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- O Nó da Questão
Por Daniel Lima – ECOnomista O Nó da Questão A transição energética brasileira vive um momento decisivo. A expansão da geração distribuída, o avanço das fontes renováveis e a chegada dos sistemas de armazenamento em baterias exigem uma profunda revisão do arcabouço legal e operacional do setor elétrico. No centro desse debate está a questão da flexibilidade — ou melhor, da inflexibilidade que ainda domina os contratos das usinas termelétricas. Hoje, a maioria das térmicas opera sob contratos inflexíveis, que obrigam o despacho mesmo quando não há necessidade técnica ou econômica. Isso gera custos elevados, emissões desnecessárias e compromete a eficiência do sistema. O ano de 2025 é um exemplo emblemático dessa rigidez. Usinas térmicas estão sendo despachadas em pleno pico de geração de fontes renováveis, como solar e eólica. O resultado? Cortes na geração de energia renovável — o chamado curtailment — e Bandeiras Vermelhas com aumento no preço da energia, uma conta que, no fim, recai sobre o consumidor. O modelo ideal é permitir o desligamento dessas usinas quando não forem necessárias e acioná-las apenas nos momentos de real demanda. Se aprovada, essa medida representaria um avanço estratégico para o setor. A modernização do setor elétrico brasileiro exige um modelo que reconheça a diversidade de fontes e a variabilidade da geração. Solar, eólica, hídrica e biomassa operam em sinergia, mas em horários distintos. O sistema precisa valorizar essa complementaridade, ajustando-se dinamicamente à oferta e à demanda. A flexibilidade é o pilar do mix energético ideal. A rigidez contratual das térmicas impede que o Brasil aproveite plenamente seu potencial renovável. A flexibilização dos contratos é essencial para: - Reduzir custos operacionais e tarifas ao consumidor; - Priorizar fontes limpas e baratas quando disponíveis; - Evitar o despacho desnecessário de usinas emissoras de gases nocivos ao clima. A descarbonização do setor elétrico passa pela redução do uso de térmicas e pela adoção de sistemas de armazenamento. Nos Estados Unidos, por exemplo, as baterias já representam um terço das adições solares em 2024, com expectativa de chegarem a 60% em 2025. Na Califórnia, baterias armazenam a geração solar durante o dia, transferindo energia para o período da noite. O Brasil, com mais de 43 GW de potência instalada em geração distribuída, tem tudo para seguir esse caminho. São 3 milhões de lares gerando sua própria energia, beneficiando 7 milhões de unidades consumidoras com créditos de energia limpa. A adição de baterias a esse ecossistema tornaria o sistema ainda mais eficiente, resiliente e sustentável. A inflexibilidade dos contratos térmicos é um nó que precisa ser desatado. A modernização do setor elétrico exige coragem regulatória, visão estratégica e compromisso com a sustentabilidade. Flexibilizar é permitir que o Brasil avance com inteligência, eficiência e respeito ao meio ambiente. O Nó da Questão
- Geração distribuída em alerta: ABGD vê risco de retrocesso nas emendas da MP1304
Por EnergyChannel News – 14 de outubro de 2025 Geração distribuída em alerta: ABGD vê risco de retrocesso com novas medidas provisórias no setor elétrico O presidente da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) , Carlos Evangelista , alertou para possíveis retrocessos no setor de energia renovável no Brasil diante das novas medidas provisórias que tramitam no Congresso Nacional. Em entrevista exclusiva ao EnergyChannel , Evangelista destacou que as emendas à MP 1.304 , se aprovadas sem uma discussão técnica adequada, podem ameaçar direitos dos consumidores e desestabilizar o avanço da geração distribuída no país. Segundo ele, o setor elétrico brasileiro vive um momento decisivo: “Algumas das emendas apresentadas à MP 1.304 não apenas atrapalham, mas podem destruir completamente a estrutura da geração distribuída no Brasil. Existem grupos que ainda insistem em manter o monopólio do setor elétrico como no século passado”, afirmou. Reformas profundas e riscos à transição energética O executivo destaca que as medidas provisórias recentes — em especial as MPs 1.300 e 1.304 — tratam de temas sensíveis, como o limite da CDE , tarifas multipartes , curtailment (corte de geração) e modelos de faturamento para geração compartilhada .Na visão da ABGD, mudanças estruturais como essas deveriam ser feitas com debate técnico, transparência e segurança jurídica , e não de forma acelerada por medidas provisórias. “Essas propostas atingem diretamente o consumidor que acreditou na Lei 14.300, investiu na própria geração de energia e agora pode ver seus direitos ameaçados. A geração distribuída democratizou o acesso à energia limpa no Brasil, e não podemos retroceder”, defende Evangelista. Atualmente, o Brasil conta com mais de 3,8 milhões de sistemas solares instalados , beneficiando cerca de 7 milhões de unidades consumidoras — o equivalente a 21 milhões de brasileiros . A média de investimento por sistema gira em torno de R$ 35 mil , com potência média de 7 kW. Segundo Evangelista, a maior parte desses investimentos vem das classes C e D , mostrando o caráter democrático e inclusivo da geração distribuída. O papel da ABGD e o futuro da energia descentralizada A ABGD tem atuado junto ao Congresso e às agências reguladoras para preservar a segurança jurídica do setor e promover propostas construtivas , como a regulamentação do uso de baterias (storage) — tecnologia considerada estratégica para o equilíbrio e modernização do sistema elétrico. “O armazenamento de energia é o próximo passo natural da transição elétrica. Com a queda nos custos das baterias e incentivos adequados, o Brasil pode acelerar a adoção dessa tecnologia, aliviar a rede e aumentar a eficiência energética nacional”, explica Evangelista. A integração entre geração distribuída, baterias e tarifas sazonais pode criar um modelo mais equilibrado, reduzindo custos e aumentando a segurança energética. “É mais eficiente e barato armazenar energia solar ao meio-dia e utilizá-la no pico da noite do que acionar termelétricas”, completa. Consumidor no centro da transição energética Para o presidente da ABGD, o protagonismo do consumidor é o verdadeiro motor da transição energética. Ele compara a transformação do setor elétrico à revolução das telecomunicações: “Assim como a portabilidade mudou o mercado de telefonia, a liberdade de escolha na energia vai transformar completamente o setor elétrico. O consumidor precisa poder escolher se quer estar no mercado livre, no cativo ou produzir sua própria energia.” O futuro do setor, segundo Evangelista, será híbrido, digital e interconectado — com consumidores capazes de armazenar, vender e compartilhar energia .“A energia do futuro será limpa, descentralizada e democrática. Quando o consumidor for de fato livre para escolher sua fonte e modelo de consumo, o Brasil estará alinhado às melhores práticas globais”, conclui. Sobre o EnergyChannel Group O EnergyChannel Group é um hub de comunicação internacional especializado em energia, sustentabilidade, mobilidade e construção inovadora , com presença em múltiplas plataformas de mídia. O grupo produz reportagens, séries documentais e análises sobre o futuro da energia no Brasil e no mundo. Geração distribuída em alerta: ABGD vê risco de retrocesso nas emendas da MP1304
- Bagaço de cana já gera energia equivalente a ¼ de Itaipu e ganha força no setor elétrico
Por José Piñeiro Bagaço de cana já gera energia equivalente a ¼ de Itaipu e ganha força no setor elétrico A safra 2025/26 da cana-de-açúcar está com um sinal de alerta. Segundo levantamento da NovaCana , a média das projeções indica moagem de 596 milhões de toneladas, uma queda de 4,1% em relação ao ciclo anterior. O cenário é agravado por um ATR ( Açúcares Totais Recuperáveis ) mais baixo, reflexo de condições climáticas adversas, e pressiona diretamente a produção de etanol e açúcar, dois pilares tradicionais do setor. Esse movimento evidencia a vulnerabilidade do modelo baseado apenas em biocombustíveis e commodities. Ao mesmo tempo, reforça a urgência de fortalecer um ativo muitas vezes subestimado, que é a bioeletricidade produzida a partir do bagaço e da palha da cana. Além disso, a EPE já apontou que, em 2024, a cogeração a partir da biomassa da cana garantiu aproximadamente 37 TWh de eletricidade, equivalente a 56% da produção da usina de Itaipu. Esse volume não apenas complementa a matriz elétrica nacional, como reduz a necessidade de acionar termelétricas fósseis, mais caras e poluentes. No mesmo ano, a biomassa respondeu por 8,2% da geração elétrica brasileira, consolidando-se como a quarta fonte renovável mais relevante, atrás apenas da hídrica, eólica e solar. Além disso, o valor estratégico da bioeletricidade está na complementaridade sazonal. A safra de cana coincide com o período seco, quando os reservatórios hidrelétricos ficam pressionados. Isso transforma as usinas sucroenergéticas em fornecedoras de confiabilidade para o Sistema Interligado Nacional (SIN). Da mesma forma, a bioeletricidade possui a curva de geração definida e previsível, ao contrário da geração solar ou eólica, sujeitas a variabilidade climática. Essa característica é fundamental para garantir a estabilidade do sistema. Oportunidade de negócio e de política pública Vale ressaltar que o potencial da bioeletricidade é ainda maior do que o já entregue. Para o setor sucroenergético, pressionado por margens menores no açúcar e no etanol, a venda de energia elétrica representa diversificação e estabilidade na receita. Para o país, é um instrumento de segurança energética e descarbonização. Dessa forma, a safra 2025/26 lembrou que açúcar e etanol não são suficientes para sustentar sozinhos o setor sucroenergético. Ao contrário, a bioeletricidade se projeta como o verdadeiro pilar de estabilidade, tanto para o sistema elétrico nacional, quanto para o futuro econômico das usinas. Investir em políticas que valorizem essa fonte, como remuneração pela capacidade firme, proximidade dos grandes centros consumidores e confiabilidade nas projeções de geração, permite transformar uma vocação em estratégia. O Brasil não pode abrir mão de um ativo que gera energia limpa, reduz emissões e garante estabilidade. A bioeletricidade da cana deixa de ser apenas uma alternativa para se tornar o futuro da segurança energética do país. Sobre José Piñeiro: Executivo com 24 anos de experiência no setor de energia, sendo 14 no setor sucroenergético. Atuou em cargos de liderança na Bunge Brasil, BP Bunge e bp bioenergy, com foco em estratégias comerciais e gestão de energia. MBA Executivo pela Fundação Dom Cabral. Sobre a Tria Energia: comercializadora que atua no Ambiente de Contratação Livre (ACL) com portfólio completo de comercialização, gestão e trading. Com governança, capital e know-how respaldados pelo Pátria Investimentos, a Tria oferece flexibilidade contratual, gestão ativa, estruturas financeiras e suporte consultivo para viabilizar economia, previsibilidade e descarbonização. Bagaço de cana já gera energia equivalente a ¼ de Itaipu e ganha força no setor elétrico
- CCEE aprova orçamento de 2026 com aumento de 8,34% e foco em inovação e eficiência do mercado elétrico brasileiro
A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) aprovou o orçamento para 2026 com reajuste de 8,34%, reforçando investimentos em digitalização, segurança de dados e aprimoramento das operações do mercado de energia. CCEE aprova orçamento de 2026 com aumento de 8,34% e foco em inovação e eficiência do mercado elétrico brasileiro A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) aprovou, em assembleia realizada com seus associados, o orçamento para 2026. O novo plano financeiro prevê um reajuste de 8,34% em relação a 2025 , refletindo o compromisso da instituição em sustentar o crescimento do mercado livre de energia e fortalecer a infraestrutura digital que dá suporte às operações do setor. A CCEE, responsável por viabilizar e monitorar as transações de compra e venda de energia elétrica no país, destacou que o aumento busca acompanhar a expansão das atividades e a modernização dos sistemas de gestão e monitoramento do mercado elétrico . Segundo a entidade, o foco do orçamento está em projetos de inovação tecnológica, cibersegurança, automação de processos e melhoria dos serviços prestados aos agentes – temas que ganham relevância em um cenário de transição energética acelerada e de maior complexidade regulatória. Nos últimos anos, a CCEE vem ampliando sua atuação na digitalização do setor, com iniciativas voltadas à transparência dos dados, integração de fontes renováveis e aprimoramento da governança do mercado de energia . A expectativa é que o orçamento de 2026 permita consolidar essas transformações e garantir maior previsibilidade às operações, em um ambiente de negócios cada vez mais competitivo. A assembleia contou com ampla participação dos associados, representando diferentes perfis de agentes desde comercializadoras e geradoras até consumidores livres e distribuidores. A aprovação do orçamento reforça a confiança dos participantes na gestão da CCEE e na continuidade de uma estrutura sólida para o futuro do mercado elétrico brasileiro. CCEE aprova orçamento de 2026 com aumento de 8,34% e foco em inovação e eficiência do mercado elétrico brasileiro
- Barroso encerra ciclo no STF e reacende debate sobre imparcialidade e neutralidade institucional
A aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso abre espaço para reflexões sobre o papel do Supremo e a urgência de mecanismos que garantam maior distanciamento político entre juízes e partidos. Barroso encerra ciclo no STF e reacende debate sobre imparcialidade e neutralidade institucional O ministro Luís Roberto Barroso assinou oficialmente, nesta terça-feira (15), o pedido de aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF) , com saída marcada para sexta-feira, 18 de outubro . A decisão encerra uma trajetória marcada por avanços institucionais, mas também por controvérsias que reacendem o debate sobre neutralidade e independência política no mais alto tribunal do país. Barroso, que presidiu o STF até setembro, consolidou-se como uma figura de forte presença no debate público. Sua atuação em pautas sociais e democráticas o colocou entre os ministros mais midiáticos do período recente, mas também gerou críticas por uma suposta falta de distanciamento entre o Judiciário e o campo político . Durante o governo Lula, o ex-ministro foi visto por parte da sociedade e de analistas como um magistrado com posicionamentos que, em alguns momentos, se alinharam a visões ideológicas ou partidárias . Essa percepção levantou questionamentos sobre a real imparcialidade da Suprema Corte , especialmente em decisões de grande impacto político. A aposentadoria de Barroso abre, portanto, uma janela de oportunidade para repensar a estrutura de nomeações ao STF. Especialistas defendem que o Brasil precisa avançar na criação de mecanismos que reforcem a neutralidade judicial , como critérios técnicos e prazos de mandato, além de maior transparência no processo de escolha. O novo ministro que será indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sabatinado pelo Senado Federal deverá herdar não apenas a cadeira, mas também o desafio de restaurar a confiança pública na independência da Corte . O debate sobre neutralidade judicial não é novo, mas ganha força diante de um cenário global em que instituições democráticas precisam reafirmar sua credibilidade e distanciamento de qualquer influência partidária . Em países de referência, modelos de rotatividade, mandatos limitados e filtros técnicos vêm sendo apontados como alternativas para preservar a integridade do Judiciário. Ao deixar o STF, Barroso deixa também uma reflexão: a Corte precisa evoluir institucionalmente para garantir que suas decisões representem a Constituição e não circunstâncias políticas. Barroso encerra ciclo no STF e reacende debate sobre imparcialidade e neutralidade institucional
- China reafirma posição firme diante dos EUA, mas mantém portas abertas para diálogo comercial
Em meio ao aumento das tensões com Washington, Pequim adota tom de resistência estratégica, buscando equilíbrio entre defesa econômica e diplomacia negociada. China reafirma posição firme diante dos EUA, mas mantém portas abertas para diálogo comercial A China declarou nesta terça-feira que “lutará até o fim” caso a escalada da guerra comercial com os Estados Unidos continue a ameaçar seus interesses estratégicos. A afirmação veio do Ministério do Comércio, que, apesar do tom firme, reforçou que o país “mantém as portas abertas para o diálogo e a cooperação econômica”. O comunicado é uma resposta direta à nova rodada de tarifas e restrições impostas por Washington a produtos e empresas chinesas — medidas que vêm afetando setores como semicondutores, veículos elétricos e tecnologias limpas. Segundo analistas, o impacto dessas sanções ultrapassa o campo econômico e pode influenciar cadeias globais de energia, mobilidade e inovação industrial. “A posição da China é consistente: não buscamos conflito, mas não fugiremos dele”, declarou o porta-voz do ministério. “As portas permanecem abertas para negociações baseadas em respeito mútuo e benefício comum.” A tensão entre as duas maiores economias do planeta ocorre em um momento de transição global para tecnologias de baixo carbono e reindustrialização verde — áreas nas quais China e Estados Unidos competem diretamente por liderança tecnológica e domínio das cadeias produtivas. Especialistas ouvidos pelo EnergyChannel avaliam que o embate pode acelerar a fragmentação dos mercados globais de energia limpa. “Cada movimento nessa disputa redefine fluxos de investimento e inovação. O resultado pode ser tanto uma guerra comercial prolongada quanto uma reorganização mais sustentável do comércio global”, observa o economista Chen Wei, da Universidade de Tsinghua. Enquanto Pequim busca reforçar sua resiliência industrial, o governo americano intensifica políticas de incentivo interno, como a Inflation Reduction Act , que subsidia fortemente empresas nacionais de energia renovável e veículos elétricos. Para a China, tais medidas representam uma forma de protecionismo que distorce o comércio internacional. Mesmo diante das divergências, há sinais de que ambos os lados reconhecem a importância de manter canais diplomáticos abertos. “A cooperação ainda é possível em áreas como transição energética e inovação climática”, afirma Wei. “Mas o equilíbrio será cada vez mais difícil de sustentar.” China reafirma posição firme diante dos EUA, mas mantém portas abertas para diálogo comercial
- Falha no Sistema Nacional expõe vulnerabilidade da rede elétrica brasileira após incêndio em subestação no Paraná
Interrupções foram registradas em diversos estados na madrugada desta terça-feira; Ministério de Minas e Energia confirma que o incidente na subestação paranaense afetou o equilíbrio do Sistema Interligado Nacional. Falha no Sistema Nacional expõe vulnerabilidade da rede elétrica brasileira após incêndio em subestação no Paraná EnergyChannel Internacional Na madrugada desta terça-feira (14), diversas regiões do Brasil enfrentaram um apagão que interrompeu o fornecimento de energia por vários minutos. O incidente, confirmado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) , foi atribuído a um incêndio ocorrido em uma subestação localizada no estado do Paraná , o que provocou uma reação em cadeia no Sistema Interligado Nacional (SIN) estrutura responsável por garantir o equilíbrio e a estabilidade da rede elétrica em todo o país. De acordo com informações oficiais, o fogo afetou equipamentos de transmissão , levando à desconexão automática de linhas e geradores para evitar danos maiores. A interrupção temporária impactou unidades de distribuição em diferentes estados, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste . Em alguns pontos, a energia foi restabelecida em poucos minutos; em outros, a normalização ocorreu gradualmente ao longo da madrugada. Especialistas ouvidos pelo EnergyChannel destacam que a ocorrência evidencia a necessidade de reforçar os mecanismos de resiliência do sistema elétrico , sobretudo diante da crescente integração de fontes renováveis e da complexidade operacional do SIN. “Um único ponto de falha pode gerar um efeito cascata, principalmente em horários de baixa demanda, quando o sistema opera com margens de segurança mais estreitas”, explica um engenheiro do setor elétrico sob condição de anonimato. O MME informou que as causas do incêndio estão sendo investigadas , e que equipes técnicas da Eletrobras, ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) acompanham o caso para identificar a origem e propor medidas corretivas. Nos últimos anos, o Brasil tem avançado em digitalização e automação da rede elétrica , com investimentos em redes inteligentes e sistemas de resposta rápida . Ainda assim, eventos como o desta madrugada reforçam os desafios de manter a estabilidade em um sistema com mais de 160 mil quilômetros de linhas de transmissão e dezenas de fontes geradoras interligadas . O episódio reacende o debate sobre segurança energética e gestão de riscos em um momento de transição para uma matriz mais descentralizada e limpa. Para especialistas, o equilíbrio entre eficiência, sustentabilidade e segurança será o grande desafio do setor elétrico brasileiro nos próximos anos. Falha no Sistema Nacional expõe vulnerabilidade da rede elétrica brasileira após incêndio em subestação no Paraná
- O impacto que não cabe em números
Por Claudia Andrade Há algo na palavra “impacto” que a torna ao mesmo tempo fascinante e perigosa. Fascinante, porque nos conecta à ideia de transformação; perigosa, porque muitas vezes a reduzimos a métricas, gráficos e planilhas. O impacto que não cabe em números Mas o impacto social o verdadeiro não cabe em números. Ele mora nos intervalos entre uma estatística e outra, nas entrelinhas das histórias que não aparecem no relatório, no brilho silencioso de quem volta a sonhar depois de anos de desalento. Falo isso com a consciência de quem há décadas vive o chão do impacto. Caminhei por vilas do sertão baiano, comunidades ribeirinhas, escolas sem torneiras, cozinhas comunitárias que ainda esperavam pela primeira gota de água limpa. Ali, entre o pó e o sol, compreendi que os indicadores explicam o que acontece, mas não o que transforma. Os números são essenciais. Eles orientam políticas públicas, atraem investidores e validam o esforço coletivo de quem trabalha por um país mais justo. No entanto, há uma dimensão do impacto que escapa aos instrumentos de mensuração. É o que eu chamo de “impacto invisível” aquele que não se traduz em litros, porcentagens ou gráficos, mas em dignidade, pertencimento e esperança. Quando uma mulher passa a cozinhar com água potável, ela não apenas melhora a qualidade dos alimentos; ela restaura o seu papel de guardiã da saúde da família. Quando uma criança bebe água limpa e deixa de faltar à escola, o impacto não é apenas sanitário é cognitivo, emocional, geracional. São efeitos que se multiplicam silenciosamente e produzem economia preventiva: menos doenças, menos evasão escolar, menos dependência de políticas emergenciais. Em outras palavras, investir em impacto social é evitar o colapso antes que ele aconteça. É aplicar recursos onde o retorno se dá em futuro, e não apenas em cifras. Há um tipo de dado que o Excel não capta: a emoção. E é por isso que proponho a prática da escuta de impacto uma ferramenta tão valiosa quanto qualquer indicador quantitativo. Ouvir o território é parte do processo de mensuração. Quando um guardião de tecnologia descreve o orgulho de cuidar de um sistema de água, ou quando uma professora narra como seus alunos se tornaram multiplicadores ambientais, isso também é dado. Um dado narrativo, qualitativo, vivo — que não cabe em gráficos, mas que revela a verdadeira dimensão do retorno social. Registrar histórias é tão técnico quanto medir pH; a diferença é que, no primeiro caso, medimos humanidade. Entre o dado e a alma Nos relatórios, costumamos dizer: “quarenta famílias beneficiadas”. Mas, em campo, eu vi quarenta mundos renascendo. Cada casa onde a água voltou a correr tornou-se uma microcentral de dignidade. Cada mulher que aprendeu a cuidar do equipamento transformou-se em liderança comunitária. Cada criança que levou a água para casa tornou-se guardiã de um futuro que agora existe. Esse é o tipo de impacto que se propaga como onda: invisível aos olhos do investidor apressado, mas essencial para o equilíbrio de qualquer sociedade. Por isso, precisamos reinventar a forma como comunicamos resultados. Os relatórios do futuro não trarão apenas números trarão rostos, vozes e sentimentos. Mostrarão que a equação do impacto não é uma soma, mas uma história. O sertão me ensinou que o impacto é, antes de tudo, sobre permanência. Sobre o que continua acontecendo quando ninguém mais está olhando. A água que corre, o riso que volta, o chão que floresce tudo isso é impacto. E, embora o mundo insista em medi-lo por gráficos, eu sigo acreditando que o verdadeiro ROI é o reencantamento da vida. O impacto social não é caridade. É estratégia de sustentabilidade humana e econômica. É economia preventiva em sua forma mais pura: investir no hoje para evitar o colapso do amanhã. Por isso, toda vez que vejo um dado frio num relatório, eu o traduzo mentalmente em calor humano. Porque sei que, por trás de cada número, existe uma história pulsando e é ali, nesse pulsar invisível, que mora o impacto que realmente transforma. O impacto que não cabe em números
- Retrofit Solar: Como o BIPV Está Transformando Edifícios Históricos em Fontes de Energia Sustentável
De Brasília a Zurique, a integração de painéis solares em fachadas arquitetônicas redefine o futuro da reabilitação urbana e coloca o Brasil no mapa da inovação verde. Brasília, DF — A cena é simbólica: o edifício original do Banco do Brasil, construído na década de 1960, renasce em pleno século XXI com uma nova função — gerar energia limpa diretamente de sua fachada. O projeto, que combina retrofit arquitetônico e tecnologia BIPV (Building-Integrated Photovoltaics) , representa mais do que uma simples modernização. Ele marca o início de uma era em que edifícios históricos se tornam usinas urbanas de energia renovável , sem abrir mão de sua identidade estética e cultural. “Preservar o estilo e a aparência original foi fundamental. A modulação e o ritmo das esquadrias permanecem, mas agora com vidros fotovoltaicos ativos, capazes de gerar eletricidade” , explica um dos engenheiros responsáveis pelo projeto. A execução é fruto de uma parceria, que viabiliza a instalação dos sistemas BIPV nos shadow boxes . Além da eficiência energética, o retrofit incorpora revestimentos em ACM (Alumínio Composto Modular) , substituindo materiais tradicionais e reduzindo a pegada de carbono da obra. O objetivo é ambicioso: alcançar certificações de eficiência energética e sustentabilidade em um edifício com potencial de tombamento histórico — algo inédito no país. Retrofit Solar: Como o BIPV Está Transformando Edifícios Históricos em Fontes de Energia Sustentável BIPV: Fachadas que Produzem Energia A tecnologia BIPV consiste em integrar células fotovoltaicas diretamente em elementos construtivos como fachadas, janelas e coberturas, transformando a própria pele do edifício em uma fonte ativa de energia.Segundo a IEA (Agência Internacional de Energia) , o BIPV pode reduzir em até 40% o consumo elétrico anual de um prédio comercial e, em alguns casos, tornar o edifício energeticamente autossuficiente . Em um mundo onde 75% das emissões urbanas vêm da operação de edifícios , o BIPV surge como uma das soluções mais inteligentes da transição energética. Além da produção de energia, ele melhora o isolamento térmico , aumenta o conforto interno e valoriza o imóvel no mercado. Retrofit Sustentável: Um Novo Valor para o Patrimônio Projetos de retrofit com BIPV já se destacam em Zurique, Milão, Nova York e Seul , onde edifícios modernistas e estruturas públicas foram requalificados com fachadas solares ativas.Na Suíça, o edifício da SwissTech Convention Center , da EPFL, foi um dos primeiros do mundo a integrar painéis de vidro coloridos com células solares invisíveis, transformando a fachada em uma superfície estética e funcional.Em Milão, o Palazzo Lombardia incorporou vidros solares no retrofit da sede do governo regional, atingindo redução de 35% nas emissões de CO₂ anuais. Esses exemplos internacionais mostram que a estética e a eficiência não são excludentes e que o retrofit solar pode preservar a história enquanto projeta o futuro . O Papel Estratégico do Projeto de Brasília O retrofit da sede do Banco do Brasil em Brasília é apontado por especialistas como um divisor de águas para o avanço dos investimentos verdes no país.Com fachadas voltadas para o norte e ampla área envidraçada, o edifício apresenta alto potencial de geração solar urbana , podendo inspirar uma nova onda de requalificações sustentáveis em centros urbanos brasileiros. “Esse tipo de projeto prova que o patrimônio construído pode ser protagonista da transição energética , não um obstáculo” , afirma o arquiteto e pesquisador espanhol Javier Muñoz, da Universidade de Navarra. “É uma forma de reconciliar o passado com o futuro energético das cidades .” O Futuro das Fachadas Inteligentes Estudos recentes da BloombergNEF estimam que o mercado global de BIPV deverá ultrapassar US$ 60 bilhões até 2032 , impulsionado por políticas de descarbonização e metas de neutralidade de carbono em países da União Europeia, China e Estados Unidos. O Brasil, com seu enorme potencial solar e crescente mercado de retrofit, pode se tornar referência latino-americana na integração de energia às fachadas urbanas . A evolução tecnológica com vidros solares translúcidos, módulos coloridos e flexíveis já permite que arquitetos e engenheiros combinem eficiência energética com liberdade criativa.No limite, cada edifício pode se tornar um microgerador de energia limpa , contribuindo para redes elétricas mais resilientes e cidades mais sustentáveis. Conclusão: A Revolução Está na Fachada O projeto de Brasília é mais do que um retrofit: é um manifesto arquitetônico e energético . Ele mostra que preservar o passado não significa permanecer no passado e que os edifícios históricos podem ser motores da transição energética global.No futuro próximo, não será exagero dizer que a cidade será iluminada pela própria arquitetura . Retrofit Solar: Como o BIPV Está Transformando Edifícios Históricos em Fontes de Energia Sustentável
- Siemens, Airbus e Capgemini lançam iniciativa conjunta para acelerar a descarbonização das fábricas aeronáuticas
Parceria internacional busca reduzir emissões nas unidades da Airbus no Reino Unido e nos Estados Unidos, unindo digitalização, eficiência energética e inovação industrial. Siemens, Airbus e Capgemini lançam iniciativa conjunta para acelerar a descarbonização das fábricas aeronáuticas EnergyChannel International Três gigantes da tecnologia e da indústria — Siemens, Airbus e Capgemini — anunciaram uma parceria estratégica com um objetivo claro: reduzir significativamente as emissões de carbono das operações industriais da Airbus no Reino Unido e nos Estados Unidos. A iniciativa faz parte de um movimento global para tornar a cadeia de produção aeronáutica mais sustentável , apoiando a transição energética e o cumprimento das metas de neutralidade climática. O projeto será conduzido pela divisão Siemens Smart Infrastructure , especializada em soluções inteligentes para edifícios e indústrias, e contará com o apoio da Capgemini , referência mundial em transformação digital e sustentabilidade corporativa. Juntas, as empresas aplicarão tecnologias avançadas de digitalização, automação e eficiência energética para reduzir o consumo de energia e otimizar processos nas unidades produtivas da Airbus. Segundo o acordo, o trabalho se concentrará inicialmente em quatro fábricas estratégicas da Airbus, localizadas em países-chave para a produção aeronáutica . O plano inclui a criação de modelos digitais integrados (digital twins) para monitorar e otimizar em tempo real o uso de energia, ventilação, iluminação e climatização — fatores críticos no consumo industrial. “ A descarbonização da manufatura é um passo essencial para o futuro da aviação sustentável ”, afirmou um porta-voz da Siemens. “Combinando engenharia, dados e inteligência artificial, podemos reduzir a pegada de carbono sem comprometer a produtividade.” A Capgemini complementará o trabalho com soluções de análise de dados e gestão inteligente de desempenho energético, enquanto a Airbus integrará os resultados ao seu plano corporativo de sustentabilidade, que prevê neutralidade de carbono até 2050 . A iniciativa também reforça o compromisso da fabricante com o desenvolvimento de aeronaves movidas a hidrogênio e combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) . Para a Airbus , este projeto é mais do que uma iniciativa pontual é uma etapa decisiva rumo a uma cadeia de valor neutra em carbono , capaz de inspirar outras empresas do setor. Já para a Siemens e a Capgemini, o acordo consolida o papel das duas companhias como parceiras estratégicas na transição energética da indústria global . Siemens, Airbus e Capgemini lançam iniciativa conjunta para acelerar a descarbonização das fábricas aeronáuticas
- Itaipu lança o primeiro barco brasileiro movido a hidrogênio verde - marco da navegação limpa no país
O Brasil dá mais um passo rumo à descarbonização do transporte aquático. A Itaipu Binacional apresentou o primeiro barco 100% movido a hidrogênio verde do país , uma inovação que posiciona a hidrelétrica e seus parceiros na vanguarda das tecnologias sustentáveis aplicadas à mobilidade. Imagem: Itaipu | Itaipu lança o primeiro barco brasileiro movido a hidrogênio verde marco da navegação limpa no país O projeto, desenvolvido em parceria com o Itaipu Parquetec , combina eficiência energética e engenharia de ponta: a embarcação, construída em alumínio naval , possui capacidade de carga de até nove toneladas e conta com um sistema fotovoltaico integrado capaz de alimentar parte da operação elétrica de bordo. Segundo os engenheiros responsáveis, o hidrogênio é produzido a partir de energia renovável no caso, eletricidade proveniente de fontes limpas, garantindo que todo o ciclo energético do barco seja livre de emissões de carbono . O combustível é armazenado em tanques pressurizados e convertido em eletricidade por meio de uma célula a combustível, que move os motores elétricos. O lançamento oficial está previsto para ocorrer durante a COP30 , em Belém (PA) , evento em que o Brasil sediará as principais discussões globais sobre clima e transição energética. A escolha do palco reforça o compromisso da Itaipu em associar sua imagem à inovação sustentável e ao futuro da mobilidade verde. “Queremos demonstrar que o hidrogênio verde não é apenas uma promessa, mas uma realidade aplicável em múltiplos setores inclusive na navegação”, destacou um representante técnico da Itaipu Parquetec. Além de servir como vitrine tecnológica, o barco será utilizado em operações experimentais e de transporte leve no lago de Itaipu, permitindo testes práticos de desempenho, autonomia e viabilidade econômica . O projeto também abre caminho para novas soluções logísticas e turísticas sustentáveis em hidrovias e regiões costeiras brasileiras. Com essa iniciativa, o Brasil se junta ao seleto grupo de países que já experimentam embarcações livres de combustíveis fósseis , reafirmando seu papel estratégico no desenvolvimento do hidrogênio verde como vetor energético do futuro . Itaipu lança o primeiro barco brasileiro movido a hidrogênio verde - marco da navegação limpa no país
- 2.500 pessoas marcam presença no Congresso SAE BRASIL 2025
A edição de 2025 contou com cerca de 30 painéis, 150 speakers convidados e mais de 70 horas de conteúdos que debateram os caminhos sustentáveis e tecnológicos para a mobilidade do futuro no Brasil; Presidente do Congresso SAE BRASIL 2026 será Rafael Miotto, Presidente da CNH 2.500 pessoas marcam presença no Congresso SAE BRASIL 2025 São Paulo, 13 de outubro de 2025 - Entre os dias 7 e 8 de outubro, o PRO MAGNO Centro de Eventos, em São Paulo, recebeu a 32ª edição do Congresso SAE BRASIL 2025. Ao todo, quase 2.500 pessoas estiveram presentes nos dois dias de evento, e puderam conferir painéis e oficinas com líderes da indústria, da academia e do governo, além de especialistas nas áreas de conhecimento ligadas a todas as temáticas que envolvem a Mobilidade. Com a temática “Engenharia brasileira: pioneirismo, inovação e sustentabilidade na mobilidade do futuro” e Presidência de Rafael Chang, CEO da Toyota para Brasil, América Latina e Caribe, o evento contou com mais de 100 speakers, que debateram, durante mais de 70 horas, sobre os rumos sustentáveis e tecnológicos para a mobilidade do futuro no país. 2.500 pessoas marcam presença no Congresso SAE BRASIL 2025 “Mais uma vez, fizemos história com o Congresso SAE BRASIL. Tivemos quase 2.500 pessoas presentes nos dois dias, com debates de altíssimo nível, nomes importantes do mercado, da academia e do governo, debatendo de forma profunda as transformações e o futuro da mobilidade brasileira. Temos a possibilidade de transformar o nosso país em referência para o futuro da mobilidade”, afirma Claudio Castro, Presidente da SAE BRASIL. Pesquisa: A Transição Energética Começa? Durante o Congresso SAE BRASIL 2025, foi divulgada uma pesquisa inédita, que busca compreender aspectos relevantes da Transição Energética. A iniciativa reuniu dados objetivos e percepções subjetivas sobre prioridades, barreiras e o papel do Brasil nesse processo. A pesquisa foi realizada com 1.007 respondentes, majoritariamente por indivíduos com 45 anos ou mais (62%) - com destaque para a faixa entre 55 e 64 anos (24%) - enquanto o grupo mais jovem, até 34 anos, representa cerca de 19% dos respondentes, e a faixa entre 35 e 44 anos representa cerca de 18%. Os resultados prévios - a pesquisa completa será apresentada durante a COP30 -, mostram que os biocombustíveis, como biodiesel e etanol, são as principais escolhas como fontes de energia adequadas para o mercado nacional de caminhões e ônibus, com 80% das escolhas, enquanto a visão para o cenário global valoriza mais ônibus elétricos, trens/metrô e integração de modos. 2.500 pessoas marcam presença no Congresso SAE BRASIL 2025 A pesquisa também destacou que, apesar de a Transição Energética ser percebida como um tema urgente ou muito urgente, o Impacto Ambiental é o 4º critério na Tomada de Decisão para a Mobilidade, Transportes ou Logística, sendo que o preço ou o custo são os fatores mais determinante na escolha, citado por 67% dos respondentes. Por fim, quase 60% dos respondentes acreditam que o Brasil deve liderar globalmente a transição energética. “A pesquisa revela que ainda há uma grande distância entre o debate intelectual sobre a urgência da Transição Energética e a efetivação de ações concretas para que ela se inicie. Vamos ampliar essa discussão durante a COP30”, explica Camilo Adas, Conselheiro de Tecnologia e Transição Energética da SAE BRASIL e Diretor de Transição Energética e Relações Institucionais na Be8. Presidência do Congresso SAE 2026 Durante o evento, Rafael Miotto, Presidente da CNH, foi anunciado como o Presidente do Congresso SAE BRASIL 2026, que acontece nos dias 7 e 8 de outubro do próximo ano, no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Sobre a SAE BRASIL A SAE BRASIL é uma associação de pessoas físicas, sem fins lucrativos, que tem como propósito ser “A Casa do Conhecimento da Mobilidade Brasileira”. Participam da entidade profissionais de variadas áreas, unidos pela missão de criar e de disseminar conhecimento, visando desenvolver tecnologia e inovação no ecossistema da mobilidade. Fundada no Brasil em 1991 por executivos dos segmentos automotivo e aeroespacial conscientes da necessidade de se abrir as fronteiras do conhecimento da mobilidade e da integração do País ao processo de globalização da economia, a SAE BRASIL é referência nacional para a integração da indústria, academia, 3º setor e dos órgãos técnicos do governo. Conta com 6 mil associados e 09 seções regionais distribuídas desde o Nordeste até o extremo Sul do Brasil, constituindo-se hoje em uma das mais relevantes instituições do setor da mobilidade brasileira. A SAE BRASIL é filiada à SAE International, fundada em 1905, nos EUA, por líderes de grande visão da indústria automotiva e da então nascente indústria aeronáutica, entre os quais se destacam Henry Ford, Orville Wright e Thomas Edison. Ao longo de mais de um século de existência tornou-se em uma das principais fontes de normas, padrões e conhecimento relativos aos setores automotivo e aeroespacial em todo o mundo, com mais de 35 mil normas geradas e mais de 138 mil sócios em cerca de 100 países. Contato para a imprensa: congressosae@nectarc.com.br . 2.500 pessoas marcam presença no Congresso SAE BRASIL 2025











