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- Petrobras corta preço da gasolina em quase 5% e alivia custo nas bombas
A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (20) uma redução de 4,9% no preço médio da gasolina, que passa a custar R$ 2,71 por litro, representando uma queda de R$ 0,14. Esta é a segunda diminuição do combustível registrada em 2025, depois de quase cinco meses sem alterações nos preços. A nova tabela entra em vigor já na terça-feira (21). Petrobras corta preço da gasolina em quase 5% e alivia custo nas bombas Segundo a estatal, o corte reflete uma redução acumulada de R$ 0,31 por litro ao longo deste ano, equivalente a 10,3%. Considerando o período desde dezembro de 2022, o recuo nos valores para distribuidoras totaliza R$ 0,36 por litro, o que, ajustado pela inflação, corresponde a uma redução real de 22,4%. Nos últimos dias, os preços da gasolina vendidos pela Petrobras estavam acima da paridade de importação (PPI), com a diferença chegando a 10% na semana passada. O ajuste visa alinhar os valores internos à realidade do mercado internacional, evitando distorções e mantendo a competitividade do combustível brasileiro. O movimento sinaliza uma reação da estatal às pressões do mercado e às oscilações internacionais de preços de petróleo, impactando diretamente o consumidor final. Especialistas do setor afirmam que, embora a redução seja pequena, ela contribui para aliviar o orçamento das famílias e o custo de transporte. Com esta nova baixa, o preço da gasolina passa a refletir mais de perto os custos globais do petróleo, e o mercado acompanha atentamente os próximos ajustes, que podem variar conforme a cotação internacional do barril e a política de preços da Petrobras. Petrobras corta preço da gasolina em quase 5% e alivia custo nas bombas
- MipDay reúne setor de hortaliças, frutas e flores para debater o uso de biológicos na agricultura em larga escala
COP 30, agricultura regenerativa e as normas das Boas Práticas Agrícolas determinadas pelo MAPA serão temas de destaque do encontro em Holambra (SP) MipDay reúne setor de hortaliças, frutas e flores para debater o uso de biológicos na agricultura em larga escala O setor de hortaliças, frutas e flores terá um encontro de referência no próximo dia 30 de outubro, em Holambra (SP), com a realização do MipDay, evento voltado a discutir o Manejo Integrado de Pragas (MIP) e suas contribuições para a sustentabilidade da produção agrícola. A programação ocorrerá no auditório do Instituto Brasileiro de Horticultura (IBRAHORT) e reunirá produtores, técnicos, agrônomos, representantes da indústria e do varejo, além de especialistas da área. MipDay reúne setor de hortaliças, frutas e flores para debater o uso de biológicos na agricultura em larga escala Idealizado pela Promip, empresa de inovação em biológicos, o MipDay é fruto do MipExperience, programa criado em 2019 e reconhecido em 2023 pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) por meio do selo MipExperience® . O MipExperience ® vai além de auxiliar o uso da aplicação do Manejo Integrado de Pragas, reunindo diversas empresas parceiras para apoiar o produtor rural no manejo com biológicos e utilizar defensivos químicos apenas em situações específicas, garantindo a oferta de flores, frutas, legumes e verduras (FFLV) mais saudáveis ao consumidor. Trata-se de uma estratégia abrangente e adaptável, que integra rastreabilidade do processo, uso de biológicos e químicos em concordância, visando a gestão e sustentabilidade financeira do produtor rural, bem como a produção de alimentos seguros para o consumidor. Mais do que simplesmente eliminar pragas, o objetivo é promover o equilíbrio do ecossistema, garantindo eficiência produtiva com menor impacto ambiental. Segundo Marcelo Poletti, CEO da Promip, hoje cerca de 50 mil hectares de produção de hortaliças e frutas estão cadastrados na plataforma MipExperience® e o MipDay é um espaço para mostrar ao produtor ferramentas práticas para aumentar a eficiência no campo. “A primeira edição do MipDay tem como foco principal a produção de flores, frutas, legumes e verduras (FFLV), mas já nasce com a visão de expansão. A partir de 2026, o evento deverá chegar a outras regiões agrícolas, contemplando grandes culturas como milho e soja, ampliando os benefícios do manejo integrado para diferentes cadeias produtivas”, afirma Marcelo Poletti, CEO da Promip. Marcelo ressalta ainda que, por se tratar da edição inaugural, o MipDay tem como prioridade se consolidar como referência para o setor. “O MipDay já se consolidou como uma referência para o setor de FLV, mas projeta expansão. Além de hortaliças, a metodologia deve ser levada a culturas como soja e milho a partir de 2026, ampliando os benefícios da prática integrada para diferentes cadeias produtivas” , afirma Marcelo Poletti, CEO da Promip. Poletti também destaca que, além dos ganhos técnicos e econômicos, o MipExperience® também prioriza aspectos ambientais e ecológicos que impactam diretamente na sustentabilidade agrícola. Em um experimento realizado em 2023, comparando uma área conduzida com a metodologia do MipExperience® e outra sob manejo convencional, verificou-se que a primeira apresentou menor intensidade de emissão de gases de efeito estufa (GEE). Esse resultado se deve à maior presença de microrganismos no solo, capazes de reter gases nocivos e, assim, contribuir para a mitigação dos impactos climáticos. O evento contará com a participação do representante do MAPA, Marcus Vinícius, além de especialistas de instituições privadas, como Cláudia Quaglierini, da CropLife Brasil; Giampaolo Buso, da PariPassu; e Daniel Figueiredo, do Carrefour, representando o varejo. Eles trarão ao debate temas relacionados à rastreabilidade, avanços das Boas Práticas Agrícolas e casos de produtores contando os benefícios e os desafios do manejo. “Nosso compromisso é apoiar o produtor no campo com soluções cada vez mais responsáveis e eficientes. Na COP30, a indústria levará propostas que mostram como as Boas Práticas Agrícolas podem aumentar a produtividade, preservar o meio ambiente e garantir alimentos mais seguros ao consumidor” , destaca Cláudia Quaglierini, da CropLife Brasil, uma das palestrantes do MipDay. Holambra, pela sua representatividade no setor de flores e hortaliças, é o cenário ideal para sediar um evento como o MipDay. De acordo com estimativas da cooperativa local, cerca de 400 produtores rurais estão instalados na região. “O MipDay simboliza um avanço para o setor de FFLV. Ao sediar o evento, a Ibrahort reafirma sua missão de apoiar iniciativas que promovem sustentabilidade, qualidade e inovação, preparando a cadeia produtiva para os desafios presentes e futuros” , ressalta Manoel Oliveira, diretor executivo do Instituto Brasileiro de Horticultura (IBRAHORT). "O MipDay reforça a importância de trabalharmos juntos para levar ao campo soluções cada vez mais eficientes e sustentáveis. Queremos apoiar o produtor na adoção de boas práticas e garantir ao consumidor final alimentos mais seguros e de qualidade”, comenta Marcelo Poletti, CEO da Promip. Serviço – MipDay Data: 30 de outubro de 2025 Horário: 8h30 às 13h00 Local: Sede IBRAHORT – SP 605 - Rua Rotas dos Imigrantes, Centro, Holambra/SP Inscrição: MipDay| Presencial Ingressos, Qui, 30/10/2025 às 08:30 | Eventbrite Sobre a Promip® A Promip® é uma empresa de base tecnológica que reúne em seu portfólio produtos biológicos para a implementação de Programas de Manejo Integrado de Pragas. Fundada em 2006, iniciou suas atividades ligada à ESALQTec (ESALQ/USP), em Piracicaba, interior de São Paulo. A companhia é pioneira na produção e comercialização de macrobiológicos no Brasil. Alicerçada em sua história e comprometida com o futuro, a Promip® busca na natureza soluções para o desenvolvimento de bioprodutos para uma agricultura mais segura, sustentável e de alta produtividade, q que contribui para a melhoria da saúde das pessoas e do planeta. Saiba mais em: www.promip.agr.br Sobre o MipExperience® O MipExperience® é um Programa voltado à inovação do Manejo Integrado de Pragas (MIP), que considera questões importantes que vão além do manejo fitossanitário e que impactam toda a cadeia do agronegócio: da pesquisa ao varejo e a vida do consumidor. O Programa, idealizado pela Promip® e que conta com apoiadores e parceiros, visa oferecer soluções de excelência para resultados economicamente vantajosos ao produtor e ao meio ambiente, através da associação de ferramentas dos controles biológico e químico empregadas nas mais diversas culturas. As premissas do MipExperience® consideram que a revitalização do Manejo Integrado de Pragas (MIP) deve ser construída de modo compartilhado, demonstrando-se na prática as contribuições de cada elo da cadeia produtiva. O selo MipExperience® é a garantia de que frutas, verduras e legumes disponíveis no varejo chegam às prateleiras através de processos seguros e sustentáveis, em relação ao manejo do solo, à irrigação, ao uso de fertilizantes, agroquímicos e defensivos de matriz biológica. Saiba mais em: www.mipexperience.agr.br MipDay reúne setor de hortaliças, frutas e flores para debater o uso de biológicos na agricultura em larga escala
- Lactec discute o fortalecimento da resiliência energética do Brasil no maior evento do setor elétrico
Instituto apresenta no XXVIII SNPTEE um portfólio de inovações para otimizar os ativos de geração do setor e exemplos para reduzir as perdas por curtaiment Lactec discute o fortalecimento da resiliência energética do Brasil no maior evento do setor elétrico O XXVIII Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (SNPTEE), o maior da América Latina e segundo maior do mundo, tornou-se o palco privilegiado para debates cruciais sobre o futuro energético. Neste cenário, o Lactec, um dos maiores centros de pesquisa, tecnologia e inovação do Brasil, com décadas de experiência no setor energético, chega ao evento com a missão de apresentar-se como um agente fundamental na busca por soluções para um dos maiores desafios atuais do Sistema Interligado Nacional (SIN) – o curtailment, a “perda forçada” de energia gerada, principalmente por fontes renováveis como eólica e solar. Sob a coordenação da Eletrobras e promovido pelo CIGRE-Brasil, o seminário, que ocorre de 19 a 22 de outubro no Recife Expo Center, reúne cerca de 3 mil especialistas, profissionais e acadêmicos. Para Carlos Eduardo Ribas, diretor Comercial do Lactec, o evento é uma oportunidade única para levar todo o conhecimento gerado pelo Lactec aos principais interessados. "Nossa maior força vem do conhecimento. Nesse fórum demonstraremos toda esta experiência que já se desdobra em soluções para melhoria, inclusive da performance dos ativos de geração e transmissão do setor, considerando mudanças climáticas, sistemas de monitoramento com IA de última geração, supervisórios especialistas, treinamento e capacitação além da demonstração de alguns dos produtos desenvolvidos com recursos do programa de pesquisa, desenvolvimento e eficiência energética da Aneel", afirma. Além de novas linhas O crescimento explosivo da micro e minigeração distribuída (MMGD) impõe um risco operacional ao sistema, o que já é tratado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), Ministério de Minas e Energia (MME) e Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Diante disso, o Lactec posiciona-se como um parceiro estratégico. "O Lactec pode ser um grande agente para discutir e buscar soluções do ponto de vista tecnológico e regulatório, visando a minimização do curtailment", destaca o diretor. A solução, no entanto, vai muito além da construção de novas linhas de transmissão ou mudanças simples no reconhecimento e despacho desta energia, hoje deslocada da demanda. Especialistas do Lactec defendem uma abordagem multifacetada - a modernização da infraestrutura é tão importante quanto a modernização regulatória, contemplando também todos os aspectos operacionais e locacionais para uma gestão ótima entre oferta e demanda de energia, com o gerenciamento da Geração Distribuída na rede. “Ao trazer esse leque de soluções para o SNPTEE, o Lactec reforça seu compromisso de não apenas acompanhar, mas liderar a transformação do setor elétrico brasileiro, propondo um modelo mais inteligente, eficiente e preparado para absorver o potencial da transição energética, sem desperdícios”, ressalta Ribas. Sobre o Lactec – O Lactec é um dos maiores centros de pesquisa, tecnologia e inovação do Brasil. Atua fortemente nos mercados de Energia, Saneamento, Meio Ambiente, Indústria e Infraestrutura em todo o ciclo de inovação, desde P&D, ensaios e análises até a execução de processos complexos para o setor de infraestrutura. Há 65 anos, suas soluções e serviços atendem às demandas atuais dos diversos setores produtivos da economia brasileira, como empresas, indústrias e concessionárias de energia. Ao longo da sua história, consolidou-se com a conclusão de mais de 500 projetos. Possui mais de 300 profissionais, entre mestres e doutores, com sólida experiência de mercado. Sua sede administrativa fica em Curitiba, onde estão instaladas outras quatro unidades tecnológicas com ampla infraestrutura de laboratórios para atendimento a diversos segmentos industriais, além da unidade localizada em Salvador-BA. O Lactec é Unidade Embrapii de Inteligência Embarcada e em 2023 tornou-se Future Grid, o Centro de Competência Embrapii em Smart Grid e Eletromobilidade. Saiba mais em: lactec.com.br Lactec discute o fortalecimento da resiliência energética do Brasil no maior evento do setor elétrico
- Interrupção Global da AWS Afeta Jogos, Apps e Serviços Online
Na manhã desta segunda-feira, 20 de outubro de 2025 , uma falha nos sistemas da Amazon Web Services (AWS) deixou inacessíveis diversos sites, aplicativos e jogos online em todo o mundo. Entre os serviços impactados estão Snapchat, Fortnite, Roblox, Brawl Stars, Airbnb, Reddit e plataformas de vídeo como o Prime Video . Interrupção Global da AWS Afeta Jogos, Apps e Serviços Online No Reino Unido, o banco Lloyds confirmou que parte de seus serviços sofreu interrupções devido a problemas relacionados à AWS. A plataforma de transações de criptomoedas Coinbase também relatou instabilidade. Já a startup de inteligência artificial Perplexity informou que seus serviços estavam indisponíveis, atribuindo a falha à mesma interrupção na AWS. O monitor de falhas Downdetector registrou aumento expressivo de reclamações de usuários de diversas plataformas. Por volta do meio-dia, a Amazon indicou em seu site de status que a maioria dos serviços da AWS estava funcionando normalmente . Segundo a empresa, o problema estava relacionado ao DNS (sistema de nomes de domínio) e, embora resolvido, poderia causar lentidão temporária até a completa normalização. A AWS, subsidiária da Amazon, fornece serviços de computação em nuvem , incluindo armazenamento, bancos de dados e soluções de inteligência artificial, sendo utilizada por milhões de empresas globalmente. Especialistas destacam que o incidente evidencia os riscos da dependência de um pequeno grupo de provedores de nuvem. Junade Ali , do Instituto de Engenharia e Tecnologia do Reino Unido, observa que falhas desse tipo refletem “os desafios impostos pela dependência de serviços estrangeiros”. Já o analista financeiro Michael Hewson alerta para os riscos de terceirizar toda a infraestrutura crítica, ainda que isso represente economia para as empresas. O episódio serve como alerta para empresas e usuários sobre a necessidade de estratégias de redundância e soluções multi-cloud, garantindo maior resiliência frente a falhas de grande escala. Interrupção Global da AWS Afeta Jogos, Apps e Serviços Online
- O recado que o Brasil precisa dar ao mundo na COP 30
Por Samuel Hanan Pela primeira vez na história, uma capital de estado na Amazônia – Belém -, vai sediar uma edição da COP, a Conferência das Partes, reunindo os países signatários da Convenção das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima. O recado que o Brasil precisa dar ao mundo na COP 30 A escolha do Pará como sede desse evento mundial para discutir questões relacionadas ao aquecimento global e às alterações climáticas é emblemática e se traduz em oportunidade única para o Brasil chamar a atenção do planeta para a necessidade de a preservação da floresta amazônica passar a ser encarada como uma obrigação mundial se, de fato, o objetivo for assegurar o bem-estar das futuras gerações. É o momento oportuno para mostrar – e comprovar – aos demais países que, ao contrário do senso comum, o Brasil tem feito um esforço enorme, a um custo gigantesco para a população amazônica, para manter a floresta em pé e assegurar a sobrevivência do maior banco genético do planeta (custo local). Mais do que cobrar o Brasil, a comunidade internacional precisa dividir a conta (responsabilidade global , custo global). A floresta amazônica está preservada em mais de 84%, mesmo depois da exploração (inclusive internacional) ao longo dos 525 anos do descobrimento do Brasil. Esse patamar foi e está sendo garantido pelos sete Países inseridos na Amazônia, ao custo de renúncia econômica total de US$ 317 bilhões/ano pela não exploração dos recursos naturais, segundo estudo do Banco Mundial. (2023) A preservação da floresta é resultado da devoção e do amor de mais de 18,7 milhões de amazônidas que vivem na região norte e que pagam muito caro por esse trabalho invisível aos olhos do mundo, em especial cerca de 13 milhões de Amazônidas que residem no interior e longe das capitais. A comunidade internacional, notadamente os países do G7, cujo PIB é superior a 60% do PIB mundial (US$66,70 trilhões), precisam tomar conhecimento das enormes desigualdades que afligem essa parcela de brasileiros. Embora ocupe 45,5% da área territorial brasileira, a Amazônia abriga apenas 8,7% da população nacional (vazio demográfico) e produz somente 6,2% do PIB (vazio econômico). Um quarto desse território é constituído de terras indígenas, onde vivem 310 mil pessoas dos povos originários. Outros 10,54% são áreas de preservação permanente e 14,31% são áreas de uso sustentável. Isto é, metade do território amazônico é área de uso restrito, limitando, portanto, sua exploração econômica. Outro dado dá bem a dimensão da floresta. O território amazônico corresponde à área de 27 países europeus somados, cuja população totaliza 488 milhões de habitantes e teve PIB de US$ 19,20 trilhões em 2024. Apesar da grandeza territorial da região, a população dos estados amazônicos tem, em média, renda mensal per capita 29% inferior à dos brasileiros de outras regiões. A discrepância é ainda maior no estrato da população que reside fora das capitais da Amazônia (interior): renda per capita 64% menor que a média nacional (apenas US$4.780,00 por habitante /ano contra a media nacional de US$10.249,00 por habitante/ano). É preciso dar voz a essa população e ouvidos ao que disse Joe Biden, então presidente dos Estados Unidos, em 2023: “É impossível preservar a floresta tão importante para o equilíbrio ambiental e climático sem que os países ricos e desenvolvidos façam contribuição efetiva e expressiva”. Biden não estava sozinho nessa cruzada. Lars Peter Hansen, vencedor do Prêmio Nobel de Economia 2013, também já havia alertado que os países ricos têm de contribuir para manter a floresta em pé, reforçando o pensamento de Erna Solberg, ex-primeira-ministra da Noruega, para quem não há como preservar sem incluir o resgate dos habitantes da região. O Brasil tem o dever de deixar claro que os países do G7 já conhecem o tamanho da renúncia econômica dos estados amazônicos e não podem mais ficar silentes em relação a essa realidade. Somente as terras indígenas, que somam mais de 1,01 milhão de km², deveriam ser utilizadas para efeito de emissão de títulos de crédito de carbono, gerando receita de bilhões de dólares por ano, sem sacrifícios de nenhum governo e de nenhuma pessoa. Há, evidentemente, uma demanda global pela preservação da Amazônia, entretanto o custo disso permanece local. Para equilibrar a balança, os países ricos deveriam contribuir com US$ 196 bilhões/ano ao Brasil (62% da floresta e os respectivos 62% da renunca economica), segundo o estudo do Banco Mundial. E como a preservação não encontra resistência na sociedade mundial, há também alternativas de apoio no setor privado. Um exemplo: se as maiores fabricantes mundiais de refrigerantes, cervejas e água mineral adicionassem ao preço de varejo de cada unidade apenas US$ 0,01 ou US$ 0,02 (2 moedinhas de um penny), em cada unidade comercializada no mundo, como parte de uma campanha “Save the forest”, viabilizaria contribuição anual de cerca de US$ 20 bilhões/ano. Obviamente, cabe ao governo brasileiro fazer sua parte e apresentar propostas claras e absoluto comprometimento na COP 30, notadamente quanto ao combate de garimpos e madeireiras que atuam ilegalmente na Amazônia, ao desmatamento, à pesca predatória, à poluição de rios, lagos e igarapés, ao turismo sexual e ao tráfico de armas e drogas na região. É preciso, ainda, atuar firmemente para a recuperação de áreas degradadas e garantir incentivo para atividades que contribuam para a preservação ambiental conciliada ao resgate da dignidade humana da população local, incluindo o turismo ecológico, eventos e científico, e a indústria integrada do pescado, de frutas tropicais e de fármacos. Além disso, são imprencindíveis a proteção do aquífero S.A.G.A – Sistema Aquifero Grande Amazonia, que cobre 1,2 milhão de Km²), o inventário florestal (nunca feito por nenhum dos govenos nacionais) e a conscientização sobre a contribuição do regime de chuvas, garantido pela floresta por meio dos “rios voadores” , para o Centro-Oeste, Sul e Sudeste, indispensável para o agronegócio e para a produção de energia elétrica limpa e mais barata. Aliás, é hora de parte da imprensa nacional e de intelectuais brasileiros que criticam a renúncia fiscal do governo federal para a Amazônia reconhecer que os amazonidas são credores e não devedores, pois suas renúncias econômicas são dezenas de bilhões de dólares maiores do que a renúncia fiscal que beneficia aqueles estados. O mundo não pode mais adiar ações concretas para frear as mudanças climáticas. A COP 30 é, portanto, uma oportunidade que não pode ser desperdiçada pelo Brasil para que a comunidade internacional seja sensibilizada sobre a questão do povo do Amazonas, caboclos, indígenas e ribeiros, principalmente, injustamente sacrificados por protegar a floresta que, mantida em pé, benefica o planeta inteiro. Representantes de mais de 190 países estarão com os pés na Amazônia. É a hora certa para que eles também voltem os olhos para a dignidade de seus habitantes. (Floresta em Pé – Responsabilidade Global, Custo Global) Samuel Hanan Samuel Hanan é engenheiro com especialização nas áreas de macroeconomia, administração de empresas e finanças, empresário, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros “Brasil, um país à deriva” e “Caminhos para um país sem rumo”. Site: https://samuelhanan.com.br O recado que o Brasil precisa dar ao mundo na COP 30
- Steck celebra 50 anos de atuação no Brasil com legado de confiança e inovação
Marco histórico alcançado pela empresa reforça seus valores de segurança, proximidade e inovação Steck celebra 50 anos de atuação no Brasil com legado de confiança e inovação A Steck, referência em soluções elétricas e tecnológicas no Brasil e na América Latina, completa em 2025 cinco décadas de história. Desde a sua fundação, em 1975, a companhia segue a evolução de lares, empresas e indústrias fornecendo energia de forma segura e confiável. Com o conceito “Confiança e evolução que conectam gerações”, a marca celebra meio século reafirmando valores que orientam sua trajetória: qualidade, segurança, proximidade e respeito às pessoas. “Mais do que celebrar uma data, os 50 anos da Steck representam a continuidade de um propósito: estar presente na vida das pessoas conectando-as ao futuro de forma sustentável, segura e acessível, acompanhando a evolução das casas e das cidades ao longo das gerações”, afirma Fernando Moreira, Head de Marketing da Steck. A Steck iniciou sua atuação no mercado brasileiro com plugues e tomadas Schuko, expandiu seu portfólio ao longo do tempo e hoje conta com mais de 50 linhas de produtos em 11 soluções para os segmentos residencial, comercial e industrial. Presente em 18 países, a companhia possui duas fábricas no Brasil, localizadas em Guararema (SP) e Manaus (AM), além de três centros de distribuição na América Latina. Desde 2011, integra o Grupo Schneider Electric, o que fortalece sua capacidade de inovação e competitividade. Atualmente, reúne mais de 700 colaboradores dedicados ao desenvolvimento de soluções que interligam gerações. Para evidenciar a data, a Steck está lançando uma campanha institucional com presença em mídias digitais e pontos de venda, materiais institucionais, ações de endomarketing e ativações com clientes e parceiros estratégicos. A comunicação reforça o propósito da marca com a segurança das famílias e sua vocação em oferecer soluções que unem inovação e confiabilidade. Futuro da marca Signatária do Pacto Global da ONU, a Steck estabeleceu a meta de ser carbono zero até 2050. A companhia já registra avanços relevantes: 100% da energia elétrica consumida em suas fábricas é renovável, mais de 40% da receita provém de produtos com atributos sustentáveis. A diversidade e a inclusão são igualmente prioridades, com iniciativas para ampliar a presença de mulheres e pessoas negras em cargos de liderança e projetos de acessibilidade, como dispositivos de automação controlados por voz. “Celebrar 50 anos é olhar para trás com orgulho e para frente com responsabilidade. É a prova de que construímos uma história sólida baseada em confiança e proximidade, mas também um convite para prosseguirmos crescendo e inovando, sempre com sustentabilidade e segurança no centro de nossas escolhas”, diz Rogério Martello, CEO da Steck LATAM e VP de Home & Distribution da Schneider Electric na América do Sul. Com meio século de história, a Steck ressalta seu compromisso de ser uma empresa sólida no presente e preparada para o futuro, aproximando pessoas e gerações por meio da energia. Sobre a Steck Com 50 anos de história, a Steck é líder no fornecimento de soluções elétricas e tecnológicas e possui mais de 50 linhas de produtos. Investindo em inovação, tem diversificado seu portfólio apostando em conectividade, tecnologia e sustentabilidade, sempre oferecendo produtos de qualidade, acessíveis e sem complicação para os diversos usuários. A empresa está presente em 18 países da América Latina, com uma fábrica e um centro de distribuição em São Paulo, uma fábrica em Manaus, uma unidade na Argentina e uma na Colômbia. Saiba mais em nosso site . Steck celebra 50 anos de atuação no Brasil com legado de confiança e inovação
- Centro de Distribuição de Evreux da Schneider Electric é nomeado Sustainability Lighthouse pelo Fórum Econômico Mundial
Reconhecimento destaca o compromisso da companhia com a circularidade, a eficiência no uso de recursos e a inovação sustentável Centro de Distribuição de Evreux da Schneider Electric é nomeado Sustainability Lighthouse pelo Fórum Econômico Mundial Rueil-Malmaison, França, outubro de 2025 – A Schneider Electric , líder na transformação digital da gestão de energia e automação, anuncia que seu centro de distribuição em Evreux, na França, foi designado como Sustainability Lighthouse - indústria que utiliza tecnologias avançadas da Quarta Revolução Industrial, como inteligência artificial (IA) e automação, para otimizar a eficiência, diminuir o uso de recursos e aumentar a sustentabilidade, servindo de exemplo para outras no setor - pela Global Lighthouse Network do Fórum Econômico Mundial . Esse reconhecimento destaca o compromisso da Schneider Electric com a circularidade, a eficiência no uso de recursos e a inovação sustentável. A unidade da Evreux é o primeiro centro de distribuição circular da Schneider Electric, pioneiro em um modelo de ponta a ponta “use better, longer, and again” (“use melhor, por mais tempo e de novo”, na tradução livre do inglês), que possibilita a circularidade em escala. Em dois anos, o local reduziu o consumo de energia em 18% e cortou em 40% o uso de plástico descartável. Este é o sexto reconhecimento da Schneider Electric como Sustainability Lighthouse - o maior número já alcançado por uma empresa dentro da Global Lighthouse Network - reforçando sua liderança na transformação industrial sustentável. As inovações em sustentabilidade no local incluem: Uma plataforma digital para clientes realizarem pedidos e devoluções de mais de 3 ml tipos de produtos. Um modelo de dados que conecta produtos a centros de reparo, recondicionamento e reembalagem. Soluções circulares em embalagens, transporte e energia. EcoStruxure Resource Advisor e EcoStruxure Building Operation para monitoramento e gestão de energia. “ Este reconhecimento do Fórum reflete a dedicação de nossas equipes em incorporar a sustentabilidade em todos os aspectos de nossas operações ”, afirma Mourad Tamoud, Chief Supply Chain Officer da Schneider Electric. “ Em Evreux, reinventamos o papel de um centro de distribuição - não apenas como um polo logístico, mas como um catalisador da circularidade. Temos orgulho de fazer parte da Global Lighthouse Network e compartilhar nossos aprendizados com toda a indústria para um futuro mais sustentável e eficiente. ” A Global Lighthouse Network , iniciativa do Fórum Econômico Mundial cofundada com a McKinsey & Company, celebra unidades industriais que demonstram liderança em transformação digital e excelência operacional. A turma de 2025 inclui 12 novas instalações em sete países, com o centro de distribuição de Evreux da Schneider Electric reconhecido por suas conquistas em sustentabilidade. “ As organizações que moldarão o futuro são aquelas que impulsionam uma transformação holística hoje, incorporando inovação digital, resiliência, sustentabilidade, desenvolvimento de talentos e foco no cliente em tudo o que fazem ”, diz Kiva Allgood, Diretora Executiva e Chefe do Centro de Manufatura Avançada e Cadeias de Suprimentos do Fórum Econômico Mundial. “ Parabéns à nova turma de Lighthouses, que demonstra como empresas visionárias em diferentes setores e segmentos estão colocando essa visão em prática, estabelecendo um novo padrão global de excelência operacional e impacto. ” Esse reconhecimento reforça a liderança contínua da Schneider Electric em manufatura sustentável e transformação da cadeia de suprimentos, após conquistas anteriores como o reconhecimento da fábrica de Wuxi, na China. Programa Impact Supply Chain O centro de distribuição de Evreux reflete o programa de transformação Impact Supply Chain da Schneider Electric, que busca gerar impacto positivo tanto para os clientes quanto para o planeta. Seus principais pilares são:Pessoas – nossas equipes são capacitadas a inovar e gerar impacto positivo para os clientes todos os dias. Planeta – estamos construindo uma cadeia de suprimentos sustentável, responsável e preparada para o net zero. Clientes – estamos investindo em confiabilidade e qualidade líder de mercado para nossos clientes. Performance – impulsionamos o desempenho da cadeia de suprimentos por meio de tecnologia avançada, processos inteligentes e integrados, ecossistemas regionais e design colaborativo. Sobre a Schneider Electric Nosso propósito é criar impacto , capacitando todos para que aproveitem ao máximo nossa energia e recursos , unindo progresso e sustentabilidade. Na Schneider Electric, chamamos isso de “Life Is On” . Nossa missão é sermos o seu parceiro de confiança em sustentabilidade e eficiência . Somos líderes globais em tecnologia industrial , levando expertise e know-how em eletrificação, automação e digitalização para indústrias inteligentes, além de infraestruturas resilientes, data centers preparados para o futuro, edifícios inteligentes e residências intuitivas. Com base em nossa ampla experiência no mercado, fornecemos soluções integradas de internet das coisas (IoT) industrial com inteligência artificial (IA), cobrindo todo o ciclo de vida, assim como automação, software e serviços conectados, entregando gêmeos digitais (digital twins) para permitir o crescimento lucrativo para nossos clientes . Somos uma empresa de pessoas com um ecossistema de 150 mil colaboradores e mais de um milhão de parceiros que operam em mais de 100 países para garantir a proximidade com os nossos clientes e partes interessadas. Abraçamos a diversidade e a inclusão em tudo o que fazemos, guiados pelo nosso propósito significativo de um futuro sustentável para todos . Centro de Distribuição de Evreux da Schneider Electric é nomeado Sustainability Lighthouse pelo Fórum Econômico Mundial
- Enel leva caso à Justiça e questiona conduta de diretor da Aneel
Empresa italiana acusa Fernando Mosna de parcialidade e quebra de sigilo em processos regulatórios envolvendo o grupo Enel leva caso à Justiça e questiona conduta de diretor da Aneel A Enel, gigante italiana do setor de energia, acionou a Justiça contra o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Fernando Mosna, alegando conduta parcial em decisões que envolvem os interesses da companhia. Segundo a ação, o executivo teria violado o dever de sigilo em processos regulatórios, prejudicando a transparência esperada de um agente público. A disputa ganhou contornos delicados no setor elétrico brasileiro, já que a Aneel é responsável por regular o mercado e garantir igualdade de tratamento entre as distribuidoras e concessionárias. A Enel afirma que a atuação do diretor comprometeu a imparcialidade necessária, abrindo dois processos judiciais distintos para resguardar seus direitos. Procurada, a Aneel afirmou que não comenta casos judiciais em andamento, mas ressaltou que todos os seus diretores seguem rigorosamente os princípios de ética e transparência. Especialistas do setor observam que esse tipo de conflito pode gerar precedentes importantes sobre a relação entre agências reguladoras e empresas privadas no Brasil. A Enel, por sua vez, reforça que a medida judicial não visa contestar a regulação em si, mas garantir que os processos sejam conduzidos de maneira justa e em conformidade com a lei, evitando prejuízos à empresa e, consequentemente, aos consumidores. Enel leva caso à Justiça e questiona conduta de diretor da Aneel
- Springfield acelera rumo à mobilidade elétrica com novo investimento em infraestrutura de recarga
A cidade de Springfield, capital de Illinois, está dando um passo importante em direção à eletromobilidade. Um total de 40 novos pontos públicos de recarga para veículos elétricos será instalado nos próximos meses, fortalecendo a rede de infraestrutura da cidade e incentivando o uso de carros zero emissão. Springfield acelera rumo à mobilidade elétrica com novo investimento em infraestrutura de recarga O projeto é resultado de um investimento de US$ 629 mil do Programa de Carregamento Comunitário de Illinois , destinado à ampliação do acesso a estações públicas de recarga. A iniciativa será conduzida pela City Water, Light and Power (CWLP) — concessionária municipal responsável pelo fornecimento de energia elétrica —, que ficará também com a gestão dos novos equipamentos. Segundo a CWLP, o plano é apenas o começo de uma expansão contínua da infraestrutura para veículos elétricos em Springfield. Atualmente, a cidade conta com aproximadamente 190 estações de carregamento , das quais 16 são gratuitas e cerca de 40 oferecem recarga rápida , conforme dados do PlugShare. Embora o número de novas instalações possa parecer modesto, especialistas apontam que cada nova estação tem impacto direto na redução da “ansiedade de autonomia” , um dos principais obstáculos à adoção de veículos elétricos. A tendência é nacional: somente no terceiro trimestre de 2025 , mais de 780 estações públicas de alta velocidade foram inauguradas nos Estados Unidos — o maior crescimento já registrado, segundo o Departamento de Energia norte-americano. Além de atender aos moradores locais, a nova rede de recarga beneficiará o turismo — um dos pilares econômicos de Springfield. Em 2023, o setor movimentou US$ 536 milhões , gerando 3.500 empregos e US$ 20 milhões em arrecadação tributária local , de acordo com o órgão oficial Visit Springfield . Com mais turistas viajando em veículos elétricos, a cidade reforça sua atratividade ao adotar uma postura sustentável e moderna. Com pouco mais de 114 mil habitantes , Springfield une tradição e inovação. Conhecida por seus marcos históricos ligados a Abraham Lincoln, a cidade se posiciona agora como um exemplo regional na transição energética , integrando mobilidade limpa, desenvolvimento urbano e políticas públicas de baixo carbono. Springfield acelera rumo à mobilidade elétrica com novo investimento em infraestrutura de recarga
- O AVANÇO SILENCIOSO DAS CONCESSIONÁRIAS E O RISCO À LIVRE CONCORRÊNCIA NO SETOR ELÉTRICO
Por Arthur Oliveira As principais concessionárias de energia no Brasil, como Neoenergia, Equatorial e Enel, possuem contratos sólidos que lhes garantem receitas estáveis e previsíveis, tornando o setor elétrico um dos investimentos mais atrativos e seguros do país. Além dessa base regulatória robusta, essas empresas expandiram sua atuação para novas frentes, como a comercialização atacadista de energia e a geração distribuída (GD), frequentemente se beneficiando de informações privilegiadas e da base de dados de clientes que detêm por serem distribuidoras reguladas. Tal prática levanta sérias preocupações concorrenciais e questiona o tratamento isonômico entre os diversos agentes que operam no mercado livre. O AVANÇO SILENCIOSO DAS CONCESSIONÁRIAS E O RISCO À LIVRE CONCORRÊNCIA NO SETOR ELÉTRICO A acumulação dessas atividades — distribuição, comercialização e GD — nas mãos dos mesmos agentes amplia o poder das concessionárias, que passam a alavancar sua infraestrutura, influência regulatória e acesso a dados de consumidores para consolidar posições dominantes nos novos segmentos. Esse fenômeno cria barreiras de entrada para comercializadoras independentes e restringe o potencial de competição real no setor elétrico, provocando desequilíbrios de mercado. Além de se sentir acoado com “imposições de facilidades ao migrar conosco psra o ACL”, o consumidor acaba pagando mais caro por essa “parceria vantajosa”. Pesquisas recentes sobre geração distribuída indicam que o crescimento desordenado do segmento e a ausência de sinais tarifários adequados agravam problemas sistêmicos e perpetuam subsídios cruzados, onerando os consumidores cativos e favorecendo grandes grupos empresariais. Investir nas empresas do setor elétrico brasileiro, especialmente nas distribuidoras que também atuam como comercializadoras e geradoras, continua sendo uma das estratégias mais rentáveis da Bolsa em 2025. A regulação garante estabilidade de fluxo de caixa, e campanhas de lobby bem articuladas permitem que essas companhias influenciem medidas provisórias e emendas legislativas para manter privilégios e expandir suas fronteiras de atuação. O desempenho das ações é impulsionado por uma combinação de previsibilidade regulatória, elevado endividamento do setor e aumento projetado das tarifas, que crescem consistentemente acima da inflação — fatores que consolidam a rentabilidade e o poder dessas empresas. Nesse contexto, a MP 1304/2025 surge como um ponto de inflexão, trazendo emendas que buscam restabelecer o equilíbrio competitivo do setor. A Emenda nº 1, proposta pelo senador Mecias de Jesus, visa limitar a verticalização das concessionárias, impondo restrições ao duplo papel de distribuidora e comercializadora para conter abusos de poder econômico e ampliar a competição. Já a Emenda nº 36, do deputado João Carlos Bacelar, propõe suprimir o artigo que autoriza a comercialização pelas concessionárias, abrindo espaço para geradores independentes e autoprodutores. Ambas as emendas buscam reduzir a concentração de mercado, proteger o consumidor e fortalecer o desenvolvimento sustentável do setor. A atuação ampla das concessionárias como distribuidoras, comercializadoras e geradoras oferece ganhos institucionais e econômicos inegáveis, mas acarreta sérios problemas concorrenciais e de eficiência. A adoção das Emendas nº 1 e nº 36 representa um passo essencial para conter abusos, restabelecer a isonomia entre agentes e promover um ambiente de maior transparência, inovação e competitividade. O futuro do mercado elétrico brasileiro depende de um marco regulatório que priorize o equilíbrio e a diversidade de participantes — não a consolidação de poder nas mãos de poucos grupos dominantes. O AVANÇO SILENCIOSO DAS CONCESSIONÁRIAS E O RISCO À LIVRE CONCORRÊNCIA NO SETOR ELÉTRICO
- Brasil acelera rumo à nova era da energia: evento em Porto Alegre discute inovação, digitalização e sustentabilidade
Matéria jornalística – EnergyChannel Brasil acelera rumo à nova era da energia: evento em Porto Alegre discute inovação, digitalização e sustentabilidade O Brasil está entrando em uma nova fase de sua transição energética e os próximos passos desse processo serão debatidos em um encontro que promete reunir especialistas, empreendedores e profissionais do setor no Tecnopuc, em Porto Alegre, no dia 28 de outubro . O evento, conduzido pelo Diretor Executivo da Noale Energia, Frederico Boschin , propõe um mergulho nas principais transformações que estão redesenhando o mercado elétrico brasileiro. Em pauta estarão as novas fronteiras da energia limpa , a digitalização do sistema elétrico , o avanço das smart grids , a mobilidade elétrica e o papel estratégico do armazenamento de energia na consolidação de um modelo mais inteligente e sustentável. “Estamos vivendo uma transição acelerada, em que a inovação tecnológica e as novas formas de consumo estão mudando completamente a lógica do setor. Esse é o momento de pensar o futuro da energia com visão integrada e colaborativa”, destaca Boschin. Entre os temas em debate, estão: Tendências e panorama do setor energético nacional Gargalos e oportunidades de mercado O impacto da digitalização e da mobilidade elétrica Novas soluções de armazenamento e gestão inteligente de energia Com uma programação que vai das 8h às 12h , o encontro pretende conectar profissionais e lideranças de diferentes áreas em torno de um mesmo propósito: acelerar a transição para um sistema elétrico mais eficiente, sustentável e preparado para os desafios do futuro . O evento será realizado no Espaço Multiuso 204 do Prédio 99A, no Tecnopuc , um dos principais polos de inovação do país. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas neste link . EnergyChannel – Jornalismo que conecta inovação, energia e futuro. Brasil acelera rumo à nova era da energia: evento em Porto Alegre discute inovação, digitalização e sustentabilidade
- Califórnia endurece regras de segurança para megabaterias e redefine padrões do setor de energia
Matéria EnergyChannel: Califórnia endurece regras de segurança para megabaterias e redefine padrões do setor de energia A Califórnia está dando um novo passo para garantir que o rápido avanço das baterias em larga escala essenciais para armazenar energia solar e eólica aconteça de forma mais segura e confiável. O estado norte-americano acaba de aprovar uma nova legislação que estabelece regras mais rígidas de segurança para os sistemas de armazenamento de energia conectados à rede elétrica. A medida surge após o incêndio registrado em Moss Landing, um dos maiores complexos de baterias do mundo, que levantou preocupações sobre o risco de acidentes em instalações desse porte. O episódio serviu de alerta para autoridades e empresas do setor, impulsionando um debate nacional sobre a necessidade de normas mais robustas. Pelas novas diretrizes, as companhias responsáveis pela operação e manutenção desses sistemas deverão adotar padrões avançados de monitoramento térmico, planos de resposta emergencial detalhados e relatórios públicos de segurança. Além disso, haverá maior integração entre os operadores de rede, bombeiros e órgãos ambientais para prevenção de incidentes. Especialistas acreditam que a iniciativa pode influenciar outros estados e até países a revisarem suas políticas de segurança em projetos de armazenamento energético um segmento que cresce rapidamente com a transição para fontes renováveis. “A Califórnia está novamente na vanguarda. Essa legislação não freia o avanço das baterias, mas garante que ele ocorra com responsabilidade e transparência”, afirma um analista ouvido pelo EnergyChannel . Com investimentos bilionários em novas usinas de armazenamento, o setor aposta que a padronização das exigências também trará mais confiança ao público e aos investidores. O estado, que pretende operar 100% com energia limpa até 2045, vê nas megabaterias um pilar fundamental para atingir essa meta agora com mais segurança e controle. Califórnia endurece regras de segurança para megabaterias e redefine padrões do setor de energia











