A seguir, destacam-se cinco pilares essenciais para a estruturação de parcerias eficazes no contexto da transição energética: Visão estratégica compartilhada desde a origem , com definição clara de objetivos comuns, metas quantitativas e qualitativas, e KPIs (indicadores-chave de desempenho) acompanhados por todos os parceiros. A falta de uma visão convergente pode gerar atritos ao longo do projeto, especialmente quando há mudanças de cenário econômico ou político. Governança ágil, transparente e equilibrada , que permita tanto a tomada de decisão em tempo hábil quanto a representação justa dos interesses dos envolvidos. Isso inclui a criação de comitês de coordenação, instâncias de revisão estratégica, mecanismos de mediação de conflitos e planos de continuidade em caso de saída de algum parceiro. Mapeamento prévio e mitigação de riscos legais, regulatórios e institucionais , especialmente em países com marcos normativos em constante evolução. Avaliações jurídicas integradas e análise de cenários político-regulatórios são fundamentais para a segurança do investimento. Em alguns casos, contratos de longo prazo (PPAs), seguros de risco regulatório ou garantias de crédito de agências multilaterais podem ser integrados à estrutura da parceria. Compromisso com o desenvolvimento local e com a geração de valor social , que se reflita não apenas na contratação de fornecedores e mão de obra locais, mas também em ações estruturadas de capacitação profissional, apoio à inovação regional e diálogo com comunidades. Projetos energéticos inseridos em contextos periféricos ou em territórios com infraestrutura limitada devem considerar estratégias de inclusão e impacto positivo duradouro. Flexibilidade contratual e institucional , permitindo que a parceria evolua ao longo do tempo. A natureza dinâmica do setor energético, com mudanças tecnológicas, novos modelos de negócios, alterações regulatórias e avanços em financiamento verde, exige que os contratos e arranjos de parceria contemplem mecanismos de revisão e readequação periódica. Na prática, um dos elementos mais determinantes que observei em projetos bem-sucedidos foi justamente a capacidade de adaptação progressiva do modelo de parceria. Iniciativas que incluíram cláusulas de reavaliação estratégica a cada 24 meses, por exemplo, mostraram-se mais resilientes diante de oscilações de mercado, evolução de tecnologias ou mudanças nas prioridades institucionais dos envolvidos. Além disso, o papel do Estado e das instituições públicas é fundamental como garantidores da estabilidade e da confiança necessárias para a cooperação intersetorial. Governos que oferecem marcos regulatórios claros, previsibilidade normativa e instrumentos de mitigação de risco, como garantias soberanas, leilões com regras estáveis ou políticas públicas de fomento à inovação, estimulam fortemente o apetite do setor privado. Países como Chile, Alemanha e Austrália têm se destacado nesse sentido, mostrando que o alinhamento entre política pública e iniciativa privada é um fator crítico para a consolidação de ecossistemas energéticos sustentáveis. Por fim, vale ressaltar que a construção de parcerias estratégicas eficientes não é um evento pontual, mas um processo contínuo, que demanda investimento em relacionamento institucional, cultura de colaboração e aprendizagem mútua entre os atores. A nova competência crítica A transição energética não será liderada exclusivamente por quem domina a tecnologia de ponta, nem por quem detém acesso privilegiado ao capital. Cada vez mais, o fator determinante para o sucesso estará na capacidade de articulação entre diferentes atores, setores e níveis institucionais. Em um cenário global marcado por metas climáticas ambiciosas, marcos regulatórios em evolução e crescentes exigências socioambientais, a habilidade de construir pontes, entre interesses públicos e privados, inovação e escala, curto e longo prazo, torna-se central. As parcerias estratégicas deixaram de ser uma alternativa ou diferencial competitivo. Elas se tornaram uma competência crítica, indispensável à governança dos novos modelos energéticos. Ao atuar como mecanismos de coordenação, divisão de riscos, alavancagem de conhecimento e distribuição de responsabilidades, essas alianças promovem a viabilidade de projetos em ambientes desafiadores e aceleram a implantação de soluções transformadoras em energia limpa. O verdadeiro diferencial competitivo na próxima década será de quem souber criar, nutrir e adaptar ecossistemas colaborativos, com estruturas flexíveis, metas compartilhadas e governança sólida. Essa capacidade exige visão sistêmica, inteligência institucional e fluência em contextos diversos, técnicos, jurídicos, sociais e financeiros. Além disso, à medida que a transição energética avança para setores mais complexos, como transporte pesado, indústria de base e agricultura, cresce a necessidade de articulação entre múltiplas cadeias produtivas e políticas públicas setoriais. Portanto, não se trata apenas de implementar novas tecnologias energéticas, mas de construir arranjos institucionais que sustentem a transformação de longo prazo. Se a transição energética do século XXI é, de fato, uma jornada coletiva, os líderes mais bem posicionados serão aqueles capazes de promover alianças confiáveis, replicáveis e escaláveis. Essa é a nova lógica do setor energético, e quem dominá-la, inevitavelmente, terá um papel central na configuração da economia de baixo carbono global. Sobre a autora: Laís Víctor é especialista em energias renováveis e diretora executiva de parcerias, com 14 anos de atuação no setor de energia. Sua atuação inclui o desenvolvimento de negócios, estruturação de alianças estratégicas e apoio à atração de investimentos para projetos de transição energética, com foco na construção de ecossistemas sustentáveis e inovação no mercado global de renováveis. Fontes de referência: BloombergNEF (BNEF). Energy Transition Investment Trends 2024 . Bloomberg New Energy Finance, 2024. International Energy Agency (IEA). World Energy Outlook 2023 . Paris: IEA, 2023. International Renewable Energy Agency (IRENA). World Energy Transitions Outlook 2023: 1.5°C Pathway . Abu Dhabi: IRENA, 2023. Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD). Effective Governance of Public-Private Partnerships . Paris: OECD Publishing, 2012. Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Parcerias para Infraestrutura Sustentável na América Latina . Washington, D.C.: BID, 2022. PPP Knowledge Lab – Banco Mundial. Public-Private Partnership Frameworks and Best Practices . Banco Mundial, 2021. Parcerias Estratégicas: o motor invisível da transição energética a infraestrutura invisível da transição
- Evento reforça maturidade do Brasil na agenda do hidrogênio e da captura de carbono
Conferências técnicas mostram avanços regulatórios, novos projetos e integração global para acelerar a transição energética Evento reforça maturidade do Brasil na agenda do hidrogênio e da captura de carbono Com uma programação técnica intensa, engajamento de especialistas nacionais e internacionais e uma plateia de milhares de profissionais reunidos no Rio de Janeiro, o Hydrogen Expo South America e o Carbon Capture Expo South America encerraram suas atividades com um saldo positivo: o Brasil está mais preparado, e mais conectado, para liderar a nova economia de baixo carbono e do hidrogênio. Realizados nos dias 11 e 12 de junho, os dois eventos somaram 3 mil inscrições, 70 expositores e 40 horas de conteúdo técnico e estratégico. A agenda de debates colocou em evidência o avanço institucional, regulatório e tecnológico do país nas frentes de hidrogênio de baixa emissão e captura e armazenamento de carbono (CCS). As conferências promovidas em paralelo à feira, o Hydrogen Conference e o CCS Tech Summit, reforçaram o papel estratégico do Brasil na transição energética global. Evento reforça maturidade do Brasil na agenda do hidrogênio e da captura de carbono Debate mais maduro e colaborativo sobre o CCS Para Nathália Weber, da CCS Brasil e curadora técnica do CCS Tech Summit, esta foi a edição mais madura do evento até agora. “Nas primeiras edições, a gente precisava nivelar conhecimento entre os atores. Agora, vimos um debate aprofundado, técnico e colaborativo, com todos os stakeholders, ou seja, governo, empresas, academia e sociedade civil, sentados à mesma mesa.” Segundo Nathália, um dos marcos mais importantes do setor em 2024 foi a aprovação do marco legal do CCS. “Essa vitória permitiu abrir novas frentes de regulamentação, com envolvimento direto da iniciativa privada e acolhimento técnico da agência reguladora. Avançamos também nas discussões sobre licenciamento ambiental, e vários estados mostraram publicamente os progressos que fizeram nesse tema”, comemorou. Evento reforça maturidade do Brasil na agenda do hidrogênio e da captura de carbono A CCS Brasil também apresentou um estudo de benchmarking internacional construído de forma colaborativa com representantes do setor público e privado. “Conseguimos lançar as bases institucionais e abrir espaço para perspectivas novas e urgentes. Isso torna o debate do próximo ano ainda mais promissor, especialmente dentro da plataforma Hyvolution, que amplia o alcance global da pauta”, observou Nathália. Economia do hidrogênio se concretiza e entra em rota global Na avaliação de Ansgar Pinkowski, da agência Neue Wege e curador técnico da conferência de hidrogênio, o principal avanço desta edição foi mostrar que a economia do hidrogênio já deixou o campo da promessa e começa a se concretizar. “Em dois dias, vimos projetos sólidos sendo apresentados por empresas da indústria, tecnologias maduras sendo implementadas, portos se preparando para exportar, cadeias logísticas se organizando e países avançando em paralelo com o Brasil”, pontuou. Para ele, o maior desafio agora é manter a perseverança diante do tempo que esse processo ainda exige. Evento reforça maturidade do Brasil na agenda do hidrogênio e da captura de carbono Nova fase: Hyvolution Brazil Ansgar também anunciou que, a partir de 2026, os dois eventos passam a se chamar Hyvolution Brazil. Trata-se da principal plataforma global de hidrogênio, promovida pela GL events Exhibitions, já consolidada na França, Chile e Canadá. A primeira edição brasileira do Hyvolution será realizada nos dias 26 e 27 de agosto de 2026, no Riocentro, no Rio de Janeiro. A expectativa é de reunir 6 mil visitantes qualificados, mais de 800 congressistas e 100 marcas expositoras de 14 países. “É um passo importante para integrar o Brasil a uma agenda verdadeiramente global. A realização do evento próximo ao Hyvolution Chile vai atrair mais empresas internacionais e ampliar as oportunidades para o país”, destacou Ansgar. “Vamos ampliar conexões, atrair novos projetos e acelerar a troca de conhecimento com o mundo. Essa é a missão”, concluiu. Sobre a GL events Exhibitions A GL events Exhibitions é uma empresa da multinacional francesa GL events – um dos principais players do mercado de eventos no mundo, presente em 27 países. Importante catalisadora de negócios com a organização e promoção de eventos B2B e B2C, é responsável pela realização de congressos, festivais e feiras representativas em diversos segmentos da economia: Bienal do Livro Rio e Bienal do Livro Bahia, no Mercado Editorial; Brasil Brau, no universo Cervejeiro; Congresso e Feira Estetika, o evento mais importante de Estética, Saúde, Beleza e Bem-estar da América Latina; e ExpoPostos &Conveniência, maior evento do setor de combustíveis e conveniência da América Latina. Atenta às necessidades dos seus públicos, desenvolve produtos que estimulam o contato dos visitantes com as principais tendências e novidades, incentivando discussões de conteúdo relevantes, interação e networking, além da geração de negócios. Evento reforça maturidade do Brasil na agenda do hidrogênio e da captura de carbono
- Resíduos como fonte de energia: congresso realizado em Florianópolis mobiliza especialistas e poder público
Evento organizado pela Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN) reuniu mais de 200 participantes e discutiu tecnologias limpas, inclusão social, reciclagem, valorização energética e políticas públicas para destravar o setor em Santa Catarina e no Brasil Resíduos como fonte de energia: congresso realizado em Florianópolis mobiliza especialistas e poder público Florianópolis (SC), 13 de junho de 2025 – Transformar desafios ambientais em soluções sustentáveis para energia, inclusão e desenvolvimento. Essa foi a tônica do 6º Congresso de Energia de Resíduos , promovido pela Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN) nos dias 5 e 6 de junho, em Florianópolis. O evento reuniu representantes do setor público, iniciativa privada, academia e movimentos sociais para discutir os rumos da gestão de resíduos em Santa Catarina e no Brasil. O painel de abertura do evento contou com a presença de autoridades como Emerson Stein , secretário de Meio Ambiente e Economia Verde de Santa Catarina, Paulo Bornhausen , secretário Executivo de Articulação Internacional de Santa Catarina, e representantes da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), da Messe München Brasil e da ABREN. O presidente executivo da associação, Yuri Schmitke , reforçou o potencial brasileiro para gerar energia a partir dos resíduos. “Temos o potencial de transformar até 70% do diesel consumido e 40% da eletricidade brasileira com energia proveniente de resíduos. O que falta é articulação e ação para colocar esse potencial em prática.” Reciclagem e valorização energética: caminhos complementares para uma economia circular Um dos principais consensos do evento foi de que a reciclagem e a valorização energética (Waste-to-Energy, em inglês) não competem entre si – ao contrário, são soluções complementares dentro de uma gestão integrada de resíduos. Enquanto os materiais recicláveis devem ser recuperados com eficiência por meio da coleta seletiva e triagem, os rejeitos que não têm reaproveitamento podem ser transformados em energia e outros subprodutos, fechando o ciclo da matéria. O papel dos catadores de resíduos recicláveis foi amplamente reconhecido. Representantes do Movimento Nacional dos Catadores (MNCR) e da Federação Catarinense de Catadores (FECCAT) destacaram a importância da formalização e da valorização do trabalho de quem atua na linha de frente da reciclagem no Brasil. “Nós somos agentes ambientais e protagonistas da economia circular”, afirmou Dorival Rodrigues , liderança do MNCR. Já o presidente da Federação Recicla SC, Thiago Neves , reforçou a necessidade de profissionalização, melhoria da infraestrutura e formalização de contratos com o poder público. “A reciclagem não é só ambientalmente correta. Ela é social, econômica e parte fundamental da política de resíduos”, destacou. Licenciamento e governança: caminhos para destravar o setor de resíduos Técnicos da EBP Brasil, Atmosplan e do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA-SC) participaram do painel sobre licenciamento ambiental, destacando a importância de normas claras, previsíveis e alinhadas aos padrões internacionais para viabilizar projetos de recuperação energética. Os participantes reforçaram que o desenvolvimento de novas plantas precisa caminhar lado a lado com segurança jurídica e eficiência administrativa. Já o painel sobre os Planos Estaduais de Resíduos Sólidos (PERS) abordou os desafios da implementação prática desses instrumentos. A professora Maria Eduarda Bezerra , da UFSC, lembrou que “os planos precisam sair do papel com metas factíveis, articulação entre entes públicos e financiamento estruturado”. Biogás e biometano: novas oportunidades em energia limpa As soluções tecnológicas baseadas na digestão de resíduos orgânicos também tiveram destaque durante o congresso. Adílson Lima , representante da H2A Ambiental, apresentou plantas que produzem biometano, fertilizantes e CO₂ purificado, com retorno econômico e ambiental positivo. “A partir de resíduos, estamos gerando energia renovável e reduzindo emissões com tecnologia nacional e resultados concretos”, afirmou. Diego Alveno , da Apolo Energia, compartilhou a experiência da empresa com plantas modulares e gasodutos virtuais em operação no Sul do Brasil. “Nosso objetivo é levar o biometano onde ele é necessário, aproveitando a matéria de forma plena e eficiente”, explicou. Diversidade de porta-vozes e debates qualidifcados Ao longo dos dois dias de evento, o 6º Congresso de Energia de Resíduos, realizado pela ABREN e organizado pela Porthus Eventos, contou com a participação de mais de 30 palestrantes, de diferentes regiões do Brasil, entre técnicos, gestores, acadêmicos e representantes da sociedade civil. Os painéis abordaram temas como educação ambiental, mercado de carbono, instrumentos de financiamento e inovação, sempre com foco na integração entre soluções técnicas e sociais para a gestão de resíduos. Sobre o 6º Congresso de Energia de Resíduos: A 6ª edição do Congresso de Energia de Resíduos é uma realização da Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN) e da Porthus Eventos. O evento tem como objetivo fomentar a recuperação energética de resíduos, buscando alternativas para a destinação dos resíduos sólidos e a geração de energia limpa. O congresso pretende apresentar alternativas de gestão de resíduos sólidos urbano, comerciais, industriais e da agropecuária, trazer atualização tecnológica e oportunizar intercâmbio de informações entre inciativa pública e privada. São prioridades do evento: Apresentar atualização tecnológica para melhor aproveitamento de resíduos; Estimular o poder público a interagir com especialistas na busca de soluções regionais; Estimular o uso de energias renováveis através de resíduos sólidos; Debater interesses econômicos, sociais e ambientais; Contribuir para o desenvolvimento sustentável de nossa sociedade; Democratizar técnicas sobre novas alternativas em energias renováveis; Obter uma visão estratégica para cada prefeitura ou indústria; Apresentar contribuições acadêmicas e projetos científicos no setor; Identificar oportunidades de investimentos e regiões potenciais. Sobre a ABREN: A Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN) é uma entidade nacional, sem fins lucrativos, que tem como missão promover a interlocução entre a iniciativa privada e as instituições públicas, nas esferas nacional e internacional, e em todos os níveis governamentais. A ABREN representa empresas, consultores e fabricantes de equipamentos de recuperação energética, reciclagem e logística reversa de resíduos sólidos, com o objetivo de promover estudos, pesquisas, eventos e buscar por soluções legais e regulatórias para o desenvolvimento de uma indústria sustentável e integrada de tratamento de resíduos sólidos no Brasil. A ABREN integra o Global Waste to Energy Research and Technology Council (Global WtERT), instituição de tecnologia e pesquisa proeminente que atua em diversos países, com sede na cidade de Nova York, Estados Unidos, tendo por objetivo promover as melhores práticas de gestão de resíduos por meio da recuperação energética e da reciclagem. O Presidente Executivo da ABREN, Yuri Schmitke, é o atual Vice-Presidente LATAM do Global WtERT e Presidente do WtERT – Brasil. Conheça mais detalhes sobre a ABREN acessando o site , Linkedin , Facebook , Instagram e YouTube da associação. Resíduos como fonte de energia: congresso realizado em Florianópolis mobiliza especialistas e poder público
- Um Passo à Frente no Armazenamento por Baterias
Por Daniel Lima - ECOnomista O futuro das baterias pode estar prestes a mudar drasticamente, e a China está liderando essa revolução. Com uma velocidade impressionante, a tecnologia de íons de sódio está saindo dos laboratórios e entrando na produção em larga escala, trazendo uma nova era de inovação energética. Um Passo à Frente no Armazenamento por Baterias No início deste ano, a CATL, maior fabricante de baterias do mundo, anunciou que suas primeiras baterias comerciais de íons de sódio entrarão em produção ainda este ano. Essa mudança representa um avanço significativo em relação às tradicionais baterias de íons de lítio, abordando desafios como degradação, tempo de carregamento e segurança. Por que as baterias de íons de sódio são revolucionárias? Vida útil estendida: Capazes de suportar mais de 10.000 ciclos de carga e descarga sem degradação significativa. Carregamento ultrarrápido: Podem recarregar de 30% a 80% em apenas meia hora, mesmo sob temperaturas extremas de -30°C. Maior segurança: Testes rigorosos, incluindo penetração de pregos e compressão, comprovaram que essas baterias não pegam fogo, diferentemente das versões de íons de lítio. Densidade energética competitiva: Com 175 Wh/kg, superam muitas baterias LFP convencionais, que apresentam cerca de 150 Wh/kg. Sustentabilidade e custo reduzido: O sódio é 1.000 vezes mais abundante que o lítio na crosta terrestre, sendo mais barato e menos tóxico, tornando a produção mais acessível e ambientalmente sustentável. Impacto global e futuro energético Essa inovação pode remodelar toda a indústria de armazenamento de energia. A redução da dependência do lítio possibilita uma democratização da produção de baterias, além de diminuir os impactos ambientais causados pela extração de recursos. Setores como armazenamento estacionário de energia e veículos elétricos podem se beneficiar enormemente dessa tecnologia, acelerando a transição para fontes mais limpas. Com tantos benefícios, será que estamos testemunhando o início do fim das baterias de íons de lítio? O caminho está aberto para novas possibilidades, e a resposta pode surgir mais cedo do que imaginamos. Um Passo à Frente no Armazenamento por Baterias
- PERDAS DE ENERGIA NO BRASIL: O PESO DA INEFICIÊNCIA QUE TODOS PAGAMOS
O setor elétrico brasileiro, em 2024, mais uma vez mostrou uma face preocupante: as perdas de energia, que alcançaram 14,0% da energia injetada nas redes de distribuição. Isso corresponde a um volume colossal de 84,8 TWh, energia suficiente para abastecer vários estados brasileiros por meses, mas que foi literalmente desperdiçada entre geração e consumo final. Dividem-se essas perdas em 44,6 TWh (7,4%) de perdas técnicas e 40,2 TWh (6,6%) de perdas não técnicas. Esses números são inaceitáveis em um setor que movimentou mais de R$ 400 bilhões em receitas em 2024 e impactam diretamente tarifas, encargos e a competitividade econômica do país. AS PERDAS TÉCNICAS: UM MAL FÍSICO, MAS AMPLIFICADO PELA INFRAESTRUTURA PRECÁRIA As perdas técnicas são inevitáveis: decorrem do transporte da energia, da resistência dos cabos, perdas em transformadores e subestações. Em 2024, o custo tarifário dessas perdas foi de R$ 11,2 bilhões, valor que acaba incorporado nas contas de todos os consumidores. O problema não é só que elas existam, mas seu tamanho: no Norte, o índice foi de 10,2%; no Nordeste, 8,4%; no Centro-Oeste, 7,1%; no Sudeste, 6,2%; e no Sul, 5,7%. PERDAS DE ENERGIA NO BRASIL: O PESO DA INEFICIÊNCIA QUE TODOS PAGAMOS Essas diferenças mostram como a infraestrutura desigual do país amplifica as perdas. Redes longas, equipamentos antigos e baixa densidade populacional aumentam os desperdícios. Em países da OCDE, as perdas técnicas raramente ultrapassam 5%. AS PERDAS NÃO TÉCNICAS: O RETRATO DO DESCASO E DO CRIME O verdadeiro escândalo do setor são as perdas não técnicas, que somaram 40,2 TWh e custaram ao setor cerca de R$ 10,3 bilhões em 2024. A ANEEL reconheceu R$ 7,1 bilhões como perdas eficientes para repasse às tarifas, o que corresponde a 2,85% da receita requerida ou 9,22% da Parcela B. O restante (cerca de R$ 3,2 bilhões) foi prejuízo direto das distribuidoras. Concessionárias como Light (RJ) e Amazonas Energia (AM) são líderes absolutas do desperdício, com 34,1% das perdas não técnicas nacionais. Outras concessionárias com grande contribuição para o problema são Equatorial Pará (PA), Enel RJ, Celpe (PE), Enel CE, Coelba (BA) e Neoenergia PE. PERDAS DE ENERGIA NO BRASIL: O PESO DA INEFICIÊNCIA QUE TODOS PAGAMOS Como visto no gráfico, as perdas não técnicas estão concentradas no Norte (19,5%) e Nordeste (13,5%) da energia injetada, enquanto no Sul o índice cai para 4,8%. COMO O CONSUMIDOR LIVRE É IMPACTADO Engana-se quem pensa que o consumidor livre está imune a essas perdas. Apesar de não arcar diretamente com a compra da energia perdida, ele sofre os efeitos colaterais em diversas frentes. As TUST e TUSD, tarifas de uso do sistema, são calculadas considerando o volume total de energia transportada, incluindo o excesso necessário para compensar as perdas. Isso significa que o consumidor livre está pagando para utilizar uma rede ineficiente. Além disso, as perdas aumentam o custo sistêmico, levando o Operador Nacional do Sistema a acionar fontes caras (como usinas térmicas) para cobrir o déficit, pressionando o PLD e os encargos setoriais como o ESS, que são repassados ao mercado como um todo. Ou seja, o consumidor livre paga, sim — na forma de encargos mais altos e tarifas de acesso infladas pela ineficiência. EVOLUÇÃO DAS PERDAS E A AÇÃO DA REGULAÇÃO Desde 2008, o país reduziu as perdas não técnicas no mercado de baixa tensão de 16,2% para 10,6%. Mas essa evolução tem sido lenta, como mostra o gráfico a seguir. PERDAS DE ENERGIA NO BRASIL: O PESO DA INEFICIÊNCIA QUE TODOS PAGAMOS O modelo de regulação por incentivos da ANEEL, baseado em benchmarking e ranking de complexidade, não tem produzido o impacto necessário. As glosas, embora crescentes (de R$ 1 bilhão em 2012 para R$ 3 bilhões em 2024), não conseguiram reduzir substancialmente as perdas reais. O QUE DEVERIA ESTAR SENDO FEITO A resposta para o problema das perdas de energia no Brasil está em ações integradas , firmes e urgentes. A modernização das redes , com uso de medidores inteligentes , telemetria , fiscalização eletrônica e automação , já não é mais uma opção: é uma obrigação imediata diante da magnitude do desperdício e do impacto nas tarifas. O Brasil já dispõe das tecnologias e dos modelos regulatórios necessários para reduzir essas perdas; o que falta é execução concreta e compromisso real com resultados. PERDAS DE ENERGIA NO BRASIL: O PESO DA INEFICIÊNCIA QUE TODOS PAGAMOS A ANEEL deve vincular a renovação das concessões e os direitos tarifários ao cumprimento de metas reais e anuais de redução de perdas , É inaceitável que concessionárias sigam operando com níveis tão altos de perdas sem contrapartidas rigorosas para manter seus contratos e benefícios. Por sua vez, o poder público precisa atuar na raiz do problema , com políticas estruturantes de inclusão social , regularização fundiária e acesso formal à energia elétrica . A exclusão social e a precariedade urbana não podem continuar servindo como justificativa para o colapso de um sistema que deveria ser eficiente, justo e sustentável . Onde há pobreza extrema, o furto de energia muitas vezes é visto como uma necessidade e não como crime, e por isso a solução exige um esforço conjunto entre Estado, regulador e empresas. Não podemos continuar repassando ao consumidor regular o custo da ineficiência e da conivência com o desperdício. CONCLUSÃO O relatório de 2024 escancara um problema estrutural do setor elétrico brasileiro. As perdas de energia, especialmente as não técnicas, são um fardo para todos: consumidores cativos e livres, empresas e o próprio desenvolvimento econômico do país. Não há mais espaço para complacência. É preciso modernizar as redes, endurecer os mecanismos regulatórios, atrelar metas de redução ao direito de operar e envolver o Estado em ações que combatam as causas sociais do furto de energia. Cada megawatt perdido por ineficiência ou crime é um megawatt pago por quem faz o certo. Isso precisa mudar. Fonte: Relatório Perdas de Energia Elétrica na Distribuição 2024/2025, Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica – ANEEL. PERDAS DE ENERGIA NO BRASIL: O PESO DA INEFICIÊNCIA QUE TODOS PAGAMOS
- DESAFIOS CRÍTICOS PARA OS LEILÕES DE RESERVA DE CAPACIDADE NO SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO
Ao ler alguns artigos e informações neste final de semana, resolvi manifestar-me sobre os desafios enfrentados pelos leilões de reserva de capacidade (LRCap) no Brasil. O país vive um momento decisivo para o Sistema Interligado Nacional (SIN), que precisa equilibrar a crescente participação de fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica, enquanto garante a segurança e a estabilidade da rede elétrica. Nesse contexto, os leilões de energia são ferramentas estratégicas para contratar potência e capacidade, mas enfrentam obstáculos técnicos, políticos e regulatórios que podem comprometer o futuro do setor elétrico. DESAFIOS CRÍTICOS PARA OS LEILÕES DE RESERVA DE CAPACIDADE NO SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO A DIVERSIDADE DE FONTES E A NECESSIDADE DE PLANEJAMENTO O Ministério de Minas e Energia (MME), por meio do secretário de Energia Elétrica, Gentil Nogueira, defende a inclusão de diversas fontes nos leilões, como termelétricas a gás natural e biodiesel, hidrelétricas (com eficientização de usinas existentes e possível retomada de obras) e sistemas de armazenamento por baterias. No entanto, a afirmação de Nogueira de que há espaço para todas as fontes soa excessivamente simplista e desconexa da realidade. A ausência de um planejamento claro e a falta de priorização estratégica entre tecnologias podem gerar ineficiências e atrasos, comprometendo a segurança energética do país. Os leilões de reserva de capacidade, inicialmente previstos para 27 de junho de 2024, foram adiados devido a disputas judiciais envolvendo regras do certame. Essas controvérsias, lideradas por setores como o agronegócio (biodiesel) e empresas de gás natural, como a Eneva, evidenciam a dificuldade de alinhar interesses econômicos e técnicos, o que reforça a necessidade de um planejamento mais robusto e transparente. O PAPEL DAS BATERIAS E OS RISCOS DE ATRASOS Os sistemas de armazenamento de energia (BESS) são fundamentais para gerenciar a intermitência de fontes renováveis, armazenando energia excedente em momentos de alta produção e liberando-a em períodos de maior demanda. Contudo, o leilão de baterias, anunciado em 2023, enfrenta barreiras significativas. Além disso, a decisão do governo de priorizar o leilão de termelétricas antes das baterias, influenciada por pressões políticas do setor de gás natural, adia a adoção de tecnologias cruciais para a transição energética. A demanda inicial por baterias no leilão é estimada em 1 GW, modesta frente aos 16,7 GW de capacidade termelétrica instalada. Projeções da BloombergNEF apontam que, entre 2029 e 2034, o Brasil poderá adicionar mais de 1 GW de baterias por ano, destacando seu potencial. No entanto, a indefinição sobre a data do leilão frustra o setor, que permanece sem perspectiva de demanda no mercado regulado. DISPUTAS NO LEILÃO DE TERMELÉTRICAS Dividido em três certames (termelétricas, pequenas hidrelétricas e baterias), o leilão de reserva de capacidade foi marcado por conflitos. A inclusão de regras que favoreciam usinas a biodiesel, como maior agilidade no acionamento e a remoção do teto do Custo Variável Unitário (CVU), gerou questionamentos judiciais de empresas como a Eneva, enquanto o setor de biodiesel, representado pela Raízen, também buscou vantagens. Essas disputas culminaram no cancelamento do leilão de junho de 2024, expondo fragilidades como a falta de oferta firme de biodiesel e preocupações com a autenticidade do combustível. O MME avalia realizar um certame específico para biodiesel, mas especialistas alertam que o adiamento pode agravar o déficit de potência em 2025. A ABERTURA DE MERCADO E O RISCO DE DESESTABILIZAÇÃO O MME aposta na eficientização da oferta e na mudança de comportamento do consumidor por meio da Medida Provisória (MP) 1.300, que prevê a abertura do mercado de energia, com tarifas horárias e digitalização do consumo. A ideia é que os consumidores programem eletrodomésticos, como máquinas de lavar, para horários de energia mais barata, reduzindo a necessidade de potência adicional. Contudo, a afirmação de Gentil Nogueira de que a digitalização permitirá tais ajustes é ingênua e carece de coerência com a realidade. Sem uma campanha robusta de educação e infraestrutura para orientar os consumidores, a abertura do mercado pode ser um tiro no pé, desestabilizando o setor elétrico. A falta de preparo do consumidor para lidar com tarifas horárias pode levar a picos de consumo inesperados, sobrecarregando o SIN e comprometendo a eficiência almejada. DESAFIOS REGULATÓRIOS E PERSPECTIVAS A incerteza regulatória, agravada pelo término do mandato do diretor da Aneel responsável pela regulamentação das baterias, Ricardo Tili, sem a finalização do trabalho, intensifica os desafios. A ausência de uma data clara para o leilão de baterias e a priorização de termelétricas, influenciada por interesses políticos, atrasam a transição para um sistema mais sustentável. Markus Vlasits, presidente da Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae), critica a postergação dos leilões, afirmando que “não há lógica técnica nem política” em priorizar termelétricas em detrimento de baterias. Entretanto, não podemos introduzir um novo sistema “a toque de caixa”. Ao ler alguns artigos e informações neste final de semana, resolvi manifestar-me sobre os desafios enfrentados pelos leilões de reserva de capacidade (LRCap) no Brasil. O país vive um momento decisivo para o Sistema Interligado Nacional (SIN), que precisa equilibrar a crescente participação de fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica, enquanto garante a segurança e a estabilidade da rede elétrica. Nesse contexto, os leilões de energia são ferramentas estratégicas para contratar potência e capacidade, mas enfrentam obstáculos técnicos, políticos e regulatórios que podem comprometer o futuro do setor elétrico. A DIVERSIDADE DE FONTES E A NECESSIDADE DE PLANEJAMENTO O Ministério de Minas e Energia (MME), por meio do secretário de Energia Elétrica, Gentil Nogueira, defende a inclusão de diversas fontes nos leilões, como termelétricas a gás natural e biodiesel, hidrelétricas (com eficientização de usinas existentes e possível retomada de obras) e sistemas de armazenamento por baterias. No entanto, a afirmação de Nogueira de que há espaço para todas as fontes soa excessivamente simplista e desconexa da realidade. A ausência de um planejamento claro e a falta de priorização estratégica entre tecnologias podem gerar ineficiências e atrasos, comprometendo a segurança energética do país. Os leilões de reserva de capacidade, inicialmente previstos para 27 de junho de 2024, foram adiados devido a disputas judiciais envolvendo regras do certame. Essas controvérsias, lideradas por setores como o agronegócio (biodiesel) e empresas de gás natural, como a Eneva, evidenciam a dificuldade de alinhar interesses econômicos e técnicos, o que reforça a necessidade de um planejamento mais robusto e transparente. O PAPEL DAS BATERIAS E OS RISCOS DE ATRASOS Os sistemas de armazenamento de energia (BESS) são fundamentais para gerenciar a intermitência de fontes renováveis, armazenando energia excedente em momentos de alta produção e liberando-a em períodos de maior demanda. Contudo, o leilão de baterias, anunciado em 2023, enfrenta barreiras significativas. Além disso, a decisão do governo de priorizar o leilão de termelétricas antes das baterias, influenciada por pressões políticas do setor de gás natural, adia a adoção de tecnologias cruciais para a transição energética. A demanda inicial por baterias no leilão é estimada em 1 GW, modesta frente aos 16,7 GW de capacidade termelétrica instalada. Projeções da BloombergNEF apontam que, entre 2029 e 2034, o Brasil poderá adicionar mais de 1 GW de baterias por ano, destacando seu potencial. No entanto, a indefinição sobre a data do leilão frustra o setor, que permanece sem perspectiva de demanda no mercado regulado. DISPUTAS NO LEILÃO DE TERMELÉTRICAS Dividido em três certames (termelétricas, pequenas hidrelétricas e baterias), o leilão de reserva de capacidade foi marcado por conflitos. A inclusão de regras que favoreciam usinas a biodiesel, como maior agilidade no acionamento e a remoção do teto do Custo Variável Unitário (CVU), gerou questionamentos judiciais de empresas como a Eneva, enquanto o setor de biodiesel, representado pela Raízen, também buscou vantagens. Essas disputas culminaram no cancelamento do leilão de junho de 2024, expondo fragilidades como a falta de oferta firme de biodiesel e preocupações com a autenticidade do combustível. O MME avalia realizar um certame específico para biodiesel, mas especialistas alertam que o adiamento pode agravar o déficit de potência em 2025. A ABERTURA DE MERCADO E O RISCO DE DESESTABILIZAÇÃO O MME aposta na eficientização da oferta e na mudança de comportamento do consumidor por meio da Medida Provisória (MP) 1.300, que prevê a abertura do mercado de energia, com tarifas horárias e digitalização do consumo. A ideia é que os consumidores programem eletrodomésticos, como máquinas de lavar, para horários de energia mais barata, reduzindo a necessidade de potência adicional. Contudo, a afirmação de Gentil Nogueira de que a digitalização permitirá tais ajustes é ingênua e carece de coerência com a realidade. Sem uma campanha robusta de educação e infraestrutura para orientar os consumidores, a abertura do mercado pode ser um tiro no pé, desestabilizando o setor elétrico. A falta de preparo do consumidor para lidar com tarifas horárias pode levar a picos de consumo inesperados, sobrecarregando o SIN e comprometendo a eficiência almejada. DESAFIOS REGULATÓRIOS E PERSPECTIVAS A incerteza regulatória, agravada pelo término do mandato do diretor da Aneel responsável pela regulamentação das baterias, Ricardo Tili, sem a finalização do trabalho, intensifica os desafios. A ausência de uma data clara para o leilão de baterias e a priorização de termelétricas, influenciada por interesses políticos, atrasam a transição para um sistema mais sustentável. Markus Vlasits, presidente da Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae), critica a postergação dos leilões, afirmando que “não há lógica técnica nem política” em priorizar termelétricas em detrimento de baterias. Entretanto, não podemos introduzir um novo sistema “a toque de caixa”. DESAFIOS CRÍTICOS PARA OS LEILÕES DE RESERVA DE CAPACIDADE NO SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO











