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- Senado prepara debate sobre custos da energia e futuro do armazenamento no Brasil
O relator da Medida Provisória 1.304, senador Eduardo Braga, propôs audiências públicas para discutir o aumento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), os desafios da expansão do mercado livre e o papel estratégico do armazenamento e do curtailment na matriz nacional. Matéria completa – EnergyChannel O debate sobre o futuro do setor elétrico brasileiro deve ganhar novos capítulos no Senado nas próximas semanas. O senador Eduardo Braga (MDB-AM) , relator da Medida Provisória 1.304 , solicitou à Comissão Mista a realização de três audiências públicas para aprofundar temas considerados críticos para o equilíbrio e a competitividade da matriz energética nacional. Entre os assuntos em pauta estão o crescimento acelerado da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) encargo que financia políticas públicas e subsídios no setor, os impactos da abertura do mercado livre de energia e as novas fronteiras tecnológicas representadas pelo armazenamento de energia e pelo gerenciamento do curtailment (redução de geração em momentos de excesso de oferta). Braga destacou que as discussões devem reunir representantes do governo, da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), de distribuidoras, geradores e especialistas independentes. O objetivo, segundo ele, é “ construir um consenso técnico e político sobre o modelo de financiamento e regulação do setor elétrico diante das profundas transformações que estão em curso”. Custos crescentes e novas soluções Nos últimos anos, a CDE tem sido um dos principais pontos de pressão nas tarifas de energia. O fundo que custeia, entre outros itens, subsídios às fontes renováveis e descontos tarifários ultrapassou a marca de R$ 40 bilhões anuais , impactando consumidores residenciais e industriais. Paralelamente, a transição energética e a rápida expansão da geração distribuída solar têm trazido novos desafios operacionais, como o curtailment em regiões de alta produção e baixa capacidade de escoamento. Especialistas apontam que sistemas de armazenamento podem se tornar uma solução estratégica para equilibrar a oferta e a demanda, reduzindo perdas e otimizando o uso da infraestrutura elétrica. Debate sobre o futuro do mercado livre Outro tema que deve ganhar destaque nas audiências é a ampliação do mercado livre de energia , que permite que consumidores escolham seus fornecedores. O modelo, que já representa mais de 40% do consumo nacional , está em fase de expansão e deve ser aberto gradualmente a consumidores de menor porte até o fim da década. Segundo Braga, “ a abertura do mercado precisa ser acompanhada de um debate transparente sobre os custos e os benefícios sociais do setor elétrico , garantindo que a competição não comprometa a sustentabilidade econômica do sistema”. Expectativa e próximos passos As audiências públicas serão realizadas nas próximas semanas, com cronograma a ser divulgado pela Comissão Mista. A expectativa é que os encontros subsidiem o parecer final do relator sobre a MP 1.304, que deverá definir diretrizes importantes para o financiamento da CDE , a modernização regulatória do setor elétrico e o incentivo a tecnologias de armazenamento e gestão inteligente da rede . A proposta promete influenciar diretamente o rumo das políticas energéticas do Brasil, num momento em que o país busca equilibrar crescimento econômico , segurança energética e sustentabilidade ambiental . Senado prepara debate sobre custos da energia e futuro do armazenamento no Brasil
- Brasil se prepara para o primeiro grande leilão de baterias e mira 2 GW em armazenamento de energia
Nova secretaria de Eletromobilidade e Conselho Nacional de Política Energética devem reforçar a estratégia do governo para acelerar a transição energética e integrar fontes renováveis. Brasil se prepara para o primeiro grande leilão de baterias e mira 2 GW em armazenamento de energia O Brasil está prestes a dar um passo histórico na modernização de sua matriz elétrica. O Ministério de Minas e Energia (MME) projeta que o primeiro leilão dedicado exclusivamente a sistemas de armazenamento por baterias poderá contratar até 2 gigawatts (GW) de capacidade instalada, marcando o início de uma nova era para o setor elétrico nacional. O anúncio foi feito pelo ministro Alexandre Silveira , que destacou o papel estratégico do armazenamento de energia no equilíbrio entre oferta e demanda e na expansão das renováveis, especialmente solar e eólica. “O leilão de baterias será um marco na nossa política energética, garantindo segurança, estabilidade e eficiência no sistema”, afirmou o ministro. Avanço institucional: Eletromobilidade e planejamento integrado Além do leilão, o MME prepara duas novas estruturas que reforçam a agenda da transição energética brasileira: a Secretaria de Eletromobilidade , voltada à integração de veículos elétricos na matriz, e o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) reformulado, que deve ampliar sua atuação sobre temas como descarbonização, eficiência energética e inovação tecnológica. Essas medidas se alinham ao compromisso do Brasil de alcançar neutralidade de carbono até 2050 , ao mesmo tempo em que ampliam o papel do país como potência verde e hub de tecnologia limpa na América Latina. Armazenamento: o novo pilar da transição energética O armazenamento de energia é considerado essencial para a consolidação das fontes renováveis intermitentes. No Brasil, onde a geração solar e eólica já ultrapassa 35 GW, o uso de baterias promete estabilizar o fornecimento, reduzir custos com termelétricas e evitar sobrecargas na rede. Especialistas apontam que o modelo do leilão deve considerar não apenas o preço da energia armazenada, mas também os serviços prestados ao sistema — como regulação de frequência, reserva de capacidade e suporte à rede em horários de pico. Mercado em expansão e oportunidades para investidores Empresas de energia, fabricantes de baterias e investidores internacionais acompanham de perto o movimento. O mercado brasileiro pode se tornar um dos maiores polos de armazenamento energético da América Latina , impulsionando tanto a produção local de equipamentos quanto a atração de novas tecnologias. Para o EnergyChannel, esse leilão representa um divisor de águas: o momento em que o Brasil começa a construir, de forma estruturada, a infraestrutura energética do futuro baseada em flexibilidade, eficiência e baixo impacto ambiental. Brasil se prepara para o primeiro grande leilão de baterias e mira 2 GW em armazenamento de energia
- China estabelece metas firmes até 2035 e mira 3,6 TW em solar e eólica
Em uma virada estratégica rumo à transição energética, a China definiu pela primeira vez uma meta absoluta de redução de emissões para toda a sua economia um movimento que pode redefinir seu papel no palco climático global. Durante discurso virtual perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente Xi Jinping anunciou as novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) do país, com foco em neutralidade climática e energias renováveis. ( en.cppcc.gov.cn ) China estabelece metas firmes até 2035 e mira 3,6 TW em solar e eólica Principais compromissos anunciados Redução líquida de gases de efeito estufa (GEE) em 7% a 10% em relação ao pico de emissões, até 2035. ( Instituto de Recursos Mundiais ) Atingir participação de mais de 30% de fontes não fósseis no mix energético nacional. ( PV Tech ) Elevar a capacidade instalada de geração solar e eólica para 3,6 TW (terawatt), ou seja, mais de seis vezes o nível registrado em 2020. ( PV Tech ) Expandir os estoques florestais do país para mais de 24 bilhões de metros cúbicos como mecanismo de sequestro de carbono. ( Instituto de Recursos Mundiais ) Transformar veículos elétricos e de nova energia na maioria das vendas futuras de automóveis. ( Instituto de Recursos Mundiais ) Segundo o governo chinês, essas metas deverão sustentar tanto o compromisso com o Acordo de Paris como a ambição nacional de atingir neutralidade de carbono até 2060 . O tamanho do desafio Embora audaciosa, a meta de 3,6 TW em energias solar + eólica exige um esforço de expansão contínua até 2035. A China, que já possui cerca de 1,4 TW de capacidade instalada combinada (solar + eólica) até o fim de 2024, precisará sustentar taxas médias de adição de novas usinas de 150 a 180 GW por ano. A meta de redução de emissões entre 7% a 10% em relação ao pico é uma novidade: até então, o país vinha definindo metas relativas (intensidade de carbono por unidade de PIB, por exemplo). Esse é o primeiro compromisso absoluto de corte para toda a economia chinesa. Analistas apontam que o intervalo proposto é relativamente modesto quando comparado às expectativas climatológicas globais, mas também acreditam que a China pode superar esse patamar, dado o ritmo acelerado de implantação de renováveis no país. Repercussões e implicações globais Como principal emissor mundial de CO₂, os compromissos da China carregam especial peso para o cumprimento das metas globais de aquecimento abaixo de 1,5 °C. Organismos como o World Resources Institute saudaram a iniciativa como um passo relevante especialmente por incluir gases além do CO₂ e por definir uma meta absoluta de corte. ( Instituto de Recursos Mundiais ) No entanto, algumas entidades de monitoramento climático, como o Climate Action Tracker, consideram os novos alvos “altamente insuficientes” para manter o alinhamento com cenários compatíveis com 1,5 °C. ( climateactiontracker.org ) Para o setor energético, a decisão reforça a tendência global de migração para modelos de geração renovável e eletrificação do transporte. Empresas que atuam nos segmentos de energia limpa, armazenamento e infraestrutura de rede terão novas janelas de oportunidade especialmente para expandir linhas de transmissão, integrar fontes variáveis e investir em inovação tecnológica. Expectativas até 2030 e o papel da COP30 Com a COP30 programada para novembro no Brasil, o anúncio chinês chega num momento estratégico. Espera-se que outras grandes economias apresentem seus novos NDCs até 2035, e os compromissos da China podem exercer pressão diplomática adicional. Para 2030, a China já cumpriu antecipadamente sua meta de 1,2 TW em solar + eólica seis anos antes do prazo estipulado. A atenção global agora recai sobre os mecanismos de implementação: como o país vai estruturar políticas regulatórias, financiamento verde, leilões de energia e mecanismos de mercado de carbono para concretizar esses objetivos. Resta saber se os anúncios servirão de base para ações ambiciosas e entregas concretas nos próximos anos. China estabelece metas firmes até 2035 e mira 3,6 TW em solar e eólica
- Mercado de Criptomoedas Entra em Colapso Após Nova Escalada Tarifária de Trump Contra a China
Mais de US$ 770 milhões em posições são liquidadas em 24 horas, com Ethereum e Bitcoin liderando as perdas, em meio ao aumento das tensões sobre minerais de terras raras. Mercado de Criptomoedas Entra em Colapso Após Nova Escalada Tarifária de Trump Contra a China O mercado global de criptomoedas registrou uma das maiores correções do trimestre nesta quinta-feira (10), após o ex-presidente norte-americano Donald Trump anunciar planos para ampliar tarifas sobre produtos chineses, citando o domínio da China na produção de minerais de terras raras elementos estratégicos para a indústria tecnológica e energética. De acordo com dados da Coinglass , mais de US$ 771 milhões foram liquidados nas últimas 24 horas, sendo US$ 613 milhões provenientes de posições longas, o que indica uma forte pressão vendedora em meio à incerteza geopolítica. O Ethereum (ETH) liderou as perdas, com US$ 233 milhões em liquidações, seguido pelo Bitcoin (BTC) , que registrou US$ 180 milhões . Juntas, as duas principais criptomoedas responderam por mais da metade das perdas totais do mercado. Pressão geopolítica e efeito dominó O novo discurso de Trump, que destacou o “controle hostil” da China sobre 69% da produção global de terras raras , provocou reação imediata entre investidores. O político republicano afirmou que pretende impor “tarifas maciças” e adotar contramedidas para proteger a segurança econômica dos Estados Unidos. As declarações impactaram diretamente o sentimento do mercado tanto no setor de commodities quanto no universo digital. Altcoins como Litecoin e Zcash , que vinham apresentando alta nas últimas semanas, inverteram completamente a tendência após o anúncio, com perdas de dois dígitos em poucas horas. Efeito em corretoras e traders Mais de 200 mil investidores foram forçados a encerrar posições, segundo levantamento da Coinspeaker . A maior liquidação individual ocorreu no par BTC/USD da corretora Hyperliquid , com valor nominal de US$ 11,6 milhões . A Hyperliquid, conhecida por oferecer contratos perpétuos com alta alavancagem, vem ganhando espaço entre grandes investidores institucionais as chamadas “baleias” do mercado cripto. No entanto, a volatilidade extrema registrada após as falas de Trump demonstrou novamente o risco de exposição excessiva em momentos de instabilidade geopolítica. O que vem a seguir Com o aumento das tensões entre Washington e Pequim, analistas preveem um período de maior instabilidade nos mercados digitais e tradicionais. O foco agora se volta para os próximos pronunciamentos da equipe de Trump e eventuais reações da China. Enquanto isso, traders e fundos de investimento mantêm cautela, ajustando posições e buscando refúgio em ativos considerados mais estáveis, como o ouro e títulos do Tesouro americano. Mercado de Criptomoedas Entra em Colapso Após Nova Escalada Tarifária de Trump Contra a China
- ISO estabelece novo padrão global para gestão da biodiversidade corporativa
Nova norma ISO 17298 orienta empresas na avaliação de impactos e riscos relacionados à natureza, em um momento em que mais da metade do PIB mundial depende diretamente dos ecossistemas. Foto ilustrativa: ISO estabelece novo padrão global para gestão da biodiversidade corporativa Matéria completa – EnergyChannel A Organização Internacional para Padronização (ISO) acaba de lançar um marco regulatório que promete redefinir a forma como empresas e instituições abordam a relação entre suas atividades e o meio ambiente. A nova ISO 17298: Biodiversidade para Organizações estabelece uma estrutura global para que companhias de todos os setores possam avaliar, mensurar e integrar a biodiversidade em suas estratégias corporativas. O novo padrão surge em um contexto de pressão crescente por transparência ambiental e de riscos econômicos cada vez mais associados à degradação dos ecossistemas. Segundo a própria ISO, cerca de US$ 44 trilhões da economia mundial — mais da metade do PIB global — depende diretamente dos serviços que a natureza fornece, como polinização, qualidade da água e estabilidade climática. “As organizações enfrentam desafios crescentes para entender e mitigar seus impactos sobre a natureza. Faltava uma estrutura comum e confiável. A ISO 17298 oferece justamente esse roteiro”, explica Noelia Garcia Nebra , chefe de Sustentabilidade e Parcerias da ISO. Com a nova norma, empresas passam a contar com diretrizes claras para mapear dependências e riscos ambientais , identificar oportunidades de mitigação e estabelecer metas de desempenho em biodiversidade. O documento também propõe métricas e indicadores comparáveis , reduzindo a fragmentação das práticas existentes e facilitando a comunicação entre governos, investidores e sociedade civil. Além disso, o lançamento da ISO 17298 marca apenas o começo de uma série de padrões relacionados à natureza que a organização pretende introduzir nos próximos anos. Entre os próximos temas em desenvolvimento estão vocabulário técnico unificado , ganho líquido de biodiversidade e caracterização de produtos com base em espécies nativas . Para empresas que buscam alinhar suas operações às novas exigências ambientais e de governança (ESG), a norma representa um passo decisivo rumo à integração da biodiversidade como ativo estratégico , e não apenas como uma questão de compliance. ISO estabelece novo padrão global para gestão da biodiversidade corporativa
- Crise se agrava no mercado livre de energia: comercializadora rompe contratos e expõe fragilidade do setor
Após o colapso da Gold e dificuldades da 2W Energia, América Energia anuncia rompimento contratual e cita “instabilidade e crise” no mercado brasileiro de comercialização elétrica. Crise se agrava no mercado livre de energia: nova comercializadora rompe contratos e expõe fragilidade do setor São Paulo, 10 de outubro de 2025 O mercado livre de energia elétrica no Brasil enfrenta uma nova onda de incertezas. A comercializadora América Energia notificou parceiros e clientes sobre o rompimento de contratos, justificando a decisão por uma “instabilidade estrutural” que estaria afetando o equilíbrio financeiro das empresas do setor. O episódio acende novamente o alerta sobre a fragilidade das operações no ambiente de livre negociação, que movimenta bilhões de reais por ano e atraiu dezenas de novos agentes na última década. A movimentação ocorre pouco mais de um mês após a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) revogar a autorização de operação da Gold Energia , empresa fundada por ex-executivos do BTG Pactual, após uma série de inadimplências e descumprimentos contratuais. A Gold, que acumulava dívidas superiores a R$ 1 bilhão , entrou em recuperação extrajudicial no início de 2025, impactando grandes players como Auren, Cemig, CPFL e Copel . De acordo com fontes de mercado ouvidas pelo EnergyChannel , a América Energia informou o rompimento de contratos com a Comerc Energia , braço de geração e comercialização da Vibra Energia , reforçando a percepção de que o setor enfrenta um desequilíbrio generalizado. “O mercado de energia elétrica no Brasil atravessa um período de instabilidade e crise que impactou fortemente agentes no mercado. Um mercado em transformação e sob pressão O ambiente de comercialização livre de energia, que permite que empresas negociem diretamente o fornecimento de eletricidade, cresceu rapidamente nos últimos anos , impulsionado pela busca por contratos mais flexíveis e pela expansão das fontes renováveis. No entanto, o setor enfrenta desafios relacionados à volatilidade dos preços, exposição ao risco financeiro e falta de mecanismos robustos de garantia . Casos recentes como os da Gold e da 2W Energia, que também entrou em recuperação judicial em 2025 revelam um efeito dominó entre as empresas do setor, com atrasos, cancelamentos e perdas bilionárias entre as partes envolvidas. Para especialistas, o momento exige revisão das regras de governança e maior transparência nas operações , a fim de evitar colapsos sistêmicos. “A liquidez do mercado livre está sob pressão. A falta de lastro financeiro e o descasamento entre contratos de compra e venda podem gerar novos episódios de inadimplência”, alerta um analista consultado pelo EnergyChannel . Próximos passos e regulação A ANEEL e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) acompanham de perto o cenário e avaliam medidas para reforçar a segurança das operações e a proteção de consumidores. Há expectativa de que novas regras de garantias financeiras e de auditoria contábil sejam anunciadas ainda este ano, com o objetivo de reduzir riscos e restaurar a confiança no mercado. Enquanto isso, empresas impactadas pelas quebras de contratos avaliam ações judiciais e renegociações bilaterais para minimizar prejuízos. O desfecho pode redefinir o ritmo de crescimento e a credibilidade do mercado livre brasileiro um setor considerado essencial para a transição energética e a diversificação da matriz elétrica nacional . Crise se agrava no mercado livre de energia: comercializadora rompe contratos e expõe fragilidade do setor
- Furtos de energia no Brasil geram prejuízo bilionário e ameaçam expansão do setor elétrico
Em 2023, as perdas com ligações clandestinas somaram R$ 10 bilhões e 70% desse custo foi repassado aos consumidores. Especialistas alertam que o problema tende a se agravar e comprometer investimentos em modernização e energia limpa. Furtos de energia no Brasil geram prejuízo bilionário e ameaçam expansão do setor elétrico Matéria – EnergyChannel International O furto de energia elétrica, popularmente conhecido como “gato” , voltou a crescer no Brasil e se tornou uma das principais ameaças à sustentabilidade financeira e operacional do setor elétrico. De acordo com dados do setor, as perdas associadas às ligações irregulares somaram cerca de R$ 10 bilhões em 2023 , um aumento significativo em relação aos anos anteriores. Desse total, 70% do prejuízo é repassado aos consumidores , que acabam pagando a conta por meio das tarifas de energia. O restante recai sobre as distribuidoras, que enfrentam dificuldades crescentes para conter as fraudes e recuperar os valores perdidos. “O impacto financeiro dos furtos de energia não é apenas um problema de segurança ou de justiça social é uma questão de eficiência e sustentabilidade. Quando há perdas desse tamanho, todo o sistema é afetado, inclusive os investimentos em modernização e em fontes renováveis”, explica um executivo do setor ouvido pelo EnergyChannel . Expansão do problema e desafios regionais Tradicionalmente concentradas em regiões metropolitanas e áreas de vulnerabilidade social, as ligações clandestinas vêm se expandindo para cidades médias e pequenas em todo o país. As distribuidoras apontam que a combinação de crise econômica, desigualdade social e deficiências na fiscalização tem impulsionado o crescimento dos furtos. Em alguns estados do Norte e Nordeste, estima-se que até 25% da energia distribuída seja desviada de forma ilegal. As perdas representam não apenas prejuízo financeiro, mas também risco à segurança pública , já que as instalações irregulares frequentemente causam curtos-circuitos e incêndios. Tecnologia e fiscalização como resposta Para enfrentar o problema, concessionárias estão investindo em redes inteligentes, medidores digitais e sistemas de monitoramento remoto , que permitem identificar anomalias em tempo real. Iniciativas de educação e conscientização também têm sido adotadas para reduzir o número de fraudes por desconhecimento ou necessidade. Entretanto, os custos de implementação dessas tecnologias são altos e, ironicamente, acabam sendo inflados pelo próprio aumento das perdas. “É um ciclo vicioso: quanto mais energia é furtada, menos sobra para investir em modernização e sem modernização, as fraudes se multiplicam” , comenta outro especialista do setor elétrico. Impactos na transição energética O avanço dos gatos ocorre em um momento em que o Brasil busca acelerar sua transição para uma matriz elétrica mais limpa e descentralizada . Investimentos em geração distribuída, redes inteligentes e armazenamento dependem de um sistema econômico equilibrado e previsível o que as perdas bilionárias colocam em risco. Com a expansão das energias renováveis e o crescimento da eletrificação da mobilidade e da indústria, a estabilidade e a integridade das redes elétricas se tornam cada vez mais estratégicas . Resolver o problema dos furtos de energia é, portanto, uma questão central não apenas de gestão, mas de política energética. EnergyChannel International O EnergyChannel Group é um hub de comunicação multiplataforma dedicado à cobertura global dos setores de energia, sustentabilidade, mobilidade e construção inovadora. Furtos de energia no Brasil geram prejuízo bilionário e ameaçam expansão do setor elétrico
- TotalEnergies e Veolia ampliam parceria global para acelerar a transição energética e a economia circular
Matéria – EnergyChannel International A TotalEnergies e a Veolia anunciaram um novo memorando de entendimento que marca a expansão de sua parceria estratégica voltada à transição energética e à economia circular. TotalEnergies e Veolia ampliam parceria global para acelerar a transição energética e a economia circular O acordo une as expertises das duas multinacionais a francesa TotalEnergies em soluções de energia de baixo carbono e a Veolia em gestão sustentável de água e resíduos com o objetivo de desenvolver tecnologias e projetos em larga escala que reduzam emissões e otimizem o uso de recursos naturais. Segundo Patrick Pouyanné, presidente e CEO da TotalEnergies, a colaboração reforça o papel da inovação conjunta como vetor de transformação ambiental: “Juntos, podemos dar uma contribuição concreta para a transição energética e a economia circular. Cooperações como esta com a Veolia são essenciais para alcançar progressos tangíveis e reduzir de forma sustentável a pegada ambiental de nossas operações.” Entre as iniciativas previstas está a utilização dos drones AUSEA — tecnologia desenvolvida pela TotalEnergies para detectar e quantificar vazamentos de metano em aterros sanitários. Os primeiros testes apontam resultados altamente precisos, o que pode ajudar a Veolia a atingir sua meta de capturar 80% das emissões de metano de aterros até 2032. A parceria também prevê a redução do consumo de água doce da TotalEnergies em 20% até 2030 (em relação a 2021), especialmente em regiões com alto estresse hídrico. Nesse contexto, as empresas planejam ampliar o reúso de águas residuais industriais e municipais, aplicando tecnologias da Veolia que aumentam a eficiência do tratamento e a qualidade da água reciclada. Outro ponto de cooperação é o fornecimento de energia renovável para plantas de dessalinização, com base na experiência conjunta das companhias no projeto de Omã a maior unidade de dessalinização movida a energia solar do mundo. Estelle Brachlianoff, CEO da Veolia, destacou a importância da sinergia entre as duas organizações: “Ao combinarmos nossa expertise em gestão sustentável da água, economia circular e redução de emissões, colocamos a inovação a serviço da transformação ecológica e da competitividade das indústrias.” O novo acordo amplia a colaboração iniciada em 2022, quando TotalEnergies e Veolia uniram forças para produzir biometano a partir de instalações de tratamento de água e resíduos em mais de 15 países. Agora, as empresas também planejam avançar em projetos de pesquisa voltados à recuperação de materiais estratégicos como terras raras de fluxos de resíduos industriais e urbanos. Com a iniciativa, TotalEnergies e Veolia reforçam o papel das parcerias industriais como motor de soluções sustentáveis e de impacto global, alinhadas aos compromissos climáticos e de descarbonização da próxima década. TotalEnergies e Veolia ampliam parceria global para acelerar a transição energética e a economia circular
- Mars e Cargill impulsionam maior projeto solar corporativo da Europa Central em parceria com GoldenPeaks Capital
Mais de 100 usinas solares serão construídas na Polônia até 2027, reforçando a transição energética das gigantes globais de alimentos e agronegócio. Mars e Cargill impulsionam maior projeto solar corporativo da Europa Central em parceria com GoldenPeaks Capital Em um movimento estratégico que reforça o avanço das energias renováveis no setor corporativo, a Mars e a Cargill anunciaram um acordo inédito com a GoldenPeaks Capital para o desenvolvimento de mais de 100 projetos solares na Polônia. A iniciativa é considerada o maior contrato multicomprador de energia limpa da Europa Central e Oriental , com início de operação previsto para 2027. O projeto marca o primeiro investimento europeu dentro do programa global de Aceleração de Energias Renováveis da Mars lançado recentemente para reduzir a dependência de combustíveis fósseis em suas operações e na cadeia de valor global. A parceria com a Enel América do Norte havia sido o passo inaugural do programa; agora, a expansão para a Europa reforça a ambição da companhia em tornar a energia renovável o padrão em todas as suas atividades. De acordo com os contratos firmados, os projetos terão capacidade instalada de 224 MW , distribuídos em cinco contratos virtuais de compra de energia (VPPAs) destinados a fornecer eletricidade renovável tanto à Mars quanto à Cargill. “Esses acordos de PPA com a Mars e a Cargill refletem nossa abordagem baseada em parcerias de longo prazo, oferecendo soluções energéticas complexas e de alto valor para acelerar a descarbonização em toda a região”, destacou Adriano Agosti , fundador e presidente da GoldenPeaks Capital. A iniciativa faz parte das metas climáticas globais da Mars, que incluem reduzir em 50% suas emissões de carbono até 2030 e investir mais de US$ 1 bilhão em ações de mitigação climática ao longo dos próximos três anos. Segundo a empresa, o novo programa deverá contribuir para uma redução de 10% da pegada de carbono total até o fim da década. “Esse novo passo na Europa evidencia nosso compromisso de transformar as energias renováveis em padrão global. É especialmente significativo contar com um de nossos principais fornecedores, a Cargill, nessa jornada de transição energética conjunta”, afirmou Kevin Rabinovitch , vice-presidente global de sustentabilidade da Mars. Para a Cargill, o acordo representa não apenas uma oportunidade de reduzir custos e emissões, mas também um modelo de colaboração entre elos da mesma cadeia de valor. “Esta aquisição conjunta reforça nossa parceria com a Mars e demonstra como a cooperação corporativa pode gerar impacto climático positivo em larga escala”, acrescentou Christina Yagjian , diretora sênior de energia renovável global da Cargill. Com mais de uma centena de novos projetos solares planejados, o acordo simboliza uma nova etapa no esforço de descarbonização corporativa europeia, ao mesmo tempo em que fortalece o papel da Polônia como polo emergente na transição energética do continente. Mars e Cargill impulsionam maior projeto solar corporativo da Europa Central em parceria com GoldenPeaks Capital
- MC Empreendimentos participa da Conferência BiodieselBR 2025 e discute desafios para o aumento da mistura em 2026
Encontro em São Paulo reuniu lideranças do setor para debater estratégias e oportunidades no avanço da política de biocombustíveis no Brasil MC Empreendimentos participa da Conferência BiodieselBR 2025 e discute desafios para o aumento da mistura em 2026 A MC Empreendimentos marcou presença na Conferência BiodieselBR 2025, realizada nos dias 6 e 7 de outubro, no Grand Hyatt São Paulo, um dos mais prestigiados espaços de eventos corporativos da capital paulista. O encontro, que é considerado o maior fórum de discussões sobre o mercado de biodiesel na América Latina, reuniu autoridades, empresários e especialistas para debater os desafios e as perspectivas do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel fóssil previsto para 2026. Com quase duas décadas de realização, a BiodieselBR consolidou-se como um espaço estratégico para alinhamento entre o setor produtivo e o governo, impulsionando debates sobre segurança energética, sustentabilidade e competitividade da cadeia sucroenergética e de biocombustíveis. “A participação da MC Empreendimentos reforça o compromisso do grupo com o desenvolvimento sustentável e a inovação no setor energético, destacando a importância de políticas públicas que garantam previsibilidade e estabilidade ao mercado de biodiesel”, comentou a diretora do grupo, Ana Gabriele Becker. O evento contou com painéis técnicos e políticos sobre temas como regulação, investimentos em novas tecnologias, redução de emissões e o papel do biodiesel na transição energética nacional, reunindo as principais lideranças e empresas que movimentam o segmento. MC Empreendimentos participa da Conferência BiodieselBR 2025 e discute desafios para o aumento da mistura em 2026 A edição de 2025 teve como foco principal “Os desafios para o aumento da mistura em 2026”, em um momento em que o Brasil busca equilibrar eficiência energética, sustentabilidade e competitividade industrial no cenário global de combustíveis limpos. MC Empreendimentos participa da Conferência BiodieselBR 2025 e discute desafios para o aumento da mistura em 2026
- Falta de infraestrutura interrompe ciclo de crescimento das energias limpas no Brasil
O Brasil deve registrar em 2025 a primeira queda na expansão das fontes renováveis em cinco anos, segundo a Agência Internacional de Energia. Falta de infraestrutura e cortes de geração já geram prejuízos acima de R$ 5 bilhões. R$ 5 bi e o primeiro revés da expansão renovável no Brasil: cortes de geração expõem fragilidade da infraestrutura Primeira retração em cinco anos marca alerta para o setor de energia limpa Pela primeira vez desde 2020, o Brasil deve registrar uma queda na expansão das fontes renováveis , segundo novo relatório da Agência Internacional de Energia (IEA) divulgado nesta terça-feira (7). O país, que vinha liderando o crescimento regional em energia solar e eólica, enfrenta agora um obstáculo estrutural: os cortes de geração, conhecidos como curtailment . A redução forçada na produção motivada por limitações na rede de transmissão e menor demanda está impactando a rentabilidade dos projetos e levando ao cancelamento de empreendimentos de grande porte , sobretudo no Nordeste. “As projeções foram revisadas para baixo porque a redução de oferta e os gargalos na transmissão estão reduzindo a lucratividade dos projetos, aumentando as filas de conexão e estendendo os prazos de entrega”, destaca o relatório da IEA. Prejuízos bilionários e gargalos regionais Os impactos econômicos do curtailment já ultrapassam R$ 5 bilhões , segundo levantamento do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne) . Cerca de 70% das perdas estão concentradas no Nordeste , onde estão os maiores complexos eólicos e solares do país. A Bahia lidera o ranking dos cortes, com 35,14% das interrupções , seguida por Rio Grande do Norte (25,43%) e Minas Gerais (15,63%) , conforme dados do Operador Nacional do Sistema (ONS) compilados pela consultoria CarpeVie . O cenário preocupa o setor produtivo. Além das perdas diretas, a queda nas encomendas de novos projetos afeta toda a cadeia de fornecedores , de turbinas a sistemas de monitoramento. Brasil segue líder regional, mas com sinais de alerta Mesmo com o revés, o Brasil ainda deverá representar quase metade da expansão renovável da América Latina em 2025 , segundo a IEA. A região como um todo deve adicionar 160 gigawatts (GW) de capacidade renovável entre 2025 e 2030. No entanto, o ritmo de crescimento pode ser comprometido caso os entraves de infraestrutura persistam. A agência internacional adverte que a falta de rede de transmissão adequada e a lentidão regulatória são hoje os maiores desafios para o avanço sustentável da transição energética brasileira. Chile como referência e o papel do BNDES A IEA cita o Chile como exemplo de resposta rápida ao mesmo problema. O país vizinho aposta em leilões para expansão da rede elétrica e em baterias de armazenamento , tecnologia que ainda não ganhou tração no Brasil. A meta chilena é atingir 6 GW em baterias até 2030 , o que pode servir de modelo para políticas futuras brasileiras. Enquanto isso, o BNDES monitora de perto os efeitos da crise. O banco, principal financiador de projetos renováveis no país, estuda medidas para evitar o colapso financeiro das usinas impactadas pelos cortes. “O BNDES não vai colocar a faca no pescoço de uma empresa que ficou sem receita”, afirmou Luciana Costa , diretora da instituição. Próximos passos e esperança regulatória No mercado, há expectativa de que as discussões em curso na Aneel e no ONS tragam soluções estruturais para mitigar os cortes de geração. Parte do setor também acompanha a tramitação da Medida Provisória 1307/2025 , que vence em 17 de novembro e incorpora pontos da reforma do setor elétrico . O consenso é claro: sem investimentos em infraestrutura e armazenamento, o Brasil corre o risco de transformar seu maior ativo o potencial renovável em um gargalo econômico e ambiental . Conclusão: oportunidade ou ponto de inflexão? A crise atual representa mais do que uma pausa na curva de crescimento. Ela expõe os limites de um modelo que expandiu geração sem reforçar as bases da infraestrutura elétrica. Se bem conduzido, o momento pode impulsionar avanços tecnológicos e regulatórios. Caso contrário, o país pode perder terreno em uma corrida global pela energia limpa e competitiva . Falta de infraestrutura interrompe ciclo de crescimento das energias limpas no Brasil
- Filtros de paládio para hidrogênio podem tornar a produção do combustível mais eficiente e acessível
Pesquisadores do MIT desenvolvem novas membranas de paládio capazes de operar em temperaturas mais altas, tornando a geração de hidrogênio mais barata, compacta e eficiente. Filtros de paládio para hidrogênio podem tornar a produção do combustível mais eficiente e acessível A busca por soluções mais limpas e econômicas para a geração de hidrogênio acaba de ganhar um impulso promissor. Engenheiros do Massachusetts Institute of Technology (MIT) desenvolveram um novo tipo de filtro de paládio que resiste a temperaturas muito mais elevadas do que as membranas convencionais, abrindo caminho para uma produção de hidrogênio mais barata e eficiente . O avanço, publicado na revista Advanced Functional Materials , pode transformar tecnologias como a reforma de metano a vapor e o craqueamento de amônia , usadas na geração de combustível e eletricidade com emissões zero de carbono . Como funcionam os filtros de paládio para hidrogênio O paládio é conhecido por sua capacidade única de permitir a passagem apenas de moléculas de hidrogênio , bloqueando todos os outros gases. Por isso, é amplamente usado em processos industriais que exigem hidrogênio puro desde a produção de semicondutores até o processamento de alimentos. Contudo, há um limite: acima de 800 kelvins (cerca de 526 °C) , as membranas de paládio tradicionais começam a se degradar, formando falhas que comprometem sua seletividade. Para superar esse obstáculo, a equipe do MIT criou um design inovador. Em vez de formar um filme contínuo de paládio, os pesquisadores depositaram o metal como pequenos “plugues” nos poros de uma base de sílica . Esse formato confinado impede o colapso do material em altas temperaturas e mantém a filtragem eficiente do hidrogênio mesmo acima de 1.000 kelvins . “Nosso design estende a resiliência térmica do paládio em pelo menos 200 kelvins, mantendo a integridade por muito mais tempo sob condições extremas”, explica Lohyun Kim , PhD em Engenharia Mecânica pelo MIT e principal autor do estudo. Rumo a uma produção de hidrogênio mais limpa e compacta O novo design tem potencial direto para revolucionar reatores de geração de hidrogênio, como os usados na reforma de metano a vapor processo que atualmente exige resfriamento e equipamentos complexos para extrair o hidrogênio. Com as novas membranas, seria possível criar reatores compactos , onde o gás metano é processado e o hidrogênio é filtrado diretamente no núcleo do sistema , reduzindo custos, tamanho e consumo energético. Outro campo promissor é o craqueamento da amônia , uma rota emergente para transporte e liberação segura de hidrogênio em estações de abastecimento. A estabilidade térmica da nova membrana é ideal para operar nesses reatores, que exigem temperaturas de cerca de 800 kelvins . Aplicações futuras e impacto na economia do hidrogênio O projeto nasceu de pesquisas conduzidas pela MIT Energy Initiative (MITEI) e contou com apoio da Eni S.p.A. . Segundo os cientistas, o novo método de fabricação pode reduzir o uso de paládio , um metal caro, tornando os filtros mais acessíveis para aplicações em larga escala. “Mostramos que, ao substituir filmes contínuos por nanoestruturas discretas, é possível criar membranas muito mais estáveis e econômicas”, afirma Rohit Karnik , professor do MIT e coautor do estudo. “Essa abordagem abre um caminho real para membranas operando em temperaturas extremas , essenciais para o avanço da economia do hidrogênio .” Conclusão A inovação desenvolvida pelo MIT representa um passo estratégico rumo à descarbonização e à eficiência energética . Com filtros de paládio para hidrogênio mais resistentes e econômicos, a transição para sistemas de geração de combustível limpo pode se tornar não apenas viável, mas também competitiva frente às fontes fósseis. Filtros de paládio para hidrogênio podem tornar a produção do combustível mais eficiente e acessível











