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- Canadá e México reforçam parceria estratégica com foco em energia, comércio e segurança
EnergyChannel – 16 de setembro de 2025 O Primeiro-Ministro do Canadá, Mark Carney , anunciou que viajará à Cidade do México entre os dias 18 e 19 de setembro , em uma visita oficial voltada para aprofundar a cooperação entre os dois países e fortalecer a prosperidade da América do Norte. Canadá e México reforçam parceria estratégica com foco em energia, comércio e segurança A agenda inclui um encontro com a presidente mexicana Claudia Sheinbaum , no qual serão discutidos temas estratégicos como segurança, infraestrutura, investimentos, energia e comércio bilateral . A visita ocorre após reuniões recentes entre autoridades dos dois países, incluindo a participação de Carney e Sheinbaum na Cúpula do G7 em Kananaskis e as visitas dos ministros canadenses Anita Anand e François-Philippe Champagne ao México em agosto. “O Canadá e o México compartilham mais de três décadas de livre comércio. Diante de um cenário global em transformação, estamos determinados a fortalecer nossas parcerias em comércio, segurança e energia. Juntos, vamos construir cadeias de suprimento mais resilientes, criar novas oportunidades para trabalhadores e ampliar a prosperidade para canadenses e mexicanos”, destacou Carney. Energia e comércio no centro da pauta O fortalecimento do relacionamento Canadá-México é visto como estratégico para reduzir dependências externas e impulsionar setores-chave, incluindo energia limpa e infraestrutura sustentável . O comércio bilateral registrou quase US$ 56 bilhões em 2024 , e o Canadá figura como o quinto maior parceiro comercial do México. Especialistas avaliam que a aproximação pode abrir espaço para novos investimentos em energia renovável, hidrogênio verde e integração de cadeias de valor para o setor automotivo e de tecnologia limpa . Além disso, o alinhamento político entre os dois países pode facilitar projetos de cooperação em segurança energética e transição para fontes de baixo carbono. Relação histórica e eventos futuros O ano de 2024 marcou os 80 anos de relações diplomáticas entre Canadá e México. Além dos avanços econômicos, os países se preparam para co-organizar a Copa do Mundo FIFA 2026 , que será a maior edição da história, reunindo jogos em território canadense, mexicano e norte-americano. Com o mundo enfrentando desafios geopolíticos e climáticos, a visita de Carney reforça o papel do Canadá e do México como parceiros estratégicos na construção de uma América do Norte mais competitiva e sustentável. Canadá e México reforçam parceria estratégica com foco em energia, comércio e segurança
- Austrália avança em energia renovável: 16 projetos de armazenamento somam 4,13 GW em leilão CIS
Por Redação EnergyChannel | 16 de setembro de 2025 A Austrália deu um passo decisivo rumo à modernização de sua matriz energética. O governo federal anunciou nesta segunda-feira os 16 projetos vencedores do terceiro leilão do Capacity Investment Scheme (CIS) , que juntos somam 4,13 GW de potência e 15,37 GWh de capacidade despachável , previstos para entrar em operação no National Electricity Market (NEM) até o final de 2029. Austrália avança em energia renovável: 16 projetos de armazenamento somam 4,13 GW em leilão CIS Todos os projetos selecionados incluem a instalação de baterias de íon-lítio , com foco em apoiar a demanda de pico e garantir estabilidade ao sistema elétrico. O CIS é parte do plano nacional de alcançar 40 GW de capacidade renovável e despachável até 2030 , alinhado à transição energética do país. Competição intensa e resultados expressivos O leilão CIS 3 recebeu 124 propostas , totalizando 34 GW/135 GWh , muito acima do objetivo de 4 GW/16 GWh . Entre os vencedores estão empresas de destaque como Lightsource bp, ACEnergy Pty Ltd, Equis e Akaysha Energy . A distribuição por estados mostra a liderança de Victoria , com 1.335 MW , seguida de Nova Gales do Sul (1.250 MW) e Queensland (1.095 MW) . South Australia receberá 450 MW em projetos selecionados. Investimento local e benefícios sociais O governo estima que os projetos representarão AUD 3,8 bilhões (USD 2,53 bi / EUR 2,15 bi) em conteúdo local e gerarão AUD 218,8 milhões em benefícios para as comunidades First Nations . Durante a fase de construção, estão previstos cerca de 1.900 empregos , fortalecendo tanto a economia quanto a capacitação técnica local. “Este é mais um passo do Governo Albanese para reconstruir a rede de energia da Austrália, tornando-a moderna, confiável e justa”, declarou o Ministro de Mudanças Climáticas e Energia, Chris Bowen . Até o momento, o país já firmou 19 acordos para 5,85 GW de capacidade , incluindo energia despachável e geração, por meio de leilões anteriores do CIS. Austrália avança em energia renovável: 16 projetos de armazenamento somam 4,13 GW em leilão CIS
- Futuro da Energia Solar no Brasil Exige Adaptação a Eventos Climáticos Extremos, Aponta EPE
Brasília, 16 de setembro de 2025 O crescimento da energia solar no Brasil enfrenta um desafio: os impactos das mudanças climáticas sobre a geração fotovoltaica. Um estudo recente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) alerta que temperaturas mais altas, ventos fortes, chuvas intensas e queimadas podem comprometer a eficiência dos módulos solares e danificar infraestruturas das usinas. Futuro da Energia Solar no Brasil Exige Adaptação a Eventos Climáticos Extremos, Aponta EPE Segundo o levantamento, a geração distribuída (GD) , que inclui instalações residenciais em telhados, é ainda mais vulnerável, devido à menor robustez das estruturas frente a ventos severos, granizo e inundações. “A vulnerabilidade estrutural da geração solar está diretamente ligada à dependência da irradiação solar e ao dimensionamento de equipamentos que não refletem mais a realidade climática futura”, explica a EPE. O estudo, publicado em um fact sheet dedicado à energia solar — parte de uma série que também aborda geração eólica, hidrelétrica e sistemas de transmissão — detalha impactos reais enfrentados pelas usinas. Em Tocantins, ventos acima de 100 km/h tornaram 36 unidades geradoras indisponíveis. Já enchentes no Rio Grande do Sul e queimadas em áreas do Norte e Centro-Oeste reduziram a produção ao bloquear a radiação solar. Além disso, alterações nos regimes de precipitação e aumento da nebulosidade ameaçam a previsibilidade da geração em várias regiões. Projeções climáticas indicam aumento da temperatura média em todo o país, chuvas extremas no Sudeste, Sul e Norte, e ventos severos quase universais. Embora o Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste possam registrar maior irradiação, esse efeito positivo pode ser neutralizado por secas prolongadas e risco de incêndios. Para a EPE, enfrentar esses desafios exige inovação tecnológica, fortalecimento de infraestruturas e atualização regulatória , garantindo que a expansão da energia solar siga sustentável e resiliente diante de eventos climáticos extremos. Futuro da Energia Solar no Brasil Exige Adaptação a Eventos Climáticos Extremos, Aponta EPE
- GM Reage à Concorrência da BYD e Inicia Montagem Local do Chevrolet Spark EUV no Brasil
Por EnergyChannel | Especial para o setor de Mobilidade Elétrica A General Motors está redesenhando sua estratégia para conquistar espaço no mercado de veículos elétricos (VEs) na América Latina. Após um início turbulento com o lançamento do Chevrolet Spark EUV importado da China, a montadora decidiu iniciar a montagem local do modelo no Brasil e reduzir os preços em mercados estratégicos, como a Colômbia. GM Reage à Concorrência da BYD e Inicia Montagem Local do Chevrolet Spark EUV no Brasil | Crédito: GM O anúncio vem em um momento de forte movimentação no setor: a BYD começou recentemente a produzir o compacto Seagull em sua fábrica em Camaçari (BA), ampliando a pressão competitiva. Além disso, desde julho de 2025, o Brasil elevou as tarifas de importação de VEs para 25%, encarecendo os modelos que chegam prontos do exterior — um cenário que tornou o Spark EUV menos competitivo frente a rivais como o BYD Dolphin e o Yuan Pro. Montagem no Polo Automotivo do Ceará Para contornar o impacto das tarifas e melhorar sua posição no mercado, a GM optou por montar o Spark EUV em uma fábrica multimarcas no Polo Automotivo do Ceará. Inicialmente, a operação será feita com kits semiacabados (SKD), com previsão de início antes do fim de 2025. Embora essa solução ainda não configure produção nacional completa, ela garante à GM uma redução de custos e um fôlego estratégico: a partir de 2027, os kits SKD passarão a ser tarifados de forma mais pesada, pressionando a empresa a investir em produção local. Competitividade e Preços O Spark EUV chegou ao mercado brasileiro com preço sugerido de R$ 159 mil, valor acima de concorrentes diretos como o Dolphin. Com a montagem local, a expectativa é de uma queda nos preços para estimular as vendas e tornar o modelo mais acessível. Na Colômbia, onde o Spark EUV também enfrentava desafios de aceitação, a GM anunciou uma redução de preços, sinalizando uma estratégia regional mais agressiva para os próximos anos. Perspectivas para o Mercado de VEs O movimento da GM reforça a tendência de que fabricantes tradicionais não podem ignorar o apelo crescente dos VEs no Brasil e na América Latina. Além de competir com players chineses, as montadoras precisam se adaptar ao cenário regulatório e às expectativas de consumidores que buscam modelos mais acessíveis e eficientes. Com a montagem local, a GM ganha tempo para desenvolver um plano de produção nacional completo, que deverá ser crucial para manter sua relevância no mercado latino-americano de veículos elétricos. GM Reage à Concorrência da BYD e Inicia Montagem Local do Chevrolet Spark EUV no Brasil
- Construção de Oleodutos e Gasodutos Deve Superar US$ 306 Bilhões Até 2029, Impulsionada por Demanda Global de Energia
EnergyChannel | 16 de setembro de 2025 O mercado global de construção de oleodutos, gasodutos e estruturas relacionadas está em plena expansão e deve movimentar US$ 306,35 bilhões até 2029 , segundo novo estudo da The Business Research Company. O relatório revela que o setor está crescendo a uma taxa média anual de 3,9% , impulsionado pela demanda crescente por energia, projetos de modernização de infraestrutura e integração de fontes renováveis. Construção de Oleodutos e Gasodutos Deve Superar US$ 306 Bilhões Até 2029, Impulsionada por Demanda Global de Energia De acordo com os dados mais recentes, o mercado saltou de US$ 256,47 bilhões em 2024 para US$ 262,5 bilhões em 2025 , registrando um crescimento de 2,4% no período. O movimento é alimentado pela retomada de projetos estratégicos, pela industrialização em economias emergentes e pela necessidade global de garantir o abastecimento energético de forma segura e eficiente. Demanda por Gás Natural Acelera Construção de Gasodutos Um dos principais motores dessa expansão é o aumento do consumo de gás natural , que vem crescendo de forma consistente no mundo todo. Segundo a Energy Information Administration (EIA) , o consumo nos Estados Unidos atingiu 88,5 bilhões de pés cúbicos por dia (Bcf/d) em 2022 – um avanço de 5,4% em relação ao ano anterior. Esse crescimento está diretamente ligado ao aumento da construção de gasodutos para transporte e distribuição. Além do gás, há forte movimento de investimento em projetos de GNL (gás natural liquefeito) e em iniciativas para substituir ou modernizar oleodutos existentes, o que reforça a importância do setor para a segurança energética global. Empresas Líderes no Setor O mercado é dominado por grandes players internacionais, entre eles: Larsen & Toubro Limited Sunland Construction Inc. Bechtel Corporation Tenaris SA Bonatti SpA Essas companhias vêm adotando tecnologias avançadas para melhorar a eficiência das obras, reduzir custos e minimizar o impacto ambiental. Inovação e Digitalização na Construção de Infraestruturas O estudo destaca que a digitalização será uma das principais tendências do setor nos próximos anos. Um exemplo é a implementação de linhas de fluxo com aquecimento elétrico (EHTF) pela polonesa PGNiG, que conecta campos remotos à infraestrutura existente com menor custo e menor emissão de carbono. Perspectivas Regionais A América do Norte segue como o maior mercado global em 2024, puxada por projetos de expansão e substituição de dutos nos Estados Unidos e no Canadá. Entretanto, há expectativa de crescimento acelerado na Ásia-Pacífico e no Oriente Médio , impulsionado pela demanda energética e por grandes investimentos em infraestrutura. Segmentação do Mercado O relatório segmenta o setor em: Por tipo: oleodutos e gasodutos de gás natural Por setor: upstream, midstream e downstream Por aplicação: onshore e offshore Essa segmentação permite identificar oportunidades específicas de investimento em cada etapa da cadeia de valor. Construção de Oleodutos e Gasodutos Deve Superar US$ 306 Bilhões Até 2029, Impulsionada por Demanda Global de Energia
- Global Sustainability Awards 2025 consagra líderes da transição energética e da mobilidade limpa
Por EnergyChannel O Global Sustainability Awards 2025 consagrou os principais inovadores e líderes que estão moldando o futuro da mobilidade elétrica, das tecnologias de emissão zero e da agenda ESG em todo o setor de transporte. A premiação destacou projetos que estão transformando ideias em soluções concretas – de data center's movidos a hidrogênio até estratégias urbanas para cidades mais inteligentes e resilientes. Global Sustainability Awards 2025 consagra líderes da transição energética e da mobilidade limpa Para executivos da indústria automotiva, fornecedores de infraestrutura e formuladores de políticas públicas, os vencedores de 2025 representam um guia estratégico para acelerar a descarbonização e integrar inovação, responsabilidade socioambiental e rentabilidade nos negócios. Tecnologia e IA a favor da sustentabilidade A IFS levou o Prêmio de IA em Sustentabilidade pelo seu sistema de Otimização de Planejamento e Programação, que reduz emissões de carbono e aumenta a eficiência logística de frotas. A solução já está sendo aplicada nos setores de energia, utilidades e manufatura para evitar deslocamentos desnecessários e minimizar o consumo de combustível. Marcas e ESG: engajamento que gera impacto No Prêmio de Campanha de Marca , a PT Great Eastern Life Indonesia foi reconhecida por integrar ESG à sua identidade e por promover conscientização sobre mobilidade elétrica e impacto social, demonstrando que até empresas de fora do setor automotivo podem catalisar mudanças relevantes. Soluções baseadas na natureza e compensação de emissões A Terraformation brilhou em duas categorias – PME do Ano e Tecnologia Sustentável – ao apresentar projetos de reflorestamento em larga escala e a plataforma aberta Terraware , que apoia a restauração de ecossistemas e pode ser usada como estratégia de compensação de emissões para o setor de transporte. Telecomunicações e energia renovável A One New Zealand (ex-Vodafone NZ) foi a vencedora na categoria Empresa de Médio Porte do Ano por integrar infraestrutura de carregamento de veículos elétricos e otimização energética via IA em toda a sua operação de telecom. O modelo reforça como setores de conectividade e mobilidade convergem para criar cidades inteligentes e veículos conectados. Tradição e inovação na indústria automotiva A Aston Martin conquistou o título de Empresa do Ano com sua estratégia “Racing. Green.”, que inclui metas de zero resíduos em aterros e expansão do portfólio de veículos híbridos e elétricos, alinhando seu legado de performance a uma agenda de eletrificação. Diversidade, inclusão e ESG integrado O ANS Group foi reconhecido pelo Prêmio Diversidade e Inclusão , enquanto a SGS SA venceu o Prêmio de Programa ESG ao oferecer verificação de métricas de sustentabilidade para clientes globais, incluindo fabricantes de veículos e operadores logísticos. Hidrogênio e infraestrutura digital limpa A ECL , startup californiana, foi o grande destaque da noite, levando três prêmios (Net Zero, Projeto do Ano e Start-Up) por seus data centers modulares movidos a hidrogênio verde. Suas soluções off-grid geram energia e água para resfriamento, criando infraestrutura de dados limpa para suportar plataformas de veículos autônomos e eletrificados. Cidades inteligentes e descarbonização urbana O Conselho de Habitação e Desenvolvimento de Singapura (HDB) foi premiado pela Estratégia de Sustentabilidade ao implementar carregadores para VEs, iluminação inteligente e soluções térmicas em habitações públicas, reduzindo emissões e temperaturas urbanas em até 2°C. Destaques finais Outros reconhecimentos foram para a Scala Data Centers , pelo seu financiamento verde e operação 100% em energia renovável; a HH Global , pela cadeia de suprimentos sustentável; e a Esas Holding , pelo impacto social ao capacitar jovens para atuar no setor de mobilidade. O Prêmio do Editor foi entregue à DP World , gigante da logística que vem liderando iniciativas globais de sustentabilidade ao longo de toda a sua cadeia de valor. Conclusão: ESG como motor da inovação O Global Sustainability Awards 2025 reafirma que ESG deixou de ser apenas uma diretriz voluntária para se tornar parte essencial da estratégia de negócios. Empresas vencedoras mostraram que é possível combinar eficiência econômica, inovação e responsabilidade ambiental em modelos escaláveis. A transição para uma economia de baixo carbono depende cada vez mais da colaboração entre setores, e os vencedores deste ano indicam o caminho para que a mobilidade elétrica e a infraestrutura limpa deixem de ser exceção e se tornem a norma. Global Sustainability Awards 2025 consagra líderes da transição energética e da mobilidade limpa
- O sol brilha à noite graças às baterias que transformam a energia solar
Por Vitor Piva, Diretor Executivo Erco Energia O sol brilha à noite graças às baterias que transformam a energia solar A transição energética avança em ritmo acelerado, mas ainda enfrenta um desafio crucial. A fonte solar, apesar de já representar mais de 60 GW de potência instalada no Brasil, não gera nos horários em que a sociedade mais consome energia. Ao meio-dia, quando os painéis produzem em máxima potência, o consumo ainda é moderado. À noite, quando a população aciona luzes, climatização, eletrodomésticos e inicia o carregamento de carros elétricos, a produção já é nula. Essa contradição pressiona o sistema elétrico, força o uso de fontes térmicas mais caras e poluentes e desperdiça parte de um potencial renovável que poderia ser melhor aproveitado. Diante disso, a tecnologia de Sistemas de Armazenamento de Energia surgiu para equilibrar essa equação. O funcionamento é simples de compreender, pois a bateria armazena o excedente gerado durante o dia e devolve à rede no momento em que a demanda cresce. Assim, a energia solar deixa de ser uma fonte intermitente e passa a ser confiável, previsível e útil também nos períodos de maior consumo. Para o gestor industrial, o benefício é ainda mais direto. As baterias permitem reduzir a demanda nos horários críticos, funcionam como reserva em casos de falha de fornecimento e podem auxiliar na gestão de custos ao deslocar consumo para momentos mais baratos. A Colômbia já colocou em prática esse conceito com o projeto La Martina, em Paratebueno, que integra geração fotovoltaica e baterias em larga escala. O sistema conta com 6,9 MWh de capacidade instalada em baterias com refrigeração líquida e controles digitais inteligentes. A inovação permitirá a injeção de 2.200 MWh anuais na rede elétrica, evitando desperdício e reduzindo aproximadamente 339 toneladas de CO₂, o equivalente ao plantio de 2.372 árvores. Para dimensionar, uma descarga completa das baterias de La Martina seria capaz de carregar cerca de 495 mil celulares de uma só vez. Enquanto isso, o Brasil ainda não conta com projetos desse porte, em grande parte por questões regulatórias. Até agosto de 2025 não havia regras claras sobre como os sistemas de armazenamento poderiam se conectar à rede, ser remunerados ou participar do mercado de energia. Esse cenário começou a mudar com a publicação da Nota Técnica Conjunta nº 13 da ANEEL, que estabeleceu conceitos e enquadramentos jurídicos, reconheceu o SAE autônomo como Produtor Independente de Energia, permitiu colocalização com usinas e consumidores e abriu espaço para serviços ancilares como a estabilização de frequência. O debate sobre tarifas ainda está em andamento, mas a regulação começa a construir as bases necessárias para que projetos semelhantes ao colombiano sejam viáveis no país. Mesmo antes de um marco regulatório completo, já existem alternativas práticas em operação no Brasil. Consumidores industriais passaram a adotar baterias atrás do medidor em sistemas conhecidos como zero export. Nessa configuração, a energia excedente não é injetada na rede, mas armazenada localmente. A solução ganhou respaldo normativo recente e tornou-se particularmente atrativa em estados como a Bahia, onde a tarifa no horário de ponta pode ser até 3,6 vezes mais alta que no período fora de ponta. Para o cliente industrial, associar geração solar a baterias significa reduzir a exposição a tarifas elevadas e conquistar previsibilidade nos custos de energia. A trajetória colombiana serve de exemplo para o mercado brasileiro. O projeto La Martina é liderado pela Erco Energia, empresa com mais de uma década de atuação em renováveis e presença crescente no Brasil. A companhia recebeu em março de 2025 um aporte de US$ 20 milhões do Norfund, fundo de desenvolvimento do governo da Noruega, como parte de um pacote de US$ 50 milhões voltado a acelerar projetos solares e de armazenamento na América Latina. Desde que iniciou operações no Brasil em 2022, a Erco já direciona investimentos para replicar o modelo de integração entre geração solar, baterias e gestão digital. O avanço da regulação brasileira definirá o ritmo dessa transformação. A energia solar não precisa mais ser uma fonte intermitente limitada ao ciclo do sol. Com a adoção de sistemas de armazenamento em larga escala, a matriz elétrica pode combinar maior previsibilidade com sustentabilidade, reduzindo custos e emissões. A experiência da Colômbia mostra que a tecnologia está pronta. Resta ao Brasil acelerar o marco regulatório e criar condições para que o sol continue brilhando também no horário de pico. *Vitor Piva atua como Diretor Executivo da Erco Energia, conduzindo estratégias de transformação do setor energético. O sol brilha à noite graças às baterias que transformam a energia solar
- MP 1300 no Congresso: Setor Solar Alerta para Impacto na Geração Distribuída e Cobra Apoio de Parlamentares
Brasília – 16 de setembro de 2025 MP 1300 no Congresso: Setor Solar Alerta para Impacto na Geração Distribuída e Cobra Apoio de Parlamentares Brasília – 16 de setembro de 2025 – O setor de energia solar vive um momento decisivo no Congresso Nacional. A Medida Provisória 1300, que será votada ainda hoje, pode redefinir o futuro da geração distribuída no Brasil. Em entrevista exclusiva ao EnergyChannel , o presidente do Movimento Solar Livre (MSL), @movimentosolarlivre e Coalizão das 21 Frentes Estaduais de GD., Hewerton Martins, fez um alerta sobre os riscos que a proposta representa para consumidores e investidores. Segundo Martins, a MP 1300, acompanhada do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 04, altera pontos sensíveis da Lei 14.300/2022 , marco legal da micro e minigeração distribuída. “Hoje, quem gera sua própria energia já paga gradualmente o fio B o custo pelo uso da rede até chegar ao valor integral em 2029. Mas, se o texto for aprovado sem mudanças, todos os componentes tarifários serão cobrados imediatamente, reduzindo drasticamente o retorno econômico de quem investe em energia solar”, explica. O executivo destacou que dois pontos do texto são os principais focos de preocupação: Destaque nº 7 – que busca retirar a chamada “tarifa multipartes” aplicada à geração distribuída, que inclui cobranças como perdas elétricas e encargos que, na visão do setor, não deveriam ser pagos por quem contribui com energia limpa para o sistema. Destaque nº 11 – que foi retirado da pauta na última sexta-feira, mas que, se mantido, limitaria o poder da Aneel de criar tarifas de forma compulsória e imediata. “Estamos no Congresso buscando o apoio dos parlamentares para suprimir esses trechos que prejudicam o setor. Se a redação for mantida como está, a geração distribuída pode ser desestimulada já em 2025”, alerta Martins. Entenda o impacto na conta de luz Pelo modelo atual, o consumidor que gera energia solar compensa quase toda a energia que injeta na rede, pagando apenas uma parte do custo de distribuição. A MP 1300 muda essa lógica: a compensação passaria a se restringir à tarifa de energia líquida (TE), reduzindo o crédito para menos de 15% do valor que é praticado hoje. Na prática, isso encurtaria o período de retorno dos sistemas fotovoltaicos, tornando novos investimentos menos atrativos. “Não faz sentido penalizar quem está ajudando o país a reduzir a pressão sobre o sistema elétrico e as emissões de carbono. Precisamos de uma transição justa e previsível, como previsto no marco legal de 2022”, reforça o presidente do MSL. Mobilização Nacional Martins faz um apelo aos consumidores e empresários do setor para que pressionem seus deputados federais: “Este é o momento de agir. O futuro da geração distribuída depende do que será votado hoje.” O setor de energia solar responde atualmente por mais de 2 milhões de sistemas instalados no Brasil e é uma das principais forças de democratização do acesso à energia limpa. MP 1300 no Congresso: Setor Solar Alerta para Impacto na Geração Distribuída e Cobra Apoio de Parlamentares
- Amazon alcança 10.000 veículos elétricos na Índia e acelera metas de sustentabilidade
São Paulo, 16 de setembro de 2025 A Amazon atingiu um marco importante em sua estratégia de sustentabilidade ao ultrapassar a marca de 10.000 veículos elétricos (EVs) em operação na Índia , superando o cronograma previsto. A iniciativa integra o plano global da companhia de ampliar sua frota elétrica para 100.000 vans e atingir emissões líquidas zero até 2040 . Amazon India piloted EVs in several cities across India in 2019 and is now this initiative is across the country. Credit: Amazon A gigante do e-commerce tem investido de forma robusta em eletrificação, com foco especial na logística de última milha , responsável por grande parte das emissões de transporte. Paralelamente, a empresa explora alternativas para veículos de médio e grande porte, reforçando seu compromisso de reduzir a pegada de carbono em toda a cadeia operacional. “Eletrificar a frota é um passo estratégico para nossa meta de neutralidade de carbono. Cada veículo elétrico que incorporamos contribui diretamente para reduzir as emissões e transformar a logística global”, afirmou um porta-voz da Amazon. Segundo especialistas do setor, a expansão de frotas elétricas em mercados emergentes como a Índia não apenas apoia metas corporativas de sustentabilidade, mas também estimula a adoção de EVs e infraestrutura de carregamento , criando um efeito positivo para a transição energética global. Com esta conquista, a Amazon reforça seu papel como líder em inovação logística sustentável , ao mesmo tempo em que avança em direção a operações mais verdes, eficientes e alinhadas às metas climáticas internacionais. Amazon alcança 10.000 veículos elétricos na Índia e acelera metas de sustentabilidade
- Mulheres na Energia: Silla Motta Destaca Avanços e Desafios do Setor no 4º Congresso Brasileiro
Por Redação EnergyChannel | 16 de setembro de 2025 No 4º Congresso Brasileiro de Mulheres da Energia , Silla Motta, CEO da Donna Lamparina e âncora do programa Agenda Global no EnergyChannel, compartilhou insights sobre sua trajetória e os principais desafios para a presença feminina no setor energético. Mulheres na Energia: Silla Motta Destaca Avanços e Desafios do Setor no 4º Congresso Brasileiro Fundadora da Donna Lamparina, empresa especializada em estruturar comercializadoras e gestoras de energia no Brasil, Silla também atua como embaixadora de diversas iniciativas corporativas e lidera o Agenda Global , programa que promove a divulgação de práticas ESG (ambientais, sociais e de governança) das grandes empresas brasileiras. “O Agenda Global visita empresas para entrevistar líderes e mostrar aos espectadores as iniciativas de sustentabilidade em ESG. Nosso foco está totalmente alinhado à Agenda 2030 , especialmente neste ano, com a conferência marcada em Belém do Pará”, explica Silla. Entre as empresas entrevistadas pelo programa estão EDP, Grano Alimentos e TIM, destacando boas práticas que fortalecem a sustentabilidade no país. Durante o congresso, Silla reforçou a importância da união feminina e do fortalecimento de políticas públicas para aumentar a participação de mulheres no setor energético. Ela apresentou a Carta do Pacto de Equidade de Gênero , documento que será encaminhado aos organizadores da COP 30 . “O pacto busca unir todos os grupos de mulheres do Brasil, criando uma frente coesa para dialogar com governos e empresas. A carta foi apresentada ao Ministério de Minas e Energia e ao Ministério da Mulher, com o objetivo de incentivar políticas que ampliem a presença feminina não apenas no setor de energia, mas em todo o mercado de trabalho”, destaca Silla. A executiva também ressaltou a necessidade de suporte educacional e social: desde o acesso à educação de qualidade até serviços de creche, permitindo que mulheres possam conciliar carreira e família de forma equilibrada. Ela citou ainda seu apoio voluntário ao Instituto Energia do Saber , que atende mais de 250 jovens de comunidades carentes em São Paulo, oferecendo educação e alimentação. “As mulheres ainda carregam uma herança patriarcal. É essencial criar políticas públicas que deem suporte para que elas ocupem posições de destaque e contribuam ainda mais para o crescimento do nosso país”, conclui. O 4º Congresso Brasileiro de Mulheres da Energia reafirma seu papel como plataforma estratégica para fomentar a representatividade feminina e promover a inclusão de práticas sustentáveis no setor energético, alinhando negócios, inovação e impacto social. Nota Este material faz parte da cobertura exclusiva do Congresso Brasileiro das Mulheres da Energia, realizada em parceria com a EnergyChannel. Todas as entrevistas e reportagens foram especialmente produzidas para o nosso evento e fazem parte do legado que estamos construindo juntas. 💜⚡ Mulheres na Energia: Silla Motta Destaca Avanços e Desafios do Setor no 4º Congresso Brasileiro
- Protagonismo Feminino no Setor Energético: Histórias Inspiradoras da Amazônia
Por EnergyChannel – 16 de setembro de 2025 Durante a Intersolar South America, a Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) , em parceria com o EnergyChannel , promoveu uma série de entrevistas exclusivas com mulheres que transformam o setor energético no Brasil. O objetivo foi destacar projetos inovadores, histórias inspiradoras e tendências que conectam energia, sustentabilidade e inclusão social . Conexão entre Gênero, Energia e Amazônia A conversa foi conduzida por Noemi Araújo , especialista em políticas públicas e relações governamentais, que trouxe ao debate experiências reais de mulheres atuantes na Amazônia. Entre as convidadas, Jussara Salgado , natural de Santarém (PA), destacou seu trabalho junto ao projeto Saúde e Alegria , que atua diretamente com comunidades tradicionais em regiões sem acesso à rede elétrica. Protagonismo Feminino no Setor Energético: Histórias Inspiradoras da Amazônia "O acesso à energia transforma vidas. Viemos capacitando mulheres com conhecimentos básicos de eletricidade e energia solar, impactando diretamente saúde, educação e geração de renda nas comunidades", contou Jussara. Já Patrícia Cristinna , engenheira e filmmaker , compartilhou como a sustentabilidade sempre guiou sua trajetória, desde projetos de blocos de construção com garrafas PET recicladas até a criação de um filme documental sobre a vida na Amazônia, que estreou no Congresso Mulheres da Energia – 4ª edição . "O filme mostra que a preservação ambiental acontece nos pequenos atos. Dar voz às mulheres que vivem no interior da Amazônia é essencial para compreender o verdadeiro significado de sustentabilidade", explicou Patrícia. Capacitação e Empoderamento O congresso destacou a importância de promover espaços seguros para mulheres no setor energético, tradicionalmente dominado por homens. Formações técnicas em energia solar fotovoltaica, conduzidas por mulheres, têm sido fundamentais para gerar identificação, empatia e protagonismo. "No primeiro dia do curso, uma participante comentou que esperava um instrutor homem. Ver uma mulher ministrando um conteúdo técnico foi transformador para ela e para todas as outras alunas", relatou Noemi Araújo. Além disso, iniciativas como o projeto Interligadas , em parceria com a ABGD, a GIZ e o Ministério da Educação, oferecem mentoria e capacitação técnica para mulheres no setor energético, reforçando os ODS 5 (Igualdade de Gênero) e 7 (Energia Acessível e Limpa) . Parcerias que Transformam Um ponto central das ações apresentadas é a cooperação entre gêneros. Homens atuam como aliados nos projetos, apoiando desde logística até a execução, mas as mulheres permanecem protagonistas das decisões e impactos. "A cooperação é essencial. Não se trata de competição, mas de unir esforços para gerar mudanças reais e duradouras nas comunidades", reforçou Jussara. Impacto na Amazônia e Perspectivas Futuras As participantes ressaltaram a relevância da COP30 , que será realizada na Amazônia, como oportunidade para amplificar vozes de comunidades tradicionais, povos quilombolas e mulheres líderes locais. "A Amazônia precisa de políticas públicas alinhadas à realidade das comunidades. Preservação ambiental não é só sobre floresta, mas sobre pessoas que vivem e sustentam esses territórios", destacou Patrícia. O futuro das iniciativas inclui documentar novas turmas de mulheres eletricistas solares , expandindo o alcance de capacitação técnica e inspirando novas gerações a ocupar espaços no setor energético. Mensagem de Inspiração Ao final do painel, a mensagem foi clara: o protagonismo feminino e o acesso à energia caminham juntos , transformando vidas, comunidades e o setor energético no Brasil. "Trazer a realidade da Amazônia para todo o país é essencial. Queremos inspirar outras mulheres e construir políticas públicas que reflitam a verdadeira diversidade e necessidades das comunidades", concluiu Jussara. Protagonismo Feminino no Setor Energético: Histórias Inspiradoras da Amazônia
- Intersolar South America 2025: Baterias dominam a nova onda do mercado solar no Brasil
Por Redação EnergyChannel | 16 de setembro de 2025 Intersolar South America 2025: Baterias dominam a nova onda do mercado solar no Brasil São Paulo, SP – A Intersolar South America 2025 , maior feira e congresso da América Latina voltada ao setor solar, fechou suas portas neste último dia com uma mensagem clara: a era da bateria chegou. O evento reuniu profissionais, empresas e especialistas em geração distribuída , energia solar e soluções de armazenamento energético, destacando tendências que devem transformar o mercado brasileiro nos próximos anos. Em entrevista ao EnergyChannel , Marcelo Ferreira Gomes (MAFEGO) , engenheiro eletricista sênior da A&E Engenharia , e Sydney Ipiranga , diretor técnico da ABGD e CEO da Energia Plus Brasil , apontaram que a principal inovação apresentada na feira foi justamente a evolução das baterias , que passaram a ocupar o protagonismo, substituindo os módulos solares como o grande foco do setor. Intersolar South America 2025: Baterias dominam a nova onda do mercado solar no Brasil "Saiu o módulo, entrou a bateria. E não é só a clássica bateria de lítio: vimos tecnologias em sódio e outros materiais que impressionaram pelo nível técnico", comentou MAFEGO. Segundo os especialistas, apesar do público ter sido menor que em edições anteriores, o perfil dos visitantes era mais qualificado e profissional , refletindo um mercado mais maduro e resiliente, preparado para negócios de alto valor agregado. "Quem veio aqui não é usuário final. São profissionais com conhecimento técnico profundo, prontos para negociar e implementar soluções de energia de ponta", explicou Sydney Ipiranga. Armazenamento de energia como diferencial Um dos destaques do evento foi a evolução do armazenamento de energia em contêineres , que agora permite acumular muito mais energia em espaços menores. No passado, um contêiner de 20 pés armazenava até 2 MWh; este ano, modelos de 40 pés alcançam 6,25 MWh , com tecnologias avançadas de refrigeração e redução de perdas térmicas, garantindo eficiência energética quase total. Outro ponto de inovação apresentado foi o conceito de baterias móveis , transportáveis para diferentes pontos de consumo, como escolas, universidades ou eventos, permitindo que a energia gerada seja utilizada mesmo em locais sem conexão direta à rede elétrica. "O mercado está mudando. Se a rede dificulta o uso imediato da energia, você armazena e utiliza quando quiser. Esse é o recado da feira: resiliência e eficiência energética ", destacou MAFEGO. Modelos de negócio inovadores Além das inovações tecnológicas, a feira trouxe novas formas de monetizar a energia armazenada, incluindo locação de baterias e serviços de fornecimento de energia como serviço (Energy as a Service). Esses modelos permitem que empresas substituam geradores a diesel por soluções mais sustentáveis e econômicas, reduzindo custos e aumentando a confiabilidade no fornecimento. "Hoje, você pode alugar uma bateria para um evento temporário e garantir energia limpa e contínua, sem depender de geradores ou da concessionária", explica Ipiranga. Perspectivas para o mercado brasileiro O mercado de geração distribuída no Brasil segue em crescimento e profissionalização. Especialistas apontam que, mesmo com desafios regulatórios e técnicos, a previsão é de que a geração acumulada de energia solar atinja ou supere os 7 GW ainda este ano. "Estamos vendo menos pessoas, mas com nível técnico muito mais elevado. Isso reflete um setor mais maduro, capaz de gerar negócios de maior valor e com soluções inovadoras", concluiu MAFEGO. A Intersolar South America 2025 deixa claro que o futuro do setor solar passa pelo armazenamento inteligente, pela inovação tecnológica e por modelos de negócio mais sofisticados, consolidando o papel das baterias como a nova onda do mercado de energia solar no Brasil . Intersolar South America 2025: Baterias dominam a nova onda do mercado solar no Brasil











